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Clipagem do dia 4 de junho

4.6.2014

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 4 DE JUNHO

 

COLUNISTA CACAU MENEZES – Diário Catarinense

Bom caminho

Os homicídios sempre servem como indicadores da violência em um país ou Estado. Santa Catarina apresenta a menor taxa de assassinatos do Brasil, com 12,8 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes. Os dados são do Mapa da Violência 2014.

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

Poder feminino

A solenidade de abertura do Mutirão Carcerário em Indaial reuniu apenas mulheres na mesa de autoridades. Lá estavam a desembargadora Salete Sommariva, as juízas Juliana Andrade da Silva Silvy e Mônica Elias de Luca, a promotora Patrícia Dagostin Tramontin e a advogada Francielle Packer Jacobsen.

 

COLUNISTA HÉLIO COSTA – Notícias do Dia

 

ASSUNTO: MORTE DE DEFENSOR

VEÍCULO: Diário Catarinense

Júri condena advogado a 16 anos por homicídio

Luciano Schultz Mansur não compareceu ao julgamento sob alegação de grave transtorno mental

Após um julgamento que durou mais de seis horas, o acusado de matar o advogado Paulo Cesar Martins em Florianópolis há quase quatro anos foi condenado a 16 anos e quatro meses de prisão por homicídio duplamente qualificado. O júri popular ocorreu na tarde de ontem, na Capital.
Luciano Schultz Mansur, que também é advogado, ainda está internado Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP) e deve ser transferido ao sistema prisional comum em breve.
O crime aconteceu na manhã de 22 de julho de 2010. Segundo a conclusão do julgamento, o réu assassinou o advogado Paulo Cesar Martins quando este deixava o próprio escritório, localizado em um edifício na Rua Marechal Guilherme, no Centro da Capital. A vítima morreu ao ser atingida por três tiros – na mão, no tórax e no abdomen.
O atirador foi filmado pelas câmeras perto do local do crime, no horário em que Martins foi morto. Segundo a promotoria, o motivo do assassinato teria sido um descontentamento pela condenação em um processo de atropelamento no qual Martins era defensor de Mansur. A condenação anterior serviu para aumentar em dois anos a pena aplicada na sentença de ontem.
A pedido da própria defesa, Mansur não acompanhou o julgamento. A intenção era que o réu fosse considerado inimputável por apresentar graves problemas psiquiátricos. O Ministério Público, entretanto, convenceu os jurados do contrário: não houve votos em favor da defesa.
Para o promotor Giovani Werner Tramontin, que responde atualmente pela Vara do Júri da Capital, o acusado é “um homem inteligente”, que planejou o ato, escondeu a arma do crime e fugiu para o Paraguai logo em seguida.
– Foi uma estratégia equivocada não levar o réu ao julgamento. Se ele realmente não tivesse condições de ser transferido ao sistema prisional comum, o júri poderia ver isso com os próprios olhos.
O Tribunal do Júri entendeu que a vítima não teve chance de defesa e que o crime foi motivado por motivos fúteis, o que agravou a pena de Mansur.
O réu nega ter cometido o assassinato. O advogado do condenado, Gilberto Tinoco da Silva, não foi localizado ontem para falar sobre o resultado do julgamento ou informar se dará entrada em recurso por parte da defesa.

 

ASSUNTO: Agressão a PMs

VEÍCULO: Diário Catarinense

MORRO DO HORÁCIO: Policiais são recebidos a pedradas

Uma equipe da delegacia de homicídios da Capital foi atacada no Morro do Horácio ontem, em Florianópolis, enquanto cumpria duas ordens de prisão. Viaturas do batalhão de choque e da Polícia Militar (PM) precisaram ser chamadas para atuar no caso.
Segundo o comandante do 4o Batalhão da Polícia Militar, o tenente-coronel Araújo Gomes, os criminosos fugiram antes da chegada do reforço policial. A guarnição da PM foi chamada por volta das 10h para proteger a equipe de policiais da delegacia.
– De início pensaram ser um tiroteio, mas depois viram que eram pessoas ligadas ao tráfico que estavam jogando pedras – diz, Gomes.
Depois de quase uma hora no local, a polícia retomou o controle da situação. No fim da manhã, em sua página pessoal no Facebook, Gomes relatou quem um adolescente foi apreendido pelo Pelotão do Patrulhamento Tático (PPT) da PM como suspeito de ter apredejado uma viatura da Polícia Civil.

