Área do associado

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Clipping 31 de março

31.3.2011
CLIPPING
31 Março 2011
 
MÍDIAS DE SANTA CATARINA
 
Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Visor
Assuntos: Livro Os 25 Anos da Delegacia da Mulher de Florianópolis
                   Pronasci
                   Equipamento consulta todas informações do veículo
 
PANTERA
Será lançado às 14h, na Assembleia Legislativa, o livro Os 25 Anos da Delegacia da Mulher de Florianópolis: Impasses e Perspectivas para a Base de Pantera. O trabalho do psicólogo-policial Luís Fernando Neves Córdova é uma compilação de artigos sobre o cotidiano da delegacia e análise dos BOs da 6ª DP.
 
REQUENTADO
O convênio da adesão de SC ao Pronasci, assinado entre o governador Raimundo Colombo e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no último dia 25, é exatamente igual ao que foi sacramentado em 16 de junho do ano passado entre o Estado e a União.
Também com direito a pompa, circunstância e promessa de repasse dos mesmos R$ 20 milhões anunciados na sexta. Sabe quanto pingou do programa no caixa do Tesouro no ano passado? Nenhum centavo. É que não apresentaram projeto ao Ministério da Justiça.
 
 
HIG TECH
A PM está testando um equipamento que lê a placa do veículo, consulta o banco de dados do Detran e, em segundos, traz todas as informações, como eventuais furtos, multas e até a situação fiscal do carro. O sistema foi desenvolvido em Blumenau. Ontem, durante uma blitz no Bairro Coqueiros, vários motoristas foram abordados. Nenhum carro roubado foi identificado, mas o que descobriram de IPVA atrasado não está no gibi…
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Geral
Assunto: Mudança no tráfego de São José
 
Mudanças no tráfego em São José
Reforma de ponte no limite com a Capital deixa a passagem em meia-pista até o final do ano
Uma das principais ligações entre São José e Florianópolis – a ponte sobre o Rio Araújo, na Avenida Presidente Kennedy, em Campinas – será parcialmente interrompida a partir de abril.
Quem hoje usa a avenida para se dirigir à Capital vai precisar ficar atento às mudanças, que devem começar a valer daqui a 30 dias. Apenas parte da via ficará liberada, e só no sentido Florianópolis-São José.
As alterações são temporárias e ocorrem devido à reforma da ponte, que será reconstruída e terá quatro pistas para veículos e calçadas para pedestres. Primeiro, as obras serão feitas em metade da ponte, e a outra metade ficará liberada ao tráfego. Depois, a situação se inverte. O sentido único será adotado do início ao fim da revitalização.
Sem o acesso a Florianópolis pela ponte, o motorista que trafega pela Presidente Kennedy poderá escolher entre dois caminhos alternativos: pela Avenida Beira-Mar ou pelo túnel que dá acesso ao Bairro Capoeiras. A Secretaria de Segurança, Defesa Social e Trânsito ainda estuda outras duas prováveis rotas. Ambas devem exigir mudanças no sentido de tráfego.
As obras – e as consequentes mudanças no trânsito – devem durar de abril até o fim do ano. A reforma da Avenida Presidente Kennedy, que já terá começado, não deve interferir em uma nova mudança.
Para evitar transtornos e movimento intenso de veículos nos horários de pico, o secretário de Segurança, Defesa Social e Trânsito, Edson Souza, diz que duas rotas em direção à região continental de Florianópolis terão o sentido de ruas alterado. Para aqueles que trafegam pela Avenida Presidente Kennedy, pode haver a opção de dobrar à esquerda, na Avenida Josué di Bernardi, ou, então, à direita, no acesso à Avenida Beira-Mar.
Mais de 25 mil veículos passam todos os dias pela ponte. Para os motoristas se acostumarem desde já com as mudanças, a prefeitura irá sinalizar com placas, nas próximas duas semanas, as novas rotas.
O maior impacto deve ser com as linhas de ônibus. São mais de 50, de quatro empresas diferentes, que trafegam pelo local. As mudanças serão decididas hoje à tarde, em uma reunião entre os setores envolvidos.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Detentos escrevem carta com denúncias sobre penitenciária São Pedro de Alcântara
 
