Área do associado

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Clipping do dia 10 de outubro

10.10.2013

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 10 DE OUTUBRO

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

Direitos Humanos

Um dado está chamando a atenção dos membros da Comissão Estadual da Verdade, que examina violações de direitos humanos ocorridas por motivação política entre 1946 e 1988 em Santa Catarina: nos depoimentos das vítimas, há unanimidade quanto à correta atuação da Polícia Militar catarinense. Na época, enquanto sofriam truculência nas detenções e interrogatórios por parte dos efetivos do Exército e da Marinha, ao chegar às repartições da PM o tratamento era respeitoso.

Memorando

Ao ler a nota Falta diálogo no Visor de domingo, o secretário de Segurança, César Grubba, recortou o jornal e enviou ao comandante da PM, coronel Marcineiro, com o seguinte recado: “ O que houve?”
O texto fala sobre o sistema de videomonitoramento inteligente instalado nas pontes há dois anos, mas que ainda não funciona.

 

COLUNISTA MOACIR PEREIRA – Blog no ClicRBS 08.10.2013

A Acors e o projeto dos bombeiros militares

Nota da Associação dos Oficiais da Policia Militar sobre a tramitação do projeto que dá poder de policia aos bombeiros militares:

“A previsão é que o PL 65.7/2013, que versa sobre as normas e requisitos mínimos para a prevenção e segurança contra incêndio e pânico em Santa Catarina e confere aos Bombeiros Militares o Poder de Polícia Administrativa, dê um passo adiante nesta quarta-feira, na Assembleia Legislativa. Como entidade representativa dos Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar em Santa Catarina, a ACORS espera, otimista, que a consolidação deste processo não seja novamente adiada, em detrimento da segurança da sociedade catarinense.

A ocorrência registrada agora em setembro, em São Francisco do Sul, na empresa Global Logística e Transportes, chegou a ter repercussão internacional. Felizmente, ao contrário da tragédia do início do ano, em Santa Maria, desta vez não houve vítima fatal. Os danos pessoais, materiais e ambientais, no entanto, foram consideráveis, o que nos leva, mais uma vez, a contabilizar o prejuízo, quando o correto seria prevenir o acidente.

Passado o pior, não podemos nos furtar de questionar e amadurecer com o ocorrido. Será que a referida empresa tinha autorização do Corpo de Bombeiros Voluntários de São Francisco do Sul ou do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina para funcionar? Será que outras empresas não estão em situação irregular, oferecendo riscos até mais sérios para a sociedade? Isso teria acontecido caso os parlamentares já tivessem, conforme publicamente anunciado, aprovado sem emendas o PL 65.7/2013?

Há 15 anos o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina tenta aprovar a Lei que regulamenta seu Poder de Polícia Administrativa, porém até agora nada foi concretizado. A Assembleia Legislativa, sufocada de um lado pela pressão dos empresários que não querem investir em segurança, e de outro pela necessidade de garantir segurança ao cidadão, age em câmera lenta, cerceando a eficiência de quem não poderá se abster de arriscar a própria vida em caso de sinistro. Afinal, está no Juramento dos Militares “dedicar-se à segurança da comunidade mesmo com o risco da própria vida”.

Sem a coercibilidade do Poder de Polícia, por mais que os Bombeiros constatem que uma edificação não oferece condições adequadas de segurança, ela continuará em funcionamento, pois o Corpo de Bombeiros Militar não tem as ferramentas administrativas para forçar sua adequação. É notório que a prevenção exige investimentos muito menores do que a recuperação de um imóvel exposto ao fogo – considerando-se apenas os prejuízos materiais – mas ainda assim a resistência prevalece.

