Área do associado

Área do associado

Clipping do dia 26 de abril

26.4.2011
CLIPPING
26 Abril 2011
 
MÍDIAS DE SANTA CATARINA
 
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Visor
Assuntos: Prefeitura de Celso Ramos quer cobrar da PM os vidros quebrados
                   Ataques a postos da PM
 
PREFEITURA QUER SABER QUEM VAI PAGAR A CONTA?
A prefeitura de Governador Celso Ramos estuda a possibilidade de cobrar até da Polícia Militar os R$ 500 referentes aos vidros quebrados na fachada do centro administrativo, sábado. Segundo o secretário de Administração, Carlos Wilson Campos, a baderna ocorreu porque a PM determinou que todos os bares e restaurantes fechassem às 22h, enquanto um decreto municipal permitia o funcionamento até a 1h da madrugada. Os jovens, enfurecidos com a decisão da polícia, teriam confrontado os PMs na praça em frente à prefeitura, resultando na quebradeira. A PM alega que apenas atuou para manter a ordem.
 
QUINTAL DO PGC
Agora foi a vez dos postos da PM nos Ingleses e em Biguaçu serem atacados pelo PGC. Foi a sexta ação sem nenhuma resposta efetiva nos últimos 20 dias. E a tal força-tarefa? O curioso é que as provocações não acontecem em São Miguel do Oeste ou Treze Tílias, onde os efetivos policiais são menores. São na Grande Florianópolis, debaixo do nariz dos homens. E aí?
____________________________________________________________________________
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Acidentes no feriadão
 
Imprudência é a principal causa
Polícias rodoviárias veem comportamento inadequado ao volante como grande causador de mortes nas estradas catarinenses
A Páscoa representa passagem, mudança, mas parece não ter significado nada para muitos motoristas que trafegaram pelas estradas catarinenses durante o feriadão.
A imprudência, novamente, foi apontada como a principal causa para as 16 mortes nas rodovias federais e estaduais. Para piorar o cenário, a maioria das vítimas foi de passageiros ou pedestres: nove pessoas.
A imprudência pode ser notada pelos números das rodovias federais. Foram 13 mortes no feriadão de Páscoa deste ano, contra cinco em 2010, que teve um dia de descanso a menos. Do total de mortes, oito ocorreram após colisões frontais.
– Há um comportamento inadequado dos motoristas, que fazem ultrapassagem forçada ou em locais proibidos – disse o chefe de Comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em SC, Leandro de Andrade.
O chefe de operações da Polícia Militar Rodoviária, major Fábio, concorda e diz que 75% dos acidentes resultam de comportamento inadequado.
– Os motoristas estão cada vez mais sem paciência. E quem morre mais são esposas, filhos e amigos que estão no veículo – afirmou o major.
 
Estado entre os mais violentos do país
Levantamento da PRF nacional – que considerou um dia a mais para comparar com o Carnaval e, por isso, apresenta números diferentes – coloca as rodovias federais de SC entre as mais violentas.
Santa Catarina é o terceiro colocado no número de mortes (14) e de acidentes (443) e o segundo no de feridos (288). A Bahia lidera a lista de mortes (25), e Minas Gerais, a de acidentes (515) e feridos (363).
____________________________________________________________________________
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Sindicato denuncia postos da Polícia Rodoviária precários
 
Sindicato denuncia postos precários
Para órgão, problemas vão da falta de efetivo às condições físicas dos locais
Falta de iluminação, banheiros inacabados, cadeiras rasgadas, falta de pisos e problemas até nos sistemas hidráulicos. Essa é a situação flagrada em alguns postos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Santa Catarina.
A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Estado (Sinprf-SC), que fotografou as péssimas condições de alguns locais. Os postos de Paulo Lopes, Tubarão, Araranguá, Campos Novos e Lages apresentaram deficiência. Em nota, a PRF rebateu as informações e as imagens divulgadas, ontem, em reportagem do Jornal do Almoço, da RBS TV.
De acordo com a nota divulgada pela PRF, as unidades de Paulo Lopes, Tubarão e Araranguá, na BR-101, serão demolidas e realocadas após o término das obras de duplicação da rodovia. Depois disso, os móveis serão renovados. O posto de Campos Novos, na BR-282, também será transferido para um outro ponto após estudo de adequação às necessidades da atual unidade. A denúncia também apontou problemas no sistema de serviço telefônico na unidade de Lages, na BR-282. A PRF disse que não há nenhuma deficiência nesse sentido.
A falta de efetivo é outro problema registrado nos posto da PRF no Estado. Segundo dados da própria polícia, o número de homens trabalhando caiu de 566 para 484 de 1995 para 2010. No mesmo período, a frota de carros subiu de 992 mil para 3,5 milhões, de acordo com números do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
– Isso gera o fechamento de alguns postos e prejudica o atendimento de ocorrências – aponta Paulo Sérgio Machado, vice-presidente do Sinprf-SC.
Em visita a Santa Catarina, na última sexta-feira, Maria Alice Souza, diretora-geral da PRF, reconheceu a carência no número de policiais e disse que desconhecia as condições precárias de alguns postos no Estado.
– Não só Santa Catarina está com falta de efetivo. Outros estados do país também. Estamos com um concurso aberto para amenizar essa situação. Sobre os postos, vamos tomar conhecimento e tomar as medidas necessárias.
____________________________________________________________________________
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Fábrica de bolas na prisão
 
