Área do associado

Área do associado

Clipping do dia 13 de janeiro

13.1.2012

 

CLIPPING

13 de janeiro 2011

 

MÍDIAS DE SANTA CATARINA

 

Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Capital vai receber mais 150 câmeras de vigilância

 

Capital vai receber mais 150 câmeras de vigilância

Instalação dos equipamentos começa na segunda-feira e deve estar concluída até o final de fevereiro

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) inaugura, nos próximos dias, o sistema de videomonitoramento nos bairros da Armação, Ingleses, Vila São João e Coqueiros.

Florianópolis conta hoje com 140 câmeras, de um total de 290 que serão instaladas nas próximas semanas, um investimento de R$ 2,5 milhões. Os equipamentos devem estar todos instalados até fevereiro, segundo o tenente-coronel Vânio Luiz Dalmarco, coordenador do sistema de videomonitoramento urbano da SSP.

Na segunda-feira, será feita a entrega da central da Armação. O monitoramento das imagens ficará a cargo de policiais militares e agentes temporários contratados para este fim. Serão cinco equipamentos, de um total de 28, que atenderão as comunidades do Campeche, Rio Tavares, Fazenda do Rio Tavares, Ribeirão da Ilha, Morro das Pedras, Tapera e Pântano do Sul.

Já no dia 18, será a vez do Continente receber os equipamentos. O projeto inicia com nove câmeras, e chegará a 26 nos bairros Vila São João, Balneário, Estreito, Jardim Atlântico, Monte Cristo e Chico Mendes.

Também já foram definidas as datas de inauguração das centrais dos Ingleses e Coqueiros. No Norte da Ilha, será dia 23. Serão oito câmeras monitorando os principais pontos de movimentação nos Ingleses. Em Coqueiros, a inauguração será no dia 25. Serão 16 câmeras fazendo o monitoramento dos bairros Coqueiros, Itaguaçu, Bom Abrigo e Abraão.

 

Bairros vigiados

ARMAÇÃO DO PÂNTANO DO SUL

– Quando começa: dia 16

– Número de câmeras: 5

– Onde ficará a central: Rua Fernando Becker, 59 (anexa à base operacional da PM)

VILA SÃO JOÃO

– Quando começa: dia 18

– Número de câmeras: 9

– Onde ficará a central: no quartel do 22º Batalhão da Polícia Militar

INGLESES

– Quando começa: dia 23

– Número de câmeras: 8

– Onde ficará a central: Rua Silveira, 66 (anexa ao quarto pelotão do 21º Batalhão da Polícia Militar)

COQUEIROS

(Itaguaçu, Bom Abrigo e Abraão)

– Quando começa: dia 25

– Número de câmeras: 16

– Onde ficará a central: Avenida Max de Souza, base operacional da PM.

OUTROS BAIRROS QUE SERÃO ATENDIDOS

– Na Ilha: Campeche, Rio Tavares, Fazenda do Rio Tavares, Ribeirão da Ilha, Morro das Pedras, Tapera e Pântano do Sul.

– No Continente: Balneário, Estreito, Jardim Atlântico, Monte Cristo e Chico Mendes.

____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Gerais

 

Fogo em casa no Sambaqui

Uma casa de aproximadamente 32 metros quadrados foi quase toda consumida pelo fogo, na manhã de ontem, em Sambaqui, no Norte da Ilha de SC. O incêndio teria começado por volta das 11h. Vizinhos relataram aos bombeiros que o autor seria o dono do imóvel, que mora atrás da residência. Na hora do incêndio, não havia ninguém na casa, onde moraria apenas uma pessoa que teria saído para trabalhar, segundo relatos dos moradores da rua. O imóvel fica na Rua Fernando José de Andrade.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, foram necessários dois caminhões e cerca de 4 mil litros de água para apagar os focos de incêndio e rescaldar a construção. O trabalho durou em torno de uma hora.

 

Motorista morre em capotamento

O gerente comercial Geovane Stefanon, 28 anos, morreu após um acidente de trânsito na madrugada de ontem, no Bairro Bom Retiro, em Joinville. O Fiat Palio que ele conduzia perdeu o controle ao passar por um trevo. Desgovernado, o carro capotou e só foi parar ao bater no muro do estacionamento de um restaurante. O impacto abriu uma cratera.

 

Acrobacia e alta velocidade

Um motorista flagrou e filmou, ontem, a imprudência dupla de um motociclista na BR-101 em Garopaba.

Para diminuir o atrito com o ar e ganhar ainda mais velocidade, o motorista, de pés descalços, deitou-se sobre a moto. Tudo isso a 140 km/h, segundo a testemunha. O limite no trecho é de 110 km/h.

Quando percebeu que estava sendo filmado, o homem sentou na moto, diminuiu a velocidade e foi para o acostamento. O flagrante aconteceu no km 275. A multa por excesso de velocidade é grave, por estar entre 20% e 50% acima do permitido. Pilotar deitado entra no artigo 244 do Código de Trânsito Brasileiro, que especifica como “malabarismo” sobre o veículo, considero infração gravíssima.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Tragédia no porto

 

Peritos investigam o acidente

As investigações sobre o acidente que causou a morte dos funcionários Álvaro José da Costa Júnior, 36 anos, e Ismael de Oliveira Costa, 53, no terminal portuário de São Francisco do Sul, começaram na tarde de ontem. Peritos do próprio porto, da Polícia Civil e engenheiros passaram todo o dia no local para descobrir as causas do acidente.

Segundo o delegado Ivan Brandt, responsável pelo caso, até a próxima semana deve ser divulgado o resultado da perícia.

– Vai ser aberto o inquérito policial para descobrir as causas do acidente. Nossa previsão é que na semana que vem seja divulgado o laudo inicial. Também é o prazo para começarmos a ouvir as testemunhas do acidente – disse o delegado.