Tortura, corrupção, fome, tiros…
Carta assinada por 700 dos 1,3 mil detentos da maior cadeia do Estado expõe a falta de segurança dentro e fora das celas
Torturas, ameaças de morte, tiros de bala de borracha à queima roupa. Choques elétricos e gás de pimenta. Falta de segurança e insalubridade. É o que denunciam presos da penitenciária de segurança máxima de São Pedro de Alcântara, a maior cadeia de SC.
Eles fizeram um abaixo-assinado apontando irregularidades no sistema prisional. A carta, escrita no início deste ano, foi endereçada à Corregedoria do Tribunal de Justiça e expõe 10 pontos em que a situação estaria crítica para os internos.
De acordo com a Comissão de Assuntos Prisionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), 700 dos 1,3 mil presos assinam o documento.
A carta começa com a ressalva de ser um documento respeitoso, em que os detentos reafirmam o profissionalismo da corregedoria. Algumas das denúncias, enumeradas de 1 a 10, são acompanhadas por sugestões do que poderia ser feito para dar mais dignidade à vida dentro do cárcere.
Sobre o ambiente da penitenciária, os detentos alegam que a fiação está exposta e há riscos de choque e incêndios. No mês passado, Fernando Eduardo Pinheiro, 31 anos, foi o quarto homem encontrado morto na penitenciária em 2011. De acordo com o Departamento de Administração Prisional (Deap), ele morreu isolado eletrocutado em uma cela.
Na carta, os detentos reclamam de falta de água, que seria ligada apenas três vezes por semana por 90 minutos. Maria, mãe de um dos internos que cumpre pena em São Pedro de Alcântara, atesta que a água destinada aos presos tem cor de barro.
Em outubro do ano passado, a Vigilância Sanitária inspecionou a penitenciária de São Pedro de Alcântara e elaborou um auto de infração no nome do diretor Carlos Alves.
A Vigilância Sanitária concluiu, entre 22 irregularidades, que as instalações elétricas estavam em precárias condições. Além disso, atestou que a rede de tratamento de esgoto estava saturada e que a triagem dos detentos que chegam à penitenciária é feita no mesmo local onde se encontram internos portadores de doenças infectocontagiosas. Ainda segundo a Vigilância, faltam ventilação, iluminação e espaço apropriado para receber visitas.
Conforme o juiz corregedor que apura o caso, Alexandre Takashima, a carta coletiva chama a atenção porque os presos exigem simplesmente que o direito deles seja cumprido.
– A carta foi enviada para a OAB e o Ministério Público. Se chegou ao ponto de uma manifestação coletiva, é porque o sistema está perto do caos.
O diretor do Deap, Adércio Velter, que não sabia da carta, não quis se manifestar sobre o assunto.
 
 
Advogada viu agressão
A advogada criminalista Iracy da Costa foi à penitenciária atender a um cliente que havia apontado denúncias de maus tratos e agressões, motivo pelo qual tentou fugir de São Pedro de Alcântara. Segundo a advogada, a tentativa de fuga gerou mais agressões por parte dos agentes, que levaram o detento para “a toca”, lugar onde ocorreriam as torturas.
O cliente dela, que já foi transferido para outra unidade, relatou sucessivas surras com pauladas, gás de pimenta, socos e chutes. No dia 18 de março, ela verificou que o interno apresentava marcas visíveis de agressões.
– Ele não conseguia parar de tremer um minuto sequer. Tinha sido muito torturado, até com choques.
Enquanto aguardava o cliente, a própria advogada testemunhou dez policiais armados com fuzis de balas de borracha retirarem, aos socos, um preso da cela para levar a uma galeria isolada. O que se seguiu, segundo a advogada, foram mais de cinco tiros acompanhados pelos gritos do preso.
No dia seguinte, Iracy esteve em audiência em que o detento supostamente torturado, apesar de ostentar marcas visíveis de agressão e feridas pelo corpo, não quis protocolar denúncia contra a penitenciária.
No dia 18 de março, o DC publicou a história do detento Luiz César da Silva. Um laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) confirmou que ele tinha ferimentos causados por pauladas e lesões por estilhaços de bomba. Na ocasião, o diretor do Deap, Adércio Velter, afirmou que alguns presos se autoflagelam.
– O medo de represálias é intenso. E depois ainda dizem que os presos se autoflagelam. Eu vi, eu estive lá – declarou a advogada.
Ela mandou a denúncia ao Tribunal de Justiça (TJSC). Segundo ela, de alguns meses para cá, seu celular apresenta “chiados e interferências”.
– Provavelmente está grampeado – acredita Iracy.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Drogas em postos
 
