Área do associado

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Clipping do dia 19 de novembro

19.11.2012

 

Clipping do dia 19 de novembro

 

 

MÍDIAS DE SANTA CATARINA

 

 

Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Visor

Assuntos: Instalação da penitenciária em Imaruí

                    Ada de Luca

                   Declaração Raimundo Colombo

 

Mobilização no Sul

 A manifestação contra a instalação da penitenciária em Imaruí, no Sul do Estado, reuniu cerca de 1,5 mil pessoas. Elas plantaram árvores e colocaram bandeiras brancas ao lado de cada muda.

A mobilização contou com a participação do prefeito eleito, Manoel Viana, também contrário à construção. Viana não pretende dar refresco ao Estado para evitar que o projeto saia do papel.

 

TÁ NA REDE

Ganha força nas redes sociais o movimento Fora Ada. No Twitter, o @comandantepaiva é um dos que mais defende o imediato afastamento dela da Secretaria de Justiça e Cidadania.

 

FRASE DA SEMANA

Já tem gaiato querendo imortalizar em camisetas a declaração do governador Raimundo Colombo no auge da crise da segurança:

– Está tudo sob controle!

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Diário do Leitor

Assunto: SC sob ataque

 

SC sob ataque

Imaginemos o impossível: primeiro, uma máquina do tempo que retorne 15 anos. Agora, ofereça a estes meninos que estão incendiando conduções e dando tiros contra o Estado uma escola em tempo integral, com professores bem pagos e bem preparados, uma escola generosa, que lhes alimente o corpo e o espírito, que lhes cuide a saúde, que lhes empurre para a via do trabalho digno e da solidariedade. E tudo isso a todos. Voltemos agora a estes dias turvados e contemos quantas destas almas caídas estariam nesta senda. Suspeito que estejamos pagando o preço da omissão, igualmente criminosa, originada na qualidade de nossos governantes, cujo compromisso com a educação tem o exato tempo das promessas de campanha.

Clarilton Ribas, professor

Florianópolis

 

 

SC sob ataque

Boa a reportagem de Diogo Vargas sobre os bastidores dos ataques em Santa Catarina (17/11). Parabéns.

Julio Guerra

Chapecó

 

SC sob ataque

O Estado desordenado chegou a SC. É a lei de causa e efeito. Pela omissão das autoridades, colhemos o que plantamos, ou melhor, deixamos de plantar. Educação, trabalho, oportunidade de gerar renda aos menos favorecidos.

Saulo Job de Sousa, engenheiro

São José

 

SC sob ataque

Concordo com o colunista Moacir Pereira (17/11) sobre o efetivo cada vez menor. Enquanto a sociedade catarinense estava preocupada com os ataques da semana passada, os policiais cedidos às repartições públicas se preparavam para o feriadão. Ficamos com uma quantidade a menos de policiais que deveriam estar nas ruas para que as pessoas se sentissem seguras. Veja, foi promessa de campanha do nosso governador.

Jorge Mário da Ventura, aposentado

Florianópolis

 

SC sob ataque

Estou envergonhada e decepcionada de ser catarinense. É lastimável tudo isto que está acontecendo. Onde está a segurança pública da qual o governador falou na TV? A segurança é um dever do Estado. É uma vergonha os policiais apenas servirem de escoltas, enquanto os bandidos aterrorizam. Estamos reféns das atitudes dos criminosos.

Patrícia Corrêa, psicóloga

Florianópolis

 

SC sob ataque

O que está acontecendo no Estado era o esperado diante das medidas postas em prática para melhorar, mas acabaram criando falta de segurança para as comunidades. Presidiários usando e abusando de celulares nos presídios e penitenciárias. Efetivo das polícias Militar e Civil defasado. Polícia Civil desmobilizada e com falta de investigações. Está na hora de o governo fazer sua parte e dar segurança para a população ao invés de ficar colocando a culpa nos governantes anteriores. Na hora, também, dos prefeitos se interessarem pela segurança de sua cidade e não tirar o corpo fora. Gabinete de crise não vai resolver nada, pelo contrário, coloquem os que entendem de segurança para cuidar da mesma.

