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Clipping do dia 4 de fevereiro

4.2.2013

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 04.02

 

ASSUNTO: Atentados em SC

VEÍCULO: Diário Catarinense

Reportagem especial

 

O princípio da ação e reação

Assim como ocorrido em 2012, quando denúncias de abuso da força em São Pedro de Alcântara teriam sido o estopim aos ataques, ações são retomadas após supostos maus-tratos

A veiculação de um vídeo mostrando a ação de agentes dentro do presídio regional de Joinville estabelece uma estranha coincidência nos atentados em Santa Catarina: mais uma vez, os ataques ocorrem logo após a denúncia de maus-tratos dentro do sistema penitenciário.
Em novembro do ano passado, as queixas contra o tratamento dispensado a presos em São Pedro de Alcântara chegaram a ser usadas até para explicar a execução da agente penitenciária Deise Alves, em 26 de outubro de 2012, morta por engano no lugar do marido, o então diretor da penitenciária, Carlos Alves. Logo depois, uma revista nas celas do mesmo presídio vazou na internet, mostrando um suposto abuso de força por parte dos servidores públicos. Agora, um vídeo divulgado com exclusividade pelo jornal A Notícia, do Grupo RBS, mostrou agentes disparando balas de borracha, bombas de efeito moral e gás de pimenta contra presos nus ou vestindo apenas cuecas. A gravação teria ocorrido no dia 18 de janeiro – 14 dias antes de os atentados chegarem pela primeira vez à cidade de Joinville, que passou incólume pelos ataques de novembro.
O Departamento de Administração Prisional (Deap) prometeu apuração rigorosa. Há um único acontecimento fora do script na comparação com 2012: o anúncio do afastamento dos envolvidos no episódio de Joinville. A medida atinge também o responsável pelo pente-fino realizado no presídio. O nome não foi revelado, mas o diretor do Deap, Leandro Lima, afirmou que ele aparece nas imagens divulgadas pela Justiça.
Nas agressões ocorridas no pátio um da unidade prisional estavam 14 agentes penitenciários. A corregedora da Secretaria de Justiça, delegada Carolini Vicente Campos, explicou que nem todos os funcionários cometeram excessos. A investigação vai identificar os responsáveis, afastá-los por 60 dias e instaurar um procedimento administrativo. O diretor do Deap acredita que 10 agentes penitenciários devem ser atingidos pela medida. O grupo também deve responder a um inquérito policial e futura ação penal.
Eles podem pertencer a qualquer unidade prisional de SC. São homens que fazem um treinamento especial para trabalhar em intervenções táticas. No momento em que uma operação é montada, são convocados. Pelos excessos, também serão chamados para prestar depoimento. Mas o histórico demonstra que não há garantia de punição.
O rito a ser seguido é o mesmo anunciado em novembro do ano passado, quando até o ouvidor nacional da Secretaria de Direitos Humanos esteve em Santa Catarina. Também é repetição das medidas adotadas em 2009, quando imagens de presos sendo espancados e tendo as cabeças enfiadas em privadas foram tornadas públicas. Nem mesmo este caso – que completará quatro anos – tem punição conhecida aos responsáveis.

 

Ataques se espalham por Santa Catarina

Se em novembro os atentados estavam concentrados na Grande Florianópolis, Litoral Norte e Vale do Itajaí, agora as ações criminosas passaram a atingir outras cidades, como as do Sul e do Oeste de SC

