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Clipagem do dia 6 de abril

6.4.2015

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 06 DE ABRIL

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

ENQUANTO ISSO...

Os depósitos da Polícia Militar Rodoviária, nos próprios postos às margens das rodovias, seguem mais parecendo depósito de ferro-velho. A expectativa é que o Deinfra realize edital para a terceirização dos depósitos de carros e guincho.

NA VIA
Os Policiais Rodoviários Federais fazem questão de escancarar campanha por maior valorização da carreira, mesmo durante a Operação Páscoa, com faixas e mensagens. Em Santa Catarina, por exemplo, efetivo é o problema mais grave. São 556 agentes para cuidar de 2,53 mil quilômetros de rodovias federais somente no Estado. O ideal seriam 912 policiais.

TRATAMENTO ANIMAL
Quatro cães de resgate do Corpo de Bombeiros de Xanxerê estão mudando a rotina do Hospital Regional São Paulo, em Xanxerê. Em um projeto pioneiro no Estado, desenvolvido desde março entre os Bombeiros e a instituição, uma vez por semana um dos animais visita os pacientes das alas de internação do hospital. A simples presença tem ajudado a reduzir sintomas de ansiedade e estresse.

FOGUETÓRIO
Policiais civis e militares relataram nas redes de comunicação interna que houve queima de fogos em morros da Capital (Horácio e da Penitenciária) após a execução de Tiago Cordeiro, o Calcinha, em Florianópolis.

 

COLUNISTA HÉLIO COSTA – Notícias do Dia

Jogatina

A Polícia Militar fechou mais um cassino em Balneário Camboriú, na rua Biguaçu. Quando a PM bateu de surpresa, flagrou quatro pessoas jogando. Eles foram submetidos a termo circunstanciado e liberados. No local, os policiais apreenderam 17 telas LCD, 16 placas-mãe, 15 noteiros, R$ 800 e um caderno contendo a movimentação de jogos. O dono do cassino também foi submetido a termo circunstanciado e liberado. Os cassinos passaram a ser proibidos no Brasil em 1946, durante o governo do presidente Eurico Gaspar Dutra.

 

COLUNISTA CARLOS DAMIÃO – Notícias do Dia

Mobilização...

Das cenas mais degradantes em Florianópolis na Semana Santa, o ataque de policiais a suspeitos na comunidade Chico Mendes entrou para reflexões e protestos nas entidades que atuam com a inclusão social e educacional de crianças e adolescentes. Naquele exato momento, o Instituto Padre Vilson Groh realizava a festa de Páscoa do bairro, que se transformou numa praça de guerra.

...desastrada

A operação da PM foi considerada um desastre e uma agressão à cidadania. Ainda que estivesse atuando no combate ao crime organizado, precisaria considerar a presença pacificadora dos voluntários e das 600 crianças e adolescentes. No mínimo, a corporação deveria ter dialogado antes com a coordenação do Instituto Padre Vilson Groh, para que a festa fosse realizada em local fechado.

 

ASSUNTO: Pichação em delegacia

VEÍCULO: Diário Catarinense

A sede da 1ª Delegacia de Polícia de São José, no bairro Forquilhinha, foi pichada com frases citando a facção criminosa Primeiro Grupo da Capital (PGC) e xingamentos aos policiais. Veículos estacionados no pátio da unidade também foram alvo de ataques. O episódio teria acontecido no feriado de sexta-feira.

