Área do associado

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Clipagem de 16 a 18 de agosto

18.8.2014

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 16 DE AGOSTO

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – DIÁRIO CATARINENSE

OSSO DURO DE ROER

O pessoal da Coordenadoria de Operações Policiais Especiais (Cope), unidade da Polícia Civil, deu treinamento para oficiais da Marinha. O estágio é para capacitar os militares em técnicas e táticas de natureza policial, principalmente para defesa interna

 

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 17 DE AGOSTO

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – DIÁRIO CATARINENSE

TUDO COMO DANTES

Delegacia Geral da Polícia Civil voltou atrás e decidiu suspender a mudança nos horários de funcionamento administrativo das DPs, das 13h às 19h. Vai aguardar a edição de uma Medida Provisória do governador. A pressão foi grande.

EFEITO CAMPOS

A pressão é grande para que o governo estadual se desfaça dos quatro aviões usados pelo Executivo, considerados velhos e perigosos. Relatos de sustos nas viagens impressionam. O jatinho Citation (1989) ainda é o mais utilizado. O jato Cheyenne (1982) e as aeronaves Carajá (1983) e Xingu (1984) ficam mais tempo na manutenção, mas a Casa Militar garante que todos os procedimentos de revisão estão em dia. A ideia de substituir a frota sempre foi adiada por conta de eventual desgaste político, mas agora…

ENQUANTO ISSO…

O governador Raimundo Colombo tem percorrido o Estado a bordo de um jatinho locado pela coordenação de campanha. Não quer ser criticado por usar a estrutura oficial durante as eleições.

ALIÁS

Em recente viagem de um dos aviões do governo estadual até Brasília, teve secretário que agradeceu o convite, mas optou por uma linha comercial regular.

QUASE LÁ

Só faltam dois alvarás, um da prefeitura de São José e outro da Vigilância Sanitária, além da escala de serviço, para a Secretaria da Justiça e Cidadania autorizar a ocupação da nova unidade para adolescentes infratores da Grande Florianópolis.

 

COLUNISTA MOACIR PEREIRA – Diário Catarinense

Curtas

TVCOM e CBN Diário confirmaram para o dia 29 de agosto o debate com seis candidatos ao Senado Federal.

Concurso
Érica Fonseca Matias Aguiar Feitosa, candidata no concurso para delegada da Polícia Civil de Santa Catarina, está acusando procedimentos ilegais da banca examinadora da Acafe, que teria alterado os gabaritos, medida vedada na legislação. Encaminhou apelo à banca e à Secretaria de Segurança, sustentando que os procedimentos consistem “em grave lesão a todos os candidatos”.

 

ASSUNTO: COPE

VEÍCULO: Notícias do Dia

Marinha captura “terrorista”

O Grupo de Ação Fixa da Marinha capturou nessa sexta-feira um terrorista que planejava atentados em órgãos governamentais de Florianópolis e matou três seguranças do criminoso. O combate urbano ocorreu em um campo aberto de Governador Celso Ramos, distante 40 quilômetros da Capital catarinense.

Oficiais obtiveram informações privilegiadas de que os terroristas estavam próximos a Florianópolis em um carro preto e imediatamente decolaram com o helicóptero da Escola de Aprendizes de Marinheiros.

O ataque, com precisão cirúrgica teria que ocorrer, pontualmente, às 9h. “Nossa missão é capturar o terrorista vivo”, orientou o sargento Raro para os colegas que entraram apressados na aeronave. No ano passado, a Escola de Aprendizes de Marinheiro foi alvo de atentados no mesmo período em que ônibus eram queimados por facções criminosas em 37 cidades de Santa Catarina. Na época, os militares abafaram o ataque. Sequer passaram para a Polícia Civil investigar. O caso veio à tona somente nessa sexta-feira durante a interceptação ao carro dos terroristas próximo a um acampado em Governador Celso Ramos.