Nesta esteira, cabe questionar: quanto uma empresa do porte da sinistrada em São Francisco do Sul gastaria para executar os sistemas preventivos necessários, envolvendo hidráulico preventivo, sistema de proteção contra descargas atmosféricas, sistema de alarme e iluminação de emergência? Pelo que se sabe, ali havia apenas extintores. O fato é que o investimento não passaria de uma parcela ínfima do que o poder público dispendeu no atendimento à referida ocorrência. Isso sem contabilizar os danos aos moradores, impelidos a deixar suas casas, se ausentar do trabalho, perder aulas e, por conta da fumaça tóxica, comprometer a própria saúde.

A ACORS é solidária a cada vítima, e assim como seus associados, Oficiais do Corpo de Bombeiros Militar, tem confiança de que os parlamentares darão uma resposta à altura da segurança que a sociedade catarinense merece.

Cel PM RR Fred Harry Schauffert
Presidente da Associação de Oficiais Militares de Santa Catarina – ACORS

 

COLUNISTA MOACIR PEREIRA – Diário Catarinense

Joinville salvou bombeiros voluntários

A representação política de Joinville garantiu a sobrevivência e o futuro dos bombeiros voluntários em Santa Catarina. O projeto de lei enviado pelo Executivo, dando poder de polícia aos Bombeiros Militares na prática liquidaria com as corporações voluntárias, segundo os dirigentes de várias associações e denúncia forte do prefeito de Joinville, Udo Döhler (PMDB).
A primeira reação surgiu do deputado estadual Darci de Matos (PSD), que apresentou emenda, permitindo que as notificações e vistorias fossem prerrogativas dos municípios – autorizando que delegassem a fiscalização aos bombeiros voluntários onde eles tivessem unidades funcionando.
SC conta hoje com bombeiros voluntários em 30 cidades, atendendo a 67 municípios. A unidade de Joinville é considerada modelo no Brasil. Mereceu várias reportagens em redes nacionais de TV, incluindo um relato elogioso do programa Fantástico, da Rede Globo.
A emenda de Darci de Matos ganhou corpo e provocou um amplo debate sobre o projeto governamental. As federações empresariais se reuniram e emitiram nota de apoio ao parlamentar. Pediram até a retirada do projeto, temendo maior intervenção do Estado na economia e na vida da população.
Udo Döhler mobilizou os bombeiros e lideranças joinvilenses, marcando forte presença durante o impasse na votação da matéria. Depois de longas discussões, os líderes chegaram a um consenso, com emenda negociada.
– Tirar o poder do município e transferi-lo para o Estado é uma violência contra a população. Impedir o voluntariado é um ato truculento. Hoje fecham os bombeiros, amanhã liquidam até as Apaes – fulminou o prefeito.

Mais mulheres

Os deputados Edison Andrino (PMDB) e Mauricio Eskudlark (PSD) vão apresentar emenda à legislação estadual para eliminar a cotas para mulheres nos concursos da Policia Militar. A PM tinha mil vagas e não conseguiu preencher as 940 reservadas aos homens. Sobraram 258. E 211 mulheres ficaram fora. porque ultrapassaram as cotas.

 

COLUNISTA ROBERTO AZEVEDO – Notícias do Dia

 

COLUNISTA CARLOS DAMIÃO – Notícias do Dia

 

ASSUNTO: Soltura de presos

VEÍCULO: Diário Catarinense

SOLUÇÃO À VISTA: Estado evitará soltura de presos

Risco de libertação de detentos por causa da superlotação do sistema penitenciário obrigou adoção de novas medidas

