Área do associado

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Clipagem do dia 20 de fevereiro

20.2.2015

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 20 DE FEVEREIRO

 

COLUNISTA CARLOS DAMIÃO – Notícias do Dia 19.02

Cidade invisível

Nas suas reflexões praticamente diárias, muitas vezes compartilhadas nas redes sociais, o comandante do 4o Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Araújo Gomes, costuma fazer referências à “cidade invisível” que a PM patrulha. O que é a cidade invisível, numa cidade celebrada nacional e internacionalmente pelo glamour de suas beach parties, por suas futilidades e subcelebridades etc. e tal? Poucos conhecem como a PM e as organizações não governamentais a tal cidade invisível, os cantos, recantos, ruelas, becos, morros. Nela habitam trabalhadores e também aquilo que Karl Marx chamava de lumpemproletariado, o subproletariado, mal empregado ou desempregado. Sem falar nos bandidos, em geral traficantes de drogas ou armas. No Carnaval, essa cidade invisível desce à concentração humana na região central, com todas as suas carências, procurando diversão fácil, barata e democrática. Na noite de segunda e madrugada de terça, circulei entre esses foliões, muitos deles miseráveis, esfarrapados, drogados e bêbados, selvagens misturados às famílias e aos ambulantes... Passei por um baile funk no asfalto da Paulo Fontes: brigas, cheiro forte de maconha, misturado a outros odores, de urina, suor e álcool.

Havia muitos grupos de causar medo, pessoas ariscas à presença de estranhos entre elas, violentas e ameaçadoras, brigando por qualquer motivo, um olhar, um troco errado, um encontrão casual. A situação era tão crítica que havia uma espécie de cerco policial informal, inclusive com PMs do Choque, prontos para entrar em ação, como ocorreu diversas vezes, na dispersão de brigas. Ao sair desse miolo humano sufocante, a sensação era de voltar à normalidade e à claridade da cidade visível, aquela dos cartões postais, da qualidade de vida, das festas, dos camarotes; cidade que pouco se importa com a profundeza de seu abismo social.

 

COLUNISTA PAULO ALCEU – Notícias do Dia 19.02

Barril de pólvora

A forma como foi descrita a fuga dos detentos do Presídio Masculino de Florianópolis revela facilidade, principalmente quando pularam o muro do presídio. Passa suspeita e até um sentimento de omissão. Lembra a debandada no São Lucas, no início do ano, e depois a fuga de Blumenau, registrada no celular dos presidiários. Mostrando mais uma das falhas de segurança, celular livre. Além disso, a classificação de baixa periculosidade dos nove foragidos de Florianópolis não significa que você poderá convidá-los para jantar e dormir na sua casa. Não é por aí. Se estão lá é porque são perigosos. As fugas estão se repetindo de uns tempos para  cá. Um dos detentos foi identificado na queima de um ônibus. O roubo de R$ 12 foge da estratégia de facções criminosas que focam no pânico. Dias atrás, um grupo de líderes criminosos foi transportado para Mossoró, no outro extremo do país. Uma operação altamente sigilosa, onde havia, inclusive, ameaça de morte ao governador. Começava a ser movimentada uma nova onda de atentados em Santa Catarina, cortada pela raiz, mas não eliminada. Os sinais voltaram a ser manifestados e estão merecendo a atenção da inteligência, voltada mais a uma reação à repressão policial. Mas, neste momento o que mais chama a atenção é a facilidade na fuga num local que existe desde 1930 com todas as suas limitações. Esse complexo penitenciário não tem mais como continuar onde está, no coração de Florianópolis.

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

CAUSA ANIMAL

Representantes de ONGs e protetores independentes de animais se mobilizam nas redes sociais para pressionar os deputados a derrubar o veto do governo do Estado ao projeto que proíbe a prestação de serviços de vigilância de cães de guarda com fins lucrativos em Santa Catarina. Alegam que outros Estados já aboliram a prática de aluguel de cachorros para a segurança privada. A Procuradoria argumenta que não é papel do Estado legislar sobre o tema, por isso vetou. Dia 25 haverá audiência pública na Assembleia, capitaneada pelas deputadas Ana Paula Lima (PT) e Angela Albino (PCdoB), autora do projeto.

