Área do associado

Área do associado

Clipagem do dia 12 de novembro

12.11.2014

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 12 DE NOVEMBRO

 

COLUNISTA RAFAL MARTINI – Diário Catarinense

BLOQUEADOR À VISTA

Leandro Lima, do Deap, esteve reunido por quase três horas com representantes das operadoras de telefonia para discutir o bloqueio dos sinais de celular dentro das unidades prisionais. As empresas pediram prazo de 70 dias para se manifestar, mas pela primeira vez há chance de um acordo.

 

COLUNISTA MOACIR PEREIRA – Diário Catarinense

Costureiros
Os últimos detalhes da reforma administrativa estão sendo acertados entre os secretários Antonio Gavazzoni (PSD), Derly de Anunciação e Murilo Flores em reuniões na ENA Brasil. Cabe a eles e ao governador desmanchar a certeza que a bancada governista na Assembleia tem de que a prometida reforma não passa de uma bainha.

 

ASSUNTO: Desaparecidos

VEÍCULO: Diário Catarinense

NADA SAIU DO PAPEL: VÍTIMA DESISTE DE ENCONTRAR FAMILIARES

EM OITO ANOS, Lior Vilk bateu em muitas portas, ouviu promessas, mas não encontrou a mãe. Desistiu ao esbarrar na burocracia e nas propostas da criação do Banco de DNA e de uma cartilha para auxiliar vítimas de tráfico de pessoas, que ainda não saíram do papel

Lior Vilk, 29 anos, não quer ter esperanças, mas no fundo ainda tem. Não quer procurar, mas quando caminha pelas ruas do Brasil, repara nos rostos e tenta encontrar feições semelhantes. Oito anos depois de começar a procurar os pais biológicos e três anos após ter se tornado símbolo das milhares de crianças traficadas nos anos 1980 com a publicação da série Órfãos do Brasil pelo DC, o brasileiro desistiu da busca pela mãe.
Ele visita o Brasil pela segunda vez e está na casa de amigos, em Itapema. Durante a busca desesperada, aprendeu o português, entrou em contato com entidades, embaixadas, prefeituras, cartórios, mas, cansado de não ter respostas, resolveu desistir. Nos últimos três anos houve uma movimentação nacional visando auxiliar pessoas nas mesmas condições de Lior. Porém, a cartilha com orientações e o Banco de DNA não saíram do papel. Novas promessas foram feitas para 2015 (veja na página ao lado).
Com poucos dias de vida, Lior Vilk foi levado para Israel, no Oriente Médio, e lá vendido para uma família israelense. A certidão de nascimento é a única informação que tem de sua provável origem, no Paraná. Sem pistas concretas do paradeiro da mãe, enfrenta dificuldades para conseguir um procurador para buscar informações no Brasil e precisa pagar vários exames de DNA para comprovar a ligação familiar com cada um que considera ser seu parente. No final de 2012, veio ao Brasil a convite do programa, Domingão do Faustão, da Rede Globo. De lá pra cá, conheceu várias mães que ansiavam encontrar o filho perdido nas mãos de traficantes e realizou seis exames de DNA – todos deram negativo.
– Estava viciado na busca, não saia da frente do computador, procurando informações e falando com pessoas. As mães me procuravam, diziam que eu era seu filho, fazia DNA e o resultado dava negativo. Não aguentava esse sofrimento – encerra Vilk.

Um final feliz para a família catarinense

Em meio a tantas dificuldades, a sorte às vezes é a única aliada nos reencontros entre familiares. Yael Stein está no Brasil, na cidade de Itapema. Passa seus dias na companhia da família biológica que conheceu em 2012.
Yael é mais uma vítima do tráfico de bebês e sempre morou com a mãe adotiva, em Israel. Ao participar da série Órfãos do Brasil, teve sua foto ainda bebê estampada na capa do DC. Naquele domingo, Zuleide Aparecida Vieira, a mãe biológica, a reconheceu por uma covinha no queixo. A menina foi entregue com dois dias de vida. Depois da mãe, foi a vez da filha conhecer o pai, Eliomar Borba. O casal, que hoje mora em cidades diferentes com famílias distintas, teve Yael ainda muito jovens, com 15 e 16 anos.
Ainda em Israel, quando foi entrevistada pela reportagem, a jovem expressou o desejo de morar no Brasil e a vontade de saber se tinha mais irmãos. Em Israel vive apenas com a mãe adotiva e convive à distância com a família biológica, no Brasil. Hoje Yael sabe que tem uma família numerosa de irmãos, primos e tios. Desde outubro, está na casa da mãe Zuleide em Itapema, para matar a saudade. As duas se encontraram pessoalmente no programa Faustão em dezembro de 2012.
– Amo todos eles. Estou muito feliz – diz.

 

ASSUNTO: Editorial

VEÍCULO: Notícias do Dia

A violência que grassa no país não tem como protagonistas apenas os traficantes, assassinos e criminosos em geral. Estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que a polícia mata seis pessoas por dia, em média, o que resultou em mais de 11 mil óbitos entre os anos de 2009 e 2013.

Isso é mais do que os policiais norte-americanos, tidos como muito violentos, fizeram ao longo de três décadas. Também o número de agentes de segurança mortos em serviço subiu de 186 para 369 no período.

O que se observa, a partir da análise desses números, é que a violência está entranhada no dia a dia dos brasileiros. No combate à criminalidade, os policiais se expõem a todo tipo de riscos, e muitas vezes agem seguindo a regra de matar para não morrer. Em algumas regiões, instaurou-se a prática do extermínio de suspeitos, sem julgamento e direito a uma segunda chance, com a probabilidade de execução de inocentes. São Paulo é hoje o Estado com maior quantidade de casos: só em 2012 a PM paulista matou 583 pessoas.

Tão grave quanto o número de mortes é o prejuízo que o problema causa ao país. O citado fórum estima que o custo da violência chegou a R$ 258 bilhões só em 2013, o que representa 5,4% do PIB (Produto Interno Bruto). É muito dinheiro, que poderia ser aplicado na melhoria do sistema educacional ou no próprio aperfeiçoamento do aparato de segurança. As autoridades não podem mais ignorar que o Brasil enfrenta uma guerra surda que já se espraiou por todas as cidades, independente de seu tamanho.