Área do associado

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Clipping do dia 29 de junho

29.6.2011
CLIPPING
29 Junho 2011
 
MÍDIAS DE SANTA CATARINA
 
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Visor
Assuntos: Secretária Ada de Luca
                   Fuga na penitenciária
 
ADA ESTÁ PELA BOLA SETE
A crise no sistema prisional foi o assunto durante o voo de uma hora e cinco minutos entre Florianópolis e São Miguel do Oeste, ontem, no avião do governo do Estado. Acompanharam Colombo a bordo os secretários Cobalchini (Infraestrura), Marco Tebaldi (Educação), Dalmo de Oliveira (Saúde) e Mello (Planejamento).
Ao ler a a nota da abertura do Visor (reprodução acima), Raimundo Colombo teria comentado:
– Esta é a frase do dia (Ada deveria pedir pra sair), apontando para o título da coluna. O governador não escondeu seu descontentamento com a situação. Tem certeza de que, não fosse a sucessão de erros dela, o estrago da fuga em massa talvez fosse menor.
Colombo não engoliu foi o fato dela ficar 24 horas fora do ar, enquanto a crise alcançava seu auge. A própria Casa Militar tentou localizá-la por várias vezes até a madrugada de domingo, mas sem sucesso. Na entrevista coletiva de segunda, o claro desconhecimento sobre a estrutura do sistema prisional, com respostas evasivas, foi visto como mais um tiro no pé.
 
O governador também não aceitou a divulgação de que o diretor da Penitenciária Joaquim Valmor de Oliveira teria pedido desligamento do cargo, já que a ordem para a exoneração foi do próprio Centro Administrativo. Um interlocutor próximo ao governador garante que, diante de tantas trapalhadas, ela já é carta fora do baralho.
Mas ainda falta convencer o PMDB.
 
A PROPÓSITO?
Qual a opinião do deputado federal Ronaldo Benedet, ex-secretário da Segurança Pública, Justiça e Cidadania sobre a atual crise no sistema prisional?
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Greve no magistério
 
Governo deve fazer outra proposta hoje
Nova reunião foi marcada após encontro realizado ontem entre o sindicato e a Secretaria de Educação
O governo deve apresentar uma nova proposta, hoje, aos professores, em uma reunião marcada para o começo da tarde. A decisão foi tomada, ontem, após um encontro entre o secretário-adjunto de Educação, Eduardo Deschamps e representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte), no Centro Administrativo.
Deschamps irá apresentar ao governador Raimundo Colombo e ao grupo gestor o que foi falado na reunião de ontem, para tentar avançar em alguns pontos.
– Vamos ver se conseguimos resolver este impasse e que as aulas retomem o mais rápido possível. Os deputados querem que o projeto de lei complementar seja encaminhado para a Assembleia Legislativa ainda nesta semana – explicou o secretário.
O Sinte sugeriu que parte da tabela salarial dos docentes seja recomposta até abril de 2012, mantendo os valores percentuais da regência de classe – uma gratificação sobre o salário-base e que foram reduzidos na última alternativa apresentada pelo governo. A expectativa é que, na proposta que deve ser discutida hoje, os valores da regência voltem a ser de 25% e 40% sobre o salário-base.
As negociações foram retomadas depois que os deputados decidiram, na segunda-feira, não aceitar a medida provisória, encaminhada para Assembleia pelo governo na última semana. O presidente da casa, Gelson Merisio, acredita que a greve, que completou hoje 43 dias, termine ainda esta semana. Na tarde de ontem, os docentes fizeram um “panelaço” no Centro de Florianópolis. Eles ficaram concentrados em frente à Catedral Metropolitana e depois caminharam até a Secretaria de Estado da Educação (SED). Vieram professores de cidades como Criciúma, Tubarão, Laguna, Itajaí, Lages, além de Florianópolis e região. Como ontem foi dia de pagamento, o protesto ocorreu com o objetivo de lembrar o desconto feito nos salários pelos dias parados.
– Viemos mostrar que, com esse salário, nossas panelas estão vazias – afirmou a coordenadora do Sinte de Florianópolis, Rosane de Souza.
Cerca de 60 professores, de várias cidades do Estado, deverão ficar acampados em frente ao prédio da SED pelo menos até amanhã. O acampamento é uma maneira de pressionar o governo, para que ele apresente uma nova proposta. Na última semana, docentes da região de Itajaí ficaram acampados em frente à Assembleia Legislativa.
 
À espera da Justiça
A decisão da Justiça sobre o pedido realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) para os professores não terem desconto dos dias parados devido à greve deve ser anunciado até as 14h de hoje.
Os advogados do sindicato entraram com uma ação na 3a Vara da Fazenda Pública da Capital, na última quarta-feira, pedindo para que não houvesse o abatimento dos salários em razão dos dias paralisados e também pela legalidade da greve.
Neste mesmo dia, o governo retirou da Justiça o pedido de ilegalidade do movimento e afirmou que uma folha suplementar poderia ser rodada, repondo os descontos, caso os professores voltassem às aulas no começo desta semana. Por causa dessas medidas, o juiz Hélio do Valle Pereira adiou o julgamento.
Ontem, no protesto no Centro da Capital, foi sugerido que os professores registrassem um boletim de ocorrência contra o governo, por causa dos descontos pelos dias parados, a exemplo do que fez a professora Luciane Ventura, 39 anos. Para ela, o desconto foi abusivo e ilegal porque a greve é um direito assegurado. Ela recebeu R$ 931,19 no último contracheque. No mês anterior, o salário foi de R$ 1.723.
– Além dos descontos pelos dias parados, ainda tenho que olhar no contracheque e ver que o valor da regência de classe foi reduzido – protestou Luciane, que é professora da rede estadual desde 1995.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Gerais
 
Reforma estava irregular
Obra onde uma pessoa morreu após um desabamento não tinha licença nem responsável técnico
A Defesa Civil de Florianópolis concluiu na tarde de ontem o laudo sobre o desabamento do prédio no Bairro Estreito, em Florianópolis, que resultou na morte de um trabalhador na última sexta-feira. O documento aponta que a reforma estava irregular e será entregue hoje à 3ª Delegacia de Polícia da Capital, responsável pelo inquérito. O relatório também recomenda a demolição do antigo edifício.
Conforme o coordenador da Defesa Civil, Luiz Eduardo Machado, a obra não tinha a licença obrigatória expedida pela prefeitura e nem a anotação de responsabilidade técnica (ART), assinada por um engenheiro registrado no Conselho de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea). A informação foi confirmada pelo órgão de classe, que acrescentou que a empresa Catalusa Construções também não conta com registro no conselho, dessa forma não poderia atuar no ramo.
– Foi um absurdo essa obra. Cometeram erros de remoção de pilar, de coluna, não tomaram precauções com relação à segurança. O prédio está completamente comprometido – afirmou Machado.
Tanto o edifício – localizado na esquina das ruas General Liberato Bittencourt e Araci Vaz Callado – como a oficina foram interditados pela Defesa Civil, pois uma das paredes da construção ainda corre o risco de cair.
O desabamento resultou na morte de Willian Antunes da Silva, de 25 anos, e na fratura do fêmur de Luiz Carlos Claudino, 40 anos, ambos funcionários da obra.
O delegado Pedro Fernandes disse que até o final desta semana deve começar a ouvir as testemunhas do acidentes, além da concessionária Fratello Motors, contratante da obra, e a empreiteira. Tanto a revendedora de veículos quanto a Catalusa não assumem a responsabilidade do acidente.
A Fratello informou que contratou a empresa para executar a reforma, e que ela é a responsável pela obra. Já o dono da Catalusa, Alexandre Savi, afirmou que foi contratado para fornecer apenas mão-de-obra para a reforma, e não o gerenciamento. Para o gerente-técnico do IGP, José Augusto Koerich, ambos devem acabar sendo autuados como corresponsáveis, pois, aparentemente, os dois lados foram negligentes com as exigências legais.
 