Fábrica de bolas na prisão será mantida, diz governo
Projeto que funciona na penitenciária da Capital corria o risco de fechar por falta de recursos
“A bola continuará rolando”, pelo menos até setembro, para os 190 detentos da Penitenciária Estadual de Florianópolis, no Bairro Agronômica, que atualmente participam do programa Pintando a Liberdade. Trata-se de uma parceria entre os governos federal e estadual para contribuir na ressocialização dos presos. Eles produzem artigos esportivos para serem doados em Santa Catarina e outros estados do país.
No programa, o governo federal responde por 60%, e o estadual, por 40% do dinheiro para manter a atividade. O contrato de 18 meses da parceria terminou em abril e previa um investimento de R$ 2 milhões – R$ 1,2 milhão federais e R$ 800 mil estaduais.
Porém, no fim do prazo previsto no contrato, o governo do Estado desembolsou apenas cerca de R$ 400 mil no projeto. Para conseguir manter o convênio, o governador Raimundo fez uma prorrogação para deixar o Pintando a Liberdade até setembro no contrato atual.
– Os problemas ocorreram no governo anterior. Agora, vamos quitar o que estamos devendo para fornecedores e os salários atrasados dos presos que estão trabalhando. Depois disso resolvido, montaremos a renovação do convênio, com foco na ampliação para outras penitenciárias – ressaltou Adalir Pecos Borsatti, presidente da Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte), responsável pelo programa em Santa Catarina
A experiência em malharias antes de ser preso rendeu ao detento Gildemar Almeri Cardoso, de 36 anos, a oportunidade de ocupar o tempo livre trabalhando na confecção de camisetas esportivas à frente de uma das máquinas de costura.
– Agarrei a chance com as duas mãos. Agora, vou aproveitar para me aperfeiçoar na área – planeja.
 
Redução de pena e um salário garantido
O programa produz bolas de vôlei, futebol, basquete e handebol, redes e camisetas. Para cada dia trabalhado, o preso diminui um dia da pena e ainda recebe R$ 275 por mês.
O detento Robson Borges, de 23 anos, é um dos serigrafistas responsáveis por estampar as redondas.
– Trabalhando consegui manter a mente ocupada e não fico pensando em bobagens. Me ofereci ao trabalho também para ter um dinheiro, que ajuda nas despesas com a alimentação. A comida daqui é muito ruim – brinca Borges.
O programa dá oportunidade para aqueles que querem trabalhar dentro das celas. O preso pode, sem sair do cubículo, contribuir na costura das bolas, já que depende apenas do trabalho manual. Cada bola costurada rende ao detento R$ 2,50.
 
Linha e agulha para amenizar dias de solidão
Ao sair de Foz de Iguaçu (PR), na fronteira com o Paraguai, com drogas na mochila, o detento Elizer Castro de Medeiros, de 26 anos, foi pego ao chegar a Biguaçu, na Grande Florianópolis, em 2008. Hoje cumpre pena de quatro anos por tráfico de drogas na penitenciária da Capital, mas deve ser libertado no segundo semestre deste ano. Antes de ser detido, o jovem nunca havia pego em uma agulha. Agora, ele comanda uma das máquinas do confecção de camisetas esportivas. Estar fora da cela por seis horas por dia também dá um gostinho de liberdade.
– Estou há oito meses na atividade e não quero largar de jeito nenhum. No começo, foi difícil para aprender, mas valeu a pena. É uma meia-liberdade ficar aqui na fábrica – revelou.
Os familiares de Elizer, entre eles a filha de três anos, moram no Paraná. Por causa da distância e dos custos de viagem, o detento recebe pouca visita. As linhas e os tecidos ajudam a amenizar a solidão.
– A psicóloga me indicou para manter a cabeça mais ocupada, já que quase não vejo os meus parentes.
Ele está otimista com a nova vida fora da prisão, porque acredita que a experiência adquirida na costura trará oportunidades de emprego.
– Isso é o que eu sei fazer agora. É a minha profissão. Vou levá-la junto comigo – planejou.
____________________________________________________________________________
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Política
Assunto: Colombo decide em poucos dias se sai ou fica no DEM
 
Colombo decide em poucos dias
Governador diz que união entre DEM e PSDB é saída para a oposição e defende um projeto “em sintonia com a sociedade”
O governador Raimundo Colombo (DEM) afirma que deve definir, nos próximos dias, seu futuro político. Em Joinville, onde participou da inauguração da pedra fundamental da fábrica da GM, Colombo confirmou que considera a hipótese de se filiar ao PSD se não houver a fusão entre DEM e PSDB.
Para o governador, a saída para a crise enfrentada pela oposição é a união dos dois partidos e a construção de um novo projeto político. Segundo Colombo, ele está “provocando” o DEM para que as lideranças lhe apresentem propostas de novas bandeiras. Para ele, não adianta apenas “salvar uma sigla”, é preciso ter um projeto que esteja em sintonia com a sociedade.
– Caso isso não aconteça, acho que precisamos construir um caminho de afinidade com a sociedade em um outro partido – destacou.
Como a hipótese de fusão do PSDB e DEM em um prazo tão curto é considerada remota, Colombo dá pistas de que estaria cada vez mais próximo do PSD. Para o governador, uma mudança de partido não seria encarada como traição pelos eleitores. Segundo ele, os catarinenses votaram em um “projeto político que não se altera numa eventual troca”.
Foram as primeiras declarações de Colombo depois do ultimato dado ao DEM, e após almoço com um dos vice-presidentes nacionais do partido, deputado federal Onyx Lorenzoni, na Casa d’Agronômica.
 
Vice-líder diz que oposição deve mudar o discurso
Onyx afirmou que ouviu Colombo e que faria um relato da conversa ao presidente nacional, Agripino Maia. O deputado deve voltar a falar com o governador entre quinta e sexta.
O vice do DEM acredita que são grandes as chances de Colombo permanecer no partido. Ele destaca que concorda com muitos dos pontos citados pelo governador e que a crise não se resume ao DEM, mas atinge todos os partidos de oposição.
Para o deputado, o discurso da oposição não pode mais ficar restrito à redução dos tributos e deve encontrar novas bandeiras sintonizadas com a sociedade. Onyx considera um bom exemplo o lema da campanha de Colombo, que coloca “as pessoas em primeiro lugar”.
– É uma política que deve ser exportada para todo o Brasil. Uma política que vá até as pessoas e as represente como sociedade. Não conseguimos fazer esta conexão. Temos que ter humildade para reconhecer isso e mudar – afirma.
Uma aposta do DEM para segurar Colombo parte do argumento de que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, não conseguirá viabilizar o PSD a tempo para as eleições 2012. Não haveria tempo para conseguir vencer a burocracia necessária.
– O Kassab está vendendo terreno no céu – ironiza Onyx.
 
