Área do associado

Área do associado

Clipagem de 12 a 14 de abril

14.4.2014

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 12.04.2014

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

Sinal verde

Aos repórteres que acompanharam a operação na comunidade do Mocotó ontem pela manhã, a maior parte dos moradores aprovou a mobilização de combate ao tráfico. Muitos elogiaram o trabalho policial, mas também tinha os que insultavam os agentes e estavam revoltados, dizendo-se trabalhadores e vítimas de preconceito.

 

COLUNISTA CACAU MENEZES – Diário Catarinense

Tréplica

“Caro Cacau, a pergunta que o delegado de Polícia Federal Silvy Teive deveria ter feito seria a seguinte: será que o contribuinte gostaria de saber que paga altos salários para o cargo de delegado, cuja única razão de existir é o inquérito policial, coisa que só existe no Brasil e em mais uns dois países da África? E se o contribuinte descobrisse que menos de 5% desses inquéritos viram denúncia no Ministério Público e o resto é só para justificar a existência do cargo? Sim, porque quem realmente investiga e faz relatórios de inteligência, mesmo não tendo atribuição para isso, são os agentes de polícia. Mas acho que o delegado não admitiria isso para a imprensa. Mariana Parizotto, Florianópolis”.

 

ASSUNTO: CONFRONTO NO RIO

VEÍCULO: Diário Catarinense

Desocupação acaba em violência

Moradores da Favela da Telerj, no Engenho Novo, zona norte, reclamaram da truculência da Polícia Militar (PM) durante a reintegração de posse de um terreno que pertence à empresa de telefonia Oi. A PM retomou ontem a área invadida há 11 dias por cerca de 5 mil pessoas na capital carioca.
Ao contrário do que foi dito pelo porta-voz da Polícia Militar, tenente-coronel Cláudio Costa, os ocupantes afirmaram que não tiveram tempo hábil para retirar os pertences dos barracos de madeira e papelão erguidos dentro do prédio e no entorno do terreno.
– Não deu tempo de tirar nada porque eles (agentes que participaram da reintegração) chegaram com trator. Perdi tudo – afirmou Maria de Lourdes, 60 anos.
Maria de Lourdes disse que estava na ocupação desde 31 de março. Tratores e retroescavadeiras foram usados para derrubar os barracos montados na parte externa do terreno e demolir os muros na parte de trás da área para facilitar a entrada dos bombeiros para combater focos de incêndio.
– Minha filha está grávida, tem uma criança e não pôde tirar nada.
Na porta da delegacia, ela aguardava que o filho de 15 anos fosse liberado. O adolescente foi preso porque estava dentro de um supermercado que foi saqueado. Nada foi apreendido com o jovem que prestou depoimento e foi liberado.
A Polícia Militar informou que durante a reintegração 25 pessoas foram detidas por ações de vandalismo em três agências bancárias, um supermercado e incêndio a ônibus e outros veículos. Os detidos foram encaminhados para a 25a Delegacia de Polícia.
Em nota, o consórcio Rio Ônibus repudiou os atos de vandalismo que puseram em risco a segurança de passageiros e rodoviários. Outros dois veículos do consórcio Intersul foram incendiados. O número de veículos destruídos em incêndios criminosos em 2014 subiu para 31 na cidade.

 

ASSUNTO: CONFRONTO EM FLORIPA

VEÍCULO: Diário Catarinense

Polícia ocupa o Morro do Mocotó

Ação envolvendo mais de 200 policiais tenta prender 27 líderes do tráfico e promove buscas e apreensão em 40 casas

