Área do associado

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Clipagem de 8 a 10 de fevereiro

10.2.2014

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 08.02.2014

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

Violência extrema

Policiais experientes na investigação de assassinato e tráfico de drogas em Florianópolis estão preocupados com a crueldade da bandidagem no Morro do Caju, na região do Saco Grande. Durante a semana, moradores relataram que uma senhora foi espancada por traficantes e teve de ser hospitalizada.

 

COLUNISTA MOACIR PEREIRA – Diário Catarinense

Procuradoria

Paulo Henrique Rocha Faria é o novo procurador-geral da Assembleia Legislativa. A indicação foi confirmada pelo presidente Romildo Titon (PMDB). Tem 30 anos de Casa. O diretor geral, Carlos Roberto Lima Souza, continuará no cargo. Em termos de competência, é uma unanimidade no parlamento.

Criminal

O secretário de Segurança Pública Cesar Grubba, e comandante da Policia Militar, Nazareno Marceneiro, prometeram duas medidas ao prefeito de Balneário Rincão, Décio Goes, do PT, vítima de atentado. A primeira, rigorosa investigação para identificação da autoria; e a segunda, reforço no sistema de segurança do município.

 

ASSUNTO: Ataques à PM

VEÍCULO: Diário Catarinense

OITAVO ATAQUE: Mais uma base da PM é alvejada

Uma base da Polícia Militar na Grande Florianópolis foi alvejada com três tiros na noite de ontem. Este é pelo menos o oitavo ataque registrado desde 16 de janeiro passado, quando prédios e viaturas das forças de segurança se tornaram alvos de atos criminosos.
O ataque de ontem ocorreu na base da PM instalada no Jardim Zanelatto, em São José, de acordo com informações divulgadas pela própria corporação.
A informação de que novos ataques por parte da facção Primeiro Grupo Catarinense (PGC) ocorreriam em Santa Catarina surgiu no sistema prisional ainda em novembro de 2013. O grupo criminosos já havia orquestrado as duas ondas de atentados registradas em Santa Catarina em novembro de 2012 e entre 30 de janeiro e 3 de março do ano passado.
Desta vez, segundo informações que circulam nos bastidores policiais, os alvos dos criminosos seriam apenas os profissionais da segurança, principalmente policiais militares e agentes do sistema penitenciário catarinense.

 

ASSUNTO: Segurança em Ingleses

VEÍCULO: Diário Catarinense

SEQUÊNCIA DE CRIMES: Moradores dos Ingleses protestam por segurança

População do Norte da Ilha se mobilizou após caso de comerciante morto, baleado durante assalto

Cerca de 200 pessoas, entre familiares de pequenos empresários e moradores do bairro Ingleses, no Norte da Ilha, protestaram no início da noite de ontem por mais segurança na região. Com cartazes pedindo justiça, os manifestantes partiram às 18h da Rodovia João Gualberto Soares e tomaram a SC-403 nos dois sentidos até chegarem em frente à 8a Delegacia de Polícia Civil, antes de regressarem pelo mesmo caminho.
O ato simbolizou a revolta da comunidade após a morte do proprietário do Sacolão Mercado da Economia, Valdecir Manes, conhecido pelos clientes como Alemão. Ao abrir seu estabelecimento na madrugada do dia 27 de janeiro, o empresário foi abordado por dois rapazes armados, tentou reagir ao assalto e acabou baleado na cabeça. Encaminhado ao Hospital Regional de São José, Alemão faleceu na manhã da última segunda-feira.
O empresário Sérgio Honorato, dono de uma vidraçaria no Rio Vermelho, engrossou o grupo que pedia mais policiamento, unidades fixas da PM no bairro e maior rigor da Justiça na punição dos infratores.
– O que aconteceu com o Alemão foi revoltante. Um cara que acordava 3h da manhã para trabalhar ser alvo desta bandidagem que tomou conta do bairro é mais um sinal infeliz de que alguma coisa tem que ser feita.
O protesto pacífico durou cerca de três horas e foi acompanhado por viaturas da Polícia Militar.
– A PM tem feito a sua parte. Nessa temporada reduzimos o índice de crimes no Norte da Ilha – disse o comandante do 21o BPM, tenente-coronel Silvio Ribeiro, que recomendou não reagir em caso de assalto.

