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Clipagem do dia 12 de janeiro

12.1.2015

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 12 DE JANEIRO

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

BOCA A BOCA

Tem marmanjo passando mal para ser atendido pelas belas e competentes guarda-vidas espalhadas pelo Estado. É melhor procurar outra forma para não atrapalhar a atenção das profissionais.

ATRÁS DAS GRADES

O sistema prisional de Santa Catarina conta com 18 mil detentos. O número foi apresentado pelo secretário interino da Justiça e Cidadania, Leandro Lima, na primeira reunião do colegiado, realizada na última sexta, em Lages. Destacou que 57% dos presos trabalham nas unidades, o maior número do país. Leandro Lima disse, ainda, que SC tem o menor número de presos em Delegacias de Polícia.

 

COLUNISTA CARLOS DAMIÃO – Notícias do Dia

Ação positiva

É preciso ser justo: embora com efetivo nem sempre suficiente, a Polícia Militar tem feito um belo trabalho nos balneários de Florianópolis. Carros estacionados em locais proibidos, em cima das calçadas ou trancando a passagem, estão sendo multados ou guinchados. As ações são diárias e abrangem as praias de maior concentração de veranistas.

Perda de tempo

Num raciocínio muito simples, se os motoristas respeitassem a sinalização – e fossem mais civilizados e racionais – a Polícia Militar poderia concentrar seus esforços no combate à violência. Mas, não. Muitos motoristas confiam no sentimento de impunidade e tornam pior o que já é ruim na cidade. Em consequência, a PM perde tempo e gasta energia com as banalidades do trânsito.

 

ASSUNTO: SERVIÇO MILITAR

VEÍCULO: Diário Catarinense

Inicia o período de alistamento para jovens que fizerem 18 anos

O prazo para o alistamento militar começou sexta-feira e vai até 30 de junho para homens nascidos em 1997 e que completam 18 anos em 2015. Os jovens devem se apresentar à Junta de Serviço Militar (JSM) municipal mais próxima. O alistamento militar é obrigatório e independe de grau de escolaridade. O serviço militar inicial obrigatório tem duração de 12 meses e pode ser reduzido por dois meses ou prorrogado por até seis.
Os documentos necessários para o alistamento são certidão de nascimento ou equivalente (identidade, carteira de habilitação ou de trabalho), comprovante de residência, foto 3x4 recente, de frente e sem retoques. Se for naturalizado, deve levar a prova de naturalização ou certidão do termo de opção. Também existe a opção de pré-alistamento, que visa a acelerar o processo, para que o cidadão permaneça o mínimo de tempo na JSM. Segundo o Ministério da Defesa, caso o cidadão tenha filhos, também é necessária a apresentação das certidões de nascimento das crianças. Jovens com deficiência precisam apresentar atestado médico. Todos os documentos devem ser originais.

QUEM ESTIVER NO EXTERIOR DEVE IR AO CONSULADO
O brasileiro residente no exterior em idade de alistamento deve dirigir-se à representação consular (Consulado ou Embaixada) e se alistar. Assim que retornar ao Brasil, deverá procurar uma JSM. Os cidadãos poderão indicar sua preferência pela Marinha, Exército ou Força Aérea durante a seleção geral, que ocorre ainda em 2015. Somente será atendido, caso se enquadre nos perfis previamente estabelecidos para cada força armada, de acordo com a disponibilidade de vagas, sendo incorporado somente em 2016.

Se perder o prazo de alistamento, o jovem pagará multa e o brasileiro estará em débito com o serviço militar, perdendo alguns direitos, como a obtenção de passaporte, matrícula em instituições de ensino e inscrição em concurso público. Em 2014, houve 10 mil jovens incorporados às Forças Armadas – 95% deles se apresentaram como voluntários.

 

ASSUNTO: Guarda-vidas

VEÍCULO: Notícias do Dia

Há 27 verões, Lourivaldo Graciano Correia trabalha na praia como guarda-vidas

Nascido e criado nas imediações da praia da Joaquina, o sargento Lourivaldo Graciano Correia, quando jovem, dificilmente conseguia enxergar para si um futuro diferente de tudo o que não envolvesse sol, areia e mar. Amigo de todos os guarda-vidas da praia, ele tinha vivência o bastante naquele meio para contrariar com convicção o desejo dos pais e se inscrever para a seleção do Corpo de Bombeiros.

Aprovado aos 19 anos, comunicou a mãe, que não gostou nada da audácia do rapaz que logo foi mandado para Balneário Camboriú, onde passou uma curta temporada dando os primeiros passos na profissão. Desde então, lá se foram 27 verões, 11 na Joaquina e 16 na Mole, onde trabalha atualmente.

Aos 45 anos, Lourivaldo é um dos mais antigos guarda-vidas da Capital, e com tanta experiência hoje acumula histórias. E assim como o primeiro beijo, ele diz, o primeiro salvamento é inesquecível. “Logo nos primeiros dias que vim de Balneário Camboriú para a Joaquina um colega chegou e perguntou se eu já tinha feito um salvamento, respondi que não e então ele disse ‘vamos, porque temos um agora.’”