 
“Se o DEM não me apresentar um projeto, vou sair”
ENTREVISTA Raimundo Colombo, governador
Diário Catarinense – O senhor realmente cogita sair do DEM?
Raimundo Colombo – Estou provocando os nossos líderes para ter um projeto político que não pode ser apenas a salvação do DEM, precisa ser um compromisso com a sociedade. Minha proposta é que haja uma fusão entre os partidos de oposição e a construção de um projeto. Caso isso não aconteça, precisamos construir um caminho de afinidade com a sociedade, com uma nova prática política, em outra sigla.
 
DC – A fusão desses partidos inclui o PPS?
Colombo – Sim. O PPS e também as lideranças de outros partidos que possam nos fortalecer. Para a sociedade é importante ter quem governe e quem faça oposição.
 
DC – Uma eventual filiação ao PSD não contraria as pessoas que elegeram o senhor governador?
Colombo – Não. Tenho certeza que não. As pessoas que votaram em mim não votaram na legenda, mas no projeto que eu apresentei. E isso não vai mudar caso eu vá para outro lugar. Mesmo assim, não tenho nenhum compromisso me obrigando a ir para o PSD, essa é uma possibilidade em aberto. Acho que o DEM está se isolando e se esvaziando e nós temos que buscar uma alternativa que fortaleça essa proposta política que apresentamos no ano passado e que me elegeu governador.
 
DC – O senhor conversou com o prefeito Gilberto Kassab (SP) nos últimos dias?
Colombo – Não, faz dias que não falo com ele. Conversei por telefone esporadicamente algumas vezes. O fato de pensar em ir para o PSD não quer dizer que estou rompendo uma posição aqui para me fixar em outra. Nem estou saindo da oposição para ir para a base do governo.
 
DC – Mas o partido criado pelo prefeito Kassab vem se aproximando da base do governo Dilma Rousseff. Mudando para o PSD, o senhor não seria governista?
Colombo – Não é isso que me move. Preciso tomar uma atitude em favor daquilo que acredito e que penso. Mas o que quero é me manter na oposição. Acho isso possível em qualquer partido que esteja.
 
DC – O deputado federal Abelardo Lupion (DEM-PR) falou que o DEM precisa se assumir como direita. É sobre isso que o senhor se refere quando fala em apresentar um novo projeto político?
Colombo – Eu acredito que precisamos ter oposição, mas não uma oposição destrutiva, que precisa ser contra tudo. Precisamos apresentar as alternativas que mostrem as coisas que são necessárias. A eleição deixou claro que nosso papel é fazer o contraponto. Mas hoje só discutimos as brigas internas.
 
DC – Como as lideranças do DEM vêm recebendo a possível saída do senhor?
Colombo – Há uma preocupação generalizada. Hoje (ontem), conversei com o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que trouxe uma proposta do diretório nacional e vamos conversar. Vamos tentar construir. As coisas estão muito desunidas, muito desarrumadas, focando muito o público de dentro do partido.
 
DC – Qual foi a proposta que o deputado apresentou ao senhor?
Colombo – Ele propôs que haja um entendimento entre as lideranças para construir esse plano. E é isso que eu quero.
 
DC – O deputado Onyx Lorenzoni informou aos jornalistas que o senhor garantiu que não sairá do DEM. É verdade?
Colombo – Não. Em nenhum momento da conversa prometi algo.
 
 
DC – Caso o senhor vá para o PSD, Jorge Bornhausen irá junto com o senhor?Colombo – Temos a mesma preocupação de construir uma ação política que nos aproxime mais da sociedade. Estamos afinados e nossa decisão será conjunta.
 
DC – Quando o senhor cogitou a possibilidade de sair do DEM e tornou isso público, naquela entrevista, o senhor deu um ultimato no partido, não é?
Colombo – Sim. Se o DEM não me apresentar um projeto, vou sair.
 
DC – O senhor conversou com o seu colegiado sobre a possibilidade de trocar de partido?
Colombo – Não. Estou só exteriorizando uma angústia minha. Não tomei nenhuma decisão.
 
DC – Qual é a data-limite para o DEM se fundir com o PSDB?
Colombo – Espero que dentro de alguns dias tenhamos de forma clara uma resposta. Imagino que até semana que vem tenhamos uma sinalização do PSDB e do DEM se vai haver um entendimento.
 
DC – Uma eventual saída do DEM pode decretar o fim do partido. Isso não lhe incomoda?
Colombo – Não existe final e nem começo. Existe identidade com a sociedade. E quando você perde ela, não tem sentido continuar onde está.
 
