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Clipagem do dia 27 de maio

27.5.2014

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 27 DE MAIO

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

Pânico nas rodovias

Nilton Pacheco, presidente da Associação das Empresas de Turismo e Fretamento de Santa Catarina, diz que somente nos últimos 30 dias foram registrados 17 ataques de quadrilhas especializadas a ônibus de empresas catarinenses.
A maior parte na região metropolitana de Curitiba. Os motoristas, inclusive, já se negam a viajar à noite por conta da falta de segurança nas estradas.
Após reuniões com os superintendentes da Polícia Rodoviária Federal de Santa Catarina e também do Paraná, Pacheco foi informado da limitação para atuação da polícia nos casos, porque 50% do efetivo já foi transferido para trabalhar na Copa do Mundo. Para complicar, relata o dirigente, esses grupos têm agido com extrema violência para assustar os passageiros.

Kit divergência

A Associação dos Praças da Polícia Militar (Aprasc) vai acionar judicialmente o governo do Estado por propaganda enganosa. O motivo é uma das peças publicitárias do Pacto por SC que afirma que todos os PMs já receberam o seu kit de proteção individual – tonfa, colete, pistola e algema. O comando admitiu à entidade que um pequeno percentual ainda não foi atendido, mas a compra está nos finalmentes.

 

ASSUNTO: Vilência em Tubarão

VEÍCULO: Diário Catarinense

INFÂNCIA INTERROMPIDA: A quarta vítima de uma guerra

Para a Polícia Civil, disputa entre grupos criminosos teria culminado na morte de uma menina de cinco anos em Tubarão

A inocência dos cinco anos de Ana Carolina Alexandre Sorato foi sepultada pela audácia de uma disputa que tem como pano de fundo o tráfico de drogas em Tubarão, no Sul do Estado. A menina foi a quarta vítima, somente neste ano, do confronto violento entre grupos que têm como base o bairro Cruzeiro e o Morro do Caeté.
Esse último local tem como principais integrantes pessoas filiadas ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC), facção apontada como autora dos ataques a ônibus e prédios públicos em Santa Catarina em 2012 e 2013 e que seria responsável também pelo atentado que matou a menina.
Sentada no banco de trás do Logan conduzido pela própria mãe, Ana Carolina foi atingida por um tiro no rosto domingo à noite no bairro Dehon. O carro foi alvo de pelo menos 11 disparos. Dentro do veículo estavam, além da criança e da mãe, um adolescente de 17 anos, atingido por um tiro na perna, e uma jovem.
– Não há inocente neste confronto, mas pudemos ver que este grupo (que deu os tiros) é extremamente violento. Eles sabiam que ali estaria a família do alvo e os suspeitos estavam dispostos a atirar em quem fosse – explicou o delegado responsável pela investigação, Rubem Teston.
O alvo seria o pai da garota, que estava na casa da família, no bairro Cruzeiro. Desde 2011, o grupo do Morro do Caeté teria tentado matá-lo pelo menos três vezes. A última foi no ano passado, em frente à Catedral de Tubarão, quando 13 tiros o atingiram. Mesmo assim, ele sobreviveu.
Atualmente, segundo o delegado, o pai da garota estaria afastado do tráfico e nos últimos meses ficou isolado em casa. Ele teria sido jurado de morte pelo PGC.

O confronto

l A disputa entre grupos do Morro do Caeté, conhecido como Morro da Caixa, e do bairro Cruzeiro, começou em 2011

l O pano de fundo do confronto seria a disputa por pontos de tráfico de drogas

l Nestes três anos, quatro pessoas morreram por conta do conflito, sendo duas em Tubarão e duas em Jaguaruna

l A disputa também já registrou pelo menos seis tentativas de homicídio e incêndio a veículo e residência

l O grupo que tem como base o Morro do Caeté seria formado por integrantes do PGC, facção criminosa responsável pelos ataques em SC, em 2012 e 2103

l Por outro lado, o grupo do bairro Cruzeiro estaria enfraquecido e até distante do tráfico de drogas

l O principal alvo do PGC, que o decretou à morte, seria o pai de Ana Carolina Alexandre Sorato. Ele não seria ligado a facções criminosas e sobreviveu a três tentativas de homicídios. Em uma delas, levou 13 tiros

