Área do associado

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Clipping de 26 a 28 de outubro

28.10.2013

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 26 DE OUTUBRO

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

Nada mudou

Hoje completa-se um ano da morte da agente penitenciária Deise Alves, assassinada quando chegava em casa. A semana foi de luto com direito a faixa para marcar a data no complexo da Agronômica.

 

COLUNISTA CACAU MENEZES – Diário Catarinense

Vexame

Em meio aos especialistas latino-americanos que participam do Seminário pelo Fim da Revista Vexatória, em São Paulo (SP), o juiz catarinense João Marcos Buch é o único brasileiro. Referência na defesa dos Direitos Humanos, o magistrado atua na corregedoria do sistema penitenciário da Comarca de Joinville. A revista vexatória consiste em uma ação extremamente humilhante, como obrigação de tirar a roupa e ter órgãos genitais esquadrinhados sob pretexto de barrar a entrada de drogas e celulares nos presídios. Nesse sentido, os palestrantes querem avaliar até quanto os próprios presos perdem se suas mães, filhas e esposas deixam de visitá-los para evitar passar pela prática humilhante e abusiva.

Cachorrada

A deputada estadual Ana Paula Lima está louca para comprar uma briga com a Polícia Militar. Apresentou projeto proibindo a compra ou aluguel – até isso existe – de cães para serviços de vigilância. Acontece que a PM tem orgulho de seus K-9, ou cachorros adestrados, e não vai aceitar abrir mão dos cachorros no policiamento. E os demais animais vão fazer o que se não puderem vigiar casas, estabelecimentos comerciais e industriais? Vão ficar na vagabundagem. Cachorrada, né, deputada?

 

COLUNISTA MOACIR PEREIRA – Diário Catarinense

Conflito

Novo impasse político e judicial entre o juiz João Marcos Buch, da 3a Vara Criminal de Joinville, e o governo estadual. A Procuradoria-Geral do Estado impetrou ação contra o magistrado, contestando sua portaria, que institui “Cinema na Execução Penal”. Em outra ações, a PGE obteve no Tribunal de Justiça anulação de ato do juiz Buch sobre visita íntima no Presídio Regional e Penitenciária Industrial de Joinville.

 

ASSUNTO: ARROMBAMENTOS E ASSALTOS

VEÍCULO: Diário Catarinense

Quadrilha de catarinenses é presa na Serra do RS

Polícia Civil desarticulou bando de Balneário Camboriú especializado em invadir residências em regiões do Rio Grande do Sul

Parte de um grupo especializado em arrombamentos e assaltos a residências no Rio Grande do Sul foi desarticulada pela Polícia Civil de Caxias do Sul. De quatro presos, apenas um é morador de Caxias. Os outros são de Balneário Camboriú e iriam à região serrana gaúcha em períodos específicos para os crimes.
Integrantes do chamado Bando do Sampate, investigado há pelo menos dois anos, Cleber Juliano Ferreira, 33 anos, Osvaldo Sampate da Silva, 49, Alexandre Tavares da Silva, 41, e Edinarte Vieira da Silva, 54, foram presos em flagrante por volta de 18h30min de quinta-feira.
Os quatro estavam em um Vectra e um Scènic, ambos de Caxias do Sul, na Rua Major José Batista, Bairro Rio Branco.
Apenas Ferreira é morador de Caxias. Ele seria responsável por dar as coordenadas de possíveis alvos aos colegas. Os demais são de Balneário Camboriú e iriam à região serrana gaúcha em períodos específicos para praticar os crimes.
Nos veículos, foram apreendidos moedas, relógios, roupas, joias e perfumes, entre outros objetos. Com o grupo também foram encontrados chaves mixa (que abrem qualquer porta), pistola calibre 6.35 e munições calibre 38, 32 e 22.
Bando monitorava a movimentação para agir
A partir das informações privilegiadas, os bandidos escolhiam casas, apartamentos e prédios de classe média e alta para arrombar.
– Eles faziam um levantamento das casas e ficavam monitorando a movimentação. Quando não havia ninguém, eles entravam – disse o comissário Carlos Souza, da Delegacia de Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec).
Souza salienta que, se por acaso os bandidos se deparassem com algum morador, o arrombamento virava então um assalto.