 

ASSUNTO: Sequestro

VEÍCULO: Diário Catarinense

UM PESADELO DE 112 HORAS

Após cinco dias com sequestradores, garoto de 9 anos foi resgatado ontem e recebido com festa em Ilhota

O menino foi resgatado do cativeiro no bairro Armação, em Penha, depois de permanecer cerca de 112 horas refém de quatro pessoas. Ele foi pego nas proximidades de onde o pai jogava futebol na quinta-feira à noite, mesma noite em que os criminosos fizeram o primeiro contato para pedir um resgate de R$ 500 mil. A investigação policial ocorreu sob sigilo, nem mesmo a família era informada sobre os detalhes da operação.
Jean Carlos e a esposa são proprietários de uma grife de biquínis e formam uma família tradicional e conhecida em Ilhota. O avô do menino, também empresário, foi vice-prefeito do município em 2001 e 2004 e duas vezes candidato a prefeito.
Passavam 10 minutos do meio-dia de ontem quando o celular do pai do menino tocou trazendo o alívio esperado nos angustiantes cinco dias. Angelo estava livre, sem nenhum ferimento.
A operação comandada pelo chefe da Delegacia da Divisão Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), Anselmo Cruz, envolveu 12 policiais.
O desfecho ocorreu com a prisão do mentor e negociador do crime, Peterson da Silva Machado, 30 anos, em Brusque, e o estouro do cativeiro em Penha, quando um casal – ainda não identificado pela polícia – que cuidava do menino foi morto pelos policiais. A mulher de Peterson, Rosicleide Rodrigues, 32 anos, também foi presa, em Barra Velha, no Litoral Norte.
Com o pequeno de volta e a casa completa, ao lado dos familiares, Laurinha perguntava qual a data de ontem. Queria saber o dia em que Angelo nasceu mais uma vez. Já de banho tomado e bermuda colorida, o pequeno perguntou pelo patinete elétrico. O mesmo que ele usava quinta-feira, quando foi sequestrado. Um adulto explicou ao menino que o brinquedo ainda estava na sorveteria. Sossegado, ele esqueceu o patinete e foi pedalar na rua.
Quando restaram apenas familiares na casa, Laurinha perguntava a data de ontem. Queria saber o dia em que Angelo renasceu.
Atendendo a pedidos da polícia, para quem a publicidade em torno do caso de Ilhota poderia agravar a situação da vítima, os jornais do Grupo RBS acompanharam o sequestro desde o início até seu desfecho, mas somente divulgaram as primeiras informações ao ter certeza de que o menino já havia sido libertado e em segurança. A posição adotada respeita o Guia de Ética e Autorregulamentação Jornalística do Grupo RBS.

ENTREVISTA: “Ele não tem nada, não tem machucado, nem arranhão”

Jean Carlos de Oliveira, pai de Angelo Antonio, sequestrado quinta-feira, respirou aliviado no fim da manhã de ontem quando recebeu uma ligação da polícia avisando que o garoto havia sido localizado em Penha e estava salvo em uma das viaturas da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic). Logo depois de receber o filho em casa, em Ilhota, o pai conversou com a equipe de reportagem:

Agência RBS – Qual o sentimento de estar com seu filho de volta?
Jean Carlos de Oliveira – Estamos muito, felizes. Ele não tem nada, não tem machucado, não tem arranhão.

Agência RBS – Como foram os dias da família desde que ele foi levado?
Jean – Foram aterrorizantes e angustiantes. A gente olhava para o relógio e as horas não passavam.

Agência RBS – Como vocês fizeram para suportar esses dias?

Jean – Oramos. Sabemos que a fé move montanhas. Acreditamos em Deus e oramos muito. Deus é poderoso.