A ocupação policial do Morro do Mocotó, na área central de Florianópolis, continuará neste fim de semana. O trabalho começou na madrugada de ontem, às 6h, com uma megaoperação coordenada pela Delegacia de Combate às Drogas da Polícia Civil, unidade criada há 23 dias na Capital. Continuam na comunidade tropas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT), além de policiais que fazem o policiamento ostensivo do 4o Batalhão da PM.
De acordo com o comandante do 4o Batalhão da PM, tenente-coronel Araújo Gomes, as ações serão de fechamento das principais vias de acesso ao morro e também de incursões pelas vielas. Não há prazo para o fim da atuação da PM no local.
A megaoperação de ontem foi resultado de 10 meses de investigação e culminou com 27 ordens judiciais de prisões e 40 mandados de busca e apreensão decretados pela Justiça. Foram envolvidos mais de 200 policiais Civis e Militares, dezenas de viaturas e dois helicópteros na ação. Até ontem, no fim da tarde, 13 pessoas haviam sido presas. Todas foram levadas para o Complexo Penitenciário da Agronômica.
Uma pistola com silenciador, além de outra arma, foi encontrada numa das casas. Drogas, equipamentos eletrônicos, como computadores, televisores, rádios e celulares foram recolhidos. A contagem final dos materiais será feita hoje pela Polícia Civil.
Traficantes ameaçavam a comunidade e a polícia
O delegado responsável pela ação, Antonio Seixas Joca, da Delegacia de Combate às Drogas, destacou que o bando costumava intimidar a comunidade com ameaças, além dos próprios policiais.
– Eles são folgados, abusados, dão tiro na polícia, ameaçavam servidores – disse o delegado aos policiais antes da ocupação.
Conforme as investigações, com a venda de maconha, crack e cocaína, as bocas do Mocotó são consideradas das mais rentáveis do tráfico de drogas de Florianópolis. Apenas nos dias seguintes ao Carnaval, de acordo com o delegado responsável pela operação, a polícia apurou que a movimentação financeira dos investigados chegou a R$ 180 mil. Com o dinheiro, os traficantes vinham comprando armas e munição para aumentar o poder de fogo na área.

Operação é uma das maiores de Florianópolis

O delegado Antonio Seixas Joca começou a preparar a ocupação do Mocotó na madrugada. Os policiais se encontraram às 4h30min na 6a Delegacia de Polícia, na Agronômica. Ali, foram divididos em pelo menos 11 equipes. O aparato é considerado um dos maiores montados em Florianópolis nos últimos anos. Logo nas primeiras duas horas de operação, 12 das 27 pessoas procuradas foram presas. Menores também foram apreendidos.
As ruas que dão acesso ao morro foram bloqueadas. Uma base foi montada na Rua Silva Jardim, perto do túnel. Os presos foram colocados em ônibus da polícia e levados para os procedimentos policiais na Academia da Polícia Civil (Acadepol), no Norte da Ilha. Um ônibus também foi utilizado para transportar a tropa do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

Deu no DC

No dia 2 de fevereiro de 2014, o Diário Catarinense publicou reportagem especial alertando para uma guerra prestes a explodir no berço do tráfico de drogas da Grande Florianópolis, visando a retomada do Morro do Mocotó, cracolândia da Capital de Santa Catarina, no Maciço do Morro da Cruz.

 

ASSUNTO: CONFRONTO EM FLORIPA

VEÍCULO: Notícias do Dia

Mocotó em dia de prisões

O amanhecer foi atípico para os moradores dos morros do Mocotó e da Queimada, no Centro de Florianópolis. Os moradores foram acordados por volta das 6h com mais de 200 policiais civis e militares entrando nas casas de traficantes e prendendo suspeitos, apreendendo drogas, armas e munições. A missão era capturar 65 alvos. Entretanto, a informação vazou e apenas 13 foram presos.

Entre os presos está Jeday Rodrigues, conhecido como Presença. Ele é considerado gerente do tráfico na região. Ele aparece em imagens feitas pela polícia recebendo o dinheiro da venda das drogas. As cenas foram feitas durante as investigações que duraram nove meses. Ele trabalhava para Carlos Augusto da Silva Santos, o Bilu, conhecido como o chefe do tráfico no Mocotó, preso na operação de sexta.

De acordo com o delegado Antônio Cláudio Joca, titular da Decod (Delegacia de Combate às Drogas) além das prisões, foram apreendidos seis televisores LCD, dois tablets, dois notebooks, duas pistolas (uma com silenciador) e trinta e sete munições de calibre 9mm e 56 gramas de crack. Quatro adolescentes também foram apreendidos. Ônibus ficaram estacionados na parte de baixo do morro para receber os traficantes presos na operação.

