Área do associado

Área do associado

Clipping dos dias 07 a 09 de janeiro

9.1.2012

 

CLIPPING

07 a 09 de janeiro 2011

 

MÍDIAS DE SANTA CATARINA

 

Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Visor

Assunto: Carros arrombados na Pacha

 

SEM NOVIDADE

Leitor mandou e-mail reclamando que na noite de quinta-feira, durante o show de David Guetta na Pacha, em Jurerê Internacional, vários carros foram arrombados. “E não é a primeira vez”, reclama ele. Policiamento ostensivo nas imediações das casas noturnas é imprescindível.

____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Reportagem Especial

Assunto: Ataques a caixas eletrônicos

 

Novos ataques obrigam governo a entrar em ação

Três explosões em caixas eletrônicos em apenas três dias. Santa Catarina vive o auge dos ataques a bancos com o uso de dinamite. Em 30 dias, foram 11. Em cinco meses, houve 28 ocorrências em 23 cidades. O perigo aumentou. Agora, os moradores são ameaçados com fuzis.

A gravidade da situação fez a Secretaria de Segurança Pública de SC (SSP) marcar uma reunião de emergência hoje, às 10h. Às 17h, um novo encontro: coordenadores da Operação Veraneio vão discutir como colocar em prática as ações que serão planejadas. A SSP encerrou uma força-tarefa criada para investigar os ataques. A Operação Rastro durou 40 dias e não resultou na prisão dos bandidos mais importantes.

A decisão de reunir forças novamente e atacar os quadrilheiros, que já teriam faturado pelo menos R$ 2 milhões desde 2010, surgiu com base nos ataques dos últimos três dias. Na madrugada de sexta, um caixa do Bradesco em Itajaí foi dinamitado. Na madrugada de sábado, assaltantes sitiaram São João Batista, na Grande Florianópolis. Eles apontaram fuzis para os moradores e os mandaram entrar de volta nos apartamentos.

Fortemente armados e com segurança de área, dinamitaram sete caixas eletrônicos e fugiram em quatro carros. Testemunhas falaram em 20 bandidos. A PM disse que eram oito e negou que a quadrilha tenha isolado o postinho da PM local.

A SSP acredita que o explosivo usado em São João Batista faça parte do carregamento de 75 quilos de dinamite furtado de uma empresa de engenharia e mineração em São José, na semana passada.

A ação em São João Bastista é parecida com a que ocorreu em outubro de 2010, em São Pedro de Alcântara. Desde então, o casal de idosos encerrou o contrato de aluguel com o Bradesco, que funcionava no térreo da casa.

Os outros ataques neste fim de semana foram na madrugada de domingo: uma tentativa de explosão numa cooperativa de crédito na cidade de Morro da Fumaça, Sul de SC, e uma explosão na empresa Aurora, em Chapecó. Neste ataque, assaltantes renderam os vigilantes, explodiram o caixa do Banco do Brasil e fugiram.

O número de quadrilhas cresceu desde a primeira explosão em agosto de 2010, em Luiz Alves. Antes eram duas, agora são cerca de 10. As ações continuam concentradas no Litoral Norte, mas a estadualização deste tipo de crime parece ter se tornado uma tendência. Exemplo são os ataques em Chapecó, Oeste de SC, e a tentativa em Morro da Fumaça, no Sul.

Desde que a Operação Rastro foi encerrada, a divisão de Furtos e Roubos da Diretoria de Investigações Criminais (Deic) ficou encarregada das investigações destes crimes.

A polícia acredita que há uma difusão do conhecimento desta modalidade de crime, com explosivos. Existem bandidos com pouca prática atuando e também os profissionais, como os de São João e São Pedro. Assaltantes que afrontam a polícia e demonstram alto grau de preparo em caso de risco de confronto. O assaltante Papagaio, preso no último dia 24, continua como suspeito de ser consultor das quadrilhas.

Por meio da assessoria, o secretário de Segurança Pública, César Grubba, informou que não se manifestaria. O delegado Diego Azevedo, da Deic, não foi encontrado. A reportagem deixou recado em sua secretária eletrônica.

 

Vizinhos sofreram ameaças

Pela primeira vez, um ataque com explosivos a uma agência bancária no Estado foi testemunhado por vários moradores, que chegaram a filmar a ação e fotografar o local atingido antes mesmo da chegada da polícia.

Vizinhos dos bancos de São João Batista chegaram a ligar para a Polícia Militar para comunicar a ocorrência. Alguns foram até sacadas ver o motivo do barulho e gravaram vídeos, mas acabaram ameaçados pelos homens armados na rua. O vigia de um posto de gasolina recebeu ordem de deixar o local e precisou fugir.

A ação durou menos de 10 minutos. Os cerca de 20 homens armados com fuzis e metralhadores tomaram a região central da cidade por volta das 3h30min de sábado. Rapidamente, em quatro veículos, os criminosos tomaram uma região equivalente a três quarteirões. Em uma ação coordenada, parte deles foi para o posto policial e cercou o local com dois veículos, impedindo o trabalho dos dois policiais militares de plantão. Os demais, explodiam os caixas eletrônicos.

 

“Cena de cinema”, dizem moradores

Os moradores do centro de São João Batista se sentiram em Hollywood na madrugada de sábado. “Cena de cinema” foi uma das expressões mais usadas para descrever a ação dos homens armados que roubaram o dinheiro de sete caixas eletrônicos.

O mecânico industrial Gilcimar Ribeiro estava acordado às 3h30min quando começou o ataque. Ele ouviu a freada de um carro, foi até a janela e viu descerem do veículo homens encapuzados e vestidos de preto, armados de fuzis e metralhadoras.

Ele conta que os homens foram se posicionando em pontos estratégicos para proteger a ação dos que explodiriam os caixas. Um deles se colocou, com fuzil na mão, na esquina da praça. Um carro ficou na esquina da rua de trás, onde se localiza o posto policial.

– Quando as pessoas começaram a ir para as sacadas dos apartamentos, eles apontavam os fuzis com lanternas e mandavam entrar – conta Gilcimar.

Em seguida, vieram as três explosões de dinamite – no Banco do Brasil e no Bradesco, localizado cerca de 100 metros adiante. Foi nessa hora que a maior parte dos moradores da região percebeu a operação criminosa.

