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Clipping do dia 4 de junho

4.6.2013

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 04.06

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

BICO MOLHADO

O número de motoristas detidos por embriaguez aumentou 116% durante a operação Corpus Christi da Polícia Militar Rodoviária Estadual em relação ao ano passado. Treze condutores foram levados à DP. Ano passado foram seis no mesmo feriadão.

FAMA DE MÁ

Basta analisar as estatísticas da Polícia Militar Rodoviária Estadual nos últimos 10 anos para se constatar que o Km 19 na SC 401 tem lá seus defeitos, mas chamá-lo de curva da morte é um exagero. Foram 607 acidentes, com 1.088 veículos e três vítimas fatais desde 2003.

SINAIS DE FUMAÇA

O indicativo de greve foi aprovado nas três assembleias dos motoristas e cobradores das empresas de transporte coletivo de Florianópolis, ontem. Desde 2000, a categoria já realizou 14 paralisações. A maior parte sem nenhum aviso prévio, causando graves prejuízos aos usuários. Não será surpresa se cruzarem os braços de uma hora para a outra…

 

COLUNISTA CACAU MENEZES – Diário Catarinense

Pardais

Leitor José Augusto da Silva, também indignado, gostaria de saber do Ipuf quem colocará as placas indicando a velocidade permitida na Avenida Beira-Mar Norte – infestada a partir de hoje de pardais, como as maiores províncias–, já que foi informado por um guarda municipal que nas laterais é 60 km/h?

 

COLUNISTA MOACIR PEREIRA – Diário Catarinense

OS ENCONTROS

Paulo Afonso Vieira assumiu a presidência do PMDB-SC e confirmou a convenção estadual para 29 de junho. O prazo para inscrição de chapas termina no dia 21. Aparentemente, o presidente licenciado Eduardo Pinho Moreira leva vantagem sobre Mauro Mariani. Deputados e prefeitos fazem reuniões com os delegados pedindo votos. Na Grande Florianópolis, o encontro será amanhã.
A pesquisa Callipolis, do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas da Udesc, deu respaldo científico a análises feitas subjetivamente ao longo dos anos. Analisando os resultados de eleições desde 2000 e informações sobre população e PIB dos municípios, o estudo chegou às seguintes conclusões:
PMDB, PSD, PP, PT, PSDB e DEM detiveram em média 94,5% do poder político em Santa Catarina nos últimos 12 anos. O PMDB é o maior partido no Estado. O surgimento do PSD tirou do DEM o status de grande partido da política catarinense. O PT e o PSDB se destacam nas cidades maiores, enquanto os outros quatro predominam em municípios menores.

DIRETAS

Associação dos Praças (Aprasc) realiza assembleia geral hoje, a partir das 13h, na Associação Catarinense de Medicina. Outra vez, a questão salarial estará em debate para definição da estratégia de mobilização.
O estudo completo está disponível no www.callipolis.org.br.

 

COLUNISTA ROBERTO AZEVEDO – Notícias do Dia 03.06

Polêmica na Justiça Federal

Vara especializada em combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro é remanejada, afeta a Vara Amibiental e preocupa magistrados. Uma questão que vai além da semântica gera polêmica na Justiça Federal de Santa Catarina: para alguns magistrados a 1ª Vara Criminal Federal de Florianópolis, especializada no combate ao crime organizado e a lavagem de dinheiro, foi extinta, e para a direção do Foro foi apenas transformada em 2ª Vara do Juizado Especial Federal Previdenciário da Capital, conforme resolução assinada pela presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com sede em Porto Alegre, desembargadora federal Marge Inge Barth Tessler, no último dia 28 de maio, e entra em vigor amanhã.

Pelo menos dois magistrados, Julio Guilherme Berezoski Schattschneider e Marjôrie Cristina Freiberger Ribeiro da Silva, se manifestaram oficialmente ao Conselho de Administração do TRF-4 para ponderar os riscos que a medida, ainda quando estava em análise, traria. A reclamação não teve eco entre os desembargadores federais, mas o procurador da República Marco Aurélio Dutra Aydos levou a questão ao Conselho Nacional de Justiça, que, por determinação do conselheiro o Conselheiro Ney José de Freitas, deu prazo de 10 dias para o tribunal regional prestar informações.

