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Clipagem do dia 8 de maio

8.5.2014

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 8 DE MAIO

 

COLUNISTA HÉLIO COSTA – Notícias do Dia

Boletins de ocorrência

Na 1ª DP de Florianópolis há mais de mil boletins de ocorrência sobre pequenos furtos engavetados por falta de delegado na equipe de investigação, diluída há mais de quatro meses. Policiais desta unidade foram integrar a Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei, criada em dezembro, e a Delegacia de Combate às Drogas, inaugurada há dois meses. O delegado da 1ª DP , Airton Zanelatto, tem solicitado à Diretoria de Polícia Metropolitana a recomposição da equipe de investigação, mas ganhou apenas dois agentes.

 

COLUNISTA CARLOS DAMIÃO – Notícias do Dia

Maio amarelo

A Guarda Municipal de São José foi ao Hemosc, na Capital, para doar sangue. A nobre atitude fez parte das ações do Movimento Internacional Maio Amarelo. A campanha serve de incentivo para a conscientização e redução do número de mortes no trânsito. Ao longo do mês, haverá blitze educativas e palestras para crianças josefenses.

 

ASSUNTO: Violência em Joinville

VEÍCULO: Diário Catarinense

CASO MARA TAYANA: Suspeito teria estuprado outra vítima

O homem que confessou o assassinato da universitária Mara Tayana Decker, de 19 anos, já teria tentado cometer o mesmo crime no início deste ano.
A história de uma suposta vítima do segurança Leandro Emílio da Silva Soares,29, é semelhante à versão da polícia para a morte da jovem esquartejada. O caso teria acontecido há alguns meses, mas a mulher só o denunciou agora, depois de saber que o suspeito estava preso.
A vítima registrou nesta semana o boletim de ocorrência na Delegacia de Proteção à Mulher, à Criança, ao Adolescente e ao Idoso e contou que também teria conhecido Soares em um barzinho no Centro de Joinville. Segundo a delegada Marilisa Boehm, a mulher disse durante o depoimento que o suspeito teria passado a noite conversando com ela no bar, sido bastante gentil e proposto dividir uma corrida de táxi na volta para casa, exatamente como teria ocorrido com Mara Tayana.
– Como o suspeito era segurança, ela (a mulher) não viu problema nisso. Mas quando eles chegaram na casa dele, ele a convidou para entrar porque precisava pegar dinheiro. Foi nesse momento que ela foi agredida e violentada – explica Marilisa.
Conforme a delegada, o crime ocorreu na mesma casa em que Mara foi encontrada morta, no bairro Guanabara, na zona Sul da cidade. A vítima relatou que foi estuprada e feita refém por pelo menos 17 horas. Antes de ser liberada, Soares teria ameaçado matá-la e divulgar imagens dela na internet caso ele fosse denunciado para a polícia.
– Isso mostra que o suspeito agia sempre da mesma forma – completou a delegada.

Mulheres temem sofrer represálias após denúncia

Uma situação que chama a atenção para um problema antigo: a violência contra a mulher. Somente nos quatro primeiros meses deste ano, foram registrados 865 boletins de ocorrência de violência doméstica em Joinville – 91 a mais que o mesmo período de 2013. No entanto, este número não corresponde a todos casos que ocorrem na cidade.
– As mulheres ainda deixam de denunciar o agressor por medo, vergonha ou questões financeiras. Outro motivo é que a maior parte da população desconhece a Lei Maria da Penha – disse a delegada.
Ela também alertou que a Lei Maria da Penha dá mais segurança para a vítima. Hoje, a mulher que registrar um B.O. pode pedir medida protetiva e não precisa mais conviver com o agressor dentro de casa.
– As vítimas não podem ter medo e devem denunciar o autor do crime.
Além dos casos de violência doméstica, outro crime que crianças, adolescentes e mulheres têm vergonha ou medo de denunciar é o estupro. Em 2013, foram registrados 222 boletins desse crime em Joinville.

 

ASSUNTO: DEPREDAÇÃO DE ESCOLA

VEÍCULO: Diário Catarinense

Vândalos ateiam fogo em sala

Mesmo com vigilantes durante 24 horas, sistema de alarme e circuito de câmeras, prédio em Joinville acabou sendo invadido