As ações são conhecidas: fogo em ônibus e atentados contra prédios da segurança pública, mas os locais dos ataques ganharam outros cenários. Se em 2012 eram mais concentradas principalmente na Grande Florianópolis, Litoral Norte e Vale do Itajaí, o que se percebe neste ano é a disseminação das ações criminosas para outros municípios, como Chapecó e Maracajá, no Sul de Santa Catarina, onde duas carretas foram incendiadas no último sábado, em um posto às margens da BR-101.
Outra cidade alvo de ataques, que não figurava entre as atingidas no ano passado, foi Joinville, Norte do Estado. Enquanto isso, a Grande Florianópolis ficou duas madrugadas sem registrar atentados. O ponto final na trégua veio com um ônibus da empresa Transol, da linha Monte Verde, atingido por um rojão no final da tarde de ontem.
A explicação que autoridades encontram para alteração da geografia dos ataques é o reforço da segurança no Litoral, principalmente na região da Capital.
– A minha impressão é que o aumento do policiamento dentro da Ilha e do Continente eliminou as condições que eram propícias. A quantidade grande de policiais nas ruas, principalmente no Norte da Ilha, inibiu esse tipo de ação. Daí se presume o deslocamento. A gente não constata nenhum outro motivo se não o aperto da fiscalização – esclareceu o delegado geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D’Ávila.
Só a Polícia Civil da Grande Florianópolis, com apoio do Serviço Aeropolicial, reforçou com quatro barreiras e cem homens a segurança em pontos estratégicos do Norte da Ilha, onde foram concentrados grande parte dos atentados no ano passado e por onde foram iniciados os ataques na Capital neste ano.
Outros policiais ficaram em viaturas, circulando em bairros vulneráveis. Também foram reforçadas as bases das delegacias do Sul, Centro, Lagoa da Conceição e Coqueiros.
O comandante da Polícia Militar no Estado, o coronel Nazareno Marcineiro, também acredita que o policiamento reforçado nas cidades atingidas em 2012 fez com que ocorressem atentados em outros pontos de SC. Para evitar novos episódios na região Norte, ele enviou a Joinville 20 policiais e quatro viaturas.
Quanto ao transporte coletivo, segundo informações de Ricardo Freitas, do Sintraturb, os ônibus vão seguir com horário especial hoje. A previsão é de que eles saiam das garagens às 6h30min e circulem no horário normal até as 19h30min, quando passarão a andar com escolta policial. Depois das 23h, os veículos retornarão às garagens das empresas, em Florianópolis.

 

REAÇÃO DO ESTADO

Uma morte e 17 pessoas presas

Desde quinta-feira, segurança foi reforçada nas principais cidades catarinenses e 67 suspeitos foram identificados

 

O endurecimento no combate aos ataques do Primeiro Grupo Catarinense (PGC) a ônibus em Santa Catarina resultou na morte de um suspeito na madrugada de domingo, em Joinville, Norte do Estado. Jean de Oliveira, 22 anos, acabou atingido na cabeça após troca de tiros com a polícia. De moto, eles teriam feito disparos para o alto e passado a seguir um policial que estava de carro.
A morte do suspeito foi a primeira relacionada à nova onda de atentados, que começou na quarta-feira. Surpreendida com a nova onda de ataques, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Santa Catarina fez da primeira noite uma espécie de blitz para estancar os ataques e já na segunda noite colocou em prática um plano para evitar novos atentados.
O Estado começou a se impor sobre a organização criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC) na quinta-feira, dia 31. Apontado como autor das duas ondas de violência em SC, em novembro de 2011 e agora, o PGC ficou sem ações na Grande Florianópolis nas noites de sexta-feira e de sábado – ontem foi registrado um ataque com um rojão a um ônibus da linha Monte Verde e tiros na base de Guarda Municipal de São José no Bairro Areias.
A ofensiva do Estado nesta leva de ataques resultou, além da morte do suspeito, na prisão de 17 pessoas, na identificação de 67 envolvidos e na apreensão de gasolina e produtos inflamáveis. Houve barreiras policiais nas cidades onde os ataques estão mais intensos, como Itajaí, Joinville e Florianópolis. Também foram tomadas medidas preventivas na Capital, com os ônibus deixando de circular após as 22 horas e transitando escoltados após as 20 horas.
Desde quinta-feira, a Polícia Militar reforçou as bases e postos policiais, fez operações de inteligência, colocou nas ruas mais policiais e veículos. O helicóptero Águia tem sido usado na escolta de ônibus.
Na sexta-feira, a Polícia Civil colocou em prática a Operação Colibri, considerada uma ação de guerra pela cúpula da instituição. Foram convocados todos os policiais, novos e experientes, distritais, de unidades especializadas e os da Operação Veraneio, agentes e delegados, inclusive os em férias, de folga e licença.
Delegacias se transformaram em bases, divididas por regiões. Cada uma com até três delegados chefiando equipes fortemente armadas fazendo barreiras móveis e fixas, ronda de perímetro e intensificando investigações.

