Área do associado

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Clipagem do dia 25 de fevereiro

25.2.2014

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 25.02.2014

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

Jogaram a toalha?

Moradores relatam preocupação com assaltos em plena luz do dia no bairro Itacorubi, em Florianópolis. Teve cidadão atacado ao chegar ao prédio às 13h30min. Até condomínio foi invadido recentemente.
Ao registrar boletim de ocorrência, a vítima ouviu de um delegado que a situação seria de descontrole e impotência.

 

COLUNISTA CACAU MENEZES – Diário Catarinense

Festa dos ladrões

Convidados de uma festa sábado à noite em Jurerê tradicional, na rua da Toca da Garoupa, tiveram uma surpresa nada agradável. Mais de 10 carros foram arrombados numa mesma rua sem que ninguém percebesse o que estava acontecendo. Os ladrões forçaram portas, quebraram vidros e levaram objetos e documentos.
Os furtos em série contrastam com a situação do bairro poucos dias atrás, quando tudo estava protegido por militares por causa da presença do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke.

Segurança

No congresso técnico da Fifa, realizado semana passada em Florianópolis, reunindo os 32 técnicos das seleções que vão participar da Copa, o principal assunto tratado foi a segurança durante a competição. Daí estão perguntando na grande imprensa: o que técnico de futebol tem a ver com segurança?

 

COLUNISTA ROBERTO AZEVEDO – Notícias do Dia

Secretariado

Raimundo Colombo fará as reformas no secretariado no mês de março, antes do prazo legal que é abril, seis meses antes das eleições. Comunicou aos assessores que, na maioria das pastas, o titular que sai para concorrer, a maioria deputados, será substituída pelo secretário-adjunto, com exceção da Infraestrutura, onde Wanderlei Agostini também disputará o pleito.

 

COLUNISTA CARLOS DAMIÃO – Notícias do Dia

“Zuzo” bem

No fim de semana, a Polícia Militar Rodoviária de Santa Catarina contabilizou a 100ª prisão, só em 2014, de motoristas dirigindo sob efeito de álcool. Em 54 dias, quase duas prisões por dia. Trata-se de uma situação absurda, que reflete muito bem o desrespeito que muitos brasileiros têm pelas leis.

Lei e ordem

Dúvida básica: por que em Balneário Camboriú flanelinha é preso – e enquadrado por extorsão e ameaça – e em Florianópolis ninguém se importa com a atuação desses indivíduos nas principais ruas da cidade? O flanelinha detido na semana passada na cidade do Litoral Norte talvez tenha migrado da Capital para lá. Sim, porque esse tipo de comportamento não se cria em Balneário Camboriú. Os poucos que existem são muito discretos na atividade, porque lá as leis parecem funcionar.

 

ASSUNTO: Supersalários

VEÍCULO: Diário Catarinense

LIMINAR DO STF: Sindicato dos servidores federais pede pagamento de supersalários

O Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis) apresentou ontem petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) em que pede para que os supersalários do Senado sejam pagos em 24 horas. A medida ocorre após o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), recorrer na última quinta-feira, 20, da decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, que determinou às casas do Congresso que voltassem a pagar salários superiores a R$ 29,4 mil, que é o teto do funcionalismo público. Logo após tomar conhecimento da decisão, Calheiros classificou como “absurda a liminar”.

 