Líder e mais sete vão presos
Alguns suspeitos detidos ontem têm ligação com a venda de cocaína e crack em Itajaí, mostrada no domingo pelo Fantástico
Faltava pouco para as 7h de ontem quando uma equipe de policiais chegou ao Loteamento Santa Regina, em Itajaí. Ainda em silêncio, os moradores, aos poucos, saíam para trabalhar.
O alvo era o morador de uma casa de muro alto, feito de vidro e fechado com película escura. O homem, cujo nome não foi divulgado, é apontado como o maior traficante do grupo preso ontem pela Operação Congrio. Além dele, outros sete suspeitos de tráfico foram presos ontem.
A ação foi deflagrada por policiais federais e rodoviários federais em Itajaí. Além de dois carros, a polícia apreendeu droga na casa onde o suspeito vivia com a mulher e a filha.
O objetivo da ação é combater o tráfico de drogas, inclusive em rodovias brasileiras.
– A Operação Congrio tem ligação com o problema apresentado na reportagem do Fantástico. Com essas prisões, nós desarticulamos os traficantes que ofereciam e vendiam drogas em postos de combustíveis e rodovias – afirmou o delegado da Polícia Federal de Itajaí, Fábio Mertens.
Desde o início da Operação Congrio, há mais de seis meses, mais de 50 quilos de cocaína e crack foram apreendidos. Um revólver calibre 38 e munições também foram recolhidos.
– Essa operação começou com a prisão dos fornecedores. A partir daí ,a intenção foi eliminar o tráfico interno, que é o que causa o maior dano social. Tiramos de circulação quem fornecia e também os pequenos traficantes – garante o superintendente da Polícia Federal em Santa Catarina, Mauro Vinícius Moraes.
 
Droga era fornecida por “barão” preso há dois meses
A droga era fornecida principalmente por Júlio César Wiese, 51 anos, e Pedro Paulo Junco, 27, presos no final de fevereiro pela Polícia Federal. A dupla era sócia no fornecimento de cocaína do Paraguai para o Sul do Brasil. Em SC, a distribuição ocorria principalmente Vale do Itajaí e também na Capital. Os dois, em parceria com outros traficantes, traziam para o país 500 quilos de drogas por mês, estima a polícia. A travessia para o Brasil era feita em veículos com esconderijos para os entorpecentes.
Wiese é considerado pela polícia um dos barões da cocaína em SC. Desde 1995, foi condenado duas vezes por tráfico de drogas e tem uma prisão decretada em aberto. Em liberdade condicional, fugiu para o Paraguai, de onde continuou no comando do tráfico, até ser preso, no início deste ano.
 
 
ITAJAÍ
Ação policial
A Operação Congrio ganhou este nome pois os suspeitos usavam a palavra peixe para falar de cocaína nas conversas. O congrio tem alto valor de venda, assim como a cocaína
EQUIPE
– 55 policiais federais de Santa Catarina
– 35 policiais rodoviários federais de Santa Catarina e do Paraná
– Mais de 20 viaturas
– 10 equipes se dividiram para cumprir os mandados de prisão e busca e apreensão
APREENSÕES
– 1 revólver calibre 38 com seis munições
– R$ 25,2 mil em espécie e R$ 11,4 mil em cheques.
– 672 gramas de cocaína em quatro locais
– 1 comprimido de ecstasy
– 5 TVs de LCD
– 5 carros
– 3 motos
– 3 balanças de precisão
– Cerca de 20 celulares;
– Documentos relacionados ao tráfico.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Área no Bairro Agronômica
 
