Área do associado

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Clipping do dia 11 de junho

11.6.2013

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 11.06

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

Pressão psicológica

Durante a assembleia dos motoristas e cobradores que decidiu pela greve, domingo à noite, Ricardo Freitas, assessor especial do Sintraturb, foi categórico:
– Levante o braço quem for contra (a greve)… para apanhar.
Ninguém se manifestou.
Em seguida, pediu para se manifestar quem fosse favorável. A imagem fala o resto.
Depois, ele garantiu que foi em tom de brincadeira. Acredite se quiser…

ALIÁS

Até quando Florianópolis será refém do sindicalismo profissional, rançoso e que age à revelia da ordem e da Justiça?

FÉRIAS FORÇADAS

A Corregedoria da Polícia Civil acaba de decidir pela suspensão de 36 dias do delegado José Antônio Peixoto, acusado de tentar extorquir US$ 2 milhões do empresário e cônsul honorário do Marrocos em Santa Catarina, Bassan George Necola Narina, em 2008.
Ou seja, Peixoto vai ficar um mês e seis dias sem salário, mas não perdeu o cargo. Ele atua na região de Itajaí. Na esfera criminal, o delegado foi condenado a dois anos e oito meses de prisão, mas a pena foi convertida em tratamento psicológico.

 

COLUNISTA MOACIR PEREIRA – Diário Catarinense

A greve, o povo e a baderna

A greve ensina a literatura política é o último recurso dos trabalhadores para exigência aos empresários de melhores salários e condições de trabalho.
Em Florianópolis, em várias cidades de Santa Catarina e do Brasil, por irresponsabilidade política e culpa exclusiva de parlamentares omissos que não regulamentaram o direito até hoje, a greve em setores públicos essenciais – virou um atentado contra o povo. Afinal, os maiores prejudicados são sempre os cidadãos de bem. Pior: as pessoas e famílias mais humildes, que ficam sem alternativa. Direitos sagrados que são negados, cláusulas pétreas revogadas, como o de ir e vir, o de locomoção e de transporte.
São, segundo a prefeitura, mais de 240 mil passageiros massacrados por mais esta greve irresponsável. Querem saber o que acontece com mais esta paralisação que transformou a população em refém dos motoristas? Ouçam os diretores dos hospitais. Cirurgias canceladas, consultas transferidas, exames suspensos, pacientes sem profissionais para o banho diário…e por aí vai. Uma desumanidade. Falem com as milhares de mães que dependem da sagrada faxina para alimentarem seus filhos.
Conversem com os pequenos empresários que perderam receita das vendas e terão que recolher os impostos e os salários dos empregados no fim do mês.
O cenário dos transtornos vivido pela esmagadora maioria da população que trabalha, que precisa de saúde, de educação e de lazer.
Muito pior: como ocorreu em outras greves, o Tribunal do Trabalho toma uma decisão, o Sintraturb ignora, não paga as multas impostas e fica tudo assim mesmo. Agora, afrontou ostensivamente o Tribunal Regional do Trbalho (TRT).
E nada vai acontecer. Isto não é democracia. É baderna! A greve em setores públicos essenciais virou um atentado contra a população.

Sem acordo

Eduardo Pinho Moreira revela agora que há mais de um mês, quando esteve em Brasilia, propôs ao deputado Mauro Mariani três opções para eleição do novo presidente do diretório do PMDB: 1) Adiamento da convenção; 2) Deputado Rogério Mendonça, o segundo mais votado: 3) Senador Luiz Henrique da Silveira. Moreira garante que Mariani não aceitou nem Luiz Henrique. “Agora é a disputa”, diz confiante.

 

COLUNISTA MARIO MOTTA – Hora de Santa Catarina

Guarda Mirim de Florianópolis é apresentada à comunidade

Na semana que passou, a Secretaria de Segurança e Defesa do Cidadão de Florianópolis reuniu autoridades e participantes, no auditório da Guarda Municipal, para a apresentação do Programa Piloto Guarda Mirim. A cerimônia, que contou com a participação de 60 alunos e professores, serviu para apresentar as diretrizes do programa, que acontecerá uma vez por semana, no Centro de Educação Complementar da Tapera. A comunidade escolhida vê com bons olhos a iniciativa por parte da Secretaria de Segurança e Defesa do Cidadão.

 