– Eu acordei sem saber se aquilo era um trovão ou a explosão de um botijão de gás. A parede chegou a tremer. Fui até a janela, mas daqui não dava para ver nada. Só o pessoal do cachorro-quente recolhendo tudo – lembra Jeferson James de Oliveira, que mora no mesmo local em que tem uma loja, ao lado do Banco do Brasil.

A banca de cachorro-quente é mantida por Laudomiro Poncio de Oliveira, o Zinho. Nas noites de sexta-feira e sábado, ele e a mulher Ana Zenilda atendem durante a madrugada.

Zinho diz que quando ouviu o barulho da explosão, pensou que fosse um acidente de trânsito. Ao perceber que se tratava de um assalto ao banco vizinho, tratou de recolher o material e correr para casa.

– Não quis nem saber o que era, só subir para casa – afirma Zinho, que garante que o episódio não vai impedir que o cachorro-quente continue funcionando de madrugada.

A mulher Ana Zenilda conta que, ao chegarem em casa, também localizada ao lado da agência do Banco do Brasil, o restante da família (uma filha e três netas) já havia acordado com o barulho.

– O prédio tremeu. A gente deitou as crianças no chão – lembra.

 

Ação das quadrilhas se estadualiza

Os ataques do fim semana a agências bancárias em Chapecó e Itajaí fizeram soar mais um sinal de alerta: mostraram que as quadrilhas que explodem caixas eletrônicos passaram a agir em novas regiões, neste caso, Sul e Oeste. Até então, as ações estavam concentradas no litoral centro-norte e Vale do Itajaí, com poucas ocorrências em outras regiões.

Outra novidade é a diversificação no perfil de cidade escolhida para os crimes. Os bandidos tinham preferência por municípios pequenos, com pouco policiamento e rota de fuga fácil (proximidade com uma grande rodovia, como a BR-101). Já os ataques do final de semana a Itajaí e Chapecó mostram que a ação dos criminosos pode acontecer em qualquer lugar. Já houve registros também em Joinville.

Mas uma característica se mantém: a primeira quinzena do mês é a preferida pelos bandidos, já que os caixas eletrônicos estão bem abastecidos para atender os clientes que recebem salário neste período do mês. Além disso, as ações ocorrem sempre de madrugada, duram até 15 minutos, e contam com armamento restrito das polícias e das Forças Armadas.

A nova tendência de assaltos a bancos, com uso de explosivos, começou em maio de 2010, em Pernambuco. Seguiu para o Sudeste, onde ficou mais forte em São Paulo, foi para o Centro-Oeste, em Goiás, até chegar na região Sul. A polícia acredita que o “crime da moda” não deve ter relação com facções criminosas. Elas preferem atuar mais no tráfico de drogas, que rende em um dia o equivalente a três bancos roubados. Cada caixa eletrônico tem cerca de R$ 100 mil.

As quadrilhas que atacam bancos têm padrão de comportamento diferentes no tipo de armas usadas, na logística da ação e no tipo de explosivo. Umas usam material caseiro e improvisado, o que aumenta o perigo, já que podem errar na carga e explodir construções residenciais que no térreo abrigam caixas eletrônicos. Outros grupos trabalham com explosivos industriais, furtados de empresas ou durante o transporte.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Danielle volta para a casa

 

DANIELLE VOLTA PARA CASA

A menina teve alta no sábado. Família a recebeu com festa em Joinville e Garuva

Um dos dias mais esperados pelas famílias Tobler e Esser finalmente chegou. O sábado foi de expectativa dentro e fora do Hospital Materno-infantil Jeser Amarante Faria, em Joinville.

A menina Danielle Tobler Esser, seis anos, arrumava suas coisas para ter alta, depois de ficar mais de 60 horas perdida na mata, na semana passada.

Abraçada a um urso que acabara de ganhar, a menina não media esforços para aparentar tranquilidade. Sorridente, conversava, falava sobre o aniversário – dia 16 – e sobre os seus gostos.

Por algum tempo, ela se tornou o foco da atenções. Na última segunda-feira, Danielle tinha acabado de chegar à casa da avó Lúcia Tobler, de 42 anos, onde seria seu novo lar para morar com a mãe Gislaine Tobler, de 22, que estava em processo de separação.

No segundo dia na nova casa, um susto para toda a família: a menina, filha mais velha de Gislaine, desapareceu.

Com pistas evasivas, a polícia não conseguia localizá-la. Na sexta de manhã veio a notícia do encontro e o alívio para os pais. A menina foi localizada em um sítio no Loteamento Jardim Edilene, Bairro Paranaguamirim, distante cinco quilômetro de onde foi vista pela última vez.

Ainda com marcas de arranhões no rosto e com os pés machucados, depois de passar três noites na mata, Danielle não demonstrava o que tinha passado. Segundo o pai, Wilmar Esser, 41 anos, a pequena dormiu bem. Enquanto estava perdida, Danielle dormia ao relento, ficou sem comer e bebeu água de poças e da chuva. Mesmo com todos os percalços, a garotinha não teve abalos na saúde.

Ela ficou por uma noite em observação no hospital. A menina está apenas um pouco desnutrida. Ao sair do hospital, Danielle não tinha noção da repercussão de seu desaparecimento e da comoção que causou nas pessoas.

Ela só repetia que a primeira coisa que faria ao chegar em casa seria beijar a avó Lúcia. E foi o que Danielle fez.

 

Festa com bolo

A menina foi levada para casa no carro do pai. Era um dia de festa para a família, e balões, cartazes e até um bolo foi posto à mesa para recepcionar Danielle. Um parabéns antecipado, com uma vela que trazia o número zero, marcou os primeiros minutos da menina em segurança.

Os pais garantem que farão uma festa para ela quando o aniversário chegar, mas em vez de Joinville, há a possibilidade de que toda a família, inclusive os dois irmãos menores, um de dois anos e outro de seis meses, retornem para Garuva ao convívio com outros dois irmãos mais velhos.

 

Peças do quebra-cabeça

Assim que foi resgatada, Danielle disse para o homem que a ajudou que havia sido levada por um homem careca em um carro azul. Ainda confusa pelas noites perdidas, a garota chegou a dizer que estava na mata havia 10 dias. Em casa, além da aflição de não saber o paradeiro da filha, Wilmar se preocupava com o que a menina estaria sofrendo.

Segundo ele, nos relatos da pequena, fica claro que não houve nada mais grave. Wilmar conta que a menina diz que um homem a parou enquanto voltava para casa.