Área seguirá pública, diz Colombo
O governador Raimundo Colombo afirmou que vai manter pública a área no Bairro Agronômica quando transferir o Complexo Penitenciário da Agronômica para outro local. A dúvida existia porque havia sobre a capacidade do Estado em pagar a obra. A construção da nova unidade prisional, com 2,7 mil vagas, deve custar RS 104 milhões.
Desde o governo Luiz Henrique da Silveira técnicos discutem o destino do terreno. A União Florianopolitana de Entidades Comunitárias defendia o uso público. Mas a possibilidade de venda de ao menos parte da área à iniciativa privada sempre foi uma alternativa. Hoje, às 14h30min, o governador participa de uma audiência pública na Câmara dos Vereadores de Florianópolis. Na ocasião, deve ser questionado sobre qual finalidade dará ao terreno da Agronômica e o prazo para transferência dos presos.
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Veículo: Diário Catarinense
Editoria: Polícia
Assunto: Crimes e ocorrências
Retrato falado não foi feito
A divulgação do retrato falado do criminoso que raptou por 28 horas a empresária e arquiteta em Florianópolis Simone Rezende de Mendonça, 39 anos, acabou não sendo feita ontem.
As razões também não foram anunciadas. A imagem do rosto do homem deverá ser feita pela a partir das características dele observadas pela vítima. A divulgação é uma das formas que a polícia pretende para tentar identificá-lo e prendê-lo, embora outros recursos de investigação estejam sendo adotados e mantidos em sigilo.
Uma equipe de policiais da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santa Catarina está à frente do caso. Há apoio de policiais civis do Rio Grande do Sul. Até ontem à noite, não havia notícia de algum preso. Na sexta-feira passada, a arquiteta foi obrigada a dirigir de Florianópolis ao RS pelo criminoso sob a mira de uma arma de fogo. Ela foi atacada na Avenida Beira-Mar Norte.
 
Traficantes fora, família dentro
A Justiça decretou a prisão preventiva de três traficantes que expulsaram uma família de casa na comunidade do Sapé, na Capital, no último dia 11. A Polícia Civil já identificou os traficantes. Por não aceitarem que a residência fosse usada como rota do tráfico de drogas, duas mulheres e cinco crianças foram ameaçadas de morte e jogadas na rua, no último dia 11. A família só salvou roupas e um colchão. Dias após a ação dos traficantes, a polícia invadiu a casa alugada onde a família morava e encontrou uma balança, crack e maconha, mas ninguém foi preso. Os móveis haviam sido queimados, a geladeira e a televisão, quebradas. Aos 51 anos, a chefe da família acredita que o sossego será absoluto depois da prisão dos traficantes.
 
Mulher salva de agressor dentro do carro
Um homem de 20 anos foi preso em flagrante por ser suspeito de sequestrar e tentar estuprar uma mulher de 21 anos em Itajaí, na noite de terça-feira, por volta das 21h. A Polícia Militar chegou até o local do crime depois que o namorado da vítima informou à Central de Emergência que estava falando com a namorada pelo celular enquanto ela estacionava o carro e ouviu um homem a abordando. A PM localizou o carro. O suspeito estava sobre a vítima, que estava nua, com as mãos e pés amarrados e com ferimentos por todo o corpo.
 
Três são presos por tortura e sequestro
Homens teriam mandado agredir mecânico porque suspeitavam de furto
Suspeitos de torturar, sequestrar e tentar matar um jovem de 23 anos, três homens foram presos ontem, em Araquari e Joinville, no Norte de SC. Outros dois ainda estão foragidos.
Os mandados de prisão temporária foram cumpridos por 20 policiais civis das duas cidades. Segundo o delegado de Araquari, Raphael Werling de Oliveira, os suspeitos desconfiaram que o mecânico, de 23 anos, teria furtado a casa de um deles. Por querer explicações e os objetos de volta, eles pegaram a vítima em casa, torturaram dentro de uma Fiorino, deram um tiro de raspão na orelha e, ao perceber que pegaram a pessoa errada abandonaram às margens da BR-101.
O crime aconteceu em 4 de janeiro. No dia 6, a vítima pediu para um amigo fazer o boletim de ocorrência. De acordo com o delegado Raphael, eles chegaram aos suspeitos graças ao relato da vítima que conhecia dois deles.
–Após o BO, iniciamos as buscas. Não falamos do caso para não atrapalhar as investigações.
Mas depois de ter ido à delegacia, as ameaças se tornaram constantes contra a vítima e neste mês, dois tentaram assassinar o jovem mecânico na casa de um amigo, no Bairro Itinga, em Araquari.
A polícia encontrou os homens que teriam praticado o crime nos bairros Floresta, Escolinha e Petrópolis, todos da zona Sul de Joinville. Por coincidência, quatro dos suspeitos são donos de ferro velho, dois deles foram presos, e um é dono de guincho, também detido. Durante as buscas, um dos suspeitos percebeu a ação da polícia e fugiu, mas foi encontrado em casa logo em seguida.Dois revólveres, uma espingarda e munições foram apreendidas na operação.
ENTREVISTA Mecânico, vítima das agressões
O mecânico não consegue esquecer o que passou com os homens que o torturaram por mais de uma hora. Depois de ter registrado boletim de ocorrência, vieram as ameaças e a tentativa de assassinato.
 
