Área do associado

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Clipping dos dias 23, 24 e 25 de fevereiro

25.2.2013

 

 

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 23.02

 

ASSUNTO: Servidores da Alesc

VEÍCULO: Diário Catarinense

EDITORIA: Política

TERCEIRIZADOS NA MIRA: Assembleia faz corte de servidores

A Assembleia Legislativa catarinense está reduzindo o número de funcionários terceirizados. Em entrevista ao programa Conversa Política, o presidente Joares Ponticelli (PP) confirmou que já foram desligados cerca de 50 servidores admitidos nestas condições e que seguem os estudos para a realização de mais cortes no Legislativo.
Ponticelli afirmou que a medida se antecipa a um possível termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público de SC para a redução desses postos de trabalho.
Na entrevista, o parlamentar também falou sobre a reforma do prédio do Legislativo estadual para que possa receber de volta cerca de 500 servidores que trabalham, atualmente, em salas alugadas em outro edifício.
O pepista também criticou a antecipação da campanha eleitoral de 2014, ao comentar as comemorações do aniversário de 33 anos do PT e o lançamento da campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição.
– Isso é muito ruim para o país – afirmou Ponticelli.
No vídeo, o presidente da Assembleia comentou, ainda, sobre o polêmico pagamento atuomático do auxílio-moradia de R$ 4,3 mil a todos os 40 deputados estaduais, independentemente de terem, ou não, imóveis na Grande Florianópolis.

 

ASSUNTO: Atentados em SC

VEÍCULO: Diário Catarinense

COLUNISTA MOACIR PEREIRA

Defensores públicos

Chega no dia 18 de março a Santa Catarina a força-tarefa de defensores públicos anunciada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT). O grupo vai contar com defensores federais, estaduais e distritais, com a missão de analisar a execução das penas aplicadas aos detentos no Estado. A intenção é verificar se há presos que já poderiam estar soltos. Cardozo argumenta que essas pessoas estão sujeitas à cooptação por organizações criminosas.

 

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 24.02

 

ASSUNTO: Atentados em SC

VEÍCULO: Diário Catarinense

REPORTAGEM ESPECIAL

 

ATENTADOS: O paradoxo de Santa Catarina

Reconhecido como o recanto mais seguro do Brasil, o Estado vê a sua imagem abalada ao ter ônibus incendiados e prédios públicos baleados. Atentados afetam diariamente os catarinenses, que têm o cotidiano alterado com a restrição dos ônibus e a sensação de insegurança aumentada. Neste cenário, não existem fórmulas para medir as consequências nas vidas das pessoas

O Estado age bem da porta para fora, mas peca dentro de casa. Esta é a avaliação de especialistas para explicar por que Santa Catarina figura entre os menores índices de violência do Brasil, mas sofreu duas ondas de ataques em menos de 90 dias. Ou seja: o crime é combatido nas ruas e as prisões são realizadas, mas ao chegar ao sistema prisional, falta ação.
A pesquisadora do Núcleo de Estudos de Violência da USP Camila Nunes Dias diz que o crime comum é bem combatido, com os métodos tradicionais de repressão e investigação. Um exemplo do bom desempenho catarinense nesse aspecto está na taxa de homicídios, principal indicador mundial para medir a violência, que coloca SC no topo dos melhores resultados do Brasil desde o começo deste século.
Mas para impedir que os ônibus voltem a ser queimados, falta aprender a enfrentar as organizações criminosas formadas dentro do sistema prisional. O fortalecimento destas facções é facilitado pelo próprio Estado, que não tem profissionais suficientes nem oferece dignidade nas cadeias.
Distorções são criadas pelo próprio Estado ao colocar criminosos em cadeias sem nem sequer garantir a integridade física deles. Ali, cabe aos detentos decidir quem dorme na cama e quem passa a noite no concreto. Neste contexto, qualquer benefício vira dívida com os chefes da facção. E cada preso passar a ser um possível autor de atentado.
O sociólogo Guaracy Mingard diz que, acima de tudo, o Estado deve retomar o controle das cadeias e acabar com este mecanismo, facilitador do aliciamento de presos por facções. Ele entende que há anos a situação é de conflito, jamais resolvido.
A Secretaria Nacional de Direitos Humanos aponta Santa Catarina como um dos locais com mais denúncias de agressões no sistema prisional. Munidos do poder de ditar as regras nas penitenciárias, os líderes do Primeiro Grupo Catarinense (PGC) mandaram queimar ônibus e alvejar com tiros os prédios dos órgãos de Segurança para afrontar e pressionar o Estado.
O criminalista Sandro Sell concorda e ressalta: o modelo de sistema prisional catarinense está entre os piores do Brasil, conforme apontou uma Comissão Parlamentar de Inquérito realizada em 2009. Ele defende o fim da superlotação para poder separar os líderes do PGC de presos primários. Assim é possível minar o poder das organizações criminosas e não fazer o quintal de casa um pátio de recreio para criminosos.

