Área do associado

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Clipagem de 26 a 28 de abril

28.4.2014

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 26 DE ABRIL

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

Susto na Ilha

Um grupo de pelo menos 20 usuários de crack acabou provocando um princípio de incêndio numa sala comercial da Avenida Mauro Ramos, uma das mais movimentadas de Florianópolis, por volta do meio-dia de ontem. O problema do fogo no local, que fica quase ao lado da rua de acesso ao Hospital de Caridade, foi resolvido por conta da rápida intervenção dos bombeiros. Já a crescente onda de dependentes que se reúnem a qualquer hora do dia ou da noite para consumir a droga parece longe de qualquer tipo de solução.

 

ASSUNTO: OCUPAÇÃO AMARILDO

VEÍCULO: Diário Catarinense

PM gastou R$ 109 mil em operações

Para conter as invasões e acompanhar as transferências do grupo, a polícia mobilizou 455 agentes nos últimos quatro meses

A Polícia Militar de SC gastou R$ 109 mil em ações para conter as invasões em terrenos em Florianópolis pela Ocupação Amarildo. Além disso, foram mobilizados 455 policiais militares nas operações de contenção e acompanhamento dos integrantes do movimento.
Os dados constam nos laudos elaborados pelas polícias Militar e Ambiental sobre supostos crimes praticados por integrantes da Ocupação Amarildo, em Florianópolis. O material foi entregue ao procurador-geral Lio Marcos Marin, do Ministério Público de Santa Catarina. O foco são os ocorridos nos terrenos localizados nas margens da SC-401 e na SC-406, ambos no norte da Ilha. O documento tem cerca de 200 páginas, além de fotografias.
Em um dos laudos, está o levantamento do gasto feito pela PM, entre 23 de dezembro de 2013 e 21 de abril deste ano, para evitar a ocupação em áreas na SC-401 e na SC-406.
Ministério Público vai analisar documentação
Os relatórios foram encaminhados pelo juiz cooperador agrário Usiel Nunes de Oliveira. Marin vai analisar o documento e provavelmente encaminhar para as áreas de atuação do Ministério Público. Caberá às promotorias avaliar sobre a abertura de sindicâncias ou oferecimento de denúncias.
O levantamento também será encaminhado à Assembleia Legislativa de SC, com o objetivo de dar visibilidade à sociedade sobre os custos do Estado nesse tipo de operação. O deputado Joares Ponticelli (PP), que está no exercício da presidência da Casa, estava ontem em Tubarão, no Sul de SC. O documento deverá ser protocolado e encaminhado ao gabinete dele.
Em relação ao meio ambiente, sabe-se que houve derrubada de árvores, corte de vegetação de alteração do curso de água em área de preservação.

Entenda o caso

– Em dezembro do ano passado, um grupo de pessoas invadiu um terreno localizado na SC-401 e batizou o acampamento de Ocupação Amarildo. Após audiência de conciliação entre ocupantes e os proprietários da área, ficou definido que eles deixariam o local até o dia 15 de abril.

– Três dias antes de o prazo expirar, o grupo tentou invadir uma outra área da SC-401 durante a madrugada. A polícia foi mobilizada e o movimento desistiu da ação.

– No dia 14 de abril, a Ocupação Amarildo foi transferida para Palhoça, na Grande Florianópolis. No entanto, cinco dias depois, parte do grupo tentou invadir mais um terreno, desta vez na SC-406, no Rio Vermelho. Os moradores do bairro tentaram impedir e houve confusão. A PM, Tropa de Choque e Cavalaria foram acionados durante dois dias para evitar um confronto entre os dois grupos.

– No dia 21, integrantes da Ocupação Amarildo foram transferidos com escolta e em um ônibus e um micro-ônibus, ambos da PM, novamente para o terreno em Palhoça.