A Justificativa do juiz federal Alcides Vettorazzi, diretor do Foro, é de que a mudança é necessária pelo número de processos que entram na Vara Previdenciária (aposentadorias e pensões), cerca de 500 por mês – há mais de 5 mil na fila para análise -, e que na Vara Criminal há 476 processos, cerca de 30 novos começam a tramitar por mês. O tema controverso tem movimentado os meios jurídicos do Estado, mas não tinha repercussão na sociedade.

A reclamação

O âmago da contestação está em que as investigações criminais em território catarinense e de alçada federal terão que passar para a nova Vara, enquanto os processos do juizado especial criminal e as cartas precatórias de natureza criminal (coleta de depoimentos fora do foro das partes) ficarão com a Vara federal Ambiental Agrária. Os juízes alertam que isso irá desespecializar as duas varas, sendo um erro apenas olhar a movimentação de processos sem considerar a complexidade das matérias que envolvem crimes chamados do colarinho branco e os ambientais, com o agravante de provocar um volume que inviabilizará a atuação nas duas áreas.

 

COLUNISTA ROBERTO AZEVEDO – Notícias do Dia 04.06

Iniciativa

Enquanto a Comissão de Constituição e justiça da Câmara dos deputados dá a largada à discussão sobre a redução da idade penal, de 18 para 16 anos, pelos menos três parlamentares, dois deles catarinenses, deram um passo à frente sobre a maior vilania contida no assunto. Os deputados federais Mauro Mariani (PMDB) e Jorginho Mello (PR) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) focam em mudar as medidas socioeducativas para as crianças e adolescentes que incorrem em delitos e em aumentar as penas para quem pratica atos de corrupção de menores. Para Jorginho, corromper deveria ser considerado crime hediondo, com penas de reclusão de 3 a 8 anos.

 

COLUNISTA PAULO ALCEU – Notícias do Dia 03.06

Sem ter para onde correr

Qualquer um de nós está sujeito a ter uma arma na cabeça correndo o risco de morte. Diante da televisão assistindo aos noticiários sábado ä noite me senti ainda mais desprotegido e alvo de marginais bem armados e implacáveis demonstrando não ter o mínimo de temor. Sinceramente pela primeira vez diante de tantas atrocidades e crueldades de criminosos que arrancam a vida de uma pessoa sem que ela esboce o mínimo de reação percebi a real dimensão da insegurança que hoje enfrentamos no nosso cotidiano. Claro que reconhecia o perigo e os cuidados necessários, mas o avanço que a criminalidade vem estabelecendo assusta. Parece que não há mais limites, se limite fosse possível numa ação criminosa. Mas a vida foi banalizada como se fosse descartável. Marginais agem a luz do dia de cara lavada, como expressou a proprietária de um restaurante em São Paulo, onde os arrastões tomaram proporções para livros de recorde. Absurdo. Esse quadro de violência e ascensão não se limita a compra de veículos e armamento aos agentes de segurança, mas ações mais complexas e completas envolvendo todos os segmentos. É nojento ver programas de partidos políticos na televisão carregados de discursos de soluções fáceis e rápidas. Hoje o centro das atenções no universo da política é a manutenção do poder e as benesses que o dinheiro público oferta. E isso também contribui para a violência, principalmente, quando a impunidade estabelece seu espaço e controle. De um lado os fora da lei matando e ameaçando, do outro os dentro da lei roubando e se beneficiando.

 

ASSUNTO: Artigo do deputado Jorginho Mello

VEÍCULO: Diário Catarinense

Corrupção de menores e a punição

É mais do que justo e necessário o clamor social para que o Poder Público adote providências no sentido de diminuir a presença de menores a serviço da criminalidade no Brasil. A primeira reação da maioria das pessoas após cada ato de barbárie cometido por crianças e adolescentes é cravar na redução da maioridade penal como a solução para todos os males. Trata-se de um equívoco.
Além da resistência um tanto impertinente de entidades ditas de defesa dos direitos humanos em relação ao tema, há a realidade de países como os Estados Unidos, onde até mesmo crianças podem parar na cadeia. Mas as estatísticas a respeito da criminalidade em geral e da praticada por menores não diminuíram. Pelo contrário, hoje os EUA enfrentam um grave problema formado por quase 2,5 milhões de pessoas presas, gerando altos custos ao Estado e sem a devida resolutividade para a segurança social.
Por isso, proponho que o Estado atue com firmeza na outra ponta e passe a considerar crime hediondo o fato de um adulto induzir ou utilizar menor em ato criminoso. Protocolei proposta com esse teor: o Projeto de Lei 5465/2013, que, na prática, altera o Artigo 244-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, estabelecendo penas de três a oito anos de prisão aos maiores de idade que corromperem crianças e adolescentes.
Hoje a legislação é muito branda. E soma-se à proteção legal que recai sobre os menores combinação que resulta na triste realidade atual. Para se ter uma ideia, um maior condenado à prisão por corrupção de menores tem a possibilidade legal de converter a pena em medida restritiva de direitos. Ou seja, ele sabe que nem ele nem o menor serão presos, fatores que estimulam a marginalidade. Um absurdo que precisa de um ponto final urgentemente.
Proponho que o Estado atue com firmeza na outra ponta e passe a considerar crime hediondo o fato de um adulto induzir ou utilizar menor em ato criminoso.