Enterro em local não divulgado

A Polícia Civil tratou os detalhes do velório e sepultamento de Ana Carolina com sigilo. Ontem de manhã, na empresa que fez os serviços fúnebres da menina, tudo estava pronto para que o velório ocorresse em Tubarão. No entanto, o corpo dela foi levado para outra cidade da região, não divulgada pela polícia.
Durante o percurso até o município onde ocorreu o sepultamento, a Polícia Civil e o Grupo Tático da Polícia Militar (PM) teriam escoltado o corpo e familiares. A informação não foi confirmada nem negada pelo delegado responsável pelo caso, Rubem Teston da Silva, que também teria participado da escolta. O único fato confirmado por ele é que o enterro de Ana Carolina ocorreu por volta de 13h de ontem.
Domingo à noite, logo após o crime no bairro Dehon, tiros teriam sido disparados em frente à Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Tubarão, onde estavam um tio e a avó de Ana Carolina. Entretanto, o delegado negou que foram tiros. Ele atribuiu os sons ouvidos pelos familiares da garota ao barulho do escapamento de uma motocicleta. A Polícia Civil teria buscado imagens de câmeras de monitoramento das proximidades da delegacia para confirmar a informação.

 

ASSUNTO: CRIME DESMOBILIZADO

VEÍCULO: Diário Catarinense

Polícia desarticula braço do PGC

Operação realizada na madrugada de ontem em Garuva prendeu cinco pessoas por envolvimento em tráfico de drogas

Após três semanas de investigação, as polícias Civil e Militar deflagraram na madrugada de ontem uma operação para desarticular um braço da facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC) em Garuva, Norte do Estado. O grupo atuava no tráfico de drogas na cidade há cerca de dois meses. Cinco pessoas foram presas, entre elas um adolescente de 16 anos com passagem por três homicídios. Outro adolescente também foi apreendido, mas acabou liberado depois de prestar depoimento.
A prisão dos suspeitos, que estavam em casas diferentes, ocorreu por volta das 6h em uma ação simultânea. Eduardo Teixeira, mais conhecido como Ferrugem, 25 anos, é um dos principais integrantes do PGC em Garuva e teve a prisão preventiva decretada.
De acordo com a polícia, ele seria o mandante da facção na cidade e articulador de crimes como homicídio e assaltos. Com ele, foram encontrados drogas e um revólver calibre 38.
Laerte Moreira Araújo, 27 anos, estava junto com Teixeira e também foi preso. Ele era foragido da polícia e tem passagem por um homicídio no bairro Jardim Paraíso, zona Norte de Joinville. Além disso, ele também é suspeito de ter participado de outro assassinato em Garuva. Durante a operação, David Cristhian Moreira, 18 anos, também foi preso.
Segundo a delegada, Inara Drapalski, uma mulher que não teve a identidade revelada foi presa em flagrante e dois adolescentes foram apreendidos. Um deles já tinha passagens por três homicídios – um em Joinville, outro em Garuva e um terceiro em Pato Branco (PR). Ele foi encaminhado para o Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep) de Joinville. O outro adolescente foi liberado após prestar esclarecimentos.
Com os suspeitos foram apreendidos 700 gramas de maconha, 200 gramas de crack bruto, 200 pedras de crack prontas para a venda, R$ 2 mil em dinheiro e uma arma.
A operação contou com 75 policiais, entre militares e civis, e teve o apoio da Companhia de Patrulhamento Tático e Diligências Especiais da PM, além do cão Bolt.
De acordo com a delegada, o objetivo da ação foi acabar com o tráfico de drogas na região, que era a principal função da facção, e trazer mais segurança para a população. Os presos tiveram a prisão preventiva decretada e foram encaminhados ao Presídio Regional de Joinville. A reportagem não teve acesso aos presos e até o fechamento desta edição eles ainda não tinham advogado constituído para apresentar a defesa.