O policial da Decod, Ricardo Cavalcanti, informou que os eletrônicos estavam na casa de Bilu. “Por fora, a casa dele é humilde, talvez para não chamar atenção e ficar idênticas às demais, mas por dentro é luxuosa com móveis e pinturas de primeira linha”, revelou. Os 13 presos foram interrogados na Academia da Polícia Civil, em Canasvieiras. O delegado Joca explicou que os suspeitos estão com prisão temporária decretada por 30 dias, mas na conclusão do inquérito pedirá a conversão das provisórias em preventivas.

O comboio de policiais camuflados, empunhando fuzis e metralhadoras foi auxiliado por cães farejadores e por policiais militares. Segundo Joca, a operação continuará durante o fim de semana.

Região conhecida pela violência

O Mocotó foi um dos primeiros morros de Florianópolis a movimentar o tráfico de drogas. Por ali passaram vários chefões. O mais notável foi Denílson, condenado por mandar queimar vivo um olheiro porque ele cochilou no ponto e não deu o alarme quando a polícia chegou e aprendeu 2,5kg de pasta de cocaína.

Denílson perdeu o posto para Gustavo Santos Silva, preso ano passado acusado de matar Cristiano da Vala. Atualmente, o comando passou para o irmão de Gustavo, o Bilu, capturado na operação de sexta. Conforme policiais da Decod, a droga que vem para o Mocotó é negociada em forma de consórcio com o traficante Mafiolete, que comanda o tráfico na Tapera, Sul da Ilha. Mafiolete ainda não foi preso.

 

ASSUNTO: VIOLÊNCIA NAS ESTRADAS

VEÍCULO: Diário Catarinense

RODOVIA DAS TRAGÉDIAS: Mortes passam de 1,5 mil

Acidente deixa três mortos na BR-470, onde 1.504 pessoas perderam a vida desde 2000, entre o Vale do Itajaí e o litoral de SC

As vidas de Félix Alexandre Groebl, Rubens Facchini e Anselmo Xavier Reinert terminaram no asfalto da BR-470, na manhã de ontem. Com eles, desde o ano 2000, 1.504 pessoas morreram em acidentes na rodovia, no trecho de pouco mais de 200 quilômetros que liga o litoral Norte e o Vale do Itajaí. No acidente de ontem, no Km 40, em Gaspar, a colisão frontal dos caminhões dirigidos por Félix Alexandre Groebl, de 40 anos, e Gilmar Antônio da Rocha, de 46 anos, provocou um incêndio.
Groebl morreu preso às ferragens, com o corpo carbonizado. O sobrinho Thiago Wilberte conta que a vítima era experiente em levar cargas pesadas como o lote de areia que carregava no momento da colisão, mas sabia bem dos riscos da 470:
– Ele estava acostumado com a estrada, e mesmo assim achava perigoso. O problema dessa BR é a duplicação, não dá mais pra continuar do jeito que está – diz.
Groebl era casado e deixa dois filhos.
O outro caminhoneiro, Gilmar, guiava um caminhão de leite desde Joaçaba. Com ferimentos leves, conseguiu sair da cabine e tentou socorrer Félix, em vão.
Outros dois veículos se envolveram no trágico acidente. Uma pequena van guiada por Anselmo Xavier Reinert, de 60 anos, ficou completamente destruída e ele morreu na hora. No outro veículo, um Vectra com placas de Brusque, estava Rubens José Fachini, de 76 anos, empresário do esporte e um dos criadores dos Jogos Abertos de Santa Catarina.
Reinert era aposentado, trabalhava para manter a cabeça ocupada e complementar renda. Fazia um pouco de tudo em uma empresa de divisórias, mas principalmente dirigia.
Ivan Luiz Reinert, filho único, fala do pai como um homem trabalhador e alegre, morador de Blumenau e motorista experiente, que já tinha pensado em parar de dirigir pelo perigo das estradas.
Levantamento contabiliza vítimas na BR e em hospitais
Horas depois do acidente Ivan ainda pensava como daria a notícia ao filho pequeno:
– Não sei como dizer ao meu filho de cinco anos que o vovô morreu. Quando ele quiser saber como e onde, vou ter que falar: ‘foi naquela estrada que a gente pega pra ir pra praia’ – lamentava.
O esporte era a vida de Rubens Facchini. O carro que ele dirigia teve a parte dianteira destruída.
Somando as três vítimas de sexta-feira, um levantamento feito há 14 anos pelo Jornal de Santa Catarina, do Grupo RBS, aponta que 1,5 mil pessoas morreram neste período na rodovia. Os dados consideram as vítimas que chegaram a ser socorridas, mas não resistiram e morreram em hospitais da região.

