Área do associado

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Clipping de 11 a 13 de janeiro

13.1.2014

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 11 DE JANEIRO

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

Operação na balada

Bares e danceterias do norte da Ilha serão o próximo alvo de uma operação do Procon de Florianópolis. As equipes estão fiscalizando os alvarás para verificar as condições de segurança. A ação começou quinta-feira à noite na Lagoa da Conceição, a pedido do promotor Eduardo Paladino. Um estabelecimento foi fechado (foto) e outros 10 notificados.
O trabalho acontece no mês em que a tragédia da boate Kiss em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, completará um ano. São conferidos três alvarás nos estabelecimentos: da prefeitura, da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros. O bar San Patrick, no centrinho da Lagoa da Conceição, foi interditado por falta de alvará dos bombeiros. O lugar já havia sido notificado em fevereiro do ano passado.

Corrida perigosa

Pedestres que passeiam pela Avenida Beira-Mar Norte ou fazem jogging nas proximidades do CIC, em Florianópolis, andam preocupados com jovens que se reúnem por ali nos finais de tarde e início de noite. Aparentemente são consumidores de crack, escondidos entre arbustos que invadem a pista de corrida. Seria o caso de a PM dar uma olhada?

Avalanche

A Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) enviou à Justiça inquérito da operação Avalanche, que apurou crimes relacionados ao jogo do bicho e lavagem de dinheiro no Sul do Estado. O ex-delegado regional de Tubarão Renato Poeta foi indiciado. O delegado que coordenou a investigação na Deic, João Adolpho Fleury Castilho, trabalhou na regional de Tubarão quando Poeta era o regional.

Narcóticos

Uma portaria publicada ontem no Diário Oficial, sem divulgação ou alardes, merece elogios à cúpula da segurança pública e da Polícia Civil catarinense. É a criação da tão reivindicada e prometida Delegacia de Combate às Drogas. A equipe terá dois delegados, dois escrivães e 10 agentes. Será um alento para outras delegacias da Capital, que não vêm dando conta de apurar o tráfico e os outros delitos.
A delegacia poderá investigar a atuação de organizações criminosas desde que não colidam com as atribuições da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic).
É uma conquista que tem tudo para melhorar os índices da criminalidade em Florianópolis, principalmente porque drogas e assassinatos estão quase sempre interligados. Palmas ao secretário César Grubba e ao delegado-geral Aldo Pinheiro D’Ávila.

 

COLUNISTA CACAU MENEZES – Diário Catarinense

Internados

Operado ano passado em São Paulo de um câncer de próstata, o delegado Renato Hendges voltou a preocupar, sendo internado no Hospital de Caridade, em Florianópolis. A doença apareceu em outro lugar, pegando todos de surpresa.
Aliás, quem também luta contra um câncer, no pulmão, é o vereador Deglaber Goulart, submetido esta semana a uma cirurgia de retirada do tumor no mesmo hospital. No momento, a situação do vereador é melhor do que a do delegado.

 

ASSUNTO: Roubos em SC

VEÍCULO: Diário Catarinense

EFEITO COLATERAL: Aumenta roubo a casas e pessoas

Dados de 2013 mostram que Santa Catarina conseguiu reduzir índices de criminalidade, mas bandidos mudaram foco dos alvos