 

ASSUNTO: CRIME CHOCANTE

VEÍCULO: Diário Catarinense

Suspeitos de agressão são presos

Delegado ainda não sabe se atos de violência que chocaram moradores do Rio Vermelho foram consumados como forma de tortura

Duas pessoas foram detidas ontem por suspeita de participação em um crime cruel no bairro Rio Vermelho, em Florianópolis, ocorrido no dia 29 de abril. Marcos André Andrade, 29 anos, e Daniel Antônio Ibanes Quaglia, 24, confessaram estar dentro do carro de onde saíram os agressores de Leonardo de Oliveira Luciano, 28. Um terceiro suspeito, Márcio Daniel Pinto de Morais, 30, está foragido.
Leonardo de Oliveira Luciano foi encontrado por volta das 8h agonizando no chão da sua casa na Servidão Paulista, bairro Rio Vermelho. Ele estava com os dois olhos perfurados, sem os dentes e com traumatismo craniano. A vítima está internada desde então na UTI do hospital Celso Ramos ainda em coma.
O delegado que investiga o caso, Alexandre Carvalho de Oliveira, ainda não sabe se os ferimentos foram resultado de pancadas ou se foram feitos propositalmente como forma de torturar a vítima.
A principal hipótese da motivação do crime seria a recusa de Leonardo de guardar em seu terreno uma camionete Toyota – roubada há 15 dias no sul da Ilha. Alexandre afirma ter indícios que o local onde a vítima morava era um ponto de receptação de veículos de luxo roubados.
A Toyota era dirigida por Daniel quando foi batida na SC-401, em direção ao norte da Ilha. Em seguida, o veículo foi colocado em um guincho e levado até a casa de Leonardo, que recusou o recebimento do veículo. Durante toda a ação, um VW Gol verde com placas frias acompanhava o grupo.
Cerca de 20 minutos depois o Gol – onde estavam Daniel, Marcos e Márcio – voltou para a casa de Leonardo, onde aconteceram as agressões.
– Em minha carreira policial, nunca tinha visto um crime tão cruel. Foi muito difícil investigar porque ninguém queria dar depoimento – disse o delegado Alexandre.
A Polícia Civil continua a investigação para descobrir quem participou das agressões. Tanto Marcos André quanto Daniel Antônio afirmam que uma quarta pessoa também teria participado do crime.
Vítima foi encontrada com traumatismo craniano
Leonardo de Oliveira Luciano, 28, foi encontrado caído em casa, no Rio Vermelho, no dia 29 de abril, quando foi resgatado pelo helicóptero Arcanjo do Corpo de Bombeiros.
A vítima sofreu cortes na cabeça e teve traumatismo craniano. O ambiente estava revirado. Na região, os bombeiros ouviram a respeito de um furto de carro e de um acidente na fuga. O jovem foi levado até o heliponto da Beira-Mar Norte e depois ao hospital Celso Ramos.

 

ASSUNTO: BRINCADEIRA COM ARMA

VEÍCULO: Diário Catarinense

Adolescente é atingido por tiro em Blumenau

Um adolescente de 12 anos sofreu lesões na boca na noite de domingo, em Blumenau. De acordo com a Polícia Militar, dois irmãos, um de 16 anos e outro de 21, estavam brincando com uma arma quando ocorreu o disparo que atingiu o vizinho de 12 anos. O caso ocorreu dentro de uma residência no bairro Ribeirão Fresco, por volta das 22h30min.
Após buscas no local, os policiais localizaram uma arma calibre 44 com seis munições intactas. O autor do disparo e o pai prestaram depoimento. O baleado foi socorrido e recebeu alta hospitalar ontem.