Agência RBS – Quando o senhor percebeu que era um sequestro e como foram os contatos dos sequestradores com vocês?
Jean – Soube que era um sequestro na hora que vi o patinete ligado na frente do campinho. O sequestrador foi muito pontual: ele ligou no dia (quinta-feira) avisando que era um sequestro e depois ligou em todas as horas em que combinou ligar. Ele só falhou quando enviou antes do que tinha combinado uma gravação do meu filho em que ele dizia que estava bem, ele disse que ia enviar no domingo e enviou no sábado.

Agência RBS – Vocês acompanharam o trabalho da polícia?
Jean – Não. Não sabemos o que fizeram, mas sei que o trabalho da polícia foi primordial. E hoje me ligaram e disseram: “teu filho está salvo”.

Agência RBS – E como ele está?
Jean – Ele está bem, só um pouco assustado com essa movimentação.

Agência RBS– O que deve mudar na rotina da família de agora em diante?
Jean – Depois deste susto, vem a alegria. A gente mora aqui em Ilhota e negligencia a segurança, deixa as janelas e o portão da casa abertos, acredita que porque é uma cidade pequena não vai acontecer nada. Provavelmente vamos contratar segurança para a casa.

OS BASTIDORES DA INVESTIGAÇÃO

– Extremamente desgastante, mas o trabalho foi permanente para colher todos os elementos e chegar a esse desfecho – confessa Cruz.
Cada integrante da polícia teve uma ação fundamental no sucesso da operação. A partir de investigação com mais de 30 pessoas, imagens de câmeras e informações sobre veículos, a Polícia Civil chegou a Rosicleide Rodrigues, 32 anos, e a Peterson da Silva Machado, 30, casal que planejava o crime há 10 dias. De acordo com o delegado da Deic, o casal monitorou a vida da família de Ilhota pelas redes sociais e pelo contato que Rosicleide tinha com pessoas do ramo têxtil.
Eles contaram com a ajuda de outro casal de Penha – ainda não identificado – que foi junto com Peterson à cidade raptar o garoto e levá-lo a Penha, na quinta-feira à noite.
Primeiramente a Polícia Civil descobriu que Rosicleide estava envolvida no crime. A partir deste momento, os policiais começaram a monitorar Peterson, foragido de um presídio no Sul do Estado e com quatro mandados de prisão em aberto. O paraense foi localizado ontem de manhã em Brusque, quando estava prestes a comprar um veículo para fugir com a esposa.
– Não me matem, eu conto tudo – falou ele aos policiais quando foi abordado.
Segundo o delegado de Gaspar, Egidio Ferrari, o mentor do sequestro informou onde era o cativeiro e avisou também que o casal que cuidava do menino estava armado, no primeiro piso de um sobrado alugado em Penha. Houve troca de tiros com os policiais e os dois morreram durante o confronto. O garoto de nove anos foi encontrado no segundo andar, trancado em um quarto:
– Foi uma situação bem inusitada. Quando entramos dentro do quarto onde estava, ele estava bem assustado com a situação. A primeira coisa que ele falou foi: “quero ser policial”. Foi mais do que gratificante. Foi emocionante ao extremo – conclui Cruz.
Rosicleide foi encontrada em uma casa em Barra Velha, onde se preparava para fugir juntamente com Peterson. O casal foi encaminhado à Penitenciária de Florianópolis.
Durante a investigação, nenhum policial dormiu mais do que três horas por dia e as viaturas rodaram mais de mil quilômetros na busca

“Planejei tudo acompanhando ele pelo Facebook”

Peterson da Silva Machado, 30 anos, é conhecido da polícia por participar de assaltos na região de Criciúma e Tubarão. Ficou preso por um ano e sete meses. Com quatro mandados de prisão em aberto, foi o principal mentor do sequestro de Angelo. De acordo com a Polícia Civil, Peterson cumpria pena no semiaberto por assalto no Sul do Estado e fugiu em 2010. Morou em Indaial até 2013, usando o nome de Pretorson e outro sobrenome. No último ano, mudou-se para Penha e conheceu Rosicleide, suspeita de estelionato e que conhece bem o ramo têxtil de Ilhota. Ela arquitetou o crime para ele executar, segundo a polícia. Rosicleide não quis dar entrevista.