José R. Rosenbrock, jornalista

Timbó

 

SC sob ataque

A capa do Diário de domingo alertou para o caos, e ele só ocorre quando há ausência do Estado. As matrizes da criminalidade são muitas e de origens diversas. A questão da segurança pública passa, basicamente, por oportunidades. De emprego, educação, saúde, infraestrutura e assistência governamental.

Carlos Alberto Lima, aposentado

Florianópolis

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Trânsito no feriado

 

Domingo foi de menos fila

Os motoristas até que tentaram. Para evitar os congestionamentos típicos de um domingo pós-feriado, muitos optaram por deixar Santa Catarina mais cedo e chegar ainda durante o dia no Rio Grande do Sul. Mas foi em vão.

A fila que se formou em retorno de feriado a partir da ponte sobre o Canal de Laranjeiras, no trecho catarinense da BR-101, em Laguna, variou de seis quilômetros, no início do dia e no fim da tarde, a 10 quilômetros entre 16h e 17h deste domingo.

Duas razões foram apontadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). O vento forte, que não deixou a máxima ultrapassar os 28 ºC em Laguna, neste domingo, e as experiências anteriores de quem se desloca das cidades gaúchas para o litoral catarinense

– Até que foi bom. Não pela estada na praia, mas porque quem saiu mais cedo, mesmo com o trânsito, chegou mais cedo em casa. Estávamos estimando um congestionamento de 25 quilômetros, como no feriado de 7 de Setembro, o que não ocorreu. Não teve um horário de pico, o movimento foi mais diluído – avalia o policial rodoviário federal Carlos Possamai.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Cacau Menezes

Assunto: Segurança Pública

 

Resposta

O governo do Estado está explicando melhor para a bandidagem o real significado da sigla PGC: Polícia no Grande Combate.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Reportagem Especial

Assunto: SC sob ataque

 

Grupo vê quadro GRAVE em São Pedro

Força-tarefa do governo federal desembarca hoje em Santa Catarina para examinar as condições da penitenciária de São Pedro de Alcântara e fotos de presos machucados, que alegam ter sido torturados por agentes penitenciários

Ao começar, a partir de hoje, a ter acesso mais profundo aos problemas na Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, a força-tarefa do governo federal, que desembarca hoje em Florianópolis, vai encontrar um vasto material com mais de 50 fotos de machucaduras, depoimentos de 69 presos lesionados e laudos de corpo e delito.

As informações são resultado de dois dias de investigação dentro da prisão, na terça e quarta-feira da semana passada, por uma equipe formada pela Promotoria de Execuções Penais e Cidadania do Ministério Público de SC, Polícia Civil e Vara de Execuções Penais em São José.

O relatório final ainda não está pronto, mas o DC apurou que as autoridades encarregadas da apuração in loco na cadeia conseguiram documentar as queixas dos presos que apontavam serem vítimas de tortura.

O resultado vai compor o inquérito policial em que há relatos de 69 detentos, muitos deles referendados por fotografias tiradas pelo grupo, que tem em poder também as imagens das câmeras de segurança dos dias 7 e 8 deste mês, quando houve princípio de motim em parte da prisão e que foi rapidamente controlado por agentes penitenciários.

Na época, a direção da prisão e do Departamento de Administração Prisional (Deap) declarou ter feito uso progressivo da força legal para conter o tumulto e negou qualquer ato de violência ou tortura.

A força-tarefa estadual também teve acesso às imagens feitas em celulares dos presos e apreendeu projéteis de munição menos letal (das armas de bala de borracha).

– Aconteceram coisas graves lá. Basta ver as fotos para se ter a conclusão – relatou à reportagem fonte que teve acesso à investigação, pedindo sigilo na identidade.