Um remanejamento regional envolvendo Judiciário e sistema prisional promete evitar a soltura de presos por causa da superlotação. A medida será possível porque detentos de Florianópolis que estão no regime fechado e já têm o direito ao semiaberto serão transferidos para a Colônia Penal Agrícola de Palhoça.
A medida foi traçada na tarde de ontem em reunião no Tribunal de Justiça de Santa Catarina. O juiz corregedor Alexandre Takaschima, que havia exposto ao DC o risco de libertar detentos por causa da superlotação nas cadeias, disse que o momento é histórico pela sensibilização do Estado e dos juízes com a situação.
A abertura de vagas anunciada acabou trazendo à tona uma irregularidade: detentos que estão no regime fechado e têm o direito ao semiaberto continuam sem ter a progressão feita por falta de vagas na Capital. Esses detentos agora serão recebidos na Colônia Penal Agrícola de Palhoça.
Segundo o diretor do Departamento Estadual de Administração Prisional, Leandro Lima, o remanejamento envolverá o complexo da Agronômica e a Penitenciária de São Pedro de Alcântara, no sentido de viabilizar vagas para presos provisórios – aqueles autuados em flagrante pela polícia. No encontro, o Estado ainda se comprometeu a fazer a construção emergencial da nova central de triagem para 404 detentos provisórios da Grande Florianópolis. A unidade custará R$ 15 milhões e substituirá o atual Cadeião do Estreito, alvo de pedido de desativação parcial pelo Ministério Público no começo da semana. Até lá, haverá a limitação de 80 detentos na cadeia. Cerca de 50 excedentes serão transferidos nos próximos dias.
Governo estadual diz não ter desistido da prisão em Imaruí
A Casa Civil informou ontem, via assessoria, que o governo estadual ainda não desistiu de construir o complexo penitenciário em Imaruí, no Sul do Estado. Embora as pendências judiciais relativas à construção tenham sido superadas a favor do Estado na briga com a prefeitura, que recusa a obra, existem questões administrativas que precisam ser resolvidas e ainda estão em análise na Procuradoria Geral do Estado (PGE).
Isso faz com que seja protelado o prazo dado pelo governador Raimundo Colombo na semana passada de que uma definição sobre o futuro da prisão seria tomada assim que ele tivesse acesso a um relatório técnico em desenvolvimento. Esse estudo, segundo a Casa Civil, ainda não está pronto porque depende da análise da PGE sobre os impasses administrativos em torno de Imaruí.
A pendência administrativa a que o Estado se refere é justamente a concessão do alvará municipal que autoriza a construção. O documento foi cancelado pelo atual prefeito Manoel Viana (PT), que é contra a instalação do complexo prisional na cidade.
– Ainda estamos aguardando a sensibilização do prefeito de Imaruí em conceder o alvará para a obra – disse o secretário-adjunto da Justiça e Cidadania, Sady Beck Júnior.

 

ASSUNTO: Poder de polícia

VEÍCULO: Diário Catarinense

SOB PRESSÃO: Assembleia aprova poder de polícia aos bombeiros

Texto do projeto foi negociado no início da tarde, antes da votação, numa reunião entre lideranças

Como previsto, o projeto que concede poder de polícia aos bombeiros foi aprovado na Assembleia Legislativa (AL) ontem. Os 24 deputados estaduais que votaram sim também determinaram que os bombeiros voluntários ficarão com a responsabilidade exclusiva de fiscalizar estabelecimentos e eventos nas 30 cidades em que estão presentes.
Mas a aprovação não significa que houve consenso sobre o assunto. Tanto que às 14h uma reunião foi marcada na sala da presidência da casa. A convocação ocorreu por causa de uma emenda do deputado Reno Caramori (PP) que permitia que as 30 cidades com voluntários bombeiros firmassem convênio com entidades.
Durante as discussões na reunião, o deputado Amauri Soares (PSOL) disse que até Chico Xavier é uma entidade. O vice-presidente da AL, Romildo Titon (PMDB), vociferou contra a emenda. Afirmou que era ridículo o que estava sendo feito e desmoralizava o parlamento porque a questão iria passar para o prédio vizinho – em referência a uma eventual discussão de constitucionalidade no Tribunal de Justiça. Ambos lideraram a ala que considera poder de polícia uma exclusividade do Estado.
Não demorou para que conseguissem derrubar a proposta de Caramori. Mas não significava o final da divergência. Ainda haviam três teses dividindo os deputados: os que defendiam a rejeição completa do projeto; os que desejam que somente os militares tivessem poder de polícia; e os que defendiam exclusividade de atuação dos voluntários nas 30 cidades em que eles estão presentes.
A última tese foi vencedora e assim foi encaminhada para o plenário. Havia ainda um problema regimental e para resolvê-lo o deputado Marcos Vieira (PSBD) foi chamado. A saída indicada por ele incluiu uma emenda de plenário. Desta forma, as três comissões por onde o projeto precisava passar se reuniram e depois o projeto seguiu para a Comissão de Constituição e Justiça para ser votada.
O encontro conjunto das comissões também foi na sala da presidência e o cuidado com que foi discutido o texto mostra o tamanho das divergências. Várias versões vinham dos redatores da AL e todas eram rejeitadas por uma das partes. Até um “s” no final da palavra bombeiro foi tema de debate. Foi preciso muita saliva para uma versão final que seguiu para votação que teve o resultado já esperado.