Os sindicatos que representam os trabalhadores portuários também acompanham os trabalhos. O presidente do sindicato dos estivadores, no qual Álvaro era associado, dividiu o dia de ontem em ficar no porto e acompanhar o velório do amigo.

– Estamos aguardando o relatório da Polícia Civil para ver se existe algum laudo preliminar. Sei que já pediram a gravação das câmeras de vigilância, para ver se podem colaborar com as investigações – afirma.

Claudionor Marcelino, presidente do sindicato dos arrumadores, disse que o sindicato vai acompanhar os trabalhos na medida que puder.

– Queremos sugerir mudanças e cobrar os equipamentos adequados que deem melhores condições aos trabalhadores – afirmou.

O diretor-superintendente do Terminal Portuário de Santa Catarina (Tesc), José Eduardo Bechara, disse que a prioridade, no momento, é o atendimento e apoio às famílias das vítimas. Os corpos do dois funcionários foram enterrados ontem à tarde no cemitério de São Francisco do Sul.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Cacau Menezes

Assunto: Videomonitoramento em Coqueiros

 

Coqueiros

Sorria, você está sendo filmado. Moradores de Coqueiros, enfim, receberão nos próximos dias o tão sonhado sistema de videomonitoramento. A inauguração da nova central será às 10h, dia dia 25 próximo. Serão 16 câmeras fazendo o monitoramento dos bairros Coqueiros, Itaguaçu, Bom Abrigo e Abraão. A central está instalada na Avenida Max de Souza, junto à base operacional da PM. Além de Coqueiros, a Secretaria da Segurança Pública ativa este mês as centrais da Armação, no Sul da Ilha, Estreito e parte do Continente e Ingleses. Florianópolis conta hoje com 140 câmeras de vigilância já instaladas, de um total de 290 que serão ativadas até fevereiro. É ou não é um baita big brother????

____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Moacir Pereira

Assunto: A estiagem e as férias

 

A estiagem e as férias

Houve um tempo, não tão distante, em que os governantes não tiravam férias. Ministros, secretários e comissionados trabalhavam direto durante todo o ano.

Houve outro tempo, também bem próximo, em que senadores e deputados federais eleitos por Santa Catarina – e por outras unidades federativas – transferiam residência para Brasília com suas famílias. Davam expediente no Congresso Nacional de segunda a sexta-feira. A produtividade legislativa era incomparavelmente maior e melhor.

Houve outra época em que os vereadores trabalhavam por espírito público, espécie de voluntariado, sem remuneração. Cenário muito diverso do atual, em que os edis trabalham à noite, alguns dias da semana, com direito até a 13º salário e outras gratificações extraordinárias.

Qualquer que seja o comparativo das atividades dos governos e dos parlamentos, o balanço de hoje quase sempre é para pior. Sem falar, claro, nos projetos de real interesse público que permanecem tramitando há anos ou há décadas, sem decisão congressual.

Estas preliminares são feitas a propósito da lentidão com que os governos atuaram nesta questão da estiagem que atinge a produção agrícola em Santa Catarina e nos estados do Sul.

A presidente da República estava de férias e suspendeu o descanso para definir medidas federais. Os ministérios têm mais interinos do que titulares. O Senado e a Câmara ficam entregues às moscas. Só bate ponto quem se coloca na trincheira da oposição.

Nos últimos 10 anos, Santa Catarina registrou sete verões com estiagem no Oeste. Justamente na região que representa um dos itens principais das exportações e uma das maiores usinas geradoras de empregos no meio rural. Agora, com a expansão da bacia leiteira, a viabilizar o fortalecimento da agricultura familiar.

 

 

PREVENÇÃO

E o que fizeram os governos estadual e federal na última década para o enfrentamento da seca prolongada? A rigor, muito pouco.

O pacote anunciado em Brasília contém mais medidas genéricas do que ações concretas para, na emergência, amenizar o problema dos agricultores. Volta a ser cogitado o Centro de Monitoramento de Desastres, ferramenta para a adoção de medidas preventivas de enchentes e secas, já cogitada desde que Blumenau sofreu a grande enchente de 1983. O que aconteceu de lá para cá?

O governador Raimundo Colombo levou ao Planalto um relatório dos prejuízos com a estiagem. Pediu recursos para projetos de atendimento dos agricultores. A boa notícia, destacada na audiência, foi a cobertura do seguro agrícola, que em Santa Catarina atende 90% dos proprietários, um dos melhores do Brasil. De resto, os catarinenses chegaram atrasados.

Não havia um parlamentar lutando pela liberação de recursos, mobilização que envolveu as bancadas do Rio Grande do Sul e do Paraná. E a ministra das Relações Institucionais Ideli Salvatti estava de férias na Rússia. Uma clara desvantagem, pois o Paraná tem a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, para defender sua economia, enquanto o Rio Grande do Sul tem a representação do ministro Mendes Ribeiro.

A propósito: alguém consegue imaginar uma grande indústria, uma forte cooperativa ou até uma indústria de médio porte cujos diretores entram de férias no mesmo período? E os conselheiros descansando na mesma época?

Adicione-se a este cenário a delicada situação do ministro da Integração Fernando Bezerra, engolido pelos privilégios a familiares e a seu Estado, e se tem o quadro da eficácia federal, da estiagem e das férias em Brasília.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Política

Assunto: Inválidos na AL

 

Receita cobra R$ 842 mil

Delegacia de Santa Catarina quer receber o Imposto de Renda que não foi pago por 23 aposentados durante o ano de 2007

Enquanto 114 aposentados por invalidez da Assembleia Legislativa aguardam o fim dos processos no Instituto de Previdência de Santa Catarina (Iprev), parte deles começa a se preocupar com o bolso. A Receita Federal já autuou 23 para cobrar R$ 842 mil de Imposto de Renda não pago em 2007.