Diário Catarinense – Como eles chegaram na sua casa, em janeiro?
Vítima – Era 22h30min e eu estava esperando minha mulher. De repente, dois deles, meus conhecidos, chegaram de Fiorino e eu pedi para entrarem no pátio. Eles chegaram de boa, mas me renderam e quando fizeram isso saíram três pessoas armadas de dentro do carro. Eles me levaram para dentro do veículo.
 
DC – O que fizeram com você?
Mecânico – Assim que entrei no carro eles começaram a me bater. Mas bater forte mesmo, com coronhadas. Eles perguntavam onde estavam as coisas furtadas, mas não era eu o ladrão. Cada vez que eu dizia não saber eles ficavam com mais raiva. O carro andou por 20 minutos e aí parou no meio de um mato onde me colocaram para fora.
 
Diário Catarinense – Aí pararam de te bater?
Vítima – Não. Eu só pensava que ia morrer, mas eu dizia pra eles “vocês me conhecem, nunca fiz isso. Não fui eu”, Me acertaram um tiro de raspão na orelha e quando perceberam que não era eu mesmo falaram para não avisar a polícia, caso contrário, matariam eu, minha mulher grávida, e colocariam fogo na casa.
 
Diário Catarinense – Você procurou a polícia?
Vítima – Fiquei com medo. A partir daí, as ameaças se tornaram constantes. Até que no início deste mês fui visitar um amigo e tentaram me matar. Aí, que decidimos sair de casa.
 
Diário Catarinense – E agora onde você fica?
Vítima – Fico migrando pelas casas dos parentes. Vivo com medo, pois tem dois soltos e o pessoal se não faz manda fazer. Minha preocupação é com minha mulher. A gente leva e busca ela no trabalho diariamente. Eu não estou trabalhando. Estou machucado e ainda tenho medo de sair. É cansativo, mas é uma luta pela sobrevivência.
 
 
BLOGS
 
Moacir Pereira
 
Câmara debate futuro da Penitenciária Estadual
Audiência pública destinada a debater o futuro da área da Penitenciária Estadual da Trindade vai ser realizada nesta quinta-feira, as 14h 30m na Câmara Municipal de Florianópolis, por iniciativa do vereador João Amin. Já confirmaram presença o presidente da SC-Parcerias, Enio Branco, o secretário Cesar Souza Júnior e o deputado Silvio Dreveck.
 