 

ASSUNTO: Violência no trânsito

VEÍCULO: Diário Catarinense

Pelo menos oito morrem nas estradas do Estado

Acidentes fatais ocorreram nas BRs 280, 282 e 470 entre sexta-feira e ontem à noite. Trechos estaduais não registraram colisões com morte

Em três dias de feriadão de Páscoa e Operação Semana Santa 2015 nas estradas de Santa Catarina, a Polícia Rodoviária Federal registrou pelo menos oito mortes. Apenas ontem, foram contabilizados quatro óbitos. O contexto se deve, principalmente, de acordo com a polícia, pela combinação de chuva e grande movimento de veículos na volta à casa depois do feriadão. Nas rodovias estaduais, desde sexta-feira, nenhuma morte foi registrada até o fechamento desta edição.
No acumulado dos três dias, a PRF flagrou mais de 5 mil veículos trafegando com excesso de velocidade. No total, 75 motoristas já foram autuados por embriaguez ao volante no mesmo período. Na Sexta-feira Santa, foram 58 acidentes, sendo que em um deles um motociclista de 40 anos morreu em um acidente na BR-280.
No sábado, dentre os graves acidentes registrados, uma colisão entre duas motos, na BR-470, em Pouso Redondo, resultou na morte de um motociclista e em graves ferimentos no outro. No mesmo dia, foram 36 acidentes, com duas mortes e 35 feridos.
No domingo de Páscoa, dois acidentes na BR-282 foram responsáveis por três mortes: um em Vargeão, que envolveu três veículos, e outro em uma colisão lateral em Cordilheira Alta. A quarta morte foi registrada ainda na madrugada de domingo, na BR-101, km 212,5, em Palhoça, quando um ciclista de 45 anos foi atingido por um carro e morreu no local, segundo a PRF-SC. O condutor saiu ileso.
A quinta morte registrada ontem foi confirmada à noite pela PRF. O fato ocorreu na BR-101, em Penha. José Madruga Marques morreu no Km 107 ao perder o controle do carro.

 

ASSUNTO: FARRA DO BOI

VEÍCULO: Diário Catarinense

Farristas publicam fotos na internet

Farristas de Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis, o principal reduto da prática em Santa Catarina, soltaram bois durante a madrugada de sexta e sábado na cidade. Imagens chegaram a ser curtidas entre jovens no Facebook. Em uma das farras, que aconteceu no Canto dos Ganchos, mostra a típica cena do boi com algumas pessoas em volta do animal e outras olhando de longe, no meio da rua, entre os carros.
Um morador que pediu para não ser identificado e diz ser contra a farra, afirmou que houve ligações para a Polícia Militar, mas que a polícia teria evitado ir para o confronto com os farristas. Há outros relatos na internet de que a farra aconteceu na estrada entre Palmas e a Armação e dezenas de pessoas participaram. “Tinhas que ver, era briga...entre Palmas e a Armação..”, postou um dos jovens. A farra do boi é crime ambiental e quem a pratica pode pegar de três meses a um ano de detenção.
A Polícia Militar confirma a prática de farra do boi em Governador Celso Ramos no fim de semana e nega que tenha deixado de atender aos casos. Segundo o tenente-coronel Sérgio Luís Sell, chefe do Centro de Comunicação Social da PM, houve uma ocorrência em que os policiais não conseguiram chegar.
– A PM tem ido aos locais e conta até com policiais de investigação para identificar alguns casos em via pública. Notamos que as ocorrências diminuíram, foram poucas, e as que acontecem são em lugares mais ermos e costões de difícil acesso e quando os policiais chegam as pessoas e o animal somem pelo matagal – disse o tenente-coronel Sell.
Boi morre atropelado
Às 5h30min da manhã de ontem, um boi foi atropelado por um taxista na rodovia SC-401. O animal morreu e, na sequência, a Comcap fez a limpeza do local. De acordo com informações da Polícia Militar Rodoviáriia (PMRv), o condutor teve escoriações e o carro ficou bastante danificado.
Segundo o sargento Volpi, que atendeu a ocorrência, há indícios de que o acidente tenha relação com a Farra do Boi, uma vez que o brinco do animal foi retirado antes que a polícia chegasse ao local. O Boletim de Ocorrência foi registrado na 5ª DP.