 

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 09.02.2014

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

Fora da tribo

O cidadão que aparece de cocar, óculos de grife e rádio de comunicação na mão esquerda, liderando a passeata desexta-feira no Centro da Florianópolis, chama-se Cristiano Mariotto, conhecido como Índio nos movimentos sociais. Velho conhecido da PM e Guarda Municipal, é ligado ao vereador Lino Peres (PT).
Nas manifestações do movimento Passe Livre, ano passado, ele protagonizou um episódio hilário na Central de Polícia, para onde foi levado depois de uma confusão no Ticen (foto menor). Ao chegar na delegacia, na presença dos policiais civis e do secretário municipal de Segurança, Rafael de Bona, que é delegado federal de carreira, Mariotto disse que não poderia ser detido por ser “índio”.
O secretário, na mesma hora, emendou:
– Se tu és índio, então vamos para a Polícia Federal.
O sujeito tirou imediatamente o cocar da cabeça e confessou que não era coisa nenhuma.
Mariotto é mestrando da UFSC no grupo de estudos sobre política social na América Latina e ativista de carteirinha.

COMBATE AO TRÁFICO

Está prevista para começar a operar no final do mês a recém-criada Delegacia de Combate às Drogas em Florianópolis. A previsão é do delegado-geral Aldo Pinheiro d’Ávila, empolgado com a nova estrutura, que promete trazer bons resultados. O delegado Antônio Seixas Joca é um dos que atuarão à frente da equipe. Ele investigou os atentados e o PGC e recentemente prendeu o ex-deputado Duduco no Rio.

ENQUANTO ISSO…

Na PM está aberta a temporada de especulações entre os oficiais para saber quem vai suceder o atual comandante-geral, coronel Nazareno Marcineiro. A mudança deve acontecer até abril.

 

ASSUNTO: Tráfico de drogas

VEÍCULO: Diário Catarinense

EM FLORIANÓPOLIS: PM faz ação contra tráfico de drogas

Policiais usam cães farejadores para revistar bagagens no Terminal Rodoviária Rita Maria

Quem esteve na quinta-feira à noite no Terminal Rodoviário Rita Maria, a rodoviária de Florianópólis, ficou surpreso ao ver policiais militares com cães farejadores revistando bagagens e pedindo a passageiros para descerem de um ônibus que chegava do município de Balneário Camboriú.
A ação é uma das operações de rotina da PM no local, de acordo com o comandante do 4o Batalhão de PM, tenente-coronel Araújo Gomes.
– É uma operação comum e que ocorre com frequência com o objetivo de interceptar o transporte de drogas de uma cidade para outra e também garantir a segurança dos passageiros e funcionários. Não é normal a apreensão de drogas no terminal – disse Gomes.
As operações são realizadas pelos policiais da 1a Companhia de Polícia Militar, com base na rodoviária, comandada pelo capitão Thiago Vieira. Gerente administrativo do local, Marcel Amin Vieira da Costa contou que a operação ocorre no embarque, desembarque e no entorno da rodoviária.
– Existia o tráfico de drogas no entorno, há cerca de um ano. Com as operações da PM, diminuiu muito.
O tenente-coronel Gomes falou que o tráfico no entorno da rodoviária é pequeno e que não está relacionado com as revistas. O gerente Viera da Costa ressaltou a parceria com a PM e a Polícia Civil, presente na Delegacia do Turista, nos fundos da rodoviária.
– O apoio deles é muito bom. Há um ano, havia muitas reclamações sobre usuários de crack no entorno, mas atualmente o terminal é um lugar seguro. Policiais militares circulam por aqui diariamente – contou Viera da Costa.

 