 

ASSUNTO: Atentados em SC

VEÍCULO: A Notícia

Reportagem especial

 

ATENTADOS EM JOINVILLE

Duas madrugadas de tensão

De sexta à noite a domingo pela manhã, foram registrados 16 atentados na região de Joinville. O saldo foram ônibus incendiados, bases da PM atacadas e uma morte

A onda de atentados na região Norte começou já na sexta à noite. E continou no fim de semana com duas madrugadas de terror, marcadas por ataques a ônibus, carros e bases da Polícia Militar em Joinville, Araquari e São Francisco do Sul. A reportagem de “A Notícia” esteve nessas cidades durante os incidentes de sábado e acompanhou as ocorrências desde o início da noite de domingo. No sábado à noite, na unidade central do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville, a atenção era máxima. Lá, o primeiro alarme soou por volta das 20h50, quando o anúncio de um incêndio em um edifício, no bairro Atiradores, colocou todos em alerta. Por sorte, era um alarme falso.
Enquanto isso, a PM escoltava ônibus do transporte coletivo, que passaram a funcionar em horário de Madrugadão no fim de semana, com coletivos saindo dos terminais a cada meia hora, entre as 20 horas e as 6h30. A maioria dos usuários compreendeu a medida. Mas teve gente que reclamou. Como os ônibus dependiam da PM para deixar o terminal, aconteceram atrasos de até 20 minutos. Para amenizar os transtornos e orientar a população, fiscais de transportes da Seinfra atuavam no terminal.
Até então, a noite de sábado estava tão calma que a equipe de “AN” resolveu sair do QG montado na cantina da unidade central dos bombeiros. Por volta da meia-noite, as ruas estavam vazias. Nos terminais, muitas viaturas e poucos passageiros. Na avenida Santa Catarina, no Floresta, policiais à paisana, em carros com películas escuras, se posicionaram estrategicamente em estacionamentos, observando qualquer atitude suspeita. Outras viaturas faziam rondas ostensivas nas principais vias, em especial nas proximidades de bases da PM e de delegacias.

Primeiro confronto com suspeitos, primeira morte

 

Um suspeito foi morto e outro foi preso durante uma troca de tiros com a polícia na madrugada deste domingo em Joinville. A polícia desconfiava que o alvo da dupla poderia ser um policial militar que estava de folga. Foi a primeira morte registrada no Estado depois que a nova onda de atentados começou.
Segundo um policial que não quis se identificar, quatro suspeitos em duas motos andavam pelas ruas do Petrópolis. Desconfiado, ele informou a polícia, que constatou que um dos veículos estava com a placa clonada. O policial então começou a perseguir os suspeitos, que se separaram. Segundo a polícia, uma das duplas teria atirado para o alto na avenida Paulo Schroeder.
“Eles chegaram a fazer um sinal para mim, me chamando, e começaram a me seguir”, relata o policial. Outras viaturas da PM foram para o local, e como os suspeitos tivessem apontado armas para eles, houve troca de tiros na rua Copacabana, no Floresta.
Um dos suspeitos, Jean de Oliveira, de 22 anos, acabou sendo atingido por um tiro na cabeça e morreu. Conforme a PM, com ele foi encontrado um revólver. O outro suspeito, Jaison Cordeiro, de 22 anos, teve ferimentos leves com a queda e foi detido em flagrante.
Segundo a polícia, Jaison, que tem passagens pela polícia por roubo qualificado e tráfico, também estava armado, mas se livrou do revólver durante a perseguição. Jaison nega que estivesse armado e alega que o amigo também não possuía uma arma. Ele disse que não teve nenhuma participação nos últimos atentados realizados em Joinville e que teria sido vítima de um episódio de abuso policial.
A polícia afirma que há indícios de que eles possam ter tido participação em outros episódios, considerando que as características da moto e dos suspeitos batem com informações repassadas por testemunhas de atentados.

Polícia vai investigar ação de PMs

A Polícia Militar vai abrir um processo administrativo interno para investigar a morte de Jean de Oliveira, 22 anos. Segundo o comando, o procedimento é padrão neste tipo de situação.