 
Criança morre em incêndio em Jaraguá
Uma criança de quatro anos morreu, ontem, em um incêndio em Jaraguá do Sul. Davi Padilha da Rosa dormia sozinho na casa, enquanto os pais estavam no trabalho. A tia da criança, uma adolescente de 14 anos, que mora na casa com a família, tentou resgatar o sobrinho com a ajuda de uma vizinha. A tia estava no lado de fora, quando percebeu a fumaça. Em menos de 20 minutos toda a residência foi destruída. Um laudo pericial deve ficar pronto em 30 dias. Um inquérito policial foi instaurado.
 
Pescadores são resgatados em SC
Foram resgatados na costa catarinense, segunda-feira, seis pescadores que estavam desaparecidos há mais de 20 dias. O grupo foi encontrado a cerca de 180 quilômetros da costa, na altura de Itajaí, e passa bem.
Eles saíram de Itapemirim, no Espírito Santo, no dia 16 de maio. No dia 6 de junho foram vistos no litoral do Rio de Janeiro. Um navio mercante fez o resgate dos pescadores e os levou até o Rio de Janeiro. Eles chegaram, por volta das 14h, na Baía de Guanabara, ontem.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assuntos: Fuga na penitenciária
                 Nova penitenciária
                  Governo
                  Ada de Luca
 
 
 
É fácil
No caso da fuga da penitenciária de Florianópolis, é evidente a má vontade das autoridades em torná-la segura. Por mais velha que seja a prisão, é muito fácil deixá-la inexpugnável para fugas salvo se for pela porta da frente, por corrupção. Basta construir duas cercas de tela rígida, distante três metros uma da outra, colocar arame farpado e, entre as duas, deixar alguns cães circulando soltos, como existe em várias prisões de alta segurança. Coisa que se faz com pouco dinheiro.
No caso das fugas, provavelmente acontece o mesmo que num time de futebol. Quando o time quer derrubar o técnico, basta fazer corpo mole. No caso da segurança pública, quando o pessoal faz corpo mole, geralmente é para desgastar e derrubar alguns dos chefões da área. Nada acontece por acaso.
 
 
Rota de fuga
Moradores do Morro da Cruz informam que tem uma rua nos fundos da penitenciária que dá direto no Morro do Horácio. A turma “querem” saber se há previsão de asfaltá-la, para que, nas próximas fugas, os presos possam fugir mais confortavelmente – de carro, moto ou de mountain bike.
 
 
Vista panorâmica
A decisão do governador Raimundo Colombo, de instalar a nova penitenciária em Paulo Lopes, vai dar o que falar. Em Rio do Sul, aconteceu algo semelhante. O presídio ficava no Centro da cidade, a 50 metros da prefeitura. Para construir outro, foi comprado um terreno em área nobríssima do interior do município, com vista panorâmica e acesso facilitado, desde que fosse asfaltado. Todo mundo protestou na cidade, alegando que lá poderia ser erguido, por exemplo, um hotel-fazenda com bela vista para a cidade. O choro não adiantou. Está lá a penitenciária. E a vista panorâmica, também. Para os presos.
 
Dureza
O atual governo mal começou e já enfrenta um sério desgaste por conta das bombas deixadas pelas administrações anteriores em áreas nevrálgicas como a educação, saúde e segurança.
E o pior é que não dá para culpar quem deixou a bucha porque é tudo aliado.
 
Explica, mas…
Explicado mais ou menos por que a secretária Ada de Luca demorou tanto para se manifestar sobre a fuga de detentos. Ela estava sem assessor de imprensa.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Informe Político
Assuntos:  Depen doará três veículos-cela para o Estado
                    Fuga na penitenciária
 
À prova de fuga
Em meio a tantas versões e polêmicas, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, informou a doação de três veículos-cela para o Estado.
Os veículos, um investimento de R$ 300 mil, são do tipo furgão e podem transportar oito presos. Um sistema de câmeras transmite as imagens dos presos para a cabine.
 
 
Grades
A fuga da central de triagem da Penitenciária de Florianópolis rende centenas de comentários e deixa várias interrogações.
Em plenário, o deputado Sargento Amauri Soares (PDT) questionou o funcionamento do sistema na Agronômica, que deveria ter sido desativado, alerta o parlamentar, com a construção da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Política
Assuntos: Convenções mobilizam o PSD em SC
 
 
Convenções mobilizam o PSD em SC
Previsão é de que, nesta semana, 52 municípios tornem-se aptos a formar diretórios no Estado
As convenções municipais para a criação do PSD começaram em Santa Catarina. Até ontem, 21 cidades – entre elas Xaxim, Taió e Salete – estavam habilitadas a fazer a reunião que formaliza os diretórios municipais definitivos.
A previsão é de que, ainda nesta semana, cidades como Florianópolis, Blumenau e Lages finalizem a tramitação, totalizando 52 municípios aptos para as convenções.
Além da arrecadação de 3,9 mil assinaturas de apoio ao partido no Estado, pelo menos 15 localidades devem consolidar os diretórios para que seja realizada a convenção estadual, prevista para o próximo dia 9.
– Estamos cumprindo o cronograma. Ninguém imaginava que surgiríamos com essa força – destaca o presidente da comissão provisória no Estado, Nelson Serpa.
Ontem, a bancada catarinense almoçou com o criador do PSD, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. Segundo o deputado Gelson Merisio, Kassab confirmou presença na convenção do partido no Estado.
O advogado do PSD nacional, Admar Gonzaga, diz que a expectativa é consolidar a sigla, encaminhando documentação de 20 diretórios estaduais ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em agosto. São necessárias 490 mil assinaturas em todo o país.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Política
Assuntos: Na Justiça para manter vencimentos
 
Na Justiça para manter vencimentos
A esperada reação ao corte dos supersalários da Assembleia já começou. Na semana passada, dois servidores aposentados que recebiam mais do que o teto de R$ 20.042 mil mensais acionaram a Justiça para voltar os valores cortados na folha de pagamento de junho.
Diante da polêmica iniciada pelo vazamento da lista dos 63 servidores, ativos e inativos, que receberiam salários de R$ 22 mil a R$ 36 mil, o presidente da Assembleia, Gelson Merisio (DEM/PSD), determinou os cortes na folha.
A exceção seriam os cargos vinculados à Procuradoria da Assembleia, que teriam direito ao teto do Judiciário, de R$ 24,1 mil. Estão dentro dessa exceção os dois procuradores aposentados que entraram com mandados de segurança no Tribunal de Justiça contra a redução dos salários. O primeiro, no dia 20 de junho, foi Luiz Henrique Belloni Faria. O advogado dele, João Arioli Mussi, não foi localizado para comentar quais argumentos utilizou para pedir a volta do supersalário.
O segundo mandado de segurança foi apresentado dia 22 de junho pelo ex-procurador Augusto José Alvetti. No pedido, Alvetti questiona aspectos formais da decisão, como o fato de ter sido assinada apenas por Merisio e não por todos os membros da mesa diretora e não ter sido apresentada como resolução. Alega que o prazo para questionamento do pagamento acima do teto teria expirado e diz que os salários não podem ser reduzidos por serem “direito adquirido”.
Para cada mandado, foi sorteado um desembargador diferente. Ambos deram 10 dias de prazo para a Assembleia explicar os motivos dos cortes nos salários antes de tomarem uma decisão. Os dois mandados de segurança devem ser apenas os primeiros. Na época em que determinou o corte nos salários, o próprio Merisio admitiu que a medida acabaria sendo contestada judicialmente.
– Questionamentos judiciais vão acontecer, mas pelo menos vamos ter uma decisão clara – afirmou.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Fuga na penitenciária
 