Reflexo no turismo é incerto
Enquanto os destinos turísticos brasileiros sempre vendem belezas naturais em feiras e congressos, Santa Catarina aliava esta arma com os menores índices de criminalidade do país. Mas a segurança, diferencial catarinense, saiu chamuscada nas duas ondas de atentados.
O presidente da Santur, Valdir Walendowsky, diz que a situação é monitorada e até o momento não foram registrados cancelamentos expressivos. Contatos com operadoras de viagens e embaixadas da América do Sul também não mostram queda na procura. Mas ele admite que é difícil prever o reflexo dos ataques na próxima temporada. Números da Associação Brasileira de Agência de Viagens (Abav) registraram queda de 3% na ocupação dos hotéis no Carnaval.
Não restam dúvidas que incêndios em ônibus e tiros a prédios da segurança pública fragilizam a imagem de Santa Catarina, afirma Marco Bedendo, professor de Marcas e Marketing Estratégico da ESPM. Ele explica que o profissionalismo do turismo levou os destinos a se comportarem como marcas. A infraestrutura e a segurança são os principais atrativos e arranhões nestes parâmetros comprometem o resultado.
O professor diz que o primeiro passo é saber qual o tamanho do problema. Pesquisas comparando os resultados com os anos anteriores são bons indicadores. Reverter o quadro é complicado e passa por um amplo trabalho de divulgação e convencimento. Enaltecer que SC tem as menores taxas de homicídios do Brasil é uma boa estratégia a ser adotada. O problema é que imagens de ônibus queimando ganham o país e difundir informações de índices de segurança pública é bem mais difícil.
O professor sugere uma polícia semelhante à usada por Israel, país associado a conflitos, mas que recebe elevado número de turistas nas cidades sagradas. A tática é a comunicação direta com o público consumidor, transmitindo a mensagem de que os destinos apresentam taxas de violência baixas e de que os ataques não são nos locais turísticos. Neste último ponto é preciso bastante cuidado para não dar a entender que os atentados são na periferia e o governo não está preocupado com este local.
Conselheiro da Abav, Kid Stadler aposta que a memória de SC como local seguro é capaz de neutralizar o impacto dos ataques. Também conta com a boa impressão que as transferências de 40 presos para penitenciárias federais e a ajuda da Força Nacional de Segurança possam ter causado. É a manutenção deste cenário que devolverá a paz aos catarinenses e aos turistas.

O impacto psicológico
Desde 30 de janeiro, catarinenses de 37 cidades foram atingidas pelos ataques. Para a especialista em terapia cognitiva comportamental Letícia Delpizzo, após a exposição à violência, a solução seria um longo período sem perturbações na área de segurança pública. Com a tranquilidade mantida, a população começaria a sentir os resultados já no fim deste ano.
Psicoterapeuta e mestre em Filosofia, Rosane Müller Granzotto afirma que moradores atingidos pelos atentados perdem um pouco da confiança e da liberdade e passam a prestar mais atenção a locais e horários.
Ver policiais nas ruas e investimentos em segurança ajudam a mudar esta realidade. A medida é ainda mais necessária em locais onde houve atentados. Rosane diz que é diferente ver pela TV imagens de um ônibus queimando e saber que o crime ocorreu no bairro onde se mora. Nestas situações, é o impacto é maior.

