Área do associado

Área do associado

Clipagem do dia 23 de janeiro

23.1.2015

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 23 DE JANEIRO

 

COLUNISTA HÉLIO COSTA – Notícias do Dia

Reconstituição, sim ou não?

A Polícia Civil fará a reconstituição do assassinato do surfista Ricardo Santos, o Ricardinho, 24 anos, morto com dois tiros de pistola .40 de uso exclusivo da Polícia Militar. Os tiros disparados de dentro do Citroën C4 Pallas pelo policial militar Luis Paulo Mota Brentano, com seis anos e meio na PM, atingiram a lateral esquerda do peito e as costas do surfista, que não resistiu à quarta cirurgia e morreu no hospital. O delegado Marcelo Arruda Ramos estuda a possibilidade de remontar a cena do crime na versão das testemunhas que presenciaram tudo: de um lado, o avô e o tio de Ricardinho; pelo outro, o irmão do PM, um adolescente de 17 anos que estava no carro, além do suspeito. A reconstituição é importante para buscar a verdade sobre o que aconteceu na manhã de segunda-feira, no começo da trilha que leva à praia da Guarda do Embaú, em Palhoça, reduto do surfe. Agora, trazer o policial para a reconstituição, neste clima de revolta, é um grande risco. Além de ser a esperança de Santa Catarina no surfe, Ricardinho era filho da Guarda do Embaú.

 

COLUNISTA CARLOS DAMIÃO – Notícias do Dia

Equívocos

Reconheço meu equívoco em relação ao funcionamento da Justiça Militar, lamentavelmente fruto de falta de atenção quando recebi e-mail de um colaborador da coluna. E a Polícia Militar de Santa Catarina reconhece o seu equívoco na distribuição de uma nota oficial em que apontava o surfista Ricardo dos Santos como “suposta vítima” do policial militar Luis Paulo Mota Brentano. Quanto à arma sendo portada por um policial militar em férias, fica a questão: é legal, a lei permite. Mas se o cidadão está afastado de suas atividades profissionais, por que precisa carregar uma arma enquanto curte baladas, bares, praias etc.? Da mesma forma que álcool não combina com direção, álcool não combina com arma de fogo. E o soldado estava sob efeito de álcool no momento do crime.

 

COLUNISTA PAULO ALCEU – Notícias do Dia

Imperdoável

Antes de expressar sobre o que está sendo caracterizado como um assassinato covarde e a sangue frio, é importante ressaltar que não é uma maçã podre que irá contaminar uma instituição como a Polícia Militar, que em sua história carrega respeitável atuação em defesa e proteção do cidadão catarinense. Mas mantê-la é arriscar a confiança e a credibilidade conquistadas. É atingir a imensa maioria que tem orgulho da farda que veste. E esse risco a PM, lamentavelmente, vem expondo.

Porque esse mesmo soldado, que tirou a vida de um jovem surfista, estava, por determinação do Ministério Público, confinado a serviços internos desde maio do ano passado. Mas foi visto em janeiro deste ano em ações de rua em Joinville. Como assim? Devido à falta de efetivo? Não justifica.

Ele atuava em trabalhos internos no quartel devido a acusações de abuso de autoridade que começam a se somar ao seu manchado currículo. Não poderia estar na rua. O histórico deste policial culminou com uma tragédia para uma família, que teve arrancado de seu convívio quem acabou sendo atingido pelas costas. Isso não significa jamais defesa pessoal e muito menos sem a intenção de matar. E da PM se espera a proteção do cidadão de bem, acuado pela insegurança, assustado pela intolerância e agredido pela impunidade. E não argumentos dentro de um corporativismo torto para resguardar quem vem desonrando a farda e a história da instituição. Estamos tratando de uma vida perdida...

 

ASSUNTO: Tráfico de drogas

VEÍCULO: Diário Catarinense

Traficantes presos transportavam drogas em caminhões frigoríficos

Comandada pela Polícia Civil do Paraná, ação desencadeada ontem contou com apoio de equipes do RS, MS e de SC. Entorpecentes entravam no país pela fronteira com o Paraguai.