Muro já deveria existir
Promessa é de que as obras para separar complexo da comunidade comecem até a semana que vem
– A construção do muro deve começar esta semana, no mais tardar, até a semana que vem. A promessa é do diretor de Planejamento da Secretaria de Justiça e Cidadania, Roberto Garcia, sobre o muro que deverá ser construído entre o Complexo Prisional de Florianópolis, no Bairro Trindade, e a comunidade do Morro do Horácio.
Ontem, técnicos estiveram no local para tirar as medidas. A obra é considerada emergencial e, por isso, não passará pelo processo de licitação. No domingo, aconteceu a fuga de 78 detentos.
Às 14h de ontem, o novo diretor da penitenciária e da central de triagem, Leandro Antonio Soares, assumiu a gerência. Soares disse que o muro era uma iniciativa ainda da gestão anterior, do diretor Joaquim Valmor de Oliveira, e “não da noite pro dia”. O novo gestor reconheceu que a agilidade para a construção veio após a fuga de domingo.
O interior da central de triagem continua nas mesmas condições após a fuga em massa. São quatro agentes penitenciários para a área que, antes dos presos saírem, abrigava 206 pessoas.
– Assumi a diretoria há poucas horas. Ainda estou revendo as escalas – finalizou Soares.
Uma equipe de reportagem da RBS TV flagrou a situação nos fundos do complexo ao percorrer a trilha usada pelos presos até o Morro do Horácio. No caminho havia dezenas de roupas com numeração carcerária e nenhuma barreira que dificultasse a fuga.
Alguns presos que escaparam já saíram dos limites de Florianópolis. Dois foram encontrados em Palhoça no fim da noite de segunda-feira. Ronaldo da Silva e Itamar Moreira Branco foram pegos pela Polícia Militar. A PM localizou os dois por volta das 20h. Eles passaram a noite na delegacia de Palhoça. Ontem, eles foram encaminhados de volta para a central de triagem.
Com essas prisões, dos 78 presos que escaparam domingo, 22 foram recapturados e um morreu assassinado.
Uma equipe do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) esteve na central de triagem segunda-feira para analisar de perto o local e conversar com os presos recapturados. Para a juíza Soraya Brasileiro Teixeira o episódio receberá destaque no relatório do 1º Mutirão Carcerário do CNJ, em Santa Catarina.
– A fuga confirmou o que a gente estava esperando – disse, relembrando uma vistoria ocorrida no dia 15.
A equipe está em SC desde o início do mês e fica até 13 de julho. O relatório final ainda será concluído, mas a juíza já adiantou as impressões sobre a central de triagem.
– Existe uma fragilidade exagerada. Estivemos lá e constatamos muitas falhas de segurança. Pontos cegos, falta de espaço específico para receber visitas e advogados. Percebemos que a segurança estava sendo negligenciada – criticou Soraya.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Caso Andressa
 
 
Polícia tem nova versão e novos suspeitos do crime
Menina teria sido levada a um sítio, onde dois homens a teriam estuprado e assassinado, segundo investigadores da Capital
Em 15 dias que ficaram no Meio-Oeste, policiais civis da Delegacia de Homicídios da Capital chegaram a uma nova versão para a morte da menina Andressa Holz, de 12 anos. Os suspeitos do crime são dois homens que trabalharam em uma propriedade vizinha à da família. Eles teriam tentado atacar uma amiga da adolescente dois dias antes do desaparecimento de Andressa.
Os investigadores chegaram a essa conclusão a partir de depoimentos de moradores da Linha Leãozinho, a estrada em Luzerna onde Andressa foi encontrada morta, no ano passado. O que chama a atenção é que essa versão afasta definitivamente a suspeita sobre o pai da garota, Otávio Holz, que vinha sendo levantada pela Polícia Civil da região de Joaçaba.
Outro detalhe ainda a ser explicado melhor é que um dos suspeitos da Homicídios chegou a ser investigado pelos policiais locais, mas a sua suposta participação no crime foi rapidamente descartada.
Os dois suspeitos são pedreiros e, na época do sumiço de Andressa, trabalhavam no sítio de um ex-vereador e funcionário da prefeitura de Joaçaba. Os policiais de Florianópolis descobriram que o dono da propriedade soube da tentativa de ataque contra a amiga de Andressa por seus funcionários. Ele teria procurado a família da vítima e pedido para que não denunciasse nada à polícia. O DC apurou que ele teria amizade com policiais locais de Joaçaba.
Sem terem sido denunciados ou presos, os dois funcionários do sítio teriam então decidido atacar Andressa, que passava diariamente pela estrada para ir à escola. Andressa teria sido levada para um local afastado da propriedade, violentada e morta. Depois, os dois teriam desovado o corpo num matagal a cerca de um quilômetro dali.
 
Um já está preso por tráfico de drogas
Os dois suspeitos foram interrogados pela equipe da Homicídios, mas negaram o assassinato da menina. Um deles está detido no Presídio de Joaçaba por tráfico de drogas e é de Herval d’Oeste, cidade vizinha a Joaçaba.
No depoimento, um atribuiu ao outro a autoria, mas sem citar nomes à polícia, apenas referindo-se como colegas de trabalho. A polícia descobriu que o homem preso tem perfil de violência contra familiares e que tentou abusar sexualmente de uma filha depois que descobriu que não era o seu pai legítimo.
Os policiais da Delegacia de Homicídios recomendaram aos policiais de Joaçaba que sejam pedidas as prisões dos dois suspeitos à Justiça. Os policiais de Florianópolis não podem atuar no inquérito por uma questão de jurisdição. Legalmente, o delegado responsável pelo inquérito (de Joaçaba) é quem pode fazer os pedidos. Essa situação seria outra se a delegacia de Homicídios fosse um departamento ou se uma diretoria estadual como a Deic tivesse sido designada para comandar as investigações.
 