Assaltos nas ruas e em residências aumentaram em Santa Catarina em 2013. É o que mostra um relatório emitido pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) na última semana, com dados sobre roubos e furtos no Estado desde 2011. A tabela demonstra que estes crimes têm se intensificado desde 2013, mas especialistas acreditam que isso seja um reflexo da repressão ao narcotráfico em SC.
Só no ano passado foram quase mil roubos a mais nas ruas de SC do que em 2012. O índice nas residências também aumentou 25% em 2013 se comparado a 2012. Os assaltos a pessoas aumentaram 21% no mesmo período
Advogado e professor da Univali, Alceu de Oliveira Pinto Júnior acredita que a transformação no cenário da segurança do Estado é decorrente de um fenômeno conhecido como “migração da criminalidade”: com a redução dos ganhos com o tráfico, aumenta-se o número de assaltos, roubos a caixas eletrônicos ou furtos em residências.
– Questões sociais como desemprego e políticas públicas alteram esses dados, mas a longo prazo. Os atentados no ano retrasado acenderam um forte combate às drogas em SC. Talvez essa seja a razão do aumento de crimes – explica.
PM intensificou o combate ao narcotráfico
Para ele, o combate ao narcotráfico provoca o aumento imediato de outras ações criminosas como forma de compensar as perdas decorrentes da repressão da polícia.
A tenente Claudete Lehmkuhl,chefe de Comunicação da Polícia Militar de Santa Catarina, afirma que esta também é uma percepção dos policiais, ainda que seja uma hipótese. Segundo Claudete, as estatísticas não mostram uma relação clara entre os fatores, mas os dados mensais sobre roubos e ocorrências em geral orientam o trabalho da polícia:
– Se um município tem registrado números cada vez mais altos de um determinado crime, o comando da PM poderá questionar a equipe local e até mesmo intervir – afirma.
Em Florianópolis houve queda em todos os índices entre 2012 e 2013 – com exceção de assaltos nas ruas, que saltaram de 803 para 924. Para o tenente-coronel Araújo Gomes, comandante do 4o Batalhão de Polícia Militar, as estatísticas refletem as ações da polícia:
– Ao apertar a repressão ao tráfico, outros tipos de delito aumentam. Uma estratégia contra o narcotráfico tem que, necessariamente, ser acompanhada de uma força-tarefa contra roubos – afirma Gomes.

 

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 12 DE JANEIRO

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

Resistência

O governo do Estado ainda não conseguiu solucionar o impasse de achar lugares que aceitem receber novas cadeias em Santa Catarina. O assunto Imaruí, no Sul, que receberia uma penitenciária, ainda tramita na Justiça. Em outubro do ano passado, o governador Raimundo Colombo chegou a dar prazo para encerrar a questão, mas 2014 começou e nenhuma solução à vista.
A promessa dada em outubro ao DC

Asfalto

Uma realidade que atingiu grandes metrópoles em outras épocas, como o Rio de Janeiro, assusta a polícia em Florianópolis. Garotos moradores de morros, principalmente no Maciço, descem para roubar no asfalto pegando as vítimas de surpresa.
Há casos na ruas Rui Barbosa e Lauro Linhares, na Agronômica. A suspeita é que buscam dinheiro para se capitalizar, comprar drogas e depois fomentar negócios ilícitos em bocas de fumo.

 

ASSUNTO: Roubos nas baladas

VEÍCULO: Diário Catarinense

BATEDORES DE CARTEIRA E CELULAR: Curta a balada sem surpresas

Celulares, bolsas e joias são os objetos mais visados por ladrões que agem em casas noturnas durante momentos de distração

Fãs de shows e baladas que reúnem grande público devem tomar cuidados com seu pertences. Enquanto rola a descontração, tem gente preocupada em furtar. São os punguistas ou os populares batedores de carteira. Celulares, bolsas e até joias são os objetos mais visados e, na mira dos criminosos, as mulheres são preferência, conforme o delegado da Delegacia de Repressão a Roubos de Florianópolis, Luiz Felipe Rosado.
– Eles escolhem estes eventos e nem prestam atenção no palco. Estão ali para causar prejuízos – afirma Rosado.
No último fim de semana, dois shows do DJ francês David Guetta – em Camboriú, na Green Valley, e em Florianópolis, no Music Park – lesaram dezenas de fãs que estavam dispostos a se divertir e acabaram voltando para casa frustrados. Nas duas apresentações havia segurança, mas a esperteza e a rapidez com que agem os bandidos colocam a solução nas mãos do baladeiro muitas vezes. Ter cuidado com os pertences e em algumas atitudes diminuem as chances do ladrão, avisa Rosado.
– Geralmente eles atuam em dupla. Um chega por trás, subtrai o objeto e passa logo para uma segunda pessoa que some no meio do público. O mais importante, portanto, é não deixar nada nos bolsos de trás. Bolsas? Sempre pra frente – orientou.
Este tipo de crime não é novo e nem exclusivo de Santa Catarina. No ano passado, no primeiro final de semana do Rock in Rio, no Rio de Janeiro, a polícia civil contou 254 celulares furtados. Em outro festival, o Skol Sensations realizado em São Paulo, cerca de 100 pessoas registraram boletim de ocorrência por sentirem falta do aparelho.
Para o delegado Ilson José da Silva, titular da delegacia de Canasvieiras, onde cerca de 100 pessoas foram prestar queixa após o show do DJ, na madrugada de segunda, os furtos praticados dentro de casas noturnas são planejados com antecedência por quadrilhas. Um homem foi detido com dois celulares e reconhecido por uma das vítimas. O sujeito tinha passagem pelo mesmo crime, praticado no final de 2010.
Em Camboriú, dos cerca de 100 boletins de ocorrência gerados após o show, a Delegacia Regional prendeu duas pessoas, recuperou 28 celulares e abriu inquérito para apurar se o clube Green Valley deve ser responsabilizado de alguma forma.

