Área do associado

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Clipagem do dia 15 de abril

15.4.2014

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 15.04.2014

 

COLUNISTA CACAU MENEZES – Diário Catarinense

Angústia sem fim

O livro Mortos sem Sepultura – O Desaparecimento de Pessoas e seus Desdobramentos, do major PM Marcus Roberto Claudino, já está disponível nas livrarias. Lançada pela editora PalavraCom, a obra traz um amplo levantamento do problema do desaparecimento de pessoas, com foco em Santa Catarina. Autor e editora renunciaram aos direitos autorais em favor do Grupo de Familiares e Amigos de Desaparecidos Catarinenses.

 

COLUNISTA MOACIR PEREIRA – Interno Upiara Boschi

Esclarecimento

O texto principal da coluna de ontem afirmava que a sugestão de que a Ocupação Amarildo negociasse com o governo estadual a ida para um terreno público desocupado teria partido de de assessores do juiz agrário Rafael Sandi. O magistrado não conta com assessores. A ideia teria partido de oficiais da PM que atuam junto ao juiz.

 

ASSUNTO: Estradas no feriado

VEÍCULO: Diário Catarinense

FERIADO DE PÁSCOA: Operação da PRF irá durar 5 dias

A partir da 0h de quinta-feira até as 24h de segunda-feira, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) colocará em prática em Santa Catarina a Operação Semana Santa 2014. O objetivo é intensificar a fiscalização de embriaguez ao volante, excesso de velocidade, ultrapassagem e tráfego pelo acostamento.
Como neste ano o feriadão de Páscoa emendou com o feriado de 21 de abril, Dia de Tiradentes, a operação vai durar cinco dias. Em 2013, durante a ação da PRF, ocorreram 269 acidentes nas rodovias federais de SC. Nestas colisões, uma pessoa morreu e 143 ficaram feridas. Em 2012, aconteceram 11 mortes.

 

ASSUNTO: BALEADO NA RUA

VEÍCULO: Diário Catarinense

Homem é encontrado morto

Um homem de 29 anos foi morto por pelo menos dois disparos de arma de fogo na noite de ontem, no bairro Capoeiras, em Florianópolis. De acordo com informações da Delegacia de Homicídios, a vítima foi encontrada morta na rua. O crime ocorreu na Rua Joaquim Nabuco, na comunidade do Monte Cristo.
Os disparos chamaram a atenção dos moradores locais, que logo acionaram a polícia. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), no bairro Itacorubi, e os familiares registraram o boletim de ocorrência na 3a Delegacia de Polícia da Capital, no bairro Estreito. As investigações ficarão a cargo da Delegacia de Homicídios, que esteve no local logo após a ocorrência para colher informações.

 

ASSUNTO: CICLONE EXTRATROPICAL

VEÍCULO: Diário Catarinense

Bombeiros resgatam duas pessoas

Um ciclone extratropical sobre o alto-mar da Argentina deixou as águas agitadas ontem no litoral de Santa Catarina. Em Florianópolis, no final da tarde, duas pessoas foram resgatadas pelo Corpo de Bombeiros.
Na praia da Joaquina, no leste da Ilha, um homem de 24 anos estava no mar quando foi puxado pelas ondas, em direção ao costão. O helicóptero Arcanjo, do Corpo de Bombeiros, foi acionado e resgatou a vítima, por volta das 17h.
Mal deu tempo de deixá-lo a salvo na areia, e um novo chamado mobilizou a aeronave do Batalhão Aéreo para a praia da Lagoinha do Norte. Um praticante de kitesurfe perdeu o controle da vela e foi arrastado para a correnteza, segundo informações dos bombeiros. O sujeito foi salvo pela embarcação do Grupo de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros. Nenhum dos dois teve a identidade revelada. Até amanhã, a orientação é para evitar a navegação no mar, de acordo com o meteorologista do Grupo RBS Leandro Puchalski.