A movimentação dos militares foi uma simulação do que ocorreu na Batalha de Mogadíscio – conhecida como Batalha do Mar Negro –, em 3 de outubro de 1993, na Somália. Na data, tropas americanas foram enviadas ao centro de Mogadíscio para capturar o general Muhammed Farah Aideed, líder de uma das facções políticas, a Aliança Nacional Somali, que estava em luta no país africano. O combate urbano em curta distância mais violento desde a Guerra do Vietnã, é simulado por forças federais e estaduais em situações quase reais de conflito. Neste caso, os militares usam fuzis de assalto de verdade e munições não letais.

Treino para defender instalações militares

O treinamento é ministrado pelo Cope (Centro de Operações Policiais Especiais), da Polícia Civil, aos praças e oficiais da Marinha que integram o Grupo de Reação Fixa. “Este grupo é acionado em casos de extrema necessidade para conter invasores ou outro tipo de atentado nas bases militares”, comentou o capitão de Fragata, Alessandre Fontes Sampaio, comandante da Escola de Aprendizes de Marinheiro de Santa Catarina.

Segundo o instrutor do Cope, Marcelo Sperandio, o objetivo do curso é capacitar os militares em técnicas e táticas de natureza policial, além de fomentar a integração entre as duas instituições. De acordo com Sperandio, as técnicas repassadas são contextualizadas para terem sua aplicação no ambiente operacional da Escola de Aprendizes de Marinheiro, em particular na defesa do perímetro interno e neutralização de ameaças que possam ocorrer nas instalações militares.

O curso ministrado pelo Cope durou duas semanas. “Foram mais de 130 horas de aulas práticas e teóricas. Hoje (sexta-feira) encerramos com esta simulação quase real, na qual os atiradores posicionados na porta do helicóptero têm que parar o carro dos terroristas acertando o motor do veículo”, concluiu Sperandio.

 

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 18 DE AGOSTO

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – DIÁRIO CATARINENSE

PEDIDO ANTIGO

Delegado-geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D’Ávila, informou à Fiesc que o Estado deve criar uma delegacia especializada no combate à pirataria. Trabalho não vai faltar.

A PROPÓSITO

Qual será o horário de funcionamento oficial das DPs nesta semana?

EFEITO CAMPOS

Tem delegado que se nega a embarcar no helicóptero usado pela Polícia Civil. Sabe como é, prevenção e caldo de galinha…

 

COLUNISTA RICARDINHO MACHADO – Notícias do Dia

Faltou

Capitão da PM, Júlio Franzoni de Abreu encaminhou um questionário para 25 jornalistas para ter um cenário sobre quanto anda o relacionamento de imprensa com a instituição. Infelizmente apenas quatro colegas, como eu, deram retorno. Ele não lamenta, mas tem colunista que todo dia fala sobre o assunto e não colaborou.

 

ASSUNTO: Justiça

VEÍCULO: Diário Catarinense

GARGALO PROCESSUAL: Demandas policiais esbarram no Judiciário

UM ÚNICO JUIZ avalia todas as medidas cautelares pedidas na Grande Florianópolis, além de julgar casos de crime organizado em todo o Estado

Instalada como prioridade diante do cenário de violência que atingiu Santa Catarina nos últimos anos, a Unidade de Apuração de Crimes Praticados por Organizações Criminosas da Região Metropolitana de Florianópolis acabou se tornando um complicador às ações das polícias e do Ministério Público.
Apenas um juiz é o encarregado de decidir todas as medidas urgentes da polícia em inquéritos de Florianópolis e outras quatro cidades da região, São José, Palhoça, Biguaçu e Santo Amaro da Imperatriz, como pedidos de prisões de criminosos, buscas e autorizações de escutas telefônicas.
O mesmo juiz tem que decidir sobre os chamados autos de prisão em flagrante. A ele compete converter ou não a prisão em preventiva e depois despachar os casos para cada comarca. Há o risco de criminosos serem soltos em razão da demora judicial.
Esse magistrado deve ainda julgar as ações penais referentes ao crime organizado no Estado, que hoje são sete, nas quais os inquéritos costumam ser complexos e o número de réus em geral é maior.
Instalada em dezembro pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), a unidade acumula cerca de 2,5 mil processos. A morosidade gera descontentamento nas polícias Civil e Federal e no Ministério Público.
– Estamos insatisfeitos. Não por causa do juiz, pois é humanamente impossível ele dar conta diante do volume gigante que se formou – diz o promotor Onofre Agostini.
Entre as investigações pendentes estão os crimes praticados por bandidos ligados às facções Primeiro Grupo Catarinense (PGC) e Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, por exemplo.

