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ClicRBS avalia o esquema de segurança envolvendo o Congresso Técnico da Fifa em Florianópolis

20.2.2014

Tolerância Zero20/02/2014 | 14h38Atualizada em 20/02/2014 | 15h55

Esquema de segurança em Florianópolis é uma prévia do que será usado na Copa

 

Congresso Técnico da Fifa, realizado nesta semana em Florianópolis, serviu de exemplo para a ações de segurança que serão executadas durante a Copa do Mundo. É clara a presença intensa de policiais, Forças de Segurança Nacional e monitoramento do Exército, Marinha e Aeronáutica, nas ruas da Capital catarinense. Aquilo que foi aplicado em Florianópolis segue o mesmo plano de integração de forças, mas na Copa do Mundo as proporções serão de outra escala – orçado em R$ 1,87 bilhões e com 150 mil homens em ação nas cidades sede.

— Aqui em Floripa temos um exemplo do modelos que vamos aplicar para Copa do Mundo e ocorreu o que esperamos de união entras as esferas municipais, estaduais e federais. Acreditamos que fica um legado material no que diz respeito ao softwares e equipamentos de segurança e o legado imaterial que é a capacidade das foças de segurança e inteligência de atuar em integração — avaliou o secretário Andrei Rodrigues, do Ministério de Justiça.

Entre alguns pontos destacados do que ocorreu em Florianópolis, o general Jamil Megid Junior citou o fechamento do espaço aéreo sobre o Norte da Ilha de Santa Catarina, reuniões de prevenção de ameaças em todas as áreas do hotel e ativação do comando de controle conjunto.

Esse modelo de sistema de controle de comando conjunto será vigente durante todo o Mundial e centralizado em Brasília. Cada cidade sede receberá dois comando móveis para monitoramento das situações — São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte recebem três — que irão mandar e sintonizar informações diretamente com Brasília. Há ainda uma plataforma de observação elevada para cada cidade sede.

Além das ações de Segurança Pública, que são aquelas mais evidentes está o aspecto de Defesa divido em 11 eixos, entre eles o controle do espaço aéreo, emprego dos helicópteros, defesa marinha e fluvial. Os outros dois núcleos principais do esquema de segurança são a Inteligência e Segurança Privada, organizada pela Fifa em parceria com o Estado.

Cada seleção terá um responsável por todo as questões e demandas de segurança as equipes. Cada um desses 32 profissionais foi apresentado a suas respectivas seleções e começam os seus trabalhos a partir desta quinta-feira. Irão filtrar as necessidades das equipes no aspecto de segurança e direcionar para os núcleos competentes. Por exemplo, se há uma preocupação quanto as área internas do hotel, será tratado pela parte privada. Algum problema nas imediações do Centro de Treinamento, segurança pública.

Manifestações

As manifestações também foram citadas e o secretário Andrei Rodrigues deixou claro que o ponto de ação não será contra as manifestações, mas com foco nas atitudes violentas dentro delas.

— A nossa preocupação e inibir e coibir ações violentas dentro das manifestações e não as manifestação em si. A Copa das Confederações foi exemplo disso e nenhum jogo teve problemas. E sim, foi um teste exaustivo de segurança, mas que avaliamos com sucesso.

A experiência positiva foi comentada também por Ralf Mutschke, diretor de segurança da Fifa. Para ele, as manifestações são dirigidas aos problemas internos do Brasil, e não à Copa ou a Fifa. Por isso, os protestos não vão impedir a livre circulação de dirigentes ou jogadores pelas ruas do país.

* publicado em 20.02.2014