Ele perguntou onde ficava uma escola e ela respondeu que não sabia porque morava há pouco tempo ali. Mesmo assim, ele foi insistente e a obrigou a entrar no carro. Eles rodaram até o anoitecer e a pequena foi abandonada na mata. Danielle até quis pedir socorro antes, mas ficou com medo. Preferiu ficar ao relento, na chuva, até que se sentisse segura. Caminhando no meio do mato, ouviu barulho de galinhas e chegou mais perto. Ela percebeu que era hora de pedir ajuda e foi socorrida pelo comerciante Valério Nurberg Batista.

O pai chegou a questionar a filha por que ela não correu quando o homem do carro azul chegou mais perto e ela disse que tinha medo de que ele a atropelasse.

Hoje, a menina tem agendada uma entrevista com psicólogos e conversa com a polícia.

 

Depois da incerteza, a felicidade

Uma das tias de Danielle, a dona de casa Kátia Regina Reitz, não se conformava com o que tinha acontecido com a menina. Ela participou do grupo de buscas e viu de perto o tormento que virou a vida de Gislaine e Wilmar até que a criança fosse encontrada.

– A gente não sabia onde procurar mais. Chegamos a ir ao local onde ela foi encontrada. Talvez se a polícia tivesse entrado mais na mata, ela não teria ficado tanto tempo perdida. O importante, agora, é que ela está bem.

Durante as buscas, Kátia disse que muita coisa passava por sua cabeça e, mesmo sem perder as esperanças, chegou a imaginar se encontrariam Danielle com vida.

– A partir de agora teremos que ter muito cuidado com ela.

Ainda na sexta-feira, a professora do jardim de infância que Daniele frequentava em Garuva foi visitá-la. Todos pareciam estar comovidos com a história.

A avó Lúcia disse que Danielle é a primeira neta menina que teve, por isso há um carinho especial.

– O coração está batendo forte. Foram dias tristes. Pensamos no pior. À noite era mais complicado.

Quando a encontraram, a avó não pensou duas vezes e foi direto vê-la no hospital.

– Ela estava fraquinha. Emagreceu. Estava debilitada. Choramos e ela começou a chorar.

Quando morava em Garuva, a menina era acostumada a sair para tudo, mas quando vinha para Joinville, ninguém a deixava sair sozinha. Lúcia disse que esta foi umas das primeiras vezes que a menina estava na rua sem ninguém por perto.

Gislaine e Wilmar já cogitam na possibilidade de voltarem a morar em Garuva para a segurança dos filhos.

– Agora, ela (Danielle) não põe a cara no portão sozinha – disse a mãe da menina.

Wilmar agradeceu aos que colaboraram nas buscas e que contribuíram de alguma maneira, seja se sensibilizando com a história ou orando. Foi um final feliz.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Trabalho dos guarda-vidas

 

Água no umbigo, sinal de perigo

Praia do Forte e Ponta das Canas, no Norte da Ilha, já estão com guarda-vidas

Sem perceber, um menino de 10 anos que brincava agarrado a uma prancha de bodyboard foi levado para longe da praia. A cena, ontem, na Praia do Forte, teve a intervenção dos guarda-vidas que desde sábado atuam no local. Diferente do primeiro domingo do ano, quando dois irmãos, com 11 e 13 anos, morreram afogados na mesma praia, o garoto conseguiu sair bem das águas.

Ainda sem a colocação de bandeiras vermelhas, três pontos da Praia do Forte foram identificados como de perigo. Um deles, o local das mortes. A Praia de Ponta das Canas, também no Norte da Ilha, ganhou salvamento.

Os guarda-vidas foram deslocados de outras praias, como Brava, Daniela e Lagoinha. A decisão não vai interferir na segurança destes locais, diz o comando do Corpo de Bombeiros. Apesar de inicialmente se falar que não havia estrutura para os socorristas e que eles seriam colocados em barracas improvisadas, tanto no Forte quanto na Ponta das Canas, as guaritas em madeira são novas e têm altura suficiente para o trabalho de observação. Do alto do “cadeirão”, eles acompanham a movimentação dos banhistas. – Nossa atuação foi mais no sentido de conversar com as pessoas e explicar que perto do costão à direita, em frente a uma pedra grande e na curva (local de afogamento dos meninos) existem mais riscos. Aqui no Forte temos as correntes de retorno e é preciso atenção – explica o guarda-vida Juan Silveira.

Por questão de segurança, os guarda-vidas devem atuar a uma distância de cerca de 500 metros para cada um dos lados do posto. No caso da Praia do Forte, um pouco mais, já que não é reta:

– Nosso campo de visão é bom, estamos bem perto da praia e a localização da guarita nos permite acompanhar a curva – observa Silveira, que estava de folga neste final de semana e recebeu um telefonema de seu superior para saber se estaria disponível para o trabalho.

Na conversa com os pais, os guarda-vidas tentam fazer alertas sobre a responsabilidades dos adultos:

– Nós tiramos o menino da água e o pai foi avisado pelo garçom do bar onde estava, pois ele nem percebeu a movimentação. Na maioria das vezes, os adultos também não percebem o perigo – alerta o guarda-vida Carlos Arildo.

O trabalho de salvamento vai das 9h às 20h, todos os dias. Apesar da presença deles nas praias da Ilha, continua valendo o ditado popular: Água no umbigo, sinal de perigo.

Quando for umbigo de criança, mais perigo ainda.

 

 

Cuidado com a boia inflável

Duas bandeiras vermelhas sinalizam que nem tão tranquilas assim são as águas da Praia de Ponta das Canas, também no Norte da Ilha. O alerta é resultado do trabalho dos guarda-vidas destacados para atuar no local. Em dupla, eles trabalham das 8h às 20h, e uma das primeiras medidas foi identificar os lugares da praia que ofereciam riscos.

– Detectamos a formação de buracos e colocamos a bandeira como alerta – explica o guarda-vida civil Roberto Insaurrade, antes destacado para a Praia Brava.

Para o colega e bombeiro civil Daniel Matos, os pais precisam prestar atenção também sobre o uso de boias. Os brinquedos infláveis (modelo tipo jacaré, golfinho, colchão) dão uma sensação de segurança que podem causar problema:

– A água pode empurrar a boia para fora e a criança não conseguir voltar – diz Matos.

O primeiro final dos guarda-vidas em Ponta da Canas foi tranquilo. A principal ocorrência foi criança perdida, o que foi resolvido na base do apito:

– A gente apita e o pessoal já olha – conta Matos.