 

ASSUNTO: EDITORIAL

VEÍCULO: Diário Catarinense

OPINIÃO DA RBS: FOGO AMIGO

Começou de forma preocupante o esquema de segurança da Copa, como o país pôde constatar ontem durante o deslocamento de jogadores da Seleção entre o Rio de Janeiro e a Granja Comary em Teresópolis. Manifestantes contrários à realização do evento a maioria professores das redes estadual e municipal fluminense encontraram caminho livre para colocar decalques e bater no ônibus no qual os atletas se deslocavam para a concentração. Embora não tenha havido violência, o episódio tem potencial para gerar intranquilidade dentro e fora do país. Demonstra, no mínimo, que houve um descuido da segurança e dá uma ideia do quanto a democracia será testada até o encerramento do certame.
Protestos de grupos desfavoráveis à Copa ou que simplesmente se aproveitam da visibilidade propiciada no momento em que as atenções de boa parte do mundo se voltam para o Brasil precisam ser vistos como naturais num país livre. Só não podem prejudicar terceiros. Os episódios associados ao primeiro dia de concentração indicam que as minorias dispostas a fazer barulho estão mesmo decididas a complicar a competição, sem qualquer consideração com a vontade da maioria e com os prejuízos à imagem do país no contexto internacional.
Eventos dessa grandeza sempre provocam sobressaltos. Mesmo na Alemanha, frequentemente apontada como parâmetro de eficiência, a Copa de 2006 gerou inquietações em relação à segurança. Na África do Sul, num determinado momento, a combinação de manifestações com atrasos das obras chegou a passar a ideia de que a realização do Mundial de 2010 estava ameaçada. Em ambos os países, o futebol acabou se impondo com um traço comum entre povos marcados por diferenças abissais e a grande festa do mundo esportivo pôde transcorrer sem maiores percalços. Sem prejuízo à livre manifestação, essa deve ser também a expectativa em relação ao Brasil.
O país precisa conciliar os direitos de minorias inconformadas com os das maiorias interessadas em vê-lo cumprir compromissos assumidos com a comunidade internacional. O país precisa conciliar os direitos de minorias inconformadas com os das maiorias interessadas em vê-lo cumprir compromissos assumidos com a comunidade internacional.

 

ASSUNTO: Novo Comando

VEÍCULO: Portal da PMSC

Ostensividade da PM agrada população da Grande Florianópolis

Desde a semana passada a população da Grande Florianópolis tem percebido a presença mais ostensiva da Polícia Militar nas ruas. Praças, avenidas, acessos, pontes, enfim, diversos pontos e locais de grande circulação de pessoas que estavam sendo invadidos por usuários de drogas, traficantes e pessoas dispostas a cometer crimes e/ou infrações estão recebendo a presença mais constante de policiais militares.

Todas as Unidades, operacionais e também administrativas, estão empenhadas na Operação Ostensividade. Através de pequenas adequações em escalas de serviço e mudanças em locais e horários de ação, está sendo possível ter um número maior de policiais nas ruas, e a população se mostra satisfeita.

Um dos focos do policiamento são as praças do centro de Florianópolis, locais que vinham gerando reclamações por parte da população, pois estavam sendo frequentados por grupos de pessoas que se reuniam para fazer o uso de drogas, e até mesmo cometer furtos e assaltos para manter o vício. Mas com a presença policial intensificada nos últimos dias, a situação está se revertendo, e a população é a primeira a ver positivamente a mudança.

De acordo com o comandante-geral da PM, coronel Valdemir Cabral, a sociedade catarinense demanda a presença do policial militar, e a ostensividade como meio para a geração de segurança deve ser valorizada. “Temos que transmitir às pessoas uma sensação de segurança proporcional à realidade de um estado com os menores indicadores criminais do país”, destaca o oficial.

Diante do novo direcionamento das ações policiais do Comando Geral, todos os policiais militares estão sendo orientados, com o intuito de que pautem sua atuação na ostensividade. Além disso, os projetos destinados à melhoria do desempenho nos indicadores do Plano de Comando também estão sendo ajustados para contemplar ações de ostensividade, que se somarão às demais estratégias previamente planejadas para a redução do crime. Desta forma, os projetos, ao mesmo tempo, terão por objetivo prevenir o crime real e aumentar a sensação de segurança das pessoas.

O subcomandante-geral, coronel Paulo Henrique Hemm, é o responsável por acompanhar as adequações dos projetos dentro da nova perspectiva de policiamento, mais ostensivo.