Casa noturna reforçou equipe

A mensagem que está estampada em diversos pontos do Music Park, inclusive nos espelhos dos banheiros, indica que “celular, carteira, documentos, e máquinas fotográficas podem ser guardadas na chapelaria da casa de forma gratuita”. Para o último show do DJ David Guetta, a segurança foi reforçada com 450 profissionais, e tinha premiação para quem flagrasse e impedisse furto. Não adiantou.

O gerente geral do lugar, Julio Campos, afirma que o número de clientes que reclamaram de terem sido furtados não passou de 30 – diante dos 100 boletins de ocorrência na 7a DP de Canasvieiras. Mesmo assim, ele admitiu que não é possível garantir proteção máxima.
– Temos uma equipe competente de seguranças, fazemos revista na entrada e oferecemos chapelaria grátis. Nosso negócio é receber bem o cliente. Agora, em um lugar que tem 10 mil pessoas, a história foge um pouco do controle. Um descuido de segundos é suficiente – diz.

 

ASSUNTO: Maconha

VEÍCULO: Diário Catarinense

CABEÇA FEITA: A hora da maconha nos EUA

Para alegria de muitos e pesar dos médicos, a Cannabis sativa viceja em solo fértil americano

Em um dia, US$ 40 mil em vendas e uma centena de clientes voltando para casa de mãos vazias por falta de estoque. Multiplique essa euforia por 300 – o número de empresários na mesma situação só no Estado americano do Colorado– e você terá uma ideia das razões de a maconha ter se tornado o barato do momento nos Estados Unidos.
Desde 1o de janeiro, não há diferença legal entre comprar maconha e bebida alcóolica no Colorado. A única exigência legal a ser preenchida pelo consumidor interessado em adquirir a erva é comprovar idade igual ou superior a 21 anos. A diferença fica por conta das filas do lado de fora das lojas licenciadas pelas autoridades estaduais e municipais. A população aprovou emenda constitucional legalizando a erva em um plebiscito realizado durante as eleições presidenciais de 2012.
Após a votação, os moradores passaram a ter o direito de cultivar em casa até seis pés de Cannabis sativa, três em floração, e de sair com 28 gramas no bolso, desde que não peguem no volante nem fumem em lugares públicos. Agora é possível comprar a mesma quantidade.
Apesar de polêmica, essa transformação não ocorreu da noite para o dia. Há mais de uma década, o Colorado permite os chamados “dispensários de maconha”, espécie de farmácias especializadas na erva, onde pacientes de glaucoma, câncer ou até acometidos de enxaqueca podem comprar folhas, sementes, flores e derivados com prescrição médica. E não se trata de um fenômeno localizado. Na quarta-feira, Nova York tornou-se o 21o Estado a permitir a venda sob prescrição médica para aliviar sintomas de doenças.
Mais pontos de venda de maconha do que Starbucks
Em 2011, o jornal The Daily constatou que existem mais “dispensários de maconha” do que cafés da franquia Starbucks em Denver, capital do Colorado, com 600 mil habitantes. Agora, são essas mais de 300 “farmácias” que recebem autorização para a venda aberta, experiência inédita, com exceção de Amsterdã, na Holanda. A maior diferença em relação ao caso holandês é o controle sobre a produção e o fato de o consumo não poder ser feito nas lojas. Em maio ou junho, essa também será a realidade do Estado de Washington, no noroeste, que aprovou lei semelhante em 2012, mas onde o licenciamento comercial deve ser concluído em maio ou junho.

