Área do associado

Área do associado

Clipping do dia 10 de abril

10.4.2012

CLIPPING

10 de abril 2012

 

MÍDIAS DE SANTA CATARINA

 

 

Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Visor

Assunto: Caso Monteiro

 

MICO ONLINE

Para quem festejava mais de 30 mil membros na página Fica Delegado Monteiro, do Facebook, a tal força de mobilização para protestar das redes sociais mostrou que funciona muito… no mundo virtual!

 

FORA DO CIRCUITO

O delegado Cláudio Monteiro deve acatar a sugestão para usufruir da licença prêmio de 30 dias a que tem direito. Depois será definido onde irá trabalhar. A tendência, até ontem, era de assumir alguma unidade especializada como a de Furtos e Roubos da Capital.

 

BAIXO ASTRAL

– Força amigo – foi a mensagem enviada por um delegado a Monteiro, ontem à tarde, durante o protesto.

A resposta deixou o colega de profissão preocupado:

– Tá difícil aguentar. Dá vontade até fazer besteira!

 

TIRO NO PÉ

Caso se confirme os indícios das irregularidades cometidas por Cláudio Monteiro, em tese, ele pode até ser desligado do serviço público em última instância. Então fica difícil entender a estratégia adotada pela cúpula da SSP desde a semana passada. Se a ideia do secretário César Grubba era evitar um desgaste à imagem do ex-diretor da Deic, o plano foi por água abaixo.

 

***

O delegado ganhou status de herói, o governo foi duramente criticado nas redes sociais e tudo acabou numa troca de versões e contraversões que parece longe do fim. Não se discute a lisura da decisão administrativa, mas a forma como Grubba conduziu a divulgação do caso, desde a decisão, beirou o amadorismo. Confira em www.diario.com.br/visor a nota oficial e saiba mais sobre o caso.

 

A PROPÓSITO

Como será o clima para a rodada de negociação salarial entre governo e Polícia Civil, prevista para quinta?

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Incêndio na Serra do Tabuleiro

 

Começa estudo do que foi perdido no Tabuleiro

Polícia Ambiental e Fatma sobrevoam hoje à tarde a área de 920 hectares devastada pelo incêndio da semana passadaQuatro dias após o controle do incêndio no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, gaviões e urubus sobrevoavam, ontem, a área queimada na Baixada do Massiambu, em Palhoça. Um indício de que a queimada, além de ter devastado 920 hectares de terra (equivalente a 920 campos de futebol), estimados pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), deve ter deixado muitos animais mortos.

Ontem, a Polícia Ambiental e a Fatma começaram a se organizar para fazer o levantamento das perdas do parque. O presidente da Fatma, Murilo Flores, fará um sobrevoo hoje à tarde, junto com a PM, sobre o local atingido para fazer um diagnóstico mais detalhado:

– Precisamos verificar qual foi exatamente a área devastada, os mananciais, tipos de vegetação e animais. As informações serão usadas para traçar um plano de recuperação. Espero estar com tudo concluído esta semana.

Conforme a PM, os animais com mais dificuldade de fugir são tartarugas, cobras e tatus. Os bichos mais habilidosos, como o cachorro-do-mato, têm maior facilidade de fuga. Até ontem, nenhuma equipe da PM e Fatma tinha entrado na área afetada. O fogo começou antes das 19h de terça-feira da semana passada e só foi controlado às 22h de quinta-feira. Os primeiros focos foram na Passagem do Maciambu. Segundo o chefe da unidade de gestão do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, Alair de Souza, a única certeza que se tem é de que o incêndio foi provocado.

– Começou em vários focos separados. As chamas não poderiam ter se propagado dessa forma naturalmente – destaca Souza.

Há a suspeita de que moradores teriam queimado a área para melhorar as pastagens dos bois. A outra suspeita, de que dois homens de moto teriam ateado fogo, foi descartada porque nenhuma informação fechou.

Souza explica que em um ano a vegetação rasteira se recupera. A preocupação é com as mais avantajadas, como as árvores. Será preciso mais de 10 anos para que o ecossistema se aproxime do que era antes da queimada.

 

Equipes sem infraestrutura

O promotor de Justiça do Ministério Público José Eduardo Cardoso, curador do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, esteve na tarde de ontem na área devastada pelo fogo. Para ele, os estragos teriam sido menores se o governo investisse na estrutura e equipes para trabalhar dentro da unidade de conservação.

Quando começou o incêndio na terça-feira, a Polícia Militar Ambiental estava com cinco homens de plantão. Um estava na guarnição, uma dupla estava em Santo Amaro da Imperatriz e a outra em uma ocorrência em Garopaba. A companhia atende nove municípios. Para Cardoso, é quase impossível fazer uma fiscalização e gestão adequada com equipes tão reduzidas:

– Os funcionários que trabalham no parque, tanto na Fatma quanto na PM, vestem a camisa por amor ao meio ambiente. Trabalham sem infraestrutura. A conclusão a que se chega é que não há vontade política de equipar adequadamente os órgãos e investir na preservação ambiental e na regularização fundiária.

O representante do MP solicitará investigação da Polícia Civil para identificar os autores do incêndio para responsabilizá-los civil e criminalmente.

____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: 10 mil multas no feriadão

 

Feriadão fecha com 10 mil multas

Apesar do risco de acidentes e apelos constantes de campanhas, motoristas pisaram fundo nas rodovias federais no EstadoO número menor de acidentes nas rodovias federais e estaduais de SC no feriadão de Páscoa, comparado a 2011, não foi suficiente para diminuir as mortes. Nas BRs, foram 11 vítimas – três a mais do que no ano passado – e 302 acidentes, dez a menos.

A 12ª morte, em decorrência de acidente em BR, foi registrada no hospital, o que não é contabilizado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Já nas SCs, foram quatro mortes – uma mais do que no ano passado – e 132 acidentes, oito a menos.

– Tivemos uma redução de 14% nos acidentes. Isso se deve a uma maior fiscalização de excesso de velocidade. A gente também acredita que houve mais conscientização dos condutores – observou o major da Polícia Militar Rodoviário, Fábio Martins.