Homens são ex-funcionários
Procurado pelo DC, o dono do sítio perto de onde mora a família Holz, Valdir de Souza, confirmou que um funcionário da propriedade teria assediado uma adolescente moradora da comunidade de Linha Leãozinho, em Luzerna. Ele não soube dizer se o ataque ocorreu antes ou depois do sumiço de Andressa. Comentou apenas que o funcionário que teria praticado o assédio não é nenhum dos dois homens que estariam sendo tratados como suspeitos pela polícia.
A versão de Souza é que se trataria de um adolescente que trabalhou como servente de pedreiro no sítio e que o demitiu um dia depois que a mãe da suposta vítima reclamou do fato. O dono nega que tenha pedido para abafar o caso.
Ele trabalha como coordenador de serviços públicos na prefeitura de Joaçaba, é dono da propriedade há cinco anos e mudou-se para o local em dezembro do ano passado. O lugar fica a 500 metros da casa da família Holz. A família da menina que teria sido assediada antes de Andressa não quis comentar o caso ontem.
O delegado regional de Joaçaba, Ademir Tadeu de Oliveira, que comandou os trabalhos de investigação durante mais de um ano e não avançou, não quis atender a imprensa na tarde de ontem. Por sua secretária, disse que estava bastante atarefado com o inquérito sobre o assassinato de Andressa e que não poderia ser interrompido.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Lavagem de dinheiro e tráfico em Joinville
 
Lavagem de dinheiro e tráfico pilotados a partir de Joinville
Esquema envolvia fazendas no MT, cocaína da Bolívia e distribuição para sete estados brasileiros por caminhões madeireiros
As principais ações da Operação Catimbó, da Polícia Federal (PF) – que investiga a lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas em sete estados brasileiros –, tiveram um desfecho ontem, com o primeiro balanço de uma investigação que durou cerca de um ano. Os policiais federais encerraram o cumprimento de 11 mandados de prisão com uma certeza: o esquema de tráfico e lavagem era controlado por dois joinvilenses e ainda contava com a participação de um negócio de fachada em Joinville: uma escolinha de futebol.
Os homens apontados pela PF como os mentores de todo o esquema são Lourival Pires Ribeiro, o “Juca Pires”, e seu filho Robson Pires Ribeiro. Eles foram presos no sábado, em Curitiba (PR), mas moravam e tinham negócios em Joinville.
 
– O Lourival era o grande responsável pela logística do esquema. Ele controlava fazendas no interior do Mato Grosso, por onde a droga chegava em aviões vindos da Bolívia. Depois, com o apoio do filho, organizava a distribuição para outros estados – afirma o delegado federal Wagner Mesquita de Oliveira.
O delegado também negou qualquer envolvimento do Joinville Esporte Clube (JEC) no esquema desvendado pela Operação Catimbó. Na segunda-feira, o clube negou ter feito negócios que envolvessem dinheiro com Jideon Pereira Santos, apontado como dono da escola de futebol usada como fachada.
Conforme o delegado, Lourival já havia sido condenado por tráfico de drogas após outra operação da Polícia Federal, em 1994. Ele chegou a ser citado durante a Comissão Par­­lamentar de Inquérito (CPI) do Nar­­cotráfico, em 2000.
Em buscas nas fazendas de Lourival no MT, foram encontrados cerca de 160 quilos de cocaína enterrada, além de pistas clandestinas para aviões. A polícia apreendeu outros 800 quilos da droga em fazendas que também teriam ligações com ele.
– Se fosse vendida, essa droga poderia render até R$ 10 milhões – calcula o delegado Wagner.
As pistas da investigação indicam que Lourival e Robson expandiram o esquema depois que o traficante brasileiro Maximiliano Dourado Munhoz Filho, o “Max”, foi preso na Bolívia, no fim do ano passado.
 
Prisão de traficante abriu mercado para o grupo
Como “Max” era considerado o maior fornecedor de cocaína da região, os joinvilenses herdaram uma grande demanda desde o começo do ano. Ainda ontem, a PF procurava outros dois suspeitos de participarem do grupo. Até o encerramento desta edição, ninguém mais havia sido preso.
 
Para a PF, escolinha era fachada
Quando as investigações começaram, no ano passado, a Polícia Federal (PF) suspeitava que o terceiro joinvilense acusado de participar do grupo, Jideon Pereira Simas, apenas financiava a base do esquema de importação e distribuição da droga feito pelos Pires Ribeiro.
Mas, durante a operação, os investigadores concluíram que a escolinha de futebol de Jideon, no Bairro Bom Retiro, em Joinville, também servia de fachada para a movimentação do dinheiro conquistado com a compra e a revenda da cocaína.
A polícia está convencida de que os rendimentos da escolinha não eram compatíveis com o estilo de vida de Jideon.
– Ficou claro que ele mesmo comprava a cocaína que vinha da Bolívia e depois revendia em São Paulo. Com esse dinheiro, ele comprou pelo menos quatro apartamentos de luxo e ainda carros importados – afirma o delegado Wagner Mesquita de Oliveira.
Jideon foi preso no sábado à noite. Na escolinha, policiais apreenderam computadores, livros de contabilidade, o contrato social e a van que pertence à empresa. Numa casa, também no Bom Retiro, a polícia confiscou uma arma e outros documentos que comprovariam a lavagem de dinheiro.
Além dele, a PF apontou mais três suspeitos que teriam negócios de fachada para lavar o dinheiro ilegal em outros estados.
 
Rotina dos alunos segue inalterada
Na tarde de ontem, o clima dos treinos na escolinha de futebol do São Paulo Futebol Clube em Joinville, no Bairro Bom Retiro, era ameno. Sob sol forte, os alunos treinavam normalmente, alguns acompanhados dos olhares atentos dos pais.
O representante Marcos Antônio Palhares, 56 anos, faz questão de observar os dribles do enteado, Lucas, 10 anos. Para ele, as acusações das quais o suposto dono da unidade é suspeito não devem interferir na rotina das crianças.
– A maldade das pessoas está em todo lugar, mas não há motivo para os professores e alunos sofrerem pelo erro alheio. O culpado vai pagar – afirma ele, que já foi jogador de futsal do Atlético Mineiro.
O garoto entrou na escolinha há dois meses, mas já ensaiava alguns dribles nas aulas de educação física, é fã do São Paulo e, de acordo com Palhares, dá conta do recado jogando como zagueiro.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Crimes e ocorrências
 
Acusado irá a júri popular
A terceira câmara criminal do Tribunal de Justiça de SC acatou ontem o recurso do Ministério Público e decidiu levar a júri popular Diego do Nascimento Burin, acusado do estupro e assassinato de Kenefer Maria de Jesus Guimarães, de sete anos. O crime aconteceu em maio do ano passado em Criciúma.
O acusado tem 25 anos e era filho de um dos vizinhos da menina. Na volta de uma festa do Dia do Trabalhador, ele passou no bairro dos pais e, ao ver a Kenefer brincando na rua, a levou até um campo de futebol onde estuprou e matou a menina. O corpo de Kenefer foi encontrado pendurado no alambrado.
Um ano após o crime o juiz substituto Fernando Dal Bó Martins decidiu que não levaria Burin a júri popular. A justificativa do magistrado na época era de que “a partir das provas, concluiu-se que o réu, mesmo que tenha tido a intenção de matar, caracteriza um crime (estupro seguido de morte), e não dois (estupro e homicídio), como se apontou. Sendo assim, o crime de estupro seguido de morte não se caracteriza de competência do Tribunal do Júri (júri popular), mas sim do juiz”.
O MP de Criciúma recorreu da decisão por entender que teve a intenção de matar a vítima e, por isso, o júri popular era necessário. O texto do relator, desembargador Moacyr de Moraes Lima Filho, descreve que há indicativo de homicídio, capaz de conduzi-lo a julgamento popular. Isso porque, segundo o texto, o perito criminal, em juízo, disse ser possível que o réu tenha esganado Kenefer após o estupro para assegurar que ela morreria, não contaria nada e pendurou-a no alambrado.
O acusado foi denunciado pelo promotor Alex Sandro Teixeira da Cruz pelos crimes de sequestro, estupro de vulnerável, homicídio com três qualificações (sem defesa da vítima, meio cruel e matar com objetivo de assegurar impunidade) e vilipêndio a cadáver (ter exposto o corpo). Se condenado, Burin pode pegar mais de 30 anos de prisão.
 
