Área do associado

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Clipping do dia 06 de dezembro

6.12.2012

 

Clipping do dia 06 de dezembro

 

MÍDIAS DE SANTA CATARINA

 

 

Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Visor

Assunto: Bocelli será intimado

 

Bocelli será intimado

 

O juiz de Direito Alexandre Morais da Rosa enviou carta precatória para a Justiça de São Paulo solicitando que ela tome o depoimento de Andrea Bocelli, na condição de testemunha, na ação penal por peculato que tramita em Santa Catarina. Baseada na recomendação da cooperação judiciária, a orientação é para que o tenor italiano, em trânsito na cidade de São Paulo para apresentação única no Jockey Club, dia 13, seja ouvido antes do show. Por ser estrangeiro, terá direito a tradutor.

Por aqui, a 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de Santa Catarina marcou para o próximo dia 11 o julgamento do rumoroso caso do espetáculo do tenor que nunca aconteceu e da árvore que não acendeu no Natal de 2009. Bocelli recebeu R$ 2,5 milhões da prefeitura, mesmo nunca tendo pisado em Florianópolis. Detalhe: a provocação para que a Justiça intimasse Bocelli partiu do secretário de Turismo da Capital na época do escândalo, Mário Cavallazzi, que também é réu no processo.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Perdido na mata

 

Corrida para encontrar Joel

Uma megaoperação será realizada hoje para encontrar Joel Candido Espíndola, 42 anos, que se perdeu na Serra Dona Francisca, no Norte do Estado. As equipes farão uma grande varredura pela mata com o apoio de cães farejadores e aeronaves na tentativa de pôr fim a um drama que se estende desde domingo.

Depois de três dias de buscas sem sucesso pelo motorista Joel Candido Espíndola, 42 anos, perdido no Castelo dos Bugres, na Serra Dona Francisca, em Joinville, desde domingo, o Corpo de Bombeiros Militar aposta todas as fichas em uma megaoperação que será realizada hoje. Segundo o tenente José Ananias Carneiro, as equipes farão uma grande varredura na região, com o apoio de aeronaves e pessoas de todo o Estado. Caso Joel não seja encontrado, os trabalhos seguirão apenas com o grupo dos bombeiros de São Bento do Sul.

Na manhã de ontem, as buscas foram reforçadas por mais três equipes. Agora, cerca de 20 homens, entre bombeiros militares e integrantes do Grupo de Resgate em Montanha (GRM), formado por voluntários da Defesa Civil de Joinville, vasculham a região. Dois cães farejadores – um deles participou das buscas no Morro do Baú – serão utilizados na procura. O Clube de Radioamadores de Joinville também está com uma estrutura no local para auxiliar na comunicação entre a base e as pessoas autorizadas a entrar na mata.

Após percorrer as trilhas existentes na área de busca de 6 km², que abrange o Castelo dos Bugres, o Castelinho e o Morro do Pelado, as equipes decidiram apostar em incursões na mata fechada. A área foi determinada com base no relato dos grupos que dizem ter ouvido gritos de Joel durante a segunda-feira e pelo rastreamento das ligações telefônicas feitas por ele.

– Varremos as trilhas hoje e lá ele não está – garantiu o vice-coordenador do GRM de Joinville, Alan Jacob da Rosa.

A chegada de novas equipes, com número maior de homens ,permitiu um ligeiro aumento na área de buscas.

– A gente ampliou um pouco porque temos mais gente, mas, basicamente, a área continua sendo a mesma, entre o Castelinho e o Morro do Pelado – explica o capitão do Corpo de Bombeiros Militares Paulo Diniz, responsável pelo comando das equipes ontem.

Um grupo pernoitou na mata para iniciar as buscas logo ao amanhecer. No decorrer do dia, outros grupos vão entrar na região por locais diferentes para fazer um cerco nas áreas que ainda não foram percorridas. Enquanto abrem caminho na mata, os homens utilizam um apito e chamam constantemente por Joel, que não é ouvido desde a tarde de segunda-feira.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Gerais

 

Professora deixa a prisão em Tubarão

Dois meses depois de ter sido presa, a professora Hellen de Souza Cunha – acusada de agredir crianças em uma creche municipal de Tubarão, no Sul de Santa Catarina – deixou o Presídio Feminino.

A liberação foi autorizada pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Elleston Canali, que concedeu habeas-corpus em favor da educadora no final da tarde de terça-feira. Ela estava presa em regime preventivo e, a partir de agora, aguardará a sentença em liberdade.