 

ASSUNTO: Incêndio em Santos

VEÍCULO: Diário Catarinense

QUATRO DIAS DE FOGO: Defesa Civil diz ter plano de evacuação por causa de incêndio

Apesar de os bombeiros terem descartado o risco de nova explosão nos taqnues de combustível do depósito da empresa Ultracargo, em Santos, a Defesa Civil do Estado já tem um plano para retirada de famílias que estão nas redondezas do incêndio, que, na tarde de ontem, chegou a mais de 77 horas.
Segundo o coordenador estadual da Defesa Civil, José Roberto Rodrigues de Oliveira, há um plano para retirar de 400 a 5 mil pessoas de suas casas das proximidades do incêndio caso o cenário piore. Ele afirmou, porém, que no momento não há necessidade de pôr o plano em prática.
Escolas da região já foram selecionadas para abrigar as pessoas e o Exército está preparado para agir, conforme Oliveira. Apesar do plano de retirada, o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), disse que está descartada, diante do cenário atual, a possibilidade de evacuação de pessoas da vizinhança “em virtude da evolução positiva da contenção do incêndio”.
Dentre os avanços obtidos no combate, ele ressaltou o trabalho de inertização de tanques onde havia compostos químicos que causavam maior preocupação e a retirada desses produtos do local. Três tanques estavam em chamas ontem.
Hoje, será colocada em ação uma operação especial de controle de tráfego de caminhões para acesso ao Porto de Santos por causa do incêndio. Desde o começo do fogo, às 10h de quinta-feira, o acesso ao Porto pelo Viaduto da Alemoa, no km 64 da Rodovia Anchieta, está fechado.

 

ASSUNTO: MORTE NA COSTEIRA

VEÍCULO: Diário Catarinense

Carro usado em execução é incendiado

Veículo utilizado por atiradores para matar Tiago Cordeiro, o Calcinha, foi queimado dentro IGP, em Florianópolis

A direção do Instituto Geral de Perícias (IGP) garante que o veículo Gol utilizado por criminosos que mataram Tiago Cordeiro, o Calcinha, e que foi incendiado no pátio do órgão em Florianópolis, no Itacorubi, sábado à noite, passou por perícia antes do incidente. O trabalho dos peritos inclusive conseguiu coletar impressões digitais no carro.
As informações são do diretor- geral do IGP, Miguel Acir Colzani. Com isso, o incêndio não prejudicou a perícia no veículo, cujos laudos poderão ajudar a Polícia Civil na investigação. Suspeito de gerenciar o tráfico de drogas na Costeira e ser o braço- direito do traficante Sérgio de Souza, o Neném da Costeira, Calcinha foi executado na noite de quinta com sete tiros, na Costeira.
A direção do IGP classificou o incêndio como grave e vai se reunir para definir medidas para evitar invasões. Os criminosos que atearam fogo entraram por um portão que dá acesso na frente do Instituto Médico Legal (IML).
– Faremos uma reunião na segunda-feira para melhor avaliar soluções. O correto é que a perícia seja feita numa área reservada, numa delegacia ou outro lugar mais fechado – declarou Colzani.
A localização das impressões digitais, ressalta o diretor, não garante que os criminosos que cometeram o crime sejam identificados. Havia um vigilante no IGP no momento em que o Gol foi incendiado. O carro havia sido furtado no Campeche e teve danos parciais no interior e no lado direito externo porque as chamas foram controladas a tempo. Os criminosos quebraram um vidro do veículo.
A Delegacia de Homicídios investiga a morte do Calcinha. Ninguém havia sido preso até ontem à noite. A suspeita é que o assassinato aconteceu por dívida de cargas apreendidas do tráfico de drogas ou vingança em razão de ameaças. Policiais civis e militares, além da própria cúpula da segurança pública, temem que a morte gere nova guerra do tráfico em Florianópolis.
– A preocupação é o que ocorrerá a partir de agora – diz uma fonte do alto escalão policial no Estado.