Já nas estradas federais do Estado, o inspetor da PRF Luiz Graziano relatou que a redução dos acidentes se deu nos pontos considerados críticos, onde houve fiscalização mais intensa. Nos outros, a imprudência prevaleceu.

– Os acidentes não aconteceram nos pontos mais fiscalizados, mas aconteceram em outros. A gente vê que o motorista é ainda muito imprudente – ressaltou o inspetor.

O desrespeito às leis foi verificado em 10.121 flagras, feitos por radares fotográficos, de motoristas dirigindo acima da velocidade permitida nas rodovias federais. Uma média de 2,5 mil casos por dia.

Um dos casos que mais chamaram a atenção ocorreu na BR-470, em Gaspar, no Vale do Itajaí. Um veículo foi fotografado a 168 km/h. É mais do que o dobro da velocidade máxima permitida, que é de 80 km/h. A infração é considerada gravíssima.

No caso de excesso de velocidade, o valor da multa é multiplicado por três, o que dá R$ 574. O motorista também terá suspenso o direito de dirigir por período que pode variar de dois a sete meses.

A foto do veículo multado (ao lado) teve a placa alterada pela PRF. Segundo o levantamento da PRF, em apenas duas horas de fiscalização, 206 casos de motoristas acima de 80 km/h foram registrados no trecho.

Outras infrações foram responsáveis por 1.754 autuações, entre elas estão as 59 registradas por embriaguez. Onze motoristas foram presos após fazerem o teste do bafômetro.

_________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: SOS Rodovias

 

Obras do SOS Rodovias começam ainda este mês

Ordens de serviço para os primeiros nove trechos foram assinadas ontem e atendem várias regiõesUma parte das obras do primeiro lote do programa SOS Rodovias foi liberada na manhã de ontem. A previsão é de as máquinas comecem a trabalhara ainda este mês, com entrega prevista para setembro.

O investimento é de R$ 2,5 milhões, com recursos do próprio governo, em nove trechos. Nesta primeira fase, ainda há mais oito pontos com licitação em andamento, orçados em mais R$ 820 mil, totalizando R$ 3,3 milhões (veja todos os trechos no quadro ao lado).

Um novo edital para a escolha das empresas já foi publicado e os resultados devem ser divulgados nos próximos dias, segundo o governo.

Depois desta fase, a Secretaria de Estado da Infraestrutura precisa assinar um contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a liberação de R$ 40 milhões, que garantirão o andamento dos serviços nos demais 110 trechos restantes, espalhados por todo o Estado.

Ao assinar as primeiras ordens de serviço do programa, que vai atacar os principais pontos de acidentes com mortes em trechos estaduais, o governo do Estado se comprometeu a acabar com eles até 2014.

– É um compromisso que vamos cumprir de qualquer maneira. Considero como uma operação cirúrgica nas estradas, melhorando seus defeitos e diminuindo o risco de acidentes com vítimas – afirmou o governador Raimundo Colombo.

Lançado em novembro do ano passado, o SOS Rodovias pretende recuperar, até 2014, os 127 trechos apontados pela Polícia Militar Rodoviária (PMR) como os mais perigosos de Santa Catarina.

Cerca de 70% dos acidentes com vítimas acontecem nesses locais. As obras vão desde as mais simples, como correção de pequenas curvas e asfalto, até as mais complexas, como cortes em rochas

____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Gerais

 

Caminhão pega fogo em Palhoça

Um caminhão pegou fogo na marginal da BR-101, no km 214, em Palhoça, por volta das 7h de ontem, próximo ao supermercado Comper. O veículo estava no sentido Sul-Norte quando teve um problema mecânico e as chamas começaram. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) atendeu a ocorrência. O trânsito no local fluir em apenas em pista simples para o atendimento e controle das chamas. O Corpo de Bombeiros de Palhoça também foi chamado.

 

Homem perde a vida após atropelamento

O trânsito fez mais uma vítima em Joinville, na manhã de ontem. Segundo os Bombeiros Voluntários, perto das 8h, um homem de 56 anos foi atropelado por um carro na esquina das ruas Teresópolis e Florianópolis, no Bairro Guanabara.Uma mulher de 27 anos, que também atravessava a via no momento, chegou a ser atingida pelo veículo Corsa, mas não precisou ser encaminhada ao hospital. O homem morreu na hora e o corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal de Joinville.

 

Militar bate contra o muro da coporação

Um motorista que trafegava pela Rua Valgas Neves perdeu o controle do carro, subiu na calçada bateu contra o muro do 62º Batalhão de Infantaria, ontem, em Joinville. O condutor do veículo, um Corsa, era um cabo do batalhão. Segundo um soldado que estava de carona, o motorista perdeu o controle do carro depois que um pneu estourou. O acidente aconteceu por volta das 12h. Ninguém ficou ferido. No fim da tarde, soldados já trabalhavam na reconstrução do muro danificado pelo acidente.

 

Treinamento nos céus de Santa Catarina

A Segunda Força Aérea, responsável pelas atividades de patrulha, busca e resgate de operações especiais e dos helicópteros da Força Aérea Brasileira, começou ontem, na Base Aérea de Florianópolis, um treinamento. Estão programados voos para várias cidades do Norte e Sul do Estado. O objetivo é treinar os esquadrões, desenvolver e validar novas técnicas e táticas para melhorar a capacidade da Força Aérea Brasileira de manter a soberania do espaço aéreo. O treinamento, que vai até o dia 20, contará com cerca de 420 militares, 12 helicópteros e 18 aviões.

 

Investigação para apurar queda de ultraleve no Sul

José Pereira e Antônio Bernardino sofreram o acidente no domingo e foram enterrados ontem

Parte da cidade de Araranguá parou, ontem, para prestar as últimas homenagens e se despedir dos empresários José de Souza Pereira, 45 anos, e Antônio Carlos Bernardino, 30, que morreram na queda de um ultraleve no domingo.A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar as causas do acidente, que deverá ser concluído no prazo máximo de 30 dias.

O presidente do aeroclube de Araranguá, fundado há menos de um ano e hoje com duas aeronaves, José Ezio de Lucca, não acredita ter ocorrido falha humana.