 

ASSUNTO: MORRO DO MOCOTÓ

VEÍCULO: Diário Catarinense

Treze são foragidos da Justiça

As polícias ainda procuram 13 das 27 pessoas que tiveram prisão decretada por causa do envolvimento com o tráfico de drogas no Morro do Mocotó, na área Central de Florianópolis.
Elas são consideradas foragidas da Justiça, pois não foram localizadas na sexta-feira, quando uma megaoperação das polícias Civil e Militar foi deflagrada no local.
O último dos 14 presos foi encontrado no sábado pela manhã. Ele é tido pela polícia como braço-direito de um patrões do morro. Foi surpreendido em um estacionamento da região onde trabalhava como vigia.
As ordens de prisões temporárias de 15 dias foram decretadas pela Vara do Crime Organizado, com atuação na Grande Florianópolis. Os mandados têm validade até o ano de 2034.
A polícia não divulgou, por enquanto, nomes ou outras informações dos procurados. Essa divulgação deverá ocorrer depois que a polícia pedir à Justiça as prisões preventivas dos suspeitos, ou seja, para que eles fiquem detidos até o julgamento.
– Acredito que aos poucos todos eles vão sendo presos – diz o delegado Antonio Seixas Joca, da Delegacia de Combate às Drogas e responsável pela investigação de 10 meses.
Os depoimentos após as prisões foram marcados pela lei do silêncio. A maioria dos suspeitos não quis dar declarações sobre o envolvimento com o tráfico de drogas.
O bando será indiciado pela polícia por tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e corrupção de menores. Alguns dos integrantes também responderão por porte ilegal de arma. Dois adolescentes deverão receber medidas socioeducativas.
Entre os 27 suspeitos, há pelo menos dois que são filhos de antigos patrões do tráfico de drogas na Grande Florianópolis. Um deles é parente de um dos fundadores da facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense.
Para a polícia, isso revela a tendência de o crime envolver gerações e gerar herança de pontos para o comércio de drogas entre familiares. A Polícia Militar mantinha na segunda-feira a ocupação estratégica nas ruas de acesso ao morro.

 

ASSUNTO: Ocupação Amarildo

VEÍCULO: Notícias do Dia

PM tem 3.000 policiais de prontidão

Estudantes da UFSC se unem aos acampados A Polícia Militar está de prontidão, desde a 0h de hoje, para cumprir, se for necessário, um possível pedido de reintegração de posse expedido pelo juiz agrário Rafael Sandi. Na sala de situação da corporação, a operação Capital vai monitorar os passos da desocupação do terreno às margens da SC-401, no Norte da Ilha. Um contingente de pelo menos 3.000 policiais está de prontidão para agir a pedido da Justiça.

Segundo a porta-voz da Polícia Militar, a tenente-coronel Claudete Lehmkuhl, a PM acompanha a situação em regime de plantão. “Estamos de prontidão, a ordem é para que todos os policiais da corporação estejam preparados, se necessário”, disse.

A expectativa da Polícia Militar é de que os integrantes da invasão deixem o terreno de forma pacífica. “Após o prazo nós aguardaremos uma ordem do juiz, para então atuarmos”, esclareceu Claudete. Nenhuma ação da Polícia Militar no terreno invadido deve acontecer antes de uma ordem judicial.

 

ASSUNTO: VIOLÊNCIA EM TIJUCAS

VEÍCULO: Notícias do Dia

Comitiva pedirá que PM ocupe rua controlada por criminosos

Traficantes da comunidade Jardim Progresso, em Tijucas, expulsam dos lares moradores da rua Adriel Menezes e impedem oficiais de Justiça e conselheiros tutelares do município de executarem suas atividades no local. No início do ano, Murilo Luz tentou entrar no bairro, onde pretendia entregar intimação para Pedro José Vergílio, mas foi impedido por um jovem armado que tentou furtar o documento. “Um policial sozinho não entra na favela”, comentou Murilo.

Comerciantes, representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em Tijucas, policiais civis e militares, enfim, pessoas preocupadas com a sensação de insegurança na cidade querem uma resposta de imediato do secretário de Estado de Segurança Pública, César Grubba. Hoje uma comitiva de Tijucas vai ao gabinete de Grubba. “Vamos pedir a ocupação da Polícia Militar sufocando o crime, pelo menos uns trinta dias. Neste período, técnicos da prefeitura devem fazer o cadastramento de quem está morando lá”, sugeriu o presidente da OAB de Tijucas, Sávio Milanez.

Pela resistência dos criminosos em não permitir que oficiais entreguem intimações para testemunhas e acusados prestem depoimentos no fórum, os processos se avolumam na mesa do promotor da Vara Criminal, Luiz Franzoni Cordeiro. Na opinião de outro oficial de Justiça, que diz ter sido escorraçado pelos traficantes, a rua Adriel Menezes é esconderijo de criminosos de outras regiões. Ele afirma que a situação ficou insustentável nos últimos quatro anos.