O inquérito deverá ser concluído em no máximo 30 dias, mas poderá ser prorrogado. A equipe aguarda os laudos e vai tomar os depoimentos dos agentes penitenciários.

Procurado pela reportagem ontem, o diretor do Deap, Leandro Lima, reiterou pela assessoria que houve ação legítima do Estado. Destacou ainda que, ao entrar numa cela, o agente às vezes se depara com detento portando arma branca e por isso a necessidade de uso progressivo da força. Por fim, disse que se for constatado excesso haverá investigação e punição.

O trabalho das comissões é considerado pelas autoridades como fundamental em outra investigação: a que envolve os mais de 50 ataques contra unidades policiais e ônibus desde a segunda-feira passada.

Sabe-se até agora que há duas frentes de investigação: seriam ordens de presos em protesto ao então diretor da prisão, Carlos Alves, que pediu afastamento do cargo, e a de grupos criminosos de fora sem ligação com facção motivados em atingir a polícia e tumultuar a ordem pública. Em São Pedro estão líderes da facção Primeiro Grupo Catarinense (PGC), que estaria comandando os ataques.

 

Delegado defende transferência

Ainda não previstas desde que estourou a onda de violência nas ruas, as transferências de líderes da organização criminosa para presídios federais são defendidas como maneira de se impedir novos planos de ataques em Santa Catarina.

Entre delegados e investigadores da Polícia Civil, a pressão por remanejamentos dos cabeças da facção começa a ficar mais forte, embora caiba ao Departamento de Administração Prisional (Deap) e à Justiça cuidar disso.

O delegado-geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D’Ávila, sugere as transferências como alternativa viável de se impedir a comunicação externa das lideranças. Em SC não há o regime disciplinar diferenciado (RDD). Por isso, apenas com a ida dos presos para presídios federais, em outros estados, haveria segurança de isolamento dos criminosos que espalharam o terror na semana passada, ao supostamente ordenarem que ônibus fossem incendiados e as delegacias e bases policiais atacadas a tiros. Uma outra medida, ressalta o delegado-geral, seria a criação de uma legislação mais rigorosa contra esse tipo de situação.

O raciocínio de Aldo D’Ávila e dos policiais em geral é um só: mesmo que os mandantes dos atentados sejam identificados e punidos, se permanecerem presos no Estado, dificilmente haverá mudança na sua condição penal e no dia a dia. Isso porque a maioria dos líderes acumula penas de prisão de 60, 70 e até 80 anos de prisão e portanto uma nova condenação pelos atentados pouco mudaria a sua ficha criminal.

– Na prática o efeito é zero. Por isso, se sugere a transferência como a punição – observa o delegado.

O Deap, até a semana passada, descartava a medida, a não ser em reuniões sigilosas, onde o assunto estaria sendo tratado. Há dois anos, 44 presos do PGC foram transferidos para o RDD. Conforme o Deap, praticamente todos estão de volta. A exceção seria o traficante Sérgio de Souza, o Neném da Costeira, que continua cumprindo pena fora, mas cuja ligação efetiva com o PGC nunca se materializou.

 

Ligação calibra ATENTADOS

Sistema de segurança captura ligação em que preso manda reduzir a violência

A diminuição no número atentados teve a mesma origem do começo dos ataques: o sistema prisional, por meio de um “salve” (recado, na gíria da prisão). É o que aparece em uma gravação telefônica de 15 de novembro, interceptada pelo aparato de segurança. O diálogo entre dois criminosos foi travado na quinta-feira, e os presos ressaltam que a determinação vale para dentro das cadeias.

A expressão foi interpretada como uma decisão de manter os ataques fora do sistema prisional, mas com menor intensidade. Interromper a mobilização somente dentro das cadeias, onde os detentos estariam em greve de fome. A gravação mostra o poder de disseminação de informações entre os presos.