Contraponto

O que disseram os homens presos pela Polícia Civil:

Edinarte declarou que só falará à Justiça. Osvaldo disse que não sabia de nada e só estava de carona. Alexandre afirmou que comprou alguns dos objetos apreendidos de uma pessoa desconhecida em um posto de combustíveis. Cleber declarou que comprou alguns objetos de Alexandre.

 

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 27 DE OUTUBRO

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

Fim do extra

Acabou o prazo do decreto do Estado sobre o sistema prisional que estabelecia os plantões extras pelos agentes penitenciários. A medida gera nova onda de insegurança entre a categoria. Eles continuam trabalhando além dos dias normais para não comprometer as unidades, mas não sabem se receberão por isso.

 

ASSUNTO: TRAGÉDIA DA KISS

VEÍCULO: Diário Catarinense

Fiscais na mira de novo

Com novos inquéritos policiais, familiares pedem que seja reaberta investigação contra agentes públicos

Um clima de esperança, alimentado dia a dia com pressão em relação a autoridades, envolve familiares de vítimas da boate Kiss, em Santa Maria (RS), nove meses após a tragédia. A expectativa é de que novas investigações realizadas pela Polícia Civil possam resultar na responsabilização de servidores públicos municipais.
Para pressionar o Ministério Público a reabrir o inquérito civil contra agentes públicos, familiares de vítimas fazem vigília no prédio da instituição e promovem um abaixo-assinado. É dado como certo que, nos dois inquéritos da polícia, haverá mais indiciados. Mas não há garantia de que o MP mude o entendimento que teve quando não denunciou criminalmente servidores da prefeitura e pediu o arquivamento das suspeitas de improbidade administrativa.
A polícia elabora minuciosa cronologia de documentos necessários para que a boate funcionasse e contrapondo os dados com o que dizem as leis sobre atribuições de agentes públicos. Por enquanto, a investigação aponta que, em mais de um momento, a prefeitura teve elementos para fechar o estabelecimento e não o fez.
O MP aguarda o fim dos inquéritos, ainda sem prazo para serem concluídos. Quando formularam a denúncia criminal, promotores já haviam se debruçado sobre o trâmite de expedição de documentos pela prefeitura, verificando o teor de leis e de decretos. No inquérito civil, os mesmos temas foram analisados.
– Encontramos procedimenos irregulares. Mas nada que sustentasse a responsabilização. Há itens dos alvarás que não têm relação com o fogo. O alvará sanitário dita determinadas regras. Uma delas, por exemplo, é sobre o tipo de lixeira que deve existir nos banheiros. Existindo ou não as lixeiras nos banheiros da Kiss, isso não interferiria no que aconteceu lá – ressalta o promotor Maurício Trevisan.

 

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO DIA 28 DE OUTUBRO

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

Mulheres de farda

A semana promete boas-novas para as candidatas aprovadas no concurso da PM, mas que não foram chamadas porque o limite de vagas na corporação é de apenas 6% para elas. O governador Colombo está inclinado a aceitar as mudanças sugeridas.

Fiscalização aperta

O Ministério Público e o Corpo de Bombeiros Militar assinam amanhã um termo de cooperação técnica para intensificar a fiscalização de edificações residenciais transitórias no que diz respeito às normas de segurança contra incêndio. Enquadram-se neste perfil hotéis, motéis, pousadas ou outros imóveis que abriguem pessoas em caráter temporário.

 

ASSUNTO: ROUBO EM MAJOR GERCINO

VEÍCULO: Diário Catarinense

Bandidos explodem agência

Bandidos explodiram a agência do Banco do Brasil de Major Germino, no Vale do Rio Tijucas, na madrugada de ontem. A ação aconteceu por volta das 3h. A agência, a única da cidade, fica na Rua Joaquim Silvério, a 300 metros de onde funcionam a delegacia da Polícia Civil e o posto da Polícia Militar do município. Em março, três homens foram mortos durante tentativa de assalto à mesma agência.
Segundo a Polícia Militar, pelo menos três homens armados e encapuzados ficaram em frente à delegacia fazendo a segurança para os outros homens que entraram na agência.
Eles teriam ficado conversando e prometido interceptar qualquer ação da polícia. Apenas um policial militar estava de plantão naquela hora. A polícia não sabe ao certo, mas de dois a quatro homens teriam entrado no banco e explodido a agência.
A suspeita é de que eles tenham usado dinamite para explodir os caixas eletrônicos. Eles teriam conseguido roubar dinheiro do banco. Os bandidos fugiram em uma Strada branco e em um Sandero de cor escura em direção a Angelina, pela SC-408.
A Strada, furtada em Balneário Camboriú, foi localizada na manhã de ontem. Um supermercado que fica próximo foi atingido com tiros.
– Metade da cidade (de 3,3 mil habitantes) acordou com a explosão. Tinha somente um policial para fazer a segurança. Tem que aumentar o efetivo – alertou um morador.