____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Trânsito

 

Cinco mortes nas estradas catarinenses

Cinco pessoas perderam a vida nas estradas neste fim de semana em Santa Catarina. Foram três mortes nas rodovias federais e duas nas estaduais.

O primeiro acidente com morte foi registrado às 23h10min, na sexta-feira, na BR-280, próximo ao km 72, em Jaraguá do Sul.

O motociclista Adão Sttefen, 32 anos, caiu da moto em uma curva. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã do dia seguinte.

No sábado, Luiz Carlos Ayroso, 50 anos, morreu às 6h30min, no km 17, da BR-470, entre os municípios de Gaspar e Ilhota. Ele conduzia um Voyage quando bateu de frente com um Cross Fox. Segundo o Corpo de Bombeiros de Ilhota, Ayroso ficou preso às ferragens e morreu no local.

Ontem, os acidentes provocaram a morte de dois jovens. Na SC-470, km 18, em Gaspar, um capotamento de triciclo, às 0h15min tirou a vida de Dionatan Valdeir Knoep, 20 anos, que estava de carona.

O jovem foi encontrado deitado na margem da via inconsciente, com parada cardiorrespiratória e fratura de tórax e não resistiu ao ferimentos.

Letícia Della Justina,17 anos, estava em um Audi A3 que bateu em um poste no km 0,9 da BR-282 (Via Expressa), em Florianópolis, por volta das 4h. Com o impacto, a adolescente morreu na hora.

Às 18h30min, o motociclista Julio Cesar Maciel Amorim, 38 anos, foi atingido por um jipe Tracker, na SC-406, na Capital. Com a batida, ele caiu na pista e foi atropelado por uma caminhonete, morrendo no local.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Moacir Pereira

Assunto: Agenda de Raimundo Colombo

 

SC: futuro incerto?

O governador Raimundo Colombo retorna hoje dos Estados Unidos, onde permaneceu uma semana, e já tem agenda para esta terça-feira. Chega com fatos novos na área da segurança pública: o flagrante de roubo de 17 motores do Complexo Administrativo de São José para um ferro-velho de Joinville e a crise que o inquérito policial produziu entre os delegados e o secretário adjunto, coronel Fernando Menezes.

Desembarca com muita expectativa sobre a reforma do secretariado. Duas pastas mudam porque seus titulares irão disputar eleições: Casa Civil, com a saída de Antônio Ceron para concorrer em Lages; e Turismo, Cultura e Esporte, com a candidatura de Cesar Souza Junior em Florianópolis. A terceira teve alteração anunciada em 2011: a chefia da Casa Militar, com a saída do coronel Wolni de Souza.

Duas secretarias comandadas pelos parlamentares do PSDB também estão entre as que devem mudar: Educação, hoje ocupada pelo deputado federal Marco Tebaldi; e Desenvolvimento Social, dirigida pelo deputado estadual Serafim Venzon.

Por questões políticas, na medida em que o tempo avança, o futuro da Educação tem um sentido emblemático. Dentro do Centro Administrativo, há convencimento sobre o caráter inadiável da mudança. Não porque o secretário Marco Tebaldi tenha perdido a confiança. A substituição seria indispensável para criar uma nova relação com o magistério e dar uma motivação diferenciada à educação. Tebaldi limitou-se à arrumar a casa e a tratar da municipalização do ensino e da educação integral. A estrutura herdada e viciada, contudo, nada criou em termos de renovação de métodos de aprendizado ou de incentivos ao professorado. O pagamento do piso não trouxe nenhum benefício político; ao contrário, desgastou o governo e sua base na Assembleia.

 

 

INCERTEZAS

A reforma do secretariado oferecerá indicativos sobre três questões vitais para o futuro de Santa Catarina: 1. Se o governador Colombo continuará refém do esquema político que o elegeu ou começará o “seu” governo; 2. Se o novo governo terá, finalmente, um foco, uma bússola, um planejamento criterioso sobre o futuro; 3. Se contará, afinal, com um gestor que cobre ações, blinde o governador e melhore a administração pública.

O professor Ubiratan Rezende, com quem Colombo conversou nos Estados Unidos, fez advertências muito sérias na entrevista concedida ao repórter Upiara Boschi e publicada na edição dominical do DC. Ficou a impressão de que Santa Catarina está dando as costas para a crise financeira e que, adotando a tática do avestruz, sofrerá no futuro com as consequências desta inanição. Isto em relação a seu parque industrial e à estrutura do poder político.

Seu relato é muito grave. Afinal, os indicadores econômicos de 2011 mostraram perdas em termos de desempenho do setor industrial e da economia. Outros estados recebem investimentos federais bilionários, enquanto Santa Catarina continua penando com obras que nunca terminam (BR-101, aeroportos, etc) ou nunca começam (BRs 470, 280, 282, etc). A indústria tem setores sem competividade, e o cenário só tende a se agravar com a invasão de produtos chineses. E não há planos para buscar alternativas.

No setor político, alerta Bira, as estruturas tradicionais e a falta de espírito público mantêm uma máquina governamental viciada e decisões que se distanciam do dinamismo imposto pela modernidade.

O ex-secretário não deixou marcas no governo Colombo, é verdade. Mas suas análises merecem reflexões profundas do governo e da sociedade.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário do Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Crimes e ocorrências

 

Assaltos e furtos no Norte da Ilha

Homem foi ferido no pescoço por assaltante que portava uma tesoura

A 7ª DP de Canasvieiras registrou três furtos e dois assaltos no Norte da Ilha neste final de semana. Vítima de um deles, um homem de 27 anos foi ferido com uma tesourada no pescoço e está internado em estado grave no hospital Celso Ramos, na Capital.

A vítima e as testemunhas, todos de Gaspar, estavam em frente a um hotel, em Jurerê Internacional, quando o assaltante se aproximou fazendo ameaças com uma tesoura. Um homem de 27 anos foi ferido no pescoço e teve seus pertences furtados. Outras pessoas do grupo também foram roubadas.

A polícia recebeu uma ligação das vítimas e, na Praia de Jurerê Internacional, encontrou o assaltante, que, na mochila, guardava a tesoura ensanguentada e os pertences roubados. O homem foi autuado em flagrante. O crime ocorreu às 2h25min de domingo.