 
ASSUNTO: Violência em São Joaquim
VEÍCULO: Diário Catarinense
NA SERRA CATARINENSE: Empresário é assassinado

Até a tarde de ontem, a Polícia Civil não tinha pistas que pudessem levar ao suspeito do assassinato do empresário Sálvio Nunes da Silva, de 72 anos, em São Joaquim, na Serra de SC. O motivo do crime também não havia sido esclarecido. Silva foi morto a tiros por volta das 21h de quinta-feira quando assistia TV na sala de casa, no Centro da cidade.
A mulher dele, de 66 anos, – cujo nome não foi divulgado pela polícia – estava no piso superior da residência quando ouviu três disparos e, ao descer, já encontrou o marido sem vida. Ela chegou a ver uma pessoa correndo pelo pátio da casa após ter saído pela porta dos fundos, mas, como estava escuro, não conseguiu identificá-la.
O delegado Diego Azevedo, que comanda as investigações, disse que, a princípio, trata-se de uma execução, uma vez que o criminoso entrou na residência, matou Silva e saiu correndo sem roubar nada. A polícia também não se soube de nenhuma desavença do empresário – que era bem quisto na comunidade – ou do envolvimento dele em algum caso que pudesse levar alguém a matá-lo.
Silva foi o fundador da empresa de ônibus Nunes que, há 26 anos, foi vendida e se transformou na atual Nevatur, sediada em São Joaquim e que realiza viagens de linhas regulares entre a Serra e o Sul de SC. Atualmente, era fruticultor e pecuarista.
Ele foi assassinado com pelo menos três tiros – um na cabeça, um no peito e outro na mão –, mas a quantidade exata de disparos e o calibre dos projeteis só serão conhecidos com o laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP).
– O criminoso entrou na casa, atirou e foi embora rapidamente. Vamos colher depoimentos e trabalhar com várias linhas de investigação para tentar descobrir o motivo do crime e, a partir daí, a autoria.

 

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 27 DE ABRIL

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

Despedida

Uma das últimas agendas oficiais do coronel Nazareno Marcineiro antes de passar a espada de comandante-geral da PM será uma programação de inspeções no Sul do Estado nesta segunda e terça. Deve ser acompanhado por uma comitiva de policiais durante as visitas à região em que nasceu.

Falta efetivo

O Conselho de Segurança (Conseg) dos bairros Campinas, Kobrasol e Praia Comprida, em São José, já coletou 4,5 mil assinaturas para o pedido de reforço no policiamento ostensivo na região. Em 2006, o 7o BPM, que atende a região, tinha 375 policiais. Hoje são apenas 220 PMs.

 

COLUNISTA CACAU MENEZES – Diário Catarinense

Greve à vista

Os sindicatos de policiais federais de todo o Brasil farão assembleias na próxima semana para deliberar sobre a possibilidade de uma greve geral da categoria a partir da segunda quinzena de maio. A data marcada em Santa Catarina é o próximo dia 30, quarta-feira.

 

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 28 DE ABRIL

 

COLUNISTA HÉLIO COSTA – Notícias do Dia

Armas longas

A Academia da Polícia Civil está reciclando os agentes com o curso de capacitação para utilização de armas longas. As aulas acontecem no estande de tiro da academia, em Canasvieiras, Norte da Ilha. Na primeira edição, que terminou na última sexta-feira, participaram dez policiais civis de todas as regiões do Estado. Eles participaram de um treinamento específico, envolvendo atividades teóricas e práticas. Novas edições do curso de capacitação deverão ser lançadas mensalmente.

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

Depósitos terceirizados

A costumeiras cenas com pátios de delegacias abarrotados de automóveis e motos apreendidos, a maioria deteriorada pela ação do tempo, pode acabar em breve. A Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa aprovou o projeto de lei que autoriza o governo estadual a delegar, sob o regime de concessão, os serviços públicos de remoção e depósito de veículos envolvidos em infrações de trânsito. O deputado Maurício Eskudlark, presidente da comissão e relator da matéria, foi o principal defensor da proposta do Executivo.

