Área do associado

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Clipagem de 8 a 10 de novembro

10.11.2014

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 8 DE NOVEMBRO

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – DIÁRIO CATARINENSE

SEM PROVA NÃO PODE CONDENAR

Baseada nesse princípio fundamental do Direito, a 4ª Câmara Criminal do TJ aceitou por unanimidade recurso apresentado pelo advogado Gastão Filho e inocentou o policial civil Cleyton Roberto Mueller, acusado de ter torturado um homem dentro e fora da delegacia após um desentendimento no trânsito, em maio de 2003, em Blumenau. Ele havia sido condenado em primeira instância a dois anos e oito meses de reclusão em regime inicial fechado.

ALIÁS

A acusação era sustentada pelo depoimento da própria vítima, que acabou se revelando inconsistente. Para os desembargadores, faltou o mais importante: o exame de corpo de delito que confirmasse a gravidade das supostas agressões.

 

COLUNISTA HÉLIO COSTA – NOTÍCIAS DO DIA

A cobiçada cadeira da PM

Ainda não está definido quem vai comandar a Polícia Militar no segundo tempo do governo Raimundo Colombo, mas no dia 25 de novembro, quando acontece a promoção de oficiais, deve começar um movimento interno para apoiar o nome do coronel a ser referendado pelo governador. Na rádio corredor da caserna e do Centro Administrativo já começaram as especulações.

Os mais cotados são o vice-comandante geral, o coronel Paulo Henrique Hemm; o ex-comandante do 7º BPM , o coronel Ed’ Oner Paes de Sá; coronel Vânio Luiz Dalmarco, gestor das áreas de videomonitoramento e radiocomunicação, aparece também com uma boa aceitação. E até tem chance o oficial Newton Ramlow, ser for promovido a coronel. Newton fez campanha para reeleger Colombo e também ajudou na campanha de Dário Berger, eleito senador. Na Polícia Civil, são comentados os nomes dos delegados Artur Nitz, Adalberto Safanelli e Akira Sato. Vamos aguardar.

 

ASSUNTO: FORÇA NACIONAL

VEÍCULO: Notícias do Dia

Tropas deixam Santa Catarina

A Força Nacional –que estava em solo catarinense desde 28 de setembro, fortalecendo a repressão policial contra a terceira onda de atentados criminosos–deixou o Estado na última quinta-feira. No período em que permaneceu em Santa Catarina, o departamento participou da operação Brasil Integrado Bravo Cidadão, junto com a PRF (Polícia Rodoviária Federal) em 11 barreiras fixas, montadas estrategicamente ao longo das divisas com os Estados do Paraná e Rio Grande do Sul e na fronteira com a Argentina. A operação policial termina na próxima segunda-feira.

Segundo o inspetor da PRF, Luiz Graziano, o reforço policial também estava focado na fiscalização de entrada de drogas e de armas e, sobretudo, nos envolvidos aos ataques. Os policiais apreenderam suspeitos transitando de carro com galões de gasolina, que, segundo os agentes, seriam para incendiar ônibus.

Durante o período de repressão e fiscalização forte nas rodovias federais, foram detidas mais de 280 pessoas envolvidas em crimes diversos, além de apreensão de mais de uma tonelada de maconha, 48 quilos de cocaína, 24 quilos de crack, 9,8 quilos de haxixe, 18 armas e 471 munições. Os policiais ainda recuperaram 26 veículos roubados e recolheram 212 mil dólares, e R$ 74,2 mil de origem duvidosa.

A convocação da Força Nacional foi uma medida paliativa para suprir a falta de efetivo da PRF no combate à criminalidade em trânsito. Para fiscalizar as nove estradas federais que cortam o Estado, que totalizam 2.400 quilômetros de rodovia, a Polícia Rodoviária Federal tem à sua disposição 600 agentes. “Precisaríamos de, no mínimo, mais 300”, ressaltou o inspetor.

 

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 10 DE NOVEMBRO

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – DIÁRIO CATARINENSE

ATA VENIA

A polêmica da hora nas redes sociais foi a condenação de uma agente de trânsito no Rio de Janeiro porque parou um juiz sem habilitação e documento do carro, numa blitz da Lei Seca. Seu crime foi dizer que o cidadão não era um deus.

ALIÁS

O assunto não está na pauta oficial, mas já que a alta cúpula das 91 cortes brasileiras estará representada no 8o Encontro Nacional do Poder Judiciário, bem que a magistratura poderia dar atenção ao episódio que está dando o que falar.