ASSUNTO: EDITORIAL

VEÍCULO: Diário Catarinense

REAÇÃO À VIOLÊNCIA

Basta uma breve leitura no noticiário da semana para se concluir que estamos sendo exterminados por homicidas, ladrões e drogados. Isso no Brasil inteiro. A segurança pública, em nosso país, é uma falácia. Diante do quadro estarrecedor da criminalidade no país, determinados governantes e militantes dos partidos que ocupam o poder costumam dizer que a mídia hiperdimensiona a violência e invariavelmente defende a repressão como único remédio.
Nenhuma das duas acusações se sustenta. A primeira é facilmente desmascarada pelas pessoas que se cercam de grades, que pagam segurança privada para suas residências e suas empresas, que se sentem ameaçadas quando saem às ruas e que não dormem enquanto seus filhos não retornam do trabalho e dos compromissos sociais. A segunda é uma desculpa esfarrapada para a inoperância do Estado na prestação desse serviço essencial que é a segurança dos cidadãos.
Ninguém desconhece a existência de questões sociais históricas entre as causas da violência no Brasil. Até por isso, torna-se mais desconcertante o aumento da criminalidade, especialmente de homicídios, num momento em que o país registra ascensão social de parcela expressiva de sua população e índices de pleno emprego.
É tal a indignação dos brasileiros com a insegurança, potencializada pela inoperância policial e pela impunidade, que já começam a se registrar casos de justiçamento. Na semana que terminou, uma das imagens mas difundidas do país no exterior foi a do adolescente acorrentado a um poste no Rio de Janeiro, depois de ser acusado de roubo e espancado por uma milícia de justiceiros – uma barbárie inadmissível.
Antes que tais descalabros se generalizem, é impositivo que os cidadãos brasileiros reajam com determinação. Não para entrar em luta com os bandidos, mas, sim, para cobrar mais ação dos governos, das forças de segurança e do Judiciário. Que os poderes estabelecidos cumpram o seu dever, promovam operações ostensivas que comprovadamente inibam os marginais, organizem campanhas de desarmamento, julguem com celeridade os criminosos, invistam em penitenciárias e criem mais vagas nos presídios, retirem de circulação os delinquentes, previnam e combatam o tráfico de drogas e deem atenção mais efetiva e mais constante aos cidadãos que os sustentam com seus impostos.
Já se tornou insuportável contar apenas com a sorte e ouvir da polícia que o segredo para manter a vida é “não reagir, não olhar para o assaltante e entregar tudo”.

Que os poderes estabelecidos cumpram o seu dever e deem atenção mais efetiva e mais constante aos cidadãos que os sustentam com seus impostos.

 

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 10.02.2014

 

COLUNISTA CACAU MENEZES – Diário Catarinense

BBB

Secretaria de Estado da Administração finalizou o pregão para licitar o sistema que vai interligar as câmeras de videomonitoramento da Secretaria de Segurança Pública à rede de governo. Com o novo sistema, que já deve começar a ser instalado no primeiro semestre de 2014, as imagens feitas pelas câmeras que estão espalhadas pelas cidades catarinenses poderão ser visualizadas de centrais do governo do Estado. As imagens de uma câmera em Chapecó, por exemplo, poderão ser vistas de uma central em outra região ou até mesmo do gabinete do governador, em Florianópolis. O problema é ver o governador no seu gabinete.

Detetive

Tem detetive particular ganhando grana preta em Floripa. A maioria desses profissionais é de policiais aposentados que trabalhavam nos serviços de P-2 da Polícia Militar ou do Exército, ou como investigadores da Polícia Civil. Alguns continuam na ativa. Nem precisa dizer que os casos de adultério são os mais comuns. Tem mulher querendo saber também se o marido é gay ou “gilette” e vice-versa. Cuide-se. Você pode estar sendo vigiado. E seu carro pode ter escutas.

 

COLUNISTA MOACIR PEREIRA – Diário Catarinense

Detran

Já se encontra com o secretário da Segurança, Cesar Grubba, o projeto de construção de uma nova e espaçosa sede do Detran. A atual, realmente, está acanhada e não atende o grande número de motoristas que lá comparece todos os dias. O maior paradoxo é que o Detran não tem sequer estacionamento. E olha que o órgão arrecada mais de R$ 400 milhões por ano.

 

COLUNISTA RICARDINHO MACHARO – Notícias do Dia

Cidade à venda

Comerciante do balneário dos Ingleses, no Norte da Ilha, foi assaltado, baleado e morreu esta semana. Os assaltantes continuam foragidos. No Sul da Ilha, donos de padarias e minimercados ficam à mercê de assaltantes que agem a pé ou de bike que corre mais que os carros da polícia. Precisamos um controle mais rígido dos forasteiros que invadem a Ilha. Precisamos de um xerifão… alô Salum!