Investimento no mercado

Kayvan Khalatbari, morador de Denver, vislumbrou na maconha há cinco anos uma atividade que está longe do estereótipo de bicho-grilo. Comanda três empresas, uma delas de consultoria internacional que presta assistência legal e técnica sobre maconha para clientes em 11 Estados, no Canadá e na Grã-Bretanha. Ele e o sócio, Ean Seeb, empregam 18 pessoas e contratam outras 10 uma vez ao mês durante as colheitas. Os dois estão investindo US$ 2,5 milhões na compra de terra e na construção de uma nova estufa para o dispensário Denver Relief, que deve ser licenciado até fevereiro. A terceira empresa processa maconha para infusões e derivados.
A dificuldade, contam, fica por conta de discrepâncias entre a permissão estadual e as leis federais, que consideram o dinheiro obtido com maconha fruto de atividade ilegal. Essas empresas não podem ter conta em banco.
O diretor de Comunicação do Washington State Liquor Control Board, Brian E. Smith projeta arrecadação de impostos de US$ 2 bilhões em cinco anos no Estado de Washington. A maior parte do valor, segundo ele, será destinado para campanhas, pesquisas e tratamento de usuários.
Críticos dizem que não haverá ganho de longo prazo
Os críticos, como associações médicas, veem no discurso entusiasmado do aumento de receita uma armadilha.
– Não haverá ganhos de longo prazo. Com o álcool, para cada dólar que se arrecada, gasta-se 10 em custos sociais, como tratamentos médicos e acidentes de trânsito. O mesmo irá ocorrer com a maconha – afirma o diretor do Drug Policy Institute, Kevin Sabet.

A situação norte-americana

Segundo os defensores da legalização, o próximo Estado a legalizar a maconha deve ser Oregon, em um plebiscito marcado para novembro. Há também chances de o Alasca fazer o mesmo. Nos próximos meses, a Califórnia deve decidir se fará um plebiscito neste ano ou irá esperar até as eleições de 2016. Nevada, Maine, Massachusetts, Arizona e Missouri também avaliam se fazem a consulta em 2016.

 

 

Fórmulas distintas

Quais as semelhanças e diferenças entre dois Estados que liberaram a maconha nos EUA e o Uruguai

COLORADO E WASHINGTON

– Ambos permitem a posse o uso de maconha para maiores de 21 anos. A venda está liberada no Colorado desde 1º de janeiro de 2014. Em Washington, é legal consumir, mas não vender até que o governo licencie os estabelecimentos e os autorize a funcionar, o que deve ocorrer em maio ou junho.

– Ambos os Estados concedem licenças para o cultivo e elaboração de produtos. Washington não permite que o produtor seja também o vendedor.

– A compra para ambos será como comprar álcool. Basta comprovar ter 21 anos. É possível comprar 28 gramas de maconha por vez. No Colorado, porém, não residentes só podem comprar e portar porções de 7 gramas por vez.

– O Colorado permite o cultivo de até seis plantas, três em floração. Washington apenas permite o cultivo em casa para fins medicinais.

– Em tese, a posse e a venda continuam ilegais perante a lei federal, o que ainda gera dúvidas.

– No Colorado, o consumo só pode ser feito em locais longe da vista do público, mas não nas lojas, que também têm horários de funcionamento.

– É ilegal dirigir com 5 nanogramas ou mais de THC por mililitro de sangue. O carro pode ser retido e o motorista pode ser multado, preso ou ter a carteira de habilitação suspensa.

URUGUAI

– O Estado controla a regulação, a importação, exportação, plantio, cultivo e comercialização. A regulamentação dever ser concluída no segundo trimestre de 2014.

– É permitido cultivar até seis pés de Cannabis sativa por casa, e a produção em clubes integrados por no mínimo 14 e no máximo 45 pessoas.

– A liberação da produção também abrange pesquisa científica e uso medicinal. A cultura do cânhamo industrial – matéria-prima para tecidos, entre outros – também é liberada.

– Fica proibido fumar maconha em locais públicos fechados, dirigir sob o efeito da droga e fazer anúncios publicitários promovendo a substância.

– Mediante registro, cidadãos uruguaios e estrangeiros que residem legalmente no país podem comprar até 40 gramas mensais de maconha em farmácias credenciadas e colher até 480 gramas de maconha por ano.