Num determinado trecho, um dos criminosos menciona a possibilidade de as visitas não serem permitidas por causa do trabalho de autoridades em apurar possíveis torturas, numa mensagem que remete à situação de São Pedro de Alcântara. Uma força-tarefa da Polícia Civil, Ministério Público e Justiça encaminhou 69 detentos para exames que detectam agressões.

Pelo conteúdo da ligação, o preso que inicia a conversa liga de Blumenau. Não foi descoberto o lugar onde está a pessoa do outro lado da linha. A identidade de ambos é desconhecida. O detento que assume o rumo da conversa parece ocupar posição maior na hierarquia e repassa elogios de Rodrigo da Pedra, um dos suspeitos de ordenar os ataques.

O diálogo mostra ainda a facilidade de comunicação dentro do sistema prisional. Um criminoso avisa que na sequência vai passar o “salve” para a pública (Complexo da Agronômica, em Florianópolis). O interlocutor se compromete a enviar a mensagem aos integrantes do Primeiro Grupo Catarinense (PGC) que estão no Presídio de Biguaçu.

 

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Reportagem Especial

Assunto: SC sob ataque

 

 

Ônibus de Florianópolis devem ser escoltados até quarta-feira

Secretário Marcelo da Silva disse que o serviço funcionará com horário normal e com acompanhamento da polícia nas linhas de risco

O secretário de Transportes da Capital, Marcelo da Silva, promete que o serviço estará normalizado a partir desta segunda-feira. Após quatro dias de feriado prolongado, a segunda-feira será o teste do esquema montado para proteger os ônibus de novos ataques. Pelo menos até quarta-feira, a PM (Polícia Militar) vai manter 120 policiais nas ruas da Grande Florianópolis. Na semana passada, dez coletivos foram incendiados em Florianópolis, São José e Palhoça.

No domingo, os atrasos nas linhas diminuíram em função do baixo número de usuários. O movimento nos terminais foi tranquilo durante todo o dia. O fluxo de passageiros só aumentou no final da tarde, quando muitas pessoas voltavam das praias. Assim que a noite chegou, algumas linhas, como a que leva ao Morro da Cruz, foram interrompidas por falta de viaturas.

Embora o governo do Estado defenda que a situação está controlada, entre os usuários o clima é de apreensão a cada viagem. O construtor Cícero dos Santos Bernardo, 33 anos, é temerário em relação ao fim das escoltas. Para ele, ainda não há garantias que os ataques vão parar. “As autoridades sabem o que eles [criminosos] querem. É o governo quem tem que saber se atendeu as reivindicações”, argumentou.

Cícero foi com a mulher e a filha de Sambaqui ao Travessão de ônibus, na tarde de ontem. Em relação aos horários, tudo certo. O construtor fez baldeação no Tican (Terminal Integrado de Canasvieiras). Pontualmente, às 15h40 o ônibus número 1397 saiu para fazer a linha Costa de Sambaqui. Porém, apesar do fiscal informar que o veículo teria escolta, o trajeto não teve qualquer proteção.

A cada uma das nove paradas pelo caminho, o medo de um novo ataque. Porém, tudo ocorreu como planejado. “Ficamos preocupados, à mercê da sorte. Mas ainda bem que o perigo maior é durante a noite”, disse Simone Maria do Rosário, 38, mulher do construtor.

 

“Não vamos baixar a guarda”

A cúpula da segurança pública se reuniu no começo da noite de ontem para avaliar a onda de ataques. Segundo o chefe do setor de comunicação da PM, major João Carlos Neves, a ordem é manter o efetivo nas ruas pelo menos até quarta-feira. “Não vamos baixar a guarda. Vamos manter o mesmo esquema do começo dos ataques. Todo mundo na rua”, ressaltou.

De acordo com o major, as atenções estarão concentradas nos locais onde ocorreram atentados ou tentativas na semana passada, como as regiões Norte, central e continental. “Não posso me comprometer ao falar que não haverá mais ataques, mas as ocorrências diminuíram sensivelmente”, avaliou Neves.