A cobrança veio no final de novembro, quando a Receita fez um esforço concentrado para notificar ainda em 2011 os aposentados por invalidez que, segundo as perícias médicas feitas pelo Iprev entre julho e setembro, estão saudáveis ou com doenças que não são consideradas incapacitantes. O valor significa uma média de R$ 36,6 mil por aposentado em apenas um ano.

A atenção especial da Receita com os inválidos é motivada pelo alto número de isentos de IR. Dos 211 aposentados por invalidez, 172 têm isenção. Dos 114 suspeitos de irregularidade, pelo menos 75 (todos os que conquistaram o benefício no ano de 1982) não pagam o tributo.

A pressa da Receita foi motivada pelo fato de que, confirmada a fraude, apenas os impostos dos últimos cinco anos podem ser cobrados. Se a autuação ocorresse depois de dezembro, os valores de 2007 seriam perdidos. A intenção, agora, é aguardar o final dos processos do Iprev para fazer todas as autuações dos casos em que for comprovada a irregularidade, do período de 2008 a 2011.

– Temos até dezembro para cobrar o quarto ano. A pressa era para fazer o lançamento dos que tínhamos certeza e não perder 2007 – diz o delegado substituto Ari Silvio de Souza.

Ao receberem a autuação, os inválidos podiam pagar à vista (com desconto), parcelar em até 60 vezes ou questionar a dívida no órgão de recursos da Receita. O questionamento foi feito por 16. Os outros sete não fizeram nada. O caso deles vai para a Procuradoria da Fazenda Federal, que vai chamá-los para quitar a dívida ou fazer a cobrança judicial.

Todos os 16 que recorreram são representados pelo advogado Pedro de Queiroz, o mesmo que obteve as liminares no TJSC para que os inválidos considerados saudáveis pelas perícias não precisassem voltar ao trabalho na AL antes do fim dos processos no Iprev. O advogado diz que a Receita se precipitou.

– Um dos argumentos do ofício enviado pela Receita é de que eles foram convocados para voltar ao trabalho pela Assembleia. Mas eu já tinha derrubado essa decisão com a liminar quando chegou a autuação. Até que alguém prove o contrário, eles têm as doenças que levaram às aposentadorias – afirma.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário do Catarinense

Editoria: Reportagem Especial

Assunto: Estiagem no Oeste

 

SC receberá R$ 10 milhões

Verba foi incluída no pacote antisseca, que ainda garante o refinanciamento de créditos rurais e obras de infraestrutura

Com foco em ações de prevenção nas cidades atingidas pela estiagem, o governo federal anunciou, ontem, a liberação de R$ 10 milhões para Santa Catarina, onde os prejuízos são estimados em R$ 440 milhões. O dinheiro é um reforço ao pacote emergencial para a Região Sul, que garante ainda a renegociação das dívidas dos produtores sem seguro agrícola.

O plano federal de auxílio aos agricultores foi divulgado no Palácio do Planalto pelos ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, e do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence. À frente da pasta encarregada de coordenar o auxílio aos estados vítimas de intempéries, o titular da Integração Nacional, Fernando Bezerra, não compareceu ao evento porque, na mesma hora, estava prestando esclarecimentos ao Congresso sobre denúncias de que privilegiou sua base eleitoral e empregou parentes na administração pública.

Na solenidade, os integrantes da Esplanada disponibilizaram R$ 10 milhões para cada Estado do Sul, cifra que deve ser investida na prevenção da estiagem. O governo gaúcho ainda obteve autorização para usar mais R$ 18 milhões repassados em para socorrer municípios atingidos pela seca passada, ainda não gastos.

 

Governo do Estado pediu, mas não levou

A investida de última hora do governador Raimundo Colombo para tentar garantir mais recursos ao Estado ainda não gerou resultados.

Ao lado do senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) e do deputado Celso Maldaner (PMDB), Colombo se reuniu durante uma hora e meia, ontem pela manhã, na Casa Civil, com o grupo interministerial responsável pelo pacote. O governador solicitou, entre outras medidas, o repasse de R$ 12,5 milhões para comprar caminhões-pipa destinados aos municípios atingidos pela estiagem.

 

A Defesa Civil Nacional não disponibilizou os recursos alegando que o pedido de SC ainda não foi formalizado. Somente após cumprir os ritos burocráticos, a proposta será analisada, e a verba, liberada ou não.

– O governo federal está sensível aos pedidos. Mas, para liberar o dinheiro, temos de cumprir alguns requisitos, como decretar a situação de emergência nos municípios atingidos – explicou o diretor do Departamento de Articulação e Gestão da Defesa Civil, Cristiano Heckert.

Os agricultores catarinenses que não contrataram o seguro agrícola e tiveram perdas superiores a 30% terão as dívidas renegociadas. O governo federal esticará o prazo de pagamento das lavouras de milho, feijão e soja para 31 de julho a fim de que sejam feitos laudos técnicos necessários para prorrogar por até cinco anos as dívidas de quem financiou a safra atual.

Os produtores rurais que contrataram seguro receberam como promessa apenas agilidade na liberação das indenizações.

A presidente Dilma Rousseff também determinou a criação de um centro de monitoramento integrado para a estiagem na Região Sul. Em funcionamento há dois dias, ele servirá como um posto avançado do governo nas áreas assoladas.

Na segunda-feira, Mendes viajará a Chapecó, na região Oeste, para vistoriar os prejuízos da seca.

 

Socorro federal

O que prevê o plano antisseca do Planalto

AÇÕES DE DEFESA CIVIL

– R$ 10 milhões para serem investidos na prevenção contra a seca. SC e os municípios atingidos poderão requisitar os recursos para perfurar poços artesianos e recuperar barragens.