Com o nervosismo de qualquer novato e a responsabilidade de um bom profissional, Lourivaldo correu para a água e recebeu dos colegas mais experientes as orientações sobre o que fazer com a vítima. Deu tudo certo. Em quase 30 anos de praia, o sargento não tem nem ideia de quantas pessoas resgatou da fúria das ondas. Porém, se há algum tempo sua principal tarefa era se lançar ao mar e retirar banhistas em perigo, agora a situação é diferente. “Hoje nós trabalhamos muito mais com prevenção.

Apitamos para avisar um banhista que aquela área é perigosa, alertamos sobre a entrada na água com o mar agitado e, muitas vezes, somos xingados. Mas por causa dessas atitudes faz uma semana que a gente não precisou fazer um arrastamento aqui”, conta.

Apesar de procurar sempre se manter firme, de não se apegar às vítimas, especialmente às que não sobrevivem, dois casos o marcaram para sempre. O primeiro, quando ele achou que seu colega havia morrido em um resgate, e o outro em um acidente envolvendo oito crianças que caíram no mar durante uma trilha. “Eu tenho uma filha, então isso acaba mexendo. Tive muita dificuldade para dormir depois disso”, relata.

 

ASSUNTO: vídeo da Veja

VEÍCULO: Globo.com

Câmera registra erro fatal de PMs na Baixada

Um vídeo divulgado no sábado pelo site da revista "Veja" mostra uma ação desastrada de dois policiais militares. Ao disparar nove tiros de fuzil contra o carro onde estava Haíssa Vargas Motta, de 22 anos, um deles acabou matando a jovem, que estava no banco de trás do automóvel. O caso ocorreu em Nilópolis, na Baixada Fluminense, na madrugada de 2 de agosto do ano passado, quando ela voltava de uma casa de shows na companhia de quatro amigos.

A câmera interna do carro-patrulha registra toda a sequência que culminou com a morte de Haíssa, atendente de telemarketing. Num primeiro momento, um dos PMs, ao perceber a aproximação do veículo no qual estava a jovem, um Hyundai HB20, comenta: ''é um carro daquele branco que tá roubando". Em seguida, tem início uma perseguição. O fato de o motorista estar "de boné e tudo", como diz um PM, também é usado para justificar a ação ofensiva.

Menos de 30 segundos após a perseguição começar, o policial Márcio José Watterlor Alves coloca metade do corpo para fora de uma janela e abre fogo. Ele faz sete disparos, e, apesar dos pedidos de "calma" por parte do companheiro de farda, outros dois são ouvidos. A equipe desembarca aos berros: "Desce do carro. Desembarca todo mundo do carro".

Naquele instante, começam a ser ouvidos gritos de socorro dentro do Hyundai. "Acertaram aqui, acertaram ela. Pelo amor de Deus", avisa uma das amigas de Haíssa. A jovem, baleada nas costas, é levada para o hospital, e duas amigas fazem o trajeto no banco de trás da viatura. No caminho, enquanto uma delas chora, chegam a ser repreendidas por um policial: "Vamos manter a calma, gente. Tá complicado". A mulher pede desculpas, e o PM completa: "Por que não pararam? C..., vidro aberto. Não, não justifica ter dado tiro, tá bom? Não justifica".

Segundo a "Veja", o policial Márcio José foi indiciado em novembro pelo crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar. Ainda de acordo com a revista, este foi o terceiro caso de auto de resistência envolvendo o PM desde 2010, quando ele concluiu o curso de formação da corporação.

Dias depois da morte de Haíssa, os PMs contaram na 58ª DP (Posse), onde foi feito o registro de ocorrência, que patrulhavam a Avenida Marechal Alencar quando viram o carro, que seria semelhante ao de bandidos da região. Eles disseram que perseguiram o veículo até Olinda, em Nilópolis, e que pediram para o motorista parar, mas não foram atendidos. De acordo com os policiais, eles ouviram um barulho que parecia um tiro e, por isso, dispararam sete vezes nos pneus do carro onde estava Haíssa.

VERSÕES CONFLITANTES

A versão dos amigos que estavam com a jovem, no entanto, é diferente. Eles afirmaram que só perceberam que o veículo atrás deles era da PM quando os disparos foram feitos. Antes disso, teriam visto apenas um farol alto e pensado que seriam assaltados.

- O que vai esclarecer esse conflito são as imagens das câmeras das duas viaturas que fizeram a perseguição - disse, na ocasião, o delegado-adjunto Thiago Martins, da 58ª DP.

No vídeo obtido pela "Veja", os policiais e o motorista do carro no qual estava Haíssa divergem em um outro ponto. Enquanto os PMs alegam que o "giro" (giroscópio, as luzem que ficam sobre a viatura) estava ligado, o rapaz contesta: "O correto da polícia é ligar o giroscópio. Tenho certeza de que não estava ligado".