 

ASSUNTO: Pesquisa de opinião

VEÍCULO: Notícias do Dia

Mobilidade e violência preocupam

Segurança, trânsito e saúde são as principais preocupações dos moradores de Florianópolis.

O panorama foi obtido pelo Grupo RIC por meio da pesquisa de avaliação dos serviços prestados pela Prefeitura da Capital. A consulta, realizada pelo instituto Accord Pesquisas de Mercado e Opinião, avaliou o atendimento em postos de saúde, policlínicas e unidades de pronto atendimento, creches, vagas em escolas e a atuação da Guarda Municipal. Entre os dias 2 e 3 de abril, 600 pessoas foram entrevistadas em 32 bairros.

A visão dos moradores sobre o bairro e quanto à cidade em si é diferente. Quando questionado sobre “qual o maior problema em Florianópolis”, 38% consideram o trânsito como a principal dificuldade.

Na sequência, a saúde e segurança pública aparecem empatados, com 16% cada. Transporte coletivo surge com 9% entre as preocupações. Outros itens como abastecimento de água, assistência social, combate às drogas, desemprego, infraestrutura, limpeza das praias, pavimentação e saneamento são listados variando entre 1% e 2%.

Já quando a pergunta é “qual o maior problema em seu bairro”, o quesito segurança pública passa à frente, com 31%. Trânsito cai para o segundo lugar, com 14%. A saúde fica em terceiro, com 10%. Neste item, mais escolas, pavimentação e conservação de ruas principais e secundárias, saneamento e transporte coletivo alcançam percentuais entre 4% e 7%.

De modo geral, a maioria dos entrevistados considerou o trabalho da prefeitura como ruim. À pergunta sobre “a atuação da prefeitura em relação aos diversos serviços que presta à população” 40% dos entrevistados responderam “com alguns acertos, tem cometido erros graves em algumas áreas”. Na sequência, 35% considerou que “a cidade está mal administrada. Tem setores que estão abandonados”.

Já 14% entende que “de maneira geral, tem acertado mais que errado na sua função de administrar”. Outros 8% consideram que “a prefeitura tem feito um bom trabalho na cidade e se destaca em algumas áreas”. Os que naõ sabem ou não responderam somaram 3%.

A avaliação do prefeito Cesar Souza Júnior (PSD) é considerada regular por 25% dos entrevistados. Somando conceitos positivos como ótimo (3%), bom (23%) e regular positivo (15%), o prefeito é apoiado por 41%. Já a soma das opiniões negativas como péssima (10%), ruim (8%) e regular negativa (12%) alcançam 30%.

 

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 13.04.2014

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

Gancho

A Justiça afastou três agentes penitenciários da UPA de Imbituba por 30 dias a pedido do Ministério Público. O motivo foi a denúncia de tortura contra os detentos.

 

COLUNISTA MOACIR PEREIRA – INTERINO UPIARA BOSCHI

Desceu do muro

Os números da pesquisa Ibope da semana passada fizeram o deputado estadual Amauri Soares (PSOL) descer do muro e assumir a pré-candidatura ao Senado. No levantamento, ele oscilava entre 11% e 14%. Ele tem se reunido com o pré-candidato ao governo, Afrânio Boppré, para traçar estratégias.