Canetaço

O grande número de participantes da pré-convenção do PMDB, sábado, na Assembleia Legislativa, obrigou muita gente a deixar os carros em calçadas e canteiros das ruas próximas. A PM não teve dúvida. Multou todo mundo que estava em local proibido.

 

ASSUNTO: Violência em Canasvieiras

VEÍCULO: Diário Catarinense

CONFUSÃO NO PÍER: Briga com polícia acaba em morte

Comando da Polícia Militar irá investigar ação que vitimou uma mulher e deixou dois baleados em Canasvieiras na tarde de ontem

Uma briga no fim da tarde de ontem deixou um morto e dois baleados em Canasvieiras, no Norte da Ilha. Crislândia Solidad dos Santos morreu após ser atingida na perna por um disparo da Polícia Militar. Conforme o comando da PM, a vítima tomou uma arma de bala de borracha de um dos policiais. A Polícia abriu inquérito para investigar a ação dos militares.
A confusão começou por volta das 13h30min, quando a polícia foi chamada para atender uma ocorrência de briga dentro de uma escuna, onde se realizava uma festa de funcionários de um supermercado local. O capitão da embarcação teria sido agredido e por isso aportou no trapiche de Canasvieiras, onde outra pancadaria começou.Quando as viaturas da Polícia Militar (PM) chegaram ao local, os envolvidos na rixa já haviam se dispersado.
Cerca de uma hora e meia depois, a polícia foi chamada para atender uma nova ocorrência envolvendo pessoas que estavam na primeira confusão. O tenente da PM Riskala Matrak Filho relatou que nessa segunda abordagem a polícia os encontrou atirando fogos de artifício contra embarcações que se aproximavam.
– Eles começaram a atirar os fogos contra os policiais, que saíram em busca de reforço – afirma.
Em seguida, os policiais teriam sido perseguidos por três pessoas, o que teria motivado o início de uma luta entre populares e a PM. No meio da confusão, Crislândia teria tomado de um policial uma arma de calibre 12, de bala de borracha, e atirado três vezes contra os PMs sem sucesso. Para ser contida, ela levou um tiro na altura da coxa.
O marido dela, Deymeson Quelmy de Oliveira, também pegou a arma e ameaçou os policiais segundo o relato do tenente. Deymeson foi contido com um tiro na perna.
Irmão de Crislândia, Carlos Alexandre Solidad dos Santos ainda foi atingido na perna após descumprir ordens dos policiais. Ele e Deymeson foram internados no Hospital Celso Ramos e tiveram o mandado de prisão expedido.
Um vídeo registrado pela câmera de segurança e divulgado pela Polícia Militar mostra o momento em que os três envolvidos são baleados. Nas imagens, é possível ver um homem, que não está entre os baleados, com uma criança no colo. Até as 22h30min, a PM não havia divulgado a imagem do momento em que Crislândia teria tomado a arma e disparado contra os policiais.

ENTREVISTA – NAZARENO MARCINEIRO: “O tiro foi para baixo”

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Nazareno Marcineiro, assistiu ao vídeo da confusão. Para ele, ainda não está claro como a mulher que acabou morrendo na briga teve acesso à arma. Nazareno acredita que o policial não teve a intenção de matar, mas diz que a conduta adotada pelo por ele será investigada. Um Inquérito Policial Militar foi instaurado para apurar o caso e deve ser concluído somente daqui a 30 dias. Nazareno deve acompanhar apenas o início das investigações, na semana passada ele anunciou que deixa o cargo de comandante geral no dia 5 de maio.

