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Clipping do dia 26 de novembro

26.11.2013

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 26 DE NOVEMBRO

 

COLUNISTA PAULO ALCEU – Notícias do Dia de 22.11

Dinheiro

Saiu a programação de pagamento dos salários de novembro e a segunda parcela do 13º do funcionalismo público estadual. Será injetado na economia do Estado R$ 1,8 bilhão. É o que representa o salário de 138 mil servidores ativos e inativos.

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

BEM NA FOTO

Na solenidade de promoção de policiais militares e conclusão do curso de sargentos, o agora terceiro-sargento PM Marcelo de Souza era só alegria para o registro da família.

Fronteira segura

Policiais rodoviários federais (PRFs), policiais federais e funcionários da Receita Federal em SC fazem mobilização amanhã em Dionísio Cerqueira, fronteira com a Argentina. O manifesto é pelo fim da morosidade na regulamentação da Indenização de Fronteira. O país conta com pouco mais de 1,5 mil homens da PRF, PF e analistas da Receita trabalhando diuturnamente na fiscalização de 16,8 mil quilômetros de fronteiras. Em Santa Catarina, são apenas 40 agentes da Polícia Rodoviária para a região.

 

ASSUNTO: Contas do Governo

VEÍCULO: Diário Catarinense

CARTAS NA MESA: Proposta tenta reduzir repasses

Projeto do deputado petista Jailson Lima, que deve ser apresentada hoje na Assembleia, diminui percentuais dos poderes e cria fundo estadual para que recursos sejam investidos em investimentos e custeio para hospitais e processos relacionados à Saúde. Parlamentar apresentou sugestão ao governo do Estado, mas Executivo preferiu não se manifestar no momento
O debate sobre os repasses aos poderes deve chegar à Assembleia Legislativa hoje e se concretizar na forma de um projeto de lei. Voltar aos percentuais que estavam previstos em 2011 é a proposta que o deputado estadual Jailson Lima (PT) promete apresentar. A redução, se aprovada, representará R$ 329 milhões a mais nos cofres do poder mais interessado na mudança, o Executivo. Sofreriam a redução a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça, o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público.
Apesar disso, o Estado não teria livre manuseio desse dinheiro. Tudo o que for economizado comporia, na proposta do deputado, um fundo especial que só poderia ser utilizado na Saúde. Pelo projeto de lei será o Fundo Especial de Atenção a Hospitais de Santa Catarina, o FEAHSC.– O que recebem de dinheiro esses órgãos é uma brincadeira. E com esses recursos você salva os hospitais catarinenses – diz Lima, defendendo a redução que passaria a valer já em 2014 se for aprovada neste ano.
O parlamentar destacou os dois principais pontos da proposta: dar suporte financeiro aos hospitais filantrópicos de Santa Catarina e criar uma câmara técnica de profissionais para atender à demanda de processos judiciais que envolvem a Secretaria da Saúde. Os repasses às instituições poderiam ser utilizados tanto em investimento como em custeio, para compensar a defasagem da tabela paga pelo SUS, que hoje remunera abaixo do custo de atendimento.
Deputado discutiu tema com governo
A proposta foi prevista inicialmente para ser apresentada amanhã, mas o deputado disse que antecipará a data. Em relação aos próximos aumentos das demandas dos poderes, a ideia seria reajustar os repasses de acordo com a inflação ano a ano.
A mudança, no entanto, ainda precisa percorrer todo o caminho de discussão nas comissões, ser aprovada por seus membros, ir a plenário e ser aprovada por todos os deputados. Além de não ter aprovação garantida, a proposta pode sofrer alterações em seu texto durante a tramitação.
A assessoria do governo do Estado disse que não comentaria a iniciativa neste momento, já que partiria apenas do deputado. Durante a elaboração do texto que será apresentado hoje na Assembleia, o deputado discutiu em três oportunidades a questão com o Executivo. Informou sua intenção de apresentar uma proposta sobre o tema ao governador Raimundo Colombo (PSD) um dia antes de ele viajar em missão internacional à Rússia.
Também discutiu o assunto com o secretário da Casa Civil, Nelson Serpa (PSD), responsável pela articulação junto aos poderes. E ontem apresentou os detalhes finais do texto ao vice-governador do Estado, Eduardo Pinho Moreira (PMDB).
Pinho Moreira também não quis comentar a proposta, que disse ter acabado receber. Ele afirmou que vai estudar os principais pontos da iniciativa antes de comentá-la.
– Eu faço enquanto cidadão catarinense que vê um monte de gente morrendo em porta de hospital – respondeu o deputado petista à pergunta sobre se o projeto significava uma aproximação de seu partido ao do governo estadual.
Disse que esse seria o único motivo para a iniciativa. E aproveitou para alfinetar colegas do Legislativo:
– Não tem nenhum deputado da bancada dele que ousasse enfrentar os poderes. Essa é a realidade. Principalmente o Ministério Público; todo mundo treme.