SETOR AGRÍCOLA

Produtores com seguro agrícola

– A União, em parceria com os governos estaduais, iniciou mutirão de técnicos para agilizar os laudos das perdas causadas pela falta de chuvas. O objetivo é acelerar a liberação dos benefícios, que podem alcançar R$ 1 bilhão.

Produtores sem seguro agrícola

– As dívidas das lavouras de milho, soja e feijão serão prorrogadas até 31 de julho, para que possam ser elaborados os laudos técnicos.

– Quem tiver parcelas com vencimento em 2012 de operações de custeios já prorrogadas em safras anteriores poderá solicitar mais um ano de prorrogação para quitá-las.

– Quem registrou perdas na safra 2011-2012 poderá renegociar o crédito pelo período de até cinco anos.

Crédito de cooperativas

– O governo federal vai sugerir ao Conselho Monetário Nacional a criação de uma linha de R$ 200 milhões do BNDES para as cooperativas refinanciarem as dívidas dos produtores atingidos cuja renda da safra pagaria os insumos.

– O crédito terá prazo de cinco anos, com taxas de juros de 6,75% ao ano.

Ração animal

– Criação de programa de venda de milho para alimentar os animais de agricultores familiares e pequenos pecuaristas das cidades em estado de emergência.

– O volume que será oferecido aos produtores e o preço da ração serão anunciados nos próximos dias.

Infraestrutura

– Desenvolvimento de programa para a construção de açudes e reservatórios de água para consumo animal e irrigação.

– Criação do Centro de Monitoramento Móvel de Prevenção a Desastres para a Região Sul. Caberá a ele elaborar diagnóstico sobre as necessidades de cada Estado, na tentativa de evitar a repetição dos prejuízos nos próximos anos.

 

A vida no extremo da seca

O prolongamento da estiagem no Oeste vai consumindo a água até dos rios, agravando a situação de milhares de agricultores no Extremo-Oeste do Estado. Na pequena Belmonte, de 2,6 mil habitantes, uma das 74 cidades do Estado em situação de emergência, o agricultor José Luís Borges dos Santos caminha pelo leito seco do Rio Lajeado Tabajara, um dos principais da região.

Onde havia mais de um metro e meio de água restaram torrões de terra e pedras. O Lajeado servia para abastecer as quatro vacas do produtor, animais que agora matam a sede com a água da rede de um poço artesiano, servida num bebedouro.

– Nossa rotina é tratar os bichinhos e esperar a chuva. Nunca vi o rio tão seco – lamenta Dair dos Santos, mulher de José.

Os peixes morreram. Sobraram apenas algumas poças que ela utiliza para lavar algumas roupas. A família Santos teme não ter como alimentar o gado, já que a lavoura de milho foi perdida e a pastagem está secando.

O extensionista da Epagri em Belmonte, distante 658 quilômetros da Capital, Evandro Carlos Decol, observa que outro rio importante, que leva o nome da cidade, também está secando, tal como ocorreu com os seu afluentes. Em torno de 50 famílias dependem do transporte de água realizado pela prefeitura.

Os maiores prejuízos foram registrados nas lavouras de milho. A quebra média de safra varia de 70% a 75%, estima Decol. O agricultor Carlinhos Godóe foi além: perdeu mais de 90% do que plantou. Ele pretendia colher 1,5 mil sacas de milho, mas não deve salvar nem cem.

Carlinhos até está tentando fazer silagem para o gado e assim aproveitar o que sobrou das espigas e da palha. Ele tem R$ 7,9 mil em financiamento e espera ser isentado, porque não tem como pagar. Ele aguarda o laudo da Epagri para encaminhar o pedido do Proagro, uma espécie de seguro para a agricultura familiar.

Na casa da família, a água da fonte só chega à noite. A mulher, Judite, armazena o que pode num reservatório para o dia seguinte. Ela lava as roupas mais limpas primeiro e reutiliza a água para lavar as mais sujas.

O gerente regional da Epagri em São Miguel do Oeste, João Carlos Biasibetti, explica que as perdas maiores são na agricultura familiar, onde a quebra é de 60% no milho e 30% no leite. O laticínio Terra Viva teve uma redução de 20% na captação de leite.

 

Dois meses sem chuva

O agricultor Egídio Volpato, de Belmonte, lembra de memória o dia em que a última chuva boa caiu na cidade: 21 de novembro.

Desde então, o poço que abastecia a casa já secou e ele depende do caminhão-pipa da prefeitura. A mulher, Inês, não lava mais a louça com a torneira aberta. Tudo é feito dentro de uma bacia, para economizar.

 

O açude da propriedade lembra o sertão nordestino. Egídio calcula que restou 5% da água. Na borda do reservatório, o solo está todo rachado, e a pastagem, morrendo.

O produtor teme ficar sem alimentação e sem água para as 26 cabeças de gado. A lavoura de milho nem sabe se vale a pena colher, porque a safra não deve nem pagar os custos.

Em São Miguel do Oeste, polo regional, choveu um pouco mais, mas não muito. Em dezembro, a Epagri registrou 53 milímetros de precipitação, um terço do normal.

No mês de janeiro, a situação é ainda pior. Foram apenas 16,4 milímetros até ontem. As nuvens rondavam a região, mas, até o final da tarde, não choveu quase nada.

A previsão era de 5 milímetros de precipitação, chuva para um dia, nas palavras do gerente regional da Epagri, João Carlos Biasibetti.

Egídio projeta que seriam necessários 50 milímetros para recuperar os pastos. E com chuvas regulares a cada semana. Caso contrário, a estiagem só tende a pior.

A falta de chuva se reflete nas pastagens do Extremo-Oeste, que estão morrendo. O gado tenta encontrar algum broto verde no meio das folhas de grama já brancas. As costelas dos animais já começam a aparecer.