 

Profissionalização do setor

Na prática, a oferta para uso medicinal e a naturalidade com que se compra maconha nos EUA – os adolescentes dizem ser mais fácil comprar a erva do que álcool –, associadas a um poderoso e crescente lobby, financiado por magnatas como George Soros, vêm mudando a cabeça dos americanos. E 2013 foi um marco: pesquisa do Gallup, apontou em outubro que 58% dos entrevistados são favoráveis à legalização. Outra, do Instituto Nacional sobre o Abuso de Drogas, mostrou que o percentual de estudantes do Ensino Médio que consideram a droga prejudicial caiu de 44,1% para 39,5% em 12 meses.
A proprietária da 3D Cannabis, Toni Fox, a primeira a abrir as portas em Denver, estava acostumada a vender US$ 1 mil ao dia, mas fez 40 vezes mais. Por telefone, admitiu que a euforia deve dar lugar a uma busca mais serena com o aumento da oferta, mas ainda assim, calcula que venderá por mês em torno de US$ 300 mil. Ela prepara investimentos de US$ 2 milhões na duplicação do tamanho da estufa de produção de mudas – atração na loja, com grandes janelas que permitem observar as plantas sob uma luz amarelada.
Califórnia possui universidade com cursos de olericultura
A indústria da maconha legal nos EUA já discute a profissionalização do setor. Em Oakland, na Califórnia, foi criada uma universidade que dá cursos de olericultura voltados para maconha e cânhamo, variedade com menos de 1% de THC (substância ativa que provoca alteração das funções cerebrais e pode causar dependência química) e usada para confeccionar tecidos, plásticos e outros produtos.

 

“Não precisamos de outro problema”

Ex-assessor antidrogas na gestão George W. Bush, Paul Chabot participa de uma coalizão que ajudou a convencer 200 cidades na Califórnia a banir lojas de maconha medicinal. Autor do livro Eternal Battle Against Evil, disse em entrevista ao jornal Zero Hora do Grupo RBS que o lobby pró-maconha tem sido sinistro com as famílias.

Grupo RBS – Há quem diga que lutar contra o narcotráfico é uma guerra perdida. Por que não legalizar?
Paul Chabot – Não é uma guerra perdida. Não é uma guerra de forma alguma. O problema das drogas é um câncer que dilacera famílias e o tecido moral de uma comunidade. O uso de drogas, na realidade, caiu nos EUA nos últimos 30 anos em razão dos nossos esforços. Devemos atacar o problema com educação, prevenção, tratamento e coerção – mas nunca devemos desistir.

Grupo RBS – Quais são os riscos da legalização?
Chabot – Aumentar o uso de drogas, o número de motoristas chapados, de sonegação etc. Temos problemas suficientes na sociedade em razão da regulamentação de produtos como o álcool, não precisamos adicionar outro problema massivo nas costas das próximas gerações.

Grupo RBS – Quem se beneficia e quem perde?
Chabot – Ganham os que chamamos de ‘Big Marijuana’ (Grande Maconha), que financiam os esforços de legalização e contratam pessoal para promover o uso da maconha, muito similar ao que aconteceu com o tabaco nos anos 1980. Os cartéis de drogas se beneficiarão porque irão vender a preços mais baixos, porque não irão pagar taxas. Quem perde? As crianças, com o aumento de viciados. A saúde pública, com o aumento no uso de serviços. Abusos a crianças e a mulheres irão aumentar. As ruas vão ficar mais perigosas.

Grupo RBS – A administração federal está deixando de se opor de forma contundente à maconha?
Chabot – A administração Obama tem sido um fracasso e ignora a Cláusula de Supremacia da Constituição, que afirma que, quando as leis estaduais e federais entram em conflito, a lei federal supera a estadual.

Grupo RBS – A legalização é uma tendência ou está restrita a poucos Estados?
Chabot – Não, isso é coisa dos grandes investidores em maconha, que não querem apenas a erva legalizada, mas todas as drogas legalizadas. Eles fazem uma espécie de campanha política com informações falsas e enganam alguns eleitores que não pesquisam sobre o assunto.

 

“Os efeitos são, na maioria, vantajosos”

Diretor executivo da principal organização que defende reformas na política de combate às drogas nos EUA, Ethan Nadelmann pondera, em entrevista ao jornal Zero Hora do Grupo RBS, que a legalização da maconha deve, sim, aumentar o consumo da droga, mas afirma que os benefícios compensam as desvantagens.

