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Clipagem do dia 13 de novembro

13.11.2014

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 13 DE NOVEMBRO

 

COLUNA MOACIR PEREIRA – INTERINO UPIARA BOSCHI – DIÁRIO CATARINENSE

Nova chance

Prefeito eleito e não-empossado de Palhoça, Ivon de Souza é o nome do PR para ocupar o Deter no segundo mandato de Raimundo Colombo. Ivon foi candidato a deputado estadual e ficou a 1,5 mil votos da vaga.

 

COLUNISTA HÉLIO COSTA – NOTÍCIAS DO DIA

Salve-se quem puder

Salve-se quem puder porque a Polícia Civil não tem mais gente na rua investigando. A falta de efetivo compromete o trabalho da polícia. Até o fim do ano, dezenas de policiais vão embora. A “revoada” pela aposentadoria começou em setembro, quando o governo incorporou o subsídio no  salário. Na Grande Florianópolis, deve ocorrer uma baixa em torno de 20% do efetivo. Se as delegacias não têm o serviço de investigação, que é prerrogativa da Polícia Civil, então para que registrar boletim de ocorrência? Centenas e centenas deles acumulam-se nas DP s. Ladrões somente vão para o xilindró quando são autuados em flagrante.

Na segunda-feira, um suspeito de furtar residências em Canasvieiras, Norte da Ilha, foi detido pela sexta vez pela PM , no período de um mês, e levado à 7ª DP . Por falta de gente para investigar, o ladrão foi liberado mais uma vez. Com exceção das delegacias de Homicídios, Roubos, Roubos de Carros, Antissequestro, Defraudações e Narcóticos, as delegacias de comarca não têm investigação.

 

COLUNISTA ROBERTO AZEVEDO – NOTÍCIAS DO DIA

Corrupção: uma doença a ser erradicada

A Operação Ave de Rapina, da Polícia Federal, deflagrada na Capital do Estado é emblemática, e, para o infortúnio dos catarinenses, poderia ter ocorrido em qualquer cidade do Estado. A relação espúria entre o poder público e empresas que participam de licitações é uma das mais evidentes marcas de que a corrupção domina segmentos do funcionalismo administrações após administrações.

Isso evidencia que não há instrumentos de fiscalização adequados, capazes de identificar preventivamente as ações de maus intencionados que se apropriam, de forma criminosa, do dinheiro público. O fato do prefeito Cesar Souza Júnior (PSD ) exonerar os servidores públicos que foram alcançados pelo braço da Polícia Federal é uma admissão do problema, o primeiro passo para se buscar o tratamento no jargão médico.

Porém, a ampliada atuação na Câmara de Vereadores, cercada de denúncias de favorecimento e recheada de supostas propinas, reforça a dúvida da população, que já é histórica, de que quem deveria fiscalizar a atuação do Executivo vale-se do cargo para engordar a conta bancária. Um dilema capaz de afetar a confiança na instituição, arranhada em demasiado diante de mais este escândalo. Sem contar do problema que envolve o financiamento de campanhas eleitorais, também incluído no seio da Operação Ave de Rapina.

Não basta o impacto da ação da PF. Estamos acostumados a criar uma expectativa e termos outra resposta, como no caso da Operação Moeda Verde, vexame que terminou, depois de sete anos, com a melancólica decisão, baseada na lei, do Ministério Público Federal que pediu o arquivamento do inquérito contra os envolvidos em crimes ambientais, pois os mesmos estavam prescritos. Não dá para ver de novo uma sequência de quem comemorará por não ter respondido, no mínimo, ao clamor da sociedade. Basta.

 

COLUNISTA PAULO ALCEU – NOTÍCIAS DO DIA

Lamentavelmente operações policiais que encontram autoridades em desvio de conduta estão cada vez mais comuns e revelam um total descompromisso com as funções exercidas no interesse público. Mais uma operação da Polícia Federal localizou suspeita de procedimento ilegal, contaminando a Câmara Municipal e organismos da prefeitura, e levando à prisão, entre muitos, o presidente do Parlamento municipal, César Faria, que em sua função original interpreta as leis como procurador da Assembleia Legislativa.

Vergonha. Mas vale destacar que se trata de uma investigação. Como também vale destacar que ninguém, até aqui, foi condenado. Mas entre os destaques é importante sublinhar que os poderes de algum tempo para cá servem muito mais de balcão de negócios em abrangência cada vez maior e que se alastram como uma contaminação resistente e sem limites. Vez ou outra entra em ação um trabalho eficiente e competente tanto do Gaeco como da Polícia Federal, dando um alento diante de tantos desmandos e desrespeitos que já alcançaram o nível do deboche. Não é de hoje que vinha sendo monitorado um comportamento suspeito na direção do Ipuf, com indicados do nobre vereador.