ASSUNTO: Tráfico de drogas

VEÍCULO: Diário Catarinense

NOVO MÉTODO: Drogas viajam na lataria de carros

Investigação levou policiais da Deic à apreensão de 170 quilos de entorpecentes

Na lateral, no assoalho, embaixo dos bancos, ao lado do motor. Onde couber, traficantes forram com drogas, artimanha feita principalmente no Paraguai. Nos últimos 10 dias, a polícia apreendeu 170 quilos escondidos na lataria de dois carros velhos que entraram em Santa Catarina por rotas menos movimentadas.
Os motoristas geralmente são mulas, os transportadores, contratados por distribuidores. A repetição indica a possível ação de uma quadrilha especializada, mas a polícia catarinense prefere não dar detalhes da investigação.
Na garagem da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Florianópolis, há dois veículos com a lataria retorcida após a retirada de grande quantia de entorpecentes.
Um deles é uma Pampa com placas de Naviraí (Mato Grosso do Sul) abordada no domingo em Porto União, no Planalto Norte, divisa com o Paraná. A outra é uma F-1000 apreendida no dia 13 em Araquari, no Norte de Santa Catarina.
Na Pampa havia 150 quilos de maconha. Bombeiros foram chamados para abrir os compartimentos de ferro com equipamentos utilizados em resgates de acidentados. A maconha estava na parte lateral e na carroceria embaixo dos bancos.
O motorista, Lorrany da Silva Woehl, de 20 anos, de Canoinhas, foi preso em flagrante. Um adolescente de 17 anos o acompanhava e foi liberado. A polícia diz que o mesmo veículo fez o transporte outras três vezes.
Na caminhonete, havia 20 quilos (10 de maconha e 10 de cocaína). O acondicionamento é feito com massa ou simplesmente jogado no espaço vazio da lataria.
Os tabletes de maconha ou cocaína podem passar despercebidos em abordagens pelas rodovias. Para descobri-los é preciso fazer uma vistoria rigorosa ou uma investigação complexa sobre os envolvidos.
Estradas pouco movimentadas são usadas como rota de fuga
O delegado Cláudio Monteiro diz que a montagem é feita no Paraguai, principalmente em Pedro Juan Caballero. De lá, os carros rumam a Santa Catarina para abastecer pontos de drogas pelo Estado.
– O caminho nem sempre é feito por rodovias federais. Há rotas novas. Eles usam estradas menos conhecidas na divisa do Paraná com o Estado e com menos movimento para fugir de ação policial – diz Monteiro.

 

ASSUNTO: Segurança no Oeste

VEÍCULO: Diário Catarinense

REPRESSÃO AO CRIME: Ação começa por bairros violentos

Operação Torniquete começou ontem em Chapecó com objetivo de frear índice de homicídios e coibir o tráfico na cidade

A Operação Torniquete, força-tarefa dos órgãos de segurança do Estado para coibir o aumento da violência em Chapecó, no Oeste de SC, começou ontem no município. Uma das principais ações foi no final da tarde, no bairro São Pedro, um dos pontos da cidade onde há maior incidência de homicídios e considerado um dos principais pontos de tráfico de drogas na cidade.
No primeiro dia, duas pessoas foram presas por porte de maconha. A região do São Pedro, na Zona Leste da cidade, é formada por moradores de baixa renda que passam por constante preconceito devido à fama da violência no bairro. Na região, uma base da Polícia Militar foi incendiada no início do ano.
De acordo com o delegado regional e um dos coordenadores da operação, Ronaldo Moretto, a região do São Pedro é considerada uma das zonas vermelhas da cidade, onde há maior número de incidência de crimes. Outras regiões, como os bairros Pinheirinho, Vila Páscoa e Jardim do Lago também são áreas prioritárias para a ação.
De acordo com o comandante do 2o Batalhão da Polícia Militar de Chapecó, tenente Osvaldir Kassburg, as ações têm objetivo de inibir os crimes.
Os homicídios chegaram a 49 em 2013. Chapecó, que tinha 146 mil habitantes em 2000, agora se aproxima dos 200 mil,. Segundo a Associação Comercial e Industrial, o Sindicato do Comércio Varejista e a Câmara dos Dirigentes Lojistas, o efetivo policial não acompanhou o crescimento da população.
Estas e outras entidades organizam uma mobilização para hoje, às 9h30, na Avenida Getúlio Vargas. A expectativa é de reunir 5 mil pessoas no ato. As entidades vão lançar uma “Carta de Chapecó”, na qual vão cobrar mais efetivo para as polícias Civil e Militar, entre outras reivindições.