Corregedoria concorda que a vara precisa de readequação

As polícias defendem a continuidade da especialização da estrutura da Justiça para atender às demandas policiais, mas dizem que é urgente o reforço para não prejudicar as investigações que já estão em andamento.
O delegado-geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D’Ávila, entende que a ideia foi boa e há de se buscar a ampliação para dar vazão aos pedidos policiais.
O delegado superintendente da Polícia Federal, Clyton Eustáquio Xavier, formalizou pedido de ampliação da unidade e busca reunião pessoal com a presidência do TJ-SC para discutir o caso.
Procurado pelo DC, o juiz corregedor do TJ-SC, Alexandre Takaschima, admite que é preciso readequar a unidade para atender as melhorias exigidas.
Ele diz que há monitoramento e avaliações sendo feitas e que uma das medidas viáveis pode ser a redução do número de Comarcas atendidas.
Segundo Takaschima, o posicionamento da corregedoria já foi encaminhado à presidência do Tribunal de Justiça.

 

ASSUNTO: Violência no trânsito

VEÍCULO: Notícias do Dia

Pesquisa mostra que em dez anos houve 13 milhões de acidentes no país

Acidentes de trânsito deixaram mais de 536 mil mortos no Brasil em dez anos, contabilizou uma pesquisa do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). A principal base de dados utilizada foi a da seguradora Líder Dpvat, responsável pelo pagamento do DPVAT (Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres).

O levantamento começa no ano de 2003, com o registro de 34,7 mil mortes no trânsito, e constata um crescimento de quase 100% até 2007, ano em que é atingido o pico de 66,8 mil mortes. O número de vítimas cai até 50,7 mil de 2008 a 2010 e volta a subir nos anos seguintes, encerrando 2012 em 60,7 mil. Na conclusão, a pesquisa menciona que em 2013 houve novo recuo, para 54 mil.

“É um número assustador de mortos, mas ninguém dá a menor bola para isso. As pessoas acham que faz parte da vida, mas é uma cidade de grande porte que faleceu nos últimos dez anos”, destaca o professor de engenharia de transporte da Coppe, Paulo Cézar Ribeiro, o responsável pela pesquisa.

O banco de dados do DPVAT mostra ainda um número de quase 2 milhões de feridos nos acidentes, com o pico de 447 mil em 2012. A pesquisa usa a proporção de acidentes/mortos e acidentes/feridos, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, para estimar que, no período, foram registrados 13 milhões de acidentes, sendo 8,1 milhões sem vítimas.

A pesquisa, também, tenta fazer um levantamento do prejuízo que essas mortes causam por perda da força de trabalho, cuidados médicos, manutenção das estradas e outros ônus, mas esbarra na falta de dados sobre as circunstâncias dos acidentes. O estudo estima que cada morte no trânsito em área urbana custe R$ 232,9 mil, menos que a metade do custo das que ocorrem em rodovias, que somam R$ 576,2 mil. Como, segundo Ribeiro, não há como deinir quais ocorreram em quais áreas, o estudo propõe que, num cenário em que todos se deram em áreas urbanas, o custo soma R$ 236 bilhões, e, no cenário oposto, o valor chegue a R$ 772 bilhões. A média, então, ficaria acima dos R$ 500 milhões.

O professor responsável pela pesquisa defende que é preciso estudar esses acidentes: “Ninguém apoia acidentes de trânsito. Todo mundo é contra, mas as pessoas continuam dirigindo perigosamente e construindo vias ruins. É preciso mapear. Cada acidente tem que ser analisado, para definir se o motorista foi imprudente, se a estrada é perigosa, se a velocidade máxima está alta”.