DELEGADOS UNIDOS

Durante o encontro dos delegados de polícia de SC em Itapema, no fim de semana, ganhou força a reivindicação de que o delegado-geral da PC seja escolhido pelo governador a partir de uma lista tríplice elaborada pela associação.

 

COLUNISTA HÉLIO COSTA – NOTÍCIAS DO DIA

Pracinhas

Comandante da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada, general de brigada Richard Fernandez Nunes, discursou na homenagem prestada pela Assembleia Legislativa aos 70 anos de início das operações da FEB (Força Expedicionária Brasileira) na 2ª Guerra Mundial. “Santa Catarina contribuiu com centenas de pracinhas, dos quais 28 pereceram em combate. Com misto de admiração, respeito e gratidão, evocamos os feitos heroicos dos pracinhas”, destacou o general.

 

ASSUNTO: ARTIGO

VEÍCULO: Diário Catarinense

Banalização da violência em SC

Nelson Valente, Professor universitário, jornalista e escritor.
Alguma coisa muito errada, maligna, esconde-se nas entranhas da sociedade brasileira. Quando vem à tona, todo o mundo se pergunta como é possível que horrores assim ocorram num país como o Brasil. Como sobrevivemos nós a um cotidiano tão ameaçador para a vida? Que custo isso nos traz? Estes que morrem nas ruas, nas chacinas, nos assaltos, não são nossos parceiros de guerra?
Na recente escalada de crimes cometidos em Santa Catarina, nenhum vandalismo foi mais grave do que esse na cidade de Florianópolis. Pela extensão, o espetáculo macabro avançou um patamar no rol de explosões periódicas de insanidade. Volta e meia, malucos saem atirando contra multidões, movidos por convicções obscuras.
Aceitar que a violência possa ser banalizada e naturalizada é uma tentativa de diluir o seu impacto, seu terror; de evadir de seus efeitos, de não se implicar com a existência de suas manifestações e com as possibilidades, por pequenas que sejam, de sua transformação. Essa banalização da violência é, talvez, um dos aliados mais fortes de sua perpetuação.
A virulência desse hábito mental é tão daninha e potente que, quem quer que se insurja contra este preconceito, arrisca-se a ser estigmatizado de idealista, otimista ingênuo ou bobo alegre.
Que a violência aterrorize e que diante de uma cena assim todos pareçam dizer “já que não é comigo não vou me meter”, que a solidariedade desapareça por um risco de se expor a própria vida, a isso já nos acostumamos!
O previsível, porém, é que gente muito desajustada no Brasil sempre consegue acesso desimpedido às armas de fogo. Prefiro fazer uma previsão tristemente óbvia: “Há um grande número de outros bandidos por aí que estão acumulando ressentimentos dentro de si, e fora do nosso alcance”. Ou seja: há o risco de acontecer de novo. Aceitar que a violência possa ser banalizada e naturalizada é uma tentativa de diluir o seu impacto.

 

ASSUNTO: IGUALDADE RACIAL

VEÍCULO: Diário Catarinense

Número de homicídios de negros é alvo de manifesto

A Anistia Internacional começou ontem a recolher assinaturas para um manifesto contra o alto índice de homicídios de jovens negros no Brasil, onde 30 mil pessoas entre 15 e 29 anos são mortas por ano.
Desse total, 77% são negros e 93% homens, apontam dados do Mapa da Violência 2014. Lançada com festa no Aterro do Flamengo, na zona Sul do Rio, a campanha “Jovem Negro Vivo” quer dar visibilidade às estatísticas e quebrar a indiferença da sociedade.
Os dados do Mapa da Violência 2014 são alarmantes: dos 56 mil homicídios registrados no Brasil em 2012, último levantamento disponível, 50% das vítimas foram jovens. A maioria dos assassinatos é praticada com arma de fogo e menos de 8% dos casos chegam a ser julgados.
Apesar das melhorias sociais, nos últimos dez anos a quantidade de jovens negros mortos cresceu 32,4%, enquanto a de brancos caiu 32,3%. Em 2007 o total de vítimas de homicídio no Brasil (47.707) superava os das guerras do Iraque (6.500) e Afeganistão (23.765) somadas.