DC – Com quem mais o senhor conversou sobre a sua saída?
Colombo – Ninguém, além do Jorge Bornhausen. Só quis exteriorizar uma angústia. É meu dever provocar o partido para que busque se aproximar das pessoas.
____________________________________________________________________________
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Agressão a idosos em Garopaba
 
Com medo e sem respostas
Vizinhos e parentes do casal espancado estão revoltados. Polícia tem suspeito de cometer o crime
As 60 famílias da pacata Vila Macacu, na zona rural de Garopaba, perderam o sossego e buscam respostas para entender a brutalidade contra um casal de idosos, esfaqueados e espancados num assalto em sua própria casa, no fim de semana. Um suspeito é investigado pela polícia.
Os aposentados Vicente Pires, 73 anos, e Dorvalina Bento Pires, 81, continuam internados em estado grave no Hospital Regional de São José, na Grande Florianópolis. Segundo os familiares, não houve melhora e a situação de Vicente preocupa.
Nas ruas empoeiradas e até então calmas de Macacu, a comunidade aponta um suspeito das agressões contra o casal, ocorridas na madrugada de sábado. Trata-se de um morador da mesma localidade, conhecido por ser violento, se envolver em brigas e também por consumir álcool e drogas. Ele é investigado pela Polícia Civil. Foi interrogado por mais de duas horas, ontem, e depois liberado.
O delegado responsável pelas investigações, Carlos Diego de Araújo, disse que a polícia tem um forte suspeito e garante que a polícia irá esclarecer o crime nos próximos dias. Familiares do suspeito também foram ouvidos. Um deles teria estranhado ao vê-lo, na manhã de sábado, lavando um tênis e uma camisa sujos de sangue. Ao indagá-lo, teria ouvido que seria por causa de uma suposta briga, a qual a polícia apurou não ter acontecido.
– Suspeitamos de alguém que usa crack e que quando bebe costuma se envolver em agressões com faca – pontuou o delegado.
Vicente e Dorvalina foram atacados por um homem com faca (ou algum objeto cortante que pode ser uma tesoura) quando dormiam, de acordo com o que Dorvalina relatou aos familiares que a acompanham no hospital. O casal teria acordado com os golpes, na cama, e o assaltante entrado por uma janela nos fundos. A casa em que moram tinha marcas de sangue em vários cômodos. O ladrão levou R$ 2 mil em dinheiro e deixou os pertences da família.
– Foi covarde demais. Nem um animal faria o que ele fez – lamentava Dorci de Souza, irmã de Vicente.
A manicure Eliane de Souza Silva, sobrinha do casal, lembrou que, além da revolta, também há sensação de medo entre os moradores com a ação do criminoso.
A Vila Macacu tem praticamente uma via principal. Ali ficam o posto de saúde, a igreja, as vendas e as casas sem muros, onde todos se conhecem. O comerciante Fernando Souza estava inconformado
– São pessoas inofensivas, já de idade. Até o refrigerante ele pedia para eu abrir porque tinha pouca força.
 
ENTREVISTA
Carlos Diego de Araújo, delegado
O suspeito foi interrogado ontem pelo delegado Carlos Diego de Araújo, que prometeu esclarecer o crime ainda esta semana.
 
Diário Catarinense – No Bairro Macacu, os moradores falam de um suspeito que teria sido visto com uma camisa manchada de sangue depois do crime.
Carlos Diego de Araújo – Sobre essa mancha ninguém formalizou ainda. Mas esse suspeito existe, foi ouvido hoje (ontem) e negou tudo. Fizemos um extenso interrogatório, de mais de duas horas. Pegamos todos os detalhes. Ele se contradiz em algumas coisas. A partir das declarações, estamos ouvindo todas as pessoas citadas e percorremos todo o trajeto feito por ele.
 
DC – Qual a razão para o crime?
Araújo – Até é ruim falar isso, mas é psicose. Quando usa o crack fica assim… Ele (suspeito) tem caso de automutilação.
 
DC – Os idosos eram indefesos e se davam bem com todos.
Araújo – Pela circunstância do local ali, bem afastado, é alguém que conhecia. Não iria vir gente de fora para entrar na casa dos velhinhos e ver se tinha alguma coisa. Ali no bairro já circulava a informação que eles eram aposentados e tinham dinheiro em casa.
 
DC – O que falta para prender o responsável?
Araújo – O caso está 90% solucionado. Existe suspeito e acredito que ainda esta semana vamos esclarecer e prender o crime.
____________________________________________________________________________
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Ataque a posto da PM
 
 
Outro ataque a posto da PM
Um posto da Polícia Militar no Bairro Ingleses, no Norte da Ilha, foi alvo de um ataque na noite do último domingo.
Por volta das 23h30min, um motociclista teria passado e atirado contra o local. Segundo a PM, pelo menos um tiro de calibre 9mm atingiu o posto. Esse é o sexto caso de atentados contra prédios públicos na Grande Florianópolis em abril.
Logo após o ataque em Ingleses, guarnições da PM fizeram rondas pelo bairro procurando motocicletas com as mesmas características da usada pelo atirador. O local foi periciado, e a 8ª Delegacia de Polícia. De acordo com os investigadores, ainda não é possível afirmar se esse ataque tem relação com a facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC) ou foi um fato isolado.
____________________________________________________________________________
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Polícia divulga imagens de mulher que teria abandonado bebê
 
Polícia divulga imagens de mulher que teria abandonado bebê em supermercado de Joinville
Câmera de segurança gravou as suspeitas de deixaram uma criança no banheiro do Angeloni da rua João Colin
A polícia divulgou na última segunda-feira imagens de um vídeo que pode levar à identificação da pessoa responsável pelo abandono de um bebê no supermercado Angeloni da rua João Colin, na quarta-feira passada, em Joinville. A menina, recém-nascida, foi encontrada morta em uma lixeira de papel do banheiro feminino.
As imagens do circuito interno foram analisadas desde o momento em que o supermercado abriu até o instante em que uma funcionária da limpeza achou o bebê, por volta das 15 horas.
O delegado responsável pelo caso, Luis Felipe Fuentes, acredita que duas mulheres estejam envolvidas no abandono. No vídeo, elas aparecem entrando no supermercado por volta das 8h30 e caminham em direção ao banheiro. As duas voltam pelo mesmo caminho e deixam o mercado cerca de cinco minutos depois.
Em entrevista coletiva à imprensa, o delegado pediu que uma sequência de imagens fosse exibida em noticiários de jornais, sites e emissoras de televisão.
— O bebê não aparece no vídeo, mas as duas carregam sacolas e uma delas fica a maior parte do tempo com uma das mãos na barriga. Uma está sempre atrás da outra, apressada. Consideramos toda a movimentação suspeita — observa o delegado Luis Felipe.
Como a investigação não conseguiu identificar as mulheres, a polícia espera encontrá-las por meio de denúncias anônimas. O telefone de contato para quem tiver alguma informação é o 181. O laudo que pode confirmar a causa da morte do bebê ainda não foi divulgado, mas a suspeita é de que a menina tenha sido asfixiada.
 
