Área do associado

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Clipagem do dia 27 de março

27.3.2014

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 27.03.2014

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

A propósito

Nos últimos meses, o delegado Renato Hendges tem recebido uma série de reconhecimentos públicos ao seu trabalho. A pergunta é: quando a própria Polícia Civil pretende prestar uma homenagem a Renatão?

Debaixo de mau tempo

Com 42 anos de Polícia Federal e mais de 20 anos dedicados à comunicação social da corporação, o delegado Ildo Silva assumiu novamente a coordenação do setor na superintendência da PF em Santa Catarina.

 

COLUNISTA CACAU MENEZES – Diário Catarinense

Baseado em fatos reais

Esta confusão no campus da UFSC, por conta de alguns fumantes de maconha e da ação contrária das polícias Federal e Militar, faz lembrar uma velha pergunta: o que é um cigarro de maconha em cima de um jornal? É um baseado em fatos reais. Como diria o José Simão: rá rá rá. Saliente-se que lamentavelmente baseado em fatos reais.
Poderíamos ter ido deitar sem termos sido manchete negativa no Jornal Nacional e nos principais sites de notícias do Brasil. Manchete negativa sim, porque se a PF e o Batalhão de Choque da PM forem chamados a cada vez que alguém fuma no campus de uma universidade já seria mais conveniente ter uma delegacia de entorpecentes lá dentro. Muitos profissionais formados em medicina, advocacia, engenharia, biologia e por aí vai contam sem pudores que deram suas tragadas nos tempos da “facul”. Bill Clinton, duas vezes presidente da maior potência do mundo, e Bill Gates, o homem mais rico do mundo, fumaram maconha quando estudantes. Paul McCartney fuma até hoje, mas não come carne. Opção é dele.
Não é, nobre leitor, apologia à Cannabis sativa. É a pura constatação de uma realidade. O resto é baseado em fatos inventados.

Pegou pesado

A declaração de que a reitora da UFSC estava criando um antro de maconheiros na UFSC, feita pelo superintendente da Polícia Federal de Florianópolis, um homem elegante e jovem, nos fez lembrar ontem o delegado Eloy Gonçalves de Azevedo, o maior caçador de fumantes de maconha do planeta, cujo grande troféu foi prender Gilberto Gil em Floripa com três cigarros no quarto de hotel, virando piada nacional.
Não adianta. Polícia e maconheiros nunca se entenderam. O tempo passa e o ódio entre as partes continua. É cultural.

 

COLUNISTA MOACIR PEREIRA – Diário Catarinense

UFSC: crise de autoridades

A transformação do campus da UFSC em praça de guerra não foi causada pela prisão de estudantes por consumo de maconha. O conflito foi provocado, segundo a polícia, pelo cerco que alunos, servidores e professores fizeram contra agentes federais, proibindo-os de levar os flagrados com a droga.
A partir daí, para proteger seus agentes, a Polícia Federal requisitou proteção da Polícia Militar. Partiram todos para o enfrentamento, incluindo os professores que insuflaram estudantes e até retiraram alunos das salas para o confronto com a Polícia.
Grave e inédito foi também o conflito verbal entre a reitora Roselane Neckel e o superintendente da PF Paulo Cassiano. O delegado, defendendo a legalidade da operação no combate ao tráfico de drogas e entorpecentes no campus; a reitora, disparando contra a Polícia Federal, quando a sociedade esperava convergência em questão tão grave no combate à criminalidade.
Florianópolis inteira sabe que o campus transformou-se numa em espaço de consumo e tráfico de drogas. E não é só de baseado, não. Nas “festinhas” correm cocaína e até drogas mais pesadas, com muita orgia entre alguns participantes, segundo informações dos estudantes e da polícia.
Situação trágica: tudo aconteceu próximo do Colégio de Aplicação, onde circulam centenas de crianças e adolescentes.
A universidade deve ter autonomia respeitada, sim! Jamais para abrigar traficantes e consumidores de drogas. Em 2006, a Sorbonne foi ocupada por estudantes. Ato contínuo, foi invadida pela polícia e imediatamente desocupada. Em nome da lei e da ordem.