Dono de construtora é preso
A Polícia Federal (PF) cumpriu ontem, em Florianópolis, um mandado de prisão contra o dono de uma construtora, cuja identidade não foi divulgada, por lavagem de dinheiro. Ele teria investimentos na ordem de R$ 10 milhões sem origem comprovada e faria parte de uma quadrilha que agia em todo o país.
A prisão faz parte da Operação Pomar, que foi feita em conjunto com o Ministério Público em SC, Rio, Goiás, Alagoas, Espírito Santo, Rondônia, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, para cumprir 17 mandados de prisão e 65 de busca e apreensão em empresas e casas dos suspeitos.
Segundo o delegado chefe da comunicação social da Superintendência da Polícia Federal em SC, Ildo Rosa, o suspeito preso em Florianópolis não é natural da cidade, mas tinha a construtora na Capital e fazia movimentações financeiras que não condiziam com o porte da empresa. A quantia de R$ 10 milhões, levantada pela investigação da Receita Federal, pode ser ainda maior. O suspeito prestou depoimento na sede da PF, e hoje deve ser levado para a penitenciária da Capital.
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Veículo: Notícias do Dia
Editoria: Hélio Costa
Assuntos: Câmaras de segurança em São José
                   Fugas em massa
 
SSP aguarda sinal verde para instalar câmeras de vigilância em São José
O lançamento do edital de licitação tem que ser aprovado pelo Estado. Prefeitura entra com equipamentos e o governo com o espaço físico
Contraponto
“A propósito da manifestação do Sr. Paulo Vitorino Silva, presidente da Amakobrasol e divulgada em sua coluna do dia 26 de junho, a SSP esclarece: as câmeras para instalação de sistema de videomonitoramento de São José foram adquiridas por meio de uma parceria entre a Prefeitura Municipa de São José e a própria SSP. Nesta parceria coube à SSP a aquisição de todo o sistema (servidores, monitores, software de gerenciamento, mobiliário e adaptação de espaços físicos) ficando a prefeitura com a responsabilidade de adquirir 30 pontos de monitoramento. Resta agora aguardar a aprovação do Grupo Gestor do governo do Estado para que o edital de licitação seja lançado, o que deve ocorrer em breve. A SSP informa, ainda, que o Estado conta hoje com mais de 450 câmeras de vídeo instaladas e monitoradas pela PM nas cidades de Imbituba, Florianópolis, Joinville, Blumenau, Criciúma, Balneário Camboriú, Itajaí, São Joaquim, Jaraguá do Sul, Chapecó, Rio do Sul e Itá”. Assessoria de Comunicação da SSP.
 
Fugas em massa na Central da Trindade deixam o governo em saia justa
Especialistas em sistema carcerário afirmam que a unidade prisional, construída e inaugurada no governo passado, é insegura e inadequada
Este filme eu já vi
Até quando vai ocorrer fuga em massa na Central de Triagem da Trindade? Em menos de quatro meses ocorreram duas: em fevereiro escaparam 78 e neste último domingo mais 72. A unidade prisional construída e inaugurada às pressas no governo anterior deixou muito a desejar. Nenhum agente prisional ou especialista nesta área foi consultado. Construíram a Central de Triagem sem pátio para o banho de sol, muito menos às visitas e sequer parlatório para os presos se comunicarem com os advogados. Até as portas foram desenhadas inadequada para o funcionamento de um sistema prisional. Após a primeira fuga, a central saiu da responsabilidade da Secretaria da Segurança Pública e passou para a pasta de Justiça e Cidadania que a incorporou à penitenciária, sobre os cuidados do diretor Joaquim Valmor de Oliveira. Ele reforçou a segurança com mais agentes e instalou câmeras de vigilância, mas foi surpreendido com mais uma fuga. Até quando isto vai ocorrer? Com a palavra a Secretária da Justiça e Cidadania Ada de Luca. 
 
 
BLOGS
 
Paulo Alceu
 
Tiroteio
“O Estado está sem rumo e em crise. O governo é um navio encalhado há seis meses”, disse o líder do PT Dirceu Dresch acusando o governo Colombo de retirar da segurança pública R$ 79 milhões. Dinheiro destinado a recursos humanos. “Desde o início do ano o governo tinha conhecimento de que a central de triagem dentro do presídio era uma bomba relógio. Houve tempo para tomar providências, mas nada foi feito”, protestou o petista.
 
Cláudio Prisco
 
Desafio ameaçador
Mal assumiu a articulação política do governo e a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) está em meio ao fogo cruzado de Brasília. Ontem, ela comunicou a lideres da base aliada na Câmara e no Senado de que a presidente Dilma Rousseff não prorrogará o decreto que permite pagamento de emendas parlamentares de 2009.
Os partidos governistas pressionam por prazo adicional de 90 dias para tentar validar R$ 4,6 bilhões em emendas inscritas nos chamados restos a pagar, para que as prefeituras possam agilizar a documentação necessária para aprovação de projetos e, com isso, liberar parte dessas emendas.
Ideli já foi alertada de que a decisão pode causar rebelião entre aliados, que classificam como “calote” a decisão de invalidar as emendas. Retaliações à vista no Congresso.
 
Moacir Pereira
 
PMDB dá a largada em SC
O Diretório Estadual do PMDB realizará no próximo sábado no auditório do Conselho Regional de Contabilidade, em Florianópolis, o primeiro encontro com todos os 36 coordenadores regionais para tratar da mobilização que acontecerá durante todo o ano em Santa Catarina. Objetivo: reorganizar o partido e incentivar candidaturas para as eleições municipais de 2012. Há três anos, o PMDB catarinense teve uma atuação excepcional ao eleger 114 prefeitos. Em número de prefeitos fez 10% de todo o Brasil. Este desempenho acabou influenciando o comando nacional quando surgiu a crise provocada pela decisão do presidente Eduardo Moreira de abandonar a candidatura ao governo para ser o vice de Raimundo Colombo. Fato ocorrido há exatamente um ano. Detalhes do encontro deste fim de semana foram definidos ontem entre a Executiva e o presidente Eduardo Moreira.
O PMDB já em nomes conhecidos para disputar as eleições nas maiores prefeituras de Santa Catarina. Em Florianópolis, o partido tem dois nomes. O primeiro, colocado na rua de forma escancarada, é do deputado federal Gean Loureiro. O prefeito Dário Berger é seu principal padrinho. Todas as solenidades em que não pode comparecer, o prefeito indica o amigo candidato. O segundo nome é do professor Rodolfo Pinto da Luz, secretário de Educação de Florianópolis. Já foi filiado ao PL, quando conquistou excelente votação na eleição da Câmara Municipal, mas não se elegeu porque o partido não conseguiu legenda suficiente.
 