Conforme a decisão da Justiça, a prisão da professora foi substituída por uma medida cautelar, que a proíbe de atuar em práticas relacionadas ao cuidado de crianças, tanto no serviço público quanto particular.

Hellen deixou o presídio por volta das 19h, acompanhada de seu advogado, e não quis falar com a imprensa. Ela disse que só irá se manifestar depois do julgamento, ainda sem data marcada.

– Ela não foi condenada por nada ainda. Estamos trabalhando em sua defesa e o melhor é que não se pronuncie nem sobre o endereço onde vai ficar hospedada durante esse período de espera – declarou o advogado da professora, Eliezer Brígido.

Hellen tem 29 anos e trabalhava como professora no Centro Educacional Infantil Recife, em Tubarão. Ela era responsável por cuidar de 11 crianças com idade entre um e cinco anos. Em um vídeo de quase dois minutos, a educadora aparece agredindo um menino de um ano e meio. Ela grita e o coloca de forma violenta sobre uma mesa, depois em uma cadeirinha. Assustada, a criança chora.

A agressão aconteceu dentro da creche e na frente de outras crianças. A professora atuava na profissão há 11 anos. A Polícia Civil de Tubarão deu início à investigação depois que um grupo de pais registrou queixa contra Hellen.

 

 

Marinha vistoria navio do acidente

A Capitania dos Portos em Itajaí vistoriou ontem a embarcação Imperatriz da Pullmantur, de onde um turista caiu de uma altura de cinco andares na tarde de domingo. O comandante do navio e o médico que atendeu o estudante Gabriel Campos Moura, 23 anos, prestaram depoimento na sede da Capitania.

O navio voltou à cidade para cumprir o itinerário padrão vindo de Santos (SP). Assim que o barco atracou no píer turístico, durante a manhã de ontem, oficiais da Marinha subiram a bordo.

O comandante da Capitania, Anselmo Matos, informou que outras testemunhas poderiam surgir. Alguns turistas que desembarcaram em Itajaí ontem presenciaram o acidente de Gabriel. Caso haja necessidade, a Marinha pode pedir uma nova vistoria antes da conclusão do inquérito.

O estudante de Direito de Santa Bárbara d’Oeste (SP) viajava com familiares quando a embarcação atracou em Itajaí no último domingo. De acordo com o boletim médico apresentado pela Pullmantur, no deque 11, Gabriel ultrapassou a cerca de segurança e ficou em pé sobre o teto panorâmico do restaurante para posar para uma foto. Foi neste momento que o estudante teria se desequilibrado e caído.

O rapaz despencou em queda livre até o deque 8, o que significa uma altura de aproximadamente cinco metros. De acordo com a mãe de Gabriel, Silvana de Moura, 47 anos, o piso estava molhado pela chuva, por isso ele acabou escorregando. À empresa, a família teria dito que o estudante havia bebido.

O acidente aconteceu por volta das 13h e imediatamente Gabriel foi socorrido e encaminhado ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí. O pai e a mãe dele desembarcaram do navio para acompanhar o tratamento do filho. O restante da família seguiu viagem. Até o fechamento desta edição, o jovem permanecia internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Marieta.

 

Bombeiros suspeitam de trote

Um chamado de emergência, por volta da 1h de ontem mobilizou equipes de buscas à procura dos ocupantes de uma lancha que teria naufragado entre as ilhas do Remédio e das Araras, em Balneário Barra do Sul. Mas a falta de evidências levou as equipes de resgate a suspenderem a procura e suspeitarem de um trote.

A pessoa que pedia socorro dizia estar com outras duas na lancha, que teria se chocado contra uma pedra. A lancha estaria afundando, mas os três teriam coletes salva-vidas. As buscas começaram por volta de 4h, quando os bombeiros de Balneário Barra do Sul conseguiram um barco pesqueiro – a corporação não conta com embarcação própria. Ao amanhecer, chegou reforço de um barco dos bombeiros de Araquari e de um helicóptero da PM da Capital.

Como não havia sinal da embarcação nem testemunhas do naufrágio, os bombeiros decidiram suspender as buscas. Conforme o comandante dos bombeiros de Araquari, Cláudio de Lima, a operação só seria retomada se houvesse confirmação.

– Não fomos procurados por ninguém que desse falta dos ocupantes.