 
Nota da Redação
Embora o vídeo não seja definitivo para a identificação de pessoas ligadas ao abandono e morte do bebê, “A Notícia” decidiu divulgar as imagens, a pedido das autoridades policiais, para colaborar com a investigação.
A reportagem não teve acesso ao restante do vídeo registrado pelo circuito interno do supermercado. O inquérito policial ainda está sendo elaborado e até este momento o crime não tem autoria confirmada nem suspeitos identificados.
____________________________________________________________________________
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Crimes e ocorrências
 
Suspeito se apresenta
O homem suspeito de matar dois irmãos na última quarta-feira no Bairro Monte Cristo, em Florianópolis, se apresentou à polícia ontem e confessou o crime.
Alvaino Vink da Silva, de 43 anos, disse no depoimento que atirou em legítima defesa.
Os irmãos Joni e Jadil Wipkoski, de 31 e 27 anos, moradores de Palhoça, foram até a borracharia de Alvaino e teriam ameaçado o homem e a filha dele. A moça era casada com Jadil. Segundo o homem, a discussão começou por causa de uma briga do casal.
Com medo de ser agredido, o borracheiro correu para dentro de casa, pegou um revólver e disparou contra os irmãos. Joni morreu no local, e Jadil não resistiu, depois de ficar um dia internado. Alvaino foi liberado. O delegado Ênio Matos disse que, por enquanto, não vai pedir a prisão preventiva do suspeito.
 
Rapaz de 18 anos é morto a tiros nos Ingleses
O jovem Eliezer Cruz dos Santos, de 18 anos, foi morto a tiros na noite de ontem na rua Albotroz, no Bairros dos Ingleses, na Capital. Moradores ouviram tiros por volta das 20h45min de ontem e chamaram a Polícia Militar. Ao chegar no local, os policiais encontraram o jovem morto no meio da rua. O corpo foi encaminahdo ao Instituto Médico Legal e o caso será investigado pela 8ª Delegacia de Polícia da Capital. Até o fechamento desta edição, ainda não havia suspeitos do crime.
 
Polícia Civil divulga imagens das câmeras
A polícia divulgou ontem imagens de um vídeo que podem ajudar na identificação da pessoa responsável pelo abandono de um bebê no supermercado Angeloni, em Joinville. A menina, recém-nascida, foi encontrada morta em uma lixeira do banheiro. As imagens do circuito interno foram analisadas desde que o supermercado abriu até o instante em que uma funcionária da limpeza achou o bebê, por volta das 15h.
Em entrevista, o delegado Luis Felipe Fuentes pediu que uma sequência de imagens fosse exibida pela imprensa. Duas mulheres, que podem ter informações sobre o caso, aparecem no vídeo.
 
Aconteceu na ALESC
 
Comissão Especial da Câmara dos Deputados discutiu catástrofes climáticas na Assembleia   
A Comissão Especial destinada a efetuar estudo e apresentar propostas em relação às medidas preventivas e saneadoras diante de catástrofes climáticas, da Câmara dos Deputados, presidida pela deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB/AC), reuniu-se nesta segunda-feira, às 15 horas, no Plenário Osni Régis, com a Comissão Permanente de Defesa Civil da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Kennedy Nunes (PP), com representantes das defesas civis municipais e estadual, além de bombeiros militares e voluntários, para discutir ações e programas de prevenção e respostas às tragédias naturais.
Esta foi a primeira reunião da Comissão fora de Brasília e objetivou ouvir os profissionais de Defesa Civil e as comunidades atingidas, avaliar os manuais e procedimentos de prevenção e respostas aos desastres, bem como o fluxo orçamentário relativo às defesas civis municipais e estaduais.
Entre as reivindicações dos profissionais catarinenses, destacam-se a criação de um quadro permanente de servidores nas defesas civis, desarticulado a cada troca de comando no estado e municípios; o envolvimento das comunidades na prevenção; a disponibilidades de técnicos (geólogos, engenheiros) para dar suporte aos pequenos municípios; treinamento às equipes locais e a implantação de sistemas de alertas.
Marcelo Ulisséa, presidente do Instituto Anjos do Mar Brasil, pediu que se intensifique a comunicação entre os diversos órgãos que atuam nas respostas às catástrofes. Alvir Schneider, coordenador da Defesa Civil de Joinville, sugeriu uma articulação maior para que a informação chegue a tempo aos moradores que serão atingidos. Euler Pereira, da Defesa Civil de Itajaí, destacou que não há política de continuidade nas defesas civis e que, no caso de Itajaí, há dificuldades de encontrar dados das enchentes de 2008.
Amanhã, terça-feira, às 7 horas, os membros da Comissão visitarão o município de Ilhota, que foi duramente atingido pelas enchentes e deslizamentos de terra em 2008.
Participaram da audiência pública os deputados federais Onofre Agostini (DEM), Jorginho Mello (PSDB), Décio Lima (PT), Esperidião Amin (PP), Luci Choinacki (PT), Carmen Zanotto (PPS), Odacir Zonta (PP), Glauber Braga (PSB/RJ), além dos deputados estaduais Dirce Heiderscheidt (PMDB), Reno Caramori (PP), Angela Albino (PCdoB) e Padre Pedro Baldissera (PT), o major Márcio Luiz, secretário-adjunto da Defesa Civil estadual, e o coronel José da Costa, do Corpo de Bombeiros.
 