Grupo RBS – Um dos argumentos a favor da legalização da maconha é suprimir o narcotráfico. Essa estratégia irá funcionar?
Ethan Nadelmann – Estamos engajados em uma transição de longa duração da maconha de um mercado totalmente ilegal para, um dia, ser totalmente ou quase totalmente legal. Passamos por uma evolução similar com a revogação da proibição ao álcool em 1933. Nos anos que se seguiram, os antigos contrabandistas tentaram competir com o mercado legal emergente, mas com o tempo ficaram cada vez menos competitivos.

Grupo RBS – E quais são os riscos da legalização?
Nadelmann – Os efeitos são, em sua maioria, vantajosos. Vamos ver reduções de prisões de jovens por porte de drogas, da corrupção policial, da arrecadação das organizações criminosas. O único risco é aumentar o uso problemático de maconha. É muito possível que o número de consumidores aumente, mas evidências sugerem que isso será acompanhado em uma redução no consumo de álcool e de fármacos. O aumento no consumo será entre pessoas em seus 40, 50, 60, 70 e 80 anos de idade, que se darão conta de que a maconha os ajuda a lidar com a artrite ou os ajuda a dormir sem pílulas. Não representará um grande problema de saúde pública. Os benefícios são enormes, e os riscos e as desvantagens são modestos.

Grupo RBS – Qual o tamanho do lobby?
Nadelmann – O lobby contrário é enorme, essencialmente formado por grupos que constroem e exploram prisões privadas nos EUA, um setor que movimenta US$ 100 bilhões ao ano, organizações policiais, promotores e todas as pessoas e organizações que se beneficiam disto. É altamente influente na política americana. Já o lobby a favor é, em sua maioria, formado por organizações da sociedade civil, vistas até então como pouco poderosas.

Grupo RBS – Outras drogas seriam legalizadas?
Nadelmann – Gostando ou não, não há terreno para usar a legalização da maconha como pretexto para legalizar outras drogas. Na Holanda, a maconha é semilegal há mais de 30 anos, mas não há movimento para fazer o mesmo com outras substâncias.

 

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 13 DE JANEIRO

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

Nova cara

Moradores do bairro Trindade, em Florianópolis, aguardam pela abertura de um posto policial construído na Praça Santos Dumont, a conhecida praça do antigo Bar do Pida. No passado, o local estava sujo e abandonado. Hoje, ganhou pintura. Será que agora vai?

Xô aluguel

Começa hoje a mudança da sede da Delegacia Geral da Polícia, da Rua Álvaro do Carvalho, no Centro, para a Felipe Schmidt. O detalhe é que desta vez a unidade vai para um prédio do Estado, abrindo mão do aluguel de cerca R$ de 60 mil.

Agilidade

Em Florianópolis, o tenente-coronel Araújo Gomes saiu na frente para tentar diminuir a escalada dos roubos. Criou um grupo de policiais militares específico para combater esse tipo de delito na área do 4º Batalhão.
Os PMs fazem um trabalho de pós-crime, chegando ao local rapidamente, checando imagens e relatos. Carregam álbuns com fotos de suspeitos e agenda com telefones de informantes. Tudo na tentativa de prender logo os autores.

Carta branca

Delegado Ulysses Gabriel da Costa é o novo delegado regional de Polícia de Tubarão. Substituirá Renato Poeta, exonerado após a Operação Avalanche, que investigou o jogo do bicho e outros crimes como lavagem de dinheiro. Costa tem a promessa de carta branca.

 

COLUNISTA CACAU MENEZES – Diário Catarinense

Federal treina

Treinamento especial para 1,3 mil policiais federais de todo o Brasil vai acontecer em Florianópolis, a partir de 1o de fevereiro. As aulas serão ministradas no antigo prédio da Unisul, em Canasvieiras, ao lado do antigo espaço do Planeta Atlântica. Todos os policiais foram destacados para atuar na segurança da Copa do Mundo.