 

ASSUNTO: Pichação em delegacia

VEÍCULO: Notícias do Dia

Encapuzado ataca delegacia

A 1a Delegacia de Polícia de São José, em Forquilhinhas, foi pichada na madrugada de sábado, por volta das 2h20. Além do prédio e dos bancos de concreto em frente à DP, duas viaturas e um furgão do Poder Judiciário de Santa Catarina também foram alvo do criminoso, que foi flagrado pelas câmeras de vigilância externa da polícia no momento da ação. Encapuzado e com uma lata de spray verde na mão, o homem pichou a delegacia e os carros com siglas do grupo criminoso PGC (Primeiro Grupo Catarinense), com frases como “PGC até o fim” e “PGC vida loka”. O IGP (Instituto Geral de Perícias) esteve no local para coletar provas ainda no sábado. No momento da pichação, um plantonista trabalhava na delegacia, mas ele não percebeu a movimentação. As pichações foram vistas somente durante o dia, no sábado, quando as paredes da frente e da lateral da delegacia foram pintadas de branco novamente. Mesmo assim, a cúpula da Polícia Civil deve determinar a abertura de inquérito, a partir desta segunda-feira, para identificação e localização do suspeito.

 

ASSUNTO: UPPs no RJ

VEÍCULO: Globo.com

MP investiga denúncias de PMs sobre condições de trabalho nas UPPs

Nos últimos dois anos, cerca de mil PMs procuraram o Ministério Público para denunciar as condições de treinamento e de trabalho.

O Fantástico mostra reclamações de PMs sobre as más condições de trabalho nas UPPs e sobre a falta de preparo de muitos policiais que atuam nessas unidades. A Secretaria de Segurança diz que vai tomar providências. A reportagem, exclusiva, é de Paulo Renato Soares e Tyndaro Menezes.

“O policial se forma hoje, coloca lá na UPP. ‘ aqui a pistola, é ali que você vai trabalhar e vai pradentro’", conta um policial.

“Eu não tenho preparo. A geografia do morro é horrível”, diz outro policial.
Esses policiais trabalham em UPPs, as Unidades de Polícia Pacificadora, no Rio de Janeiro, e pediram para não ser identificados.
“Eu cansei de subir o morro sem conhecer nada. Eu nunca tinha passado ali perto”, conta um policial.
Essa é uma das muitas queixas.
“A polícia não tem fuzil. Não tem fuzil para todo mundo”, conta outro policial.
“Não sei manusear nem direito o fuzil hoje em dia”, diz um policial.

Nos últimos dois anos, cerca de mil PMs procuraram o Ministério Público para denunciar as condições de treinamento e de trabalho. As reclamações levaram uma promotora a pesquisar a rotina dos PMs, começando pelas UPPs.
“Nós vimos aí o quanto a política de pacificação trouxe bons resultados para imagem do Brasil, para imagem do Rio de Janeiro. Nós vimos o quanto foi bom para os moradores dessas comunidades, mas nós deixamos de ver se está sendo bom ou pelo menos decente ou razoável as condições de trabalho do elemento humano da segurança pública”, diz a promotora de Justiça do Rio Gláucia Santana.
Hoje o estado do Rio tem 38 UPPs e algumas, segundo o Ministério Público e o próprio comando da PM, precisam de muito investimento.

Muitas delas ainda funcionam em contêineres, como os mostrados no vídeo acima. Desde que foram instalados não passaram por muita manutenção. Os contêineres são usados como escritório onde os PMs fazem o serviço administrativo. Mas no local ficam também o banheiro e em outro, do outro lado, uma cozinha e um alojamento bastante improvisados. As imagens mostradas no vídeo foram feitas pelo Ministério Público em visita-surpresa a UPPs instaladas em contêineres. No vídeo, policiais mostram as condições precárias e contam como enfrentam a situação.
“Nós é que compramos isso aí”, diz um policial.