CARTAS NA MESA: “É preciso conversar sobre isso sem dúvida”

Presidente do TCE-SC diz que deve haver discussão sobre o assunto, mas que não se pode fazer cortes sem antes analisar a situação e as projeções de investimento de cada órgão.

DC – O senhor considera a possibilidade de rediscutir os repasses?
Salomão Ribas Júnior – Fica sempre uma impressão generalizada de uma má alocação de recursos no orçamento. É preciso que as coisas fiquem bem esclarecidas: daí a minha defesa de uma discussão. Se ao final dessa discussão ficar evidenciado que parte desses recursos podem sofrer, por um período, um redutor ou uma retenção e distribuição, eu sou favorável. Mas isso se não houver prejuízo e o repasse puder ser aumentado se ocorrer um aumento de despesa no futuro. O que não pode é sair cortando sem olhar a projeção da despesa, a projeção dos investimentos e do trabalho de cada órgão.

DC – Então o senhor não é contra uma possível redução?
Ribas – Tem que existir uma discussão. Essa é uma matéria relevante sobre todos os aspectos. Acho que é preciso conversar sobre isso sem dúvida nenhuma.

DC – Os percentuais são vinculados à arrecadação do Estado, que vem crescendo anualmente. As necessidades financeiras do TCE crescem na mesma velocidade?
Ribas – Não. E não é só o TCE. Nós todos estamos hoje amarrados, no melhor sentido da palavra, pelos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal no que diz respeito à despesa de pessoal. Evidente que você não vai gastar dinheiro sem ter os cuidados necessários com o que é preciso fazer. Não vamos voltar na época da fonte luminosa: gastar porque o dinheiro está sobrando. Isso não é possível.

DC – Então é justo que o repasse aumente sempre sem a real necessidade desse aumento?
Ribas – Não é uma questão de justiça ou de injustiça, mas de má técnica de elaboração orçamentária. Isso tem que ser olhado na hora de fazer o orçamento. Quem faz o orçamento é o Executivo.

DC – Há um consenso que a população paga mais em impostos do que recebe em serviços públicos, como educação e saúde. Existe a possibilidade de os poderes fazerem um esforço conjunto para aumentar os investimentos?
Ribas – Isso passa necessariamente por três mudanças substanciais que nós temos que fazer. A primeira proposta necessária é a reforma política. Depois tem que ser rediscutidas as competências, o que é da União, dos Estados e dos municípios. E a terceira necessária é a reforma tributária.

DC – Como o TCE pode ajudar a melhorar os serviços aos cidadãos? Assumindo algum tipo de investimento, por exemplo?
Ribas – O TCE não participa do processo de elaboração orçamentária. Se ele pudesse opinar previamente sobre alguma questões, tenho certeza que o processo seguiria outros padrões.

 

O que dizem os poderes

– Ao longo da semana, o DC vai publicar uma série de entrevistas com os chefes de cada órgão, mostrando os diversos pontos de vista sobre o assunto.

– Amanhã será a vez do presidente da Assembleia Legislativa, Joares Ponticelli (PP), se manifestar sobre o assunto.