 

COLUNISTA HÉLIO COSTA – Notícias do Dia

Todos lamentam

O tenente-coronel Ribeiro, comandante do 21º Batalhão da PM, responsável pelo policiamento no Norte da Ilha, lamentou mais uma vez a morte de Valdecir Manes, o Alemão, proprietário do Sacolão Mercado da Economia, morto recentemente. Cerca de 400 pessoas caminharam pelas ruas do bairro pedindo segurança e Justiça. O comandante disse também estar com as mãos atadas diante da aparente falta de punição dos criminosos, e reclamou: “Vivemos num cenário sustentado por uma legislação penal frágil, que proporciona uma audácia desenfreada dos criminosos em razão da terrível  impunidade”.

 

ASSUNTO: Incêndios em SC

VEÍCULO: Notícias do Dia

Bombeiros registram cinco focos de incêndio

O domingo foi de movimentação e muito trabalho para o Corpo de Bombeiros de Florianópolis. Cinco focos de incêndio na mata nativa da Ilha foram registrados no decorrer do dia. A maior ocorrência aconteceu na Barra da Lagoa e levou cerca de nove horas para as chamas serem controladas. Também teve no Rio Vermelho, em Canasvieiras, Ratones e Campeche.

Segundo a tenente Helena, do Corpo de Bombeiros, o primeiro foco de incêndio aconteceu na Barra da Lagoa, por volta das 8h. Dez bombeiros atuaram com batedores e abafadores por terra, além do apoio do helicóptero Águia, da Policia Militar, que auxiliou no despejo de sete mil litros de água no local. As chamas atingiram 4.500 metros quadrados e foram controladas por volta das 17h.

Enquanto os bombeiros tentavam controlar o incêndio na Barra da Lagoa, novos chamados foram feitos para pequenos focos. A tenente Helena atribui a sequência de ocorrências às altas temperaturas, e ao fato de a vegetação estar muito seca, pela falta de chuva. “A brisa agravou ainda mais a situação, pois ajudou as chamas a se alastrarem rapidamente”, disse.

 

ASSUNTO: LUTO EM SC

VEÍCULO: Diário Catarinense

Estado se despede de Cândido

Aos 65 anos, secretário de Assistência Social, Trabalho e Habitação foi vítima de um infarto na madrugada de ontem, em casa, em Jurerê Internacional

A despedida do secretário de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação, João José Cândido da Silva (PSB), no saguão do Centro Administrativo ontem, teve intenso movimento de personalidades catarinenses. Integrantes desta e de outras gestões do governo estadual – rivais políticos ou não –, servidores de carreira ou ex-funcionários públicos, familiares e amigos passaram pelo velório para o adeus ao médico de 65 anos, que morreu vítima de infarto, em casa, em Jurerê Internacional.
O clima entre os presentes alternava entre o impacto pela forma fulminante como morreu e a lembrança da trajetória de serviços públicos prestados ao longo de governos estaduais, municipais na Capital, e também em Brasília.
– É uma grande perda. Foi um dos principais instituidores e construtores do SUS no Brasil. Agora no final, eu tava pensando, ‘acho que vou colocar o Cândido na Saúde…’. Chamei ele, que me disse: ‘Raimundo, eu já estou com 65 anos, acho que consegui colocar uma área no mapa (Assistência Social) onde as pessoas não têm voz e esse trabalho me estimula mais que poder, espaço, então me deixa lá’ – lembrou o governador Raimundo Colombo (PSD) sobre o convite que fez para que ele trocasse de secretaria.
O vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB), também presente, o conhecia desde o final da década de 1980 quando era deputado federal:
– Um homem muito generoso, preocupado com o bem-estar. É daquele bons exemplos e que no momento tocava uma área deficiente no Estado.
O deputado federal e ex-governador Esperidião Amin (PP) chegou acompanhado da mulher, a ex-prefeita Angela Amin (PP).
– Em inteligência, no Brasil, não há outras quatro pessoas tão competentes na compreensão do que é o SUS – disse Amin.
Amigos e ex-colegas relataram no velório que Cândido, apesar de sempre demonstrar força e dedicação no trabalho, guardava a perda precoce de um dos três filhos, Luciano, então com 20 anos, morto em 1994 num acidente de trânsito.
O corpo do secretário será cremado hoje às 10h, em Balneário Camboriú. O governador Colombo decretou luto oficial de três dias.
 