Agente do Ministério Público: Se quiser um benefício, um bebedouro, um ar-condicionado, um colchão, uma lâmpada. Nada? Nem uma lâmpada?
Policial: Nós colocamos tudo do bolso. Nós, policiais, colocamos tudo do bolso.
O alojamento mostrado no vídeo é de uma UPP do Complexo do Alemão. Veja o estado dos colchões. As janelas são fechadas com papelão e plástico.
“Esse aqui ainda é um dos melhores”, comenta um policial.
Agora, o grupo do Ministério Público quer conhecer os banheiros da mesma UPP.

O policial fala com a promotora: “Eu fico até com vergonha que a senhora veja o que a senhora vai ver lá”.
As descargas não funcionam. Os chuveiros estão destroçados. O ralo está entupido e portas não têm maçaneta. Para os policiais, o contêiner não serve nem mesmo como proteção em caso de ataque de traficantes.
“Você dentro de uma base, num contêiner que facilmente um projetil atravessa. Você não tem como falar que isso é seguro”, diz um policial.
O secretário de Segurança do estado do Rio aponta que, em 2008, quando as UPPs foram criadas, o objetivo não era o confronto.

“Inicialmente, a proposta da UPP não é revidar ataque, a proposta da UPP não é a cabine blindada, a proposta da UPP não é confronto. A proposta da UPP é o policial no terreno. Essa realidade de confronto a policiais, ela começou em um passado recente”, diz o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame.
Diante do aumento da violência em áreas de UPPs, como o Complexo do Alemão, a Secretaria de Segurança diz que vai intensificar o treinamento dos policiais.

“Todas as UPPs passarão por uma capacitação, por um treinamento de tiro por condição de patrulha e em áreas aonde essa geografia urbana, ela praticamente propõe uma situação de guerrilha, porque são becos, não são ruas”, afirma o secretário.
Segundo o Instituto de Segurança Pública do Governo do Estado, no ano passado 16 PMs morreram em serviço, seis deles em UPPs. Para o Ministério Público e os próprios policiais, são muitos os problemas que precisam ser resolvidos.
“Nós vimos que o armamento com que eles trabalham nem sempre está com a manutenção em dia”, explica a promotora Gláucia Santana.

“Um traficante, eu precisei dar um tiro nele, o meu fuzil falhou”, afirma um policial.
“Você tem que comprar água, porque na maioria das UPPs você não tem nem água para beber. Para o morador você não pode nem pode sonhar em pedir”, lembra outro policial.

“Você fica com medo de comer, né? Porque você não sabe onde você está comendo, se a pessoa vai colocar uma coisa na comida ou não”, conta um policial.
“Acho que a polícia não conseguiu estabelecer uma relação de confiança em muitas comunidades com UPP. É como se os policiais pensassem: ‘Aqui eles todos são criminosos’. E os moradores pensam: ‘Os policiais são todos inimigos’”, diz Sílvia Ramos, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania.

A pesquisa do Ministério Público resultou em um documento que faz críticas, sugestões e cobra providências.
“O que está ali é verdadeiro, o que está ali é efetivamente necessário, mas, hoje, qualquer estado brasileiro não tem condições de chegar aquilo ali”, afirma José Mariano Beltrame. 
Mesmo com esses problemas, em 22 das 38 comunidades com UPPs o índice de assassinatos nos primeiros cinco anos foi de 9,2 por 100 mil habitantes. A metade do que ocorreu no restante da cidade.
“A UPP é o projeto mais importante nos últimos 30 anos das políticas de segurança do Rio de Janeiro. Ela substituiu a lógica do confronto e da guerra e do combate, a ideia que se iria acabar com o crime exterminando os criminosos, pela lógica do policiamento comunitário, do policiamento de proximidade, que troca a força pela legitimidade”, diz Sílvia Ramos.
Segundo a cientista social, entre 2008 e 2014, o número de homicídios no estado caiu quase 15% e as mortes provocadas por policiais, 49%.
“Há problemas hoje? Há! Mas temos que olhar pra trás, o que era esses grandes complexos, que hoje nós continuamos com algum problema, mas muito diferente do que nós tínhamos há sete, oito, dez anos atrás”, destaca o secretário de Segurança Pública.
A pacificação abriu caminho para iniciativas como a Flupp, o Festival Internacional de Literatura realizado nas favelas do Rio, que já teve três edições. Hoje comunidades da Zona Sul contam com pousadas e bares que recebem estrangeiros, muitos deles estão comprando casas em favelas.