– Na quarta-feira, quem opina é o Tribunal de Justiça.

– O Ministério Público falou sobre o tema na edição de ontem. Confira o que o Procurador-Geral diz sobre o assunto:

– O Procurador-Geral do Ministério Público, Lio Marcos Marin, defende que as necessidades financeiras da instituição são superiores ao crescimento da arrecadação do governo. Apesar disso, ele ressalta que o órgão estaria disposto a negociar a porcentagem que recebe do Executivo caso os outros poderes também “se sacrificassem”.

 

 

ASSUNTO: TRÁFICO NO SUL

VEÍCULO: Diário Catarinense

Quadrilha é desmontada

A Polícia Civil de Sombrio cumpriu ontem 12 mandados de prisão na operação “Vai que é tua, Taffarel”, que combate o tráfico de drogas na região Sul do Estado. Segundo o delegado responsável, Luis Otávio Pohlmann, uma pessoa foi presa em flagrante, sete preventivamente e um adolescente foi apreendido pela manhã, em Balneário Gaivota e Santa Rosa do Sul.
À tarde, três mulheres foram detidas em Araranguá. Os presos foram encaminhados para o Presídio Regional de Araranguá e o jovem será liberado. Os policias apreenderam 60 pedras de crack, pequena quantidade de maconha e R$ 1,3 mil em dinheiro. Ainda devem ser cumpridos outros seis mandados de prisão de pessoas que estão foragidas.
Pohlmann explica que os mandados cumpridos foram resultado de uma longa investigação e contou com o apoio das polícias de Araranguá, Palhoça e Santa Rosa do Sul.
Taffarel Silvestri, preso na última sexta-feira, motivou o nome da operação. Ele seria, segundo o delegado, o principal fornecedor de drogas da região.
– Ele era visto como um fornecedor de drogas aos demais traficantes de Sombrio, Balneário Gaivota, Santa Rosa e Araranguá. Taffarel era o elo dessa droga aqui no município. Ele fazia a distribuição para os demais traficantes – explicou o delegado.
Depois da apreensão, Pohlmann acrescentou que o número de mulheres envolvidas no tráfico têm crescido muito, assim como a participação de famílias inteiras.
O DC não teve acesso aos advogados dos envolvidos até o fechamento desta edição. Parte dos suspeitos não quis falar com a reportagem. Alguns apenas negaram participação.

 

ASSUNTO: ATENTADOS EM SC

VEÍCULO: Diário Catarinense

Ministério Público pede a condenação de 83 indiciados

Alegações finais foram entregues por promotor à Justiça e advogados dos réus terão 15 dias para se manifestar

O Ministério Público pediu a condenação de 83 dos 98 réus acusados dos atentados em Santa Catarina e de integrar a facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC), autora dos ataques.
Titular da 7a Promotoria Criminal de Blumenau, o promotor Flávio Duarte de Souza,entregou as alegações finais à Justiça, contendo 586 folhas, na última sexta-feira.
Os 83 réus são acusados pelos crimes de quadrilha armada e associação para o tráfico. A ré Simone Saturnino, mulher de um dos líderes do PGC, é acusada também por porte ilegal de arma.
Entre os 83 réus estão todos os líderes do primeiro e segundo ministérios do PGC, além dos disciplinas (que eliminam desavenças da facção) e os sintonias (que repassam informações do comando aos executores).
O promotor Flávio de Souza não pediu a condenação de duas rés. Uma delas é a advogada Fernanda Fleck Freitas, anteriormente acusada de fazer parte da facção. Conforme o promotor, não havia provas suficientes. Ela continua respondendo ao processo da morte da agente penitenciária Deise Alves. De acordo com o MP, Fernanda foi a mensageira da ordem para matar a agente.
Outros 13 réus ainda poderão ser condenados. O MP explica que, como se trata de mulheres que tiveram filhos e de foragidos, o prazo para as alegações finais para eles foi estendido e os processos continuam.
Os advogados dos réus terão 15 dias para entregar suas alegações finais. O processo então segue para a juíza da 3a Vara Criminal de Blumenau, Jussara Schittler dos Santos Wandscheer. A partir de 10 de dezembro, a magistrada poderá julgar procedente ou não a denúncia, e até parcialmente procedente.
O Judiciário tem recesso de 20 de dezembro a 6 de janeiro. Caso a juíza aceite a condenação, e se não houver recursos, os réus passam a cumprir pena. Muitos estão presos, como a liderança da facção, detida na Penitenciária Federal de Mossoró (RN).