O outro assalto foi em Canasvieiras na sexta-feira, por volta da meia-noite. A vítima estava andando pela Avenida Madre Maria Villac e foi perseguida por três homens. Na praia, sofreu agressões com tijolos e teve roubados dinheiro e documentos. O homem ficou inconsciente na praia até as 5h da manhã de sábado, quando a polícia o encontrou.

Em Jurerê Internacional, uma Hyundai Tucson, placa de Florianópolis, estacionada foi roubada em frente a uma casa noturna. O ladrão levou R$ 500, máquina fotográfica, joias, celulares, bolsas e roupas de marca e perfumes.

Dois outros furtos foram registrados na Cachoeira do Bom Jesus. Um foi em imobiliária, onde foi furtado um notebook. No outro, foram levados pertences de um casal.

 

Maconha abandonada na rua

Um motociclista abandonou cinco quilos de maconha na Servidão Corinthians, no Bairro Pantanal, em Florianópolis. Policiais do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) tentaram abordar o homem, pois suspeitaram de suas atitudes. O motorista fugiu, mas deixou a droga no local.

Algumas horas antes, em uma ação no Morro do Tico, na região central da Ilha, a equipe do PPT encontrou uma pistola calibre 9 milímetros e 300 gramas de maconha em um local utilizado para a venda de entorpecentes.

 

Foragido da Capital foi capturado ontem

O Batalhão de Operações Especias da PM (Bope) prendeu, ontem, Rubens Pratts, de 24 anos, que fugiu da Penitenciária da Trindade na última grande fuga de presos, em agosto. Rubens foi encontrado em uma quitinete na Rua Guarda do Embaú, conhecida como Rua do Camping, na Praia da Pinheira, em Palhoça. O foragido estava com Rafael dos Santos Martins, de 30 anos. Na quitinete, o Bope encontrou maconha e cocaína. Os dois foram encaminhados para a Delegacia de Palhoça. Rubens tem um mandado de prisão por tráfico.

 

Homem morto a tiros e pedradas

Um homem foi assassinado no início da madrugada de sábado no Bairro Frei Damião, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Natal Fernandes Pereira, 40 anos, levou três tiros e algumas pedradas de um grupo que o perseguiu na saída de um bar na localidade.

De acordo com a Delegacia de Polícia de Palhoça, Natal estava solto havia cerca de seis meses, após cumprir pena por homicídio.

____________________________________________________________________________ Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Segurança

Assunto: Moradores e turistas sentem-se mais seguros nas praias da Capital

 

Turistas e moradores se sentem mais seguros nas praias de Florianópolis nessa temporada de verão

Bases móveis operacionais alternam praias para garantir segurança e inibir o crime. Profissionais bilingues auxiliam os policiais militares

Turistas do Mato Grosso do Sul pedem para tirar foto com policial que fazia rondas na praia

 Em cima do quadriciclo novo, o policial Adilton fazia rondas pelas dunas e areia da praia da Joaquina, no Leste da Ilha, na tarde desta sexta-feira (6). Os turistas, curiosos, se aproximavam e pediam para tirar fotos. Depois de observar a movimentação, passar orientações a frequentadores e, inclusive, repreender o uso de drogas no local, o policial deixava a praia para se juntar ao colega, policial Pereira, em uma das bases operacionais móveis disponibilizadas pelo programa Forçatur para a temporada deste ano.

Ar condicionado, computador e internet fazem parte da estrutura que a PM passou a contar para garantir a segurança de turistas e moradores da Capital. “Atendemos,  principalmente, trânsito e ocorrências na praia. O trabalho também inibe o furto e o uso de drogas”, garantiu o policial Pereira. Há duas semanas nas praias, Pereira não consegue contabilizar o número de boletins de ocorrência registrados. “Foram muitos”, resumiu.

“O policiamento já era bom, mas ficou melhor. Muito bem organizado”, opinou Jaqueline Mendes. Moradora de Caxias do Sul (RS), Jaqueline viaja todos os anos para a Capital e teve que fazer a vontade do filho, Pietro Silveira, que queria tirar foto em cima do quadriciclo da polícia. Najla Mariano também não resistiu quando percebeu a presença de Adilton na praia. Ficou ao lado dele e pediu para a irmã, Hadla Mariano, tirar uma fotografia.

“Viemos do Mato Grosso do Sul, divisa com o Paraguai, lugar considerado um dos mais perigosos do país. Achamos que o policiamento é muito bom, bastante seguro”, comentou Hadla. As duas vieram acompanhadas de 15 familiares. “Não precisamos usar a polícia nenhuma vez. A presença da polícia na praia é muito bom. O pessoal é sempre atencioso“, explicou Najla.

 

Intérpretes ajudam policiais

Dentro da base móvel, Emerson Mauleon aguardava o momento de ajudar os turistas estrangeiros em apuros. Ele foi um dos 40 profissionais bilíngues contratados para trabalhar com os policiais nesta temporada. A função dele é auxiliar na comunicação em momentos críticos e disponibilizar informações turísticas. “Ainda não precisei ajudar em ocorrências, mas já dei algumas informações com revistas e mapas”, relatou. Mauleon acredita que a baixa procura se dá pela falta de algum tipo de aviso na base móvel que deixe claro a presença de um tradutor no local. “Eles procuram a polícia para pedir informações e, nesse momento, eu auxilio. Mas acho, e vou sugerir, que um cartaz poderia facilitar”, comentou.

A argentina Julia Jurado está em Florianópolis passando as férias com os amigos. Ela contou que já teve que procurar a polícia neste ano. “Eu perdi os meus documentos. Não achei difícil me comunicar com eles”, afirmou. Mas o grupo ficou surpreso quando descobriu que havia um tradutor na base móvel da polícia. “Não sabia. Acho muito legal isso”, disse Julia.

 

Atendimento com seis bases móveis

As seis bases móveis espalhadas pela Ilha e Continente, em Florianópolis, alternam praias e também podem ser deslocadas para eventos. São o 4º BPM (Batalhão da Polícia Militar), que atende Centro, Leste e Sul da Ilha; o 21º BMP, responsável pelo Norte; e o 22º BPM, do Continente, que determinam os dias, horários e locais em que estarão as bases. Cada uma veio acompanhada de motos, viatura, quadriciclos e veículos individuais elétricos, parecidos com patinetes. O número de policiais em cada base varia entre seis e oito, segundo os comandantes do 4º, tenente coronel Araújo Gomes; e do 21º BPM, tenente coronel Ribeiro.