ACONTECEU NA ALESC
 
Eskudlark propõe regime diferenciado de licitação também para segurança pública         
Um regime diferenciado de licitação e compras também para os setores da educação, saúde e, principalmente, da segurança pública em todo o país, foi o que propôs, na tribuna da Assembléia, o deputado Mauricio Eskudlark (PSDB), ao comentar o projeto do governo federal que cria o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC). O projeto flexibiliza as licitações para as obras da Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016.
Para o deputado, os eventos esportivos são passageiros, mas os problemas e as carências do setor de segurança pública são permanentes e atingem a todas as regiões do país. Eskudlark defende que o procedimento especial poderia ser usado como alternativa para agilizar a aquisição de equipamentos e câmeras de segurança, novas tecnologias, além dos investimentos no setor de inteligência e contratação de recursos humanos tanto para a Policia Civil como para a Militar.
“Os recursos necessários para isso são bem inferiores ao que será aplicado na Copa do Mundo e nas Olimpíadas e resultariam em benefícios permanentes para toda a sociedade”, observa o deputado que integra a Comissão de Segurança Pública da Assembléia e já foi diretor geral da Policia Civil do Estado.
Reforço nas indicações
Integrante da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia (CCJ), o deputado Mauricio Eskudlark voltou a defender que o Parlamento e o governo devem dar o devido valor as Indicações feitas na Casa, tanto quanto aos Projetos de Lei. Segundo ele, as indicações parlamentares são instrumentos fortes para compensar a limitação ao poder de legislar dos deputados frente a competência exclusiva do poder Executivo para algumas matérias.
Segundo o deputado, tem crescido na o número de projetos que chegam na CCJ com vícios de inconstitucionalidade neste item. Muitos chegam até a aprovação em plenário e depois são vetados pelo governador. “Encaminhar estas propostas parlamentares por meio de indicação ao governo é uma forma também de não criar falsa expectativa em relação a projetos de lei que são sugeridos por entidades e segmentos sociais”, observa Eskudlark.
 
CCJ arquiva MP do magistério e aguarda novo projeto do Executivo         
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em reunião conduzida pelo deputado Dado Cherem (PSDB) na manhã desta terça-feira (28), decidiu pela inadmissibilidade da MP 188/2011, de autoria do Governo, que fixa o valor dos vencimentos do magistério público estadual. Líder do governo na Casa e relator da matéria, o deputado Elizeu Mattos (PMDB) afirmou que o arquivamento da MP segue uma nova linha de negociação com a categoria. Ele disse ainda que a MP 189/2011, de teor similar, deve ter o mesmo encaminhamento. O parlamentar aguarda o envio à Assembleia de um novo projeto por parte do Executivo, na forma de lei complementar, abrangendo a categoria.
 
Projetos aprovados
 
 
PL 200/2011, de autoria do Judiciário, dispõe sobre a aplicação de multas relativas a serviços notários. A proposta segue para as comissões de Finanças e de Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia.
 
PLC 21/2011, de autoria do Judiciário, cria 300 novos cargos de Técnico Judiciário Auxiliar, 200 de Analista Jurídico e 38 de Assessor Jurídico. A matéria segue para as comissões de Finanças e Tributação e de Trabalho, Administração e Serviço Público.
 
PL 198/2011 ? de autoria do Governo do Estado, altera a Lei nº 15.432/2010, que aprova a revisão do Plano Plurianual de 2011. A proposta segue para votação em Plenário.
 
PL 244/2011, de autoria do Governo do Estado, altera dispositivo da Lei nº 15.432/2010, que aprova a revisão do Plano Plurianual para o ano de 2011. O projeto segue para a Comissão de Finanças.
 
PLC 22/2011, de autoria do Governo do Estado, altera os anexos V-B e VII-C da Lei Complementar nº 381/2007, que dispõe sobre o modelo de gestão e a estrutura organizacional da administração pública estadual. Entre as principais alterações, transfere a Diretoria de Gestão do Fundo Social da Secretaria da Fazenda. A matéria segue para as comissões de Finanças e de Trabalho
 
 
Deputado Sargento Soares apresenta parecer favorável ao projeto de anistia de educadores      
O deputado Sargento Amauri Soares, líder do PDT, apresentou na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa parecer e voto de vista favorável ao projeto de lei que concede anistia aos trabalhadores em educação que participaram de movimentos reivindicatórios. Através de emenda modificativa, apresentada na reunião da CCJ, na manhã de terça-feira 28, o parlamentar estendeu o alcance do projeto ao movimento de 2011, já que o texto original compreendia o período entre janeiro de 2007 e dezembro de 2010.
Para o deputado, ação reivindicatória e manifestação do pensamento não devem ser criminalizadas pelo Poder Executivo. Ele ainda lembrou os projetos de lei que apresentou nas legislaturas passada e atual que anistia os praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros que participaram do movimento no final de dezembro de 2008. Por causa desse ato, 19 policiais foram expulsos da corporação, enquanto centenas receberam punições administrativas e detenções.
Segundo Sargento Soares, o Legislativo tem o dever de se manifestar sobre projetos dessa natureza – de “baliza humanitária e civilizatória” – e não pode dar “tratamento de gaveta” e nem apresentar parecer transferindo a prerrogativa para o Executivo. “Se o Poder Legislativo não pode tratar de punição de servidores estaduais, então não precisamos nem mais do Legislativo”, afirmou. “A matéria, em momento algum, cria ou extingue cargo ou função pública, trata sobre o regime jurídico e aposentadoria ou implica em aumento da despesa”.
O PL de anistia aos praças, na legislatura anterior, ficou meses “engavetado? e o atual PL 04/2011, primeira proposição a dar entrada na Assembleia Legislativa, ainda não recebeu parecer do relator.
De autoria da deputada Luciane Carminatti (PT), o PL 51/2011 recebeu parecer contrário do relator, deputado Elizeu Mattos (PMDB), no início de abril, e, logo em seguida, Sargento Soares apresentou pedido de vista para analisar o projeto. Depois de seu relatório favorável, o deputado Darci de Matos (DEM) fez outro pedido de vista, em nome do deputado José Nei Ascari (DEM), que estava ausente. A análise da proposição vai ficar agora para outras sessões da CCJ.
 
Arquivamento
A CCJ também decidiu pela inadmissibilidade da MP 188/2011, de autoria do Governo, que fixa o valor dos vencimentos do magistério público estadual. O arquivamento da MP segue uma nova linha de negociação com a categoria. A MP 189/2011, de teor similar, deve ter o mesmo encaminhamento. Sargento Soares espera o envio à Assembleia de um novo projeto por parte do Executivo, na forma de lei complementar, atendendo os anseios da categoria.
 
 
Assembleia aprova proposição de Dresch por Delegacia da Mulher em São Lourenço do Oeste 
Os deputados estaduais aprovaram indicação do deputado Dirceu Dresch, líder do PT, solicitando que o governo do Estado libere recursos para a construção de uma Delegacia Especial de Proteção à Mulher na regional de São Lourenço do Oeste. A medida foi uma das ações definidas na audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa, no dia 17 de junho, em Coronel Martins, para discutir a questão.
Conforme Dresch, que requereu a audiência pública atendendo apelo da comunidade, a instalação de uma delegacia da mulher é uma reivindicação constante das lideranças políticas e entidades da região. “Os dados mostram essa realidade, 80% da violência contra a mulher acontece dentro de casa e não é denunciada. A delegacia voltada exclusivamente para o atendimento à mulher, além de garantir proteção com atendimento adequado e facilitar o acesso das vítimas aos órgãos de segurança, também exerce papel de prevenção”.
Na audiência pública, a vereadora de São Lourenço do Oeste, Sueli Moreira Coelho, que iniciou a luta pela instalação da delegacia, falou que sobre os assassinatos, o silêncio e o medo que encobre a violência doméstica. Ela disse que há relatos de médicos das unidades de saúde, que atendem as vítimas, e de professores que ouvem das crianças as histórias aterradoras que vivenciam. De acordo com a vereadora, a região também precisa de um centro de referência para abrigar a mulher, dar apoio psicológico e jurídico, para garantir seus direitos.
 