– O aparelho permite a pilotagem para os dois ocupantes. O Zé Pereira tinha uma boa experiência e acredito que possa ter havido falha mecânica – analisa o presidente.

No velório, amigos e parentes recordaram a morte do pai de Zé Pereira, ocorrida em um acidente aéreo há mais de 20 anos, na região de Chapecó, uma infeliz coincidência na vida da família, e o último passeio do filho de Bernardino na aeronave, pouco antes do acidente fatal.

Nazaré Bernardino, esposa de Antônio Carlos, estava desesperada pela trágica morte do marido, mas parentes tentavam consolá-la com a salvação do filho Gustavo, de 10 anos.

– O menino havia voado com o pai um pouco antes da queda – disse uma cunhada da vítima.

Ezio de Lucca lembra que as vítimas e outros integrantes da entidade fizeram uma viagem a um museu de aviação no Rio de Janeiro há alguns dias e planejavam uma palestra sobre segurança de voo em Araranguá nos próximos dias.

– A ideia era trazer um especialista sobre o assunto para instruir melhor os 38 membros do nosso aeroclube.

O velório dos empresários aconteceu na mesma capela, que estava cheia de fotos da dupla nos tradicionais passeios de motos em trilhas da região, outra paixão das vítimas.

O ultraleve em que estava a dupla foi fabricado em 2008 e havia sido adquirido por José Pereira há seis meses. A nova licença de propriedade chegou há duas semanas.

 

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Cacau Menezes

Assunto: Caso Monteiro

 

Rendendo

Delegados que integram a cúpula da Polícia Civil têm uma convicção: o afastamento sumário do delegado Cláudio Monteiro do comando da Deic tem como pano de fundo a operação deflagrada no dia 28 de dezembro do ano passado, quando Monteiro comandou a apreensão, em um ferro-velho de Joinville, de veículos que deveriam estar recolhidos no pátio da Secretaria da Segurança Pública (SSP), na Grande Florianópolis. Na época, a SSP divulgou nota informando que, na verdade, os veículos haviam sido leiloados e comprados como sucata pelo grupo Gerdau, via licitação, dentro de um projeto implantado pelo secretário César Augusto Grubba para limpar os pátios da SSP, repletos de carros apreendidos. Tudo legal. Logo depois da operação, o secretário chamou Monteiro em sua sala e, entre outras coisas, alertou que não via crime que justificasse a investigação em torno das sucatas. Mesmo assim o inquérito foi instaurado no ano passado e ainda está em curso. Entre os documentos que fazem parte da investigação estão fotos de oficiais da PM que trabalham na SSP junto com o responsável pelo ferro-velho de Joinville.

Nos bastidores, delegados que atuam na Deic confirmam que o próprio secretário será, em breve, intimado a prestar depoimento no inquérito, criando um inegável constrangimento para César Augusto Grubba.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Moacir Pereira

Assunto: O futuro da Deic em SC

 

O futuro da Deic em SC

O secretário de Segurança Pública, César Grubba, voltou a reafirmar que a exoneração do delegado Cláudio Monteiro da diretoria da Deic foi causada apenas pelo recebimento ilegal de diárias, sem qualquer conotação política. O delegado Renato Hendges, presidente da Associação dos Delegados de Polícia, e os policiais civis que atuam naquela diretoria não têm dúvidas de que há conotação política na forma como a exoneração foi executada pelo governo.

 

Na entrevista à imprensa, o secretário divulgou nota em que aponta, com precisão matemática, a cronologia dos fatos envolvendo o delegado Cláudio Monteiro. Pelo roteiro, a devolução do valor recebido indevidamente a título de diárias por viagem ao Mato Grosso do Sul, que não ocorreu, aconteceu depois que a denúncia chegou ao conhecimento de Grubba, dia 21 de março de 2012. A viagem data de fevereiro de 2011. Assim, a denúncia chegou com atraso de mais de um ano. É neste ponto que os policiais civis se apegam para acusar a existência de motivação política. No mínimo, pela origem do denunciante e sua motivação. O secretário não divulgou o autor da denúncia.

Para César Grubba, a degola de Monteiro aconteceu na sequência dos fatos que descreveu. Para os policiais da Deic, coincidiu com a intimação ao secretário adjunto, coronel Fernando Rodrigues de Menezes, e ao próprio Grubba, para prestarem depoimento no inquérito sobre o desvio de motores e peças de veículos do complexo administrativo da secretaria para um receptador de Joinville. O delito foi denunciado pelo gerente do complexo administrativo, Jorge Koppel, que não encontrou eco nas instâncias da Segurança Pública. Dez dias depois, apelou para a Deic, que fez a investigação e lavrou o flagrante da ilegalidade. Inquérito que deixa dois oficiais da Polícia Militar em fragilidade. Os coronéis Fernando Menezes e José Theodósio de Souza Júnior (presidente da Comissão de Leilão do Detran), segundo o inquérito, estariam respaldando o desvio das carretas flagradas com o material. Na Deic, há indicativos de indiciamento dos dois oficiais.

 

OS INQUÉRITOS

Os investigadores da Deic relatam que as principais operações de combate à criminalidade no Estado foram executadas pela diretoria. Citam o caso das operações Pedofilia (prisão de Nelson Goetten), Cativeiro (condenação de 31 criminosos) e Mampituba (prisão de 50 e condenação de 25 bandidos), que tiveram sucesso justamente pela autonomia das operações. E temem, agora, o enfraquecimento do Deic e pelo futuro de inquéritos. Há este sobre os motores para Joinville, conduzido pelo delegado Alexandre Carvalho de Oliveira, e outro sobre desvios na Celesc, presidido pelo delegado Rodrigo Bortolini.

O secretário César Grubba assegurou que a rigidez da ação policial contra bandidos vai continuar com o novo diretor Akira Sato. E o delegado-geral, Aldo Ávila, disse que vai pedir agilidade nos dois polêmicos inquéritos, garantindo liberdade aos delegados.