ASSUNTO: Greve transporte público

VEÍCULO: Diário Catarinense

SEM ACORDO, GREVE É MANTIDA

Sindicato das empresas e o dos empregados não chegam a acordo e Grande Florianópolis continua sem transporte coletivo. Primeiro dia foi marcado por grandes congestionamentos, ultimato da Justiça trabalhista e tensão na mesa de negociações
A notícia não é das melhores para os usuários do transporte coletivo da Grande Florianópolis. Quem depende de ônibus terá mais um dia de transtornos pela frente porque fracassou a primeira tentativa de negociação entre empresas e sindicato dos trabalhadores para por fim à greve que começou ontem.
Num dia marcado pela tensão decorrente da falta de ônibus e de as alternativas de transportes serem insuficientes – as vans não chegam a suprir 10% da demanda dos ônibus –, houve pouco avanço no caminho de uma solução para o impasse.
Nas ruas, antes mesmo de o sol sair, o trânsito já se anunciava caótico. Às 6h15min, a Via Expressa estava congestionada. Filas se formaram pelas principais vias de acesso a Florianópolis. Foi assim durante quase toda a manhã e no fim do dia.
À tarde, a tensão passou para os gabinetes. Às 15h, o prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Junior, entregou ao Ministério Público do Trabalho (MPT) relatórios da fiscalização que mostravam que a cota mínima de atendimento à população determinada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) havia sido desrespeitada – na sexta-feira, o tribunal determinou 100% da frota nos horários de pico (das 5h30min às 8h e das 17h30min às 20h) e 50% das 11h30min às 14h.
Novas negociações marcadas para hoje
Duas horas depois, em uma mesma sala, estavam os representantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte Urbano da Grande Florianópolis (Sintraturb) e do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano da Grande Florianópolis (Setuf). E lá, não houve avanços.
A proposta de reposição da inflação imediatamente (7,16%) retroativa a maio parecia para garantir a frota mínima. Mas a negociação não evoluiu. Hoje à tarde haverá nova tentativa de acordo entre os sindicatos na Justiça do Trabalho.

JUSTIÇA É DESAFIADA

A frase comum no meio jurídico de que decisão judicial se cumpre não se aplica ao sindicato dos motoristas e cobradores (Sintraturb) de Florianópolis. Em greve desde ontem, o sindicato resolveu desafiar e Justiça e decidiu por unanimidade, em assembleia, não respeitar a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que estabelece frota mínima para atender usuários da Grande Florianópolis. O procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) Alexandre Freitas promete reagir com rigor.
Ele afirmou que em caso de descumprimento da determinação vai aplicar a multa de R$ 100 mil por dia e deverá pedir a penhora de bens das empresas de ônibus e dos sindicatos de trabalhadores e dos empresários (Setuf).
O desembargador Gilmar Cavalieri declarou que não poderia antecipar a decisão sobre o pedido de Freitas, mas disse que a tendência “é aceitar”. As multas aplicadas desde 2009 aos sindicatos chegam a R$ 1,05 milhão e ainda não foram pagas. Para Cavalieri, se a penhora dos bens fosse pedida anteriormente, as discussões sobre greves seriam mais ágeis.
A frota mínima era uma das principais preocupações do desembargador. Cavalieri cobrou compromisso dos sindicatos. Conseguiu o comprometimento do Setuf, mas não do Sintraturb, que avisou que decidiria em assembleia, algo ilegal de acordo com o magistrado.
O sindicato dos trabalhadores tentou justificar o descumprimento da decisão com o argumento de que seria difícil organizar a escala de funcionários. Acrescentou que os motoristas e cobradores precisariam passar o dia nos terminais.

AUMENTO DESVINCULADO

Prefeito Cesar Souza Junior destacou que não aceitará vinculação do reajuste dos trabalhadores ao aumento da tarifa no transporte coletivo e cobrou posicionamento das empresas, que são as responsáveis por manter sistema em operação A prefeitura de Florianópolis endureceu o discurso e deixou claro ao Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo de Florianópolis (Sintraturb) que não aceitará a vinculação do reajuste dos trabalhadores ao aumento da tarifa.
Em coletiva na manhã de ontem, o prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Junior (PSD), disse não ser favorável à greve.
– A cidade não vai ser refém desse sindicalismo selvagem. O patamar que eles querem de negociação elevará a tarifa para mais de R$ 3 e isso não acontecerá. O aumento de tarifa motivou 14 paralisações em 10 anos. O serviço de transporte coletivo é ruim – avaliou o prefeito.
Cesar Souza Junior solicitou, em reunião na tarde de ontem, ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) o cumprimento da decisão que prevê frota mínima para atendimento da população – 100% da frota deve circular nas ruas nos horários de pico das 5h30min às 8h e das 17h30min às 20h; 50% dos veículos devem atender os passageiros das 11h às 14h.
Prefeitura cobra solução do Setuf
O prefeito disse ainda que o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano (Setuf) será notificado novamente e caso não seja cumprida a decisão poderá ser multado pelo Executivo. O valor não foi determinado. No levantamento apresentado pela prefeitura foi constatado que os ônibus estavam disponíveis, no entanto, não havia motoristas e cobradores para que os mesmos saíssem das garagens.
– Cabe as empresas manter o sistema operando. Se não cumprirem, vamos multar – argumentou o prefeito.
Cesar Souza Junior explicou que a licitação do transporte público, planejada para este ano, vai mudar as regras do sistema de transporte coletivo. Atualmente, o contrato prevê remuneração por quilômetro.
O prefeito lembrou que o governo federal está cortando impostos para o setor de transporte coletivo e que cálculos serão feitos para saber se não compensarão um eventual reajuste nos salários de motoristas e cobradores.
– Se as contas mostrarem um desequilíbrio, a compensação deve ser feita via aumento do subsídio pago às empresas e não com aumento na tarifa – adiantou.