Prejuízo com veículos e gastos extras com pessoal

Os atentados contra ônibus, viaturas e prédios públicos no Estado em duas ondas de violência, uma em novembro e outra desde o dia 30 de janeiro, cobram uma fatura alta das empresas de transporte e das administrações dos municípios atingidos, do governo de Santa Catarina e da União.
Os prejuízos e custos dos atentados de novembro de 2012 e desde o final de janeiro deste ano no Estado para as empresas de ônibus somaram R$ 20,4 milhões e, para os cofres públicos, outro R$ 1,64 milhão.

O impacto para as administrações dos municípios atingidos, para o Estado e a União será maior do que esta soma inicial. Porque R$ 1,64 milhão inclui, com exatidão, apenas o custo dos carros alugados para reforçar as escoltas de ônibus da Capital. No cálculo, há uma projeção dos prejuízos com as viaturas da polícia queimadas, uma média das horas-extras pagas aos profissionais da Segurança Pública e uma estimativa do gasto com as diárias dos agentes da Força Nacional em SC.
Dos 17 prédios públicos depredados, apenas dois repassaram os custos com os reparos. Falta contabilizar os gastos com o deslocamento da Força Nacional e com a transferência de presos para longe de SC.
Pelos números contabilizados até agora, fica evidente que o maior prejuízo direto está caindo na conta do transporte público. De acordo com o presidente do sindicato das empresas de ônibus (Setuf), Waldir Gomes, o valor para a reposição de cada ônibus queimado é de R$ 300 mil. Nas duas ondas de atentados foram 68 veículos incendiados.
Além disso, segundo Gomes, a circulação de passageiros caiu durante os ataques. Mas o sindicato só irá contabilizar os prejuízos no final do mês, quando será possível fazer um balanço de fevereiro que possa ser comparado ao mesmo período de 2012.
No governo do Estado, ainda não há um cálculo oficial de quanto foi gasto com operações especiais e do prejuízo ao patrimônio público. De acordo com a assessoria do governo, “a prioridade, nesse momento, é a segurança das pessoas”.

Gasto maior do Estado foi com horas-extras
O principal gasto do Estado foi com as horas-extras da Segurança Pública que, só em novembro, em uma média diária, chegou a R$ 33,2 mil a mais que no mês anterior. Os gastos de diárias para os policiais da Força Nacional são custeados pelo governo federal. De acordo com o Ministério da Justiça, o valor pago por dia para cada policial é de R$ 200,60. Os recursos gastos para o deslocamento dos profissionais até SC não foram informados.

 

ASSUNTO: Catarinenses na Câmara Federal

VEÍCULO: Diário Catarinense

EDITORIA: Política

NA PONTA DO LÁPIS

Gastos da bancada federal catarinense sobem 11,3%

Levantamento feito pelo Grupo RBS aponta despesas de R$ 4,9 milhões em 2012, R$ 500 mil a mais do que no ano anterior