 
Dresch denuncia decreto do governador que tira R$ 79,5 milhões da segurança pública
O líder do PT, deputado Dirceu Dresch, divulgou na tribuna da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (28), a informação de que um decreto assinado pelo governador Raimundo Colombo retirou do orçamento R$ 79,5 milhões que estavam destinados para recursos humanos dos órgãos de segurança, ou seja, polícia militar, civil e bombeiros. Os recursos foram remanejados da seguinte forma: R$ 10 milhões para a recém criada Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, e o restante, R$ 69,5 milhões, para o Fundo Financeiro da Secretaria de Administração pagar encargos com inativos.
O decreto 322 foi assinado no dia 20 de junho e publicado no Diário Oficial de nº 19.113. “O governo atual, que pouco ou nada tem feito para resolver o problema crônico da segurança pública, fez o impensável. Resolveu agravar mais a situação retirando recursos dos órgãos de segurança”, opinou Dresch. A assinatura do decreto aconteceu seis dias antes da segunda maior fuga de presos no estado, ocorrida no domingo (27), quando 78 presos escaparam no Centro de Triagem que fica dentro do complexo da Penitenciária Estadual de Florianópolis.
Dresch criticou a ineficiência do Estado na gestão da segurança pública, destacando que nada foi feito para reforçar a segurança no centro de triagem da capital, de onde já haviam escapado 78 presos no mês de fevereiro deste ano.
“Não adianta o governo atual jogar a culpa no governo passado. Desde o início do ano, o Executivo tinha conhecimento de que a central de triagem dentro do presídio era uma bomba relógio. Houve tempo para tomar as providências necessárias, mas nada foi feito. É a segunda grande fuga ocorrida este ano no mesmo lugar e ninguém fez nada?”, questionou Dresch.
 
 
 
 
MÍDIAS DO BRASIL
 
 
Veículo: Agência Estado
Editoria: Política
Assunto: Senador tucano vai pedir convocação de Ideli para falar sobre \’aloprados\’
 
 
Senador tucano vai pedir convocação de Ideli para falar sobre \’aloprados\’
Líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias disse que os fatos divulgados pela imprensa na última semana justificam a decisão
O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), anunciou nesta terça-feira, 28, que protocolará requerimentos de convite e convocação dos envolvidos nas novas denúncias veiculadas pela revista Veja sobre o chamado “dossiê dos aloprados”.
Dias pede a convocação da ministra das Relações Institucionais e ex-senadora, Ideli Salvatti, e faz convites à ex-senadora Serys Slhessarenko e ao petista Expedito Veloso, que em entrevista à Veja acusou o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, de ser o “mentor intelectual” da compra do dossiê contra o tucano José Serra nas eleições de 2006.
Durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Dias afirmou que, se Mercadante concordasse em comparecer à Comissão de Segurança Pública da Câmara para debater o assunto, não apresentaria os requerimentos no Senado. Mas o ministro rebateu que estava presente naquele momento na CAE, à disposição para responder todas as perguntas da oposição e que não iria à Câmara “para alimentar a agenda da crise”.
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Veículo: Agência Brasil
Editoria: Geral
Assunto: País terá Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública
 
País terá Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública
Sistema deve entrar em funcionamento nos próximos meses, segundo governo federal
O governo federal pretende lançar nos próximos meses o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública. A ferramenta, anunciada em fevereiro pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, prevê um sistema de informação com dados atualizados de segurança pública e padronização do registro de ocorrências no país.
De acordo com a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, o sistema já está pronto, porém precisa ser aprovado pela presidenta Dilma Rousseff. “Todas as medidas têm passado por ela [a presidenta]. Estamos com tudo pronto, devemos submeter à presidenta e tendo o aval dela, faremos o lançamento”, disse.
A secretária acredita que o sistema só terá êxito se houver a cooperação dos estados. “Precisamos de parcerias qualitativas. Uma parceria que mude a vida do cidadão lá na ponta”. Segundo ela, as estatísticas apresentadas internacionalmente apontam que o Brasil tem um índice de 50 mil homicídios por ano. “Isso é prejudicial para quem quer grandes eventos no país.”
Além do sistema de informações, o Ministério da Justiça está trabalhando na criação de um plano de combate ao alto índice de homicídios. O objetivo, segundo Regina Miki, é investir na capacitação da perícia, na investigação aprimorada de crimes e no combate à impunidade. “Sem dúvida, uma mola impulsora de crime é a pessoa saber que não tem punição”.
Entre as ações de segurança pública no país, o monitoramento das fronteiras é uma das prioridades da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). De acordo com Regina Miki, um diagnóstico feito pelo Ministério da Justiça estima que houve aumento de 25% dos crimes de homicídio nas áreas de fronteira. “Já é um indício de que os crimes transnacionais têm reflexo no dia a dia do cidadão brasileiro. A taxa de homicídios em zonas que não fazem fronteira cresceu apenas 8%”, disse.
No último dia 8, o governo federal lançou um plano que pretende intensificar o patrulhamento nessas regiões. O Plano Estratégico de Fronteiras terá operações integradas e coordenadas pelos ministérios da Justiça e da Defesa.
Segundo a secretária, alguns estados fronteiriços não compreenderam a ação do governo federal e acharam que o plano foi lançado sem consulta prévia aos governos dos estados. “A realidade não foi essa. O que fizemos foram ações lançadas para que pudéssemos ter um diagnóstico mais preciso das fronteiras.”
A área de atuação do plano abrangerá mais de 2,3 milhões de quilômetros quadrados, o que equivale a 27% do território nacional. As ações cobrirão os principais pontos da linha de fronteira, cuja extensão é de 16.886 quilômetros. A faixa de fronteira brasileira se projeta por 150 quilômetros para dentro do território nacional, a partir da linha divisória com os dez países vizinhos, compreendendo 11 estados, 710 municípios e abrangendo uma população de 10,9 milhões de pessoas.
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Veículo: Último Segundo
Editoria: Geral
Assunto: Ataques a sites do governo continuam
 