 

ASSUNTO: Morro do Mocotó

VEÍCULO: Diário Catarinense

CRIME E CASTIGO: Ameaças eram rotina no Mocotó

Cenários de violência deram base à operação contra o tráfico realizada em morro da Capital

Ameaças a policiais civis que investigaram um assassinato, adolescentes empunhando armas e terror aos próprios moradores da comunidade.
São esses os principais motivos que levaram à megaoperação conjunta com 200 policiais civis e militares na manhã de sexta-feira no Morro do Mocotó, em Florianópolis.
Os alvos da polícia por causa das ameaças são os mesmos que lideram o intenso comércio de drogas, principalmente crack e maconha no local.
A polícia decidiu montar uma investigação complexa a fim de desmantelar toda a quadrilha, mesmo ciente de que são constantes as apreensões e prisões pela PM nos conhecidos pontos, como o beco da lixeira.
O monitoramento foi além para não deixar crescer o clima de ameaças aos próprios policiais civis, que vinha ganhando dimensões preocupantes nos últimos meses. Após 10 meses de investigação, os policiais que agora integram a recém-criada Delegacia de Combate às Drogas conseguiram mapear os criminosos. A polícia diz que há provas robustas em grampos telefônicos. Com isso, 27 suspeitos tiveram prisões temporárias decretadas pela Justiça.
As ameaças aos policiais civis surgiram após a investigação do assassinato de Michel Julio Alves, em 12 de setembro de 2012, na servidão Luiz Zilli, final do Morro da Queimada, na Prainha (ao lado do Mocotó). Testemunhas do homicídio também teriam sido ameaçadas, segundo uma decisão judicial de 12 de setembro de 2013, a que o DC teve acesso.
Há outros processos de prisões em flagrante no Mocotó em que PMs foram vítimas de ameaças de traficantes. As declarações embasaram a Justiça em manter na cadeia presos com drogas. Os trechos estão em investigações policiais que tramitam na 4a Vara Criminal de Florianópolis. Consta que, em tese, os acusados teriam agredido os policiais com chutes e socos e que após serem algemados teriam continuado as ameaças.

 

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 14.04.2014

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

Jogo de gato e rato

Uma espécie de guerra de informação e contrainformação está sendo travada entre as lideranças da Ocupação Amarildo e o serviço de inteligência da Polícia Militar. No sábado, os líderes utilizaram-se de trilhas no meio da mata para tentar montar novo acampamento num terreno ao lado. Foram surpreendidos pela rápida intervenção da PM.
Ato contínuo, publicaram na página Brigadas Populares de Santa Catarina, do Facebook, que a PM estava preparada para um massacre na SC-401 e convocaram mais militantes. As lideranças do movimento só não imaginavam que o juiz agrário Rafael Sandi acompanhava toda a movimentação online, na sala de situação no comando da PM.

Formação paramilitar

O serviço de inteligência da PM identificou cerca de 150 pessoas organizadas para resistir a um eventual confronto durante a desocupação. Com técnicas de guerrilha, a estratégia seria esgueirar-se pela mata, impedindo o avanço da Tropa de Choque em formação.
A liderança política da ocupação é de Rui Fernando, mas a mobilização paramilitar está sob o comando de três homens que atendem pelos codinomes de Volverine, Guevarinha (alusão a Che Guevara) e Capoeira. Eles só respondem às ordens de Fernando.

Questão de horas

O juiz agrário Rafael Sandi está convencido de que os invasores da SC-401 descumpriram o acordo e pode autorizar a intervenção a qualquer momento. A reunião no comando geral da PM com o juiz agrário e governo foi até as 23h de sábado.

Preocupação

A polícia interceptou mensagens trocadas entre traficantes que atuavam no Morro do Mocotó oferecendo recompensa pela morte de oficial da PM e delegado da civil.

Batismo no ar

Uma turma com 21 policiais militares concluiu na semana passada o curso de tripulantes do batalhão aéreo. Foram formados para operações de polícia, resgate e defesa civil.