 

ASSUNTO: Sistema prisional

VEÍCULO: Portal da Alesc

Ada de Luca fala do projeto de humanização no sistema prisional catarinense

Uma pesquisa recente do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), vinculado ao Ministério da Justiça, apontou Santa Catarina como o estado que mais emprega detentos no país. Segundo a Secretaria de Justiça e Cidadania, dos 15.473 apenados alocados em cela, 7.742 exercem atividade laboral, o que representa 47%.

Para falar do sucesso deste projeto de humanização implantado no estado, a deputada licenciada Ada Lili Faraco de Luca (PMDB), atual secretária de Justiça e Cidadania, concedeu entrevista na tarde desta segunda-feira aos veículos de comunicação da Assembleia Legislativa.  “Com um sistema humanizado, temos a cidadania respeitada”, resume Ada.

Segundo a deputada, quando assumiu a secretaria em 2011, havia apenas 20 convênios para oferta de trabalho aos detentos. “Hoje são mais de 200 convênios”, contabiliza Ada. Grandes empresas catarinenses, como Intelbras, Fischer, Mormaii, Aurora, Berlanda, Hering e Tyson mantêm convênio com o Estado para oficinas de trabalho dentro das unidades prisionais.

“Só dentro do presídio de São Pedro de Alcântara são fabricados 140 mil telefones por mês. Os presos se orgulham de ter um crachá de trabalho, dizendo que nunca haviam passado por essa experiência”.  Os detentos ainda confeccionam os uniformes e calçados do sistema prisional do estado.

Além de muitos presos ganharem um salário mínimo pelo trabalho realizado, a cada três dias de serviço eles têm um dia de remissão na pena. “Já temos casos de presos que saíram do presídio e estão empregados. Isso é ressocialização. Temos de aproximar esses detentos de suas famílias. Aquele pensamento de que o presídio é um depósito de gente deve ficar no passado”, avalia Ada de Luca.

 

ASSUNTO: Contas do Governo

VEÍCULO: Notícias do Dia

Projeto economiza R$ 147 mi

O deputado estadual Jailson Lima (PT) vai protocolar até quarta-feira o projeto de lei que reduz o valor e modifica o cálculo de repasse de dinheiro para o orçamento dos poderes de Santa Catarina, o chamado duodécimo. Segundo o petista, a proposta é alterar o modelo, hoje vinculado a percentuais entre 1,66% e 9,31% da receita líquida do Estado, para um padrão com reajustes anuais de acordo com a inflação. A medida pode economizar R$ 147,5 milhões.

Lima lembra que, nos últimos três anos, a receita cresceu 13% e não há justificativa para ampliar os percentuais de repasse aos órgãos, como ocorre desde 2011, se permanecem as mesmas despesas. “Se continuar como está e um dia for descoberto petróleo em Santa Catarina, todos os poderes vão ter o direito de receber bem mais, ao invés de aplicar em melhoria para o cidadão”, supôs o deputado estadual.

A proposta de Lima é resgatar o valor bruto dos duodécimos de 2012, estipulados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, desvinculado de percentuais da receita. O aumento anual seguiria o IPCA (Índice de Preços do Consumidor Amplo), que baliza os reajustes salariais dos trabalhadores.

A elevação nos percentuais de 2012 para 2013 gerou crescimento de R$ 320 milhões nos duodécimos. “Esse diferencial poderia ser aplicado todos os anos em um fundo de assistência à saúde para hospitais filantrópicos, em cidades com até 50 mil habitantes, ou que ofereçam tratamento oncológico e para dependentes químicos”, sugeriu Jailson Lima.