Audiência sobre segurança pública será hoje às 14 horas 
O depupado estadual Jean Kuhlmann (DEM) organizou audiência pública que acontecerá hoje, segunda-feira, às 14h, no auditório da Câmara de Vereadores de Blumenau, para debater os graves problemas da segurança pública enfrentados pelo município.
O evento contará com a presença do secretário estadual César Grubba que trará um nova posição sobre reforços policiais para a cidade.
“Esse encontro tem o objetivo de definir linhas de ações, alertar o governo sobre a urgência das medidas a serem tomadas e dar voz aos representantes das comunidades diretamente atingidas pelo problema”, enfatizou Kuhlmann.
 
Data: Hoje – 25 de abril
Horário: 14h
Local: Auditório da Câmara de Vereadores de Blumenau.
P A U T A – Assembleia Legislativa, 26 de abril de 2011 ? terça-feira          
01: Reunião da Comissão de Justiça
Local: Sala das Comissões
Horário: 9 horas
 
02: Reunião da Comissão de Trabalho e Serviço Público
Local: Sala das Comissões
Horário: 11 horas
 
03: Sessão ordinária
Local: Plenário
Horário: 14 horas
 
04: Lançamento do livro “A miséria do esporte”, de Nilso Ouriques
Local: Hall
Horário: 19 horas
 
 
 
MÍDIAS DO BRASIL
 
 
Veículo: Portal Último Segundo
Editoria: Brasil
Assunto: Ex-delegado é condenado por preconceito contra muçulmana no Rio
 
 
 
Ex-delegado é condenado por preconceito contra muçulmana no Rio
Ex-policial ofendeu mulher por ela pertencer à região islâmica. Ele a chamou de palhaça devido a forma como se vestia
A Justiça do Rio de Janeiro condenou um ex-delegado por injúria preconceituosa contra a muçulmana Grasiela Panizzon.
O caso ocorreu em uma padaria, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste, no dia 3 de maio do ano passado. Na ocasião, o ex-policial Raul Oliveira Dias Alves submeteu a mulher, que portava a burka, véu característico da cultura mulçumana, a ofensas e humilhações. Ele usou uma toalha de mesa, colocando-a sobre a cabeça, a fim de fazer galhofa e humilhar Grasiela.
O réu fez uma série de comentários preconceituosos sobre religião e raça quando reparou que Grasiela vestia a indumentária tradicional das mulçumanas. Quando ela foi abordá-lo, ele começou a ofendê-la, dizendo em altos brados, que na religião islâmica seria comum pais se relacionarem sexualmente com suas filhas.
Disse ainda que era um absurdo a forma como as islâmicas se vestiam, bem como, deveria ser investigado o motivo pelo qual pessoas daquela religião poderiam residir no Brasil.
O ex-delegado, segundo os autos, chamou a mulher de palhaça por estar vestida daquela forma. Ele disse, ainda, em tom de deboche, que ela deveria ser um braço do Iraque no país.
 
Aversão ao Irã
Em sua defesa, o ex-delegado, que durante o episódio apresentava sinais de embriaguez, disse que tem certa aversão ao Irã e ao Iraque porque perdeu um parente que serviu pelos EUA na guerra do Golfo.
Na sentença, a juíza Andrea Fortuna Teixeira disse que a vítima é brasileira e encontrava-se legalmente em seu país natal, com liberdade de expressão e religião, não podendo jamais ser submetida a qualquer tipo de constrangimento pelo fato de sua vestimenta revelar sua opção religiosa.
Ela ressaltou, ainda, que o acusado tentou apresentar justificativas para a sua conduta que demonstram o seu desprezo e total ausência de respeito pela religião mulçumana.
O ex-policial foi condenado a um ano e 11 meses de prisão. Entretanto, a juíza substituiu a pena privativa de liberdade por duas restritivas de direito, consistentes na prestação de serviços à comunidade, a uma entidade assistencial, hospitalar ou escolar, e limitação de fim de semana, conforme determinação do Juízo da Execução. Não cabe mais recurso à decisão.
____________________________________________________________________________
Veículo: Portal Último Segundo
Editoria: Brasil
Assunto: Força Nacional não indica profissionais nem discrimina, diz assessoria
 
 
Força Nacional não indica profissionais nem discrimina, diz assessoria
Mulher de número 2 do departamento da Senasp afirma que entrou na corporação antes do marido. Órgão questiona nepotismo
O número dois da Força Nacional, capitão Luigi, ao lado da mulher, Adriana Ruver, mobilizada em Brasília
A assessoria de imprensa da Força Nacional afirmou ao iG que não cabe à Senasp (Secretaria Nacional de Segurança) indicar os “profissionais apresentados” nem fazer nenhum tipo de “discriminação (gênero e origem) quanto às indicações dos Estados”.
A reportagem telefonou para o gabinete do diretor-substituto da FN, capitão (BM-RS) Luigi Pereira, em dois dias diferentes e não o encontrou. Deixou recado informando que o conteúdo da matéria lhe dizia respeito, mas não obteve retorno.
De acordo com a assessoria da Força, a soldado da Brigada Militar do Rio Grande do Sul Adriana Ruver – mulher de Luigi – é “mais antiga que o mesmo na FN”. Segundo a assessoria, Adriana foi indicada pelo Rio Grande do Sul em 14 de janeiro de 2007.
Adriana Ruver, que trabalha na Coordenação de Ações Preventivas da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), afirmou ao iG que já operava na Força Nacional antes de o marido “pensar em entrar”. “Quem o estimulou a fazer o curso fui eu, que já tinha feito vários cursos. Isso [a matéria] é maldade, encomendado por alguém. Trabalho para caramba, tenho uma família toda para sustentar, ralo há um tempão, não tenho tempo para esse tipo de maldade. Não entrei aqui por conta de homem nenhum, não tenho meu emprego por conta de homem nenhum, não ia ser agora”, afirmou.
Adriana alegou ainda que não vê irregularidade em estar mobilizada em Brasília porque não responde profissionalmente ao marido. “Não sou subordinada a ele. Sou da Força Nacional muito antes dele, cursada da Força Nacional”, disse.
Capitão Luigi e Ângela Ruver, casados e atuando mobilizados pela Força Nacional na capital
Questionada sobre a mobilização da irmã Ângela Ruver para ir para Brasília, em 16 de dezembro, a soldado disse que ela também já integrava a corporação. “Nós somos cursadas [na Força Nacional], inclusive ela [Ângela Ruver], muito antes dele [capitão Luigi].” O repórter não conseguiu contato com Ângela no trabalho.
A assessoria de imprensa da FN, porém, confirmou que a cunhada do número 2 da organização só foi mobilizada em dezembro. Ela “foi solicitada, devido à sua formação como analista de sistemas para a Inteligência FN, pelo então responsável pela pasta, capitão Uirá Nascimento (RJ)”, segundo o órgão.
Mulher do sargento Bittencourt (BM-RS), a sargento da Brigada Simone da Rosa Baldi, que atua na Unidade Gestora da Força, foi mobilizada na administração anterior pela Senasp. “Estando esgotado seu tempo, está com passagem e apresentação definida para sua corporação de origem, desde 12 de abril, devendo apresentar-se em seu Estado de origem em 30 de abril”, disse a FN.
 