As posições da Deic e da Polícia Civil são claras: 1. Não entram no mérito da exoneração de Monteiro, mas “na maneira cruel” como aconteceu; 2. Criticam o tratamento dado a Monteiro, alegando protecionismo aos dois oficiais da Segurança; 3. Temem enfraquecimento da Deic e perda de sua independência. Alertam: a Deic poderá perder o “guardião”, equipamento de escuta legal que tem sido vital para identificar quadrilhas e prender bandidos, desarmar sequestros, pegar corruptos e liquidar com organizações criminosas. Querem removê-lo daquela diretoria.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Política

Assunto: Eleições em Joinville

 

Confirmação de Tebaldi complica a tríplice aliança

Agora, Marco Antônio Tebaldi (PSDB) é oficialmente pré-candidato à prefeitura de Joinville. Ontem, o tucano fez uma coletiva para a imprensa para anunciar seu ingresso na disputa pelo cargo mais importante da cidade.

Em carta, o tucano relatou que os apelos do partido e de joinvilenses foram os principais motivos que o fizeram concorrer novamente. Tebaldi governou Joinville durante seis anos, entre 2003 e 2008. O encontro teve a presença da bancada de vereadores e partidários, mas não houve presença de lideranças estaduais.

Já vislumbrando alianças para a disputa das eleições, Tebaldi citou o PPS e o DEM como siglas que estão próximas de um acerto para composição. “Somos aliados a nível federal e temos diretriz para manter isso onde for possível. Aqui é e acho que continuaremos assim”, alega. Além das duas siglas, o deputado federal licenciado diz que já há conversa com o PV e PMN.

Mesmo com a pré-candidatura na rua e reuniões nos núcleos no bairro ocorrendo entre abril e maio, antes do fechamento do plano de governo, Tebaldi continua aberto ao diálogo. Segundo ele, as conversas com o PMDB não irão parar, tanto que ele ainda não descarta a formação de tríplice aliança, embora considere o acordo improvável.

– A tríplice não está descartada. Mantemos o canal de diálogo aberto. Em política, tudo é possível. Mas no momento, estamos caminhando sozinho. De qualquer forma, sabemos que o adversário é a má administração que existe hoje em Joinville – diz.

Com a entrada de Marco Tebaldi (PSDB) na corrida eleitoral, as possibilidades de tríplice aliança, desejo de Luiz Henrique da Silveira, parecem mais distantes.

Além de Marco Tebaldi, Udo Döhler (PMDB) já lançou sua candidatura, no ano passado, e o PSD terá um candidato à prefeitura, a ser decidido entre Darci de Matos e Kennedy Nunes.

Enquanto isso, o tucano vai preparando seu plano de governo e os pontos que pretende bater na campanha. Na área administrativa, Tebaldi prometeu elevados e novos eixos viários. Já a administração petista foi chamada de caos administrativo.

Mas o que chamou a atenção foi a revelação de que Tebaldi conversou, na semana passada, em momentos separados com o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) e o pré-candidato peemedebista Udo Döhler. Segundo o tucano, em nenhuma das conversas houve pedido para que ele não se lançasse candidato.

– Esperava que eles apresentassem algo, prometessem alguma coisa. Mas nada foi dito ou feito. Acredito que houve muito respeito e agora nos lançamos – alega.

 

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Informe Político

Assunto: Caso Monteiro

 

A reação de Pinho Moreira

Apontado como o responsável pela exoneração do delegado Cláudio Monteiro da diretoria-geral da Deic, o vice-governador Eduardo Pinho Moreira reagiu, ontem, aos comentários sobre um suposta investigação que estaria por trás desta especulação. Pinho Moreira ligou para o delegado Monteiro e perguntou o que há de concreto sobre o assunto e ouviu do ex-diretor-geral da Deic que não tem nada em investigação que atinja o vice-governador.

O caso seria o episódio que envolve o escritório Monreal, contratado pela Celesc para cobrar dívidas de inadimplentes, por R$ 50 milhões, que ainda respinga em Pinho Moreira, que nega qualquer irregularidade. A denúncia ganhou força depois que vazou parte de um relatório não conclusivo da consultoria KPMG, que alertava para o sumiço do dinheiro.

Pinho Moreira também conversou com o governador Raimundo Colombo, que lhe garantiu que as razões da saída de Monteiro são as que vieram a público: a emissão de diárias para uma operação fora do Estado, enquanto o delegado estava em Miami. Moreira também ligou para o secretário César Grubba (Segurança Pública) e o delegado-geral de polícia, Aldo Pinheiro D’Ávila, e disse que esperava um esclarecimento sobre os fatos que continham seu nome ou ele mesmo o faria. No final da tarde, Grubba e D’Ávila reiteraram os motivos do afastamento de Monteiro.

O uso político do episódio era esperado. Os delegados de polícia do Estado ainda estão em campanha por melhores salários e a exoneração virou um elemento que poderá reaglutinar a categoria e confrontar o governo.

Há outras suspeitas, mas já é difícil separar, hoje, o que é especulação ou fato. O delegado Renato Hendges, presidente da Associação dos Delegados, usa um inquérito sobre o suposto desaparecimento de peças de veículos no pátio da SSP, devidamente documentado, para alertar sobre uma outra possibilidade para a saída de Monteiro da função.

Porém, a nota oficial assinada por Grubba não deixa dúvida que passou-se um ano da investigação e que o delegado exonerado da Deic ainda iria devolver os valores.

Existe uma guerra de informações, derrapadas cronológicas e muitas perguntas sem respostas.

 

Todos por um

A esperada manifestação pró-Monteiro, chamada pelas redes sociais, no final da tarde de ontem, está longe de transformar o episódio na Polícia Civil catarinense em uma Primavera Árabe ou na revolução espanhola.

Uns 60, isso mesmo, foram fazer um protesto em frente à sede da Segurança Pública para que o ex-diretor da Deic seja reabilitado. Escrever é mais fácil do que mostrar o rosto.

 

Estranho

Aliás, se diária for motivo de afastamento de função, há quem assegure que podem sobrar vagas na administração pública estadual.