Jean foi morto com um tiro na cabeça durante uma perseguição policial. Segundo a família, ele passou as últimas horas com os amigos mais próximos, cerca de oito, em uma festa na casa de um dos colegas, a poucos metros de casa, no bairro Boehmerwald. O pai, Simão Oliveira, 51 anos, estava presente. É ele quem conta que Jaison Cordeiro, preso horas depois durante a perseguição, também participava da festa.
O pai diz que voltou para casa por volta das 22 horas e Jean, perto das 23 horas, mas que logo depois o pai avistou Jaison o aguardando em frente à casa e o filho se despediu dizendo que “ia dar um rolê”. Os dois subiram na Titan 125 de Jean, comprada há cerca de três anos. Jean estava na direção. Às 8 horas, um amigo deu a notícia de que seu filho mais velho havia morrido.
Solteiro, estudou até a oitava série do ensino fundamental e fez curso de ferramenteiro no Senac três anos atrás. Desde julho de 2012, trabalhava como auxiliar de produção em uma empresa de Araquari. O enterro será hoje, às 16 horas, no Cemitério Nossa Senhora de Fátima.

 

ASSUNTO: Atentados em SC

VEÍCULO: O Sol Diário

EDITORIA: Geral

 

Prédio da prefeitura de Itajaí é alvo de tiros na madrugada deste sábado

De acordo com informações da PM, o atirador passou pelo local de carro

O prédio da prefeitura de Itajaí, localizado no Bairro Vila Operária, foi alvo de disparos de arma de fogo na madrugada deste sábado. Pouco antes das 3h, a Polícia Militar informou que pelo menos cinco tiros foram disparados contra o imóvel.
Os tiros atingiram e quebraram os vidros da prefeitura. O suspeito de ter atirado passou pelo local em um carro, conforme conseguiu apurar a PM. Até agora, ninguém foi detido.
Relembre os ataques mais recentes:
Em Camboriú, um Gol modelo 1988 foi furtado e posteriormente incendiado numa rua do Bairro Monte Alegre,por volta da 1h deste sábado. Dois jovens foram vistos fugindo após o incêndio, que deixou o carro completamente destruído.
Um caminhão foi queimado em Itajaí por volta das 21h de sexta-feira. O veículo estava estacionado em uma rua do Bairro Fazenda. Segundo testemunhas, duas pessoas teriam provocado o fogo. 

Primeiros ataques

Os ataques recomeçaram às 22h de quarta-feira, em Balneário Camboriú, também com um ônibus como alvo. Dois homens armados renderam o motorista, na Rua Dom Henrique, e atearam fogo ao veículo. Os bandidos usavam máscaras do filme Pânico. Um suspeito foi baleado, mas fugiu. O outro foi preso. 
Uma hora depois e um ônibus da empresa Rodovel foi incendiado no Bairro Bela Vista, em Gaspar. Vinte minutos depois, no Bairro Figueira, outro veículo foi alvo dos criminosos. 
Quase no mesmo horário, em Itajaí, um bar e mercearia localizado no Bairro Cordeiros, em Itajaí, também pode ter sido alvo. De acordo com testemunhas, garotos de bicicleta passaram pelo local na noite de quarta-feira, jogaram garrafas pet com gasolina e depois atearam fogo. 

 

ASSUNTO: Reajuste salarial

VEÍCULO: Diário Catarinense

COLUNISTA RAFAEL MARTINI

 

RACHA NA PC

Para quem pensava que 2013 poderia marcar a fusão dos sindicatos dos policiais civis, o ano começa bem diferente do previsto. Integrantes do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) afirmam que há um racha com a Associação dos Delegados de Polícia (Adepol). Eles acusam os delegados de largar na frente sem a união prometida com os agentes.

 

ASSUNTO: Recursos para prefeituras

VEÍCULO: Diário Catarinense

COLUNISTA CACAU MENEZES

 

Vem congestionamento!

Prefeitos de todo o Estado estão preparando a Marcha a Florianópolis. Vêm para, é claro, solicitar mais recursos do governo estadual e dos órgãos federais aqui instalados. Como serão dezenas de ônibus, porque junto vêm assessores, subassessores, assessores dos subassessores, etc e tal, pode-se esperar um congestionamento extra até o final do mês.
O engraçado, para não dizer trágico, é que em cada região existe uma Secretaria de Desenvolvimento Regional, que ostentam em suas placas de identificação o slogan “O governo perto de você”. Se o governo está perto deles, por que eles vêm pra cá?