De acordo com o comandante da Delegacia de Capitania dos Portos de São Francisco do Sul, Guilherme de Araújo, os supostos tripulantes ainda informaram o nome da embarcação que teria afundado:

– É embarcação que está em Curitiba. Confirmamos com o proprietário. Mas pode ser uma com o mesmo nome, mas sem registro.

O principal gasto foi com diesel e gasolina, cerca de 60 litros. Oito bombeiros de Barra do Sul e cinco de Araquari trabalharam na ação, e pelo menos 20 pessoas da Capitania dos Portos também estiveram envolvidas.

 

Caminhão tomba na SC-301

Um dos trechos mais perigosos da SC-301, na zona Norte de Joinville – o km 91 – voltou a registrar acidente na manhã de ontem. Um caminhão com placas de Campo Largo, região metropolitana de Curitiba, ficou sem controle na curva mais fechada da serra e tombou.

Apesar de ficar preso às ferragens, do veículo, o motorista passa bem. O caminhoneiro Osmar Coltro, 53 anos, trafegava pela Serra Dona Francisca em direção a Joinville, na manhã de ontem. Por volta das 8h, na altura do km 91, segundo ele relatou à Polícia Rodoviária Federal, perdeu o controle do caminhão, que transportava uma carga de amido de milho, e tombou. O acidente comprometeu bastante a cabine do veículo e Osmar ficou com as pernas presas às ferragens.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville atendeu à ocorrência e resgatou o caminhoneiro, que sofreu um trauma na perna esquerda. Ele foi levado para o Hospital Municipal São José e, segundo a assessoria de imprensa da unidade, estava em observação e o estado de saúde dele era considerado estável na noite de ontem.

 

Outros acidentes parecidos ocorreram no mesmo local

Outro caminhoneiro não teve a mesma sorte em abril deste ano. João Maria Borges da Rosa, 42 anos, morreu soterrado pela carga de soja que transportava ao despencar cerca de 40 metros no km 91.

Em setembro, foi a vez de um caminhão que transportava argila cair na ribanceira do trecho. O motorista não se feriu, e a esposa dele, Lurdes da Silva Vieira, 36 anos, ficou presa às ferragens e foi socorrida sem ferimentos graves.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Ponte Alta

 

Doações chegam à cidade

Em estado de calamidade pública e com prejuízos que chegam a R$ 30 milhões, a cidade de Ponte Alta, na Serra Catarinense, procura voltar à normalidade após o tornado que a destruiu no último domingo.

Doações de várias regiões do Estado estão chegando e são distribuídas à população. A central de distribuição de donativos montada pela prefeitura recebe gente a todo momento atrás de comida, leite, colchões, roupas, material de limpeza e também higiene pessoal.

Dos cinco mil moradores, pelo menos 90% foram afetados e precisam de ajuda. Levantamento feito pelas equipes da prefeitura, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil aponta que 38,5 mil folhas de fibrocimento que cobriam a 1,9 mil residências atingidas foram destruídas e precisam ser substituídas.

 

Militares de Lages ajudarão na distribuição dos itens

Ontem, chegaram oito mil unidades e, para hoje, são esperadas mais quatro mil. A preferência é por folhas de 5 milímetros, as mais resistentes. Assim, a prioridade por este tipo de material para cobrir as casas que ainda estão só com lona.

Para auxiliar na distribuição, especialmente dos bairros Despraiado, Nossa Senhora Aparecida e Vila Nova, os mais castigados, 15 militares do 10º Batalhão de Engenharia de Construção do Exército, de Lages, serão deslocados a Ponte Alta.

Paralelamente, engenheiros da Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures) e do governo do Estado fazem a análise técnica de cada imóvel atingido para atestar a possibilidade de reforma ou a necessidade de demolição por segurança.

Serviços essenciais como água, energia e comunicação já estão praticamente normalizados em toda a cidade. O trabalho agora é amenizar o sofrimento das famílias afetadas.

 

Prefeitura está em busca de recursos

Além de distribuir coberturas (telhas) para as centenas de casas que foram destelhadas e os mantimentos básicos para a sobrevivência das diversas famílias atingidas, as autoridades correm para concluir toda a burocracia necessária e enviar, ainda esta semana a Brasília, os documentos para justificar o estado de calamidade pública na cidade de Ponte Alta.

Este decreto está sendo solicitado porque o município está sem os serviços vitais e não consegue funcionar sem ajuda externa.