 

ASSUNTO: Maioridade Penal

VEÍCULO: Diário Catarinense

Audiência discute a maioridade penal

A redução da maioridade penal foi tema de audiência pública ontem no Senado. O presidente da OAB, Marcos Furtado, e a procuradora da República Raquel Dodge se posicionaram contra a redução da maioridade por considerá-la inconstitucional e ineficiente no combate aos crimes cometidos por adolescentes. Para eles, não é possível mudar a Constituição para retirar direitos individuais.

 

ASSUNTO: Obras no Mercado Público

VEÍCULO: Diário Catarinense

REPROVADO NA VISTORIA: Falhas na obra do Mercado

A vistoria técnica dos bombeiros de ontem à tarde no Mercado Público apontou irregularidades em boxes e áreas comuns do prédio histórico da Capital.
Falhas como fiação exposta, falta de extintores de incêndio nos boxes e ligações irregulares de gás irão constar no relatório final, que seria concluído ainda na noite de ontem, segundo o tenente Anderson Sarte. O aterramento incorreto dos para-raios, falta de luzes de emergência e de adaptadores em abrigos de mangueira completam a lista de problemas no prédio, que está passando por reformas há mais de um ano para adequações estruturais e de segurança contra incêndios.
O texto final da vistoria será encaminhado à administração do Mercado, à prefeitura e ao Ministério Público, para que se decida que providências devem ser tomadas.
Nos boxes da ala Sul, onde se concentra a maior parte das reformas, os bombeiros constataram as primeiras irregularidades, como extintores despressurizados, luzes de emergência sem condições de uso e fiação exposta. Os corrimões de acesso a uma das torres próximo ao Largo da Alfândega precisam de alterações, assim como a central de gás instalada. As caixas d’água antigas também necessitam ser removidas.
O secretário municipal de Obras, João Amin, diz que a empresa contratada fará as alterações até 23 de junho, prazo dado pela Justiça. E cada box deverá fazer os ajustes individuais.

 

ASSUNTO: Polícia Civil

VEÍCULO: Diário Catarinense

RAPAZ ABANDONADO: Polícia Civil identifica plantonista

A Polícia Civil identificou a agente da 3a Delegacia de Florianópolis que não tomou providências quando vizinhos de um deficiente mental de 26 anos registraram boletim de ocorrência na sexta-feira avisando que o rapaz estava trancado em uma quitinete sem comida. Na ocasião, foi alegada falta de carro para verificar a situação, justificativa não procedente segundo o diretor de Polícia da Grande Florianópolis, delegado Ilson Silva. Ele afirmou existirem cinco veículos disponíveis.
Silva recebeu cópia do relatório do plantão e percebeu que o boletim de ocorrência sequer foi mencionado. Acrescentou que o comportamento é inaceitável e que pediu explicações porque nestes casos é preciso avisar o delegado de plantão, o que não ocorreu. Ele declarou que vai esperar as justificativas e se não forem convincentes encaminhará o caso para a corregedoria.
Por causa da lentidão da Polícia Civil, o deficiente mental só foi resgatado na segunda-feira da quitinete no Bairro Monte Cristo, depois de ficar 10 dias sozinho. A Secretaria Municipal de Assistência Social enviou uma equipe para atender do rapaz e localizar o pai, Sétimo Batista da Cruz, 62 anos.
A assistente social descobriu que o homem estava numa casa em São José. Lá ouviu a explicação que enfrentara problemas de saúde. A versão foi confirmada e soube-se que ele estava no INSS quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Levado às pressas para o Hospital Regional de São José, passou dois dias na UTI e mais seis internado.
Sétimo foi ajudado por uma vizinha dos tempos que morava na Localidade Cova da Onça, em São José. Questionado porque não revelou a história em contato telefônico mantido no domingo, respondeu que está muito confuso por causa dos remédios. Mas afirmou que deseja cuidar do filho.
O secretário de Assistência Social Alessandro Abreu informou que Sétimo manifestou interesse em voltar para Xanxerê, cidade onde tem familiares. Os dois passarão a noite em um abrigo no Bairro Jardim Atlântico e devem seguir viagem ainda hoje.