 

ASSUNTO: Atentados em SC (e outros)

VEÍCULO: Diário Catarinense

COLUNISTA MOACIR PEREIRA

 

Resistências internas

Múltiplas são as implicações envolvendo esta nova onda de terror em Santa Catarina. Na área política há um bombardeio contra a deputada estadual Ada de Luca (PMDB), titular da Secretaria de Justiça e Cidadania. Fogo amigo do próprio governo pela fragilidade da secretária na comunicação. No auge dos atentados, participou de coletiva no QG da Polícia Militar. As perguntas feitas a Ada de Luca foram transferidas ao diretor do Departamento de Administração Prisional, Leandro Lima.
– Ela tossiu mais do que falou – resumiram os presentes.
Explicação: Ada retornava dos Estados Unidos, onde contraiu pesada gripe.
Antigas são as divergências entre o sistema prisional e o policial. As origens são conhecidas. Os presídios e as penitenciárias integraram no governo anterior a estrutura da Segurança Pública, comandada pelo deputado Ronaldo Benedet (PMDB). Foi toda ela partidarizada pelo PMDB. Ada e Leandro teriam adotado critérios técnicos no sistema, tornado autônomo com a criação da nova Secretaria de Justiça no atual governo. Agentes, gerentes e diretores acusados de corrupção e esquema com presos, foram demitidos. Só no ano passado, cinco agentes foram exonerados e presos. Em Chapecó, toda a força do PMDB, incluindo, a energia política dos deputados, foi empregada para impedir uma mudança no presídio. Sem sucesso.
Ada de Luca tem produzido desgaste político no governo. Mas a secretária está mantida, porque o governador Raimundo Colombo (PSD) continua apostando na política desenvolvida por ela de ressocialização com trabalho, que hoje envolve 6 mil presos.
Há, finalmente, um conflito aberto em Joinville. Ada representou no Conselho Nacional de Justiça por abuso de poder o juiz João Marcos Buch, o mesmo que autorizou a liberação das cenas que denunciaram violências no presídio.

 

ASSUNTO: Ronda policial

VEÍCULO: Diário Catarinense

EDITORIA: Geral

 

Acidente de carro deixa policial ferido

Um veículo da PM bateu contra um poste, às 1h30min de ontem, em Paulo Lopes. O carro estava em peseguição a uma motocicleta depois que os ocupantes não obedeceram a ordem de parar para mostrar documentação. Com dores no peito por causa do choque, o cabo (nome não foi divulgado) foi encaminhado ao posto de saúde. Os ocupantes da moto não foram identificados.

 

ASSUNTO: Campeonato Catarinense

VEÍCULO: Diário Catarinense

EDITORIA: Esporte

 

Estádio Renato Silveira é interditado por falta de segurança e jogo Guarani x Avaí é adiado

A juíza Cintia Werlang, da comarca de Palhoça, acatou pedido de liminar da promotora Cristina Costa da Luz Bertoncini e interditou o Estádio Renato Silveira, alegando falta de segurança. A decisão adiou a realização do jogo Guarani x Avaí, pela quinta rodada do Campeonato Catarinense.

A juíza fundamentou a sua decisão no fato de que o Renato Silveira ofereceria riscos aos torcedores por ter uma grande estrutura metálica em um local onde não há para-raios ou qualquer outra proteção contra descargas elétricas em meio a possíveis temporais de verão.
A juíza também destacou no processo que o Guarani encaminhou os laudos exigidos pelo Ministério Público com atraso considerável e passou a sediar os jogos do Campeonato Catarinense sem que tivesse finalizado as obras e obtido os alvarás necessários. Além disso, o laudo apresentado pelo Corpo de Bombeiros não atesta a segurança das obras de engenharia.

Juíza cita incêndio na boate Kiss

Para fundamentar a decisão, a juíza citou o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), onde mais de 230 pessoas morreram, como exemplo de tragédia ocorrida por falta de providências antecipadas.
Em reunião agendada com urgência, Sandro Barreto, advogado da Associação de Clubes de Santa Catarina, e Amaro Júnior, presidente do Guarani, até tentaram convencer o promotor de Justiça Aurélio Giacomelli da Silva e a juíza a rever a decisão e autorizar a realização da partida, mas não houve jeito.
– Acho que foi um grande equívoco, está tudo errado. Ao invés de nos chamarem para conversar e explicar, se trancaram em uma sala e fizeram o despacho. Se tivesse acontecido algo mais grave com a torcida, seria culpa deles – reclamou o advogado Sandro Barreto, alegando que a decisão da Justiça foi baseada em laudos antigos, já que o clube retirou as arquibancadas metálicas citadas na liminar há mais de 15 dias.
Enquanto a decisão final não saía, jogadores de Guarani e Avaí chegaram a entrar em campo para fazer aquecimento. Eles só deixaram o gramado por volta das 17h20min, quando souberam que, por meio de um comunicado oficial, Cintia Werlang reiterou a interdição do estádio.
A liminar de interdição do Renato Silveira vale até que o Guarani obtenha todas as licenças e alvarás de funcionamento do local, sob multa de R$ 50 mil por jogos realizados.