– Eles perderam 30% do peso – lamenta o agricultor José Mayer.

A fonte modelo Caxambu já secou. E no Rio Lajeado Tabajara, que serve para os animais beberem, restam apenas poças. Se não houver chuva nos próximos dias ele vai ter que dar a água destinada ao consumo da sua família, que vem por uma rede comunitária, aos animais.

José tem 19 bois, quatro cavalos e duas ovelhas. Como não tem mais pasto, tem cortado milho que não serve mais para a produção de grãos.

Ele perdeu os R$ 2.780 que investiu na lavoura segurada. Soma-se a este valor uma dívida de R$ 1,3 mil e queda de 20% na renda obtida com a produção de leite.

Os mil litros mensais garantem R$ 780 mensais, sem contar as despesas. Sem ter muito o que fazer, Mayer espera algum auxílio.

– Nem que seja Deus que dê uma mão para a gente – diz ele.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário do Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Morte de Policial

 

Suspeito detido pode estar ligado a explosões de caixas

Diogo Terleski é o quarto preso por envolvimento no assassinato do agente da PRF em dezembro

As polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF) prenderam, ontem, o quarto suspeito do assassinato do policial rodoviário federal Leonardo Valgas, 36 anos, em 9 de dezembro. Diogo Henrique Terleski, 29 anos, foi detido no Centro de Florianópolis. A PF suspeita que ele integre uma quadrilha paranaense especializada em assaltos a bancos, carros fortes e casas que vem agindo em SC.

O grupo também é investigado por suspeita de participação nas explosões de caixas eletrônicos, como as ocorridas em São João Batista, no último final de semana.

 

Terleski foi preso às 10h, na Rua General Bittencourt, no Centro da Capital, por um crime de latrocínio cometido em Apucarana (PR), em 2007. Nascido em Faxinal (PR), ele é foragido da justiça paranaense e nunca teve RG. Sua identificação foi feita através de reconhecimento por parte de um delegado do PR.

Uma das linhas de investigação da PF trabalha com quatro ocupantes no carro abordado por Valgas, naquele dia. Os três primeiros presos pela morte do policial, capturados e autuados em flagrante no dia do crime, foram levados para a PF.

Três dias depois, eles foram transferidos para a Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis. Informações recebidas pela polícia de que comparsas iriam resgatá-los no prédio da PF na Capital forçaram a transferência. Eles serão julgados pela Justiça Federal.

– A maioria dos integrantes da quadrilha tem condenação por homicídio. Eles são de extrema periculosidade. Não demonstraram qualquer remorso na execução do policial Leonardo Valgas – observou o titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF, delegado Gustavo Trevizan, um dos responsáveis pela investigação do grupo, em colaboração com a Polícia Civil do Paraná.

 

Quadrilha atuaria no PR e em SC

A quadrilha profissional e fortemente armada atua no PR e em SC. No Estado, eles são em 10, pelo menos. A participação do grupo em ataques a caixas eletrônicos é investigada, especialmente nos dois em São João Batista, no último dia 7.

Preso na PF, à disposição da Justiça, Diogo disse que é eletricista e mora há três anos e meio em SC. Ele negou participação nos crimes.

– Não sei nada sobre isso. Você está sendo indelicada de perguntar – afirmou Diogo.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário do Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Quatro PMs e um detido

 

 

Quatro PMs e um detido

Ao prenderem um guardador de carros, numa ação no Largo da Alfândega, Centro da Capital, quatro policiais militares teriam usado de força excessiva, na tentativa de dominar o homem.

O guardador foi levado para um micro-ônibus, onde já havia outros presos. Ao entrar no veículo, o homem teria sido agredido por outros que estavam dentro e gritou pedindo por uma intervenção dos policiais. Um PM teria puxado o homem pelos cabelos e tentado algemá-lo. Sem conseguir fazer isso dentro do micro-ônibus, ele recebeu ajuda de outros três, que algemaram o homem e o derrubaram no chão. Um policial segurou as pernas do detido enquanto outro pressionou o pescoço dele no chão, em um gesto de sufocamento – a chamada “gravata”.

O tenente-coronel Araújo Gomes, comandante do 4o Batalhão da PM, não quis comentar a ação. Gomes disse que muitos detidos são usuários de drogas ou têm problemas psiquiátricos, e que os policiais sabem do risco de terem que usar a força para contê-los. Ele prometeu checar se houve desvio de conduta, se o procedimento não foi suficiente para resolver a situação ou se os policiais agiram corretamente.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário do Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Papagaio transferido para cadeia do RS

 

Papagaio transferido para cadeia do RS

Cláudio Adriano Ribeiro, 45 anos, o Papagaio, foi transferido ontem, às 4h30min, da Penitenciária de São Pedro de Alcântara para Montenegro, na região metropolitana de Porto Alegre. A transferência foi coordenada pelo Departamento de Administração Prisional (Deap) de SC.

Participaram do comboio 20 agentes do Deap, quatro policiais do Núcleo de Operações Especiais da Polícia Rodoviária Federal de SC, e oito policiais da PRF do RS. O grupo passou pelas BRs 101, 290 e 116, que liga Porto Alegre a Montenegro.

Papagaio chegou às 10h45min na Penitenciária Modulada de Montenegro e foi encaminhado para a galeria B, no módulo 1. Ele cumprirá o restante da pena em regime fechado: 38 anos, 10 meses e 12 dias por assalto a bancos.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário do Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Crimes e ocorrências

 

Furtos nos automóveis vira rotina

Um problema vem atormentando turistas em Florianópolis neste verão: os furtos a carros. Só ontem, mais três foram arrombados no Norte da Ilha.