Pequeno apoio parlamentar

A proposta tem poucos aliados na Assembleia Legislativa. Até mesmo a oposição se divide, enquanto a situação, maioria na Casa, considera a ideia incoerente. Carlos Chiodini, líder do PMDB , entende que, como o valor já está fixado, é preciso avaliar se os custos dos órgãos permitem a redução. Maurício Eskudlark (PSD ) classificou o projeto como “utopia”. O parlamentar garante que não há desperdícios. “Se está sobrando é devolvido, como fazemos na Assembleia. Se não devolvem é porque está sendo utilizado de alguma forma”, assegurou.

Amauri Soares (PSOL ) concorda com a diminuição do duodécimo. “O Estado arrecada para dar retorno à sociedade com saúde, educação e segurança. Não pode gastar um percentual tão alto com os poderes”, salientou.

Proposta semelhante à do Rio Grande do Sul

Na proposta de retomar a quantia repassada aos poderes ao patamar de 2012, o valor ainda é considerado alto, com base na comparação com o dinheiro destinado por outros Estados. Na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, por exemplo, em 2012, o repasse foi de R$ 354,21 milhões, para uma estrutura com 55 parlamentares. Em Santa Catarina, na Assembleia com 40 deputados, o total destinado foi de R$ 420 milhões.

O Estado vizinho adota método semelhante ao proposto pelo deputado Jailson Lima (PT ) para o pagamento de duodécimos aos poderes, desde 2009. O limite do repasse não é vinculado à receita do Estado. As dotações têm base no valor orçado no ano anterior, corrigidos por um reajuste de 8,5% para pessoal e cargos e 4,5% para outras despesas correntes e investimentos.

No total, o valor destinado à Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça, Ministério Público e Udesc representa quase 22% da receita líquida do Estado.

 

ASSUNTO: Violência

VEÍCULO: Notícias do Dia

Impunidade acentua a dor

Garrafas de bebidas alcoólicas, um relógio e R$ 384. Foi o quanto custou a vida do comerciante Antônio Schutz, 41, vítima de latrocínio no início do mês em Governador Celso Ramos, distante 49 km de Florianópolis. Depois de levar o que queria um adolescente de 16 anos, atirou para matar.

Sem o marido, Fabíola, 31, mãe de um menino de oito anos, tenta tocar a vida. “Se já era difícil com ele, agora é muito mais complicado”, lamenta com a voz embargada pela dor da perda recente. O latrocínio ocorreu na noite de sete de novembro.

Para a viúva, o assaltante deveria responder ao processo como adulto. “Só quero que ele pague pelo que fez com a minha família. Se esse garoto teve consciência para puxar o gatilho, se com 16 anos já pode votar, por que não pode ser responsabilizado por seus crimes?”, questiona.

De acordo com o diretor do Dease (Departamento de Administração Socioeducativa), ligado a Secretaria de Justiça e Cidadania, Roberto Augusto Carvalho Lajus, o índice de menores envolvidos em homicídios no Estado é preocupante.

“Até maio deste ano, 63 adolescentes infratores receberam punição. No ano passado, foi o tráfico de drogas quem puxou o índice da criminalidade juvenil: 152 garotos apreendidos por venda de drogas.

Lajus diz que traficantes adultos adotam garotos por causa da imputabilidade. Por isso, ele compartilha o debate sobre a redução da idade penal, porém faz uma ressalva: a simples diminuição poderá gerar uma maior superlotação nas cadeias, pois a redução da maioridade não garante o fim do aliciamento de adolescentes no narcotráfico. E pode gerar outra situação ainda mais preocupante: “a inserção de crianças de 10 a 12 anos nessa prática ilícita”.