 

COLUNISTA ROBERTO AZEVEDO – Notícias do Dia

UFSC

Os lamentáveis episódios no confronto entre estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina e policiais federais e militares serve de lição para entender que a lendária condição de campus como território livre serve para encobrir transgressões das leis, os cigarros de maconha são o de menos na grave situação. A violência no campus da Capital é notória: assaltos, furtos de veículos, tentativas de estupros e festas regadas a muita bebida alcoólica e drogas pesadas, principalmente sintéticas, que tiram o sono dos moradores e dos pais dos alunos, tornaram-se frequentes. Quem se responsabiliza se a polícia não entrar na área?

 

ASSUNTO: Artigo

VEÍCULO: Diário Catarinense

O papel dos municípios na segurança, por Luiz Antônio Pittol Trevisan*

É notória a situação preocupante da segurança pública, quadro alarmado principalmente pela impunidade generalizada. Além disso, a segurança é apontada como o segundo maior problema do país (39%), atrás somente da saúde, com 40% (pesquisa Ibope, 2014).
Isso revela a necessidade da participação ativa dos municípios. É urgente romper o velho paradigma de que o problema é unicamente dos governos estaduais e, no senso comum, da Polícia Militar. A prevenção é a dimensão na qual o município mais pode atuar para a melhoria da segurança. Mas de que forma? Existem três medidas concretas: (a) celebração de convênios com a PM; (b) criação e execução de leis municipais para prevenção; e (c) obras e prestação de serviços públicos que atendam à demanda local por segurança.
Sobre o primeiro ponto, o município tem ao seu dispor a capacidade de estipular normas que potencializem a atuação policial, a exemplo de convênios de trânsito, radiopatrulha e do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd).
O segundo aspecto, legislar localmente, advém da conjunção do comprometimento dos representantes do povo com a participação dos cidadãos para aprovação de leis que contribuam para a comunidade. Nesse sentido são as “leis secas” e “leis antirruídos”.
O terceiro item está relacionado a obras e serviços. Ações como a conservação e iluminação pública, por exemplo, auxiliam na prevenção. Precisamos também de educação em período integral, pois a inclusão social é inquestionável.
A PM vem se esforçando para cumprir sua missão constitucional, apesar das dificuldades e críticas – às vezes injustas. Forte no ditado antigo de que “são as árvores que dão frutos as que mais levam pedradas”, é nessa direção que estimulamos os cidadãos a reivindicar seus direitos sem perder a noção dos deveres e obrigações.

*TENENTE DA PM-SC. MORADOR DE ITAJAÍ

 