 

ASSUNTO: Lei Seca

VEÍCULO: Diário Catarinense

MULTA GRAVÍSSIMA: Detidos sete motoristas embriagados

A Polícia Militar deteve sete motoristas por embriaguez entre a noite de sábado e a manhã de domingo, em Jaraguá do Sul e Guaramirim. O primeiro caso ocorreu às 19h de sábado, na Rua Feliciano Bortolini, na Barra do Rio Cerro, em Jaraguá do Sul, quando um Palio bateu contra um barranco.
O último foi às 5h40min, na Rua Joaquim Francisco de Paulo, bairro Tifa Martins, em Jaraguá, quando um motociclista de 28 anos atropelou um homem de 56, ferido leve. O piloto da moto fugiu, mas caiu nas proximidades e foi detido pela PM. Além de dirigir embriagado, ele responderá por omissão de socorro e por não prestar informações ao boletim de ocorrência.
A segunda infração mais grave ocorreu na Rua 25 de Julho, no bairro Vila Nova, às 5h11min. O motorista de um Escort, 34, bateu num poste e teve ferimentos leves. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro. Foi multado e teve a CNH apreendida. As outras detenções foram nas ruas Walter Picolli e Dorval Marcatto, em Jaraguá do Sul, e João Butschardt, em Guaramirim.

 

ASSUNTO: Troca de tiros

VEÍCULO: Diário Catarinense

PERSEGUIÇÃO: Assaltantes trocam tiros com polícia no Norte da Ilha

PM perseguiu e capturou trio que invadiu casa em Canasvieiras e fugiu em direção ao bairro Ingleses

Um assalto a residência em Canasvieiras, Florianópolis, terminou em troca de tiros com a PM em Ingleses na noite de sábado. Os três assaltantes foram presos – dois foram feridos e levados ao hospital.
Segundo informações da Polícia Militar, por volta de 22h30min de sábado, três homens armados invadiram a residência de um dono de imobiliária em Canasvieiras. Os assaltantes levaram cerca de R$ 40 mil em bens e agrediram uma moradora. O trio fugiu em carro que havia sido furtado em São Paulo. Ainda em Canasvieiras, trocaram de veículo e seguiram em fuga. Romperam barreira policial em Vargem Grande e foram perseguidos.
Em Ingleses, na Servidão Nossa Senhora do Amparo, houve troca de tiros. Os assaltantes perderam o controle do carro e colidiram em um muro. A polícia apreendeu quatro armas em posse dos bandidos e parte dos bens.

 

ASSUNTO: Resgate pelos bombeiros

VEÍCULO: Diário Catarinense

UMA PESSOA MORTA: Carro cai de ponte em ribeirão de Gaspar

Um Celta de Blumenau foi retirado por guincho do Ribeirão Gaspar Grande, em Gaspar, às 14h30min de ontem. Segundo o Corpo de Bombeiros, o carro caiu da Ponte Colombo Sales por volta das 2h do domingo após colidir com um Palio com placas de Pitanga (PR) na Rua Nereu Ramos, no Centro. O condutor do Palio foi encaminhado ao Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e já teve alta. Foi retirado do carro o corpo de Lucas Bellini da Silva, 16, que seria um dos passageiros. Cleverson Narciso Fernandes, 19, que seria o motorista do Celta, ainda não foi localizado.

 

ASSUNTO: Assassinato no Rio Vermelho

VEÍCULO: Diário Catarinense

DEZ TIROS NO CARRO: Mistério na morte de gerente

Neusa Viana foi assassinada perto de casa, no Rio Vermelho, em Florianópolis, depois de um dia de trabalho em um hotel