Aconteceu na ALESC
 
Bancada do PT apresenta emendas ao projeto de reforma administrativa
 
Petistas defendem manutenção de regionais da Fatma e diminuição das SDRs
A Bancada do PT apresentou nesta quarta-feira (29) dez emendas ao projeto de lei da minirreforma administrativa, encaminhado pelo governo do Estado à Assembleia Legislativa. O líder do partido, deputado Dirceu Dresch, destaca como principal emenda a que propõe a redução das Secretarias de Desenvolvimento Regional (SDRs), de 36 para 20.
“O momento é propício para discutirmos a necessidade de tantas SDRs. Passaram-se quatro meses e o governador ainda sequer nomeou todos os secretários regionais, que pouca falta fizeram. Isso mostra que essas estruturas não têm importância para a sociedade, por isso defendemos a manutenção de apenas 20 regionais, número igual ao de associações de municípios existentes no estado”, expõe Dresch.
Outra emenda apresentada pelo partido visa a manutenção das 22 regionais da Fatma que o projeto do governo quer extinguir. O PT também propôs a aplicação dos recursos oriundos da venda do patrimônio do Estado, no caso a Zona de Processamento de Exportação de Imbituba, em saúde e segurança pública, sugerindo, como exemplo, a construção de um centro estadual de recuperação de dependentes químicos.
O prazo para apresentação de emendas ao projeto de reforma terminou hoje. O relator do projeto deve apresentar seu parecer no dia 5 de abril. O projeto tramita em regime de urgência e deve ser votado até o dia 16 em plenário.
 
Deputado Nilson Gonçalves envia ao Plenário requerimentos à Ordem do Dia
O deputado Nilson Gonçalves (PSDB) encaminhou nesta última terça-feira, 29 de março, às comissões, para posterior votação no Plenário da Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 91/2011, que dispõe sobre programa de assistência psicológica aos servidores que atuam na segurança pública do Estado de Santa Catarina. A matéria tem por objetivo dar melhores condições de recuperação psicológica permanente aos agentes da segurança pública quando necessário.
O projeto foi apresentado pelo mesmo autor no ano de 2007, sob o nº PL 149/2007, aprovado em plenário na 33ª Sessão Extraordinária em 03/12/2009, e vetado pelo então governador Luiz Henrique da Silveira em 04/02/2009. O parlamentar, diante das fortes reivindicações da categoria, resolveu refazer o projeto de lei e reapresentá-lo, argumentando que o projeto é de grande importância para a sociedade.
 
 
Padre Pedro defende projeto público para área da Penitenciária na Capital           
O deputado Padre Pedro Baldissera (PT) defendeu, nesta quarta-feira (30), que a área da Penitenciária localizada no bairro Agronômica, em Florianópolis, seja destinada para estruturas públicas de atendimento da população e de lazer. Conforme o parlamentar, apesar da Assembleia Legislativa ter aprovado, no início da década, um projeto autorizando a venda da área, a medida deve ser revista em razão da inviabilidade de utilização da área para ocupação imobiliária.
O parlamentar elogiou a decisão do governador Raimundo Colombo, que manifestou o interesse de implantar um hospital no local. No entanto, lembrou que os mais de 56 mil metros quadrados do terreno podem ser destinados a diversas estruturas públicas. “A área poderia abrigar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), uma série de estruturas como Pró-Cidadão, serviço de atendimento jurídico à população, espaços para a realização de cursos dirigidos, creche, espaços para grupos de idosos, para grupos de teatro”, detalhou.
Uma audiência pública sobre o tema, na tarde desta quinta-feira, na Câmara de Vereadores de Florianópolis, discutirá as propostas de ocupação da área. Na avaliação do parlamentar, um projeto amplo que destine as estruturas à população de Florianópolis não só garante mais qualidade de vida, como assegura um espaço em que a comunidade terá como referência de serviços públicos desde a área de saúde até o entretenimento.
 
 
Deputado Eskudlark pede providências contra o crime organizado no setor de transportes de cargas     
– Só nos três primeiros meses do ano, o prejuízo chega a R$ 800 milhões. Região Sul do Estado é a mais prejudicada –
 