Força Nacional não indica profissionais nem discrimina, diz asses
A assessoria afirmou que a sargento Salésia, mulher do tenente-coronel PM-GO Agnaldo Augusto da Cruz, chefe de gabinete da secretária nacional de Segurança – Regina Miki –, atua na Ouvidoria, “sem cargo e na condição de colaboradora eventual”, desde a época em que marido era colaborador eventual da Força Nacional.
A FN disse não haver problema na atuação de ambos na Senasp porque a Ouvidoria “está subordinada ao assessor Guilherme, ligado funcionalmente à secretária nacional, não tendo qualquer vínculo com a Chefia de Gabinete”.
 
Força diz priorizar equipe multidisciplinar, não Estados
Questionada sobre a predominância de profissionais oriundos do Rio Grande do Sul, a Força Nacional afirmou que “não se levou em consideração a origem dos servidores, mas sim a necessidade de se estabelecer uma equipe multidisciplinar (multi-corporações)”.
De acordo com a assessoria, a perita gaúcha Heloísa Helena foi “escolhida dentro da característica ‘multi-corporação’” porque exerceu é a única na área judiciária a ter exercido “função de magistério por vários anos”.
Segundo a FN, outro motivo para ter uma especialista na área é a necessidade da Força de aumentar a capacitação de peritos e policiais civis. A perita estava no Departamento de Projetos e já conhecia a “sistemática de funcionamento da casa, além de ser uma liderança junto à perícia da FN, fato demonstrado quando assume os IML de Teresópolis e Nova Friburgo (crise no RJ)”.
A FN disse que o inspetor Brasil (PRF), responsável pela logística da FN, foi indicado pelo (DEA) Departamento responsável pelas Finanças, por ser “experiente em assuntos atinentes a licitações”, também seguindo “os parâmetros técnicos e multi-corporações da FN.”
Segundo a assessoria, à época do diretor anterior da FN, coronel PM-RJ Luiz Antônio, o capitão Luigi Pereira já era o coordenador de operações e o capitão Romeu já era o responsável pelos Bombeiros. Conforme a Força Nacional, o capitão Siste (BM-RS) “também foi designado responsável pelo setor de suprimentos da FN à época do antigo diretor. “Dentro do plano de substituições, será desmobilizado em 10 de Maio, devendo ser substituído, a princípio, por mobilizado do Estado do Piauí”.
____________________________________________________________________________
Veículo: Portal Último Segundo
Editoria: Brasil
Assunto: Força Nacional vira \’Força Gaúcha de Segurança Pública\’
 
 
Força Nacional vira \’Força Gaúcha de Segurança Pública\’
Policiais do Rio Grande do Sul ocupam cargos-chave no departamento da Senasp que reúne agentes bem avaliados nos estados
Diretor-substituto da Força Nacional, capitão Luigi, ao lado do sargento Domingos: dois gaúchos da Brigada Militar
A Força Nacional de Segurança Pública está se tornando menos nacional e mais gaúcha. Os quatro principais cargos da Força são ocupados por policiais do Rio Grande do Sul.
Além do diretor, major da Brigada Militar Alexandre Augusto Aragon, são gaúchos o diretor-substituto e coordenador-geral de Operações, capitão Luigi Pereira, a coordenadora-geral de Treinamento e Capacitação, perita Heloísa Helena Kuser, que substituiu o tenente-coronel Sidenir Cardoso, da Brigada Militar do Estado, e o coordenador-geral de Logística, João Antônio da Silva Brasil, policial rodoviário federal.
Também são oriundos da corporação policial do Estado o coordenador dos Bombeiros da Força, capitão Romeu; o chefe de suprimentos de logística, capitão Siste. A corregedoria da Força Nacional, também está a cargo de um gaúcho, o capitão Velásquez – antes sem função –, auxiliado pelo sargento Ritter, do mesmo Estado.
De acordo com integrantes da Força Nacional, missões de destaque têm ficado a cargo de policiais do Rio Grande do Sul, caso do capitão Charopen, comandante da tropa no socorro às vítimas das chuvas da Região Serrana, em Teresópolis.
Dois outros policiais do Rio Grande do Sul tinham postos de comando deixaram suas funções recentemente: capitão Bianchini, que comandava o Bepe (Batalhão Escola de Pronto Emprego), e major Fonini, coordenador de policiamento de fronteira até janeiro.
Outras oito coordenações da Força Nacional são preenchidas por agentes de fora do Rio Grande do Sul. Nenhuma, porém, tem o status das quatro coordenações-gerais.
O grupo de trabalho da Copa do Mundo de 2014, núcleo prestigiado internamente e dissolvido há cerca de um mês – segundo a Força –,incluiu o major Canto e o capitão Vargas, ambos do Rio Grande do Sul. Foi também para esse grupo que o tenente da reserva da Brigada Militar Sérgio Luiz foi enviado, apesar da determinação da Senasp de desmobilizar colaboradores que já saíram da ativa por tempo de serviço.
No gabinete do capitão Luigi, quatro dos sete militares são brigadianos, do Rio Grande do Sul – tenente Gilberto, tenente Sandro, sargento Sílvio Domingos e soldado Borges. O assessor da chefia de gabinete da secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, é o tenente gaúcho Matos.
A Senasp também tem muitos policiais do Rio Grande do Sul. O próprio gabinete da secretária nacional de segurança Pública, Regina Miki, tem ao menos três: o tenente Matos, sargento Friden, soldado Maria. A área de Recursos Humanos mais três: Sargento Marla, soldado Maria e soldado Azevedo.
____________________________________________________________________________
Veículo: Agência Câmara
Editoria: Segurança
Assunto: Controle de armas e munições no Brasil
 