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Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Geral

Assunto: Base da PM é atingida por três tiros

 

Base da PM é atingida por três tiros e veículo é incendiado na Grande Florianópolis

Atentados ocorreram na noite desse sábado (17) no Norte da Ilha e em Palhoça

Ataque no norte da Ilha ocorreu na noite de sábado

 Outros dois atentados foram registrados na noite desse sábado (17) na Grande Florianópolis. Uma base da Polícia Militar foi atingida com três tiros na praia dos Ingleses, na Capital, e um veículo por pouco não foi todo incendiado em Palhoça. O ataque ao posto policial no Norte da Ilha ocorreu por volta das 22h30. De acordo com a PM, um homem armado com uma pistola 9mm efetuou os disparos. Os indícios são de que o bandido estava escondido em um terreno baldio vizinho à base. O atirador fugiu e a polícia suspeita que tenha seguido em direção à comunidade do Siri. Agentes trabalhavam no local, mas ninguém ficou ferido.

Na região de Palhoça, policiais também estavam de prontidão em decorrência da onda de violência dos últimos dias. Um veículo oficial da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), uma Parati, quase foi incendiado completamente. Segundo a Polícia Militar, populares conseguiram conter as chamas na rua Gerardus Post, no bairro Barra do Sul. O carro oficial, que estava estacionado em um condomínio residencial, ficou parcialmente queimado. Segundo testemunhos, dois homens em uma moto atearam fogo e fugiram em seguida.

Em seis dias de ataques, desde a última segunda-feira (12) foram presas em flagrante 47 pessoas, entre 115 envolvidos identificados de participação nas ações criminosas. As informações são da “sala de situação” montada no comando da Polícia Militar, na Capital, em força-tarefa contra os atentados em série em Santa Catarina.

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Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Geral

Assunto: Três detentos fogem da Colônia Penal Agrícola de Palhoça

 

Três detentos fogem da Colônia Penal Agrícola de Palhoça

Eles faziam regime semiaberto

Três detentos fugiram da Colônia Penal Agrícola de Palhoça, na Grande Florianópolis, no começo da manhã deste domingo (18). Ânderson de Oliveira Veiga, Mizael de Oliveira Martins e Allef da Cruz cumpriam regime semiaberto.

Segundo informações da Polícia Militar, os detentos estavam trabalhando no momento da fuga. Apesar dos esforços nas buscas, ninguém foi encontrado até o momento.

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Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Geral

Assunto: Após se afogar em praia de Biguaçu, mulher é resgatada por helicóptero dos Bombeiros

 

Após se afogar em praia de Biguaçu, mulher é resgatada por helicóptero dos Bombeiros

O incidente aconteceu por volta das 18h

A vítima foi encaminhada ao Hospital Regional de São José

Uma mulher de 28 anos se afogou por volta das 18h deste domingo (18) na praia de São Miguel, em Biguaçu.

A vítima foi atendida pelo helicóptero Arcanjo do Corpo de Bombeiros e encaminhada entubada para o Hospital Regional de São José.

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Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Hélio Costa

Assunto: Ministério da Justiça vai apurar irregularidade em São Pedro Alcântara

 

 

Ministério da Justiça vai apurar irregularidade em São Pedro Alcântara

A manifestação truculenta nas ruas comandada pelos presos chamou a atenção do Ministério de Justiça que vai apurar denúncias de tortura

Manifestação truculenta

Os ataques a ônibus foram maneiras de os presos da Penitenciária de São Pedro de Alcântara chamar a atenção para o problema do sistema carcerário em Santa Catarina. A penitenciária, a maior do Estado com capacidade para 900 presos, mas abriga 1.200 homens, é referência para o sistema carcerário que apresenta um déficit de sete mil vagas.  Além disso, a  lei das Execuções Penais não é cumprida na íntegra. As celas são insalubres e estão sempre superlotadas.  Não que eu queira ser a favor da bandidagem, mas o sistema prisional precisa ser revisto.  A manifestação truculenta nas ruas comandada pelos presos foi manchete nacional e chamou a atenção do Ministério da Justiça e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência. Nesta semana uma força-tarefa da Secretaria de Direitos Humanos deve visitar São Pedro de Alcântara e apurar ocorrências de tortura.