O deputado Mauricio Eskudlark (PSDB), integrante da Comissão de Segurança Pública da Assembleia, repercutiu hoje ( 30) o “Manifesto de preocupação contra o crime organizado no setor de transporte de cargas”, entregue pelos empresários do setor, a maioria concentrada na região Sul do Estado, durante encontro em Tubarão na noite de terça-feira última. Eskudlark pediu providências da Policia Federal e sugeriu uma ação integrada entre as polícias civis dos estados para coibir e investigar os roubos que acontecem em todo o território nacional e que só no primeiro trimestre deste ano já contabilizaram um prejuízo ao redor de R$ 800 milhões ao setor em todo o país.
Documento idêntico também já foi encaminhado ao governador do estado Raimundo Colombo alertando para o problema e solicitando empenho para mobilização do setor policial. Ex- Delegado Geral da Policia Civil e com 30 anos de serviço na área, o deputado Eskudlark acredita que o governo catarinense, por meio da Secretaria de Segurança Pública, pode coordenar uma ação integrada entre as polícias estaduais para aprofundar as investigações dos crimes, já que a maioria acontece fora das estradas catarinenses. “Atualmente, a maioria dos casos, gera apenas um Boletim de Ocorrência, mas os crimes acabam não sendo investigados, favorecendo a continuidade da ação dos criminosos e o aumento do prejuízo aos transportadores”, observa o deputado.
De acordo com levantamento das entidades representantes do setor, o Sul do país é a segunda região com maior número de ocorrências, só perdendo para a região Sudeste. Santa Catarina, por sua vez, é o segundo estado que mais paga prêmio de seguro para estes casos, ficando atrás apenas de São Paulo. Já a região Sul do estado, com destaque para Tubarão e Criciúma, concentra a maior frota de caminhões de transporte de cargas em Santa Catarina, originando o surgimento de diversas associações de defesa e proteção da categoria contra os furtos de veículos e de cargas. Em menos de um ano, mais de 200 roubos de caminhões e de cargas foram registrados.
 
 
MÍDIAS DO BRASIL
 
 
Veículo: Portal Último Segundo
Editoria: Geral
Assunto: RJ: Presos tinham ar-condicionado e frigobar em celas na baixada
 
 
RJ: Presos tinham ar-condicionado e frigobar em celas na baixada
Vistoria feita por promotores em carceragem da Polinter em Nova Iguaçu descobriu várias mordomias dos detentos
 
Em vistoria nesta nesta quarta-feira (30) na carceragem da Polinter em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, o Ministério Público Estadual descobriu que os presos gozavam de várias mordomias na cadeia. De acordo com os promotores, 37 detentos possuíam aparelhos de ar-condicionado, frigobar, televisão, microondas, fogão e até vídeo-games nas celas.
Os peritos convocados pelo Ministério Público que estiveram na carceragem notaram também que, para manter esses aparelhos funcionando, foram realizadas ligações da parte elétrica interna com fios dos postes da rua. Segundo os promotores, ficou constatado furto de energia. Nas celas especiais, também foram encontrados facas, garfos e outros equipamentos cortantes.
A Corregedoria-Geral de Polícia Civil também resolveu interditar as celas e providenciar a retirada dos 37 presos, pois a perícia constatou que havia risco de incêndio no local. Ao todo, são cerca de 500 presos na carceragem da Polinter em Nova Iguaçu.
 A inspeção, agora, irá constar do procedimento investigatório já aberto na 3ª Central de Inquéritos, que visa a apurar, com a ajuda da Polícia Civil, as denúncias de diversas irregularidades na carceragem (Polinter) da Delegacia de Nova Iguaçu.
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Veículo: Portal Último Segundo
Editoria: Brasil
Assunto: Secretário afasta comandante de batalhão após sumiço de adolescente em SP
 
 
Secretário afasta comandante de batalhão após sumiço de adolescente em SP
“É perigoso soltar uma tropa na periferia, com arma na cintura”, diz secretário. Adolescente sumiu após perseguição na Grande SP
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, determinou, na terça-feira, o afastamento do tenente-coronel Paulo Roberto Madureira Sales e o capitão Eduardo Rangel, do 17º Batalhão de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Isso porque quatro policiais do batalhão são suspeitos de envolvimento no desaparecimento do adolescente Alan Patrick, de 17 anos, no dia 11 de março.
Nesta quarta-feira, por meio de nota, o secretário justificou os afastamentos dizendo que a tropa precisa de “liderança”. “A tropa precisa de liderança, precisa ser bem comandada e é perigoso soltar uma tropa na periferia, à noite, despreparada, com uma arma na cintura”, afirmou.
Segundo Ferreira Pinto, é preciso haver mais compenetração por parte do capitão, que é o elo entre a equipe e o comando. “Ele tem que exigir de seu policial e ter discernimento para saber qual policial não serve para trabalhar na rua e deve ser recolhido para um trabalho interno”, acrescentou.
 