 

ASSUNTO: Sistema prisional

VEÍCULO: Diário Catarinense

RONDA: Agentes realizam paralisação hoje

Os agentes prisionais da Penitenciária de São Pedro de Alcântara farão uma paralisação hoje. Eles alegam que o governo do Estado não cumpriu o acordo que pôs fim ao movimento. A assessoria de imprensa do governo emitiu nota relatando que concedeu um aumento, está comprando equipamentos e preparando o edital para um novo concurso.

 

ASSUNTO: Paralisação transporte público

VEÍCULO: Diário Catarinense

PROPOSTA REJEITADA: Sintraturb inicia estado de greve

O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano de Florianópolis (Sintraturb) rejeitou a proposta do sindicato patronal e decidiu iniciar o estado de greve. O prazo previsto por lei, de 72 horas, passa a valer a partir de amanhã e termina na sexta-feira. No domingo a categoria tem nova reunião, na Praça de Luta, para votar e decidir se entram em greve ou não.

 

ASSUNTO: Fuga em Joinville

VEÍCULO: Diário Catarinense

ESCONDIDOS NA CAIXA: Detentos escapam em Joinville

Esta foi a segunda fuga de presos do regime fechado da Penitenciária Industrial e Deap determinou a abertura de sindicância

A segunda fuga da história do regime fechado da Penitenciária Industrial de Joinville, ocorrida ontem pela manhã, acendeu a luz amarela no Departamento de Administração Prisional (Deap) do Estado. Uma sindicância foi aberta para descobrir como dois presos conseguiram escapar pelo portão principal da unidade, nas caixas que são usadas para o transporte de carga entre a prisão e uma das 18 empresas que têm linhas de produção na Penitenciária.
Fábio Ferreira da Cruz, 27 anos, e Rafael Cardoso da Silva, 23 anos, cumpriam pena por homicídio e estavam presos há um ano e meio. Se somadas as penas dos dois, eles deveriam ficar mais de 50 anos na cadeia. Por enquanto, só há uma certeza: as caixas em que eles se esconderam não foram vistoriadas, por isso, eles conseguiram escapar. Já do lado de fora, eles exigiram que o motorista do caminhão parasse perto dos trilhos que cortam a zona Sul. E sumiram, a pé.
– Essas caixas devem ser vistoriadas antes de serem lacradas e há uma série de procedimentos antes da saída. Abrimos uma investigação para apurar quem, efetivamente, contribuiu para a fuga – disse o diretor da prisão, Richard Harrison Chagas.
A investigação, segundo o diretor, envolve os agentes prisionais e todos os outros presos que estavam no espaço chamado de quadrante – que representa uma linha de produção dentro dos pavilhões.
A principal dúvida é como os presos conseguiram entrar nas caixas sem serem vistos. Há 18 empresas com unidades de montagem e produção dentro da Penitenciária. Pelo menos 20 caminhões circulam todos os dias no pátio da prisão.
Primeira fuga ocorreu da mesma forma
No fim de novembro do ano passado, um detento saiu da mesma maneira: se escondendo em uma das caixas. Desde 2004, quando a Penitenciária foi inaugurada, houve outras saídas, mas todas do regime semiaberto, em que o preso tem contato com a rua.
A direção do Deap considerou a saída preocupante porque a Penitenciária é uma prisão nova e tem rígidos procedimentos de segurança. O diretor do Deap, Leandro Lima, também determinou a abertura de uma sindicância para apurar o que falhou. A Polícia Militar montou barreiras e fez buscas, mas nenhum dos presos foi capturado até a tarde de ontem.
O juiz João Marcos Buch, responsável pela Corregedoria do Sistema Prisional de Joinville, expediu um mandado de prisão para a recaptura dos dois ontem à tarde. Segundo ele, a fuga de ontem pela manhã é uma situação isolada que não afeta o trabalho de ressocialização.