 

ASSUNTO: VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO

VEÍCULO: Diário Catarinense

Briga e morte ao volante

Brigas no trânsito motivaram uma morte e uma tentativa de homicídio neste fim de semana, em Joinville, conforme a Polícia Militar. No sábado à noite, Everaldo Rosa, 20, foi assassinado com dois tiros, na zona Norte. O pai dele, Claudeomiro Rosa, 41, levou um tiro de raspão na cabeça e foi encaminhado ao hospital Municipal São José.
Por volta da 1h de ontem, uma colisão entre dois carros na avenida Paulo Schroeder acabou em uma tentativa de homicídio. Após o acidente, o taxista Victor Juan Albano, 23 anos, teria ido até a casa do outro motorista, Irineu Rosa, 29 anos, na zona Sul de Joinville, e disparado contra ele. O tiro não atingiu Irineu. Victor foi preso por posse ilegal de arma.

 

ASSUNTO: PROTESTO EM SP

VEÍCULO: Diário Catarinense

Defesa nega ação contra o coronel da PM

O advogado do universitário Paulo Henrique Santiago dos Santos, 22, Guilherme Braga, afirmou ontem que não existe “nenhum indício de que o jovem tenha encostado” no coronel da PM, Reynaldo Simões Rossi durante o protesto que ocorreu sexta-feira na região central de São Paulo. O coronel foi espancado por cerca de 10 pessoas durante o ato e teve a clavícula quebrada, além de cortes nas pernas e na cabeça.
A maior parte dos agressores flagrados em fotos e vídeos estavam mascarados. Souza é o único preso até o momento pelo crime e foi indiciado por tentativa de homicídio.
– Em nenhum momento ele aparece agredindo nas fotos. O bolo da agressão estava no meio da manifestação, mas em nenhum momento aparece ele agredindo. – afirmou.
A defesa do jovem, que chamou a prisão de “esdrúxula ao extremo”, pediu liberdade provisória, negada pela Justiça. O advogado entrará hoje com uma pedido de habeas corpus.

Alckmin defende punição severa a agressores

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) condenou pelo Twitter a agressão sofrida pelo coronel Reynado Rossi. Ele diz defender maior punição para quem agride policiais em serviço e mudança na lei federal.

 

ASSUNTO: Tráfico de drogas

VEÍCULO: Diário Catarinense

DROGA E OSTENTAÇÃO: Prisão revela o perfil dos jovens a serviço do tráfico

Raphael Naldoni, detido com mil comprimidos de ecstasy, já havia sido preso e teria sido recrutado por facção criminosa

O jovem de classe média preso em flagrante pela Polícia Militar negociando ecstasy, dia 18, estava em liberdade provisória. Raphael Fernandes Naldoni, 27, foi detido três meses antes com dois fuzis de guerra. O flagrante ajuda a expôr o perfil dos jovens recrutados como mula do tráfico de drogas sintéticas.
Naldoni ficou uma semana na cadeia. O benefício de responder ao processo em liberdade foi concedido pela 3a Vara Criminal da Capital. O MP recorreu. Em 2011, Naldoni já havia sido preso pela Polícia Federal, por tráfico internacional de drogas. De mula teria passado a integrante do PGC e a traficante nas boates mais caras de Florianópolis.
Na madrugada de 16 de julho PMs encontraram dois fuzis calibre 556 de uso restrito das forças militares embaixo do colchão onde Naldoni dormia, num quitinete em Coqueiros, em Florianópolis. Conforme a PM, Naldoni guardava o armamento há uma semana para o Primeiro Grupo Catarinense, facção autora dos atentados. Esperava a ordem para repassar os fuzis, que seriam utilizados em novos ataques.
A juíza Denise Helena Schild de Oliveira observou em decisão de 23 de julho que faltavam provas para manter Naldoni preso. Disse que restavam dúvidas sobre a propriedade das armas pois o indiciado afirmou que não morava no quitinete e porque o contrato do imóvel está em nome de terceiro. A juíza não constatou a necessidade de preservar a ordem pública se ele e mais dois comparsas indiciados permanecessem em liberdade. “Por suas condições pessoais, não demonstram acarretar qualquer risco à sociedade”, decidiu.
A magistrada condicionou o benefício a Naldoni a duas medidas cautelares: comparecimento mensal ao cartório para informar e justificar suas atividades e proibição de se ausentar do território da comarca, sem prévia autorização judicial.