Os cariocas Edmundo Vasconcelos Freitas Junior, 30 anos, a namorada, Manoela Barbosa de Oliveira, 24, e a irmã dele, Aline da Silva Freitas, 27, estão apenas com a roupa do corpo. Eles tiveram todos os pertences roubados do carro arrombado em Jurerê Internacional.

Na cidade há seis dias, eles encerraram a conta no hotel em Ponta das Canas e foram passar o dia em Jurerê, onde chegaram às 10h30min. Ao voltarem, às 15h, o carro estava violado.

– Não tinha nada exposto que pudesse chamar a atenção. Eles abriram a porta do carona e pelo banco traseiro pegaram o que estava na mala – explicou Edmundo.

Dois casais vindos de Curitiba, que preferiram não se identificar, nem chegaram a passar no hotel. Foram almoçar num restaurante na Lagoa da Conceição e tiveram o vidro traseiro do carro quebrado.

Bem perto dali, e praticamente no mesmo horário, uma família do Rio de Janeiro também teve seus pertences furtados do carro, na Praia da Joaquina. Rodnei Geraldo Barbosa, 33 anos, tinha parado com a esposa e o filho só para conhecer a praia.

– A gente chegou por volta das 12h30min. Fomos, olhamos e gostamos. Ficamos uma hora na praia. Quando voltamos o carro estava aberto – contou Rodnei, que perdeu notebook, carregadores e modem.

 

Homem é achado morto dentro de casa

Moradores do Bairro Forquilhinhas, em São José, na Grande Florianópolis, encontraram o corpo de Claudiomir Mariano, 49 anos, em avançado estado de decomposição, na madrugada de ontem. O corpo estava na casa onde ele morava, na Rua 13 de Junho.

 

De acordo com o investigador Sérgio Safanelli, da delegacia de Forquilhinhas, a vítima estava com sinais de brutalidade e violência no rosto, que podem ter sido feitos por faca ou tesoura. A polícia trabalha com a hipótese de homicídio ou latrocínio e descarta o suicídio, acidente ou morte natural.

Na madrugada de ontem, vizinhos sentiram forte mau cheiro na casa, que estava com a porta trancada. Ele foi encontrado caído no chão, debaixo de algumas peças de roupa e de objetos arrancados do guarda-roupa. Os amigos também sentiram falta de alguns pertences da vítima. A polícia já tem um suspeito.

De acordo com amigos, Claudiomir – funcionário do arquivo histórico da prefeitura de Florianópolis –, era visto com frequência em um bar perto de sua casa. Ele morava sozinho e teria sido visto pela última vez, na madrugada do último sábado, em um posto de gasolina 24 horas do bairro. Amigos acreditam que ele tenha saído de lá com o assassino.

 

Suspeito foge um dia após chegar a Itajaí

Orapaz de 17 anos suspeito de participação na morte do turista argentino Raúl Baldo, em janeiro do ano passado, na Praia de Canasvieiras, na Capital, fugiu ontem do Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep) de Itajaí, para onde havia sido levado na quarta-feira.

Uma equipe formada por agentes da Delegacia de Repressão a Roubos da Capital e agentes do Núcleo de Operações de Inteligência e de Contra-Inteligência da Secretaria de Segurança Pública fez buscas na região onde o rapaz tem familiares, mas não conseguiu encontrá-lo.

O adolescente já cumpriu medida socioeducativa pelo assassinato de um policial civil em São José, em 2010. Ele fugiu em dezembro do Casep de Joaçaba e foi recapturado na segunda-feira, em Florianópolis.

____________________________________________________________________________ Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Hélio Costa

Assunto: População aplaude a PM

 

PMs do 4º batalhão estão encurtando o caminho de criminosos que agem na Ilha

Em apenas um dia, eles prenderam assaltantes, homicida, apreenderam 15kg de maconha e ainda capturaram o patrão do Morro do Mocotó

População aplaude a PM

O pessoal do 4º BPM está encurtando o caminho de criminosos que agem nas regiões do Centro, Sul e Leste da Ilha. Na última quarta-feira, eles foram chamados para atender ocorrência de assalto a uma loja de informática no bairro Itacorubi e agiram rápido. Com o auxílio do helicóptero, duas guarnições cercaram a área e em menos de meia hora o comandante do batalhão, tenente-coronel Araújo Gomes já estava com os suspeitos presos. A população bateu palmas pela agilidade dos PMs. Os bandidos eram adolescentes foragidos da justiça com longa ficha criminal. Um deles matou o argentino Raúl Bado, em 2010 no balneário de Canasvieiras (Norte da Ilha) e o policial civil Elizeu Filho, em São José. As buscas a mais criminosos  não pararam. Na sequência, os PMs apreenderam 15 quilos de maconha, detiveram 26 flanelinhas suspeitos de roubo e no dia seguinte tiraram de circulação o patrão do Morro do Mocotó, o traficante Juninho Castilho. Parabéns à rapaziada do 4º BPM.

 

BLOGS

 

Moacir Pereira

 

Colombo faz relato da viagem a Brasilia

Governador Raimundo Colombo classificou de “extremamente positiva” a audiência em Brasilia hoje com os ministros Mendes Ribeiro, Claudinei Nascimento, e representantes de outros ministérios para tratar da estiagem no oeste.

Destacou que Santa Catarina foi considerada destaque nacional em termos de seguro agrícola. Mais de 90% das propriedades estão seguradas, graças a investimentos de 3 milhões de reais que a Secretaria da Agricultura fez este ano. O seguro será liberado logo após os laudos técnicos da Epagri. O recesso da empresa estatal foi suspenso em função da seca, segundo o secretário João Rodrigues, que também cancelou as férias.