ASSUNTO: TENSÃO NO CAMPUS

VEÍCULO: Diário Catarinense

DOCUMENTOS AMPLIAM ATRITO ENTRE UFSC E PF

Ofícios do ano passado mostram que a universidade, preocupada com o consumo de drogas no campus, permitiu que a Polícia Federal entrasse na instituição para investigar o tráfico.
Documentos de 2013 a que o Diário Catarinense teve acesso mostram que a Polícia Federal (PF) tinha permissão da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para entrar no campus e investigar o tráfico de drogas. As informações constam em ofícios trocados entre julho e agosto do ano passado pela PF com a reitora Roselane Neckel e em um termo de declarações do chefe de gabinete da reitoria, Carlos Antonio Oliveira Vieira.
Em ofício de número 708/2013, de 12 de agosto de 2013, a reitora Roselane Neckel indica para auxiliar nos levantamentos in loco o diretor do Departamento de Segurança, Leandro Luiz Oliveira. A permissão da UFSC para a entrada no campus e investigação do tráfico consta em termo de declarações do dia 29 de agosto de 2013, assinado pelo chefe de gabinete da reitora, Carlos Antonio Oliveira Vieira, em visita dele à PF.
Vieira diz que “recebeu informações de que há, infelizmente, a prática de tráfico e uso de entorpecentes no campus da referida universidade, que solicitou o apoio ao Departamento de Polícia Federal para que, em conjunto com a Deseg /UFSC tente coibir tal prática criminosa; que delegada competência, permite o acesso ao campus da referida universidade por parte da Polícia Federal, inclusive de instalações física, se necessário para o trabalho de investigação”.
Os documentos fazem parte do inquérito policial aberto pela PF, em Florianópolis, em maio de 2013, para investigar denúncia da existência de tráfico de drogas dentro do campus.
A investigação nasceu a pedido do procurador da República Roger Fabre, que encaminhou à Polícia Federal denúncia anônima sobre a existência da venda e consumo de entorpecentes dentro do campus.
Até a tarde de ontem, não havia informações da UFSC se esses documentos continuam em vigor ou foram revogados no transcorrer do inquérito policial. Os policiais federais afirmam que agiram na UFSC em diligência nessa investigação de 2013, que ainda está em andamento.
Reitoria diz que acordo não permitia abordagens a alunos
O gabinete da reitoria confirma que havia autorização para a PF conduzir investigações contra o tráfico de drogas no campus da UFSC com auxílio do Departamento de Segurança da instituição. Mas ressalta que em nenhum momento o documento que foi assinado em agosto de 2013 trata de operações armadas dentro da universidade com repressão a usuários de drogas. Ainda informa que durante as reuniões realizadas ano passado, quando a PF e a UFSC tratavam do assunto, ficou acordado verbalmente que não poderia haver nenhuma utilização de força física policial dentro do campus e abordagem a alunos. O argumento utilizado pela reitora na ocasião foi de que um traficante abordado poderia reagir e por em risco a vida de estudantes, professores, membros da comunidade acadêmica e crianças que frequentam o campus.

 

“Não podemos aceitar ações violentas”

Diário Catarinense – O superintendente da PF fez declarações contundentes com relação à UFSC. Uma delas é de que a instituição estaria se tornando uma república de maconheiros e que a senhora seria complacente com o uso de drogas no campus. O que a senhora tem a responder sobre isso?

Roselane Neckel – É muito estranho que o superintendente da PF esteja se posicionando dessa forma. Talvez ele não saiba ou não tenha acompanhado o trabalho de sua equipe, mas no ano passado eles chamaram a Reitora e o chefe de gabinete para apresentarem o inquérito inicial com relação a uma denúncia que havia sido feita sobre o uso de drogas na UFSC. Naquela ocasião, dissemos claramente que reconhecemos e temos respeito por todas as instituições. Nós não vamos agir contra as ações da PF. Mas não podemos aceitar quaisquer ações de repressão violenta dentro do campus. Não estou entendendo essa postura, provavelmente é desconhecimento em relação às nossas posições quando colocamos claramente que somos contra ações violentas.

DC – A senhora tentou contato com o superintendente depois da confusão?
Roselane Neckel – Não porque quando fiz a primeira ligação ainda ontem (terça) ele não nos ouviu, não estabeleceu diálogo. Então estamos deixando a situação se acalmar para posteriormente retomarmos contato.

DC – Quanto aos estudantes que estavam fumando maconha, quais providências a Reitoria pretende tomar?
Roselane – Neste momento eles estão sendo acompanhados pela Advocacia-Geral da União para verificar a legalidade das ações que foram tomadas ontem pela PF no campus da UFSC.

 

“A UFSC é um antro da prática de crimes”

A reitora alega que não foi informada e soube por terceiros que a polícia estava no local e achou que foi intransigente a ação.
Paulo César Cassiano – Diante de todas as bobagens que a reitora falou, esta foi mais uma delas. A PF não tem obrigação de informar a reitora acerca de todas suas ações. A reitora dirige a Universidade, mas não a Polícia Federal.

Houve excesso?
Cassiano – A PF agiu de acordo com a legalidade, usou dos meios legítimos fazendo uso moderado da força para reprimir a conduta criminosa que estava acontecendo.

A UFSC tem cooperado com as investigações sobre tráfico no campus?
Cassiano – Seria de esperar que a Universidade, neste momento em que as forças policiais têm que se expor para fazer com que a legalidade seja cumprida, que a universidade estivesse ao lado do Estado e não ao lado dos que se dispõe a cometer atos que afrontam a legalidade e ferem o bom senso.