 

ASSUNTO: Morte na Mauro Ramos

VEÍCULO: Diário Catarinense

CRIME NO CENTRO: Adolescentes confessam assassinato

A Delegacia de Homicídios de Florianópolis solucionou a morte do suspeito de tráfico Edson Luiz Pereira, 31 anos, o Macaquinho, executado com cinco tiros na tarde do dia 20, na Avenida Mauro Ramos, uma das mais movimentadas do Centro da Capital. Dois adolescentes de 17 anos se apresentaram ontem aos policiais da Homicídios.
De acordo com a polícia, o motivo da execução foi uma briga entre a vítima e um dos dois adolescentes apreendidos. Macaquinho era chamado assim no Morro da Caixa. Segundo a Polícia Civil, antes de 2010 o chefe do tráfico local, Válter Costa Filho, o Tico, foi preso e Macaquinho ficou administrando o tráfico para ele. Acabou roubando Tico e teve que se esconder no Morro da Marquinha, onde se tornou olheiro e segurança do traficante Zoinho.
A briga que acabou com a execução na semana passada começou em 2010, numa festa no Clube Istepô, perto do Morro do Mocotó.
A noite estava tranquila e casais dançavam na festa quando Macaquinho chegou mandando todos irem embora. Um integrante do tráfico do Morro da Caixa disparou quatro tiros contra Macaquinho. Nenhum acertou e então ele acabou jurado de morte.
Em 29 de dezembro de 2013, ele teria sido o autor dos disparos contra o carro da família de um dos adolescentes apreendidos ontem.
Tiros foram disparados às 17h, na Avenida Mauro Ramos
No dia em que morreu, Macaquinho estava sentado no bar Amarelinho, na esquina da Rua Bulcão Viana com a Mauro Ramos, a poucos metros do Instituto Estadual de Educação, quando uma moto se aproximou, por volta de 17h.
O adolescente que escapou do atentado de dezembro pilotava a moto. Um carona levava a arma. Macaquinho não os reconheceu. Levou cinco tiros na cabeça e no tórax. Conduzido em estado grave ao Hospital Celso Ramos, não resistiu e morreu.
Coordenados pelo delegado Ênio Matos, titular da Delegacia de Homicídios de Florianópolis, os policiais solucionaram o crime em quatro dias de investigação. Os agentes chegaram à autoria do assassinato e encaminharam os dois adolescentes de 17 anos de idade – o piloto e o carona da moto – para a Delegacia de Atendimento ao Adolescente. A moto usada no dia da morte foi apreendida, mas a arma do crime ainda não foi encontrada.

 

ASSUNTO: Segurança nas estradas

VEÍCULO: Diário Catarinense

RODOVIAS FEDERAIS: Cai número de feridos e mortos

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou, em 2013, 186.474 acidentes em rodovias federais, que deixaram 103.559 feridos e 8.415 mortos em todo o Brasil. O balanço foi divulgado ontem.
Em comparação a 2012, em termos absolutos, houve um aumento de 1% no número de acidentes, queda de 0,79% no número de feridos e redução de 2,83% no de mortos. Em termos proporcionais, quando se considera o aumento de 7,5% da frota de veículos em 2013, o Brasil registrou queda nos índices.
– Em relação à frota, caímos de 2.510 acidentes em cada 1 milhão de veículos para 2.359, uma redução de 6%. O número de feridos caiu de 1.420 (em cada milhão de veículos) para 1.310, redução de 7,7%. O número de mortos, de 118 vítimas em cada 1 milhão de veículos, para 106, uma redução de quase 10% – explicou o chefe da Divisão de Planejamento Operacional da PRF, inspetor Stênio Pires.
No ano passado, a frota de veículos chegou a 81,3 milhões de unidades. De acordo com a PRF, 95% dos acidentes são causados por falha humana, como excesso de velocidade, falta de atenção e dirigir falando ao celular.
As colisões frontais respondem por 32% das mortes nas rodovias federais. De acordo com o balanço, o maior número de infrações foi o excesso de velocidade, com 782.770 infrações, um aumento de 4% em relação a 2012.
Minas Gerais é o Estado campeão em número de acidentes e mortes: foram 26.459 acidentes em 2013, com 1.264 mortos. Uma das explicações, segundo a PRF, é porque Minas tem a maior malha rodoviária federal.
– Minas está no centro do Brasil e é utilizada como corredor de várias pessoas que saem de um Estado para outro. Além disso, é economicamente muito forte, com indústria e agricultura. Isso faz com que o fluxo de veículos seja muito grande – acrescentou o inspetor Pires.

