Área do associado

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Clipagem do dia 24 de abril

24.4.2015

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 24 DE ABRIL

 

COLUNISTA HÉLIO COSTA – Notícias do Dia

Delegado-geral

O novo presidente da Adepol (Associação dos Delegados de Polícia de Santa Catarina), Ulisses Gabriel, quer inovar os critérios para a escolha do chefe da Polícia Civil. Eleito com 232 votos contra 153 da oposição (161 não votaram), Gabriel quer quebrar a hegemonia na instituição. Atualmente, o delegado-geral é escolhido pelo secretário de Estado da Segurança Pública. A intenção de Gabriel é que a nomeação obedeça a uma lista tríplice escolhida pela categoria. Aliás, este critério para a nomeação é a vontade de todos os delegados e que há muito tempo norteia a direção da Adepol. Para Gabriel conseguir este objetivo, ele tem que passar o chapéu na Assembleia Legislativa e colher assinaturas dos deputados para sustentar um projeto de lei. Na Casa do Povo, o presidente da Adepol terá o apoio do deputado Maurício Eskudlark, delegado da Polícia Civil, que certamente o ajudará a convencer os demais colegas parlamentares. Também concordo com ele, porque assim como está, com o delegado-geral sem a totalidade da autonomia, assina com a caneta do secretário. O chefe de polícia deve ser um delegado classista que fale a linguagem dos colegas.

 

COLUNISTA CARLOS DAMIÃO – Notícias do Dia

Menos armas, mais livros

Cresce no Congresso Nacional a pressão da chamada “Bancada da Bala” pela alteração no Estatuto do Desarmamento. Na prática, há deputados lutando por um “liberou geral” para o uso de armas no país, ou seja, a instauração da barbárie como política de Estado. Mas nem tudo é tão ruim quanto parece, nessa que é a pior formação do Congresso Nacional desde a restauração da democracia, em 1985. O Congresso instalou ontem, Dia Mundial do Livro, a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Livro, da Leitura e da Biblioteca. Duzentos parlamentares de todos os partidos assinaram o requerimento para a criação dessa força-tarefa legislativa. Pode não ser muito, pode não ter resultados imediatos, mas pelo menos vemos uma parte dos representantes populares se ocupando com o que realmente interessa, saindo da idade das trevas para a claridade que a inclusão cultural e educacional pode proporcionar à sociedade brasileira. Como disse a deputada gaúcha Maria do Rosário (PT), essa é uma responsabilidade que o parlamento deve “assumir cada vez mais com a educação e a cultura”.

 

COLUNISTA PAULO ALCEU – Notícias do Dia

Disque-Denúncia

Um projeto de lei assinado pelo deputado Serafim Venzon propõe um único número de telefone, aos moldes do que já acontece nos Estados Unidos e na Europa, para serviços de emergência. Seria o Número Único Catarinense de Emergências, o NUCE, que visa agilizar o atendimento ao cidadão, reunindo Polícia Civil, Bombeiros, Polícia Militar e Samu, entre outros.

 

ASSUNTO: ATENTADO

VEÍCULO: Diário Catarinense

Ônibus é incendiado em Palhoça

Um ônibus da empresa Jotur foi incendiado ontem à noite no Caminho Novo, bairro de Palhoça. Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio teria começado por volta das 22h30min. Pelo menos 40 pessoas estavam no veículo.
A Polícia Militar informou que três homens armados e portando galões de gasolina abordaram o coletivo, ordenaram que todos descessem e atearam fogo. Ninguém ficou ferido.
É o segundo ataque a ônibus nesta semana. Na manhã de quarta-feira, um veículo foi incendiado no bairro Saco dos Limões, na Capital. Até o fechamento desta edição, meia-noite, ninguém foi preso.

 

ASSUNTO: CBM em Xanxerê

VEÍCULO: Clic RBS

Tornado em Xanxerê: comandante dos Bombeiros conta bastidores da operação

Walter Parizotto chama a atuação na segunda-feira como "uma noite que não

Segunda-feira à tarde era véspera de feriado. Parte do Corpo de Bombeiros de Xanxerê estava em ponto facultativo. O tempo não estava ensolarado, mas nada indicava o que estava por vir. Por volta das 14h, um tornado passou pela cidade no Oeste de Santa Catarina e destruiu casas, ginásio e deixou mais de 100 pessoas feridas.

O comandante do Corpo de Bombeiros de Xanxerê, Walter Parizotto, conta como foi o atendimento às vítimas e os primeiros minutos de um desastre natural que matou duas pessoas.

Diário Catarinense: Como vocês receberam a notícia do tornado? 
Walter Parizotto: Na verdade, a informação nunca chegou no quartel. A primeira ligação que chegou - e a única - foi na perimetral. Uma árvore que cai sobre um carro. Todas as equipes se deslocaram para fora da cidade, onde o vento estava fora mas o cone não tinha atingido o solo ainda. Quando saímos de lá vimos um pinheiro voando e ai ficamos extremamente preocupados. Chegamos no quartel e o nosso telefonista estava muito tranquilo. Perguntamos se havia algum chamado. E não. Esperamos mais alguns minutos e percebemos que os telefones estavam mudos. Pegamos as viaturas que tínhamos no quartel e começamos a sair. Uma das coisas mais tristes da vida do bombeiro é quando as pessoas não conseguem acessar o socorro. Não tem como precisar quantos atendimentos nós fizemos, é impossível. A primeira equipe que chegou de Chapecó ouviu na rádio que tinha acontecido algo em Xanxerê. Só conseguimos informar nosso comando do que havia às 8h da noite. Até as 11h da noite era um caos. Foi uma noite que não terminou. Ela começou com um pinheiro voando e terminou com o sol nascendo.