Os policiais feriram a autonomia universitária?
Cassiano – Autonomia universitária não deve ser confundida com libertinagem para prática de crime. Autonomia universitária não deve ser confundida com licença para baderna, arruaça e desordem. A PF não tem compromisso com a complacência da UFSC, com a falta de pulso com que a reitora gere os assuntos pertinentes a sua universidade. Porque é sabido que a UFSC é um antro da prática de crimes e nós não temos compromisso se a reitora, com seu comportamento condescendente, pretende tornar a universidade uma república de maconheiros.

 

POLICIAIS PROCURAVAM DROGA ENTERRADA

A Polícia Federal (PF) estava com duas equipes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) na UFSC na terça-feira à tarde, quando houve o confronto com estudantes, professores e servidores da universidade. Uma das equipes usava cães farejadores. Buscava drogas enterradas ou escondidas por traficantes no mato da região do bosque. O objetivo era materializar na apuração policial a existência de droga ilícita no local.
A outra, com agentes à paisana, estava infiltrada no campus em busca de informações sobre o tráfico. Os policiais dizem que cumpriam diligência no inquérito que apura a venda de drogas no campus. Eles afirmam que há indícios não só de comércio de maconha, mas de cocaína, ecstasy e outras drogas sintéticas.
O trabalho com os cães farejadores, conforme a PF, não teve sucesso em relação à denúncia de que haveria drogas enterradas. Mas os policiais citam que um deles detectou que havia a droga nos estudantes que acabaram detidos com cigarros de maconha.
No inquérito, a Polícia Federal conta com informações da movimentação de venda e consumo de drogas no campus fornecidas até mesmo pela própria UFSC.
Num dos relatórios de investigação, o Departamento de Segurança diz que o consumo é tanto que o lugar é conhecido como “Maconhódromo”. Os policiais federais estariam mesmo de posse de imagens do circuito-interno do campus fornecido pelas universidade.
Inquérito investiga destruição e ferimentos
Outra informação revelada ontem pela PF é que, na sexta-feira, policiais da DRE também estiveram na UFSC em investigação. Naquele dia, a equipe acabou se deparando com três estudantes adolescentes de outra instituição de ensino com cigarros de maconha. Eles foram encaminhados à delegacia especializada da Polícia Civil.
Embora admitam que o foco da DRE seja atuar em peixes grandes do tráfico, os policiais não pormenizam a importância de atuar também diante dos pedidos feitos para a investigação sobre o campus da UFSC. Citam, por exemplo, uma ação conjunta com a Polícia Militar em agosto de 2013. Foi a partir da prisão de estudantes, no Pantanal, perto da UFSC, que os agentes estouraram um laboratório de ecstasy na Lagoa da Conceição – foram apreendidos 33 mil comprimidos da droga.
Nesse caso, a polícia identificou a atuação de atacadistas da droga, distribuidores e atravessadores que tinham como foco a clientela de jovens moradores da região.
Em razão do tumulto de terça-feira com os estudantes, a PF instaurou dois inquéritos. Um deles vai apurar a destruição de uma viatura e a de veículo da UFSC. Outro procedimento vai investigar ferimentos causados a dois policiais federais e a dois policiais militares, além da destruição de câmeras do circuito-interno da universidade.

 

Estudantes exigem garantias para sair

Reunião que terminou na noite de ontem entre integrantes da universidade não apresentou solução para o impasse