Os professores da Escola Municipal Professor Sylvio Sniecikovski no bairro Jardim Paraíso, em Joinville, temem pelo patrimônio do colégio. Em três dias foi ateado fogo na sala de matemática por duas vezes.
Um professor que trabalha há três anos na escola e prefere não se identificar conta que na madrugada de segunda-feira incendiaram as cortinas da sala e, na madrugada de ontem, a mesa da professora.
– A gente acredita que queimaram essa sala porque o acesso é mais fácil.
Os danos causados à sala de matemática impedem os alunos de ficar no local. Os estudantes estão tendo aulas da disciplina na biblioteca do colégio.
O professor informa que o prédio situado no fim da Rua Júpiter, principal via do Jardim Paraíso, conta com vigilantes durante 24 horas, circuito de câmeras de monitoramento e sistema de alarme.
– O nosso receio é que se repita porque já aconteceu duas vezes. Hoje foi a sala e amanhã? – lamenta o professor.
Segundo ele, a escola já foi alvo de vandalismo outras vezes. Em uma delas, depredaram câmeras de vigilância. Além disso, há registros de que vândalos quebram vidros com frequência.
A diretora da escola, que já havia registrado boletim de ocorrência do primeiro incêndio, voltou à delegacia na quarta-feira para fazer o segundo B.O.
A prefeitura informa, por meio da assessoria de imprensa, que uma equipe da Secretaria de Proteção Civil e Segurança Pública foi enviada até a Escola Municipal Professor Sylvio Sniecikovski para avaliar o que pode ser feito para melhorar a segurança do local e evitar que novos ataques de vandalismo ocorram. A empresa responsável pela segurança do espaço vai custear os reparos necessários na sala afetada pelo fogo.

 

ASSUNTO: Drogas em escola

VEÍCULO: Diário Catarinense

Polícia investiga tráfico de drogas

Laudo apontou consumo de cocaína por aluno de 14 anos que sofreu princípio de overdose

A Polícia Civil investiga o caso do aluno de 14 anos que teve princípio de overdose dentro de um colégio particular no Bairro Santo Antônio de Lisboa, Norte de Florianópolis, ontem.
Responsável pelo caso, a equipe da Delegacia de Combate às Drogas (Decod) suspeita que o estudante tenha comprado a cocaína de traficantes que atuam nas proximidades da escola.
De acordo com a polícia, o aluno de 14 anos, que cursa o 9o ano do Ensino Fundamental, entrou no banheiro do colégio por volta das 7h30min de ontem acompanhado de um colega. Lá, eles teriam ficado por menos de 10 minutos.
Por volta das 8h30min, um dos aluno saiu da sala passando mal com palpitações e pressão baixa. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Celso Ramos. Policiais da Decod afirmam que o estudante chegou no hospital com princípio de overdose e que o laudo médico aponta consumo de cocaína por parte do adolescente.
Os traficantes que estão sendo investigados pela Decod montaram um “ponto” de vendas perto da escola justamente para vender drogas aos alunos de alto poder aquisitivo.
Eles também atuam nas rodinhas de jovens em frente à instituição de ensino. Fingem que são estudantes para passar despercebidos.
Neste primeiro dia de investigação, a polícia apurou que os traficantes vendem para os alunos um grama de cocaína a R$ 50, maconha de R$ 10 a R$ 50, comprimidos de ecstasy a R$ 50, além de cartelas de LSD a R$ 40.
A Polícia Civil alerta que o comércio e o consumo de drogas ocorre próximo à maioria das escolas particulares e públicas de Florianópolis. A reportagem tentou falar sete vezes com a direção do colégio na tarde de ontem, sem sucesso.

 

ASSUNTO: ARTIGO

VEÍCULO: Diário Catarinense

O sistema penal e as três falhas da sociedade, Por José Ricardo Tavares*

No sistema penal brasileiro o instituto do livramento condicional proporciona ao condenado a liberdade antecipada se houver o preenchimento de determinadas condições impostas legalmente. A decisão judicial que conceder esta benesse deve especificar as obrigações que incumbem ao libertado e que podem variar segundo o crime cometido, a personalidade do recluso, o ambiente em que tenha vivido ou passe a viver, ou outras circunstâncias. Dessa forma pode ser revogado, devendo o sentenciado retornar à unidade prisional pelo descumprimento dos pressupostos exigidos. Ocorre que a sociedade tem falhado através dos poderes Judiciário e Executivo em três pontos desta questão.
Inicialmente o sistema carcerário brasileiro, principalmente pela falta de políticas contundentes de ressocialização, não tem gerado efeitos positivos para os presos e consequentemente para a sociedade. A segunda questão passa pelos exames criminológicos emitidos dentro dos ergástulos e que instruem os pedidos de livramento.
Estes exames deixam de levar em consideração as condições familiares e financeiras dos sentenciados ao voltarem para as ruas, dando a impressão que existe uma pressão pela liberdade antecipada para os sentenciados que possuam tempo legal para tanto. Outros requisitos, porém, que deveriam ser observados ficam em segundo plano.
Por último, embora o Judiciário apresente aos sentenciados as obrigações que devem ser respeitadas para a concessão da liberdade e que serão, com certeza, sempre aceitas, deixa este poder de impor um maior rigor na fiscalização da vida que levam os beneficiados, tomando-se conhecimento da quebra das regras somente quando acontecem desgraças. Salvo maior juízo, a sociedade tem falhado.
Embora o Judiciário apresente aos sentenciados as obrigações para conceder a liberdade, deixa de impor maior rigor na fiscalização da vida que levam os beneficiados.

JOSÉ RICARDO TAVARES *PROFESSOR. MORADOR DE FLORIANÓPOLIS