 

ASSUNTO: Morte de sargento

VEÍCULO: Diário Catarinense

BRIGA FATAL: Menor é apreendido por morte de policial

Um adolescente de 16 anos foi apreendido ontem, suspeito de participar da morte do sargento da Polícia Militar Rodoviária Paulo Roberto Cláudio, 49. O garoto era procurado desde domingo, quando uma briga na Servidão João dos Santos Raupp, na Costeira do Pirajubaé, em Florianópolis, acabou com a morte do sargento e deixou mais duas pessoas feridas por facadas. A polícia investiga o crime para entender a morte do policial, que teria levado a facada na casa do próprio agressor. O pai do adolescente também é procurado.

 

ASSUNTO: Sistema prisional

VEÍCULO: A Notícia

Líder de facção criminosa ganha saída temporária e não retorna à cadeia

Polícia busca informações e pistas sobre destino de Kiko Medalha.

Líder de facção criminosa, o assaltante Mario Antonio Laurindo, o Kiko Medalha, está foragido da Justiça catarinense. O criminoso, considerado pela polícia e autoridades do sistema prisional como sendo de alta periculosidade, aproveitou saída temporária de sete dias e não retornou à cadeia.

Kiko Medalha estava no regime semi aberto no Presídio Regional de Tubarão, no Sul do Estado. A autorização foi dada pela Comarca local e previa saída entre os dias 29 de maio a 5 de junho. Como não retornou, automaticamente passou a ser considerado procurado pelas polícias.

Na decisão judicial consta que teve direito à saída porque apresentava bom comportamento carcerário. Policiais civis foram alertados da presença do criminoso em Florianópolis, na área Continental.
Os antecedentes criminais dele são por latrocínio (roubo seguido de morte) e assaltos. Em 2011, foi um dos 40 presos transferidos para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) em presídios federais por envolvimento com o Primeiro Grupo Catarinense (PGC) e suspeita de liderar rebelião no sistema prisional.

O diretor da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Akira Sato, confirmou a informação que Kiko Medalha não retornou à cadeia e destacou a importância de denúncias da população que possam ajudar a polícia a prendê-lo. As informações podem ser dadas ao disque-denúncia da Polícia Civil (181).

De acordo com documentos judiciais que o DC teve acesso, Kiko Medalha é membro atuante responsável pela disciplina e batismos para o PGC, fazendo parte do conselho e um dos principais articuladores das ideologias da facção criminosa. Além disso, liderou motim em 2005 na Penitenciária de São Pedro de Alcântara.

 

ASSUNTO: Segurança

VEÍCULO: A Notícia

Pressão de entidades por mais segurança

Polícia, Prefeitura e empresários de Joinville reforçam apelo ao governador

Os empresários de Joinville devem buscar no governo do Estado as respostas para o que chamaram ontem à noite de crescente volume de roubos, furtos e assaltos em Joinville. “Já fizemos um convite ao governador para que venha a Joinville falar sobre segurança. As entidades estão unidas e vamos ao governo do Estado reclamar medidas de segurança pública”, disse o presidente da Acij, Mario Cezar de Aguiar, durante o debate que reuniu o comandante do 8º Batalhão da PM, Eduardo do Valles; o delegado regional da Polícia Civil, Dirceu Silveira Júnior; o secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Civil, Francisco José da Silva; e o diretor da Penitenciária Industrial de Joinville, Richard Harisson Chagas dos Santos. Cerca de 70 empresários participaram do encontro. Segundo o presidente da Acij, os associados e a comunidade têm relatado com frequência o crescente volume de furtos e assaltos. “A segurança pública tem sido um assunto recorrente na Acij”.
Uma das frases mais repetidas no encontro foi dita ao microfone pelo comandante do 8º BPM. “Estamos enxugando gelo”, disse Valles, ao lembrar que a PM de Joinville fez 1,7 mil prisões no ano passado, mas menos de 30% ficaram presos. “A impressão que dá é de que ele, o bandido, pensa que não será punido”, reforçou.
O delegado regional da Polícia Civil lembrou algumas ações que estão previstas para 2013, como a criação de uma delegacia na área central, a separação do atendimento às mulheres das crianças e adolescentes e a implantação de uma sala de situação, onde será instalado o equipamento que vai monitorar o Centro com cem novas câmeras de vigilância, anunciadas há duas semanas pelo governo.
O secretário municipal de Segurança Pública disse que é preciso unir mais forças para reivindicar dos governos estadual e federal. “Não podemos ficar em gabinetes. Temos de ouvir a comunidade. A secretaria tem de agir para buscar investimentos que Joinville merece”, disse após apresentar os números de câmeras de vigilância que estão operando em Florianópolis (280). “Na maior cidade do Estado, não pode haver só 40 como é hoje.”
O diretor da penitenciária lembrou que há um papel importante da sociedade para evitar a reincidência no crime. “Perguntem aos empresários que já têm investimentos lá na penitenciária e eles lhes dirão como há cases de sucesso nessa área”, disse.