Falta de acordo nas corporações

O comandante dos bombeiros militares de SC, coronel Marcos de Oliveira, disse que a decisão da Assembleia Legislativa em aprovar o projeto de lei que concede poder de polícia aos bombeiros foi muito positiva e era aguardada há pelo menos 15 anos pela organização. Mas o resultado não foi completamente bem recebido pelos militares. A aprovação da emenda do deputado estadual Darci de Matos (PSD), que estende o direito aos voluntários, desagradou o coronel:
– Essa é uma medida gritantemente inconstitucional. Os voluntários fazem parte de uma organização privada que, a princípio, não pode ter poder administrativo da polícia.
Cerca de 120 bombeiros voluntários de Joinville se mobilizaram até a Capital para acompanhar a votação. Para Moacir Thomazi, presidente do Corpo de Bombeiros Voluntários de Joinville, a luta não era para adquirir poder policial, mas para garantir a continuidade dos trabalhos.

 

ASSUNTO: Poder de polícia

VEÍCULO: Portal da Alesc

PL sobre poder de polícia aos bombeiros passa na Comissão de Segurança Pública com emenda

A Comissão de Segurança Pública aprovou por maioria o PL65/2013, com emenda substitutiva global do deputado Reno Caramori (PP). O novo texto dispõe sobre o convênio de municípios com “órgão ou entidade” para o serviço de bombeiro. Antes, o texto aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) trazia apenas o termo órgão, que não contemplaria a corporação voluntária, que é entidade privada. A nova emenda fez com que o texto voltasse para a CCJ, que se reuniu às 14 horas, após nova reunião de líderes sobre o projeto.

Apesar da aprovação por maioria, o debate foi acalorado na Comissão de Segurança Pública entre oposição e base governista. O deputado Sargento Soares (PSOL) pediu “vistas em Mesa” e apresentou relatório contrário às emendas, que foi acolhido e rejeitado.

“Esta Casa deixa de ser apenas carimbadora dos projetos do governo. Agora estamos piorando estes projetos”, criticou Soares, que afirmou ainda que mesmo com 31 deputados, o Executivo vê seus projetos “serem distorcidos pela base”. O socialista ainda afirmou que não é contra o trabalho desenvolvido pelos bombeiros voluntários, mas teme pela possível fiscalização mais branda pela corporação. “Quem financia o fiscal dificilmente será fiscalizado por ele”.

Reno Caramori justificou a emenda dizendo que o Parlamento não pode deixar brechas para a ilegalidade na matéria.  “Veio do governo com algumas falhas e precisamos complementá-lo. Este é o dever de nós deputados”.

A líder do Partido dos Trabalhadores, Ana Paula Lima, esbravejou que mais uma vez o governo descumpriu um acordo. “Este não é o texto aprovado na CCJ após o acordo firmado para que bombeiros militares e voluntários tenham papel de polícia e trabalhem em favor da população catarinense”. Ana Paula diz que é contra o termo “entidade” por ser muito abrangente, possibilitando outras organizações, além dos bombeiros voluntários, a exercerem poder de polícia na fiscalização de estabelecimentos.