Uma reunião que terminou na noite de ontem dentro do campus da UFSC entre a reitora Roselane Neckel, estudantes, professores e integrantes de movimentos populares que não têm ligação direta com os conflitos ocorridos dentro da universidade na terça-feira terminou como começou: sem uma solução para as reivindicações dos estudantes referentes à presença policial dentro da instituição. Ao fim do encontro, estudantes voltaram para o hall da Reitoria que está ocupado desde a noite de terça-feira.
A assembleia iniciada por volta das 16h30min foi marcada entre Reitoria e estudantes em caráter emergencial após a ocupação do prédio da administração da UFSC por alunos. Durante as quase três horas de debates, vários envolvidos nos conflitos tomaram o microfone.
O professor Paulo Pinheiro Machado, diretor do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) – local onde todos os acontecimentos se passaram –, foi o primeiro a falar e fez acusações ao delegado Paulo Cassiano Júnior, da Polícia Federal.
– Falei para ele e repito frente a todos os presentes: a Superintendência da PF não pode ser controlada por alguém com tamanho desequilíbrio emocional. Vi alunos atingidos por balas de borracha, cassetetes, ameçados por pistolas. Não foi o CFH que teve a autonomia ferida nessa terça, mas toda a UFSC.
A informação de que a própria Reitoria teria autorizado a ação foi negada pelos participantes da mesa. Segundo Roselane Neckel, o documento assinado pelo chefe do gabinete Carlos Antonio Oliveira Vieira não prevê o tipo de ação que aconteceu dentro da UFSC, mas investigações contra o tráfico.
– Eles abordaram estudantes aleatoriamente, uma ação sem nenhuma metodologia. Na ocasião, pediram à UFSC que assinasse o documento autorizando investigações contra o tráfico no campus, algo que a universidade não poderia negar sem sofrer represálias.
Nos 15 minutos que a reitora Roselane Neckel teve para encerrar a participação na assembleia, ela declarou que a partir de agora as negociações para investigações dentro da UFSC não serão mais tratadas com a Polícia Federal, e sim diretamente com o Ministério da Justiça.
– Toda denúnia que recebermos de truculência policial será repassada diretamente para Brasília.
A reitora afirma ter acionado o Ministério da Educação na manhã de quarta para pedir “todo o apoio institucional” aos estudantes detidos e feridos – entre eles uma estudante de Jornalismo atingida no joelho direito por estilhaços de uma bomba de efeito moral. Segundo Roselane, a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, também foi contatada e recomendou que a nota de repúdio divulgada pela UFSC fosse transformada em documento oficial, que será enviado aos ministérios da Educação e da Justiça ainda nesta semana. Ela também afirma que a universidade está colhendo relatos e imagens que provem os excessos cometidos dentro do campus.

o que diz texto da UFSC após a audiência

1) Encaminhar, em caráter de urgência, ao Ministério Público de Santa Catarina comunicação sobre as ocorrências na UFSC que feriram os direitos constitucionais da universidade e de seus estudantes, e diante dessa situação, solicitar que seja retirado o item referente às ações policiais, reafirmando que nenhuma ação policial poderá ser feita nos campi da UFSC sem autorização prévia e formal da autoridade máxima da instituição, condição que já constava no termo atual e foi desrespeitada.

2) Tomar as medidas administrativas e legais cabíveis para apurar as responsabilidades de todos os envolvidos na ação da Polícia Federal no Bosque do CFH.

3) Encaminhar ao Ministério da Educação, Ministério da Justiça e a Secretaria dos Direitos Humanos relatório circunstanciado para que sejam apurados os excessos ocorridos na UFSC.

4) Estabelecer um calendário para discussão com a comunidade e a definição de uma política de segurança na UFSC.

5) Executar o anteprojeto de iluminação entregue no final da Audiência.

6) Defender os direitos constitucionais da UFSC e dos seus alunos.

7) Resguardar e reafirmar a autonomia universitária.

 
 
O que diz a legislação sobre o confronto na universidade

Especialista ouvido pelo DC avalia as ações dos estudantes e das polícias no conflito que deu início à invasão da Reitoria da UFSC

O advogado especialista em Direito Criminal Leonardo Pereima avaliou algumas das ações que ocorreram na Universidade Federal de Santa Catarina na terça-feira. Pereima apontou que o uso ou porte de drogas é crime passível de detenção independente do local onde ocorre o flagrante e também explicou que a manifestação contrária à detenção é um direito de expressão democrática, e não caracteriza crime desde de que não impeça a ação da autoridade ou que não ocorram atos violentos. O advogado também explicou em que ponto a ação policial é descabida e passa a caracterizar crime por uso excessivo de força.