Diário Catarinense – Qual será a posição da Polícia Militar?
Nazareno Marcineiro – Determinei que um Inquérito Policial Militar seja instaurado. Todos as testemunhas serão ouvidas e todos os fatos evidenciados. Temos 30 dias para investigar este caso e é o que vamos fazer para saber ao certo como foi o desempenho do policial e definir as consequências que isso vai ter. Se tiver algum detalhe da ocorrência que exija uma melhor capacitação do policial, nós também vamos tomar providência. Mas, antes que tenhamos o inquérito concluído, não dá para se chegar a nenhuma conclusão prévia.

DC – Como a mulher que acabou morrendo na briga teve acesso à arma da PM?
Nazareno – Neste momento eu me faço esta mesma pergunta. É o que nós vamos apurar no inquérito. Todo o procedimento que a polícia adotou será investigado. A cena da ocorrência era bastante conturbada. Cada policial toma a iniciativa individual, mas de acordo com o treinamento que recebe. E todo o policial está sujeito às consequências que um episódio desses gera. Se ficar provado que a conduta do policial foi inadequada, nós vamos responsabilizá-lo.

DC – As três pessoas baleadas pela PM levaram tiros na coxa ou na perna. O procedimento é correto em casos como este?
Nazareno – O procedimento correto é o uso progressivo da força. Eu assisti às imagens. Ficou bem caracterizado que o policial primeiro verbalizou, deu orientação para a pessoa, repetiu várias vezes. O último estágio é a letalidade, matar uma pessoa. Se o policial tivesse a intenção de tirar a vida, ele teria atirado no peito, não para baixo. E o tiro foi desferido para baixo. As imagens mostram isso. Se tivesse a intenção de matar teria atirado no peito, não para baixo.

ENTREVISTA – LUCAS JACQUES: “Tudo indica legítima defesa”

O tenente Lucas Jacques da Silva, comandante de policiamento do 21º Batalhão de Polícia Militar, foi o responsável por tomar os depoimentos dos policiais envolvidos na confusão que resultou em uma morte e dois baleados em Canasvieiras.

Diário Catarinense – Como Crislândia roubou a arma do policial?
Lucas Jacques da Silva – Um dos homens investiu contra o policial e a mulher se aproveitou da confusão, veio por trás e roubou a arma. Por algum motivo a arma saiu das mãos do policial e isso será investigado. Apesar de ser uma arma de impacto, ela causa traumas muito grandes e em curtas distâncias pode ser fatal, se acertar na glote (pescoço) ou no olho, por exemplo. Por isso os policiais atiraram.

DC – A ação dos policiais foi correta?
Jacques – Sempre que há lesão corporal ou homicídio, é instalado um Inquérito Policial Militar para investigar as circustâncias da ação. Pelas imagens da câmera de videomonitoramento, dá para ver que o policial dá a ordem para a mulher largar a arma e depois efetua o disparo. Ao que tudo indica, parece que foi legítima defesa, mas ainda assim um inquérito foi instaurado.

DC – Nas imagens é possível ver uma criança. Quem era ela? A polícia poderia efetuar disparos com a criança ali?
Jacques – Estamos investigando, mas ao que tudo indica ela era filha da vítima. A situação exigiu os disparos e antes mesmo já teve uma briga generalizada que ela presenciou, mesmo com a ausência dos policiais. Um dos homens investiu contra o policial e a mulher se aproveitou da confusão, veio por trás e roubou a arma.

 

ASSUNTO: Violência em Canasvieiras

VEÍCULO: Notícias do Dia

Briga e morte no fim de festa

Uma mulher morta pela Polícia Militar, três homens feridos a tiros e dois policiais  espancados. Este foi o desfecho da briga generalizada, na tarde de ontem, na faixa de areia próxima ao trapiche, um dos pontos mais frequentados da praia de Canasvieiras.

A confusão começou por volta das 13h, após bebedeira e briga a bordo da escuna Corsário Negro, alugada para um passeio pela baía Norte, para festejar o fim da temporada do Mercado Dos Amigos, a duas quadras do local.