 

Decreto permitirá busca por recursos públicos

O decreto de calamidade pública, explica o gerente de Operações e Assistência da Secretaria de Estado da Defesa Civil, capitão Fabiano de Souza, permite à prefeitura contratar diversos serviços e comprar produtos sem a necessidade de fazer licitação e ainda garante recursos estaduais e federais.

Também possibilita às pessoas atingidas o resgate integral do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e às empresas a isenção de impostos, situações vetadas nos casos de situação de emergência.

A última vez que SC registrou calamidade pública foi em setembro do ano passado, quando 11 municípios do Vale do Itajaí fizeram o decreto pela enchente que devastou a região.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Segurança

Assunto: Crimes e ocorrências

 

Dupla armada rende e assalta pai e filha

Dois homens armados invadiram uma casa, na manhã de ontem, em Luzerna, no Meio-Oeste. Pai e filha foram feitos reféns durante o assalto, mas estão bem. O homem, de 55 anos, e a adolescente, de 15, foram rendidos e amarrados durante a ação dos bandidos, que durou cerca de meia hora. Assim que conseguiu se soltar, o pai acionou a polícia. Os ladrões roubaram R$ 700 e um netbook que estavam na casa. A dupla fugiu com o carro das vítimas, que foi abandonado momentos depois no interior do município. Até o fechamento desta edição, nenhum suspeito havia sido preso.

 

 

Traficante pega 15 anos de prisão

Damacir Cândido, que a polícia afirma ser o líder da facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC) no Norte da Ilha, foi condenado a mais de 15 anos de prisão em regime fechado, mais pagamento de multa. Ele está preso desde a Operação Matuto, deflagrada em novembro de 2011. A polícia afirma que ele continua comandando o tráfico da cadeia.

Damacir foi condenado por tráfico de drogas, associação ao tráfico e coação de testemunhas durante o processo. A sentença saiu na segunda-feira. A pena é de 15 anos, seis meses e 15 dias de prisão, mais 1.774 dias-multa. O valor de cada dia é 1/30 do salário mínimo da época.

A polícia diz que Damacir é extremamente perigoso e articulado no PGC. Ele é tio de Clovis Cândido, o Cabelo, narcotraficante preso no Paraguai em 2011, e tio de Ivonei Cândido, suspeito de comandar a onda de ataques a ônibus e bases da PM no Norte da Ilha no mês passado.

Karine do Amaral de Souza, apontada pela polícia como companheira de Damacir, foi condenada a um ano de prisão em regime aberto mais pagamento de 10 dias-multa. Ela estaria ameaçando e coagindo testemunhas a não depor contra o traficante.

As condenações são resultado de investigações iniciadas em maio de 2011 pelo delegado Antônio Seixas Joca e equipe, na época titular da 8a DP. No fim do inquérito, 14 traficantes foram indiciados. Destes, 10 foram condenados, entre eles Damacir. As provas são testemunhais, documentais e interceptações telefônicas.

Damacir foi preso em 29 de novembro de 2011, na Favela do Siri, numa operação da 8a DP apoiada por mais de cem policiais civis.

– A condenação é boa e mostra a importância da investigação. Comprovamos todas as atividades criminosas da quadrilha – disse Joca.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria:  Segurança

Assunto: Suspeitos são flagrados com prensa para ecstasy

 

 

Suspeitos são flagrados com prensa para ecstasy

Objetivo dos quatro presos seria produzir comprimidos em larga escala para vender em festas

A Polícia Civil deteve, na manhã de ontem, quatro rapazes suspeitos de tráfico de entorpecentes em Florianópolis, Itajaí e Camboriú. O que chamou a atenção da polícia, além das drogas e do dinheiro apreendidos, foi um aparelho de prensa. Com o equipamento, feito em ferro fundido, a quadrilha pretendia produzir comprimidos de ecstasy em larga escala para venda, principalmente em festas de música eletrônica, segundo a investigação da Polícia Civil.

O grupo ainda não estava produzindo ecstasy, mas já fazia testes de fórmulas para tentar chegar a um produto final.

– Desarticulamos a quadrilha antes que chegasse à fórmula. A intenção deles era diminuir os custos do negócio – afirmou o titular da 8a Delegacia de Polícia Civil de Florianópolis, no Bairro Ingleses, delegado Leonardo Silva.

O grupo foi preso em flagrante ontem, entre 6h e 8h, em casas nos bairros Santinho, Ingleses e no Morro da Caixa, na Capital, além de uma borracharia no Bairro Barreiros, em São José, onde estava a prensa.