 

ASSUNTO: Concurso Segurança Pública

PORTAL GLOBO.COM

LINK: http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2013/02/mais-de-100-concursos-com-inscricoes-abertas-tem-147-mil-vagas.html

 

Mais de 100 concursos com inscrições abertas têm 14,7 mil vagas

Os salários chegam a R$ 22.911,74 no Tribunal de Contas do RS.

Cargos são de todos os níveis de escolaridade.

Pelo menos 101 concursos públicos em todo o país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (4) e reúnem 14,7 mil vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 22.911,74 no Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul.
Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva, ou seja, os aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.
Os órgãos que abrem inscrições para 1,7 mil vagas são os seguintes: Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, Ministério Público de Santa Catarina, Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, Prefeitura de Cláudia (MT), Prefeitura de Emilianópolis (SP), Prefeitura de Jaguaré (ES), Prefeitura de Piracicaba (SP), Prefeitura de Rolim de Moura (RO), Secretaria de Educação do Estado do Maranhão, Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia, Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Iguatu (CE), Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Nova Mutum, Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba, Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas).

 

RESUMO COLUNAS DE SÁBADO, 02.02:

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI

VEÍCULO: Diário Catarinense

PENITENCIÁRIA EMBARGADA

O desembargador Sérgio Paladino, vice-presidente do Tribunal de Justiça, manteve, ontem, a sentença da juíza da comarca de Imaruí que suspende a licença da Fatma e impede o início das obras da penitenciária no município, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. A ação de uma ONG alega que o terreno abriga área de preservação permanente, portanto, não pode ser considerado de utilidade pública.

PEDE PRA SAIR

Santa Catarina não vive uma crise de segurança pública. A crise é específica no sistema prisional. Mas quem paga a conta são todos os cidadãos. O Estado virou refém de facções criminosas que se utilizam de táticas de guerrilha para disseminar o terror. A dúvida é se a onda de atentados decorre da falência do modelo ou é problema de gestão. Em qualquer uma das alternativas, mudanças deveriam ter sido feitas desde a explosão da série anterior no início de novembro. Pouco ou nada se viu desde então.
Na entrevista coletiva de ontem à tarde, no gabinete de gestão da crise na PM, a secretária de Justiça e Cidadania, Ada de Luca, mais uma vez entrou muda e saiu calada. Sua presença só foi percebida pela forte tosse que a acometeu, provavelmente decorrência do excesso de cigarros. Sua gestão à frente da pasta é questionável. As obras das penitenciárias estão atrasadas. O São Lucas não sai do papel há dois anos.
E, agora, os catarinenses enfrentam, atônitos, a segunda onda de violência. Incompreensível tamanho apego ao cargo.

 

COLUNISTA CACAU MENEZES

VEÍCULO: Diário Catarinense

Ataques

Essa nova onda de ataques contra quartéis, delegacias e ônibus demonstra que o serviço de inteligência das polícias Militar e Civil não funcionou. Os ataques começaram de surpresa.
Outro fator negativo é a reação da segurança pública somente 72 horas depois de iniciada a ação dos bandidos. O relógio dos responsáveis pela segurança está atrasado?

 