As despesas da bancada catarinense na Câmara Federal chegaram a quase R$ 4,9 milhões em 2012. O valor supera em 11,3% os R$ 4,4 milhões do ano anterior.
Levantamento do Grupo RBS, com base nos dados do Portal da Transparência da Casa, aponta que os maiores gastos de verba indenizatória foram com manutenção de gabinete (R$ 1,7 milhão), passagens aéreas (R$ 952,2 mil) e divulgação (R$ 715,2 mil). Em 2011, os deslocamentos pesaram mais na conta.
Os reembolsos estão previstos na Cota para Exercício da Atividade Parlamentar, verba usada para custear os mandatos. Comparando os 17 deputados, entre titulares e suplentes, que passaram pelo Congresso em 2012, o campeão de gastos foi Celso Maldaner (PMDB), que empregou R$ 354,7 mil, quase o total do valor disponível. O peemedebista credita as despesas ao tamanho de sua base, visitada periodicamente.
– Fiz votos em 267 municípios, já viabilizei recursos para 159. Ando muito. Só nos últimos três anos, percorri mais que 350 mil quilômetros em Santa Catarina– argumenta.
Os deslocamentos pelo Estado representam uma despesa alta. No caso de Luci Choinacki (PT), os R$ 109,6 mil usados na locação de veículos significaram quase um terço do total gasto por ela no ano. A parlamentar esclarece que tem eleitores distribuídos por todo o mapa catarinense e que destinada o mandato ao trabalho, principalmente, com pequenos agricultores, o que eleva os custos de locomoção.
– O trabalho de visitas é fundamental é ele que me baseia. Essa é a missão que a gente trabalha para cumprir o mandato – afirma Luci.
O investimento em divulgação também pesou no balanço da bancada, que consumiu R$ 715,2 mil. Quem mais usou a cota para esse fim foi Décio Lima (PT), com R$ 127,3 mil. Ele classifica o ano como atípico por ter coordenado o Fórum Parlamentar Catarinense.
– Reunimos os 16 deputados e os três senadores no fórum. Cuidei da agenda política do Estado, o que impõe atividade de divulgação maior – afirma Décio.

 

ASSUNTO: SSP

VEÍCULO: Diário Catarinense

COLUNISTA RAFAEL MARTINI

VAPT-VUPT

Coronel PM Fernando Rodrigues de Menezes, secretário adjunto da Segurança, foi exonerado do cargo em ato publicado no Diário Oficial do dia 18 de fevereiro. Mas não ficou um único dia desempregado. No mesmo DO saiu a nomeação dele para o mesmo cargo. Explique-se: como o oficial entrou para a reserva remunerada da PM em janeiro, o jeito foi aproveitá-lo na condição de cargo comissionado.

 

ASSUNTO: Secretário de Segurança / Florianópolis

VEÍCULO: Diário Catarinense

COLUNISTA RAFAEL MARTINI

PAPO RÁPIDO

Raffael de Bona Dutra, delegado da Polícia Federal e futuro secretário de Segurança e Defesa do Cidadão de Florianópolis. A cerimônia de posse ocorre no dia 1º de março.

Qual será seu principal desafio à frente da secretaria municipal?
Trabalhar pela integração das forças de segurança pública, como acabou de acontecer nesta mobilização para conter a onda de atentados, envolvendo as polícias Militar, Civil, Federal, Rodoviária. Somos a primeira unidade de Guarda Municipal a ser convidada a participar de um curso de inteligência pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública). Também temos o desafio de aumentar o efetivo. Vamos cumpri-lo respeitando um cronograma dentro da capacidade financeira do município.

E o papel da Guarda Municipal?

A prioridade será a retomada das rondas escolares. O pequeno traficante atua hoje, livremente, na porta dos colégios. Precisamos sufocar esta prática que se tornou um praga nos dias de hoje. Depois, é claro, vamos investir na questão da fiscalização do trânsito. A Guarda Municipal estava praticamente abandonada. Nosso papel será valorizar o trabalho da equipe e resgatar a autoestima da unidade. Tenho certeza de que em quatro anos poderemos desenvolver um trabalho de qualidade para a cidade.

 

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 25.02

 

 

ASSUNTO: Psicóloga policial

VEÍCULO: Diário Catarinense

COLUNISTA RAFAEL MARTINI

PINGOS NOS IS

Decisão do juiz Hélio do Valle Pereira, da 3a Vara da Fazenda Pública da Capital, ordenou a nomeação de uma candidata ao cargo de psicóloga policial reprovada no exame físico do concurso realizado em 2010. O magistrado acompanhou os argumentos do advogado Vinícius Ouriques Ribeiro que, na defesa da candidata, argumentou que o teste físico era uma exigência “desarrazoada e desproporcional às atribuições do cargo” de psicóloga.