 

ASSUNTO: Novos aviões

VEÍCULO: Diário Catarinense

Vai decolar o voo sueco-brasileiro

Caça militar que vai equipar esquadrões da FAB em 2019, fabricado pela Saab na Suécia, beneficiará já a partir do próximo ano pelo menos seis empresas com unidades no Brasil. A transferência de tecnologia faz parte das obrigações do contrato

Marta Sfredo - Linköping, Suécia, marta.sfredo@zerohora.com.br
A jornalista viajou a convite da Saab
Meio avião, meio chave de novos negócios. A partir do próximo ano, será possível começar a ver, no Brasil, os efeitos do contrato assinado entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a empresa sueca Saab. Será quando devem começar os movimentos para a transferência de tecnologia prevista em contrato assinado em outubro.
Pelo menos seis empresas com unidades no Brasil serão beneficiadas por essa exigência do governo brasileiro para produzir, com montagem final no país, pela Embraer, 36 caças chamados Gripen. O nome, em sueco, significa grifo – animal mitológico com cabeça e asas de águia e corpo de leão. Resultado de décadas de busca por um novo avião, os modernos caças devem ser entregues à FAB a partir de 2019 – é um grifo meio sueco, meio brasileiro.
Como a inspiração mitológica, o caça tem algumas peculiaridades. A mais notável é o fato de ser um monomotor, o que eleva o risco de uma aeronave de combate – se o único propulsor for atingido, o caça é abatido. Em compensação, custa quase a metade de um modelo com dois motores, o que faz sentido em países sem histórico de envolvimento em conflitos.
Outra característica do Gripen é ser multiúso – aplicado em combates aéreos, alvos terrestres e combates noturnos, como interceptador. Embora não tenha sido criado para ser “invisível” (indetectável em radares), tem equipamentos sofisticados da chamada “guerra eletrônica” que permitem voos silenciosos (sem que o inimigo perceba).
De integrantes da força aérea sueca a engenheiros da Saab que trabalharam no desenvolvimento do novo modelo do caça, o que sempre se ouve como característica da aeronave é a versatilidade e a simplicidade de operação. Pode operar em rodovias – não precisa de bases ou aeroportos –, pousar, ser reabastecido e decolar novamente em 10 minutos.
Ulf Nilsson, chefe do Gripen/Suécia, destaca que a nova geração de caças “quebrou a curva de custos”, que vinha sendo marcada por aeronaves maiores, mais sofisticadas e mais caras.
Dois anos para montagem final
O engenheiro Björn Johansson, que comandou o projeto, detalhou que a decisão de atualizar a aeronave se baseou em duas diretrizes: baixo custo e menor volume de testes. Externamente, a principal diferença será a maior largura da base e o menor comprimento da asa.
– Dentro da carcaça, é uma aeronave totalmente diferente – avisa Johansson.
Em Linköping, no sul da Suécia, fica a fábrica do Gripen, que produz os modelos C e D e passará a fazer a nova geração, a E. Entre a fabricação de pequenas partes – são 23 mil, ao todo, incluindo 30 quilômetros de fios – e a montagem final, cada aeronave consome dois anos. São 700 funcionários – 500 na produção e 200 na administração. A cada ano, saem entre 28 e 30 caças.
É com esse pacote que Suécia e Brasil pretendem disputar mercados. Saab e Embraer vão caçar oportunidades de venda para outros países estimadas em 3 mil aeronaves nos próximos 20 anos, com possibilidade de capturar pelo menos 10% a 15% dos contratos. A parceria tem na mira negócios que podem variar entre US$ 30 bilhões e US$ 45 bilhões.
Pouco depois de começarem as primeiras consultas para o projeto brasileiro F-X, em 1993, que resultaria na compra de 36 aviões de caça para a Força Aérea Brasileira (FAB), a empresa privada sueca Saab comprou uma empresa emblemática: a Celsius/Bofors, fundada em 1646 e adquirida em 1894 por Alfred Nobel, cientista que dá nome ao prêmio internacional de maior prestígio.
Foi um dos movimentos que sinalizaram para a intenção de consolidar uma poderosa indústria de defesa na companhia que pertence a um grupo financeiro chamado Investor, controlador da empresa de construção pesada ABB à popular Electrolux.
A Saab passava por uma transformação provocada pela mudança de atitude de seu principal cliente, o governo sueco. Até então, a administração pública informava à Saab de suas necessidades, e a empresa produzia.
Além de consolidar internamente vários segmentos de defesa, que hoje cobrem de radares – vindos da aquisição da Ericsson Microwave – até submarinos – originados na compra da Kockmus –, a Saab começou a perseguir o mercado internacional.
Apesar das dificuldades do Brasil, o parceiro é considerado essencial pela Saab para dar acesso a mercados em que a empresa sueca não teria tanta influência.
Conforme executivos da Saab, essa estratégia de busca de mercados justificou uma iniciativa pouco comum nessa área – a transferência de tecnologia, que fez a diferença na hora de o Brasil escolher o fornecedor de 36 novos caças.