Cordeiro disse que os traficantes ameaçam moradores e exigem silêncio total, não prestando nenhuma informação de quem mora ali, nem para a polícia. Um dos delegados de Tijucas (a DP conta com dois delegados que dispõem de apenas um policial para investigar), Weydson da Silva contou que no Jardim Progresso não há grande quantidade de drogas armazenadas como ocorre em outras localidades. “A movimentação ali é para venda rápida de pequeno consumo, mas em compensação os traficantes são violentos e barram quem tenta entrar lá.”

Questionado sobre a dificuldade de acesso ao loteamento, o comandante da PM em Tijucas, Jefferson Sebastião Vieira, diz que está tudo sob controle. “Está redondinho, sem conflitos”, garante.

 

ASSUNTO: Batalhão de Aviação

VEÍCULO: Portal da PMSC

BAPM realiza formatura de Tripulantes Operacionais Multimissão

Na última sexta-feira (11), a Polícia Militar de Santa Catarina realizou a formatura do curso de Tripulante Operacional Multimissão, do Batalhão de Aviação (BAPM), ocasião em que 21 policiais militares receberam o brevet após quatro meses de curso e 735 horas aula.

Este foi o sexto curso de tripulante operacional multimissão, o qual teve início no mês de agosto de 2013. Os policiais tiveram instruções de salvamento aquático, tiro policial, resgate veicular, combate a incêndio, salvamente em altura dentre outras, necessárias para execução dos procedimentos operacionais.

Durante a formatura, foi realizada uma demonstração do emprego dos tripulantes com o helicóptero Águia 02 nas técnicas de desembarque a baixa altura, desembarque tático e operações de resgate.
Além dos atos da formatura, foi entregue a “medalha do mérito da aviação”, que visa premiar militares estaduais e federais, civis e instituições que tenham contribuído para o Batalhão de Aviação (BAPM) da PMSC.

Também foi prestada uma justa homenagem à família do soldado tripulante operacional Luiz Antonio Ricardo, falecido em acidente aeronáutico.

Estiveram presentes na solenidade o diretor de instrução e ensino, coronel José Aroldo Schlichting, o comandante da Polícia Militar Especializada (CPME), coronel Carlos Eduardo Orthmann, o comandante do Batalhão de Aviação (BAPM), tenente-coronel Abelardo Bridi, além de demais oficiais, praças, e familiares.

A partir de agora os novos tripulantes deverão realizar horas de vôo, sendo supervisionados pelos tripulantes mais antigos antes de atuarem lado a lado dos colegas do mesmo curso.

 

ASSUNTO: Ouvidores Regionais

VEÍCULO: Portal do CBMSC

OUVIDORIA-GERAL DO CBMSC PASSA A CONTAR COM 19 OUVIDORES REGIONAIS

     

 

A Ouvidoria-Geral do CBMSC – responsável pelo recebimento e encaminhamento de solicitações, reclamações, elogios e denúncias envolvendo a Corporação e seus integrantes – foi remodelada. Agora, a estrutura do canal de comunicação entre o cidadão e a instituição passou a contar com 19 ouvidores regionais.

Espalhados nos Batalhões de Bombeiro Militar pelo Estado, Centro de Ensino Bombeiro Militar, Diretoria de Ensino, Diretoria de Pessoal, Diretoria de Logística e Finanças e Diretoria de Atividades Técnicas, os Oficiais ouvidores vão descentralizar o serviço atendimento das demandas externas e o encaminhamento das respectivas respostas ao cidadão.

A nova estrutura foi apresentada pelo Ouvidor-Geral da CBMSC, Coronel BM Inácio Tarcísio Kugik, e o Ouvidor-Adjunto Tenente-Coronel BM Carlos Moisés da Silva, em encontro no Centro Administrativo do Governo do Estado, na Capital, nessa quinta-feira (10/04). No encontro, os integrantes da ouvidoria definiram os detalhes para operacionalização do novo sistema de recepção e encaminhamento de demandas.

Como os demais órgãos do Poder Público Estadual, a Ouvidoria-Geral Bombeiro Militar opera como um sistema administrativo integrado à Ouvidoria-Geral do Estado, responsável pelo atendimento das solicitações que envolvam a instituição e seus entes, compondo a rede estadual transparente e democrática de relacionamentos.

Quando e como devo usar a Ouvidoria-Geral do Estado?

A Ouvidoria-Geral do Governo do Estado serve como canal de comunicação entre o cidadão – incluído você, Bombeiro Militar – e o Governo do Estado. Ela deve ser acionada quando você tiver alguma solicitação, reclamação, elogio ou denúncia que não tenha sido resolvido pelo órgão competente e que tenha relação com a atuação do Governo Estadual.