PM sente falta do São Lucas, Federal sugere novo ECA

O comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Nazareno Marcineiro, afirma que a missão dele é prender. Particularmente, o oficial é a favor da redução da idade penal, e comenta que é cada vez maior o número de adolescentes em crimes. Marcineiro ressalta que depois da demolição do Instituto São Lucas, em 2011, a Grande Florianópolis ficou sem local adequado para cumprimento de medidas socioeducativas. Consequentemente,a incidência de crimes aumentou na região.

Para o delegado da Polícia Federal Ildo Rosa, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) foi criado no século passado, em 1990, e precisa ser readequado. Na opinião dele, não é o critério biológico que vai levar o infrator para a cadeia, mas o grau de discernimento. Ildo sugere que o adolescente infrator seja submetido à análise de uma comissão multidisciplinar formada por psicólogo, psiquiatra, assistente social e até pela polícia. “Se for constatado que ele tem consciência do ato fez, deve ser punido”, diz.

Na opinião do delegado da DP de Homicídios de Florianópolis, Ênio de Oliveira Matos, se a redução passar no Congresso Nacional, seria mais uma lei, entre tantas outras não cumpridas no país. Matos conta que em 2012 ocorreram 61 homicídios em Florianópolis, com a participação de 70 suspeitos. “Deste total, 21% dos envolvidos eram adolescentes”. Para o delegado, a única maneira de o governo reduzir a violência é investir na educação e na estrutura familiar.

Senado debate redução para casos hediondos

O assunto ganhou força nacional e deve ser debatido no Senado Federal até o fim do ano. A PE C (Proposta de Emenda Constitucional) do senador paulista Aloysio Nunes Ferreira (PSDB ), permite que adolescentes maiores de 16 anos e menores de 18 sejam julgados como adultos, conforme a gravidade do caso. A proposta já recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça, e atrai a atenção da bancada catarinense, que em sua maioria é favorável à redução da maioridade penal.

Pela proposta em análise, a redução será aplicada apenas para tortura, terrorismo, tráfico de drogas e outros crimes hediondos ou para casos de reincidência em lesão corporal ou roubo qualificado.

O relator da proposta na Câmara de Constituição e Justiça, senador Ricardo (PMDB ) explicou que nesses casos a redução da maioridade terá de obedecer a alguns critérios. Segundo o relator, que considerou a proposta de Aloysio Nunes “meio termo” entre as outras cinco em discussão na casa, o pedido para que adolescente responda criminalmente como adulto terá de partir de área especializada em infância e adolescência do Ministério Público. A decisão também caberá a juízes especializados no assunto.

Ferraço concorda com os argumentos de que são necessárias outras medidas para diminuir a violência praticada por menores. E qualificou como temerárias algumas propostas apresentadas que reduziam a maioridade para 14 e, até mesmo, 13 anos.

De acordo com a proposta em análise no Senado, ao examinar o pedido de julgamento de um menor pelos novos critérios, por parte do Ministério Público, o magistrado terá de levar em conta a capacidade de compreensão do jovem infrator sobre o caráter criminoso de sua conduta, conforme laudo técnico.

A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 33/2012 prevê que jovens entre 16 e 18 anos, se condenados, começarão a cumprir pena em estabelecimento distinto daquele destinado aos maiores de 18 anos.

O prazo para a contagem da prescrição do crime fica suspenso até que a decisão sobre a imputabilidade penal seja julgada em última instância. O deputado federal Edinho Bez de Oliveira (PMDB ) avalia que são necessárias várias outras medidas para diminuir a criminalidade entre crianças e adolescentes. “Os argumentos contra apontam que diminuir a maioridade penal não vai reduzir a violência. Claro que não, mas é um item importante; segurança pública significa várias iniciativas, inclusive políticas públicas”, diz.

Se apenas 20% do total de adolescentes infratores fossem apreendidos no Estado, não existiria local para acomodá-los. Santa Catarina oferece apenas 86 vagas. Dessas, 55 são disponibilizadas para cumprimento de medidas socioeducativas. O restante acolhe infratores provisórios.