Retorno ao sistema prisional

Central de Triagem do Estreito, o Cadeião, Penitenciária de Florianópolis e Colônia Penal Agrícola de Palhoça. Estas foram as três unidades por onde Naldoni passou e onde teria sido batizado pelo PGC, embora afirme que não conheça a facção.
Da pena resultante da prisão pela PF, cumpriu oito meses e 17 dias e foi absolvido por falta de provas. O processo foi arquivado e Naldoni continuou a ser réu primário. Na noite do dia 18 deste mês, suspirou chateado por retornar ao Cadeião.
– É o pior lugar que existe. Das cadeias, é a pior. Teve um dia que fiquei com 43 numa cela para oito – disse, após ser pego com ecstasy.

“O crime me persegue”

Algemado, olhar desanimado, usando tênis Nike rosa, bermuda preta e camiseta com a imagem de Katrina, a mulher adornada de joias e rosto de caveira que simboliza a ideia de que todos são iguais, independentemente de posição social ou beleza física. Naldoni tinha acabado de ser preso, na noite do dia 18 deste mês, em Coqueiros. Policiais do 4o BPM, os mesmos que o prenderam com os dois fuzis em julho, o flagraram entregando R$ 9 mil para um parceiro que lhe alcançou uma cartela com mil comprimidos de ecstasy.
Era nas baladas mais caras de Florianópolis que ele vendia os comprimidos a R$ 50 cada, em média. Toda quarta-feira fechava um camarote de R$ 2 mil numa boate no Centro de Florianópolis. Cercado de belas mulheres, gastava R$ 10 mil numa noite.
Momentos depois da prisão em flagrante, ele falou com o DC. Passava a imagem de vítima, às vezes entrando em contradição e sempre em tom de voz baixo. Falou que não tem pai nem mãe.
Perguntado porque está no crime, já que tem dinheiro, respondeu:
– O crime me persegue.
Depois, negou ser traficante.
– Não podem (policiais) me ver, que me prendem. Não sou do crime, faço curso de inglês. Sou designer gráfico e estava abrindo uma empresa de locação de material para festas – ao afirmar que a droga e dinheiro apreendidos não eram dele. Disse que estava apenas indo correr.
Natural de São Paulo, aos nove anos de idade veio morar em SC. Concluiu o Ensino Médio em uma escola de São José. Em 2011, foi preso por tráfico internacional de drogas pela Polícia Federal, na Operação Voyage, que desarticulou uma quadrilha com 28 jovens de classe média que levavam cocaína com alto grau de pureza para a Europa e traziam ecstasy para o Brasil. Naldoni era um deles, mas negou ter levado a droga. Foi indiciado por associação ao tráfico, condenado a quatro anos e um mês em regime semiaberto e depois acabou absolvido pela Justiça Federal.

Mesmas características a todos

Homens entre 18 e 30 anos, sem limites, com famílias estruturadas financeiramente, avessos aos estudos e ao trabalho, propensos a ganhar dinheiro fácil e usuários de drogas. Este é, de modo geral, o perfil dos jovens utilizados no tráfico internacional de drogas, de acordo com o titular da Divisão de Repressão a Entorpecentes da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Cláudio Monteiro, profissional com dezenas de prisões realizadas em Santa Catarina que resultaram em condenações de quadrilhas especializadas no comércio de entorpecentes e de narcotraficantes.
– São jovens que dão preferência ao ter do que ao ser. Reconhecem ao entrar no tráfico uma oportunidade de renda extremamente lucrativa para dar suporte às necessidades de uma sociedade consumista. Frequentam a noite, os melhores locais e esbanjam dinheiro – observa Cláudio Monteiro.
Para o titular da DRE/Deic, a porta de entrada dessas pessoas no crime é o consumo de droga. Acabam se tornando mulas em esquemas de tráfico internacional levando cocaína e trazendo drogas sintéticas. Geralmente têm passaporte, falam um pouco de inglês e, às vezes, têm dupla nacionalidade.
–Não tenho dúvida que estes jovens tem uma deturpação de caráter. E quem sofre muito é a família que sempre quis dar o melhor para o filho – conclui o delegado Monteiro.