 

ASSUNTO: Painel RBS

VEÍCULO: Diário Catarinense

EDITORIA: Geral

O FUTURO DO ESTADO: Painel RBS debate a segurança em SC

Evento programado para amanhã, às 10h, discutirá com políticos, especialistas e jornalistas como o Estado pode tentar reverter o impacto dos atentados terroristas

A discussão sobre a violência e a instabilidade na segurança pública que atingem o Estado marca a primeira edição de 2013 do Painel RBS em Santa Catarina.
O programa, realizado pelo Grupo RBS com o objetivo de divulgar e promover o debate de assuntos relevantes à sociedade catarinense, ocorre a partir das 10h de amanhã, em Florianópolis. Contará com a participação, direto de Brasília, do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Na Capital, estarão reunidos para falar sobre o tema o governador Raimundo Colombo, o comentarista de Segurança da TV Globo, Rodrigo Pimentel, e o presidente da OAB/SC, Tullo Cavalazzi Filho.
Dividido em três blocos, o painel contará com a presença de cerca de 40 convidados, será ancorado pelo apresentador Renato Igor e terá como entrevistadores os jornalistas Carolina Bahia (direto de Brasília), Moacir Pereira e Ricardo Von Dorff, de Florianópolis.
Na tentativa de aprofundar temas de interesse público, o painel discutirá o futuro de Santa Catarina a partir dos 112 ataques registrados no Estado neste ano. Desde a noite de 30 de janeiro, os catarinenses estão vivendo sob tensão diante da nova onda de atentados, registrados em 37 cidades. São ônibus e carros incendiados e investidas contra unidades da área de Segurança.

Estado sempre foi considerado um dos lugares mais seguros
A onda de violência ganhou destaque na mídia nacional e internacional e trouxe prejuízos econômicos, hoje estimados em cerca de R$ 222 milhões, segundo cálculo feito pelo Diário Catarinense na edição do último domingo. Os incidentes mudaram o cotidiano de milhares de cidadãos. A imagem de Santa Catarina, sempre considerado um dos lugares mais seguros do Brasil, foi arranhada. Resta, agora, discutir como fica o Estado depois destes episódios e que lições podem ser tiradas para o futuro.
No Estado, o Painel RBS será transmitido ao vivo pela TVCOM SC, pela rádio CBN e pelos sites da TVCOM, do G1 SC, do Diário Catarinense e do Hora de Santa Catarina. O debate terá repercussão na RBS TV e nos sites e redes sociais do Grupo RBS.

 

ASSUNTO: Atentados em SC

VEÍCULO: Diário Catarinense

EDITORIA: Geral

ENTREVISTA: “A escola deve ser amparada pelo Estado para falar sobre ataques”

Entrevista com Patrícia Moraes de Lima, pedagoga

Ataques a veículos e bases da polícia em todo o Estado, desde o dia 30 de janeiro, chegaram às crianças e adolescentes, causando insegurança também nas salas de aula. A pedagoga e coordenadora do Núcleo Vida e Cuidado da Universidade Federal de Santa Catarina, Patrícia de Moraes Lima, 42 anos, que tem entre os objetos de pesquisa a violência no ambiente escolar, aponta alternativas para se trabalhar com estudantes nas escolas o contexto atual da onda de violência e como manter os jovens fora da criminalidade. Em entrevista ao Diário Catarinense, a especialista analisa a situação nas instituições de ensino e cobra práticas do Estado no que diz respeito à Educação.