Colombo confirmou ter pedido 12 milhões de reais para emergências no abastecimento. Exemplificou que a produção leiteira está comprometida. Com a seca, uma vaca que produzia 40 litros de leite por dia, está dando só 10 litros. Aviários já estão com problemas.

O segundo pleito foi na área da prevenção. O governo tem plano para construção de 13 mil açudes particulares e mil coletivos. Serão necessários recursos de 50 milhões de reais.

Na próxima segunda-feira, o governador estará em Chapecó para acompanhar o ministro Mendes Ribeiro, que deve anunciar novas medidas federais.

 

Eduardo Moreira afirma que governo agiu na hora sobre estiagem

Vice-governador Eduardo Pinho Moreira postou um comentário sobre a nota de que Santa Catarina se mexeu tarde em relação a estiagem no oeste. Diz textualmente:

“Caro Moacir: assumi o governo dia 2, determinei reunião técnica para o dia 3, me reuni com técnicos dia 4, viajei para o oeste dias 5 e 6, Chapecó, Maravilha e São Miguel do Oeste. Repassei recursos para 44 municípios. Dia 9 decretei emergência em 64 municípios. Falei com Ministra Gleisi e Ministro Claudinei, e comuniquei que primeiro atenderia com recursos a região, dada a emergência, e depois Brasília, pela lentidão no atendimento. Pergunta como e quando o dinheiro da enchente chegou!! Onde está o atraso? Abraços, Eduardo.”

Resposta: Objetivamente, na pressão junto ao governo federal, pela bancada federal e pelo governo. Tanto que o governo do Rio Grande do Sul saiu na frente e vai levar mais recursos, agora anunciados pelo Palácio do Planalto. Em Brasilia, sabe o vice-governador, as coisas só funcionam mediante pressão.

E a própria ida do governador Raimundo Colombo é prova de que a pressão funciona. O governo federal só anunciou o pacote após a entrega do documento do governador no Palácio do Planalto.

Não se disse aqui que houve qualquer omissão do governo. E este blog noticiou a movimentação do governador interino Eduardo Moreira.

Mas, convenhamos, a bancada federal nem estava em Brasilia para apelar aos órgãos federais, ao contrário dos gaúchos e paranaenses.

 

Estiagem: veja o pacote do governo federal

Os ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro, interino da Relações Institucionais, Claudinei Nascimento, do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, e o diretor Cristiano Heckert, do Ministério da Integração Nacional, acabam de anunciar as medidas destinadas a atendimento das populações atingidas pela seca na região sul.

O único Estado mencionado com recursos específicos é o Rio Grande do Sul, que receberá 18 milhões de reais para assistência a população, recursos do Ministério da Integração Nacional. Há citação sobre autorização de 10 milhões para cada um dos Estados para construção de acúdes e investimentos em prevenção. Os demais são genéricos.

O governo anuncia um crédito de 200 milhões para refinanciamento dos produtores atingidos.

Um minucioso relato destas providências foi expedido pelo Ministério das Relações Institucionais. Confira:

“Defesa Civil:

Fornecimento de água para a população e animais nos municípios atingidos:

O Ministério da Integração já autorizou o Governo do RS a utilizar R$ 18 milhões repassados em 2011 para ações de assistência à população (que ainda não tinham sido utilizados).

A Defesa Civil Nacional dispõe de recursos para assistência imediata para os demais estados afetados pela estiagem. O Estado ou o município precisa decretar a situação de emergência para ter acesso a esses recursos. Poderão ser contratados caminhões pipa, recuperar poços, adquirir cisternas para armazenamento de água, entre outros, de forma a amenizar as consequencias da estiagem junto à população.

 

Apoio a investimentos estruturais:

O MIN disponibilizará R$ 10 milhões para cada um dos três governos estaduais para serem utilizados em projetos de investimento relacionados a prevenção. Os recursos serão utilizados para perfuração e equipamentos de poços artesianos, recuperação de barragens, e redes de distribuição de água.

 

Agricultura:

 

Crédito Rural bancário:

O governo federal já tem desenvolvido ações preventivas relacionadas a produção agrícola. Destacam-se o Zoneamento Climático, o subsídio ao seguro rural, o Proagro e o Seguro da Agricultura Familiar. Com isso, mais de 85% do crédito de custeio na região afetada pela estiagem na região Sul está coberto com seguro agrícola, incluindo Banco do Brasil e instituições privadas.

Os três governos estaduais, por meio de suas empresas de assistência técnica rural (EMATERs), estão priorizando a realização os laudos periciais de perdas de produção agrícola segurada para agilizar o pagamento do seguro.

Para os produtores rurais situados nos municípios com decretação de situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo governo federal em decorrência da estiagem, cuja renda de milho, soja e feijão seria utilizada para pagar o crédito rural, será proposto voto ao CMN postergando para 31/07/2012, as parcelas com vencimento entre 01/01/2012 até 30/06/2012 de operações de custeio prorrogados de safras anteriores, de créditos de investimento e de custeio da safra 2011/2012.

Para as operações com seguro agrícola, este prazo permitirá a elaboração dos laudos de perdas, permitindo a cobertura do seguro.

Para operações sem seguro agrícola, este prazo permitirá a elaboração de laudos técnicos necessários a renegociação de dívidas de produtores que tiveram perdas superiores a 30%, nas seguintes condições:

– prorrogar para 1 ano após a última parcela prevista no contrato, as parcelas com vencimento em 2012 de operações de custeios já prorrogados em safras anteriores e de créditos de investimento;

– renegociar as operações de crédito de custeio da safra 2011/2012 por até 5 anos, sendo que o prazo será definido em função do percentual de perdas efetivas apresentadas por cada produtor.