Relatos asseguram que tem servidor que chega a ter valores fixos mensais de R$ 5 mil

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Reportagem Especial

Assunto: Segurança no novo consulado dos EUA em Porto Alegre

 

Fuzileiros navais e FBI farão a segurança

O principal entrave a uma rápida abertura do consulado dos EUA em Porto Alegre é a preocupação quase obsessiva dos americanos com segurança. Um batalhão precursor do Departamento de Estado vai desembarcar na capital gaúcha com a exclusiva missão de pesquisar locais para abrigar a futura representação diplomática e também as residências dos novos funcionários.

 

O prédio a ser escolhido não poderá ter vizinhos contíguos, nem passagem para outros edifícios. Deverá contar com segurança externa de fuzileiros navais norte-americanos e interna, de agentes do FBI. São mudanças-padrão ocorridas após os atentados de 11 de setembro de 2001.

A segurança exigida no futuro consulado pouco se parece com a antiga representação diplomática em Porto Alegre. Ela funcionava num grande edifício na Rua Coronel Genuíno (Centro), junto ao Viaduto dos Açorianos. Os norte-americanos partilhavam o prédio com dezenas de escritórios e consultórios.

O consulado foi fechado porque a maioria republicana na Câmara dos Deputados dos EUA exigiu cortes de recursos.

Sem saída, o então presidente Bill Clinton fechou consulados, inclusive em Bordeaux (França), a mais antiga representação dos EUA no planeta.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Crise na polícia

 

 

Ampliada a investigação na Deic

Corregedoria da instituição vai ouvir, além do delegado, os três agentes que viajaram para operação no Mato Grosso do SulA Secretaria de Segurança Pública (SSP) anunciou ontem que vai ampliar a investigação dos desvios de diárias que geraram a exoneração do delegado Cláudio Monteiro da comando da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Serão investigados os três agentes que viajaram ao Mato Grosso do Sul na operação policial e que trouxeram notas fiscais das supostas despesas de Monteiro, o qual havia ido para Miami (EUA), em viagem pessoal.

Os três policiais civis, cujos nomes não foram revelados, são suspeitos de adulteração de documentos nas prestações de contas da viagem feita ao MS, de 21 a 26 de fevereiro do ano passado. Assim como Monteiro, eles serão ouvidos pela Corregedoria da Polícia Civil em inquérito policial e sindicância administrativa.

Segundo o corregedor da Polícia Civil, Nilton de Andrade, ainda não foram escolhidos por ele os nomes dos delegados da corregedoria que vão presidir as apurações. Inicialmente, o prazo de conclusão é de 30 dias, mas os dois procedimentos ainda não foram abertos oficialmente.

Em nota oficial divulgada ontem à tarde em uma entrevista coletiva, o secretário de Segurança Pública, César Grubba, disse que Monteiro informou que devolveria as diárias após ter conhecimento da investigação sobre o desvio, ou seja, 13 meses depois da viagem. Essa versão conflita com a apresentada por Monteiro e o seu advogado ao DC (veja quadro).

Grubba mostrou o relatório da viagem assinado por Monteiro com despesas de restaurantes de Campo Grande e Dourados, no MS, e em Perobal (PR). No total, as diárias pagas ao delegado para a ação policial que ele não foi alcançam R$ 1,45 mil.

O ato de exoneração de Monteiro da diretoria da Deic deve ser publicado na edição de hoje do Diário Oficial. O secretário Grubba e o delegado-geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D’Ávila, não definiram para qual delegacia ele será removido. Monteiro poderá continuar exercendo as funções de delegado de polícia enquanto responde aos processos.

 

Guerra de versões

A exoneração do delegado Cláudio Monteiro causou uma guerra de versões sobre os motivos que teriam originado a decisão da cúpula da segurança. Os policiais veem no ato uma represália a investigações que vêm sendo feitas pela diretoria e acusam a cúpula de tentativa de ingerência e conotação política.

O primeiro a se manifestar publicamente foi o delegado da Divisão Antissequestro, Renato Hendges, presidente da Associação dos Delegados de Polícia em SC (Adepol):

– A indignação de todos nós aqui na Deic é com a forma que aconteceu. Ele (Monteiro) foi execrado. Ninguém foi comunicado, soubemos pela imprensa – reclamou.

O delegado Hendges associa a exoneração ao que define como “situações”, entre elas a investigação da Deic sobre o desvio de peças do complexo administrativo da SSP em São José, que começou no final de 2011 e ainda está em andamento. Também há uma investigação sobre suspeita de desvio milionário na Celesc, entre outros inquéritos contra a administração pública.

O delegado lembrou que o secretário Grubba e o secretário adjunto da SSP, coronel Fernando de Menezes, tinham sido intimados pela Deic, no final de março, a depor no inquérito das peças encontradas em um ferro-velho de Joinville.

– Não quero associar em nada, mas que existe uma situação… o que não podemos compactuar é com ingerência – afirmou Hendges, acreditando que a exoneração de Monteiro tenha sido para esvaziar a Deic.

O secretário César Grubba nega qualquer motivação política sobre a exoneração de Monteiro. Ele disse que analisou o desvio das diárias e que, se não fizesse a exoneração do delegado Claúdio Monteiro, estaria prevaricando na função por ter constatado a irregularidade.

Sobre a investigação das peças, afirmou que vai prestar depoimento e que, após a conclusão deste inquérito, tomará as devidas providências, “doa a quem doer”.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Celulares em unidades prisionais

 

Ada de Luca pouco fala sobre o caso

A secretária de Estado da Justiça e Cidadania, Ada de Luca, se manifestou ontem sobre as denúncias publicadas no final de semana pelo jornal A Notícia com trechos de gravações em unidades prisionais do Estado.

Conforme Ada, que declarou ao meio-dia de ontem não ter ainda recebido as fitas originais, tão logo isso ocorra, o Instituto Geral de Perícias (IGP), a Polícia Federal e o Serviço de Inteligência da Polícia deverão ser acionados.

A secretária contou que só depois disso haverá uma posição oficial. Mas reconheceu como “um grande serviço à sociedade caso isso seja provado”. A secretária disse que o governo do Estado está atento ao problema de celulares e que todos os dias são feitas revistas para impedir o ingresso clandestino dos aparelhos.