 

COLUNISTA CACAU MENEZES – Diário Catarinense

Trindade

Flávio Sobierajski, o Calcinha, que reclamou por esta coluna da falta de policiamento durante o dia no bairro da Trindade, onde está abrindo um comércio, recebeu sábado pela manhã (no mesmo dia da publicação da nota), uma longa carta do comandante da PM Gomes Araújo, fazendo suas ponderações e oferecendo apoio.
A reclamação é que nossas leis são brandas: quando a PM faz a sua parte, horas depois o delegado é obrigado a soltar o bandido.

 

COLUNISTA MOACIR PEREIRA – Diário Catarinense

O destino de Amarildo

O destino da Ocupação Amarildo, às margens da rodovia SC-401, em Florianópolis, é a novela da semana. Conseguiu até rebaixar para o horário das sete horas a arrastada trama do afastamento de Romildo Titon.
Os ocupantes têm data marcada, terça-feira, para deixar as terras que pertenceriam ao ex-deputado Artêmio Paludo após um acordo costurado pelo juiz agrário Rafael Sandi. Como bons novelistas, os próprios invasores tentaram antecipar este destino no final de semana, ao iniciar um processo de mudança para o terreno vizinho – impedido pela Polícia Militar no sábado.
O alvo original dos membros da ocupação não era a área vizinha, mas um terreno que o Ciasc, órgão do governo do Estado, possui em Canasvieiras, Norte da Ilha, ironicamente localizado próximo ao estande de tiro da Academia de Polícia Civil. A proposta foi levada por deputados de oposição a membros do Executivo e prontamente rejeitada. O governo entende que quem deve resolver a questão é o Incra. As conversas se encerraram na sexta-feira. Além disso, os estragos feitos pelos manifestantes na Assembleia Legislativa quarta-feira não foram o melhor cartão de visitas para negociações.
Com a negativa, os parlamentares tiraram o time de campo. Houve quem pedisse para não ser informado sobre os planos do movimento. A frustração maior aconteceu porque a ideia de procurar um terreno estadual livre teria partido de assessores do juiz agrário. Ontem, Rafael Sandi afirmou com todas as letras que a tentativa de transferir o acampamento descumpria o acordo.
Na ocupação, a tese é de permanecer até uma decisão sobre a propriedade da área, considerada federal pela Superintendência do Patrimônio da União (SPU). A cada promessa de confronto, surgem mobilizações nas redes sociais para que militantes de esquerda partam para o local.
É na expectativa dessa novela que se inicia esta semana, na torcida para que o capítulo final não tenha a SC-401 como cenário de outra batalha campal ideológica.

 

COLUNISTA HÉLIO COSTA – Notícias do Dia

Integração

A integração entre as Polícias Militar e Civil é fundamental para o sucesso da segurança pública. Exemplo claro desta parceria ocorreu na última sexta-feira durante a ocupação do Morro do Mocotó, em Florianópolis, quando as duas forças deflagraram uma megaoperação para buscar 27 pessoas ligadas ao tráfico de drogas. Estive lá e presenciei a cordialidade entre delegados e oficias. O comboio que subiu o morro, de manhã cedinho, era formado por mais de 200 homens.

Enquanto os policiais civis, munidos de ordens judiciais, entravam nas casas dos alvos, os militares armados com fuzis ficavam na contenção, na segurança dos colegas. Era possível ouvir diálogos corteses entre os integrantes das duas forças. No final daquela manhã, 12 traficantes foram capturados além de armas e drogas apreendidos. O trabalho em conjunto focado no mesmo objetivo ocorreu durante o fim de semana, com a captura de mais seis envolvidos: dois homens e quatro adolescentes. Esta integração deveria ser contínua porque a vaidade não leva a lugar algum.

 

COLUNISTA PAULO ALCEU – Notícias do Dia

Avanço

Começa a ser viabilizada a proposta de estender o atendimento descentralizado de ouvidoria a todos os organismos da Segurança Pública. O primeiro a descentralizar a ouvidoria foi o Corpo de Bombeiros. A demanda será atendida regionalmente provocando uma aproximação maior da corporação com as pessoas e, com isso, agilizando o atendimento.