 

Números da ação

 

No Estado

 

– 14 bases móveis

 

– 40 profissionais bilíngues

 

Em Florianópolis

 

Norte

 

– 2 bases móveis, que alternam atendimento nas praias

 

– Base 1: Santo Antônio de Lisboa/Sambaqui ou Jurerê/Daniela

 

– Base 2: Canasvieiras ou Ingleses

 

– 4 profissionais bilíngues

 

Sul

 

– 1 base móvel

 

– Praias: Pântano do Sul ou Armação ou Campeche

 

– 1 profissional bilíngue

 

Leste

 

– 1 base móvel

 

– Praias: Joaquina, Mole e Barra da Lagoa

 

– 1 profissional bilíngue

 

Centro

 

– 1 base móvel, localizada no heliponto da avenida Beira-mar Norte

 

– 1 profissional bilíngue

 

Continente

 

– 1 base móvel

 

____________________________________________________________________________ Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Hélio Costa

Assunto: Polícia prende e Justiça solta

 

 

A polícia prende, a justiça solta e os adolescentes continuam no tráfico

Foi o que ocorreu com um grupo de quatro adolescentes, inclusive uma menina de 14 anos. Em menos de 12 horas eles foram detidos duas vezes

Manto da impunidade do ECA

O manto da impunidade do Estatuto da Criança e do Adolescente ficou latente no episódio da última quinta-feira: a Delegacia de Homicídios foi prender um traficante, acusado de homicídio e acabou detendo quatro adolescentes vendendo cocaína e crack numa casa onde a proprietária foi expulsa pelo “senhor das drogas”. Os quatro, inclusive uma menina de 14 anos, foram levados à promotoria da Infância e Juventude com cadernos da contabilidade do tráfico,  joias, arma, notebook, cocaína, crack, dinheiro e produtos de procedência duvidosa.  Mas nada disso convenceu o promotor de plantão. Após ouvir a garotada ele entregou os adolescentes aos responsáveis.  Três horas depois, os policiais foram dar o repique na casa, na tentativa de prender o traficante procurado e encontram os mesmos adolescentes com drogas e dinheiro. Depois de toda esta situação, que irrita a qualquer cidadão, será que a Justiça vai conter esta garotada infratora?

 

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Moacir Pereira

 

Segurança melhora atendimento aos turistas

Agentes temporários bilíngües, com domínio nos idiomas espanhol e inglês, começam trabalhar nas centrais regionais de emergência e bases operacionais móveis da Polícia Militar, doadas pelo programa Forçatur. O projeto é mais uma parceria entre as secretarias de Estado da Segurança Pública e Cultura, Esporte Turismo.   Será instalado as 10 horas na Beira Mar Norte pelo secretário Cesar Grubba.

Nesta primeira fase foram contratados 40 agentes bilíngües. Nas centrais de emergência eles trabalharão no atendimento às ligações feitas para os números 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros), apoiando os operadores, enquanto que nas bases operacionais, além de auxiliar os policiais na tradução das conversas com turistas estrangeiros, os agentes também vão prestar informações turísticas. O contrato de trabalho vai até 5 de março e o salário gira em torno de R$ 1,3 mil.

 

Inquérito da Segurança vai à Procuradoria Geral de Justiça

Os problemas que o secretário Cesar Grubba vem enfrentando na Secretaria de Segurança começaram praticamente após sua investidura. Grubba recebeu uma herança pesada. Salários defasados, coletes vencidos, viaturas sucateadas, etc. Alguns setores não engoliram um promotor de Justiça no comando da segurança. Outros se atiraram nas cordas e há até referência a boicote. Há os que alegam que, não tendo o domínio do setor, o secretário terá problemas de comandar as Policias Militar e Civil. As duas corporações, aliás, viveram em 2011, realidades distintas. Uma, a união histórica das entidades que congregam oficiais superiores e praças da PM, de um lado; e agentes, comissários e delegados da Policia Civil, de outro. Outra, uma sucessão de críticas numa guerra de mensagens entre civis e militares, através das redes sociais da Internet, em decorrência das reivindicações levadas ao governo. Desintegração ostensiva.

Durante a mobilização dos policiais civis, o deputado-delegado Mauricio Eskudlark fez o discurso da conciliação e abraçou a causa do governador Raimundo Colombo, criticando os protestos silenciosos dos policiais. A atitude foi interpretada como jogada para suceder o promotor Cesar Grubba. Fato que talvez explique a tese do coronel Fernando Menezes de que os delegados querem derrubar o secretário.

Toda a documentação sobre o inquérito policial envolvendo o desvio dos motores para o ferro velho de Joinville será encaminhada esta semana ao Procurador Geral de Justiça, Lio Marcos Marin. A ele caberá as medidas legais.

Enquanto estes fatos ocupam as atenções dos delegados e da cúpula da Segurança Pública, multiplicam-se os assaltos a residenciais nos bairros, distritos e balneários da Ilha de Santa Catarina.

Ninguém ganha com esta crise. E a população, como sempre, perde.

 

 

Segurança: a origem da nova crise

Uma ligação telefônica entre dois promotores de Justiça e o secretário Cesar Grubba acabou deflagrando uma nova crise na cúpula da Secretaria de Segurança. O fato aconteceu após o flagrante dado pelo delegado Alexandre Camargo, do DEIC, sobre o desvio de 17 motores de carros usados, enviados a um ferro velho de Joinville, quando deveriam ser transformados em sucata, pelo contrato com o grupo Gerdau. Até hoje ninguém identificou o responsável pelo desvio dos motores no Complexo Administrativo de São José, alguns até com inscrições rasuradas.

Os dois promotores compareceram no DEIC onde, segundo o delegado Renato Hendges, presidente da Adepol, confirmaram a legalidade da operação policial, com fotos e a prisão em flagrante da carreta que levou peças de automóveis e os motores roubados. Ali, telefonaram ao secretário Cesar Grubba para fazer um relato. Foi quando o secretário adjunto, coronel Fernando Rodrigues de Menezes, sem saber que o telefone estava no viva-voz, deu sua versão de que a prisão da carreta era retaliação dos delegados de Policia, que pretendiam “derrubar o secretário de Segurança Pública”.

A Associação dos Delegados emitiu nota contestando o coronel Fernando Menezes, acusando-o de extrapolar suas funções. Ao invés de determinar investigação rigorosa sobre o desvio – alega a Adepol – o secretário adjunto teria interferido indevidamente no inquérito do DEIC.