O diretor do Dease, Roberto Augusto Carvalho Lajus, garantiu que a partir de março de 2013, com a inauguração do Centro de Atendimento Socioeducativo da Grande Florianópolis, serão oferecidas mais 90 vagas. O prédio está sendo construído no local em que funcionava o São Lucas, demolido pelo governo em dezembro de 2011. Havia denúncia de condições insalubres, maus tratos contra os adolescentes e o não cumprimento das determinações de melhorias, ferindo o artigo 5º do Estatuto da Criança e do Adolescente.

 

ASSUNTO: Assaltante baleado

VEÍCULO: Notícias do Dia

Tiroteio em Biguaçu: Assaltante reage à prisão e morre baleado pela PM

Policiais de plantão no 7º BPM (Batalhão da Polícia Militar), de São José, mataram suspeito de assaltos na Grande Florianópolis, ontem. A operação foi por volta das 15h, na rua Alexandre Sérgio Godinho, em Biguaçu, município vizinho.

De acordo com policiais do batalhão, André Mendes Rodrigues, 30, já tinha várias passagens pela polícia e reagiu ao receber voz de prisão, com mandado expedido pela Vara Criminal de São José.

Rodrigues teria atirado primeiro contra os policiais, com um revólver calibre 38. Em seguida, ele foi atingido com um tiro de fuzil, no peito e morreu no local.

O suspeito estava em um apartamento, onde foram encontrados ainda um carro roubado, documentos de outros automóveis, carteiras de habilitação falsificadas e perucas usadas como disfarce em assaltos. O tiroteio quebrou a rotina pacata da rua Alexandre Sérgio

Godinho na tarde de domingo, e, enquanto não foi recolhido pelo IML (Instituto Médico Legal) de Florianópolis, o corpo do assaltante foi motivo de curiosidade dos moradores, inclusive crianças.

Internamente, o caso será apurado por IPM (Inquérito Policial Militar). A morte de Rodrigues também será investigada pela Delegacia da Polícia Civil de Biguaçu, a partir desta segunda-feira. A arma usada pelo assaltante também foi apreendida. A investigação deve apontar, também, quem são os comparsas dele em assaltos na Grande Florianópolis.

 

ASSUNTO: Guarda Municipal

VEÍCULO: Notícias do Dia

Agentes fazem estágio com a PM

Nesta semana, os 120 agentes da Guarda Municipal de São José estão fazendo estágio com a Polícia Militar, para aprender a operar o sistema de registro de ocorrência de trânsito. Esta é a fase final do treinamento que irá permitir aos guardas municipais atender a acidentes de trânsito sem vítima. A parceria é resultado do convênio entre prefeitura e governo do Estado, como parte do Plano Integrado de Segurança Pública, lançado pela administração municipal.

Segundo a comandante da Guarda Municipal de São José, Priscila Godinho, até a primeira quinzena de dezembro os agentes da Guarda já devem estar realizando o atendimento nas ruas de São José. “Nosso objetivo é prestar um bom serviço à população, fazendo o atendimento de acidentes sem vítimas e liberando as viaturas da Polícia Militar para o trabalho operacional”, explica a comandante. Para poder atuar no trânsito, os guardas municipais fizeram o Curso de Atendimento a Acidentes de Trânsito Sem vítimas. A partir da capacitação, realizada no 7º Batalhão da Polícia Militar em parceria com a Polícia Civil, os agentes estão aptos a fazer o primeiro atendimento no local do acidente e registrar a ocorrência de trânsito.

Os guardas municipais receberam o certificado de conclusão do curso em uma cerimônia no Cati (Centro de Atenção à Terceira Idade). A comandante Priscila Godinho diz que cerca de 80% das ocorrências que a Guarda Municipal já atende estão relacionadas ao trânsito, mas faltava aos agentes a capacitação para o primeiro encaminhamento: “A Guarda Municipal está  otimizando o serviço de trânsito e isso facilita para todos”, afirma. A prefeita Adeliana Dal Pont afirma que um dos seus compromissos era unir as polícias Militar, Civil e a Guarda Municipal para melhorar a segurança pública. “Só quem vai ganhar é a população de São José”, declara.