Um deles inclusive foi afastado, mas logo assumiu um cargo na Câmara, conduzido pelo vereador/presidente. O outro que assumiu em seguida, indicado pelo nobre vereador/presidente, acompanhado de mais dois servidores, acabou flagrado numa operação com R$ 100 mil no carro, depois de uma visita inesperada à empresa Kopp, de Vera Cruz, que explora os radares em Florianópolis. Agora advogados entrarão em cena tentando desqualificar a investigação. Já tiraram na prisão o presidente da Câmara.

 

ASSUNTO: Editorial

VEÍCULO: Notícias do Dia

Pela punição dos fraudadores

Mais um escândalo se abate sobre vereadores e funcionários municipais de Florianópolis, que consideram aceitável fazer uso privado do que é público, ou seja, da população. A operação Ave de Rapina, que a Polícia Federal desarticulou após meses de investigações, chacoalhou a cidade nesta quartafeira, levando para a prisão 14 das 19 pessoas suspeitas de ilegalidades em licitações, fraudes na execução de eventos culturais e cobrança de propinas para a elaboração de leis de interesse de empresas locais.

É louvável esse trabalho da PF, mas seria melhor que ele não precisasse ser feito. Quando os investigadores gastam vários meses para apurar denúncias é porque elas têm grosso calibre, como se constatou na presente operação. Toda ação ilícita é condenável, porém quando os vereadores, representantes eleitos pelo povo, se prestam ao papel de trair a sociedade, trocando favorecimentos por dinheiro ou outro tipo de vantagem, se estabelece a prevalência do irracionalismo e da irresponsabilidade.

Numa situação como esta, é de se esperar que os denunciados sejam punidos, caso se confirmem os crimes de que são acusados, e que se apurem todos os fatos, com o ressarcimento do que foi desviado dos cofres públicos. Por causa dessas irregularidades, a Capital ficou sem os radares e lombadas eletrônicas e viu o projeto Cidade Limpa ser protelado por tanto tempo. A corrupção se dissemina por muitos lugares, mas quando se torna prática diária no Legislativo é porque algo vai mal na representação política.

 

ASSUNTO: OPERAÇÃO AVE DE RAPINA

VEÍCULO: Diário Catarinense

PF pede prisão do presidente da Câmara, Justiça nega, mas vereador será indiciado

Envolvimento de dois vereadores em Operação da Polícia Federal antecipou e mudou a rotina no Legislativo de Florianópolis Após ficar das 7h da manhã até as 18h30min depondo na Polícia Federal, o presidente da Câmara de Vereadores de Florianópolis, César Faria (PSD), anunciou que vai se afastar temporariamente do cargo, alegando que faz isso para não atrapalhar o andamento da Operação Ave de Rapina, da Polícia Federal. Ele nega envolvimento em irregularidades. Disse ser apenas amigo de alguns dos envolvidos e que irá colaborar com as investigações para que tudo seja esclarecido. A polícia o acuso de fazer tráfico de influência com empresários.

O delegado da PF Ildo Rosa disse que foi solicitada a preventiva ao juiz que está com o processo, da Unidade de Apuração de Crimes Praticados por Organizações Criminosas, mas conseguiu apenas o direito de conduzi-lo para depor. O delegado afirmou que ele será um dos indiciados na denúncia de desvio de dinheiro público da prefeitura:

– Procurados por empresários nós somos todos os dias, tá? Ou para dar uma ideia, ou para dar sugestões de encaminhamentos. Mas nunca com advocacia administrativa (crime pelo qual é acusado). Sempre buscando o melhor para a cidade. Isso acontece com todos e faz parte da atribuição do vereador – disse Faria.

A prisão de outro vereador, Marcos Aurélio Espíndola (PSD), o Badeko, e a detenção para depoimento de Faria, mudaram o dia dos servidores da Casa e dos outros parlamentares. Por volta das 6h veio a ligação a um servidor mandando abrir as portas da Câmara para a PF.

– Ou abria ou eles derrubavam – contou o funcionário.

A Polícia Federal realizou mandados de busca e apreensão na Casa, onde apreendeu documentos e computadores de manhã. Ainda de manhã cedo, a PF buscava Faria em casa. Badeko foi procurado em sua residência para ser preso. Não estava e foi dado como foragido durante algumas horas, apresentando-se na polícia à tarde.

DIA PESADO NO LEGISLATIVO

A notícia caiu como uma bomba – conta o assessor de um vereador que preferiu não se identificar.

Nos elevadores e corredores da Câmara, a conversa era sobre se Badeko conseguiria manter seu mandato de vereador após a denúncia. Ele se entregou à PF por volta das 14h. Depois foi encaminhado para a Central de Triagem, na Penitenciária da Agronômica.

Procurado para falar sobre o caso, o presidente da Comissão de Ética da Câmara, vereador Dalmo Menezes (PP), disse que só agirá se for provocado, que algum vereador ou o MP tem que encaminhar a documentação da denúncia para ser avaliada.

A agenda da Câmara Municipal de Florianópolis previa uma sessão solene, marcada para as 16h, de entrega de medalhas para o Prêmio Professor Nota 10, que acabou cancelada.