O secretário Cesar Grubba evita repercutir o episódio. Não emitiu nota e nem falou a imprensa sobre o conflito entre os delegados e seu adjunto. Determinou que prosseguisse a remoção dos veículos sucateados para prensa industrial pelo grupo Gerdau.

 

 

A nova crise na Segurança Pública de SC

A nova crise na cúpula da Segurança Pública, deflagrada a partir do flagrante dado ao desvio de 17 motores de carros usados para o ferro velho de JOinville, terá novo capítulo na próxima semana. O secretário Cesar Grubba vai enviar toda a documentação, incluindo o inquérito policial do furto no Complexo Administrativo de São José, ao Procurador Geral de Justiça, Lio Marcos Marin.

O presidente da Asssociação dos Delegados de Policia, Adepol, Renato Hendges, envia um relato do confronto. O texto é longo, mas permite entendimento da situação:

“Caro Moacir Pereira,

Com surpresa a ADEPOL-SC e os Delegados de Polícia observaram uma manifestação ofensiva na coluna do Visor no dia 30.12.2011, com o seguinte texto:

 

“FOGO AMIGO

Denúncia de desvio de peças na licitação da SSP teria partido de dentro da polícia numa nova tentativa de desmobilização da atual cúpula de segurança. É o que dizem internamente as autoridades preocupadas com o descontentamento político na secretaria. Seria o estopim de mais um conflito entre delegados e o alto comando. Cá entre nós, assim também fica difícil trabalhar…”

Quando até então, apenas os Delegados envolvidos na investigação tinham conhecimento sob possíveis irregularidades. Nem mesmo a diretoria da ADEPOL-SC tinha conhecimento, nem tão pouco teve qualquer influência na instauração no referido inquérito.

Sugerir que a investigação foi influenciada por motivos políticos é desrespeitoso com os Delegados e com toda a Polícia Civil. O que causa preocupação é o tratamento, não técnico, e sim político que está se dando a situação por parte do Secretário Adjunto Cel. Fernando. Pois a mesma denúncia que chegou à DEIC também chegou a SSP/SC, antes de qualquer diligência, que foi absolutamente necessária no estrito cumprimento ao dever de atividade de polícia judiciária. A diligência resultou na apreensão de além de inúmeras peças, 17 motores irregulares.

Tal situação poderia ser evitada considerando que o responsável pelo complexo havia procurado o promotor Onofre Agostini para alertá-lo e depois o próprio Secretário de Segurança do Estado e o Secretário Adjunto Cel. Fernando. Antes inclusive que as peças fossem retiradas do complexo. Ao invés de providencias administrativas, tais como apuração através da corregedoria da SSP, ou até mesmo uma sindicância administrativa, eis que logo após a diligência da DEIC, em ato político os Delegados foram chamados ao Gabinete do Secretário de Segurança, onde deram todas as explicações sobre as diligências empreendidas.

No dia seguinte, compareceram dois promotores na sede da DEIC para averiguar a legalidade do inquérito já instaurado com ordens do Secretário. Após questionamentos, os próprios promotores cosntataram via telefone o Secretário de Segurança Pública, para informar que as providências adotadas eram necessárias, corretas e absolutamente dentro da legalidade.

Foi quando para a surpresa dos presentes, o Cel. Fernando, não se atentando que o telefone estava no viva-voz, falou ao promotor que se tratava de uma questão dos Delegados de Polícia para derrubar o Secretário, demonstrando tal atitude do Sec. Adjunto desrespeitosa e incompatível com o cargo que ocupa. O mesmo que é o diretor do complexo da SSP e deveria ser o maior interessado em apurar a verdade.

Até o presente momento não foi questionado a licitude ou não das cláusulas da licitação, e sim o crime de serem revendidos os motores de origem criminosa. Inclusive com numeração raspadas a ferros velhos, cuja a origem foi do Complexo da Segurança Pública.

Acrescente-se Moacir, que os referidos motores apreendidos não faziam parte da planilha do material ferroso licitado, entre os motores apreendidos, havia motores que tinham sido apreendidos pela DEIC como produtos de roubo e outros com numerações raspadas.

Entendendo, que o tratamento político a situação não é recomendável. Mas sim o tratamento técnico que vem sendo dado pelos Delegados que atuam no caso. Muito pior é a alegação de que seria uma represaria visando derrubar o Secretário Cesar Grubba. Quando o movimento de melhorias não é exclusivo dos Delegados e sim de toda a Polícia Civil.

Estou muito preocupado em razão do tratamento que vem sendo dado a situação tão grave, bem como pela posição adotada pelo Secretário Adjunto, mesmo porque antes das peças saírem do almoxarifado do complexo da SSP, toda cúpula já tinha conhecimento das irregularidades através do responsável daquele setor.

Acrescente-se que o próprio presidente do inquérito policia, Delegado Alexandre, solicitou ao Procurador Geral a presença de um membro do Ministério Público para demonstrar a seriedade e lisura adotada no inquérito instaurado. E vem acompanhando os fatos, evidenciando que a forma adotada pela SSP não é compatível com a ética e respeito a Polícia Civil.

Caro Moacir Pereira, com todos esses anos de atuação como Delegado de Polícia, minha única preocupação é que ao final da história a figura do Delegado seja refência de mentiras e que a presença dos motores no ferro velho em Joinville teria sido obra de implante da DEC, como já chegou a ser insinuado no próprio gabinete.

Destaca-se que em momento algum os Delegados ou a ADEPOL-SC teve interesse em derrubar o Secretário César Grubba, até porque a saída dele neste momento só iria prejudicar e atrasar as negociações com o Governo. Contudo exigimos respeito aos Delegados, além de integrar uma das carreiras essências da Justiça, estes possuem o dever apurar uma verdade, sendo o mais imparcial de todos, principalmente quando se trata da inocência de alguém.

RENATO JOSÉ HENDGES

Delegado de polícia.”

 

MÍDIAS DO BRASIL

 

Veículo: Folha Online

Editoria: Geral

Assunto: Cracolândia

 

Esconde-esconde alterna policiais e dependentes no centro de SP

Domingo, 16h50, esquina da avenida Ipiranga com a rua do Boticário, centro de São Paulo. A GCM (Guarda Civil Metropolitana) aborda dois suspeitos. Em poucos minutos, dezenas de usuários de crack esvaziam o local.