Crislândia Solidad Santos, 30 anos, de Santa Maria, Rio Grande do Sul, morreu no início da noite na emergência do Hospital Universitário, atingida na coxa esquerda com um tiro de pistola nove milímetros, da PM. Segundo testemunhas, antes de ser alvejada, Crislândia – que morava na Lagoinha – se apoderou de uma escopeta calibre 12, municiada com balas de borracha, empunhada por um dos policiais do 21º BPM (Batalhão responsável pelo Norte da Ilha) acionados para conter a briga, e chegou a dar três tiros a esmo.

Foram baleados nas pernas Deymesson Quelmi de Oliveira, marido de Crislândia e funcionário do mercado, que também pegou a escopeta para tentar atirar; e o irmão dela, Carlos Alexandre Solidad dos Santos, que atirou pedras, soltou foguetes e agrediu policiais a socos e pontapés. Socorridos no local pelo Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência), os cunhados foram atendidos na emergência do Hospital Celso Ramos, escoltados por policiais militares até serem encaminhados à CPP (Central de Plantão da Polícia Civil), em Ingleses, onde foi registrado boletim de ocorrência para abertura de inquérito.

“Foi uma ação em legítima defesa, e para proteger as pessoas que estavam na praia e circulando na rua”, disse o tenente Riskala Matrak Filho, comandante do Policiamento da 1ª Região da Polícia Militar, com abrangência sobre os 4º, 21º e 22º Batalhões. Oliveira e Santos foram presos em flagrante por agressão, reação, desacato e tentativa de homicídio contra os policiais. Tudo foi registrado por uma das câmeras de monitoramento da PM.

Fartura de comida, cerveja gelada e violência  

Cerveja gelada, churrasco e um passeio de escuna foi a forma que o empresário Ronaldo Cardoso, 35, encontrou para festejar com funcionários, parentes e convidados o fim da temporada 2013/2014. Às 10h, 157 pessoas zarparam na escuna fretada por R$ 2,5 mil para um passeio que parecia tranquilo, de Canasvieiras até embaixo da Ponte Hercílio Luz.

O tumulto começou na volta, quase quatro horas depois, na chegada ao trapiche. Antes de a embarcação atracar, houve a primeira briga, a bordo, segundo Adriana Ferraz, 25, mulher de Carlos Alexandre Solidad, “porque começaram a regular carne e cerveja”. Tripulantes e até o capitão da escuna teriam sido agredidos, e Carlos Alexandre foi jogado ao mar.

Na praia, conforme relato de testemunhas, o grupo de Carlos Alexandre, Deymesson e Crislândia se envolveu em outra briga generalizada, desta vez contra vendedores de redes nordestinas, que teriam tentado furtar a cerveja que sobrou.

Luto no fim da confraternização

Os dois primeiros policiais militares a chegarem ao local também foram cercados e encurralados no muro de um residencial, na rua Antônio Heil, onde um deles foi agredido a socos e pontapés. Confundidos com tiros, fogos de artifício foram atirados contra demais frequentadores da praia e policiais, enquanto famílias inteiras se aglomeravam para testemunhar a pancadaria no meio da rua.

Hoje, Ronaldo não abrirá as portas do Mercado Dos Amigos. “Em respeito ao meu funcionário, que ficou ferido e perdeu a mulher”, completa. O empresário não tem ideia do quanto gastou na festa malograda, tampouco sabe o que aconteceu com Deymesson, o empregado que “sempre foi boa gente, mas ontem parecia possuído”.

O empresário conta que não viu o desfecho da confusão, mas percebeu que o empregado estava fora de si. “Ele não deixava ninguém chegar perto. E, quando os policiais chegaram, ele ficou ainda mais violento, zombou, ofereceu linguicinha para eles. E não parava de brigar”, relata. Parte da carne do churrasco foi saqueada pelos próprios convidados. Ronaldo Cardoso ressalta, porém, que o tumulto começou depois da confraternização promovida por ele. “A festa já tinha acabado, e meu pessoal já estava recolhendo o que tinha sobrado. Meus familiares de Águas Mornas só ficaram sabendo ao chegarem em casa, pela internet.”, diz.