O Comando Geral percebe, e desde já agradece o empenho de todos os policiais militares, que entendem que com suas presenças nas ruas é possível oferecer à população a segurança púbica que ela busca. “Estão atendendo o chamamento da Operação Ostensividade, e atuando de forma muito eficaz, com auxílios diversos e até mesmo com prisão de assaltantes”, frisou satisfeito o comandante Cabral.

“A criminalidade não pode ser mais ostensiva que a ostensividade da Polícia Militar”. Para o comandante-geral, coronel Cabral, esta é a premissa que deve orientar as ações de cada policial militar na proteção do povo catarinense.

 

ASSUNTO: Aula Magna

VEÍCULO: Portal do CBMSC

INICIADOS CURSOS DE FORMAÇÃO DE SARGENTOS E CABOS 2014, NA CAPITAL

     

 

 

O Centro de Ensino Bombeiros Militar (CEBM) em Florianópolis recebeu nesta segunda-feira (26/05) os militares ingressos nas turmas do Curso de Formação de Sargentos (CFS) e Curso de Formação de Cabos (CFC) do ano de 2014 do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC).

Pelos próximos dias, os cerca de 90 experientes militares que retornam ao berço de formação do bombeiro catarinense receberão as orientações gerais sobre os cursos de capacitação em que estão inscritos e as rotinas da Casa de Ensino – atualmente já mobilizada na formação de cerca de 180 novos Soldados e Oficiais

Conforme o 2º Tenente BM Mateus Muniz Corradini, responsável pelo primeiro contato com os participantes dos cursos iniciados na data, são 56 inscritos no CFS e outros 34 no CFC. O Curso de Formação de Sargentos, único a ser realizado no corrente ano, prepara seus participantes para ocuparem funções de coordenação (chefe de socorro, sargenteação, etc), podendo inclusive o formando assumir o comando em Organizações Bombeiro Militar (OBM). A capacitação deverá se estender até o mês de novembro.

Já o Curso de Formação de Cabos, primeira capacitação após o CFSd, aprimora os conhecimentos dos militares que já têm experiência como elementos de execução na estrutura Bombeiro Militar. Em 2014 serão três turmas do CFC, com dois meses de duração cada curso.

Os participantes das capacitações vão participar de palestras dos membros do efetivo orgânico do CEBM até a terça-feira, com destaque para as apresentações do comandante da unidade, Tenente-Coronel BM Aldo Baptista Neto, e do comandante da Academia Bombeiro Militar (ABM) e do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças, Major BM Alexandre da Silva.

Aula Magna com o Comandante-Geral, Coronel BM Marcos de Oliveira

Ainda nesta segunda-feira o Comandante-Geral do CBMSC recebeu os alunos dos cursos para uma palestra, no período da tarde. Na conferência o Coronel BM Marcos de Oliveira relembrou o início do período de seu comando, quando visitou cada Batalhão para conversar com parte do efetivo a respeito das pretensões para o futuro e ouviu as sugestões da tropa.

O Comandante-Geral ensejou a todos coragem e disciplina para os desafios agora enfrentados.

Centro de Ensino Bombeiro Militar

Os encontros iniciais do efetivo do CEBM com os recém-chegados servirão para apresentar aos participantes os objetivos do CEBM, que tem como missão proporcionar aos militares frequentadores os conhecimentos técnicos e práticos necessários para o eficiente desempenho de suas atividades profissionais.

Aliada a esta troca, o corpo docente e demais militares da unidade de ensino também buscam promover o compartilhamento dos valores éticos da formação Bombeiro Militar, baseados na probidade, excelência e empatia.

Cada vez mais, a estrutura do Centro de Ensino evolui para apresentar melhores condições para o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e comportamentos que subsidiem o aprendizado. Atendendo ao seu público, a abordagem pedagógica de ensino tem agora por referência a prática da andragogia (ciência destinada à reflexão sobre a educação de adultos), incentivando a relação dialogada entre professores e alunos e a valorização de conhecimentos e experiências prévias.