Diário Catarinense – Como a professora analisa a situação atual nas escolas?
Patrícia Lima – Há um clima de insegurança. Tive a oportunidade de estar em uma escola estadual e vi os pais falando no assunto. Acho que está deflagrada uma situação para se discutir a questão da Segurança Pública. Não há como pensar que uma política estatal de Segurança não acesse outras, como a de Educação. Isso vem atingindo as escolas, as crianças. É o exemplo da importância da integração das políticas no Estado. Essa questão da segurança nos afetou e é um ponto bastante frágil em SC de modo geral. Indicaria que o Estado estivesse próximo das pessoas para poder dialogar, discutir estratégias e formas de participação na elaboração de políticas públicas.

DC – Quais podem ser as consequências às crianças e adolescentes com esses ataques nas ruas?
Patrícia – A insegurança vai ser traduzida pelas crianças a partir da forma que o adulto próximo vai processar esse cenário de transitar pelas ruas, nos ônibus. Elas terão essas referências. Ainda assim, a própria experiência da infância talvez não incorpore todo esse sentimento do adulto. Eles não têm a real noção dos riscos.

DC – Qual é o papel da escola nesse processo?
Patrícia – O papel da escola é fundamental para traduzir, com certa tranquilidade, o que ocorre. Mas a escola deve ser amparada pelo Estado para falar sobre ataques. Por si só, ela não pode responder às crianças e isso nem é função dela. É função da escola responder às crianças amparadas por uma política de Estado. Os educadores não podem se responsabilizar sozinhos. Essa não é uma questão da Educação.

DC – Como isso poderia ser feito?
Patrícia – A partir de uma medida do Estado, os educadores, coordenadores pedagógicos e diretores seriam subsidiados com formas de comunicar às crianças, aos adolescentes e às famílias as práticas, as ações que o Estado entende como necessário. O Estado deve discutir isso. As aulas estão recomeçando e elas precisam retornar com clima de segurança.

DC – Como deve ser o comportamento dos pais para explicar o que está acontecendo?
Patrícia – O pai precisa estar bem atento, com cuidados mais gerais em relação à forma que está sendo garantida a segurança na cidade, no transporte. Precisa acompanhar, saber onde o filho está indo, como vai se deslocar e explicar o que está acontecendo. Há uma questão social sendo vivida e ela não vai ser resolvida de uma hora para outra.

DC – No atual contexto, crianças e adolescentes podem ter uma mudança de comportamento, como medo e ansiedade?
Patrícia – Podem apresentar isso sim, vai depender muito de como a família vai traduzir esse sentimento dos seus filhos e de como a escola vai atuar. Isso só pode ocorrer a partir de orientações mais gerais do Estado. Enquanto não escutarmos dele as medidas que estão sendo tomadas, a gente só ouve os acontecimentos.

DC – A curto prazo, teria alguma coisa para que os professores poderiam fazer?
Patrícia – A única coisa é que eles precisariam conhecer são as orientações mais gerais, para que não fique um professor falando uma coisa e outro dizendo algo diferente. Quais são as orientações para lidarmos, como educadores, com essas questões? A educação está sendo atingida por isso, mas não é responsabilidade dos professores.

DC – De que maneira a educação é atingida por esses ataques?
Patrícia – Pelas faltas em sala de maneira direta. Os alunos não vão por motivos como insegurança e medo. Todas as pessoas estão vivendo isso.

DC – Será possível a situação ficar normalizada e os alunos superarem isso?
Patrícia – Sim, quando tivermos respostas. Essa manifestação, com a queima de ônibus, é um comportamento social que denuncia a falta de uma política pública. À medida em que se tem a estruturação desse diálogo, as respostas serão outras.

 

ASSUNTO: Comissão de Justiça Alesc

VEÍCULO: Diário Catarinense

COLUNISTA MOACIR PEREIRA

Ameaça

A bancada estadual do PSDB transferiu para o ex-presidente Gelson Merisio (PSD) e para o atual Joares Ponticelli (PP) a solução política do impasse para eleição do novo presidente da Comissão de Justiça. Se os tucanos não elegerem o presidente, fecham acordo com as oposições e entregam várias comissões de bandeja aos deputados do PT.