 

ASSUNTO: Resgate

VEÍCULO: Diário Catarinense

PERDIDOS EM TRILHA: Vídeo mostra resgate de adolescentes

A Polícia Militar divulgou ontem o vídeo de um resgate pelo helicóptero Águia de quatro adolescentes que se perderam no Parque Estadual da Pedra Branca, em Palhoça, Grande Florianópolis. De acordo com a PM, os jovens ficaram perdidos em uma trilha no início da noite de sábado

 

ASSUNTO: Simpósio sobre álcool e outras drogas

VEÍCULO: Portal da UFSC

Álcool e outras drogas: simpósio reúne representantes da UFSC e do governo

Palestrantes de Florianópolis, São Paulo e Brasília participaram do “II Simpósio sobre Álcool e outras drogas: formação profissional e práticas de atenção”, nos dias 21 e 22 de fevereiro, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O Centro Regional de Referência para Formação de Profissionais que Atuam com Usuários de Crack e outras Drogas e seus Familiares (CRR/UFSC) promoveu o debate, que abordou, em mesas-redondas, os temas “Abordagem ao usuário e à família” e “Epidemiologia, Prevenção e Assistência”. Após as exposições, formaram-se rodas de conversa, que proporcionaram aos interessados e profissionais de saúde troca de informações sobre um grave problema social que atinge, indiscriminadamente, toda a sociedade.

Na abertura do evento, Vitore André Zilio Maximiano, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) do Ministério da Justiça (MJ), apresentou a conferência “Álcool e Drogas no Brasil – Panorama Atual das Políticas Públicas”. Antes da palestra, o secretário havia sido entrevistado pela TV UFSC; confira no Boletim “Universidade Já”:

No último dia do evento, à tarde, o médico Tadeu Lemos, professor do departamento de Farmacologia e vice-diretor do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UFSC, abordou “o futuro do tratamento farmacológico da dependência química”; Ana Paula Fonini Araújo, psicóloga e coordenadora do Centro de Apoio Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) da Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF), falou sobre os desafios do trabalho no Centro; e Daniela Ribeiro Schneider, psicóloga e professora da UFSC, versou a problemática da prevenção.

“Eu acho que a questão mais importante que nos faz pensar no futuro foi chegar ao consenso ou a caracterização da dependência química enquanto um transtorno mental”, constatou Tadeu Lemos. A problemática das drogas era antigamente tratada como uma questão moral; porém, com o avanço do conhecimento e a reprodução das pesquisas feitas em outras partes do mundo, pôde-se verificar que ela se trata de um transtorno mental, que não é apenas biológico, psicológico ou social – mas “biopsicossocial”.  E, dentro desse contexto, a espiritualidade está se inserindo. Para o professor, “o importante é que todos os lados sejam contemplados; esta visão nos dá a possibilidade de avaliar e abordar o indivíduo como um todo, e não somente um cérebro ou um comportamento”. Uma vez que o assunto passa a ser entendido dessa forma, os interessados em estudar e atuar no uso, abuso e dependência de substâncias psicoativas precisam se aprofundar em Saúde Mental.

O professor apresentou dados atuais, tais como: aproximadamente metade dos transtornos mentais começa antes dos 14 anos; 20% das crianças no mundo apresentam algum tipo de problema mental, e o início do uso de drogas – conforme pesquisas epidemiológicas – está ficando cada vez mais recente (sobre isso, acrescentou que “não há consenso na Medicina ou em qualquer outra área da saúde sobre o uso de medicamentos em crianças e adolescentes, do ponto de vista terapêutico, e, ainda, por razões éticas”); 800 mil pessoas cometem suicídio anualmente – a maioria entre 15 e 44 anos, 86% em países pobres –, e os transtornos mentais estão entre as principais causas de suicídio.
Na sequência, relacionou as cinco barreiras que devem ser superadas para aumentar a disponibilidade de serviços de saúde mental, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS):
1 – os serviços são negligenciados pelas políticas de saúde pública;
2 – a maioria dos serviços atuais anunciados não funciona na prática;
3 – falta de integração na atenção primária;
4 – falta de capacitação profissional;
5 – falta de lideranças públicas na área.

Mesmo com essas barreiras, o professor acredita que as ações estão caminhando de forma positiva, e quem está começando na área não deve desanimar. E questionou: “Será a falta de medicamentos um problema prioritário no contexto atual da atenção à saúde mental em nosso país?”. Embora seja farmacologista, considera que a medicação tem um papel importante, mas não é prioridade no Brasil, sendo bastante útil em algumas circunstâncias.