 

ASSUNTO: Invasão na SC-401

VEÍCULO: Notícias do Dia

Operação Capital impede montagem de novos barracos

A coletiva foi marcada após uma tentativa dos acampados de invadir outra área à margem da SC-401, cerca de 140 metros ao Norte da atual, na madrugada de sábado. Os ocupantes decidiram pela ação após uma assembleia, na noite de sexta-feira. Até o início da tarde de sábado, eles chegaram a montar 26 barracas, mas uma operação da PM, denominada Capital, interveio. “Agimos para garantir a segurança das pessoas, pois os acampados estavam tentando invadir outro terreno. Além disso, já tinham bloqueado a SC-401 em outras ocasiões”, informou o coronel Nazareno Marcineiro, durante a coletiva de ontem.

O efetivo da operação, não confirmado pelo comando da PM, seria de cerca de 100 policiais. O retorno dos invasores foi negociado, mas antes houve muita tensão no local. “Eles vieram com um exército para combater 496 famílias. Só não houve um massacre porque conseguimos conversar. No sábado, só conseguimos dormir depois de 23h30”, relatou Rui Fernando, porta-voz da ocupação. O tráfego na SC-401 foi prejudicado das 16h15 até as 18h de sábado.

O juiz agrário Rafael Sandi afirmou que o terreno invadido por algumas horas ainda está dentro da área em discussão pela União, mas fora da área delimitada no acordo conciliatório. O magistrado também adiantou que, até terçafeira, irá apresentar uma decisão judicial sobre a tentativa de invasão no fim de semana.

 

ASSUNTO: VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO

VEÍCULO: Diário Catarinense

Mulher é arrastada por carro

Maristela Stringhini, de 40 anos ficou presa sob um carro e foi arrastada por cerca de 700 metros, no Centro de Rio do Sul, por volta de 3h30min de ontem, quando a moto em que estava foi atingida por um veículo. Segundo a delegada da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami) da cidade, Karla Miguel, a vítima estava na carona da moto quando foi atingida pelo carro.
A delegada explica que um desentendimento entre os condutores dos dois veículos pode ter ocasionado o acidente:
– Eles vinham num casal na moto, o condutor e a noiva que seguia na carona, quando o motorista do carro foi para cima deles tentando ultrapassar. O condutor da moto teria questionado o motorista, que jogou o carro para cima da motocicleta.
Com a colisão, a mulher caiu e ficou presa embaixo o veículo, entre as rodas dianteiras e traseiras. A delegada relata que ela foi arrastada. O motorista do carro, um jovem de 21 anos, seguiu pela Rua Tuiuti e só foi parar na Rua Euclides da Cunha, quando um taxista o seguiu e fez sinal para que parasse. O rapaz abandonou o carro e fugiu do local.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e encaminhou a mulher ao Hospital Regional de Rio do Sul. De acordo com os socorristas, a vítima tinha queimaduras nos braços, nas pernas e nas costas, mas estava consciente. A delegada conta que a mulher chegou a ter os seios mutilados pelo contato do corpo com o asfalto.
Por volta das 19h30min de ontem, o motorista do carro que arrastou a mulher se apresentou na Dpcami de Rio do Sul acompanhado do advogado. Segundo a delegada, o motorista deve ser indiciado por tentativa de homicídio. O condutor da moto não sofreu ferimentos.

 

ASSUNTO: AFOGAMENTO

VEÍCULO: Diário Catarinense

Corpo de jovem é encontrado em rio

Foi encontrado na manhã de ontem o corpo do adolescente Anderson Patrick dos Santos, 15 anos, que morreu afogado no Rio Itapocu, em Jaraguá do Sul. O corpo do jovem foi localizado às 8h, logo após a retomada das buscas, que haviam começado na tarde de sábado. O adolescente estava a cerca de 150 metros do local onde caiu no rio. Os Bombeiros Voluntários de Jaraguá contaram com o auxílio dos bombeiros de Guaramirim.
Anderson Patrick pescava com um amigo de 14 anos, no sábado, quando caiu no rio e afogou-se, por volta de 15h.