 

 

BLOGS

 

Moacir Pereira

 

 

Os atentados e os novos riscos

Do ex-secretário Danilo Cunha, Diretor da Escola de Governança e Cidadania Ativa da ACM, sobre os atentados em Santa Catarina, via e-mail:

“Amigo Moacir

Estou preocupado, muito preocupado, com o risco de se implantar aqui um estado de omissão das autoridades, e o consequente estado de violência desbragada, por essa omissão, e pela sensação de insegurança que começa a se estampar  nas atitudes da população.

Do medo e insegurança, desse estupor inicial, a situação pode se inverter para a perda do respeito pelas polícias oficiais e pela adoção de medidas ilegais de segurança para as pessoas.

Milícias, gangues, quadrilhas, oriundas das polícias, dos presídios, ou de grupos secretos de cidadãos com medo, todas descambam e podem redundar em uma situação “Rio de Janeiro II”.

Acho que todos os cidadãos responsáveis devem se unir e pressionar os governos a assumirem suas obrigações constitucionais e legais, oferecendo a segurança, o resgate da paz, a retomada da normalidade, para que os habitantes de Florianópolis voltem a encarar a normalidade em suas vidas.

O que estamos vivendo é algo muito grave, gravíssimo, e deverá merecer posições claras, firmes, decididas das autoridades, para restabelecer a vida em parâmetros efetivamente normais.

E isso tem que ocorrer nas próximas 48 horas!.

A procrastinação ou tentar jogar um véu de esquecimento sobre tudo, com certeza, estará condenando nossa Capital ao seu final como cidade habitável por pessoas normais.

Pois a impunidade, tanto de dentro, como de fora do Estado, estará criando o ambiente propício, de permissividade, que fará o virus do banditismo se reproduzir de uma forma, que nada mais o removerá daqui, em tempo algum.

Grande abraço Danilo Cunha.”

 

Crise: E agora, José?

Do internauta Carlos Antunes de Menezes sobre a crise catarinense na segurança:

“Meu caro Moacir,

Em momentos de crise, como o que atravessamos, as ações e atitudes dos mandatários ficam evidenciadas . Nesse contexto, por conseguinte, chega a impressionar o despreparo das nossas autoridades. De fato, eles se mostram confusos, vacilantes e, o que é pior, quase sempre retóricos nos discursos vazios e imprecisos. Desafortunadamente, a sociedade catarinense está assistindo ao verdadeiro festival da omissão do poder público. Aliás, Moacir, para qualquer observador atento, vê-se que nehum deles “conhece” profundamente o setor para o qual foram nomeados. Simplesmente, “batem cabeças”. Que triste quadro!

No entanto, por ter sido eleitor desse moço simpático, bonachão, que afirmava em alto e bom som que “a saúde, a educação e a segurança” seriam as metas prioritárias do seu goveno, percebo com muita decepção que fui enganado. E muito!

Logo no início do mandato, o governador atrapalhou-se todo com o “inesperado” movimento empreendido pelos professores estaduais, que lutavam pela adoção do merecido Piso Nacional, algo justo e devidamente reconhecido por 23 estados da federação brasileira. Por certo, creia-me, aquela foi a mais longa “batalha” que culminou com a derrota dos dois protagonistas do embate: governo e professores!

Tempos depois, vem os representantes da saúde e clamam por modificações e atendimentos. O governador preferiu “esnobar” e não deu a devida atenção. O resultado não poderia ser outro: a sociedade, ainda que prejudicada, percebe a procedência das reivindicações, pois vive este drama no dia a dia de qualquer hospital ou unidade de atendimento.

Por fim, mais anunciado do que os presentes de Papai Noel, Moacir, vem a crise da (in)segurança pública. Céus, o que eles queriam, o que esperavam após décadas de abandono e omissão junto ao sistema prisional?!