 

Ada de Luca mostrou números que mostram a apreensão de 305 celulares em todo o ano passado e 69 neste ano. A entrada quase sempre ocorre por meio de visitantes que introduzem os aparelhos no corpo.

A secretária disse que alguns presídios experimentam o uso de scanner pessoal, mas que, além do alto custo dos equipamentos – R$ 2,5 milhões cada, sendo que o Estado precisaria de pelo menos 53 –, existe ainda dúvidas sobre a emissão de descargas (raios) que podem provocar doenças.

A exemplo do que ocorre com trabalhadores que lidam com aparelhos como os de raio-x, os agentes prisionais seriam vítimas em potencial de doenças como leucemia e câncer, devido à exposição constante.

Sobre os bloqueadores, a secretária disse que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) é bastante rigorosa por causa da ação que eles exercem na vizinhança:

– Não adianta a gente sair por aí colocar bloqueadores e em seguida ser desativado pela Anatel – disse.

 

Projeto na Assembleia responsabiliza operadoras

O fácil acesso dos presidiários aos telefones celulares é um problema que também preocupa a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, onde tramita um projeto de lei – de autoria do deputado Elizeu Mattos (PMDB) – que trata especificamente da instalação de bloqueadores de sinais nas unidades prisionais. O objetivo é dar às operadoras de telefonia a responsabilidade de que o serviço não funcione nas cadeias.

O projeto recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça e ainda precisa passar nas comissões de Finanças e de Segurança Pública.

O deputado Sargento Soares (PDT), relator da proposta na CCJ, enfatizou a importância de o tema ser tratado com urgência, mas ainda não tem previsão de quando irá a plenário.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Assaltos em Blumenau

 

Comércio enfrenta clima de medo

Estabelecimentos nos bairros figuram como principais alvos de bandidos na cidade, que já registra 254 ataques desde 2011Reféns da insegurança que toma conta dos estabelecimentos comerciais da cidade, empresários de Blumenau buscam alternativas para se prevenir das ações dos bandidos. Acuados por ataques – como o de sábado à noite no supermercado Zoni, no Bairro Progresso, no qual um cliente levou um tiro na cabeça – comerciantes usam guardas armados e cogitam até diminuir horário de expediente.

De janeiro de 2011 a março deste ano, a Polícia Militar atendeu 254 ocorrências envolvendo assaltos a estabelecimentos comerciais de Blumenau – a maioria, concentrada nos bairros da cidade.

 

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Blumenau chegou a preparar para os associados uma cartilha com dicas de como proceder para evitar a ação dos bandidos. O material deve ser distribuído em breve. Presidente da entidade, Paulo Cesar Lopes acredita que a vulnerabilidade do comércio local é um dos atrativos para os assaltantes. Para ele, as portas abertas para a rua e o fluxo constante de dinheiro tornam os estabelecimentos mais visados:

– Hoje, a maior preocupação do lojista blumenauense é com a segurança. Algumas pessoas gostariam de trabalhar mais, mas estão reduzindo os horários em virtude do medo.

Aliados à prevenção proposta pela cartilha da CDL, os Conselhos de Segurança (Consegs) de Blumenau fazem encontros mensais nos bairros para discutir o aumento da criminalidade. Um dos pedidos da presidente dos Consegs, Salete Sbardelatti, é de que os empresários participem mais efetivamente dos encontros. Segundo ela, muitos comerciantes deixam de frequentar os encontros e se mantém alheios à discussão.

– Unindo os esforços, conseguiremos até mesmo otimizar os esforços das Polícias Civil e Militar – garante.

 

Polícias reconhecem dificuldade no combate

A Polícia Militar (PM) admite a dificuldade em conseguir evitar assaltos aos estabelecimentos – entre os empecilhos, estariam os horários estendidos em alguns pontos e as longas distâncias entre as regiões da cidade. Para a tenente Carolina Maria Bachmann, a criminalidade é, antes de tudo, um reflexo de um problema social. Segundo a PM e Polícia Civil, entre os assaltantes estão tanto quadrilhas especializadas como usuários de drogas em busca de dinheiro para sustentar o vício. A maioria dos envolvidos são jovens.

O delegado da Divisão de Furtos e Roubos, João da Cunha Neto, reforçou que a principal recomendação, durante um assalto, é não reagir.

 

Seguranças armados para prevenir ações

Dois dias antes do assalto na unidade do Zoni no Bairro Progresso, o proprietário da rede de supermercados, Vilmar da Costa, tinha repassado a orientação para os funcionários: nunca reagir aos assaltos.

– Sempre digo a todos que o bem econômico nós conseguimos recuperar trabalhando – afirma Costa.

O empresário relata que os estabelecimentos da rede, que tem sede em Gaspar, são alvos frequentes dos bandidos. Para tentar evitar os assaltos, as unidades trabalham com seguranças armados.

O jovem que foi baleado permanece internado na UTI em estado grave. André Luiz Bianchi, 20 anos, está em coma induzido e respirando com ajuda de aparelhos, segundo o advogado da família. Na madrugada de ontem, ele foi transferido para o Hospital Santa Catarina. Ele aguardava desde sábado à noite, na emergência do Hospital Santa Isabel, uma vaga para a UTI. Domingo à noite, os médicos detectaram uma infecção que agravou o quadro de saúde do rapaz.

 

 

BLOGS

 

Moacir Pereira

 

Secretário Grubba emite nota sobre caso Monteiro09 de abril de 2012

O secretário de Segurança Pública, Cesar Grubba, concedeu coletiva esta tarde afirmando taxativamente que razões administrativas determinaram a exoneração do delegado Cláudio Monteiro da Diretoria da Deic. Negou motivação política, em função de investigações que a Deic vem realizando sobre desvio de motores e peças de veículos para Joinville e também sobre denúncias de desvios na Celesc.