Para isso, você deve lembrar que precisa ser claro, objetivo e registrar todos os dados possíveis para agilizar a verificação e o atendimento do seu caso.

Formas de contato com a Ouvidoria-Geral do Estado:

– Preencher o formulário eletrônico no site www.ouvidoria.sc.gov.br

– Ligar gratuitamente para 0800 6448500 (Dias úteis, das 13h às 19h)

– Comparecer pessoalmente à Ouvidoria-Geral ou procurar o ouvidor setorial (Oficial ouvidor), ou ouvidor setorial na Secretaria de Desenvolvimento Regional ou órgão do governo mais próximo de você (dias úteis, das 13h às 19h)

– Mandar fax para (48) 3221-8693

– Mandar um e-mail para ouvidoria@ouvidoria.sc.gov.br

Centro Administrativo do Estado de Santa Catarina

Secretaria de Estado da Administração – SEA

Ouvidoria-Geral do Estado

Rodovia SC-401 – km 5, número 4600 – Saco Grande

Florianópolis – SC – 8832-005

 

ASSUNTO: Sede da Polícia Civil

VEÍCULO: Portal da SSP

Pela primeira vez na história da instituição, a Delegacia Geral de Polícia Civil passa a ter a própria sede administrativa. Um prédio com 11 andares, localizado na Rua Felipe Schmidt, 755, no Centro da Capital e cedido pela Cidasc à Secretaria de Segurança Pública, abriga a nova sede. Uma solenidade na tarde desta sexta-feira, 11, com a presença do Governador Raimundo Colombo, do Secretário de Segurança Pública, Cesar Augusto Grubba, do Delegado Geral de Policia Civil e demais autoridades, marcou a entrega do prédio à instituição.

Para o Secretário de Segurança Pública, Cesar Augusto Grubba, a tarde de hoje representa um marco na história da Polícia Civil, que a exemplo do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, passa a contar com a casa própria. “Além de mais moderna e com instalações mais adequadas ao trabalho policial, a nova localização representa também uma economia anual de quase R$ 724 mil reais, em aluguel, disse Grubba”.

O Governador Raimundo Colombo também destacou a economia gerada com as novas instalações, já que os cerca de R$ 60 mil reais, que antes eram gastos por mês com aluguéis, agora poderão ser revertidos em mais benefícios para a Polícia Civil. “É um ato de gestão inteligente, que reverte em melhorias diretas para o trabalho dos policiais e para o atendimento à população”, disse. Colombo também anunciou a intenção de construir um complexo administrativo para a Segurança Pública. “Os recursos já foram autorizados, agora estamos num processo de escolha do local para a construção do complexo administrativo, o que vai gerar uma economia em aluguéis de cerca de R$ 9 milhões por ano”.

Segundo o Delegado Geral, Aldo Pinheiro D´Ávila são muitas as melhorias conquistadas pela Polícia Civil nos últimos anos. “Além da casa própria, também foram adquiridas 3 mil novas pistolas e kits de segurança para os policiais, 600 novas viaturas, 2 mil computadores e um helicóptero para operações aéreas, num processo constante de reestruturação da Polícia Civil,” enfatizou.

Foram investidos cerca de R$ 1 milhão na nova estrutura, com a reforma de toda a parte elétrica e ampliação do espaço físico interno. No local, passa a funcionar toda a administração da estrutura da Polícia Civil, (com o setor de Gestão de Pessoas, Diretoria de Inteligência, Fundo de Melhorias da Polícia Civil (FUMPC) e auditório para realização de pregões licitatórios), a Gerência de Jogos e Diversões e a Diretoria de Polícia da Grande Florianópolis.

Também participaram da cerimônia de entrega do prédio: o Secretário Adjunto de Segurança Pública, Cel. PM. Fernando Rodrigues de Menezes, o Diretor Geral do IGP, Rodrigo Tasso; Subprocurador-Geral de Justiça, Antenor Chinato Ribeiro; o Superintendente Regional da Polícia Federal em SC, delegado federal, Clyton Eustáquio Xavier; Representando o Corpo de Bombeiros Militar de SC, Major Jorge Artur ; o Delegado Adjunto da Polícia Civil, Valério Alves de Brito; o Diretor de Investigações Criminais (DEIC), delegado Laurito Akira Sato; Delegada Regional de São José, Sandra Mara Pereira; o Coordenador da COPE, delegado Alfredo Balstaedt; Diretor Regional de Palhoça, delegado Juarez de Souza Medeiros; o Diretor da Acadepol, delegado Marcos Flávio Ghizoni Júnior; o Diretor de Inteligência da Polícia Civil, delegado Antônio Alexandre Kale; o Diretor de Polícia do Litoral, Artur Nitz; o Diretor de Polícia da Grande Florianópolis, delegado Ilson da Silva; o Corregedor Geral da Polícia Civil, delegado Jeferson de Paula; Cameu Jr.; o Promotor de Justiça, Onofre José Carvalho Agostini; o Superintendente Regional da Polícia Rodoviária Federal de SC, Inspetor Silvinei Vasquez; e demais autoridades.