Porte/uso de drogas
“É um crime menor. Mas é punível nos termos da legislação penal em vigor. O indivíduo não é preso, mas é detido e levado para lavrar o termo circunstanciado. A quantidade de droga implica na punição porque três ou cinco cigarros de maconha são caracterizados para uso próprio e não tráfico também por não haver intenção de comércio. Porém, se o indivíduo estiver distribuindo com o intuito de consumir em conjunto, configura tráfico de drogas privilegiado. Ainda assim, acaba por um termo circunstanciado, porque a pena prevista não passa de dois anos”

Ação da polícia em deter o aluno
“No caso de observação do uso de drogas, a ação da Polícia Federal em deter o cidadão é legítima de acordo com o Código de Processo Penal – Artigo 28, da Lei 11 – 343. Neste caso, a pessoa pode ser detida e levada para A delegacia para lavrar o termo circunstanciado. A PM tem um formulário que é usado algumas vezes para fazer o termo no local. Não sei se isso é realizado pela Polícia Federal, que pode ter um procedimento diferente, mas ela levaria para superintendência e depois liberaria”

Policiais à paisana
“Não há problema de acordo com o Artigo 301 do Código de Processo Penal. Qualquer um do povo poderá, e os agentes de segurança deverão, deter qualquer um que esteja em flagrante de delito. Então, ainda que descaracterizado, ele deve deter essa pessoa. Não sei os motivos exatos, mas se flagraram as pessoas consumindo ou portando drogas, é uma conduta que a legislação não permite. A polícia tem legitimidade de agir. Mas ela tem de se identificar na hora do ato”

Ação dos estudantes de se opor a detenção
“Acho que faltou bom senso de querer impedir uma ação legítima. Isso pode ser configurado crime de desacato. Mas o fato de ser um grupo grande de pessoas não descaracteriza o crime e cabe à polícia identificar os indivíduos que cometeram esses crimes para responsabilizá-los individualmente. Não de forma coletiva, mas individualmente. Porém a manifestação sem impedir o trabalho da autoridade e sem violência é do direito democrático”

Ação da PM com bombas de gás e efeito moral
“A partir do momento que a polícia passa a usar uma força desproporcional de acordo com a necessidade do ato, ela comete um crime. Por exemplo, se ela estava sendo apedrejada, justificaria uma ação mais ofensiva. A Polícia Militar deveria garantir somente que a Polícia Federal pudesse levar essa pessoa para a superintendência. Talvez nesse caso o uso da força possa ter sido exagerada. Agora, se os estudantes lá no local estavam impedindo uma ação da Polícia Federal e a Polícia Militar agiu para que a PF pudesse realizar a ação, pode ser justificada uma atitude mais enérgica. Porém tudo tem de ser avaliado no contexto do caso e com muito bom senso”

O fato de ser território federal muda algo no aspecto criminal
“Não. Imagina que houvesse um homicídio dentro da UFSC, alguém vai apurar e vai investigar. Seja homicídio, roubo ou porte de drogas. O fato de ser território federal não impede que a lei seja cumprida. Talvez por ser território da UFSC a jurisdição seja da PF, mas nada impede a PM atender uma eventual confusão ou crime”

Estudantes que invadiram a reitoria e fumaram lá
“Tomar a Reitoria não é crime, apenas se eles iniciarem a depredar o local e isso pode caracterizar depredação do patrimônio público. Assim como ocorreu com as viaturas. Quanto às imagens de estudantes fumando, o crime só estará configurado quando tiver a apreensão da droga. É preciso um laudo da perícia dizendo que a substância apreendida é realmente uma substância proibida. A imagem não é suficiente para responsabilizar pelo uso de drogas.”

 

“Estava com 10 gramas no bolso”

O estudante de Geografia da UFSC que foi flagrado com maconha pelos policiais federais à paisana conversou com o DC com a condição de não revelar seu nome. O universitário diz que não estava sendo forçado a assinar o termo policial.