História de serviços à sociedade

– Nascido em Blumenau em 1948, era formado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde lecionou durante 38 anos.

– Trabalhou em Brasília, passando pelos ministérios da Saúde (onde chegou a assumir como interino), da Previdência, da Educação e pela Secretaria Nacional de Assistência Social.

– Em Santa Catarina, foi titular da Secretaria de Estado da Saúde até 2002; da secretaria municipal de Saúde de Florianópólis e, em abril de 2012, assumiu a Secretaria de Estado da Assistência Social.

 

ASSUNTO: LUTO EM SC

VEÍCULO: Diário Catarinense

ADEUS AO MAGISTRADO: Pesar pela morte de Souza Varella

O desembargador catarinense lutava contra um câncer há cinco anos e ontem foi vítima de um enfisema pulmonar

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) perdeu um dos nomes mais importantes do quadro de magistrados. Depois de cinco anos de luta contra o câncer, morreu ontem em Florianópolis, aos 74 anos, o desembargador aposentado João Eduardo Souza Varella. A doença se agravou nos últimos oito meses, culminando num enfisema pulmonar.
Nascido em Joaçaba, Meio-Oeste Catarinense, começou a carreira na magistratura como juiz substituto na Comarca de Concórdia, em 1973. Atuou em diversas comarcas pelo Estado e foi o primeiro magistrado a ingressar no TJ como juiz de Direito Substituto de 2o Grau, em 1994.
Dois anos mais tarde, em 1996, foi promovido ao cargo de desembargador. Atuou na presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) na gestão 2008-2009. Sob sua responsabilidade, foi realizado projeto piloto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com eleições por urnas biométricas na comarca de São João Batista.
Souza Varella foi eleito primeiro vice-presidente do Tribunal de Justiça em fevereiro de 2009. No dia 13 de fevereiro do mesmo ano, assumiu a presidência do TJ-SC onde permaneceu até fevereiro de 2010.
– Ele será lembrado sempre como exemplo de dedicação à causa da Justiça, sem esquecer o aspecto humano e social. Atrás de cada processo, via o ser humano. Foi um juiz que jamais perdeu a sensibilidade – diz o amigo e desembargador Newton Trisotto.
Souza Varella deixa dois enteados, quatro netos e a mulher Zuleika Varella, com quem foi casado durante três décadas.
– Eles viveram um amor de infância, depois cada um seguiu seu caminho. Mais tarde, se encontraram novamente – diz o cunhado João Luis Gonzaga Ribeiro Carmo.

Carreira exemplar

História profissional dedicada à Justiça em Santa Catarina:

– Começou a carreira na magistratura em Concórdia, em 1973.

– Atuou como juiz de Direito nas comarcas de Itapiranga, Tangará, Palmitos, Campos Novos, Joinville e Florianópolis.

– Foi o primeiro magistrado a ingressar no Tribunal de Justiça (TJ-SC) como Juiz de Direito Substituto de 2º Grau, em 1994.

– Em 1996, foi promovido a desembargador no TJ-SC.

– Assumiu a presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC) entre 2008 e 2009.

– Foi presidente do TJ-SC em 2010, e, como terceiro na linha sucessória do governador, chegou a assumir o comando de SC por 11 dias.

 

ASSUNTO: ATAQUES À SEGURANÇA

VEÍCULO: Diário Catarinense

Para evitar surpresas nas ruas, inteligência reforçada

PM é alvo de atentados desde o dia 1o, mas polícias garantem que ocorrências não têm ligação com o crime organizado