 

ASSUNTO: Obras no Mercado Público

VEÍCULO: Notícias do Dia

Nada mudou no Mercado: Em nova vistoria, bombeiros encontram as mesmas irrelugaridades no preventivo de incêndio

Para que os técnicos do Corpo de Bombeiros verificassem irregularidades no preventivo de incêndio do Mercado Público da Capital. Nos três primeiros boxes da Ala Sul, o chefe do setor de atividades técnicas dos Bombeiros, Anderson Medeiros Satre, identificou extintores de incêndio despressurizados, ausência de luzes de emergência e fios desencapados. As mesmas irregularidades foram encontradas em praticamente todos os boxes da ala. O relatório completo, com todas as adequações que devem ser feitas pela prefeitura para emissão do alvará, será encaminhado hoje ao MPSC (Ministério Público de Santa Catarina).

A situação preocupou Satre, que inúmeras vezes questionou os funcionários da prefeitura e da empresa responsável pela obra, a JK Engenharia. “O projeto encaminhado pela prefeitura foi para as duas alas. Sendo assim, o alvará só será emitido se não houver irregularidades no Mercado”, destacou Satre. O juiz Hélio do Valle Pereira, da 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital, determinou que a prefeitura tem até 23 de junho para obter o alvará com o Mercado ainda aberto. O secretário municipal de Obras, João Amin, não soube informar se as adequações poderão ser feitas até esse prazo. “Vamos ver o que os bombeiros irão apontar e faremos um cronograma de execução”, disse. Porém, Satre afirmou que só com tudo regularizado o alvará será emitido.

Segundo Amin, a decisão do juiz comprovou a boa fé da prefeitura. “Pegamos o Mercado com 30% das obras prontas. Hoje, o preventivo está completamente concluído”, completou. No entanto, o engenheiro da JK Engenharia, Jacson Koester, revelou que apenas metade dos boxes da Ala Sul está ligada à nova fiação elétrica instalada pela prefeitura. Koester garantiu que em 15 dias todos os concessionários poderão ter acesso à fiação, para que a antiga possa ser removida. “Nós ligamos até o quadro do box, mas não fazemos a mudança de outras tomadas. Isso fica por conta do dono”, explicou.

Empresa garante que obras terminam em mês

O engenheiro da secretaria Municipal de obras, Paulo Machado, afirmou que todos os comerciantes tinham até ontem para arrumar a fiação. “Vamos ver as coisas que faltam para conseguir o alvará e vamos desligar a fiação antiga. Vão ficar sem luz. Tentamos não prejudicar ninguém”, explicou. Jacson Koester, da JK engenharia, disse que esse é o principal motivo que leva muitos boxes a ainda estarem com fios desencapados. Porém, não é difícil ver fios antigos nas luminárias da ala sul ou pendendo de um lado ao outro, em cima das cabeças dos consumidores, no local que seria área comum e de responsabilidade da JK.

Koester acredita que até o final do mês todas as adequações apontadas pelos bombeiros serão feitas pela empresa, mas destacou que a maioria das irregularidades apontadas na vistoria são de responsabilidade individual do box. “As luminárias de emergência e extintores não constavam no projeto entregue aos bombeiros. Somos responsáveis apenas pelo preventivo das áreas comuns”, afirmou.

O contrato com a JK engenharia para obras na ala sul venceu no dia 1 de junho, mas a prefeitura realizou o sétimo aditivo do serviço, que chega a r$ 2 milhões. o novo prazo para fim do contrato é 28 de novembro. Segundo João Amin, houve apenas aditivo de prazos e não de valores. “esse é o primeiro da nossa administração”, destacou. Jacson Koester afirmou que todas as obras devem terminar em um mês, inclusive a cisterna que está sendo construída do lado de fora para armazenar água da chuva. O tapume colocado para obras no telhado será retirado na próxima semana.

 

ASSUNTO: Maioridade Penal

VEÍCULO: Notícias do Dia

Maioridade penal em debate: Série de propostas de emendas à Constituição voltou a ser discutida