 

ASSUNTO: Novo Comandante-Geral

VEÍCULO: Notícias do Dia

Perfil operacional no comando

Em meio a reuniões, solenidades e ajustes, o atual subcomandante da PM (Polícia Militar) de Santa Catarina, coronel Valdemir Cabral não esconde a honra em ser escolhido como o novo comandante-geral da corporação no Estado. No dia 5 de maio, data em que a PM catarinense comemora 179 anos de história, Cabral assumirá o comando da instituição pela qual dedicou o suor de seu trabalho nos últimos 34 anos. “É uma data marcante para a PM, e sinto-me honrado de assumir o comando da corporação pela qual dediquei boa parte da vida”, diz o próximo comandante-geral.

Aos 55 anos, natural de Florianópolis, Cabral cresceu em quartéis espalhados por Santa Catarina. O pai fez carreira no Corpo de Bombeiros, enquanto o menino ia pegando gosto pela disciplina das fardas e a emoção do trabalho. Comoção, aliás, que pode se acentuar neste ano de Copa do Mundo no Brasil, com promessas de muita gente na rua em manifestações e protestos. Calejado, o homem que fundou o Bope (Batalhão de Operações Especiais) em Santa Catarina está habituado aos perigos e peculiaridades das ruas. “Ano passado, quando tinha 50 mil pessoas em cima da ponte, eu negociei com os líderes da manifestação. Sempre fui do operacional, e conheço as ruas”, afirma o coronel.

Depois de passar por diversos setores da PM, Cabral, que também serviu em Porto União, Blumenau e Balneário Camboriú, entende que o trabalho na PM é uma estrutura dinâmica. Para ele, quem assume o comando sempre procura imprimir suas características na função. “Vou dar sequência ao trabalho, mas aproveitando bastante minha experiência na rua e junto às tropas, tanto na cavalaria como no Bope”, revelou, adiantando que pretende estreitar relações com outras forças de segurança do Estado. “Juntos, podemos fazer mais e melhor”, avaliou.

Cautela nas ações para seguir a lei

Uma das dores de cabeça do comando da PM nos últimos meses, os invasores de um terreno na SC-401, na Capital, intitulados de Amarildos, bem como outros movimentos sociais, receberão atenção de Cabral durante sua gestão. A maneira de lidar com essa realidade, observa, deve ser a mesma da gestão do coronel Nazareno Marcineiro, com cautela e sempre indo de encontro à lei. “Participei da elaboração do plano de comando junto ao coronel Nazareno. Então, estamos preparados para tudo”, garantiu.

Pai de três filhos, Cabral é todo orgulho ao falar dos rebentos. As duas mulheres são advogadas, seguindo a carreira de sua esposa, procuradora de Justiça. Já o filho homem, o caçula,está para se formar em engenharia mecânica na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Nenhum pretende seguir a carreira militar, mas isso não incomoda Cabral, que tem um irmão que também é coronel da PM.

 

ASSUNTO: Eleições 2014

VEÍCULO: Diário Catarinense

EQUAÇÃO DIFÍCIL: Missão de Colombo é unir rivais no mesmo palanque

Ao chamar para si a tarefa de negociar com aliados, governador deverá enfrentar as resistências de PMDB e PP para formar a chapa que já declarou que considera ideal