Uma mulher batalhadora, dedicada à igreja e à família. É assim que a gerente de hotel Neusa Viana, de 48 anos, é descrita por familiares e amigos. Por esse motivo, a morte dela, na noite de sábado, ainda é um mistério.
Aparentemente não haveria motivos para que Neusa fosse assassinada. O crime ocorreu a cerca de 300 metros da porta da casa dela, no bairro Rio Vermelho, no Norte da Ilha de Santa Catarina, quando o carro que dirigia foi cercado e alvejado por pelo menos 10 tiros.
A Polícia Militar suspeitou de tentativa de roubo, mas a Delegacia de Homicídios de Florianópolis afirma que nada foi retirado do veículo. Os policiais não descartam a possibilidade de que Neusa tenha sido executada por causa de terceiros – quando se pretende atingir algum conhecido.
Segundo informações da Polícia Civil, Neusa estava dentro do carro dela, um Prisma branco, e voltava do trabalho. O delegado Adriano Almeida, da Delegacia de Homicídios de Florianópolis, afirma que ela passou o dia em um hotel em Cachoeira do Bom Jesus, onde era gerente. No retorno para casa, ela teria parado para comprar um lanche, tendo sido morta logo depois, por volta de 23h45min.
– O carro estava batido contra um muro com a ré engatada. Então é possível que ela tenha tentado fugir – explica o delegado.
Ainda não há pistas sobre quem teria cometido o crime ou qual seria o motivo.
Familiares não entendem o que ocorreu com Neusa
A família de Neusa está inconformada. A cunhada Marina Viana diz que ninguém consegue entender o que pode ter causado o crime. Ela afirma que as duas eram praticamente irmãs. Com 48 anos, faziam aniversário em maio e conviviam próximas havia 33 anos, quando Marina casou com o irmão de Neusa e entrou para a família.
– Para mim, ela era amiga, companheira. Dividia comigo as alegrias e as tristezas, era meu ombro amigo. Sempre foi exemplo de filha, irmã, mãe. Uma mulher batalhadora e bem-sucedida profissionalmente – conta Marina.
Neusa trabalhava havia mais de 20 anos no hotel em Cachoeira do Bom Jesus e morava em um condomínio fechado no Rio Vermelho. Frequentava a igreja Assembleia de Deus e, segundo Marina, era muito atuante. A filha de Neusa, de 20 anos, não mora com a mãe, é casada e tem um menino de 3 anos. Marina afirma que o menino sempre visitava a avó.
– Aparentemente não tinha motivo para isso acontecer. A pergunta está no ar e a dor só aumenta. Dizem que com o tempo ela diminui, mas acho que apenas vamos aprender a conviver com ela – desabafa a cunhada.
Segundo um colega de trabalho, Neusa era bastante tranquila e muito dedicada ao trabalho e à família. Neusa nasceu em Redentora, no Rio Grande do Sul, e morava em Florianópolis havia 30 anos.

 

ASSUNTO: Violência no Oeste

VEÍCULO: Diário Catarinense

ANO PREOCUPANTE: Violência marca fim de semana

O fim de semana foi violento na maior cidade do Oeste, com quatro homicídios registrados entre a tarde de sábado e a manhã de domingo. Até o delegado de plantão da Polícia Civil de Chapecó, Ricardo Cazarolli, ficou surpreso com os índices de violência da cidade neste início do ano.
–Há uma perda de noção da gravidade do crime de homicídio – declarou o delegado Cazarolli, em entrevista concedida à RBS TV de Chapecó.
Cazarolli informou que, aparentemente, em três dos quatro crimes as vítimas não tinham assumido uma situação de risco.
– Quase todos dão a impressão de que os motivos são desavenças bobas – completou.
A única vítima que tinha passagem pela polícia, por furto e roubo, era Alex Sandro Archieri, 24. O delegado disse que há suspeita de que o crime possa ter relação com dívida de entorpecentes. Archieri foi encontrado por volta de 13h30min do sábado, num matagal no loteamento Dom José Gomes, no bairro Efapi. Moradores que ouviram tiros na noite de sexta-feira chamaram a Polícia Militar, que encontrou o corpo que possuía sinal de tiros de arma de fogo nas costas e no queixo. A PM tem um suspeito do crime.
O segundo homicídio foi registrado por volta de 18h30min de sábado. Fortunato Alves, 72 anos, foi encontrado morto na cama dele, na residência onde morava, no bairro Efapi. Ele tinha sinais de golpes de martelo no corpo e uma faca permanecia cravada no peito. A Polícia não tinha suspeito até o início da tarde de ontem.
O terceiro crime foi registrado na Rua Olivo Menegatti, também no Efapi. Por volta de 21 horas, Sebastião Florêncio Nunes, 55 anos, voltava de um bar para casa quando foi agredido por golpes de faca. A Polícia ainda não havia identificado o autor do crime até o início da tarde de domingo.
Em apenas 12 dias já são seis mortes
O quarto crime foi no distrito de Marechal Bormann, interior do município. Atílio Gonçalves da Trindade, 48 anos, também voltava para casa de um bar quando foi morto por golpes de faca. O corpo foi encontrado por volta de 6h50min de ontem. Um menor que estava com a vítima apontou um jovem de 18 anos como autor do crime. O suspeito foi preso para averiguação. Com os registros de ontem, somam-se seis mortes em apenas 12 dias de 2014 em Chapecó. Isso significa uma média de um homicídio a cada dois dias na cidade.