Moradores da primeira UPP, inaugurada em 2008 no Morro Dona Marta, Zona Sul do Rio, se dizem satisfeitos.
“Eu tenho dois filhos: um de 21 e um de 12. O de 21 viu muitas coisas tristes e o de 12 não. Entendeu? E eu estou supertranquila. A gente sobe e desce na maior paz”, afirma uma moradora.

“Esse negócio de tiroteio, mata as pessoas toda a hora. Pelo menos isso a gente não está vendo aqui”, conta outra moradora.
O secretário de Segurança afirma que este ano as UPPs vão a ser remodeladas.

“UPP, em 2015, só com a infraestrutura completa, porque eu acho que, sem dúvida nenhuma, a PM sangra nesses lugares para atender a comunidade”, diz o José Mariano Beltrame.
A secretaria diz que já aprovou projetos para substituir os contêineres que hoje abrigam UPPs e que vai investir no treinamento e na melhoria das condições de trabalho dos PMs.
“São muitas coisas a serem mudadas, não tenham dúvida disso. A questão dos policias estarem ali, nessa situação, ela sem dúvida nenhuma ela é urgente e vai ser resolvida”, diz o secretário.

“Se a gente tivesse um investimento maior nesse elemento humano, certamente os nossos resultados em relação à segurança pública seriam diferentes dos que a gente vive hoje”, destaca a promotora.

Fantástico: O senhor terá dinheiro para resolver essas questões?
José Mariano Beltrame: Esse dinheiro está solicitado ao governador. Eu espero receber. Isso, o governador tem dito, inclusive em matérias jornalísticas, que para segurança pública isso não vai faltar, e essa é a minha expectativa e a expectativas das duas polícias. 
Neste domingo (5), o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse que vai liberar cerca de R$ 30 milhões solicitados pela Secretaria de Segurança.

“Agora durante abril, maio, nós vamos fazer diversas liberações dentro do orçamento”, diz o governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão.

Já o termo de ajuste de conduta, documento apresentado pelo Ministério Público para melhorar as condições de trabalho de toda a PM, ainda não foi assinado. Segundo a proposta, a Polícia Militar precisaria de cerca de R$ 1 bilhão.

“É um valor muito grande. Nós temos que fazer ao longo de muitos anos. Eu não me furto a assinar nem me neguei a assinar esse termo de ajuste de conduta. Agora, eu tenho que adaptar dentro dos meus custos dentro da realidade do estado”, diz o governador.

 

ASSUNTO: Morro do Alemão

VEÍCULO: Globo.com

'Alemão será reocupado', anuncia governador do RJ

Pezão explicou que não será necessário o uso das Forças Armadas.

'O Estado não vai recuar; vamos entrar mais forte, vamos fortalecer', disse.

O governador Luiz Fernando Pezão afirmou, neste domingo (5), que o Complexo do Alemão, na Zona Norte, será reocupado pela Polícia Militar. Desde a semana passada, policiais do Comando de Operações Especiais (COE) reforçam o patrulhamento na região.O anúncio ocorre na semana em que ao menos seis pessoas foram baleadas no Alemão. O caso que ganhou mais repercussão foi o do menino Eduardo de Jesus, de 10 anos, atingido por uma bala perdidadurante uma operação policial na comunidade.

O Conjunto de Favelas do Alemão foi ocupado em 2010 pelas forças de segurança do estado, mas ainda assim houve resistência do tráfico de drogas e confrontos entre policiais da UPP e criminosos se tornaram frequentes na comunidade. Segundo o governador, o Estado vai fortalecer a política de pacificação no Alemão e em outras comunidades.