Com a maioria dos peemedebistas decidida a se manter na atual aliança, o governador Raimundo Colombo (PSD) inicia agora a busca dos apoios necessários para disputar a reeleição, o que inclui bons argumentos para colocar num mesmo palanque PP e PMDB.
Na última semana, no meio do fogo cruzado entre pessedistas, pepistas e peemedebistas, o governador disse que assumiria a responsabilidade de construir o processo eleitoral de 2014. O problema é equilibrar os interesses desses aliados. Não é segredo que Colombo deseja ter numa mesma chapa PSD, PMDB e o PP no lugar do PSDB, que tem dado sinais de que deve lançar candidatura própria ao governo e garantir um palanque ao presidenciável Aécio Neves em Santa Catarina.
– O objetivo é conversar com todos os aliados, incluindo o PP e até mesmo o PSDB. Uso a frase dita pelo senador Luiz Henrique da Silveira: se você pode fazer uma eleição morro abaixo, não faça de jeito nenhum uma eleição morro acima – disse o vice-presidente do PSD de SC, Antonio Ceron, que deve assumir a legenda no final de julho, quando o atual presidente Gelson Merisio se licencia para disputar a reeleição na Assembleia Legislativa.
O próprio governador planeja dar a largada a essas negociações ainda nesta semana. A primeira rodada de conversas deve ocorrer com as bancadas da Assembleia Legislativa.
A negociação com o PP passa pelo presidente licenciado Joares Ponticelli, que planeja se lançar ao Senado na chapa de Colombo. O nome é vetado por LHS. Na pré-convenção, o senador lembrou do número de ações do PP contra o governo do PMDB.
Do outro lado, também há resistências. O ex-governador e deputado federal Esperidião Amin, que na última semana acompanhou as discussões à distância (estava em Roma), voltou ontem a Santa Catarina e criticou a campanha “de desaforos e impropérios contra o PP” deflagrada pelo PMDB na última semana e ainda o “mandonismo sobre o governador”.
– Eu tenho duas perguntas para fazer. O meu partido não vai dizer nada? O Joares Ponticelli, que é presidente do meu partido, vai fazer de conta que ninguém falou mal de nós? Por que alguém quer uma boquinha? Número dois: o governador acha que isso é normal? Eles dizerem que vão mandar nele, é normal? Essas duas perguntas eu vou aguardar a resposta durante uma semana. Depois eu vou falar.
PSDB mantém discurso de candidatura própria
O discurso no PSDB é de candidatura própria, com o senador Paulo Bauer como pré-candidato.
– O PSDB não tem nenhum compromisso com a candidatura da Dilma e não estará em nenhum palanque onde a candidatura da Dilma mereça apoio, simpatia, manifestação de solidariedade ou seja lá o que for – disse Bauer ao ser questionado sobre a possibilidade de reavaliar a pré-candidatura do PSDB ao governo de SC.
Nos bastidores, o desembarque do atual governo ainda não é consenso entre os tucanos
Alternativa pouco provável mesmo é PSD e PT num mesmo palanque. Entre pessedistas e petistas, oficialmente não há ninguém que simpatize com a ideia.

61% dão vitória à coligação

Em 20 minutos de apuração a margem já indicava a vitória do grupo do PMDB que defendia a manutenção da aliança com Raimundo Colombo (PSD). A contagem dos votos foi concluída com 359 delegados favoráveis à coligação contra 226 contrários. Deu a lógica das lideranças.
A votação teve início de manhã e foi encerrada às 15h. A vitória da continuidade fez com que os partidários que apoiavam o lado contrário começassem a deixar o auditório Antonieta de Barros, na Assembleia, onde estava sendo realizada a pré-convenção do partido. Entre eles, o deputado federal Mauro Mariani e o ex-prefeito de Florianópolis Dário Berger.
– É uma vitória de um PMDB maduro e sensato – comemorou Luiz Henrique.
Com 61% dos delegados, o PMDB mantém as coisas como estão, garantindo pelo menos a vaga de vice na chapa que disputará o governo do Estado em outubro deste ano.
– A gente continua entendendo que a maioria da base do partido quer candidatura própria, mas nosso modelo com o voto de delegados deu a vitória para a coligação – disse o deputado estadual Carlos Chiodini, defensor da candidatura própria.