Área do associado

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Clipagem do dia 3 de setembro

3.9.2014

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 3 DE SETEMBRO

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

LIGAÇÕES PERIGOSAS

A Polícia Civil está muito perto de esclarecer a autoria do desaparecimento de armas e drogas da 2ª DP, no Saco dos Limões. O enredo do crime é digno das crônicas de Nelson Rodrigues.

OLHA O PASSARINHO

Uma foto em que os 11 policiais civis aparecem posando com as armas logo depois da operação bem-sucedida em Governador Celso Ramos chegou a ser postada nas redes sociais ainda na segunda-feira, mas depois desapareceu.

 

COLUNISTA MOACIR PEREIRA – Diário Catarinense

REPRESSÃO

As intervenções dos policiais da Deic contra a criminalidade, o tráfico de entorpecentes e o contrabando revelam a importância do serviço de inteligência. A equipe do delegado Akira Sato mostra serviço e transmite um clima de mais segurança para a população. Que atuem com o máximo rigor também contra os receptadores de comércio ilícito.

 

COLUNISTA CACAU MENEZES – Diário Catarinense

LUTO

Quatro daqueles cinco criminosos mortos pela polícia enquanto tentavam roubar um banco em Governador Celso Ramos no fim de semana foram velados ontem em Tijucas, de onde eram, num ginásio de esportes da cidade. Além do expressivo público – quase mil pessoas –, até bandeira do município havia sobre os caixões. Explica-se: dois deles eram seguranças de políticos locais nas campanhas à prefeitura, inclusive na última, de 2012.

 

COLUNISTA HÉLIO COSTA – Notícias do Dia

Ignorância no Congresso

No “A Voz do Brasil” da última segunda-feira um senador teve a audácia de informar que entraria com um projeto para unificação das polícias Civil e Militar. As duas corporações passariam então a ser uma única força. O nobre senador ainda disse que isso tudo ainda dependeria dos Estados, que teriam que fazer alterações para se adaptarem às mudanças. Oras, o político, eleito pelo povo para trabalhar para o povo provou enorme desconhecimento sobre a política de segurança. Para unir as polícias seria necessária uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para alterar a nossa Constituição, onde estão detalhadas as atribuições das duas polícias. Faço esse texto para alertar: estamos em época política. Antes de falar ou propor algo, é necessário que nossos políticos pelo menos consultem sobre a matéria. Então amigo leitor e eleitor, cuidado com o que se promete nessas épocas pré-eleitorais. Tem muita gente falando de segurança pública e criminalidade, mas que só sabem trancar a porta da própria casa.

 

COLUNISTA CARLOS DAMIÃO – Notícias do Dia

Não é só uma questão de semântica

Recebi muitas críticas, tanto nas redes sociais, quanto por e-mail, por ter usado o termo chacina, quando me referi ao assassinato de cinco suspeitos de assalto no município de Governador Celso Ramos. Não há outra palavra, porque chacina significa matança, extermínio ou massacre, basta consultar qualquer dicionário para confirmar a definição. A não ser que os críticos defendam aquele ato como “justiçamento”, um termo muito utilizado pelas milícias paramilitares que atuam nas periferias do Rio e de São Paulo. Portanto, mantenho o termo chacina como entendimento daquele episódio. E transcrevo a crítica de um leitor, aparentemente policial civil: “Antes de ficar escrevendo besteira no jornal, por que tu acompanha (sic) a rotina de um policial civil, ficar 24 horas acordado atrás de vagabundo enquanto você fica dormindo! Tanto polícia como bandido estão lá pra matar ou morrer, meu chapa, tem que matar tudo (sic) essa raça de vagabundo mesmo, trabalhar ou estudar pra se qualificar ninguém quer. Ficasse com peninha dos vagabundos que levaram chumbo na cabeça! Leva pra casa”. Pois é, meu chapa, ninguém obriga ninguém a ser policial civil, nem jornalista, nem médico, professor ou advogado. As pessoas escolhem suas carreiras, inclusive os bandidos. Sem mais.

Justiça

E aos que me acusaram de “defender bandidos” ao qualificar o episódio de Governador Celso Ramos de chacina: como cidadão, defendo o direito e a justiça. Por pior que seja o crime cometido, qualquer acusado tem direito a um julgamento justo. Se a justiça falha aqui ou ali, é outra discussão. Que passa inclusive pela escolha de gente mais qualificada para nos representar no Congresso Nacional, responsável pela elaboração das leis. O Judiciário só as aplica (as leis).