"A gente já vem discutindo o fortalecimento de algumas UPPs. O Alemão é uma delas. Vamos entrar mais forte, fazer uma reocupação. Vamos fortalecer, colocando mais policiais. Nesses três meses de governo, já formamos mais de 1.100 PMs e vamos intensificar a ocupação no Alemão", garantiu Pezão.
 O governador reafirmou que, apesar dos recentes confrontos, o Estado não vai recuar.

"É um processo de seis, sete anos, que a gente tem que ir reavaliando, vendo o que deu certo, o que deu errado, e ir adaptando. A gente sabe que não é só segurança. Segurança é um instrumento para nós levarmos a saúde, a educação, a ação social, o tratamento de esgoto, o abastecimento de água. Estamos fazendo um grande esforço e não vamos retroceder. Pelo contrário, segurança continua sendo o nosso mantra, nossa política mãe. Vamos continuar investindo fortemente no Alemão e nas áreas mais conflagradas", destacou o governador.
Pezão explicou ainda que não será necessário o uso das Forças Armadas no Alemão. Segundo o governador, além da contratação de novos policiais, os efetivos das UPPs passarão por uma reciclagem.

"Nós já começamos o treinamento desses policiais pelo Morro São João. O trabalho é feito com policiais do Bope e do Choque que entram nas comunidades  e ficam até dez dias. Vamos fazer isso em todas as UPPs, além de continuar formando novos policiais. Nós temos mais seis mil policiais que passaram no concurso e vamos contratar ainda esse ano", disse Pezão.
Atualmente, as UPPs dos complexos do Alemão e da Penha contam com 2.170 policiais militares, sendo 1.230 somente no Alemão.

Na tarde de sexta (3), a Coordenadoria de Polícia Pacificada (CPP) informou que não descartava uma ocupação completa no Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte. Na quinta (2), a CPP anunciara que iniciava um reforço no policiamento com a atuação de policiais do Comando de Operações Especiais (COE), do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) e do Batalhão de Ações com Cães (BAC) - reforçam, desde ontem, o policiamento no Complexo do Alemão. Um centro de comando do COE, instalado na Coordenadoria de Polícia Pacificadora, monitora a ação das forças especiais e avaliará se será necessária uma ocupação completa.

A CPP informou ainda que o contêiner da Base Avançada do Alemão, que fica na Rua Canitar, será retirado. Em seu lugar está sendo montado um ponto de fortificação. Na sede administrativa da UPP Nova Brasília também está sendo instalado um ponto de fortificação. O contêiner será retirado futuramente. A Coordenadoria da Polícia Pacificadora avalia a necessidade de mais pontos de fortificação e instalações de cabines blindadas.

Baleados
Na quinta-feira (2), o menino Eduardo de Jesus Ferreira morreu após ser atingido por uma bala perdida, no Conjunto de Favelas do Alemão. Ele brincava no celular na porta de casa, quando foi baleado. A morte do menino gerou protesto de moradores da comunidade, na sexta-feira (3). Houve confronto entre a PM, que lançou bombas de gás e spray de pimenta, e manifestantes.

Pelo menos outras duas pessoas foram atingidas por balas perdidas no Alemão desde a tarde desta quarta (1º) – uma mulher morreu e a filha dela ficou ferida. No total, além de Eduardo, outras seis pessoas foram baleadas em dois dias – três morreram. Há cerca de 90 dias seguidos os moradores do Alemão convivem com intensos tiroteios.

Pela manhã, uma base da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), na Rua Canitá, foi atacada. Janelas da unidade, que funciona dentro de um contêiner, foram quebradas. Segundo o CPP, pessoas não identificadas também colocaram fogo em uma caçamba de lixo que fica ao lado da unidade. O fogo em um colchão chegou a atingir uma parte da base.