 

COLUNISTA HÉLIO COSTA – Notícias do Dia

Estreito

Comunidade do bairro Estreito não aguenta conviver com a rotina de assaltos e roubos e pede mais policiamento na região. A associação de moradores e até o próprio Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) não sabem mais a quem recorrer. O presidente do Conseg que se reúne, mensalmente, com policiais do 22o BPM, tem constatado que a falta de policiamento não é culpa da polícia, mas dos governos estadual e municipal, que viraram as costas para o bairro. Bem, não é só o Estreito que carece de policiamento. A sensação de insegurança se estende por toda Florianópolis. E a cúpula da segurança pública ainda quer fechar delegacia? Parece que depois que o Cadeião saiu do Estreito os assaltos e furtos aumentaram. Com o Cadeião, havia movimento de policiais a todo o momento. Eu já havia alertado que, com a desativação da unidade policial, os bandidos iriam incomodar. Infelizmente aconteceu. Agora, querem transferir do bairro a estrutura da Diretoria Estadual de Investigações Criminais, para São José. Não existe delegacia no populoso Estreito, a mais próxima fica no bairro vizinho de Capoeiras.

Carnaval seguro

A Polícia Militar atendeu 300 ocorrências durante o Carnaval no Estado. No período, apreendeu drogas, oito armas de fogo e oito armas brancas (faca), além de executar 60 prisões em flagrante e 63 termos circunstanciados (sem prisão). Foram mais de 6.000 policiais, envolvendo todas as unidades e modalidades de policiamento. O resultado foi considerado positivo, sem nenhum homicídio nos locais da folia.

 

ASSUNTO: Troca de Comando

VEÍCULO: Portal da PMSC

Mafra: solenidade marca passagem de comando da GEMFA

Aconteceu na manhã de hoje (19), em Mafra, município do Planalto Norte Catarinense, a solenidade de passagem de comando da Guarnição Especial PM de Mafra (GEMFA). Na oportunidade, o tenente-coronel Rogério Vonk passou o comando da unidade para o tenente-coronel Gilberto Dominico.

A solenidade foi presidida pelo comandante-geral da PMSC, coronel Paulo Henrique Hemm e contou com a presença de diversas autoridades federais, estaduais e municipais, policiais militares, familiares, imprensa e convidados.

A exemplo do anterior, o novo comandante da PM em Mafra é natural de Canoinhas. Ele é casado com Tania Maria Maieski Dominico e tem dois filhos: Nicolas Gil Dominico e Gabriel Dominico. Ingressou nas fileiras da Polícia Militar de Santa Catarina em 1983 e concluiu o Curso de Formação de Oficiais (CFO) em 1987.

 

Desempenhou funções policiais militares nos municípios de Balneário Camboriu, Joinville, Canoinhas e Lages. Na sua carreira foi condecorado com as medalhas de 10 anos, 20 e 30 anos de bons serviços prestados a Polícia Militar de Santa Catarina e recebeu os Brasões de Mérito de 3ª, 2ª e 1ª categoria.

O oficial que deixa o comando da unidade, tenente-coronel Rogério Vonk, foi elogiado pelo desempenho de suas funções frente a GEMFA. Ainda hoje, na parte da tarde, assumirá o comando do 14º Batalhão de Polícia Militar (BPM), sediado em Jaraguá do Sul.

O tenente-coronel Rogério Vonk agradeceu emocionado pelo apoio e parceria das forças vivas dos quatro municípios que integram a área de atuação da unidade - Mafra, Itaiópolis, Papanduva e Monte Castelo - durante seus 14 meses de comando.

O comandante-geral da PMSC, coronel Paulo Henrique Hemm, cumprimentou amigos presentes relembrando de quando ainda no posto de capitão comandou a então 3ª Companhia de Polícia Militar em Mafra. Parabenizou os comandantes substituto e substituido e desejou, para ambos, sucesso na nova missão que hoje passam a assumir.

Ao final da solenidade ocorreu o descerramento da foto do ex-comandante na galeria da unidade, ocasião em que o novo comandante, agradeceu a presença das autoridades e enalteceu a sua importância para o desenvolvimento de ações efetivas em prol da segurança pública.