Darci de Matos (PSD) defendeu que a falta de bombeiros militares no interior de Santa Catarina é devido à questão da arrecadação nas fiscalizações. “Não queria tocar neste ponto aqui, mas o bombeiro militar cobra R$ 0,47 por metro quadrado vistoriado. Acho que este é o grande ponto de discussão neste projeto”, disparou.

O pessedista ainda criticou o montante de R$ 180 milhões investidos na corporação militar pelo estado, ao passo que foram repassados para os bombeiros comunitários R$ 2 milhões em 2012. “Agora o repasse vai subir para R$ 5 milhões. Mesmo assim é muita diferença”.

O PL 65/2013 trata dos requisitos mínimos para segurança contra incêndio em casas de shows e versa sobre o poder de polícia aos bombeiros.

Parlamento tem dia de debates intensos sobre o PL dos bombeiros

A quarta-feira (9) na Assembleia Legislativa de Santa Catarina foi marcada por intensos debates entorno do Projeto de Lei (PL)65/2013, que dispõe sobre normas de prevenção e segurança contra incêndio e dá poder de polícia aos bombeiros. Novamente, a exemplo do que ocorreu na votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Bombeiros, no ano passado, bombeiros militares e voluntários estavam em lados opostos.

Após a reunião da Comissão de Segurança Pública, encerrada no começo desta tarde, os líderes das bancadas partidárias se reuniram no Gabinete da Presidência para buscar um consenso sobre a matéria. Por quase duas horas, discutiram a melhor maneira de atender os pedidos das duas partes.

Os bombeiros voluntários, em especial de Joinville, maior cidade do estado, defendiam que o projeto recebesse emenda que permitisse aos municípios delegar aos bombeiros voluntários o poder de polícia que o texto original do PL 65/2013 concedia aos militares. A reivindicação trouxe voluntários de várias cidades do estado, em especial de Joinville, Araquari e Jaraguá do Sul, ao Parlamento. O prefeito de Joinville, Udo Döhler (PMDB), foi o principal porta-voz dessa reivindicação. “Essa emenda preserva o poder de polícia dos municípios e atende aos anseios da população”, afirmou o prefeito.

Já os bombeiros militares entendiam que a emenda proposta pelos voluntários feria as Constituições Federal e Estadual. “É inconstitucional [a emenda]. O poder de política é um poder indelegável a um ente privado. O PL 65/13 é uma aspiração antiga da corporação, é uma boa legislação, mas não concordamos com a emenda”, disse o comandante dos Bombeiros Militares de Santa Catarina, coronel Marcos de Oliveira.

Reunião conjunta
Após a reunião dos líderes, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) se reuniu rapidamente para rejeitar todas as emendas que já haviam sido apresentadas nas comissões de mérito. Foram mantidas as quatro emendas apresentadas na CCJ. Isso permitiu a apresentação de uma emenda modificativa, que concede o poder de polícia aos bombeiros militares e aos municípios, sendo que estes podem delegar esse poder aos bombeiros voluntários.

Para permitir que o PL 65/13 fosse aprovado ainda nesta quarta-feira, como havia sido acordado entre os líderes de bancada na semana passada, a CCJ e as comissões de mérito responsáveis pela análise da matéria – Finanças e Tributação, Trabalho e Serviço Público e Segurança Pública – fizeram uma reunião conjunta, de aproximadamente 20 minutos, no Gabinete da Presidência, para finalizar o texto da emenda. Só então o projeto, com as emendas das CCJ e a emenda modificativa, que incluía os bombeiros voluntários no texto, foi a Plenário e pode ser aprovada, já no fim da tarde desta quarta-feira.