Agência RBS – Como você planejou o crime?
Peterson da Silva Machado – Sabia que a empresa dos pais do Angelo era forte. Vi que eles usavam mulheres famosas nos outdoors, que eles tinham dinheiro. Comecei a descobrir pelo Facebook onde o filho estudava e então decidi sequestrar o garoto. Falei para minha esposa que queria um tempo, me separei dela e comecei a investigar a família. Sabia que se pedisse R$ 500 mil eles teriam. Planejei tudo acompanhando ele pelo Facebook. Levei 10 dias, três em Ilhota monitorando a família.

Agência RBS – Como vocês abordaram o garoto?
Machado – Conheci esse casal (morto pela polícia) há alguns dias para participar do crime comigo. Vi o menino no colégio e quinta-feira à noite ficamos na frente da casa da família. Esperamos no carro o menino voltar e o chamamos. Falamos que era um jogo, que ele não precisava se assustar e que o pai dele sabia de tudo. Avisei a ele que ficaria uma semana com a gente.

Agência RBS – O que vocês faziam com o garoto no cativeiro?
Machado – Ele comia arroz e feijão, bebia, cantava rap e assistia a desenhos. Combinamos de não falar nada pesado e conversávamos apenas que estávamos jogando, mas na vida real.

Agência RBS – E ele perguntava sobre a família?
Machado – Perguntava. Eu dizia que estava tudo bem e dizia ao menino que eles tinham mandado um beijo.

Agência RBS – Quando vocês viram que não ia mais dar certo?
Machado – Na minha ideia era tudo muito simples. Pensei que apenas pegaria a criança, receberia o dinheiro e depois devolveria à família. Mas não foi assim que ocorreu. Profundamente, eu me arrependo. Bastante mesmo. Mas tenho muito dó da minha família. Da minha mãe, do meu pai e da minha esposa que não vai mais querer ficar comigo. Quando vi toda a família dele à espera, eu só não chorei porque ia ficar feio pra mim.