Apresentou um alerta da OMS: pacientes, familiares, governantes e organizações afins precisam unir-se para a melhoria dos serviços de saúde mental – nos países pobres é preciso de 2 a 4 dólares por pessoa ao ano para a melhoria ou implantação desse serviço. Alguns dados do Brasil: portadores de transtornos mentais sofrem a ignorância, o preconceito e a discriminação dos profissionais de saúde, incluindo também os dependentes químicos; os transtornos mentais são duas vezes mais frequentes na população mais pobre do que na mais rica; crianças que vivem em situação de miséria têm cinco vezes mais chances de ter um transtorno mental que as da classe média. Citou ainda que politicas, planos e programas de qualidade resultam em melhores serviços e que “cabe a cada um de nós combater o preconceito e a discriminação; tudo começa no saber ouvir”.

Qual o papel dos fármacos na prevenção? Para essa pergunta, Lemos colocou que um deles é na prevenção da recaída. Somente o medicamento não funciona, tem que estar associado à abordagem. Remédios também são úteis na desintoxicação e na síndrome de abstinência, aliviando os sintomas, o sofrimento e principalmente a dor do paciente.

Os transtornos psiquiátricos mais frequentes entre adolescentes usuários de drogas são: Humor; Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH); Ansiedade; Conduta; Psicóticos; e Alimentares. Estes são transtornos comuns dos dependentes químicos, e, quando diagnosticados, precisam de tratamento farmacológico – com algumas exceções.

O professor elencou os 13 princípios do tratamento da dependência química, definidos pelo Instituto Nacional Americano para Dependência Química. A questão dos medicamentos aparece no item 7 – “medicamentos são importantes, especialmente quando combinados com psicoterapia”. Segundo Lemos “a efetividade da medicação é relativa, embora útil” e “a base do tratamento farmacológico é a compreensão do mecanismo neurobiológico do sistema de recompensa, este relacionado à sensação de prazer desencadeada pela droga”. A disputa entre ser biológico ou psicológico não existe mais; atualmente, entende-se que é um conjunto de fatores.

A psicóloga Ana Paula Fonini Araújo trouxe algumas questões que têm permeado várias discussões em nossa sociedade, relativas ao tratamento dos usuários de drogas. Essas ideias chegam ao cotidiano do CAPS AD por meio de usuários, familiares ou pelos próprios profissionais: “a associação imediata do uso de drogas com a violência e a criminalidade; e a resistência à critica da redução de danos que, decorrente disto, faz uma equivalência entre tratamento e internação”.

“A gente sabe que a questão do uso de drogas extrapola a esfera da saúde”, afirmou Ana Paula. Mesmo com tantos recursos existentes –como o próprio CAPS AD, onde atua há 4 anos –, o que há não é o suficiente para dar conta de um assunto tão complexo, que envolve outras áreas como planejamento urbano, trabalho, educação, assistência, moradia, justiça. O problema exige trabalho em conjunto, “sem querer retirar a posição da saúde; esta deve estar à frente desta politica; é importante institucionalizar o cuidado”.

Para a coordenadora, “o primeiro grande desafio é estabelecer quem é o usuário do CAPS AD”, pois isso ainda não está claro para a rede de saúde, nem para os profissionais que atuam no Centro. Na teoria, o CAPS AD atende os casos mais graves; por isso, a equipe precisa adotar critérios, uma linha de trabalho, para não excluir casos que realmente necessitam desse tipo de atendimento. “Um dos primeiros critérios adotados são as consequências do uso, casos em que houve ruptura grave e persistente do usuário em suas relações de trabalho, familiares, sociais, enfim, situações em que a droga passa a ocupar quase que um único lugar na vida daquela pessoa”. E explicou: “Por isso que não podemos atender usuários eventuais, pessoas com uso constante, mas sem prejuízo grave na sua vida, jovens cumprindo penas alternativas por terem sido surpreendidos fazendo uso da maconha”. Nesses casos, Ana Paula entende que a atenção básica tem o papel de prover, acolher e se responsabilizar.

Enfatizou que para cada caso é necessário cuidado intenso, articulação de rede e atendimento familiar. A abordagem da redução de danos, que acha fundamental, possibilita acolher as pessoas que não conseguem parar. Para cada indivíduo é necessário construir um projeto terapêutico, respeitando as singularidades e as diferentes possibilidades.