COLUNISTA MOACIR PEREIRA

VEÍCULO: Diário Catarinense

O povo refém dos criminosos

Fatos graves, que atentam contra todos os cidadãos e a ordem pública, estão se registrando neste início de ano em Santa Catarina. A reedição dos atentados criminosos contra o sistema de transporte coletivo e, mais grave, ainda, a audácia da bandidagem atingindo até unidades policiais, ultrapassou todos os limites. Inimaginável que o Estado esteja vivendo com esta situação de tanta intranquilidade.
Que as autoridades da segurança tenham sido surpreendidas pela violência contra os ônibus no início de novembro do ano passado é até compreensível. Afinal, foi a primeira vez que esta barbárie praticada em São Paulo atingiu o território catarinense.
Inaceitável, porém, é que estas práticas odiosas se repitam 80 dias depois, sem que medidas preventivas tivessem sido adotadas com rigor pelas autoridades. Começou há três dias, em Balneário Camboriu. Não se teve notícia de reação fulminante e eficaz da segurança para identificar os culpados e aplicar-lhes exemplar punição. Contendo com rapidez e eficiência a repetição dos crimes.
Qualquer noção de direito penal identificará logo as razões da escolha do local dos delitos. Balneário Camboriú tem uma das praias de maior visibilidade em Santa Catarina e concentra a mais heterogênea população do Sul do Brasil.
Igualmente grave é registrar uma nova investida de bandidos na Capital outra vez, decretando a vulnerabilidade do sistema preventivo e trazendo mais terror à população.
Onde anda, afinal, a inteligência policial para cumprir sua missão, dando um basta definitivo neste cenário caótico?
Falta autoridade. E, enquanto ela não for restabelecida, o povo continuará refém da criminalidade.

Analistas

Sindicato dos Analistas da Secretaria de Estado da Administração lançou nota de protesto contra o arrocho salarial decretado pelo governo e o não pagamento do reajuste anual previsto na lei estadual. Sustenta que a atual gestão implantou “a política do não”.

 

RESUMO COLUNAS DE DOMINGO, 03.02:

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI

VEÍCULO: Diário Catarinense

Plano de Resposta

Por conta da série de atentados em novembro, a Polícia Militar montou um plano de resposta aos ataques criminosos. Duas simulações virtuais foram realizadas a partir desta sala de situação, a central de guerra instalada no comando-geral da PM. O terceiro treinamento, que seria uma operação nas ruas, foi atropelado pela vida real.
A diferença em relação à crise de novembro passado é que 600 PMs que estavam no curso de formação puderam ser utilizados imediatamente na Capital. Agora, eles foram distribuídos pelo Estado, provocando um rombo no reforço. Somente de escoltas, por exemplo, eram 600 por dia. Nesta nova onda, o número foi drasticamente reduzido.

PERGUNTAR NÃO OFENDE

Diante da notória falta de efetivo da PM para o policiamento ostensivo, quando é que vão colocar o Exército nas ruas?

BULLYING NA FAB

Uma comunicação interna distribuída esta semana na Base Aérea de Florianópolis “orienta” os familiares dos praças e sargentos para não frequentarem a mesma praia dos oficiais, que fica dentro da base da FAB, no Sul da Ilha.

 

COLUNISTA MOACIR PEREIRA

VEÍCULO: Diário Catarinense

Preso 96 vezes, e continua solto

A nova onda de terror que volta a provocar intranquilidade na população revela outra fragilidade fora da segurança pública. A estrutura prisional continua vulnerável. De dentro das prisões, a bandidagem manda ordens para queimar ônibus, incendiar repartições públicas e, máxima audácia, atentar até contra unidades policiais.

Nesta investida ousada, desafiando as autoridades e todo o poder público, chama a atenção uma espantosa informação. Em seus arquivos, a Polícia Militar tem o registro de 96 prisões contra um mesmo criminoso do Norte da Ilha.
O comandante da Capital, coronel Araújo Gomes, já falou de casos escabrosos de bandidos que são presos 15, 20 e até 36 vezes. São soltos e voltam a delinquir. Flagrados, identificam os militares pelos nomes. Presos, debocham dos policiais militares, avisando que no dia seguinte estarão soltos. Sucessivamente.
Agora, preso 96 vezes e continua livre, convenhamos, é demais!
Medidas urgentes são indispensáveis para mudar este cenário calamitoso. A primeira depende dos parlamentares. A legislação precisa ser atualizada para proteger mais o cidadão que trabalha e punir os criminosos de forma exemplar.
Indispensável, também, um trabalho integrado entre a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Ministério Público estadual e o Poder Judiciário.
Alguns promotores e juízes costumam decidir sobre prisões dentro de gabinetes confortáveis, restritos a uma legislação irreal ou dando interpretações teóricas, muitas vezes distantes dos dramas diários da população. Magistrados e membros do Ministério Público são parte da sociedade e, como tal, cumpririam suas missões com mais eficácia se, sensíveis às suas realidades, tomassem suas decisões.
Ou as mudanças ou o risco de mais insegurança pública.