Vizinhos não suspeitaram que sobrado era usado como cativeiro

Um pequeno compartimento de pouco mais de um metro e meio e com cerca de 20 furos feitos na porta foi o lugar escolhido pelos sequestradores para manter por cinco dias o garoto Angelo Antonio, de nove anos, raptado em Ilhota. O cativeiro do menino ficava no canto de um dos quartos do segundo andar do sobrado no 470 da Rua Olindo Rodolfo de Souza, no bairro Armação, em Penha. Aparentemente calma, a rua sem saída foi tomada pelos curiosos por volta do meio-dia desta terça depois que policiais da Divisão Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) estiveram no local, duas pessoas foram mortas e uma foi presa.
Conforme alguns moradores que não quiseram ser identificados, o casal que alugava a casa, desde o fim de abril deste ano, passava despercebido e nenhuma movimentação estranha foi notada. A proprietária do sobrado, Regina Evaristo, conta que o casal pagou o aluguel adiantado até agosto. Ela estava almoçando com a família quando os policiais chegaram e ficou apavorada com os tiros:
– Os olhos daquela criança arregalados não saem da minha cabeça. Ele saiu no colo do policial.
Janelas do andar de cima foram cobertas havia uma semana
Regina é moradora da rua há oito anos e explica que o casal seria de Indaial. Segundo ela, na última semana dois primos deles, um homem e uma mulher, estavam morando no local.
– Ela era comerciante e ele trabalhava em uma revenda de carros. Mas era sempre calmo, nunca vimos nada.
O marido de Regina, Paulo César Evaristo, também afirma que eles nunca suspeitaram de nada, apesar de morar ao lado do sobrado.
– Escutei os policiais dizendo pra não reagir, depois deram uns seis tiros. Mas só agora liguei os fatos, porque faz mais ou menos uma semana que eles taparam as janelas do quarto – conta.
Outra vizinha, que não quis ser identificada, relata que estava na lavanderia quando as viaturas chegaram na rua. Ela diz que ouviu barulho de vidro quebrando e portas sendo arrombadas.
– Disse pro meu filho se jogar no chão e ficamos abaixados até acalmar. Depois soubemos que tinha uma criança sequestrada e nós não sabíamos de nada, era um casal normal – explica.
Além disso, de acordo com a mulher, no sábado o casal e as outras duas pessoas que estavam na casa fizeram um churrasco.
Estratégia de invasão de cativeiro é incomum
A libertação com sucesso do menino de nove anos sequestrado em Ilhota, no Vale do Itajaí, teve um desfecho pouco comum nesse tipo de ação: a invasão do cativeiro pela polícia.
Uma operação considerada de alto risco que teve sucesso a partir de um consenso entre os policiais civis envolvidos na investigação desde a última quinta-feira, quando o garoto havia sido levado.
Se invadir o lugar em que a vítima está rendida já é arriscado por si só, imagine quando lá dentro estiver uma criança. Pois essa preocupação estava a todo momento entre a equipe de policiais civis empenhada no caso, de Gaspar e da Divisão Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), de Florianópolis. O último sequestro a ser registrado na região ocorreu em 2009, envolvendo uma família de Penha.
Falecido em abril, o delegado Renato Hendges, o Renatão, que figurou por mais de 30 anos na investigação e esclarecimento de sequestros em Santa Catarina, costumava prender os envolvidos somente após a libertação da vítima. Ele dizia que preferia garantir a vida dela e depois correr atrás dos sequestradores.
– Um dos métodos usados pela polícia também é esse (invasão do cativeiro). O profissionalismo imperou e em conjunto os policiais tiveram sucesso – comenta o diretor da Deic, delegado Akira Sato.
Mais uma vez, a polícia catarinense se mostrou implacável na investigação e solução de sequestros no Estado.

ENTREVISTA: “O plano de fuga já estava elaborado”

Delegado da Divisão Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), Anselmo Cruz, gerenciou a operação juntamente com os delegados de Gaspar Egídio Ferrari e Paulo Koerich. Segundo Cruz, foi necessário refazer todos os passos a partir do momento do crime para chegar ao cativeiro e libertar o menino Angelo. Foram feitas investigações com base em relatos de pessoas, imagens de câmera e de veículos para chegar a Peterson da Silva Machado e Rosicleide Rodrigues, que planejaram o crime.

Agência RBS – Como vocês chegaram ao Peterson, mentor do crime?
Anselmo Cruz – A partir de relatos de cerca de 30 pessoas, imagens de câmeras e de veículos, chegamos ao Peterson. Não houve uma peça-chave, foi uma reconstrução de mínimos detalhes. Montamos diversas cenas e chegamos a eles. Peterson já tinha passagens por assalto, era foragido do presídio no Sul do Estado e aqui na região se apresentava com um nome falso. De alta periculosidade, mudou-se para Indaial e assumiu uma nova identificação: mudou o nome para Pretorson e a naturalidade para Minas Gerais. Identificamos que ele estava junto a Rosicleide, que era a referência dele no crime em Ilhota. Ela tem registro de vários crimes, como extorsão, ameaça, constrangimento ilegal e estelionato. Identificamos primeiramente ela no crime e depois chegamos ao Peterson.

Agência RBS – Qual é o perfil do casal?
Anselmo Cruz – Ela tem perfil de estelionatária e ele é violento, seria capaz de matar alguém. Rosicleide tem uma mente elaborada para criar golpes e conseguir o dinheiro de maneira fácil. Ela era o cérebro e ele, a ação. Ela já teve loja e conhecia os empresários da região. Eles tinham certeza que o crime seria bem sucedido. Quando prendemos Rosicleide em Itajuba, Barra Velha, havia duas malas prontas em cima da mala e o celular estava dentro de uma garrafa em um balde de água. Na cabeça deles, porque poderiam ser interceptados. O plano de fuga já estava elaborado.