Domingo, 17h30, esquina da avenida Ipiranga com rua do Boticário. Dezenas de usuários retornam, e o consumo de crack recomeça. Na esquina, ao lado de um cinema pornô, um taxista está no ponto, alheio ao movimento.

Desde a última terça-feira, quando a Polícia Militar começou a ocupar a cracolândia, a região virou um grande jogo de esconde-esconde.

Rua dos Gusmões, Helvétia, Andradas, General Osório, Júlio Marcondes Filho, Guaianases, Apa, a dinâmica é a mesma em qualquer um desses pontos.

PM ou GCM chegam, abordam usuários de crack, revistam alguns e, na maioria das vezes, liberam os suspeitos. Em minutos, a aglomeração volta para o mesmo local.

Policiais abordam usuários de crack na rua dos Andradas no sexto dia da operação da PM na cracolândia

“A gente sai mas volta, vai fazer o quê?”, diz Daniela Silva, 35, usuária de crack, grávida de oito meses. “Tenho casa, mas fico por aqui.”

Com os olhos fixos no chão, mãos para trás e chorando, ela tenta explicar a dois policiais militares o que fazia ontem à tarde na esquina das ruas Apa com General Marcondes Salgado.

“Usar eu uso, não posso negar, por isso ‘tô’ aqui, mas não sou bandido.”

A barriga contrasta com o corpo magro e sujo. Ela espera uma menina que deve nascer em fevereiro –ainda não escolheu o nome.

Ao seu lado, Marcos André dos Santos, 34, tem um cachimbo para o consumo da droga. Os policiais consultam os antecedentes de ambos. Estão limpos, já podem ir.

Na rua dos Andradas, por volta das 17h, dez usuários estão nas calçadas. Ali, entre General Osório e Gusmões, o consumo do crack é livre.

A cavalaria da PM chega, e o movimento agora se transforma numa “romaria” de pessoas deixando o local.

Dois ficam para a “averiguação”. “Eles vão voltar, mas não podemos deixar formar grupos”, diz um policial.

Uma senhora chega e passa entre os cavalos. Tereza Beatriz Viega, 68, procura a nora, “uma loira alta, grávida de três meses”, segundo ela.

O policial orientou-a a ir para a praça Princesa Isabel. Lá, poderia ter mais sorte.

No início da tarde, na rua Guaianases, era como se não houvesse operação policial alguma na região: dez pessoas formam pequenos grupos para fumar crack. Um carro de polícia passa, o grupo se dispersa.

 

SEGURANÇA

No final da tarde de sábado, a secretária da Justiça de São Paulo, Eloisa Arruda, circulou pela região de carro. À Folha ela elogiou a operação, que vê como positiva.

Segundo ela, devido à presença da PM, as famílias da região puderam voltar às ruas. “O objetivo principal é não permitir a atuação do traficante. Agora que começamos, vamos até o fim”.

A secretária diz que se a operação conseguir tirar da rua a metade, ou mesmo 20% dos usuários, é um grande ganho para a sociedade..

____________________________________________________________________________ Veículo: Portal G1

Editoria: Brasil

Assunto: Policiais civis em greve no CE pedem intervenção de bispo, diz sindicato

 

Policiais civis em greve no CE pedem intervenção de bispo, diz sindicato

Categoria apresentou reivindicações ao bispo neste domingo.

Paralisação chega ao sexto dia sem avanço nas negociações.

Representantes do Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado do Ceará (Sinpoci) pediram neste domingo (8) intervenção do bispo dom Emanuel Edmilson da Cruz nas negociações da greve da categoria. Segundo o diretor geral do Sinpoci, Ernani Leal, o sindicato apresentou as reinvindicações ao bispo, que se comprometeu de ainda nesta segunda-feira (9) interceder pelos grevistas junto ao Governo do Estado. Sem avanços nas negociações, a greve dos policiais civis completa nesta segunda-feira (9) seis dias.

Ainda de acordo com Leal, o sindicato está preparando uma manifestação na Avenida Beira Mar para esta segunda-feira (9). “Estamos aguardando algum retorno do Governo do Estado para convocarmos uma assembleia”, explica.

Sem definição

O governador Cid Gomes (PSB) se reuniu na noite da sexta-feira (6), no Palácio da Abolição, com representantes das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança Pública para avaliar a situação do Ceará. Enquanto isso, a assessoria do sindicato dos policiais disse não ter retorno do governo do estado.

Participaram da reunião o comandante da Força Nacional de Segurança(FNS) e do Exército Brasileiro(EB) – general Gomes de Mattos, general Gonçalves e general Santos Cruz – para uma nova avaliação sobre a paralisação da Polícia Militar e a atuação durante a greve da Polícia Civil (já decretada ilegal duas vezes pelo Tribunal de Justiça do Estado).

Na manhã da sexta-feira, o Sinpoci entregou à Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) uma proposta que pede a não punição ao policial civil que participa do movimento grevista desde julho de 2011; devolução do dinheiro dos 199 policiais civis que tiveram seus salários descontados no início do mês de dezembro de 2011; alteração do artigo 35, referente às promoções a policiais civis que tenham nível superior; hora-extra constitucional; extinção do serviço extraordinário e reajuste salarial para que policiais civis ganhem o equivalente a 60% do subsídio de um delegado, que é R$ 7.500.

O Sinpoci orientou a categoria a parar 100% dos serviços na última terça-feira (3), poucas horas antes do fim da paralisação dos policiais militares, iniciada no dia 29 de dezembro. Segundo a presidente do Sindicato dos Policiais Civis do estado (Sinpoci), Inês Romero, a categoria volta as atividades apenas quando tiver as reinvindicações atendidas. “Por que os PMs têm a pauta atendida e a gente não? Vamos continuar sim”, disse Inês, informando que não foi avisada sobre a reunião entre governador.

Entenda o caso

A primeira paralisação da categoria ocorreu no dia 2 de julho de 2011, mas foi decretada ilegal em 5 de julho pela 6ª Vara da Justiça. A categoria retomou as atividades em 3 de agosto após impasses com a Justiça. Nova paralisação foi realizada em 14 de outubro, mas o movimento, mais uma vez, foi considerado ilegal pela Justiça, fazendo com que os policiais voltassem ao trabalho em 14 de dezembro.

Nas duas primeiras paralisações a categoria permaneceu com 30% do efetivo trabalhando nas delegacias cearenses. Agora, no entanto, segundo informações do Sinpoci, 100% do efetivo policial está orientado a paralisar as atividades.