Área do associado

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Clipagem de 1º de fevereiro

5.2.2014

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 01.02.2014

 

ASSUNTO: Ataque à PM

VEÍCULO: Diário Catarinense

APÓS PERSEGUIÇÃO: Comandante diz que jovem atirou

Lucas Mafra, morto em casa, teria investido contra PMs depois de abordagem

O comandante do 22º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Mauro da Silveira, afirma que o jovem Lucas Mafra, 18 anos, foi atingido e morto após ter atirado contra policiais militares em uma perseguição realizada no bairro Jardim Atlântico, na noite de quinta-feira, em Florianópolis.
Lucas Mafra, conhecido como Bolinha, estava envolvido na morte do policial militar Misael Gonçalves, o Índio, em julho de 2011 – Gonçalves também era morador do Jardim Atlântico e conhecido por atuar contra o tráfico de drogas no local. Mafra cumpriu medida socioeducativa pelo crime e estava em liberdade.
– Houve abordagem policial de rotina. Ele (Lucas Mafra) correu para dentro de casa armado, reagiu e atirou na guarnição – informa o comandante Silveira.
Ele disse que houve confronto com os policiais militares e que Mafra tinha histórico de crimes de furtos e roubos na região.
Conforme o tenente-coronel, o jovem estava com uma pistola que apresentava cartuchos deflagrados e que foi entregue à Delegacia de Polícia.
Ontem pela manhã, em entrevista à Rádio CBN, o comandante-geral da PM, coronel Nazareno Marcineiro, disse que a corporação irá apurar se houve excesso por parte dos policiais.
As investigações ocorrerão em dois procedimentos: por um inquérito policial na Delegacia de Homicídios (Polícia Civil) e por um Inquérito Policial Militar na Corregedoria Geral da Polícia Militar.
Mafra morreu nos fundos de casa. Na noite do fato, familiares dele acusaram os PMs de invasão da moradia e de execução.

“Foi abordagem de rotina” – Mauro da Silveira, Tenente-coronel da PM

Diário Catarinense – Já houve avaliação sobre a ação dos PMs?
Mauro da Silveira – Não há avaliação final e sim preliminar, porque é preciso aguardar os laudos, a perícia. Isso será feito em dois inquéritos, um na corregedoria da Polícia Militar e outro pela Polícia Civil.

DC – Como iniciou a ocorrência?
Silveira – Foi em uma abordagem de rotina. Ele correu para dentro de casa armado, reagiu e atirou na guarnição. Foi uma situação de confronto, embate e deu nisso.

 

ASSUNTO: Investimentos PM e CBM

VEÍCULO: Diário Catarinense

CERIMÔNIA: Viaturas para PM e Bombeiros

Ontem o governador Raimundo Colombo participou da cerimônia de promoção de 1,4 mil policiais militares e 257 profissionais do Corpo de Bombeiros. No ato, em Florianópolis, foram entregues 37 viaturas à PM, sendo quatro veículos modelo Logan e 33 Palio Weekend, num investimento de R$ 1,6 milhão. Os Bombeiros receberam quatro novos caminhões para combate a incêndios, em R$ 2 milhões de investimentos. O secretário de Estado da Segurança Pública, César Augusto Grubba, lembrou que foram comprados 1,7 mil veículos para renovar a frota das polícias, Corpo de Bombeiros e Instituto Geral de Perícias, num investimento da ordem de R$ 60 milhões.

 

ASSUNTO: Sistema prisional

VEÍCULO: Diário Catarinense

PLANO FRUSTRADO: Motim de presos é controlado no Cadeião

Direção antecipou a ação de detentos e impediu rebelião na unidade

Um motim foi controlado por agentes penitenciários na Central de Triagem do Estreito, o Cadeião, em Florianópolis, na manhã de sexta-feira. A direção da unidade sabia que presos estavam planejando uma rebelião. Com a intervenção, o plano foi frustrado, mas o Cadeião continua em alerta por causa das informações do setor de inteligência sobre ameaças de morte a agentes da unidade.
Por volta de 7h30min, agentes notaram uma movimentação estranha na cela de convívio, a que mais preocupa a direção da unidade. Ali são abrigados dezenas de presos, e é de onde partem a maioria das fugas. Nos fundos do prédio, o convívio tem uma porta principal para um corredor com acesso livre a cinco celas.
A informação de que alguma ação estava prestes a acontecer foi repassada por presos que saíram recentemente do Cadeião. Na manhã de sexta, a equipe de plantão percebeu que era obervada por dois presos.
Os reforços do Núcleo de Operações Táticas (NOT) da própria unidade, e de seis agentes da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, foram chamados. No total, 14 agentes estavam prontos para entrar na cela. Uma equipe ficou na rua, como prevenção contra fuga, rebelião ou resgate.
Quando os agentes entraram na cela, os dois presos continuavam de olho no plantão e outros 38 estavam nos fundos da cela se organizando com estoques e pedaços de ferro e de reboco. A ação foi registrada pelas câmeras de segurança. Os presos não reagiram, de acordo com o diretor da unidade, Sílvio Provin. Ele disse que ninguém ficou ferido e nenhum tiro foi disparado. Todos os 40 presos foram revistados e as armas artesanais, apreendidas.
–Eles estavam amotinados, mas nós neutralizamos a ação. Se não tivéssemos nos antecipado, com certeza teria se transformado em rebelião – disse o diretor.