ASSUNTO: Dados sobre violência no Brasil

VEÍCULO: Portal Globo.com

Mapa da violência 2014: taxa de homicídios é a maior desde 1980

Número de assassinatos cresceu 7,9% no país entre 2011 e 2012

O Brasil registrou em 2012 o maior número absoluto de assassinatos e a taxa mais alta de homicídios desde 1980. Nada menos do que 56.337 pessoas foram mortas naquele ano, num acréscimo de 7,9% frente a 2011. A taxa de homicídios, que leva em conta o crescimento da população, também aumentou 7%, totalizando 29 vítimas fatais para cada 100 mil habitantes. É o que revela a mais nova versão do Mapa da Violência, que será lançada nas próximas semanas com dados que vão até 2012.

O levantamento é baseado no Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, que tem como fonte os atestados de óbito emitidos em todo o país. O autor do mapa, o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, diz que o sistema do Ministério da Saúde foi criado em 1979 e que produz dados confiáveis desde 1980. As estatísticas referentes a homicídios em 2012, portanto, são recordes dentro da série histórica do SIM.

— Nossas taxas são 50 a 100 vezes maiores do que a de países como o Japão. Isso marca o quanto ainda temos que percorrer para chegar a uma taxa minimamente civilizada — destaca o sociólogo.

Para Waiselfisz, o Brasil vive um “equilíbrio instável”, em que alguns estados obtêm avanços, mas outros tropeçam. Os dados mais recentes mostram que apenas cinco unidades da federação conseguiram reduzir suas taxas de homicídios de 2011 para 2012. Dois deles — Rio de Janeiro e Espírito Santo — se mantiveram praticamente estáveis, com quedas de 0,3% e 0,4%, respectivamente. Os outros três foram Alagoas, com retração de 10,4%; Paraíba, com 6,2%, e Pernambuco, com 5,1%. Ainda assim eles continuam entre os dez estados com maiores taxas de homicídio do país.

São Paulo apareceu na outra ponta. Entre 2011 e 2012, registrou alta de 11,3%, mas segue ainda com a segunda menor taxa do país. Considerando um período maior, de dez anos entre 2002 e 2012, os dados de São Paulo ainda são positivos, pois houve queda de 60% em sua taxa. Nesse mesmo período, o índice do Rio caiu 50%. Na média brasileira, a alta nesses dez anos foi de 2,1%. Para o sociólogo, a análise desses dados comprova que esses dois estados tiveram êxito em suas ações de Segurança Pública, mas que ainda é preciso fazer ajustes.

— Não se pode dizer que o ano de 2012 seja uma tendência, mas é preocupante. As ações pontuais na área de Segurança Pública estão mostrando seus limites. Sem reformas estruturais que mexam no sistema penitenciário e no modelo obsoleto de Polícia Civil e Militar, não conseguiremos resolver o problema. E aí, sim, a tendência vai ser de alta — afirma Waiselfisz.

O sociólogo destaca ainda que a onda de violência migrou das capitais para o interior, na esteira de novos polos de crescimento econômico. Segundo Waiselfisz, as taxas de assassinatos em capitais e grandes municípios diminuíram 20,9%, no período de 2003 a 2012, enquanto as de municípios menores cresceram 23,6%.

Líder em violência e cobaia do plano federal Brasil Mais Seguro, Alagoas acumula 64,6 assassinatos por 100 mil habitantes. De janeiro a abril deste ano, 820 pessoas foram assassinadas (contra 765 ano passado). O secretário de Defesa Social alagoano, Diógenes Tenório, informou que só comentará os dados após a publicação do Mapa. Uma das propostas para combater o crime é a parceria da Polícia Militar com projetos sociais de redução do consumo de drogas. Segundo a secretaria, 70% dos homicídios têm a droga como pano de fundo. Outra ação é o reforço no policiamento em áreas críticas.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo também informou que não comentaria o estudo por não ter tido acesso aos dados. No entanto, lembra que, em 2012, sua taxa de homicídios foi de 11,53 para cada 100 mil habitantes, na época, a mais baixa do país.

LINKS:
http://oglobo.globo.com/pais/mapa-da-violencia-2014-taxa-de-homicidios-a-maior-desde-1980-12613765

http://oglobo.globo.com/pais/infografico-mapa-da-violencia-2014-12612095