 

ASSUNTO: Convenção Estadual PSDB

VEÍCULO: A Notícia

COLUNISTA CLÁUDIO PRISCO

Diálogo

O PSDB pode estar caminhando para um consenso, na convenção estadual de 27 de abril. Na reunião da semana passada, na liderança do partido na Assembleia, avançaram os entendimentos com vistas à escolha da nova executiva.
O senador Paulo Bauer e o deputado Marcos Vieira já se apresentaram para suceder Leonel Pavan na presidência, mas não está descartado o surgimento de um tertius, que poderia responder pelo nome de Dalírio Beber, primeiro suplente de senador e atual presidente da Casan.

ESTRATÉGIA

Raimundo Colombo deve enviar à Assembleia, nos próximos dias, projeto de minirreforma administrativa. Uma das principais mudanças será a criação da Secretaria de Governo, a ser ocupada pelo advogado Filipe Mello. É uma forma de o governador agregar o PR ao projeto de reeleição.

 

ASSUNTO: Boate fechada

VEÍCULO: O Sol Diário

EDITORIAL: Geral

Centenas de pessoas que curtiam a balada na boate Space, em Balneário Camboriú, na madrugada de sábado viram a música ser desligada e tiveram que deixar o local sob orientação da polícia. Por extrapolar o horário permitido para o funcionamento, a casa noturna foi interditada e segue fechada para o público até segunda ordem.
Localizada no Bairro Nova Esperança, a casa trouxe naquela noite o DJ sueco Avicii. Por conta do atraso de uma hora do artista, segundo a administração, o show não pôde começar no horário previsto. A apresentação começou por volta das 5h, horário no qual o local deveria estar fechando.
O supervisor do setor de alvarás, jogos e diversões da Delegacia Regional de Balneário Camboriú, Julio Urqueta, explica que a interdição ocorreu por volta das 6h30, quando toda a documentação foi verificada. Segundo ele, apesar de a casa estar cheia, não houve tumulto.
– O DJ principal tinha terminado de tocar, mas ainda estava tendo música. Desligamos e pedimos para as pessoas saírem – diz.
Um funcionário da Space foi conduzido até a delegacia e liberado em seguida. Não houve expedição de multa, mas a casa responderá a um processo criminal por desobediência, conforme explica Urqueta.
– Existe um TAC (termo de ajustamento de conduta) firmado que especifica o funcionamento para até 5h. Em Balneário Camboriú a polícia só concede alvará para as boates funcionarem até as 5h.
Conforme a polícia, a Space já tinha sido alvo de denúncias pelo mesmo motivo e também havia sido notificada anteriormente para cumprir o horário. A fiscalização fez parte de uma operação da Polícia Civil para verificar o controle de sonoridade, presença de menores em estabelecimentos onde são vendidas bebidas alcoólicas e para coibir crimes. Outros cinco estabelecimentos foram notificados na data por problemas com a documentação.
A reversão da interdição da casa noturna dependerá da determinação da delegada regional, Magali Ignácio. A administração da casa deverá entrar com um pedido e caso a delegada julgue procedente pode mandar reabrir a boate no mesmo dia.

Concorrência desleal
O advogado da Space deve entrar com o pedido de desinterdição nesta segunda-feira, segundo o proprietário da casa noturna, Gerson da Silveira. O empresário entende que a interdição foi um constrangimento desnecessário e diz que o horário de funcionamento de até 5h torna a concorrência com outros clubes desleal.
– A noite de Balneário Camboriú é conhecida em em todo o Brasil e sofre muito em relação a horário. Deve haver um acordo entre as cidades, porque a concorrência se torna desleal entre os três clubes (Space, Green Valley, em Camboriú, e Warung, em Itajaí).
Em outras cidades da região, como é o caso de Camboriú, as casas noturnas podem ficar abertas até 7h. Silveira diz que vinha tentando um acordo com as autoridades competentes para que os horários sejam unificados.
O empresário reforçou que o clube nunca tinha descumprido o limite de fechamento, ao contrário do que informou a polícia, e se disse chateado com a medida. Mesmo assim, ele conta que não houve prejuízos em relação aos clientes da casa.