DC – Como foi a abordagem?
Estávamos numa mesa externa, perto do restaurante com uns amigos. Eles foram direto na mesa.

DC – Vocês estavam usando alguma substância proibida?
Não estávamos fumando, estava com 10 gramas (de maconha) no bolso

DC – Em algum momento você foi forçado a entrar no carro?
Ninguém me forçou, estava saindo para assinar o termo circunstanciado, tranquilo, quando houve a abordagem no meio do caminho.

DC – E por que houve o confronto?
O problema foi a abordagem deles e as outras pessoas que estavam próximas viram a cena. Eles chegaram direto e abordaram a gente.

DC – Você viu algum cachorro com a polícia?
Me falaram que tinha, mas eu não vi nenhum.

DC –Você acha que esta atuação teve algum outro motivo, pessoal talvez?

Não. Olha, por enquanto não vou falar mais nada. Quem sabe em um outro momento.

 

ASSUNTO: Tensão na UFSC

VEÍCULO: Portal da Alesc

Deputados criticam reitora, estudantes e polícia pela ação truculenta na UFSC

A ação da Polícia Federal no campus da UFSC na tarde desta terça-feira (25) para reprimir o consumo e o tráfico de maconha no chamado “bosque do Planetário”, localizado atrás do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) e ao lado do Núcleo de Educação Infantil (NDI), repercutiu na sessão ordinária da tarde desta quarta-feira (26). Angela Albino (PCdoB) afirmou que a reitoria “construiu junto com o delegado da Polícia Federal a ação policial”, classificou a ação da reitoria de inábil, acusou os policiais de truculentos e provocativos e criticou a iniciativa dos estudantes de ocupar a reitoria para fumar baseados no hall. “A UFSC virou um território livre para o uso de drogas e precisamos combater isso”, defendeu.

Luciane Carminatti (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, que foi chamada pela reitoria para auxiliar a serenar os ânimos, também criticou a ação policial, principalmente o delegado responsável. “Em nenhum momento os estudantes se opuseram ou resistiram em ir à delegacia e responderem por seus atos, tentamos de toda forma dialogar, principalmente com o delegado da PF e não obtivemos sucesso, infelizmente alguns policiais que conduziam a ação não foram sensíveis ao diálogo”, relatou Carminatti, lamentando que a PF tenha colocado em risco as crianças da creche da UFSC.  “Os gases atingiram crianças”, revelou, aludindo as bombas de gás lacrimogêneo e o uso de spray de pimenta por parte da polícia.
Sargento Amauri Soares (PSOL) ironizou a ação da PF. “O uso de drogas na universidade existe desde que a UFSC existe. A PF foi lá dar batida em maconheiro, com tanto avião e navio carregado de drogas por aí”, ponderou. Já Maurício Eskudlark (PSD) lamentou que a UFSC tenha se tornado “área livre para o consumo de drogas” e propôs a expulsão dos estudantes flagrados consumindo maconha.

ASSUNTO: Bombeiro voluntário
Portal da Alesc
Reno Caramori (PP) lamentou a iniciativa dos Bombeiros Militares de questionarem na Justiça a constitucionalidade do dispositivo que atribuiu poder de polícia aos bombeiros voluntários e comunitários. “Ninguém sai ganhando, 171 municípios não têm bombeiro nenhum, o prejudicado é o catarinense, quando pega fogo na casa não tem um bombeiro”, analisou Reno, que chamou o governador Raimundo Colombo à responsabilidade. “Vai botar bombeiro em Arroio Trinta e Videira”, declarou.