Segundo a polícia, para tentar produzir os comprimidos, as substâncias químicas eram depositadas em uma base metálica. A prensa transformava a composição em comprimido.

– Foi a primeira vez que apreendemos um objeto deste tipo no Estado – revelou o delegado.

Com eles, foram apreendidos 84 papéis de LSD, uma pequena quantidade de maconha, a prensa, duas TVs de LCD, um notebook e R$ 6.203, além de US$ 31.

O grupo tinha forte atuação no Litoral Catarinense na revenda de drogas. De acordo com a polícia, Juliano Almir Jaques, 23 anos, seria o líder e responsável por abastecer o mercado do Norte da Ilha. Daniel Roberto Keivel Schambach, 24, faria as vendas; Fernando Pedro Luiz, 20, intermediaria a compra; e Roger Nunes Correa, 21, estaria recolhendo as substâncias e montando o laboratório para a fabricação das drogas. De acordo com a polícia, todos negam as acusações.

Dos quatro, apenas Fernando tinha passagem pela polícia – duas por tráfico de drogas e uma por porte de arma calibre 38. O grupo foi encaminhado para a central de triagem do Estreito, em Florianópolis, e responderá por tráfico, associação ao tráfico e posse de apetrechos para fabricação de entorpecentes.

A operação foi apelidada de Laba Cedo, em referência a um código utilizado na comunicação da quadrilha.

 

 

Aconteceu na ALESC

 

Presos vão trabalhar nas margens das estradas estaduais

Presos vão trabalhar na limpeza das estradas estaduais. Essa é a ideia do programa que será lançado amanhã pelo governo do Estado. Se trata de uma cooperação entre as Secretarias da Infraestrutura e de Justiça e Cidadania.

 

Confira o texto da encaminhado pela assessoria do governo.

O governador Raimundo Colombo e os secretários Valdir Cobalchini (Infraestrutura) e Ada De Luca (Justiça e Cidadania) assinarão, nesta quarta-feira, 5, o termo de cooperação técnica para dar início ao programa Caminhos da Cidadania.

Desenvolvido pelas secretarias de Infraestrutura e de Justiça e Cidadania, o programa é uma oportunidade de trabalho e ressocialização de reeducandos das penitenciárias de Santa Catarina por meio da execução de trabalhos de conservação, manutenção, recuperação e pavimentação de rodovias estaduais.

O ato será às 14h, no Centro Integrado de Cultura – CIC, em Florianópolis.

O Caminhos da Cidadania tem a participação das secretarias regionais, superintendências regionais do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) e direção dos presídios. Inicialmente, o programa deverá ter 40 presos do regime semi-aberto e já em final do cumprimento de pena trabalhando na limpeza de canaletas e roçadas das rodovias estaduais.

De acordo com o secretário Valdir Cobalchini, o programa une a necessidade de limpeza nas rodovias com o trabalho de reabilitação dos presos. “Os detentos, além da redução da pena, conforme prevê o Código Penal, também serão remunerados com um salário mínimo mensal. Sendo que 75% do dinheiro fica para o detento e 25% para o fundo penitenciário”, explica Cobalchini.

Além da remuneração, o programa beneficia o preso com a redução da pena de um dia para cada três dias trabalhados. A secretária Ada de Luca destaca que os programas de reabilitação são prioridade da pasta. “Nosso trabalho está sempre voltado para a ressocialização do reeducando.”

 

Elogios à Polícia Militar

O deputado Kennedy Nunes (PSD) vai apresentar moção parabenizando a Polícia Militar de Santa Catarina pela atuação na prevenção e no combate aos ataques ocorridos às forças de segurança e a ônibus, entre os dias 12 e 18 de novembro, em 17 cidades catarinenses. Ele elogiou o papel desempenhado pela corporação.

“A PM mostrou-se confiável nas crises, garantindo que o cidadão seja prontamente atendido em situações em que reinar o caos social. Ofereceu respostas rápidas e eficazes e mostrou que está preparada”, disse.

O discurso de Kennedy foi elogiado pelo deputado Sargento Amauri Soares (PDT) que revelou a iniciativa de muitos policiais da reserva em se reapresentarem aos quartéis para auxiliar a PM a conter os ataques.