Eles não têm nomes e rostos divulgados nos jornais, suas histórias envolvem uma série de passagens pelas polícias, dificuldades financeiras e sociais, e um rastro de ocorrências criminais que lesam o cidadão dito de bem. Ontem, mais uma vez, o que fazer com eles — os adolescentes infratores — voltou à discussão no Senado, numa série de propostas de emenda à Constituição sobre a redução da maioridade penal para 16 anos. Só este ano, em Florianópolis, a 6ª Delegacia de Polícia, do Menor e do Adolescente registrou 1.151 boletins de ocorrência envolvendo adolescentes. A maioria dos autores, segundo os próprios policiais, são sempre os mesmos, que acabam se valendo das brechas do Estatuto da Criança e do Adolescente para permanecerem no crime até completarem a maioridade. Das três propostas que tramitam no Senado, duas flexibilizam a maioridade de acordo com a gravidade do delito, e uma terceira impõe a idade limite de 16 anos para que alguém seja considerado inimputável. Mas se por um lado os crimes violentos chocam a população, do outro lado sobram argumentos contrários à redução da idade penal como alternativa para redução de crimes violentos (homicídio ou latrocínio). Esta foi a opinião dos dois convidados da primeira audiência da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado sobre a redução da maioridade penal. O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Marcus Vinicius Furtado Coêlho, disse que a medida não é “adequada” à redução da criminalidade. Segundo ele, o sistema carcerário não cumpre sua finalidade de recuperação e ressocialização e, por isso, transferir os adolescentes para essa realidade não faz sentido. Já a procuradora da República Raquel Dodge alegou que a redução da maioridade é inconstitucional. De acordo com ela, a Constituição veda a deliberação de propostas tendentes a abolir direitos e garantias individuais, o que seria o caso da inimputabilidade de menores de 18 anos.

 

ASSUNTO: Incêndio em Gov. Celso Ramos

VEÍCULO: Notícias do Dia

Sem tempo para salvar Kaleb

Os bombeiros que deveriam chegar ao local em um minuto, demoraram 40

Um minuto. Esse seria o tempo que a guarnição do Corpo de Bombeiros levaria para chegar a casa onde morava a família do pequeno Kaleb Moreira dos Santos, de dois anos e meio, morto durante o incêndio no local, no início da noite do último domingo, 2, no bairro Calheiros, em Governador Celso Ramos. Segundo informações dos moradores, os bombeiros chegaram cerca de 40 minutos depois. Além de uma ambulância e um caminhão de Biguaçu, a guarnição contou com o apoio de outros dois veículos de Florianópolis, da base do Estreito. Mas não foi suficiente.

A base que será instalada no município deverá ser inaugurada em no máximo quarenta dias, e segundo o comandante da unidade de Biguaçu, que além de Governador atende Antônio Carlos, major Alexandre Coelho da Silva, se já estivesse pronta provavelmente teria conseguido salvar o menino. “Percorremos o local hoje, simulando um atendimento e verificamos que chegaríamos em, no máximo, um minuto, isso faria com que salvássemos a criança e minimizaríamos os danos no local”, explicou o comandante. Segundo ele, a gravidade do incidente foi tão grande, que em uma primeira análise feita pelo Corpo de Bombeiro e também pelo IGP (Instituto Geral de Perícias) não foi possível encontrar vestígios que pudessem indicar a causa do acidente. “Outras análises serão feitas para que possamos encontrar o que casionou isso”, comentou o major Coelho.

Além de Biguaçu, os municípios de Palhoça e São José possuem bases próprias e cada um conta com uma ambulância e um caminhão para atendimentos dessas localidades. Mesma estrutura encontrada em Santo Amaro da Imperatriz, que atende também os municípios vizinhos, como Anitápolis, São Bonifácio, São Pedro de Alcântara e Rancho Queimado. Além de Governador Celso Ramos, Antônio Carlos deverá receber uma base própria em breve. “Estamos na fase inicial, mas estamos em contato com a prefeitura para implantar o mais breve possível”, afirmou o major Coelho.

Irmão gêmeo chama por Kaleb o tempo todo

O incêndio que tirou a vida de Kaleb começou por volta das 18h30 de domingo quando o menino dormia em um dos dois quartos da casa onde viviam ele, os pais e os nove irmãos – sendo um deles o irmão gêmeo, Samuel – alugada há onze dias pela prefeitura do município. Segundo informações de vizinhos, haviam diversos colchões no local o que agravou a situação. “Lembro de todos subindo essas escadas todos contentes com a mudança e ontem eu vi uma cena semelhante, só que com todos eles aos prantos”, comentou Charlene Bittencourt, 23, dona da casa incendiada.

Segundo informações da assistência social de Governador Celso Ramos, a família que veio de Lages voltou para a cidade, onde morou em outros períodos, há cinco meses e vivia em uma outra casa, que foi solicitada pelo proprietário. “Procuramos em diversos lugares e ninguém queria alugar porque eram muitas crianças. Encontramos essa casa que estava em perfeitas condições e aconteceu essa fatalidade”, disse a assistente social, Disléia Ramos.