 

ASSUNTO: USO DE ÁLCOOL

VEÍCULO: Diário Catarinense

Um em cada três menores bebe: Pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo alerta para consumo exagerado de bebidas

Apesar de a venda e o consumo de álcool serem proibidos para menores de idade, um em cada três adolescentes entre 14 e 18 anos afirma consumir bebidas alcoólicas no Brasil. Desses, 43% relatam beber em forma de “binge”, isto é, consumindo grandes doses em um curto espaço de tempo.
É o que mostra um novo recorte do segundo levantamento nacional de álcool da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que entrevistou 4.607 pessoas em 149 municípios em 2012. Desse total, 1.157 pesquisados eram adolescentes.
De acordo com a pesquisa, o consumo “binge”, nocivo ao organismo, ocorre entre 39% as meninas e 46% dos meninos. Para elas, é considerada excessiva a ingestão de quatro doses de álcool em duas horas; para eles, são cinco doses.
– É um efeito colateral de algo positivo. À medida que as garotas ganham mais independência, elas também bebem mais. A diferença é que seu corpo absorve essas substâncias com maior dificuldade do que o organismo masculino – diz a pesquisadora da Unifesp Ilana Pinsky.
Considerando toda a população, o levantamento indica que as mulheres estão bebendo mais. De 2006 a 2012, a proporção para o consumo excessivo de álcool aumentou 24%, passando de 15% para 18,5% das mulheres.

ASSUNTO: 6ºBBM

VEÍCULO: Portal do CBMSC

ASSUNÇÃO DE COMANDO E ENTREGA DE VIATURAS EM PINHALZINHO, NO OESTE

     

 

O 2º Tenente BM Cristiano Brandão assumiu o comando do 2º Pelotão da 2ª Companhia do 6º Batalhão de Bombeiros Militar em solenidade realizada no quartel em Pinhalzinho, na região Oeste, nesta quarta-feira (26/03).

A solenidade foi prestigiada pelo Comandante-Geral do CBMSC, Coronel BM Marcos de Oliveira, e pelo comandante do 6ºBBM, Tenente-Coronel BM Júlio César da Silva, entre outras autoridades civis e militares locais.

A cerimônia de assunção de comando em Pinhalzinho foi complementada pela entrega de quatro novas viaturas adquiridas ao CBMSC pelo Governo do Estado através do programa de investimentos Pacto por Santa Catarina. Foram entregues três viaturas para o serviço técnico, que serão encaminhadas aos quartéis de Campo Erê, São Carlos e Modelo.

Houve, ainda, a entrega de homenagem ao Subtenente BM Nelci José Dall’agnol pelos seis anos de bons serviços prestados à frente da OBM de Pinhalzinho. Agora, o militar passa a ser lotado em Chapecó.

 

ASSUNTO: Troca de insígnias

VEÍCULO: Portal da PMSC

Em formatura semanal no CEPM, cadetes realizam a troca de insígnias

A manhã de sexta-feira (21) foi abrilhantada com a realização da formatura semanal do Centro de Ensino, na capital.

Esta tradicional solenidade tem por finalidade exaltar e manter vivos os cultos e símbolos militares, ocasião em que é oportunizado aos cadetes o exercício do comandamento de tropa, e aos demais alunos em formação, a prática da ordem unida e manutenção do espírito de corpo.

A regularidade desta formatura vem sendo resgatada pelo diretor de Instrução e Ensino, coronel José Aroldo Schlichting, que em sua fala, agradeceu em nome da corporação a contribuição de todo o efetivo do Centro de Ensino da Polícia Militar pela dedicação e empenho que culminaram no sucesso das recentes operações desencadeadas, em particular a Operação Veraneio, Congresso Técnico da FIFA e Operação Alegria.

Também estavam presentes na formatura o comandante do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), tenente-coronel Renato José de Souza e o comandante da Academia de Polícia Militar da Trindade (APMT), tenente-coronel Marcos Vieira, além de outros oficiais da corporação.

No mesmo ato, deu-se a troca de insígnias dos cadetes do 1º para o 2º Curso de Formação de Oficiais (CFO), e também do 2º para o 3º CFO. Momento marcante no processo de formação, que simboliza o início do período de semi-internato para os cadetes do 3º CFO.

Ao final da solenidade, o grupamento formado desfilou em continência ao diretor de Instrução e Ensino da Polícia Militar.

A formatura dos cadetes do 2º CFO está prevista para julho de 2015, enquanto que a formatura dos cadetes do 3º CFO está prevista para dezembro deste ano.