Por mais que os líderes do crime organizado em SC estejam isolados em presídio federal e não surjam evidências claras de novas articulações, os comandos das polícias Civil e Militar, e do sistema prisional, decidiram intensificar as ações de inteligência no Estado.
O motivo principal é o aniversário do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), no dia 3 de março. A mobilização semanas antes visa evitar que as forças de segurança sejam surpreendidas com onda de ataques como a de 2013, quando a facção ordenou crimes nas ruas em fevereiro.
Sigilosas e cujos acessos ficam limitados a poucos policiais, as ações de inteligência costumam ter foco em duas frentes: escutas telefônicas, até mesmo com grampos de dentro de presídios, e em áreas conflagradas, com policiais que vão a campo atrás de pistas com informantes ou fazendo abordagens a suspeitos.
As cúpulas policial e dos presídios dizem que não há motivos para a população se preocupar ou até mesmo ser alertada. Isso vale mesmo com as recentes afrontas a bases e postos da Polícia Militar no Estado.Desde o dia 1o, unidades foram atingidas a tiros ou tentativas de incêndio em Florianópolis (Vila Aparecida e Rio Vermelho), São José (Lisboa e Jardim Zanellato) e Chapecó (Marechal Bormann e São Pedro).
Os comandos das polícias Militar e Civil garantem que foram atos de vandalismo e não têm relação com o PGC. Na Polícia Civil, ninguém da chefia ou da Diretoria Estadual de Investigações Criminais fala em novas ameaças. Mas o clima é de alerta.
– Reforçamos a inteligência, embora nas últimas ocorrências estejam descartadas ações de autoria de organização criminosa. Prefiro pecar pelo excesso que por omissão – diz o delegado-geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D’Ávila.
Para saber o alcance dos ataques e o que pode ser feito, o DC ouviu especialistas da área.

Eugênio Moretzsohn – Coronel do Exército aposentado

Luiz Fernando Filho – Comissão de Segurança da OAB/SC

 

Diário Catarinense – Houve pelo menos seis ataques à PM. O que pode estar ocorrendo?
Eugênio Moretzsohn – Pode ser exibicionismo de grupos em busca de autoafirmação diante de rivais e “respeito” dos demais grupos. Entendo que, até ter os fatos esclarecidos, a polícia prefira tratá-los como “vandalismo”, pois a palavra “atentado” causa sensação de insegurança social.
Luiz Fernando Flores Filho – A primeira hipótese é de se tratar de casos isolados de vinganças pessoais, praticadas por quem tenha sido alvo de um ato legítimo da PM. Outra hipótese, ainda prematura, é de que seja uma ação orquestrada, maior.

DC – Como o Estado deve agir para evitar que isso se alastre?
Moretzsohn – Aumentar o nível de alerta e prontidão, para não expor os policiais a riscos. Em segundo lugar, intensificar ações de inteligência, motivando os informantes e o disque-denúncia a produzir informes úteis. Em terceiro, investigar para prender suspeitos e apresentar ao Ministério Público provas suficientes.
Flores Filho – Considerando que estes atos criminosos não tenham relação um com o outro, o que resta é buscar apurar os responsáveis e processá-los. Todavia, se for “algo maior”, o Estado deve responder com rigor, procurando por meio da inteligência das polícias apurar quem está por detrás desses atos e punir.

 

Por dentro do cenário

A FACÇÃO

O Primeiro Grupo Catarinense foi fundado em presídios catarinenses por criminosos em 3 de março de 2003.

ONDAS DE VIOLÊNCIA

Entre novembro de 2012 e fevereiro de 2013, os líderes da facção ordenaram duas ondas de atentados nas ruas de Santa Catarina. Houve mais de 100 casos de incêndios a ônibus e ataques a unidades policiais. Em outubro de 2012, o bando também ordenou o assassinato da agente prisional Deise Alves, em São José.

A TRÉGUA

Só houve trégua depois que a polícia fez prisões e mapeou 98 criminosos e, em fevereiro de 2013, com a ajuda da Força Nacional de Segurança, enviou 40 líderes para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), em Mossoró (RN).

ANIVERSÁRIO

Agora, há temor de que com a proximidade do aniversário da facção, em março, haja comemoração com crimes nas ruas. Outra preocupação é vingança com crimes nas ruas por causa do pedido de renovação da manutenção dos líderes do PGC por mais 12 meses no RDD feito pelo Departamento de Administração Prisional.

CASOS INVESTIGADOS EM 2014

16 de janeiro

Uma viatura da Polícia Civil é parcialmente queimada de madrugada na 1ª Delegacia de Polícia, no bairro Forquilhinha, em São José. Policiais suspeitam que o crime esteja ligado a uma prisão em flagrante.

30 de janeiro

Dois carros são incendiados no pátio de uma revenda em Itajaí. Um deles é uma viatura da Polícia Militar. O fato também aconteceu de madrugada.

2 de fevereiro

Tiros são disparados por volta de 23h contra a base da Polícia Militar na Vila Aparecida, região Continental de Florianópolis. Os disparos atingem a parede dos fundos e o carro de um morador. O autor teria sido visto correndo a pé. Os vidros do posto são blindados em razão de outros ataques.