SJSC instala Comissão Nacional da Verdade, Memória e Justiça

Com o objetivo de reconhecer e exaltar a memória daqueles que lutaram contra a ditadura militar e contribuir no processo do estabelecimento da verdade e da justiça, o Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (SJSC) instalará, na noite desta quarta (05), a Comissão da Verdade, Memória e Justiça no estado. O evento será realizado na Assembleia Legislativa, a partir das 19h, e faz parte de um movimento encabeçado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) em todo país.

Em entrevista concedida na sala de imprensa do Parlamento, o coordenador do projeto de Direito à Memória e à Verdade da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Gilney Viana, ressaltou a importância de movimentos organizados, como sindicatos e associações, e de toda sociedade nesta causa. “Precisamos contar com o apoio da sociedade no direito à memória, à verdade e à justiça. Temos que tirar do esquecimento as pessoas que lutaram contra a ditadura militar e conhecer a verdade histórica. E a partir destas verdades estabelecer a justiça”, afirmou Viana. Segundo ele, há um grande movimento em todo país de vários segmentos no resgate de informações históricas sobre este período de 1946 e 1988, que foi marcado no Brasil com uma sequência de casos de violação dos direitos humanos. “Vamos reunir todos os casos num único documento que deve ser apresentado à sociedade, em 2014, pela Comissão Nacional da Verdade”, completa Viana.

Dados da Comissão Nacional da Verdade apontam 70 mil processos na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça. Destes, pelo menos 60 mil já foram julgados. Porém, não há uma organização e classificação dos processos, o que dificulta uma análise mais profunda. Para Viana, dados como os do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina vão contribuir neste processo de sistematização dos crimes.

Contribuição do SJSC

A Fenaj está incentivando a criação da comissão em todos os 31 sindicatos. Vários sindicatos de jornalistas já instituíram sua comissão, exemplo de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Os resultados dos levantamentos nos estados serão encaminhados à Comissão Nacional Memória, Verdade e Justiça dos Jornalistas, lançada pela Fenaj no início de novembro.

“Queremos conhecer e exaltar a memória de muitos jornalistas que lutaram contra a ditadura, reconhecendo que através deles hoje podemos dizer o que pensamos, garantindo a democracia”, destaca o presidente do SJSC, Valmor Fritsche. Um dos casos mais famosos do estado foi o assassinato do jornalista Rui Osvaldo Aguiar Pftzenreuter.

A comissão catarinense será composta pelos jornalistas Celso Martins, Leonel Camasão, Paulo Lehmkuhl, Elaine Borges e pelo advogado Prudente José Silveira Mello, assessor jurídico do SJSC.

Projeto Malharia Social é apresentado à Comissão de Segurança Pública

O projeto “Malharia Social”, destinado à ressocialização de mulheres detentas, por meio do trabalho em costura e modelagem, foi apresentado aos membros da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira (5). A previsão é que o projeto esteja funcionando a partir de janeiro no Complexo Penitenciário da Capital. A rapidez na implementação do projeto é garantida pelo convênio firmado em 27 de agosto entre Secretaria da Justiça e Cidadania, Malharia Social e Udesc.

De acordo com o idealizador e coordenador do “Malharia Social”, professor Felipe Rodrigues, as presidiárias contarão com 16 máquinas de costura novas, doadas por empresas, e assistência técnica fornecida por universidades parceiras do projeto. O objetivo da ação é promover a ressocialização das internas, diminuindo também a taxa de reincidência em crimes.

“Tem muita gente nos presídios que quer mudar de vida. Nossa intenção é dar uma chance a estas pessoas. Temos certeza absoluta que dará certo”, disse.

Mais de 1,7 mil mulheres estão presas

Atualmente, o estado conta com quase 17 mil detentos, sendo 10% do sexo feminino. Para o juiz Alexandre Takashima, corregedor das Varas de Execuções Penais do Tribunal de Justiça, as parcerias são bem-vindas e podem contribuir para o aprimoramento do sistema prisional.

“Não queremos um sistema prisional isolado. O envolvimento de empresas e da sociedade em geral é uma boa notícia e um exemplo a ser difundido”, disse o magistrado.

Incentivador do projeto, o deputado Gilmar Knaesel (PSDB), presidente da comissão, acrescentou que, com o fechamento das parcerias e a chegada das máquinas, as atividades devem começar assim que as detentas forem liberadas oficialmente para trabalhar. “A expectativa é que isso já se inicie em janeiro”, disse.

Participaram também da reunião os deputados Maurício Eskudlark (PSD) e Sargento Amauri Soares (PDT) e representantes das empresas e universidades associadas ao projeto. (Alexandre Back)