 
Serpro diz que ataques a sites do governo continuam
Serviço Federal de Processamento de Dados informou que cerca de 200 sites públicos foram alvos de crackers
O diretor-presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Marcos Mazoni, afirmou nesta terça-feira que continua a onda de ataques contra sites do governo federal, iniciada na madrugada da última quarta-feira. Mazoni garante, porém, que não houve qualquer invasão ao banco de dados de sites administrados pelo Serpro.
Segundo Mazoni, os ataques começaram pouco depois da meia-noite do dia 22 e tiveram como alvos os sites da Presidência da República e da Receita Federal. A maioria dos acessos veio de servidores hospedados na Itália, mas eles podem ter sido usados por usuários em qualquer parte do mundo. O Serpro acabou derrubando o site da Presidência durante uma hora neste dia para se defender. De acordo com Mazoni, o volume de acessos a este site estava dez vezes acima do normal devido ao ataque.
Desde então, os ataques de crackers não pararam mais. “Os ataques não pararam até o presente momento”. Apesar do estado de atenção, Mazoni garante que em nenhum dos sites hospedados pelo Serpro houve invasão ao banco de dados. Ele afirma que informações divulgadas por redes sociais são públicas e estão disponíveis na internet. “Essas informações divulgadas são abertas e não comprovam invasão. O sucesso foi zero no ataque aos sites do Serpro”.
A empresa pública administra os principais sites do governo, como o da Presidência da República e de órgãos dos ministérios da Fazenda e Planejamento. Mazoni esclarece que os sites da Petrobras e do IBGE, também vítimas de ataques, não são administrados pelo Serpro.
De acordo com o diretor-presidente, os ataques se concentram apenas em criar excesso de demandas nas redes na tentativa de derrubar os sites. “O objetivo é fazer cair o site, não roubar dados”. O único ataque diferente aconteceu no site da Presidência e visava “pichar” o local. Não houve sucesso, porém.
O diretor-presidente afirmou que o Serpro já estava trabalhando em um modelo mais avançado de segurança que permitirá identificar os autores deste tipo de ataques no futuro. Este sistema deverá começar a funcionar em alguns sites do governo ainda neste ano e até 2013 todos as páginas administrados pela empresa deverão ter essa proteção.
Mazoni destacou que a equipe de trabalho de segurança do Serpro está fazendo horas extras desde a semana passada para conseguir conter os ataques. “Nosso efetivo em cada turno dobrou”. Ele afirmou que a ação tem provocado prejuízos aos cofres públicos e, por isso, deve ser entendida como criminosa. “Sem dúvida nenhuma temos uma situação de crime, porque se imputou prejuízo ao Estado”. Ele destacou que ao todo são mais de 200 sites atacados, ao se levar em conta sites de executivos municipais.
O diretor-presidente do Serpro comentou ainda a declaração do ministro de Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, de que gostaria de trabalhar com hackers. Mazoni afirmou que o Serpro participa de comunidades com hackers, mas ressaltou que não se pode confundir a ação de quem é especialista e deseja ajudar o governo com a de criminosos que têm trabalhado para atacar sites públicos.
 
Histórico
Iniciada na semana passada, a onda de ataques a sites oficiais levou o governo a mobilizar órgãos como a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em um esforço para identificar a origem das invasões. Desde a última quarta-feira, crackers quebraram a segurança de um site do Exército e acessaram páginas da Presidência, do Governo Brasileiro, da Petrobras, do Senado, do IBGE, além de vários ministérios e órgãos oficiais. No último fim de semana, um dos grupos que reivindicavam a autoria das invasões chegou a anunciar que os ataques cessariam, mas os problemas continuaram atingindo diversas páginas governamentais.
Como o iG mostrou, a estratégia do governo brasileiro diante de ameaças virtuais costumava ser a do contra-ataque. No Exército, por exemplo, a tarefa cabe ao general José Carlos dos Santos, apelidado de “General Firewall”, que comanda um centro encarregado de detectar ataques de vírus e outras ameaças.
Na medida em que se viu uma escalada no número de ataques, o tom das ameaças também aumentou. Na última sexta-feira, em uma invasão ao site do IBGE, um grupo de hackers disse que, neste mês, o governo vai viver o maior número de ataques virtuais da sua história. Eles descrevem a ação como uma forma de protesto de quem quer um Brasil melhor. Integrantes do grupo cracker Fatal Error Crew, por outro lado, se descreveram como pessoas “comuns”. “Pegamos balada, bebemos”, disse ao iG um membro do grupo.
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Veículo: Último Segundo
Editoria: Geral
Assunto: Favelas com UPPs ainda possuem bandidos armados, diz comandante
 
 
Favelas com UPPs ainda possuem bandidos armados, diz comandante
Coronel Róbson Rodrigues afirma que efetivo nas comunidades pacificadas é insuficiente para garantir o controle do território
O comandante das unidades de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio de Janeiro, coronel Robson Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira (27) que ainda há “pontos críticos” dentro de favelas cariocas pacificadas, inclusive com a presença de criminosos armados.
Criadas em 2008, as UPPs são uma das principais políticas de segurança do governo fluminense e têm por objetivo ocupar comunidades carentes com policiamento comunitário para acabar com o controle de quadrilhas armadas.
“Pontos críticos são aqueles pontos onde pode haver criminosos armados, que não vão ser delatados pela comunidade. São locais onde eles podem ter uma rede de proteção. São pontos de difícil interação [da polícia com a comunidade] ainda. Por causa de vários fatores, geográficos, sociais, históricos, há comunidades onde tem um foco maior de resistência à ação da polícia”, disse.
No último sábado (25), três policiais da UPP do Morro da Coroa, na região central da cidade, inaugurada em fevereiro, foram feridos depois de criminosos lançarem uma granada e atirarem contra eles. O confronto se iniciou quando os policiais foram até uma casa que funcionava como local de preparação de drogas para checar uma denúncia.
Dezesseis áreas da cidade do Rio, que englobam 50 favelas, foram ocupadas pelas unidades pacificadoras desde 2008. O coronel Rodrigues explica que o número de criminosos nessas comunidades é muito menor do que antes da pacificação e que, agora, em vez de fuzis, eles utilizam armas menores, como pistolas e revólveres, que são mais fáceis de esconder.
“Temos feito apreensões e, uma vez ou outra, há confronto com armas de fogo. Ainda há muitas prisões. Mas os padrões são completamente diferentes de antes”, conta.
 
Efetivo insuficiente
Segundo o comandante, o efetivo das UPPs é insuficiente para garantir o controle ostensivo (presencial) de todo o território das favelas pacificadas. No caso da UPP da Coroa, por exemplo, que também inclui as favelas vizinhas Fallet e Fogueteiro, o efetivo total é de 200 homens, o que garante a permanência simultânea de apenas cerca de 40 homens dentro da favela.
Por isso, de acordo com Rodrigues, para garantir a pacificação efetiva do território, é preciso contar com outras estratégias.
“Nós utilizamos outras estratégias, estratégias de inteligência. A própria população precisa se tornar uma parceira, para, a cada dia, diminuirmos esses espaços críticos”, disse.
Antes do confronto no Morro da Coroa, já haviam sido registrados outros casos de violência dentro das UPPs. Em março de 2010, um ônibus foi apedrejado e incendiado dentro da comunidade da Cidade de Deus, na zona oeste, a segunda a receber uma UPP, deixando 13 pessoas feridas. Em julho do mesmo ano, um morador do Morro do Cantagalo, na zona sul, foi baleado durante uma troca de tiros entre policiais da UPP da comunidade e homens que estariam vendendo drogas dentro da favela.
Em fevereiro deste ano, um homem morreu depois ser baleado por policiais militares da UPP do Andaraí, na zona norte, supostamente por ameaçar os agentes com uma granada. Já no início deste mês, um jovem de 19 anos foi morto por policiais da UPP do Pavão-Pavãozinho, na zona sul, supostamente depois de trocar tiros com os agentes. A família do jovem diz que ele não era criminoso e que foi executado pelos policiais.