 

ASSUNTO: Reencontro de paciente com Bombeiros

VEÍCULO: Jornal de Santa Catarina

Motorista que ficou preso às ferragens de caminhão em acidente há quatro meses reecontra socorristas

Depois de 132 dias distantes, nesta segunda-feira foi dia do reencontro de Alexandre Correia da Silveira com quem o ajudou a manter a vida, que por pouco não escapou. 
Desta vez com camisa social alinhada e uniforme como mandam as regras da corporação, Alexandre Zamuner, médico intervencionista do Samu e o segundo-sargento do Corpo de Bombeiros de Blumenau Dorval Zeferino, lembraram aquele 3 de dezembro de tempo quente e abafado, apesar do azul e nuvens esparsas bordando o céu. 
Aquela tarde foi cinza. Semblantes pesados, testas suadas, uniformes sujos de barro, olhares cruzados entre quem precisava desatar um nó de metal dentro de um buraco de 20 metros de profundidade com pressão de 15 toneladas colocando em risco uma vida frágil, mas forte. De cabeça para baixo, preso pelo pé direito, Silveira lutou acordado por seis horas durante o resgate na SC-108, próximo à entrada de Luis Alves. O caminhão que dirigia tombou. Foram dias difíceis até que a tarde de desta segunda-feira fosse azul. 
Na rua, a brisa fresca do outono e o mau humor do clima. Mas na sala pequena com estofados marinho, o reencontro dos que pensaram que talvez não se vissem mais. Zamuner e Zeferino representaram as equipes que socorreram Silveira, que somou, ao todo, cerca de 100 pessoas entre atendimento local e apoio remoto. 
O reencontro não seria diferente do dia em que se conheceram. Sem afetação, o reconhecimento estava no sorriso de quem teve a vida em mãos alheias por seis horas — e outros tantos dias mais. A atitude de Silveira foi diferente desde o início, recordou Zamuner: — Lembro que logo no início tentei descontrair, falei que eu também era Alexandre, mas foi firme, perguntando quando tiraríamos ele de lá. Normalmente as pessoas pedem para não deixarmos elas morrerem, se desesperam, mas ele foi diferente. Se manteve o tempo todo acordado. 
Lembraram das tentativas de retirar Silveira das ferragens. Zeferino, bombeiro há 28 anos, conta que foi o atendimento mais difícil de toda a carreira. Tudo ia contra Silveira. O caminhão estava inclinado, com toda a carga pressionando a cabine retorcida que estava semienterrada. O motorista, preso ao emaranhado de aço que insistia em manter-se rijo. Ao alto, uma rede de energia elétrica complicava o trabalho de guindastes e guinchos que tentaram levantar a carroceria para soltar a cabine.
O sol ensaiava ir embora e o helicóptero Águia, de Joinville, já havia recebido o comando para voltar à cidade quando arriscaram a última tentativa de tirar Silveira ainda com luz do dia. Entre a vida e o membro cogitaram, em último caso, tirar o pé de Silveira. Não esqueceram do calor do sol a pino aliviado pelo sorvete doado por um entregador sensibilizado com a situação. 
— Era de limão. De onde será que veio aquele sorvete tão gelado? — brinca Zeferino, contando que com tantos atendimentos por dia, raramente tem a chance de visitar alguém que ajudou a socorrer e a surpresa de reencontrar Silveira, que chegou a pensar que não sobreviveria. 
Zeferino e Zamuner compartilham a sensação — e as estatísticas — de que o número de acidentes de trânsito tem aumentado e com consequências cada vez mais graves. Silveira nadou contra a maré. 
— O Alexandre renasceu. Há muita gente que por menos acaba não sobrevivendo. É uma satisfação ver que ele está bem e quero voltar quando estiver com a prótese — comemora Zamuner.