A Associação dos Bombeiros Voluntários no Estado de Santa Catarina (Abvesc) ficou satisfeita com a aprovação do projeto e das emendas. “Vai permitir que nós possamos dar continuidade ao nosso trabalho. Permite que os bombeiros voluntários organizados possam, também, trabalhar em conjunto com os bombeiros militares, como ocorreu recentemente no incêndio em São Francisco do Sul”, destacou Olavo Gamper, presidente da associação.

O comandante do Corpo de Bombeiros Militar afirmou que, apesar da emenda, a aprovação do PL 65/13 foi uma conquista para a corporação, que reivindicava ter o poder de polícia desde 1998.  “O ideal seria aprovação do projeto de forma original, como ele foi encaminhado. Vamos analisar como a alteração provocada por essa emenda vai se desdobrar”, disse o coronel Marcos de Oliveira.

Municípios terão função de delegar poder de polícia a bombeiros voluntários

Após intenso debate na Assembleia Legislativa acerca do teor do PL 65/2013, que trata dos requisitos mínimos para segurança contra incêndio em casas de shows e versa sobre o poder de polícia aos bombeiros, os líderes das bancadas partidárias chegaram a um consenso sobre a matéria.

O líder do governo, Aldo Schneider (PMDB), apresentou em Plenário emenda ao texto que estabelece que o poder de polícia é dos bombeiros militares e dos municípios. Os municípios, por sua vez, poderão delegar este poder aos bombeiros voluntários. O texto foi aprovado em reunião simultânea das comissões nesta tarde e agora seguirá para votação em Plenário.

PL que dá poder de polícia aos bombeiros é aprovado em meio a polêmica na Assembleia

A sessão ordinária desta quarta-feira (9) teve algumas interrupções para que os líderes das bancadas partidárias chegassem a um consenso sobre o teor de emendas e a votação do PL 65/2013, que trata dos requisitos mínimos para segurança contra incêndio em casas de shows e versa sobre o poder de polícia aos bombeiros. No fim da tarde, o texto foi aprovado por 24 votos a favor e cinco votos contra.

O líder do governo, deputado Aldo Schneider (PMDB), apresentou emenda em Plenário que estabelece poder de polícia aos bombeiros militares e aos municípios. Os municípios, por sua vez, poderão delegar o poder de polícia aos bombeiros voluntários. Esta última emenda foi aprovada em reunião simultânea das comissões nesta tarde antes da votação em Plenário.

A constitucionalidade sobre o poder de polícia foi questionada por vários deputados. O 1º vice-presidente da Casa, Romildo Titon (PMDB), foi crítico à proposta. “Lutei e relutei com os colegas para preservar a esta Casa sua função de responsabilidade. Isso é claro e cada um pode ver que o que vamos votar hoje é inconstitucional. Não houve um consenso. Apenas transferimos a responsabilidade para o outro lado da Praça, para o Tribunal de Justiça”.

Outro peemedebista também abordou a questão. “A competência policial é do agente público. Não se pode transferir à iniciativa privada e aos voluntários. Vou votar a favor, mas acho que haverá inconstitucionalidade”, disse Edison Andrino.

Sargento Amauri Soares (PSOL) também foi duro nas críticas. “Não terei o direito de votar o projeto de original, porque a base do governo fez emendas que o tornam inconstitucional. O poder de polícia é indelegável. Este Parlamento está cometendo um erro ao permitir que uma entidade de direito privado possa ter poder de polícia”.

A petista Luciane Carminatti fez coro aos protestos. “Esse governo foi frouxo e inconsequente e jogou esta responsabilidade para a gente sem poder discutir de forma aberta sobre o tema. Quem vai decidir será o Tribunal de Justiça e não nós. Nós avançamos aqui no sentido de estabelecer o poder de polícia que não existia. Voto contra”.