 

ASSUNTO: Força Nacional

VEÍCULO: Notícias do Dia 22.02

COLUNISTA HÉLIO COSTA

Força Nacional pra que?
Não havia necessidade da vinda da Força Nacional a Florianópolis para combater os ataques terroristas que há mais de vinte dias sacodem 36 cidades, onde foram incendiados 43 ônibus, 31 veículos particulares, oito viaturas, além de várias ações de danos ao patrimônio. Recebi inúmeras ligações de amigos que moram em outros estados questionando o que está correndo em Santa Catarina para a Força Nacional vir para cá. As polícias catarinenses (PM e PC) têm plenas condições de enfrentar o crime organizado. Tanto que as mais de 100 prisões, desde o início dos ações, foram executadas pelas duas polícias. A vinda da Força Nacional pode ser interpretada como um desprestígio à Polícia Militar. Pra que gastar tanto dinheiro em diárias com os 300 homens parados na Penitenciária de São Pedro de Alcântara. Já que eles vieram, então, seria mais interessante que fosse para as ruas escoltar ônibus.

 

ASSUNTO: Salário Tribunal de Contas

VEÍCULO: Correio Braziliense

Metade dos funcionários do TCDF ganhará 10 vezes mais que a média do DFQuestionado na Justiça pelo Ministério Público do DF, aumento nos salários de servidores do Tribunal de Contas pode render vencimentos de valor quase 10 vezes mais alto do que a renda média do brasiliense.

Se Brasília é considerada uma ilha da fantasia, a folha de pagamentos do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) pode reforçar esse título caso sejam tornados válidos os reajustes entre 42% e 65% previstos em lei aprovada pela Câmara Legislativa que encorpam os contracheques. 
Um servidor de nível básico, que ingressou na carreira com a exigência de simples conclusão da antiga 4ª série para funções de copeiro, motorista, ascensorista ou porteiro, poderá desfrutar de um salário de R$ 12.820,51, montante quase 10 vezes maior do que a renda mensal per capita média do habitante do Distrito Federal, de R$ 1.318,85, a mais elevada do país.

Mesmo dentro da unidade da Federação conhecida como o oásis nacional, o Tribunal de Contas do DF chama a atenção. Os vencimentos são discrepantes até para a realidade dos moradores do bairro mais nobre da capital federal. No Lago Sul, onde se encontram muitas residências luxuosas de Brasília, a renda média per capita, de R$ 5.756, 38, representa metade do que os servidores básicos do TCDF terão todo mês na conta bancária. 

 

ASSUNTO: Concursos públicos

VEÍCULO: Portal Globo.com

Concursos com inscrições abertas reúnem 29 mil vagas em todo o país

Os salários chegam a R$ 22.854,46 no TRT do Amapá e do Pará.
Cargos são de todos os níveis de escolaridade.

Pelo menos 85 concursos públicos em todo o país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (25) e reúnem 29.025 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 22.854,46 no Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (Pará e Amapá).

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva, ou seja, os aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

Os órgãos que abrem inscrições nesta segunda-feira (25) para 14.054 vagas são os seguintes: Câmara Municipal de São José de Ribamar (MA), Conselho Regional de Contabilidade do Amapá, governo do Paraná, Prefeitura de Erval Seco (RS), Prefeitura de Florânia (RN), Prefeitura de Maravilha (SC), Prefeitura de Munhoz (MG), Prefeitura de Piacatu (SP), Prefeitura de Sagres (SP) e Secretaria de Estado da Justica e Administração Penitenciária do Maranhão.

Link: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2013/02/concursos-com-inscricoes-abertas-reunem-29-mil-vagas-em-todo-o-pais.html