Agência RBS – De que maneira o alvo foi escolhido?
Anselmo Cruz – A escolha do alvo se deu por conta do contato que ela (Rosicleide) tinha nesse ramo. Também escolheram pelo acesso a informações da família no Facebook. Eles demonstravam momentos de riqueza na rede social e davam conta que tinham um patrimônio grande.

Agência RBS – Como vocês chegaram ao cativeiro?
Anselmo Cruz – Acompanhamos Peterson e o prendemos quando pretendia comprar um carro em Brusque para fugir com a Rosicleide. A equipe repassou a informação da prisão e seguimos para Penha. Ele mostrou o caminho e fomos até a residência próxima ao parque Beto Carrero World. Lá tinha um casal que fazia parte da quadrilha e que cuidava dele. Peterson nos avisou que eles estariam no andar térreo e que o garoto estaria no segundo andar, trancado em um quarto. Peterson nos adiantou também que Angelo não foi agredido, que comeu arroz e feijão e só assistiu à televisão. Quando chegamos, houve troca de tiros e eles morreram.

Agência RBS – O Peterson falou que conseguiu a maioria das informações pelo Facebook. Fica o alerta?
Anselmo – Essa exposição é indevida. O clima de ostentação faz com que a pessoa acabe se tornando uma vítima em potencial.

 

ASSUNTO: Julgamento de Desembargador

VEÍCULO: Notícias do Dia

 

ASSUNTO: Quartel reformado

VEÍCULO: Portal da PMSC

Assinada ordem de serviço para as obras de reforma do 4º BPM e 1ª RPM

Aconteceu na tarde desta segunda-feira (2), a solenidade de assinatura da ordem de serviço para o início das obras de reforma das sedes do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM) e da 1ª Região de Polícia Militar (RPM), localizadas em Florianópolis. Na oportunidade, o secretário de Segurança Pública, César Augusto Grubba, e o comandante-geral da PM, coronel Valdemir Cabral, oficializaram o início das obras.

O prédio das Unidades está localizado no centro da Capital do Estado, em uma das áreas mais valorizadas de Florianópolis, e seu atual aspecto visual vem maculando a imagem da Corporação, em razão da precariedade da sua estrutura, devido à ação do tempo e da falta de manutenção e reformas.

Para tanto, durante a obra serão realizadas as seguintes melhorias: recuperação da estrutura lateral esquerda do prédio, que corre o risco de entrar em colapso; recuperação e lixamento de todo o piso de madeira; nova instalação elétrica de dados e voz para todo o prédio; troca do telhado cerâmico por telha metálica, aliviando o peso nas paredes; pintura geral de toda a parte interna; demolição de uma área para criação de uma praça com área verde; além da criação de um espaço de treinamento de defesa pessoal (tatame), musculação e recreação, e ainda um vestiário com armário para os policiais.

Da mesma forma, a 1ª RPM, que fica anexa ao 4º BPM, será beneficiada com as reformas realizadas na estrutura do prédio que abriga as duas Unidades.

O  valor investido nos serviços soma a importância de R$ 1.895.176,91 conforme condições gerais do contrato, tendo o início das obras a contar da assinatura da ordem de serviço.

Também prestigiaram o ato de assinatura o secretário adjunto da Secretaria de Segurança Pública (SSP), coronel RR Fernando Rodrigues de Menezes, o diretor Administrativo e Financeiro da SSP, Carlos Augusto Thives de Carvalho, o subcomandante-geral, coronel Paulo Henrique Hemm, o chefe do Estado Maior-Geral, coronel João Ricardo Busi da Silva, o comandante da 1ª RPM, coronel João Henrique Silva, o chefe da Diretoria de Saúde e Promoção Social da PM, coronel Reinaldo Boldori, o diretor de Apoio Logístico e Financeiro da PM, coronel Silvio Hernani Fernandes, o comandante do 4º BPM, tenente-coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes Jr., o comandante do 22º BPM, tenente-coronel Mauro da Silveira, o relações públicas da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, Manoel Timóteo de Oliveira, e o sócio proprietário da empreiteira Mundial Serviços, Janiscio Augusto Niencoter.