A equipe do CRR/UFSC é composta pelos professores Marcos Antônio LopesTadeu Lemos e Daniela Ribeiro Schneider. O Centro tem como objetivo incrementar a formação dos profissionais que atuam nas áreas da Saúde, Educação, Assistência Social, Poder Judiciário, Ministério Público e Segurança Social para o desenvolvimento de ações de identificação, prevenção, intervenção e reinserção social do usuário de drogas e de suas famílias.

 

ASSUNTO: Nova tecnologia

VEÍCULO: Portal Globo.com

Polícia Militar usa óculos para filmar professores durante passeata no Rio

Alguns policiais militares que acompanham a passeata dos professores das redes municipal e estadual do Rio de Janeiro estão usando óculos para filmar os manifestantes. Docentes realizaram uma passeata da Candelária à Cinelândia, onde estava prevista uma aula pública.

A PM informou, por meio de nota, que já vem utilizando essa tecnologia e que o objetivo é garantir a isenção nas abordagens policiais e ter arquivos de imagens que contribuam para possíveis investigações.

A manifestação seguiu tranquila, e contou com cerca de 300 pessoas. Mais cedo, o Sepe informou que 2 mil servidores participaram da manifestação na Prefeitura do Rio. Já de acordo com a Polícia Militar, apenas 150 pessoas se encontravam no local.

 

ASSUNTO: Salários da Seguranças

VEÍCULO: Portal Globo.com

133 mil policiais civis e militares, bombeiros e inspetores penitenciários recebem aumento de 11,18% esta semana

Os 133.387 policiais militares e civis, bombeiros e inspetores de administração penitenciária ativos, inativos e pensionistas vão receber, a partir desta segunda-feira, os salários relativos a fevereiro com um aumento de 11,18%. As primeiras serão as pensionistas com finais de matrícula 0 e 1. Ao longo desta semana, as outras beneficiárias de pensões terão o dinheiro creditado em suas contas. No sábado, dia 1º, será a vez dos aposentados e dos ativos. Inicialmente, o dinheiro para eles sairia apenas depois do carnaval, nos próximos dias 5 e 6, mas o governo do estado decidiu antecipar o depósito.

O percentual de 11,18% corresponde ao dobro da inflação acumulada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre fevereiro de 2013 e janeiro deste ano. O indicador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fechou em 5,59% nesse período.

O reajuste estava previsto numa lei publicada em 2012, mas está sendo repassado somente agora porque, antes, o estado terminou de pagar um aumento de 38,8% em quatro parcelas.

Com o reajuste que está saindo no contracheque deste mês, o salário-base (sem considerar as gratificações) de um soldado da Polícia Militar ou do Corpo de Bombeiros vai passar de R$ 2.077,27 para R$ 2.309,50. O percentual de 11,18% incide exatamente sobre esses vencimentos básicos.

Com esse reajuste, o estado encerra um ciclo de aumentos programados para policiais, bombeiros e inspetores penitenciários. Segundo informações da Secretaria estadual de Planejamento, o salário médio de um capitão da PM ou dos Bombeiros passou de R$ 3.543,21, em agosto de 2007, primeiro ano do governo Sérgio Cabral, para R$ 8.402,16, agora — uma alta de 137,13%.

Na Polícia Civil, a evolução dos vencimentos médios de um inspetor nesse mesmo período chega a 138,30%. No mês de agosto de 2007, a média salarial da função era de R$ 2.447,11. Com o aumento de 11,18%, o valor médio será elevado para R$ 5.831,56.

— Não é apenas uma questão de resgatar um compromisso com uma categoria de servidores. Esses reajustes estão dentro de uma política pública de resgate dos direitos de cidadania da população. Era preciso melhorar para entregar um serviço melhor para a sociedade — afirma o secretário estadual de Planejamento, Sérgio Ruy Barbosa.