Para operações de crédito rural de atividades não seguradas que tiverem perdas elevadas em decorrência da estiagem e que estejam em municípios que não decretaram estado de emergência ou calamidade, ou que produzam outras atividades além de milho, soja e feijão, a norma vigente do Conselho Monetário Nacional já autoriza, a critério das instituições financeiras, e com analise caso a caso, a renegociação de operações de crédito de custeio em até 5 anos e prorrogação a parcela de investimento para um ano após o vencimento do contrato atual. Caso necessitem prorrogar suas dívidas de custeio desta safra ou de investimento, estes produtores devem procurar as instituições financeiras que os financiaram.

Crédito Rural não bancário concedido por cooperativas (fornecimento de insumos):

Será proposto voto ao CMN criando uma linha de crédito de R$ 200 milhões para as cooperativas refinanciarem as dívidas de produtores rurais situados nos municípios com decretação de situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo governo federal em decorrência da estiagem, cuja renda de milho, soja e feijão seria utilizada para pagar os insumos. Os recursos serão remanejados do Prodecoop. O crédito terá prazo de até 5 anos, com taxas de juros de 6,75% ao ano.

 

Apoio a investimentos estruturais de convivência com a estiagem:

Além disso, o governo federal, em conjunto com os governos estaduais, vai desenvolver um programa destinado a construção de açudes, mini-açudes e reservatórios de água (cisternas) destinados a suprir água para a criação animal e para projetos de irrigação nas propriedades rurais. O programa contará com a participação dos ministérios da agricultura e do desenvolvimento agrário, e disponibilizará linhas de crédito para financiar a aquisição de equipamentos de irrigação e armazenamento de água pelos produtores familiares e empresariais. Os recursos para a construção dos açudes deverão ser oriundos dos governos estaduais, com a participação do governo federal para o custeio de parte das despesas com o pagamento de horas/máquinas.

 

Centro de Monitoramento Integrado para a seca do Sul

Instituir o Centro de Monitoramento Móvel de Prevenção a Desastres para a região Sul, atendendo RS, PR e SC, com composição diferenciada: MIN, MAPA, MDA, ANA, CEMADEM, e representantes dos governos estaduais.

Atuaram até março/abril para elaborar um diagnostico sobre as necessidades da região. A Casa Civil acompanhará o grupo.

Especificamente em relação à construção de barragens no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o MIN está monitorando os projetos e atuará em conjunto com os governos estaduais para agilizar a elaboração dos projetos e dos termos de referencia.”

 

 

MÍDIAS DO BRASIL

 

 

Veículo: Estadão

Editoria: Geral

Assunto: Termina greve da Polícia Civil do Ceará

 

Termina a greve da polícia civil no Ceará

Depois dos professores, militares e bombeiros, o governo cearense fechou acordo com mais uma categoria: a dos policiais civis. Mas o governador Cid Gomes deve enfrentar pela frente mais uma paralisação. Desta vez, são os peritos do Sistema de Verificação de Óbito (SVO) que ameaçam parar a partir da próxima terça-feira, reivindicando melhores salários e condições de trabalho.

Com os policiais civis, foi fechado um acordo, durante reunião ontem à noite. Segundo o sindicato da categoria, ficou acertado que nenhum processo administrativo será instaurado contra os que aderiram ao movimento grevista desde julho de 2011, e os 199 que tiveram seus vencimentos descontados irão ter que trabalhar em horário extra para reposição das faltas.

Com o fim da greve dos policiais, a Força Nacional de Segurança, que estava atuando no Estado desde o final de dezembro, aguarda ordens da presidente Dilma Rousseff para encerrar a Operação Ceará.

Apesar dos policiais civis prometerem retomar o trabalho nesta quinta-feira, o atendimento nas delegacias ainda era precário. A procura por registros de boletim de ocorrência foi grande. E nem todos os escrivães haviam retornado.

 ____________________________________________________________________________ Veículo: Portal Último Segundo

Editoria: Geral

Assunto: Chuvas em MG

 

Pelo segundo dia seguido, MG tem salto no número de desabrigados

Número de pessoas fora de casa por conta das chuvas passou de 14.115 na terça-feira para 50.125 nesta quinta-feira

O número de pessoas desabrigadas e desalojadas em Minas Gerais por conta das chuvas não para de subir. Na terça-feira, o número desalojados, que são aqueles que tiveram que deixar suas casas e estão abrigados com amigos ou parentes, era de 12.875. Na quarta-feira passou para 25.514 e nesta quinta-feiera chegou a 46.970. O mesmo acontece com os desabrigados, que são os que estão em abrigos públicos, que subiu de 1.240 para 2.495 na quarta-feira e atingiu 3.145 hoje. Mas de 2,9 milhões de pessoas foram afetadas pelas chuva.

Com mais dez cidades em estados emergência, o Estado computa 137 municípios nessas condições. As cidade mais recentes a decretar emergência são São Brás do Suacuí, Augusto Lima, Ijaci, São Miguel do Anta, Pedra do Anta, Senhora de Oliveira, Simão Pereira, Januária, Antônio Prado de Minas.

O balanço da Defesa Civil ainda mineira relaciona 15 pessoas mortas e três desaparecidas. Das 15 mortes registradas, três ocorreram nesta segunda-feira, em Além Paraíba. As outras 12 foram confirmadas em Reduto, Governador Valadares (3), Belo Horizonte, Visconde do Rio Branco, Ouro Preto (2), Guidoval (2), União de Minas e Guaraciaba. .

Nesta quinta-feira, o tempo segue instável em parte do Estado de Minas Gerais, em virtude da atuação de áreas de instabilidade que cobrem o Sudeste e Centro-Oeste. Contudo, a tendência é de redução do volume de chuvas nas regiões mineiras. Chuvas fortes podem ocorrer em pontos isolados do sul e Triângulo Mineiro. A temperatura tende a se elevar gradativamente e a máxima prevista é de 36ºC no extremo norte mineiro.