 

ASSUNTO: ASSALTO EM GOV CELSO RAMOS

VEÍCULO: Diário Catarinense

Cinco assaltantes mortos em tiroteio com a polícia são velados em ginásio municipal

PREFEITURA DE TIJUCAS recebeu reclamações nas redes sociais por ceder estrutura para velar criminosos mortos pela polícia durante tiroteio após explosão de caixa eletrônico em Governador Celso Ramos na madrugada de domingo

Os cinco assaltantes mortos em um confronto com a Polícia Civil durante um assalto a banco em Governador Celso Ramos, na madrugada de domingo, foram sepultados ontem de manhã em Tijucas, na Grande Florianópolis. O velório coletivo foi no ginásio municipal da cidade e causou polêmica nas redes sociais.
A prefeitura recebeu reclamações por ter cedido o ginásio. O DC tentou ouvir o prefeito Valério Tomazi, mas ele alegou que estava com a agenda cheia ontem. De acordo com Ana Maria Cordeiro, da Diretoria de Integração e Comunicação Social, o espaço foi liberado a pedido da administração do cemitério municipal e de familiares dos mortos, que eram todos residentes na cidade.
A capela do cemitério, conforme Ana Maria, não teria lugar suficiente para o velório das cinco pessoas, além disso, as famílias disseram que não teriam condições financeiras para custear um espaço privado. A prefeitura negou que tivesse disponibilizado bandeiras do município e as colocado nos caixões, conforme chegou a ser divulgado em redes sociais.
O velório no ginásio municipal causou indignação principalmente nos meios policiais e entre promotores da área criminal. O major da Polícia Militar Marcus Roberto Claudino criticou no Facebook. O confronto com policiais civis da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) aconteceu domingo na frente do Banco do Brasil de Governador Celso Ramos. A polícia tinha informações que uma quadrilha roubaria a agência e ficou de campana à espera dos criminosos. Sete armas foram apreendidas, entre elas duas longas que haviam sido furtadas da 2ª Delegacia de Polícia da Capital. Todos os mortos eram de Tijucas, são eles: Schangay Jonas da Silva, 27 anos, Átila Jorge Júnior Machado da Silva, 30, Deyvid Bhener Rosa, 31, Djonata Peixoto, 23, e Gerson Luis Gauze Junior, 27.

 

ASSUNTO: CASO LIQUINHA

VEÍCULO: Diário Catarinense

Justiça transfere local de júri de acusado de matar familiares

O júri que levaria ao banco dos réus o homem acusado de matar quatro pessoas da mesma família em Penha, em dezembro de 2012, foi cancelado por decisão do Tribunal de Justiça. O julgamento de Luiz Carlos Flores, o Liquinha, ocorreria dia 30, em Balneário Piçarras, mas o TJ-SC acatou um pedido da defesa e a ação terá sequência em Florianópolis.
A advogada do réu, Débora Salau do Nascimento, preferiu não divulgar a argumentação, mas o pedido teve base na comoção gerada pelo caso – há previsão legal para a mudança de cidade onde o processo é julgado caso haja dúvida sobre a imparcialidade do júri ou comprometimento da segurança pessoal do acusado.
Ele é acusado pelo Ministério Público de matar a marretadas a mãe, a irmã, o sobrinho e o pai.

 

ASSUNTO: Carga Pesada

VEÍCULO: Diário Catarinense

Operação gera prisão de 14 pessoas

A Polícia Civil divulgou ontem que 14 pessoas foram presas entre segunda e terça-feira na Operação Carga Pesada, que investiga quadrilhas especializadas em furtos, desvios e roubos de cargas no Estado. Do total de 15 mandados de prisões temporárias, 12 foram cumpridos. Outras duas prisões ocorreram em flagrante e três suspeitos estão foragidos. Dezenove mandados de busca e apreensão também foram cumpridos segunda-feira. A ação conta com o apoio de 70 policiais e ocorre nos municípios de Itajaí, Balneário Piçarras, Joinville, Araquari, Fazenda Rio Grande (PR) e Curitiba (PR).

 

ASSUNTO: PRESÍDIOS

VEÍCULO: Notícias do Dia

Ministério da Justiça pede o fim da revista íntima

O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária recomendou, em resolução publicada ontem no “Diário Oficial da União”, o fim da revista íntima nos presídios brasileiros, considerada uma prática “vexatória, desumana ou degradante”. O conselho pede o fim do desnudamento (parcial ou total), da introdução de objetos nas pessoas revistadas, dos agachamentos ou saltos e do uso de cães ou animais farejadores durante o procedimento.

No texto, o conselho – ligado ao Ministério da Justiça – orienta que a revista pessoal seja feita com o uso de equipamentos eletrônicos detectores de metais, aparelhos de raio-X e escâner corporal, por exemplo. A revista manual também poderá ser feita apenas em casos excepcionais, quando a tecnologia não for suficiente para identificar armas, explosivos, drogas e outros objetos ilícitos.

A resolução não tem força de lei, mas deverá orientar as autoridades penitenciárias estaduais a acabarem com os procedimentos de revista vedados pelo conselho. O conselho argumenta que levou em conta “a necessidade de coibir qualquer forma de tratamento desumano ou degradante, expressamente vedado na Constituição Federal” e “a necessidade de manter a integridade física e moral dos internos, visitantes, servidores e autoridades” no sistema penitenciário brasileiro.