O caso
O estudante Alan Patrick, de 17 anos, que morava em Suzano, desapareceu no dia 11 de março, em Mogi das Cruzes, Grande SP. Ele foi identificado como suspeito de ter roubado uma moto e, após ser perseguido por policiais, não foi mais visto. A moto e a suposta arma que Patrick estaria usando no dia não foram encontradas.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o corpo de Patrick não foi localizado, mas dentro das viaturas utilizadas pelos policiais no dia do desaparecimento foi constatada a presença de sangue.
Quatro policiais foram afastados e, desde o dia 13 de março, cumprem prisão temporária de 30 dias no Presídio Romão Gomes, da PM. Ferreira Pinto afirmou que quatro tenentes-coronéis e quatro capitães foram afastados em ocasiões similiares a esta desde que assumiu o cargo.
Ele considera ainda que na periferia é onde os policiais precisam de ainda mais preparo. “Lá tem de haver um coronel que possa ser promovido por merecimentos, porque ele realmente fez um sacrifício a mais na carreira dele. É muito mais fácil trabalhar na Lapa do que em Itaquera, lugar que precisa de rigor e atenção maior”, argumenta.
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Veículo: Portal Último Segundo
Editoria: Brasil
Assunto: Polícia gaúcha afasta policiais suspeitos de racismo
 
 
Polícia gaúcha afasta policiais suspeitos de racismo
Estudante diz que foi chamado de “negro sujo” e ameaçado por policiais
A Polícia Militar do Rio Grande do Sul afastou do serviço de rua três soldados e um sargento acusados de agredirem um universitário baiano na cidade gaúcha de Jaguarão, na fronteira com o Uruguai. Eles foram indiciados por abuso de autoridade, injúria e lesões corporais. O estudante aguarda a transferência para a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).
 
Estudante diz que foi chamado de “negro sujo” e ameaçado pela PM
Negro, homossexual e nordestino, o estudante de História na Universidade Federal do Pampa (Unipampa) Helder Santos Souza, 25 anos, diz ter sido vítima de agressões e ofensas racistas por parte de policiais militares quando saía de uma festa no dia 6 de fevereiro. A repercussão do caso na imprensa local o fez deixar a cidade na semana passada. Helder entrou na universidade pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e tenta transferência para um campus da UFRB próximo a Feira de Santana, sua cidade natal.
O sargento e os três soldados envolvidos na ação foram indiciados por lesões corporais, abuso de autoridade e injúria. A sindicância da corregedoria da Brigada Militar, a PM gaúcha, foi encaminhada nesta terça ao Ministério Público Militar. Os policiais foram afastados temporariamente do serviço de rua.
Para o comandante da PM na região, coronel Flávio da Silva Lopes, os suspeitos são “bons policiais” e nunca haviam sofrido punições na carreira. Segundo a versão da polícia, a abordagem foi feita em um grupo de jovens entre os quais se encontravam “elementos cometedores de delitos contumazes”. Helder teria interferido na ação da polícia.
“Até aí, a polícia tinha 100% de razão. No momento em que ele é agredido ou discriminado, realmente não é função da polícia. A discriminação racial, ou qualquer tipo de intolerância, não faz parte do dia a dia da polícia”, justifica o comandante.
O advogado Onir Araújo, que auxilia o estudante, considera positivo o indiciamento dos policiais, mas adverte que a resposta rápida pode ser uma estratégia para encerrar o assunto. “Nos surpreendeu a velocidade desse procedimento. É positivo, mas dá a impressão de que um ‘cala a boca’ no movimento negro. A gente sabe que a situação é muito mais complexa”, afirma.
 
Transferência
Helder deve viajar nesta quinta para a Bahia. Na sexta, está prevista uma reunião com o reitor da UFRB, Paulo Gabriel Nacif, para acertar a transferência do estudante para a universidade. Em visita à capital gaúcha, a ministra da Igualdade Racial, Luiza Barros, disse ao iG que a transferência estava bem encaminhada.
“A Seppir [Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial] teve contato com o reitor Paulo Gabriel, ele acolheu com muito entusiasmo a possibilidade de trazer o estudante de volta para a Bahia. Neste momento, dependemos de um trâmite administrativo que precisa acontecer entre as duas universidades para que a transferência se concretize”, afirmou a ministra.