Uma ação conjunta das polícias Civil do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná e do Mato Grosso do Sul prendeu ontem 30 traficantes de uma quadrilha que vendia drogas nos quatro Estados e em São Paulo e no Rio de Janeiro. Conforme a investigação, conduzida pela Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil do Paraná, o entorpecente entrava no país por três cidades que fazem fronteira com o Paraguai: Foz do Iguaçu (PR), Guaíra (PR) e Mundo Novo (MS).
As investigações começaram há seis meses. Conforme apurou a polícia, a quadrilha transportava parte da droga em caminhões frigoríficos com alimentos – em uma ocasião, 100 kg de maconha foram apreendidos dentro de um veículo que transportava frango.
Entre os integrantes da quadrilha, estão dois ex-policiais militares que já possuíam antecedentes por tráfico de drogas e estavam presos em Cândido Rondon (PR). Segundo a polícia, mesmo de dentro das celas, a dupla comandava o tráfico por celulares. Até o momento, não foram divulgados os nomes dos ex-PMs e dos demais presos.
Uma pessoa é procurada no RS
Ao todo, foram expedidos 39 mandados de prisão preventiva – nove envolvidos ainda não foram localizados e seguem sendo procurados. A Polícia Civil gaúcha auxiliou na ação prendendo duas pessoas pela manhã em Montenegro e Santa Cruz do Sul.
No Rio Grande do Sul, outros dois mandados de prisão seriam cumpridos – mas um traficante já teria sido detido em Santa Catarina e outro ainda não foi localizado. Ele é procurado na zona norte de Porto Alegre, segundo o delegado em São Leopoldo Heliomar Franco.
Em Blumenau, dois homens foram detidos
Duas pessoas foram presas ontem de manhã em Blumenau, no Vale do Itajaí, suspeitas de envolvimento com o narcotráfico do Paraná, na ação chamada de Lei e Ordem. De acordo com o delegado Ronnie Esteves, a operação desencadeada em Blumenau ocorreu em apoio à Divisão Estadual de Narcóticos do Paraná.
Os dois homens detidos no bairro Ponta Aguda foram encaminhados ao Presídio Regional de Blumenau. Um carro também foi apreendido, mas os policiais não localizaram drogas nem armamento junto com os suspeitos.
- Não podemos afirmar, mas provavelmente eles tiveram algum envolvimento com o tráfico do Paraná. A Justiça solicitou nossa ajuda e estamos auxiliando na operação interestadual – explicou o delegado.
Mandados de prisão também foram cumpridos em cidades como Toledo, Cascavel e Santa Helena, no Paraná; e Santa Cruz e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Blumenau foi a única cidade a receber a operação em Santa Catarina.

 

ASSUNTO: Morte de surfista

VEÍCULO: Diário Catarinense

Exame de sangue aponta que policial ingeriu álcool

O laudo toxicológico realizado pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) de Florianópolis apontou que o policial militar Luis Paulo Mota Brentano, 25 anos, havia consumido quantidade significativa de álcool, mas nenhuma droga ilícita, no dia em que atirou no surfista Ricardo dos Santos, 24 anos, na praia da Guarda do Embaú, na Grande Florianópolis. Ricardinho morreu em decorrência dos tiros na terça-feira, dia seguinte ao crime.
– Fica descartado o consumo de qualquer droga ilícita, pois teria sido acusado pelo exame. A quantidade de álcool detectada, no entanto, é bastante importante, e provavelmente foi consumida no dia do fato – diz o diretor do IGP, Miguel Colzani.
Segundo Colzani, o exame de sangue no suspeito foi realizado às 14h da segunda-feira, dia em que Ricardinho foi baleado, e foram detectados 13 dg/L (13 decigramas de álcool por litro de sangue). Para efeito comparativo, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) considera uma pessoa embriagada quando o exame de sangue apresenta resultado igual ou superior a seis decigramas de álcool por litro de sangue (6 dg/L).
O IGP entregou ontem o laudo toxicológico ao delegado Marcelo Arruda, responsável pela investigação do caso.
Tiros atingiram lateral e costas
O laudo cadavérico foi concluído e enviado ao delegado pelo Instituto Médico Legal (IML) na quarta-feira. Os resultados mostram que as balas atingiram o surfista a partir da lateral esquerda do peito e pelas costas.
Ricardinho foi baleado na segunda-feira, depois de uma discussão com Brentano. O policial e a testemunha que estava com o surfista contam diferentes versões para o motivo dos disparos. O primeiro alega legítima defesa e a segunda diz que a ação foi sem justificativa. A Polícia Civil investiga o caso.