 

ASSUNTO: Opinião

VEÍCULO: Notícias do Dia

Tolerância Zero?

A Lei Seca ficou mais rigorosa em 2013. Não há mais tolerância em relação à quantidade de bebida alcoólica ingerida e o motorista flagrado é punido com multa e prisão, conforme a dosagem presente no sangue. Mas não é o suficiente para inibir os infratores, muito menos para convencer os motoristas de que dirigir sob o efeito de álcool é perigoso e pode causar acidentes. Por mais pungentes que sejam as descrições das tragédias no trânsito, das famílias destruídas, das crianças órfãs, não basta para mudança de hábitos. O que muda o comportamento é a fiscalização sistemática e a aplicação da lei. Tolerância zero não pode ser apenas uma expressão para os cartazes das campanhas, deveria ser a prática de quem aplica a lei.

Em 2013 tivemos 900 prisões por embriaguez ao volante e 2.970 multas emitidas em Santa Catarina, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal. A estatística aponta que 6% das mortes no trânsito estão relacionadas à bebida. A lei é rigorosa, mas a punição é branda ainda. E há tantas maneiras de escapar que poucos são os motoristas de fato punidos. O consumo de bebidas alcoólicas não é proibido, mas pode ser contido. Se houver limites ao mesmo tempo que se investe em campanhas educativas e fiscalização, os resultados virão. Foi assim com o cinto de segurança, um exemplo clássico de sucesso. A sociedade não enxerga e é tolerante com os crimes de trânsito, como se fossem fatalidades. Por isso os índices não melhoram.

 

ASSUNTO: Lei Seca

VEÍCULO: Notícias do Dia

Beber e dirigir leva 900 à prisão

O entregador de pizza Ricardo Adair Pedro, 23, tinha um filho de colo da primeira relação, estava com o segundo casamento marcado e sonhava em refazer a vida. Dia 23 de agosto de 2013, um motoqueiro bêbado, na contramão, na rua João Gualberto Soares, no Rio Vermelho, Norte da Ilha, acabou com o sonho de Pedro. Em Laguna, um enfermeiro embriagado atropelou cinco pessoas num ponto de ônibus. Mãe e filha morreram. Os dois casos tramitam na Justiça. O enfermeiro e o motoqueiro são dois dos milhares de motoristas notificados nas rodovias por embriaguez em 2013, primeiro ano da “tolerância zero”. Segundo o patrulheiro da Polícia Rodoviária Federal Luiz Graziano foram emitidas 2.970 multas. “Deste total, ocorreram 900 prisões”. Nesse mesmo período, a Polícia Militar Rodoviária fez o teste de bafômetro em 885 motoristas envolvidos em acidentes nas rodovias que cortam a Capital. Dezesseis haviam ingerido bebida alcoólica.

Por mais cruel que sejam os danos à família que perde o ente querido num acidente provocado por embriaguez, o responsável recebe uma punição branda. “O motorista que matou meu marido foi beneficiado com pena alternativa e pagamento de cesta básica”, contou a empresária Eloísa Bittencourt, 51. Na tarde de 5 de dezembro de 2005, Djalma foi dar um passeio de moto com o filho de dez anos. A 50 metros de casa ocorreu o acidente. Eloísa contou que, após a morte do marido, foi morar com os dois filhos nos Estados Unidos. “Ficamos três meses fora. O mais novo se culpava pelo fato de ter pedido para o pai dar um passeio de moto com ele.”

Para Eloísa, a Lei Seca é exagerada no Brasil porque não pune como deveria punir. “Existe blitz em frente à boate Pacha? Em outros países, o rigor é bem mais severo. Quem for flagrado dirigindo embriagado, nos Estados Unidos, vai para a cadeia, além de perder a permissão de dirigir por dois anos”, lembrou.

Álcool ao volante responde por 6% das mortes no trânsito

Estatísticas da polícia indicam que cerca de 6% das mortes no trânsito estão relacionadas ao álcool. Mas a principal causa continua sendo a alta velocidade, com 20% das colisões fatais. Para tentar frear motoristas que voam baixo, a PR F usa radar estático. Ao longo das BRs, existem também controladores eletrônicos de velocidade. Eles são colocados em pontos considerados perigosos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Deinfra), responsável pela manutenção e operação da infraestrutura dos segmentos do Sistema Federal de Viação sob administração direta da União.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o novo Código de Trânsito Brasileiro integra um conjunto de medidas preventivas, como a obrigatoriedade do uso de cinto de segurança em carros, e de uso de capacetes em motocicletas. São ações adotadas pelo governo para diminuir o número de vítimas de acidentes de trânsito no país. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking de nações recordistas em acidentes, atrás da Índia, China, Estados Unidos e Rússia.

O major Fábio José Martins, 42, da Polícia Militar Rodoviária, comparou a Lei Seca com outras existentes no Brasil. Ele disse que, “no início as pessoas respeitam, não dirigem sob efeito de álcool com medo de blitz, mas depois se acostumam e continuam bebendo e dirigindo”. Para o patrulheiro Luiz Graziano, o motorista brasileiro acha que nunca vai ser preso por dirigir embriagado.