O secretário emitiu nota oficial com novos dados sobre a saída de Monteiro. Confira:

Tendo em vista o registro, nos últimos dias, de inúmeras reportagens de imprensa, bem como manifestações em redes sociais, em assunto intitulado “Caso Cláudio Monteiro”, a Secretaria de Segurança Pública presta os seguintes esclarecimentos:

 

Cronologia dos fatos:

 Em 17/02/2011 o diretor da DEIC (Delegado Monteiro) assinou requerimento de diárias para 4 policiais civis (ele próprio e mais 3 agentes). Tratava-se de viagem de serviço para Campo Grande/MS, com saída prevista para o dia 21/2/2011 às 06:00h e retorno no dia 26/2/2011 às 00:30h.

 Em 21/2/2011 foram assinados os cheques, nominais, entregues aos policiais e posteriormente descontados.

 Em 21/2/2011 às 19:51h o Delegado Monteiro embarcou em vôo internacional para Miami/EUA. Retornou em 28/2/2011.

 Em 28/2/2011 os agentes da DEIC integrantes da equipe da viagem ao Mato Grosso do Sul apresentaram os seus relatórios de prestação de contas, juntando notas fiscais de despesas de restaurantes nas cidades de Campo Grande/MS, Dourados/MS e Perobal/PR.

 Em 28/2/2011 o Delegado Monteiro também elaborou a sua prestação de contas, tendo igualmente juntado Notas Fiscais em seu nome obtidas nas mesmas cidades.

 

(Passado 1 ano…)

 Em 21/3/2012 denúncia acompanhada de cópias de documentos chegou ao conhecimento do secretário de segurança pública. Determinou-se que o caso fosse apurado preliminarmente.

 Em apuração preliminar, comprovou-se com a Polícia Federal as saídas e entradas do Delegado Monteiro, quando em viagem a Miami, no mesmo período da missão do DEIC.

 Na mesma semana o Delegado Monteiro foi chamado a se explicar na SSP. Assumiu o erro e confirmou os fatos.

 Em 27/3/2012 o Delegado Monteiro informou que iria devolver os valores das diárias (passados 1 ano e 1 mês após os fatos). Nesta data, já tinha conhecimento da investigação em curso.

 Em 2/4/2012, confirmados os fatos, o secretário de segurança pública apresentou o resultado da averiguação preliminar ao Governador, tendo sido decidido pela exoneração do cargo de confiança e pelo encaminhamento de toda a documentação à corregedoria para o início formal dos procedimentos apuratórios.

 O ato de exoneração foi assinado pelo governador, tendo sido encaminhado à Secretaria de Estado da Administração para publicação em Diário Oficial do Estado. Este ato está previsto para ser publicado na data de hoje, com circulação no dia de amanhã.

 Aguardou-se pela publicação do ato para que fosse formalizada a substituição do cargo, fato já de conhecimento prévio do Delegado Monteiro.

 

Conseqüências:

 O Delegado Monteiro será exonerado do cargo de confiança, porém permanecerá nas funções de delegado de polícia enquanto responde aos processos instaurados.

 Os demais policiais integrantes da viagem ao Mato Grosso do Sul também serão investigados, em face da adulteração de documentos nas prestações de contas.

 A política de enfrentamento ao crime em Santa Catarina não muda, porquanto trata-se de uma política de estado, que independe de personalismos.

 O novo diretor da DEIC já foi escolhido. Trata-se do Delegado Laurito Akira Sato, que se encontrava prestando serviços à Força Nacional em Brasília. Assumirá as novas funções a partir de 16/4/2012.

Florianópolis, SC, em 9 de abril de 2012.

César Augusto Grubba

Secretário de Estado da Segurança Pública”

 

Grubba concede coletiva

O secretario de Segurança Publica, César Grubba, está concedendo neste momento coletiva a imprensa para esclarecer fatos relacionados com a exoneração do delegado Claudio Monteiro da direção da Deic. Presentes o delegado Geral, Aldo Avila, e o Corregedor Geral de Policia, Milton Andrade.

 

 

Demitido Gerente que denunciou desvio de motores e peças

Policia civil de Santa Catarina ainda mais indignada com ações e decisões na Secretaria de Segurança Publica. Os policiais da Deic souberam hoje que o Gerente do Complexo Administrativo da Segurança Publica, Jorge Luiz Koppel, foi demitido do cargo. Foi ele que denunciou desvio de carregas com motores e pecas de veículos apreendidos e que deveriam ser triturados pelo grupo Gerdau. Parte do material foi desviado para Joimville, motivando inquerito policial na Deic.

Atualizado às 15,47: A Secretaria de Segurança Publica informa que o Gerente Jorge Koppel não foi exonerado, que está de férias e que decidirá com a família se retornará ao cargo.

 

Policia Civil denuncia ingerência política na Deic

Presidente da Associação dos Delegados de Policia de SC, Renato Hendges, denunciou esta tarde ingerência política do governo nas investigações realizadas pela Deic. Considerou muita coincidência a exoneração do delegado Claudio Monteiro, justamente quando o secretario César Grubba, e o secretario adjunto, cel. Fernando Rodrigues, estavam sendo intimados a prestar depoimentos em inquérito sobre desvio de motores e peças apreendidos pela policia. Todo este material deveria ser triturado pelo contrato com o grupo Gerdau,mas foi parcialmente desviado ilegalmente para Joinville, com aval do coronel Fernando Rodrigues, e do presidente da comissão de licitação, cel. Teodosio.

 

Militar: “Delegado Monteiro mexeu com peixe grande”09 de abril de 2012

Do internauta e 2o. Tenente da PM de Santa Catarina, Omar Correa Marotto, destacado em São Miguel d’Oeste, via e-mail:

Caro Moacir,

É caro Moacir, agora resolveram tirar o Delegado Claudio Monteiro para Cristo. Quem sabe com a exoneração do nobre colega o novo titular abra uma investigação para acabar com o pagamento de até 18º salários que nossos políticos ganham por ano. Penso que a miséria do planeta também será solucionada. O conflito do oriente médio finalmente vai ter fim, quem sabe até o assassinato do presidente Norte-americano JFK seja definitivamente solucionado pelo no titular, quem sabe, não é? Mas é assim mesmo o que acontece, quando um membro Segurança Pública resolve cumprir com suas missões e deveres, logo é abatido e seu voo cortado. Esse fato só tomou as páginas dos jornais porque atingiu um integrante do alto escalão da Segurança Pública. Pois fiquem sabendo, meus caros amigos, que quando um Policial Militar/Civil começa a mostrar trabalho eficaz e eficiente em sua área, qualquer prefeito ou vereador ou suplente de vereador se acha no direito de pedir sua transferência para outro município. Graças ao nosso digno Comandante Geral, atualmente tais solicitações não encontram eco em nossa Corporação, digo atualmente, pois houve época que era um deus nos acuda para não ser transferido. A gente se mata trabalhando, deixa a segurança da família para oferecer segurança a sociedade e, em alguns caso, ao tombarmos em serviço, VOLTAMOS PRA CASA NUM CAIXÃO, agora com a farda limpa, sem o sangue que a manchou, para que? Para sermos assim tratados, igual foi o Delegado Claudio, sumariamente punido. Isso tá me cheirando a “coisa armada”, não quero aqui levantar qualquer teoria da conspiração, mas trabalhando eu quase 20 anos na Segurança Pública do nosso Estado, tenho que refletir que esta “medida administrativa” tomada contra o Delegado Claudio tá cheirando mal, muito mal por sinal. A mim parece que o Delegado Claudio MEXEU COM PEIXE GRANDE, PODRE, ATOLADO ATÉ O PESCOÇO COM ROLO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E AMIGO DE SENADOR, DEPUTADO FEDERAL E ESTADUAL, para mim tá cristalino como água potável. Hoje nós membros da Segurança Pública só podemos trabalhar apenas 40 Horas extras, porque o Estado não permite que se pague além se não tivermos uma boa justificativa. Boa Justificativa, desculpem o trocadilho, mas essa justificativa é boa. Quando ainda não havia medida judicial mandando o Estado pagar as horas além das 40 extras, um policial militar chegava a trabalhar mais 100 horas extras por mês e o Estado lhe indenizava 40 horas extras, verdadeiro trabalho escravo. Tivemos que nos socorrer do Judiciário contra o “Trabalho Escravo” imposto pelo Estado. Sem contar nas inúmeras diárias a que temos direto e não nos pagam, justificando que temos que realizar o serviço por “amor à camisa” ou temos que “dar um pouco do nosso sangue”, mais um pouco! Assim teremos que nos socorrer do HEMOSC também. Mas caro colega Delegado Claudio Monteiro, se vale o meu conselho, não esmoreça, continue firme com a certeza de contar com o apoio e admiração dos seus amigos e colega de trabalho da Policia Civil e dos amigos e colegas de labuta da instituição co-irmã Policia Militar. Não permita que vozes contrárias aos seus serviços se levantem e abafem suas convicções. Continue firme em seu propósito. As manifestações de apoio que se afloram nas redes sociais demonstram o verdadeiro profissional que Você é, competente, comprometido com as Instituições, com a sociedade Catarinense e exemplo para seus pares e familiares, tenho certeza disto. A Você meu amigo, DISPENSO TODO MEU RESPEITO E ADMIRAÇÃO E O DE MINHA FAMÍLIA TAMBÉM, com a certeza de que a Segurança Publica de Santa Catarina esta menos segura sem a sua presença da DEIC.

Omar Correa Marotto

2º Tenente PMSC

São Miguel do Oeste/SC

 

 

Gastão Filho: “Não houve nenhum processo contra delegado Cláudio Monteiro”.

O advogado Cláudio Gastão da Rosa Filho acaba de deixar a Secretaria de Segurança do Estado. Procurou a Corregedoria Geral de Policia, onde foi se inteirar do processo contra o delegado Cláudio Monteiro, ex-diretor da Deic, exonerado por suposta irregularidade no recebimento de diárias por operação em Ponta Porã.

– Não há qualquer processo instaurado na Corregedoria – afirmou Gastão Filho, ao anunciar que vai peticionar imediatamente para que o inquérito administrativo das acusações que fazem contra seu cliente seja imediatamente instaurado.

O advogado voltou a afirmar que a ilegalidade apontada no recebimento de diárias por Cláudio Monteiro foi corrigida com a devolução dos recursos recebidos logo após a constatação da falha administrativa.

 

 

 

ACONTECEU NA ALESC

 

Edison Andrino assume liderança do governo na Assembleia Legislativa

O deputado Edison Andrino (PMDB) falou hoje (9), pela primeira vez, como líder do governo na Assembleia Legislativa. Andrino teve reunião com o governador Raimundo Colombo no período da manhã e discutiu com ele as matérias prioritárias que devem entrar na pauta do Legislativo nos próximos meses. O parlamentar espera contar com o apoio da base governista para conduzir a liderança de forma tranquila.

O piso salarial dos professores, um financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e as mudanças no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) são algumas pautas previstas para o período e que devem ser decididas antes do calendário especial das eleições. Andrino pretende montar a estratégia de trabalho com a Secretaria Executiva de Articulação Estadual e a Secretaria de Estado da Casa Civil, já nos próximos dias.

Como líder, Andrino entende que assume o papel de representar o governo, articular posições e aparar possíveis arestas. “O governo tem uma base bem consolidada, existe entre os parlamentares e o Executivo uma proximidade de ordem política e pessoal, é uma relação sem fisiologismos”, disse. O parlamentar elogiou o trabalho de seu antecessor, deputado Elizeu Mattos (PMDB), e afirmou que tem uma boa relação com os deputados de todas as bancadas. Andrino contará com o apoio do vice-líder do governo, deputado José Nei Ascari (PSD).

Currículo

Florianopolitano da Lagoa da Conceição, Edison Andrino nasceu em 1945. Aos 26 anos foi eleito vereador da capital, sendo reeleito em seguida. Formado em Direito pela UFSC, participou da fundação do MDB e do PMDB na Capital e foi o primeiro prefeito de Florianópolis eleito pelo povo após a queda da ditadura militar. Antes de ser eleito prefeito, conquistou o primeiro mandato na Assembleia Legislativa em 1982. Depois exerceu quatro mandatos consecutivos como deputado federal. Retornou à Assembleia Legislativa em 2008 e totaliza 33 anos de mandatos eletivos.