Pois é. E agora, José?, indagaria o nosso estimado poeta Drummond. Sei não, companheiro. Talvez seja o caso de ler um pouco mais poesias. Quem sabe Manuel Bandeira, nosso outro grande poeta, declamasse com propriedade o seu extraordinário “Pneumatórax”:

Febre, hemoptise, dispnéia e suores noturnos.

A vida inteira que podia ter sido e que não foi.

Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:

– Diga trinta e três.

– Trinta e três… trinta e três… trinta e três…

– Respire.

– O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

– Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

– Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino! “

 

Atentados: 48 já foram presos, diz Policia

De comunicado distribuido pela Policia Civil de Santa Catarina:

“Com a prisão de mais um homem na manhã de hoje (18), pela Polícia Militar e Civil no Norte da Ilha, o número de presos, suspeitos de atentarem contra órgãos da segurança pública, aumenta para 48 em todo o Estado. Ivonei Barbosa Candido, foi preso na casa dele, na região conhecida como “Favela do Siri”, de posse de uma pistola calibre 9mm. Elei é suspeito de ter atirado contra a base da Polícia Militar na noite de ontem (17), nos Ingleses.

A ligação dele com facções criminosas e com os atentados dos últimos dias serão alvo de investigações da Polícia Civil. Ele foi encaminhado ao Presídio de Florianópolis

Estatísticas da equipe da Sala de Situação, confeccionadas pela Polícia Militar e Civil, apontam para o envolvimento direto ou indireto de 115 pessoas, nos atentados. Todos os apontados como suspeitos serão investigados pela Polícia Civil.  Deste total, 48 pessoas estão presas. Três suspeitos foram mortos por entrarem em confronto direto com as forças policiais.””

 

Novo atentado neste domingo

A bandidagem voltou a atuar em Santa Catarina neste domingo. Registro policial informa que pela manhã criminosos dispararam contra o Presidiio Regional de Araranguá.

Alguém tem dúvidas de que se tratar de uma ação articulada?

Alguém duvida que a criminalidade está desafiando a estrutura de segurança pública de Santa Catarina?

 

Presidente da Acors: “Mais ação”

Do presidente da Associação dos Oficiais da PM, cel. Harry Schauffert, sobre a crise na corporação: “A segurança pública em Santa Catarina está no fundo do poço.  Esperamos todos que o governador assuma uma postura de estadista”.

 

Por que Secretário Cesar Grubba continua prestigiado

O governo Colombo enfrenta a terceira crise na área da segurança pública.  A primeira com a demissão do delegado Cláudio Monteiro, no meio de denúncias surgidas na Policia Civil.  A segunda com o envolvimento do secretário adjunto, coronel Fernando Rodrigues, no inquérito da Deic sobre os ferrosos do Detran desviados para Joinville. E agora esta onde de atentados.

Em nenhum momento, contudo, o governador cogitou de mudanças no comando da segurança pública, ainda que setores da Polícia Civil tenham defendido a indicação de um secretário da área, de pulso mais forte.

O promotor de Justiça Cesar Grubba continua forte por vários motivos.   Tem um currículo invejável dentro e fora do Ministério Público.  Não tem filiação partidária e não será candidato a nada.  Fato novo elogiável, depois do bombardeio sofrido pelo governo Luiz Henrique ao nomear o deputado Ronaldo Benedet(PMDB), que usou a estrutura para fazer carreira política.  Grubba realiza uma gestão considerada ética, zelando pela aplicação correta dos recursos.  Executa, portanto, uma administração mais técnica, incentivando políticas tanto na Policia Militar    como na Polícia Civil.

Finalmente, Raimundo Colombo tem um estilo conhecido. Pode até usar a frigideira para frituras. Mas não tem por costuma demitir ninguém.