 

ASSUNTO: Major recebe título de Mestre

VEÍCULO: Portal da PMSC

Comandante do 14º BPM participa da banca de mestrado de Oficial da PMSC

O comandante do 14º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel José Luiz Gonçalves da Silveira, participou como avaliador da banca examinadora da dissertação de mestrado do major Aurélio José Pelozato da Rosa, na última quarta-feira (19), no auditório do Laboratório de Ensino a Distância (LED – 1), do Programa de Pós-graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina (PPG-EGC/UFSC).
O major Pelozato, obteve o título de mestre em Engenharia e Gestão do Conhecimento (EGC), após ter sido aprovado na apresentação de sua dissertação, intitulada O Emprego da Realidade Virtual no Treinamento Policial para o Enfrentamento de Criminosos com Ênfase nos Chamados Encontros Mortais: Uma Abordagem Baseada na Teoria Geral de Sistemas. A dissertação abordou a formação e o treinamento de policiais militares em Santa Catarina, assim como todo processo educacional, que está imersa em uma realidade afetada pelas tecnologias de informação e comunicação (TICs). 
Segundo o mais novo mestre em EGC, o trabalho discorre sobre as possibilidades da realidade virtual no treinamento policial, com ênfase nos chamados encontros mortais, realiza uma abordagem baseada na Teoria Geral de Sistemas, propondo um sistema de ensino-aprendizagem que inclui conceitos e tecnologias da realidade virtual, alinhados a técnicas policiais testadas, como a pirâmide de emprego da força, somadas às experiências vividas pelos profissionais responsáveis pela preservação da ordem pública. O trabalho propõe como sugestão a utilização de tecnologia 3D e inteligência artificial para o treinamento policial.
A banca examinadora foi composta pelo professor Dr. João Bosco da Mota Alves (orientador), professora Dra. Gertrudes Aparecida Dandolini, professor Dr. Vinicius Kern Medina e professor PHD José Luiz Gonçalves da Silveira. O coronel Gonçalves é pós-doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento pela UFSC e foi o primeiro Doutor da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC). O presidente da banca examinadora destacou a importância da participação do coronel Gonçalves. “Agradeço a disponibilidade do professor Gonçalves para participar de mais esta banca, pois além de sua relevante formação acadêmica, ele está aplicando vários projetos piloto no 14 º BPM, aliando a teoria com a prática”, afirma o professor João Bosco.
Para o comandante Gonçalves, o amigo Pelozato é um excepcional profissional, qualificado e comprometido que contribui para potencializar a formação de uma massa crítica acadêmica/profissional na PMSC, que já conta com especialistas, mestres e doutores. “Nossa preocupação é com as pessoas, por meio da preservação da ordem pública. Assim, a gestão do comando do batalhão, está pautada no investimento em preparação, inovação, tecnologia, inteligência e comunicação social. Acreditamos que é fundamental para a atividade policial utilizarmos recursos científicos e tecnológicos, isso nos impulsiona na busca incessante de produtos inteligentes, característica agregada pelo conhecimento, como a sugestão apresentada pelo major Pelozato, que pode ser ajustada aos diversos momentos – da formação inicial, especializações, educação continuada, etc. Propomos parceria para tirar esse estudo do papel e aplicarmos como projeto piloto em Jaraguá do Sul”, finaliza Gonçalves.

 

ASSUNTO: Demandas dos Guarda-Vidas

VEÍCULO: Portal do CBM

GUARDA-VIDAS CIVIS REÚNEM-SE COM O COMANDO-GERAL EM FLORIANÓPOLIS

     

 

Na tarde desta segunda-feira (24/02) representações dos Guarda-Vidas Civis reuniram-se com o Comandante-Geral, Coronel BM Marcos de Oliveira, o Subcomandante-Geral, Coronel BM Gladimir Murer e com o Coronel BM Onir Mocellin para debater sobre o trabalho nas praias.

O Comandante-Geral colocou-se à disposição da categoria para consultar, junto ao Governo do Estado e a Secretaria de Estado da Segurança Pública, o encaminhamento das questões reivindicadas. Na pauta estão as condições de trabalho (equipamentos de proteção individual), o manejo das escalas, remuneração e a ampliação da cobertura do seguro.

O Coronel BM Mocellin, que é vice-presidente regional da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), acredita que a abertura deste diálogo permitirá o avanço do serviço. “É de interesse da corporação melhorar sempre a qualidade do atendimento nas praias, agora precisamos pensar, dentro dos recursos de dispomos, a forma mais inteligente de gerenciar as atividades, levar à SSP o apelo dos Guarda-Vidas e dar prosseguimento às ações”.