1º de fevereiro

A base da Polícia Militar do distrito de Marechal Bormann, em Chapecó, é incendiada de madrugada. Um homem de 20 anos foi preso. Peritos encontraram as mesmas marcas do tênis do suspeito na unidade policial e na casa dele.

4 e 5 de fevereiro

Mais três fatos foram registrados no Estado. Em São José, quatro tiros foram dados contra a base da PM do loteamento Lisboa. No Oeste, em Chapecó, outra base foi incendiada. Já em Florianópolis, um carro e uma antiga base da PM foram queimados.

7 de fevereiro

Uma base da Polícia Militar foi alvejada com três tiros, por volta de 20h40min, no Jardim Zanellato, em São José. Dois homens numa moto passaram atirando.

 

ASSUNTO: DUPLO HOMICÍDIO

VEÍCULO: Diário Catarinense

Bombeiro é suspeito de assassinatos

As polícias Civil e Militar de Chapecó estão em busca do bombeiro Elias de Souza, 35 anos, que está com mandado de prisão por ser apontado como o principal suspeito do duplo homicídio contra a ex-mulher, Ana Paula Gasperin, 28 anos, e a sobrinha dela, Eduarda Gasperin, de 14 anos.
O crime foi por volta de 22h30min de sábado, numa casa da Rua Maranhão, no bairro Santo Antônio, em Chapecó. As vítimas haviam se mudado para o local na sexta-feira.
O suposto autor do crime teria entrado e disparado tiros de pistola contra Ana, à queima-roupa. Segundo a polícia, ela tinha nas mãos sinais de que tentou defender-se do tiro. Na sobrinha, o tiro foi nas costas, possivelmente quando tentava correr para o quarto.
– Foi uma ação covarde – disse o delegado Ricardo Casarolli.
Ele confirmou que a autoria do crime é conhecida e se trata do ex-companheiro da vítima, com quem ela foi casada durante dois anos.
De acordo com familiares das vítimas, Ana separou-se de Souza em outubro do ano passado e morou com a mãe durante três meses. Nesse período, ele teria a ameaçado de morte, segundo os familiares. Há registro de boletins de ocorrência, inclusive em janeiro deste ano. Mas como ela não representou criminalmente contra o ex, o processo não andou.
– Ele avisou o crime para a família da vítima, ligando após a prática delitiva – completou Casarolli, ao afirmar que Souza demonstra ser uma pessoa desequilibrada, inclusive com ameaças a superiores hierárquicos em seu trabalho.
Os corpos de Ana Paula e Eduarda Gasperin foram velados ontem em uma funerária de Chapecó e sepultados às 19h, no Cemitério Municipal.
O supeito de cometer o duplo homícidio seguia foragido até o fechamento desta edição.

 

ASSUNTO: Ronda

VEÍCULO: Diário Catarinense

Quadrilha catarinense acaba presa no RS

A Polícia Militar frustrou na manhã de sábado uma tentativa de arrombamento a caixas eletrônicos da agência do Banco do Brasil na Avenida do Forte, em Porto Alegre. Durante a ação, um dos suspeitos foi alvejado ao ameaçar atirar nos policiais. Os outros dois foram presos na hora. O trio é de Joinville e, segundo apuração da polícia, teria cometido 11 ataques do gênero – consumados e tentativas – no Rio Grande do Sul.

Corpo de homem morto a facadas é localizado

A Polícia Militar de Araquari encontrou na manhã de ontem o corpo de Valdecir França dos Anjos. Ele foi morto a facadas e estava na Rua Emílio Figueiredo, no bairro Itinga. Familiares de Valdecir informaram que ele morava sozinho e estava afastado por causa das drogas. Ele teria saído do Presídio Regional de Joinville há poucos meses. Ele levou pelo menos seis facadas no tórax e no pescoço.

 

ASSUNTO: Polícia ambiental

VEÍCULO: Notícias do Dia

Invasão tem 350 barracos

Por determinação da Justiça, a Polícia Militar Ambiental fez a demarcação do terreno invadido entre a margem norte do rio Ratones e a SC-401, na Vargem Pequena, em Florianópolis. O major Edvar Fernando da Silva Santos fotografou e mediu com auxílio de um aparelho GPS todos os 350 barracos, que abrigam 725 famílias desde o dia 15 de dezembro.