DC: Alguns bombeiros tiveram as casas destruídas e mesmo assim atuaram...
Parizotto: Um deles na hora que estava chegando em casa, viu ela destruída e a camiseta do lado de fora. Pegou a camiseta e por coincidência passou uma viatura. Ele logo entrou na viatura e só voltou no dia seguinte. Outro chegou em casa viu que não tinha casa, lembrou do quartel e ficou aqui até o final do dia seguinte.

DC: Apesar de toda a dificuldade, vocês têm treinamento para essas situações.
Parizotto: Em Xanxerê, por conta das circunstância de termos homens preparados e os instrutores aqui, facilitou o nosso trabalho. Mas se isso tivesse acontecido em outra cidade, uma pequena isolada, ia ser muito mais complicada. O fato de ser aqui favoreceu um pouco. As pessoas que morrem era impossível. Elas morrem de fatos imediatos do fenômeno. Nós conseguimos nos organizar um pouco mais rápido.

DC: Em quantos vocês estavam?
Parizotto: Nós tínhamos sete homens em serviço, mais cinco que estavam em ponto facultativo. Mas tínhamos separado esse dia para consertar as sapatas do quartel. Veio o pessoal que estava de folga para fazer esse serviço.

 

ASSUNTO: Caso Ricardinho

VEÍCULO: Notícias do Dia

Juíza ouvirá 13 testemunhas, além de PM acusado de matar surfista’

O assassinato do surfista Ricardo dos Santos, 24, na Guarda do Embaú, em janeiro deste ano, vai ser relembrado na próxima segunda-feira, na audiência de instrução e julgamento, a partir das 14h, no Fórum de Palhoça, quando serão interrogadas 13 testemunhas – dez de acusação e três de defesa – além do acusado, autor confesso do assassinato.

Na fase policial, o PM Luis Paulo Mota Brentano, 25, admitiu o crime. Disse que estava embriagado e alegou legítima defesa. A juíza da 1a Vara Criminal de Palhoça, Carolina Ranzolin Nerbass Fretta, acredita que não haverá manifestação ao redor do fórum, mas afirmou que vai comunicar o 16o Batalhão de Polícia Militar para o comandante ficar em alerta. Ela acredita que todas as testemunhas devem ser ouvidas na audiência.

Um dos amigos do surfista, Andrei Machado, que organiza manifestações no local do crime pedindo a condenação e a expulsão do soldado Mota da Polícia Militar, garantiu que durante a audiência não haverá nenhum protesto nos arredores do fórum. “Pelo menos não há nada agendado. Queremos que a Justiça trabalhe tranquila, sem incomodação”. Machado é uma das dez testemunhas de acusação arroladas pelo promotor Alexandre Carrinho Muniz.

Além das testemunhas ouvidas presencialmente, outras quatro — que moram em cidades fora da Grande Florianópolis — serão interrogadas em carta precatória. Somente após todos serem ouvidos e as partes (acusação e defesa) anexarem ao processo as alegações finais, a juíza analisa o processo e decide se leva o caso a júri popular. O policial responde por homicídio qualificado, praticado por motivo fútil e sem chance de defesa.

Petição próxima de 50 mil assinaturas

Está perto de atingir a meta a petição on-line criada pela ONG Irmandade dos Mares, pedindo a expulsão de Luis Paulo Mota Brentano da Polícia Militar. O soldado está preso no 8o Batalhão da Polícia Militar de Joinville. O documento tem a intenção de recolher 50 mil assinaturas para chegar às mãos do governador do Estado, Raimundo Colombo. Até o fim da tarde de ontem, faltavam menos de 900 assinaturas para atingir a meta.

A petição foi criada em janeiro e, desde então, tem recebido o apoio até mesmo de famosos. O cantor Gabriel O Pensador foi um dos que assinaram o documento. Ricardinho foi morto com dois tiros disparados pelo soldado, após desentendimento em janeiro deste ano.

 

ASSUNTO: Investigação

VEÍCULO: Notícias do Dia

Polícia confirma autoria de crime

A autoria do assassinato de Vivian Lais Philippi, morta em 4 de março, em Içara, no Sul do Estado, foi confirmada ontem pelo delegado Rafael MarinIasco. Mateus Júlio da Silva foi preso no sábado. Ele foi o último entre seis homens a fazer o exame, que comparou material genético dos suspeitos com os da vítima. Ainda segundo a Polícia Civil, está afastada a hipótese de envolvimento de mais pessoas. “A prisão era para ser divulgada hoje (ontem). Mas, devido às redes sociais, foi antecipada. Isto atrapalhou um pouco”, explicou o delegado. De acordo com Iasco, a repercussão causou dificuldade em ouvir pessoas próximas de Mateus. “Temos menos de 30 dias para encerrar os trabalhos”, acrescentou. Mesmo antes da conclusão, já está definido por quais crimes ele responderá. Mateus será indiciado por estupro seguido de homicídio qualificado praticado por asfixia, com o uso, possivelmente, de uma camiseta.

“Mateus não tinha nenhum antecedente. Por isso afastamos inicialmente as suspeitas”, diz o delegado. “A família dele ficou espantada. Até a polícia se surpreendeu”, relata. Também conforme o delegado, o garoto informou que no dia 4 de março estava na casa da namorada. E negou a participação no crime. Quanto aos arranhões no corpo, tentou justificar com uma queda de bicicleta. Chegou inclusive colocar a culpa no irmão de 14 anos pela autoria do crime.