Base governista comemorou
Deputados da base governista defenderam o projeto e comemoraram a aprovação do texto após muita conversa e entendimentos. “Agradeço o apoio de todas as bancadas na busca de um entendimento para a votação deste projeto. Houve a compreensão de todos os líderes e de todos os deputados e deputadas. A intenção era atender as demandas da sociedade e que o governo não vetasse o projeto aqui aprovado. Registro que a Casa Civil esteve aberta a todas as negociações. Houve o compromisso de que não haverá veto do governador”, garantiu Aldo Schneider.

Darci de Matos (PSD) também comemorou. “Com a aprovação destes projetos estamos atendendo a um único pleito que os bombeiros voluntários de Joinville e de Santa Catarina têm: autorização para continuar trabalhando e salvando vidas em nosso estado. Constitucional ou não, o Direito é relativo. Para mim, o projeto original era inconstitucional ao tirar o poder de polícia dos prefeitos e dá-lo aos bombeiros militares. Com as nossas emendas, este poder vai continuar com os prefeitos que podem delegá-los aos bombeiros militares”.

O presidente da CCJ, Mauro de Nadal (PMDB), disse que o foco principal do projeto é preservar o patrimônio e a vida dos catarinenses. “Será que o ponto principal deste projeto é o poder de polícia? O principal ponto é preservar o patrimônio e a vida do catarinense. Por maioria se encontrou o melhor texto”.

Nadal listou alguns avanços com a lei que tipifica o infrator, proíbe shows pirotécnicos em ambientes fechados, traz a obrigatoriedade de sistema informatizado de controle de público em ambiente interno das casas de shows e de plano de controle de emergência.

Para o presidente da Assembleia, deputado Joares Ponticelli (PP), a principal beneficiada com a aprovação do projeto é a população catarinense. “Foi um dia tenso, mas de diálogo aberto, no qual buscamos desde a manhã buscar o consenso em torno dessa matéria, contemplando as duas partes. O importante é que atendemos a um anseio da sociedade, que vinha cobrando a aprovação desse projeto, principalmente depois do incêndio em São Francisco do Sul”, afirmou.

 

ASSUNTO: Poder de polícia

VEÍCULO: Notícias do Dia

 

ASSUNTO: Bombeiros em Siderópolis

VEÍCULO: ClicRBS

Corpo de Bombeiros segue as buscas atrás de trilheiro perdido em Siderópolis, Sul de SC

Davi Luis Ghislandi, 30 anos, teria feito uma fogueira muito perto da barraca, que pegou fogo

O Corpo de Bombeiros de Criciúma continua as buscas a um homem que não conseguia sair da mata na região da Trilha dos Tropeiros, em Siderópolis, próximo à Barragem do Rio São Bento. O trabalho dos bombeiros que começou por volta das 22h da quarta-feira, dia 9, seguiu durante a madrugada e até por volta das 6h20min desta quinta-feira, Davi Luis Ghislandi, 30 anos, não havia sido encontrado.
Às 18h53min da quarta-feira, Ghislandi, ligou para um amigo avisando que estava na mata precisando de ajuda. O colega foi quem contatou os bombeiros.

Davi estaria sozinho, acampando. Conforme informações repassadas pelo tenente Samuel Ambrósio que comandava as buscas na madrugada desta quinta, o rapaz que se perdeu informou que teria feito uma fogueira muito perto da barraca, que pegou fogo. Davi seria experiente em trilhas e já conhecia o percurso. Ele mesmo passou a localização aproximada de onde estava. Mas o rádio e a bateria do celular pararam de funcionar com o tempo.

— Não costumamos fazer este tipo de resgate à noite, mas como ele disse sua localização, resolvemos tentar a busca ainda hoje (noite de quarta-feira) — explicou o tenente Ambrósio.

O tenente explicou que é inviável que Davi descesse sozinho, já que o terreno é cheio de raízes e com mata fechada. As buscas partiriam de algum rastro da fogueira feita pelo trilheiro, que ainda estaria acesa.