 
Mendonça Prado descarta mudanças no Estatuto do Desarmamento.
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado inicia nesta semana uma série de audiências públicas para discutir o controle de armas e munições no Brasil, em resposta ao massacre ocorrido em uma escola municipal de Realengo, no Rio de Janeiro. O primeiro debate está marcado para quinta-feira (28), às 10 horas no plenário 6.
Segundo o presidente da comissão, deputado Mendonça Prado (DEM-SE), o objetivo do ciclo de debates é fazer um diagnóstico sobre o controle de armas e avaliar quais ações podem ser realizadas pelo Congresso.
Foram convidados para a audiência de quinta-feira:
– o chefe do Sistema Nacional de Armas (Sinarm), Douglas Morgan Fullin Saldanha;
– o presidente do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, coronel Álvaro Batista Camilo; – o pesquisador do Sistema de Indicadores de Percepção Social do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Almir de Oliveira Júnior;
– o diretor-institucional da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições, Salésio Nuhs;
– o presidente do Movimento Viva Brasil, Bené Barbosa;
– o coordenador do programa de controle de Armas do Viva Rio, Antônio Rangel Bandeira; e
– a diretora do Instituto Sou da Paz, Melina Risso.
 
Falta de controle
A percepção dos deputados ligados à segurança pública é a de que o episódio de Realengo evidenciou a falta de fiscalização, não de legislação. Eles descartaram mudanças substanciais no Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03), como a proposta de realização de um novo plebiscito em discussão no Senado.
“O plebiscito seria um absurdo, uma despesa a mais para o povo brasileiro. [A consulta] Não criará uma autoridade capaz de tomar dos criminosos as armas em circulação no País”, opinou Mendonça Prado.
 
Alessandro Molon cobra maior fiscalização
Para o presidente da subcomissão especial sobre o controle de armas e munições, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), discutir uma nova consulta popular sobre armas é um equívoco. “A principal carência nesse campo é a fiscalização do cumprimento da lei que já está em vigor”, avaliou. “A primeira tarefa da subcomissão é cobrar que o Estatuto do Desarmamento seja colocado em prática”, emendou.
 
Mudanças pontuais
Mendonça Prado informou que, nos próximos 60 dias, a Comissão de Segurança Pública vai ouvir especialistas e apresentar propostas para melhorar a fiscalização das armas. “Já estamos estudando algumas ideias, como a identificação das munições vendidas, o que não existe hoje”, disse.
Relator da CPI da Violência Urbana e da CPI do Tráfico de Armas, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) defende que as eventuais mudanças no Estatuto sejam articuladas com outras ações. “Temos de pensar em medidas que se complementem, que envolvam controle de fronteiras, unificação do sistema de registro, política diferenciada de identificação de armas na indústria. Qualquer mudança no desarmamento virá no bojo dessas medidas”, avaliou.
Os parlamentares defenderam o aumento do controle das armas em posse do Poder Público. “Quando o governo aperta as fronteiras, os criminosos se voltam para o território nacional e alguns fóruns tornam-se presas fáceis para esses bandidos”, disse Paulo Pimenta. Já Mendonça Prado considera necessária a criação de “salas de armas” nas delegacias, onde todos os armamentos apreendidos sejam controlados com maior rigor.
 
Ampliação
Uma das medidas anunciadas pelo presidente da Comissão de Segurança depois do massacre de Realengo é a suspensão da tramitação de projetos que concedam porte de armas a integrantes de categorias não contempladas na legislação atual. A iniciativa, segundo Mendonça Prado, tem caráter preventivo, ou seja, essas propostas poderão ser aprovadas no futuro.
 
Paulo Pimenta quer ações integradas, que incluem controle nas fronteiras
“Nós vamos avaliar as categorias que fazem uso de armas para ver se há necessidade de ampliar o porte para guardas municipais de cidades com menos de 50 mil habitantes ou agentes penitenciários, por exemplo. Mas o porte não pode ser concedido antes da criação de mecanismos que impeçam que armas saiam do controle do Estado”, destacou.
Tramitam na Câmara cerca de 15 projetos que concedem porte de arma a autoridades. A maioria deles dá esse direito aos guardas municipais de cidades com menos de 50 mil habitantes (PL 2857/04 e outros), mas há iniciativas para conceder o porte a integrantes de entidades científicas ou de pesquisa (PL 5168/09), conselheiros tutelares (PL 1053/11) e procuradores da República (PL 7896/10), entre outros.