 

Governo confirma novos atentados

De nota da Secom sobre o prosseguimento dos atentados em Santa Catarina, confirmando que a Base da Policia Militar nos Ingleses foi alvo de ataques:

“A noite de sábado e madrugada de domingo foi mais tranquila em Santa Catarina. Foram registradas três ocorrências nas cidades de Florianópolis, Palhoça e Araranguá. Na Capital, a Base da Polícia Militar na praia dos Ingleses foi alvo de oito disparos por volta das 22h40min deste sábado. Um homem armado com uma pistola 9mm estaria no terreno baldio vizinho à base. Ele conseguiu fugir em direção à favela do Siri, após atirar. Ninguém ficou ferido.

Em Palhoça, por volta das 23h, dois homens atearam fogo na Parati, cor branca, placas MGR 7237, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). O carro estava em uma garagem residencial na rua Gerardus Post, no bairro Barra do Sul. O veículo ficou parcialmente queimado porque os moradores controlaram o fogo.

Em Araranguá, por volta das 5h15min deste domingo, o presídio da cidade foi atacado com quatro tiros, sendo que um deles acertou a câmara da vigilância no lado externo. Os autores dos disparos ainda não foram identificados.

O balanço dos últimos ataques foi divulgado no fim da manhã pela equipe da Sala de Situação. Apesar do número de ataques ter diminuído nas últimas horas as polícias Militar, Civil, Militar Rodoviária, Rodoviária Federal e Departamento de Administração Prisional continuam mobilizados.”

 

 

PM: a defasagem do efetivo policial

Na década de 1990, Santa Catarina tinha uma população de 4,5 milhões de habitantes e um efetivo de 13 mil integrantes da Polícia Militar. Hoje, a PM tem 10 mil membros para uma população de 6 milhões. Há 20 anos não havia Casas  Militares nos poderes e até na Câmara Municipal de Florianópolis.

Pior, muito mais grave: a PM teve acrescidas várias atribuições, prerrogativas, funções legais e responsabilidades que não existiam há 20 anos. Portanto, o efetivo deveria ser muito maior.

E mais lamentável:  o efetivo é a metade do necessário e ainda por cima há desvio de funções nas próprias corporações.

Mudem as leis! O sistema está falido

O sistema prisional passou a contar  com uma unidade moderna em São Francisco do Sul para 72 presos.  Foi construída dentro de modernas técnicas de segurança e ressocialização.   Dias atrás, ali houve uma rebelião. Os presos destruíram tudo.  O presídio foi interditado.  Não faltaram críticas pela incapacidade dos agentes.  Se tivessem contido o levante, estariam hoje sendo denunciados por torturas.

Quando acontecem fugas coletivas nos presídios todo mundo dispara críticas contra a  incompetência do frágil sistema penitenciário.  A sociedade se apavora com a hipótese de conviver com presos de alta periculosidade. Cobra, com razão, mais eficiência do sistema.  Mas quando agentes atuam com rigor, são logo crucificados.

Trabalhadores e cidadãos  são proibidos de entrar numa agencia bancária com celular.  Nos aeroportos, detectores de metais apitam, exigindo que passageiros descartem celulares e tirem cintas, relógios e até sapatos para serem liberados.  Como é possível, então, que os detentos sejam flagrados com frequência com armas e usem modernos celulares com filmadoras,  de forma abusiva e ilegal, dentro das celas?

Nos confrontos que resultam em vítimas de policiais, raramente se vê solidariedade das instituições públicas, Ongs, etc.  O conforto se limita solitariamente aos familiares.  Mas quando a lei é imposta pela ação enérgica da Polícia, seus agentes são logo colocados no banco dos réus. E setores da imprensa costumam dar mais créditos a denúncias de criminosos do que a relatos das autoridades policiais.

Leis absurdas impedem que menores trabalhem.  Mas garantem o  voto.  E permitem que espalhem o terror em residências e comunidades.  Presos, são soltos na hora seguinte, e ainda debocham da Policia e das vítimas.

O sistema está falido. Mas se não mudarem as leis, nada mudará.