Após a delimitação da área, definida no acordo judicial da audiência de conciliação, na sexta-feira, está proibida a construção de outras edificações na ocupação Amarildo de Souza. Na audiência, ficou acordado também que os assentados permanecerão na área até 15 de abril. Até lá, eles pretendem adquirir a posse da terra. Os assentados utilizam atualmente 15 dos 600 hectares de terra, que seriam do ex-deputado estadual Artêmio Paludo, mas que a SPU (Secretaria de Patrimônio da União) afirma ser propriedade do governo federal.

Segundo o major, são 350 barracos e não foi encontrado nenhum problema ambiental no terreno. Também foram anotadas as coordenadas da área delimitada. Elas servirão para as próximas fiscalizações, que devem ser feitas a cada 15 dias, conforme determinou o acordo assinado entre as partes.

Cada habitação de lona ou madeira foi fotografada pela equipe que acompanhava o major Edvar. O oficial acompanha o caso da ocupação na Capital a pedido do juiz agrário Jefferson Zanini. “Com esta demarcação saberemos exatamente o que tem no assentamento. É o meio de sabermos posteriormente se o acordo foi cumprido”, disse o major.

Durante três horas os policiais percorreram a área ocupada e fotografaram os 7,5 hectares de terra agricultada com hortaliças, batata e mandioca. A terra lavrada recebeu mais de 5.000 mudas. A colheita será dividida entre os 28 núcleos do assentamento. Cada núcleo é composto por dez ou 12 famílias.

 

ASSUNTO: EDITORIAL

VEÍCULO: Notícias do Dia

Mobilização exige resposta

A mobilização da comunidade de Ingleses por segurança expõe um dos problemas graves de Florianópolis, que ficou em segundo plano neste verão, com a falta de água e o calor. Pequenos comerciantes estão a mercê de bandidos que por míseros trocados matam quem ousa reagir. O que agrava a sensação de insegurança é ver que as autoridades da Segurança Pública não dão conta de conter a criminalidade e na maioria das vezes não demonstram real envolvimento com o problema. Às vítimas resta instalar câmaras, grades, contratar vigilância privada.

Essas ondas de assaltos exigem uma resposta mais rápida e eficaz. Atitudes simples, como as blitz para averiguação de documentos, as rondas ostensivas nos lugares mais visados, detenção de suspeitos, etc. O trabalho da Polícia Militar é intenso, mas insuficiente. Na prática, as pessoas estão acuadas.

Polícia nas ruas ainda é um meio eficaz de combater e prevenir o crime. A presença policial inibe os criminosos. A manifestação dos moradores de Ingleses, bairro do Norte da Ilha, revela a indignação com a morte de um comerciante e alerta as autoridades.

Não é admissível que um trabalhador seja assassinado sem que a prisão dos autores se torne prioridade número um das autoridades.

A Inteligência da Segurança Pública precisa estar a serviço da população. Os investimentos do Estado nesta área devem aparecer e se justificar. Os moradores de Ingleses e toda a população de Florianópolis merecem uma resposta.

 

ASSUNTO: Incêndio em Praia Grande

VEÍCULO: Portal da CBMSC

INCÊNDIO DESTRÓI EDIFICAÇÃO EM PRAIA GRANDE, NO SUL DO ESTADO

     
 

 

Bombeiros Militares de Sombrio e Araranguá, no Sul do Estado, trabalharam por cerca de 10 horas na quinta-feira (23/01) para extinguir o incêndio que atingiu um galpão no município de Praia Grande, na área do 4º Batalhão de Bombeiros Militar.

A edificação incendiada era sede de uma empresa que produzia lavatórios e cubas de fibra, motivo pelo qual havia estocado em seu interior grande diversidade de produtos inflamáveis. Pelo menos 10 combatentes trabalharam na ocorrência em que foram utilizados aproximadamente 30 mil litros de água para a extinção das chamas. Uma retroescavadeira auxiliou na operação.

Segundo a imprensa local, a empresa incendiada empregava 200 funcionários e era considerada uma das maiores do município, que deve sofrer com os prejuízos econômicos decorrentes do ocorrido.