 

ASSUNTO: Menores infratores

VEÍCULO: Portal da Alesc

Falta de estrutura em centros compromete recuperação de menores infratores

A falta de estrutura física do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) e do Centro de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep) está entre as principais dificuldades enfrentadas para a recuperação dos menores infratores e no cumprimento efetivo de medidas socioeducativas para jovens em conflito com a lei em Chapecó. O assunto foi discutido na manhã desta sexta-feira (25), em audiência pública realizada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Assembleia Legislativa, na Câmara Municipal de Chapecó.

O Casep local, segundo sua coordenadora, Elisabeth Aldebrandt, enfrenta problemas estruturais. A unidade oferece 10 vagas para restrição provisória da liberdade, mas atualmente atende cinco menores que estão em internação, por falta de vagas no Case. “Somos esquecidos pelo governo estadual. Não fosse a ajuda do Ministério Público, do Poder Judiciário e o trabalho humanizado desenvolvido pelos servidores, não conseguiríamos atender”, afirmou.

Segundo a coordenadora do Case, Simone Mueller, o problema deve ser resolvido com a construção de uma nova unidade no município, que vai oferecer 40 vagas para internação e 20 para liberdade provisória. A licitação para a obra deve ser aberta em novembro. “Temos uma estrutura antiga e precária, com um índice alto de fugas, mas isso vai mudar com a construção desse novo Case”.

A coordenadora do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas) de Chapecó, Paula Fernanda Gai, informou que no município são 46 adolescentes em liberdade assistida e outros 35 em prestação de serviços à comunidade. “Esse número representa os que estão de fato cumprindo as medidas socioeducativas, os que estão sendo acompanhados. Mas há mais casos de menores que deixam de cumprir as medidas”.

O comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar de Chapecó, tenente-coronel Osvaldino Kassburg, alertou que o enfrentamento do problema só será eficiente se houver o cumprimento das medidas socioeducativas impostas aos menores infratores. “O número de vagas para internação é insuficiente e há dificuldade em mantê-los internados. Isso é algo que nos preocupa. Temos que atuar na prevenção, mas no campo da repressão é necessário resolver essas questões”

A promotora Vânia Piazza também destacou a necessidade de estrutura para cumprimento das medidas socioeducativas. “É possível uma mudança de comportamento desses jovens se as medidas previstas no ECA forem realmente cumpridas. Mas para isso precisamos de estrutura é a falta dessa estrutura é algo que já sofremos há algum tempo aqui em Chapecó”.

Na escola
O nível de escolaridade de boa parte dos adolescentes em conflito com a lei também está entre os problemas apontados pelos participantes da audiência. A coordenadora do Creas afirmou que uma das principais dificuldades na recuperação dos menores infratores é mantê-los no escola. “Muitos não têm paciência de voltar a frequentar às aulas”, explicou Paula. O mesmo problema foi apontado pela presidente do conselho municipal. “Existe uma resistência por parte dos diretores de escola em matricular esses alunos”, disse Jeanice

Para a diretora do Case, Simone Mueller, a baixa escolaridade é outra dificuldade. “Nem todos conseguem se matricular por causa disso. Há adolescentes de 17 anos que ainda estão na fase de alfabetização”

Prevenção x repressão
Conforme a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Chapecó, Jeanice Boez, mais da metade dos homicídios registrados no município é cometida por adolescentes, geralmente envolvidos com as drogas. “Essa é uma realidade que poderia ser diferente se houvesse prevenção”, destacou.

Ela defendeu que os agentes envolvidos na recuperação dos menores infratores, principalmente os policiais, recebam capacitação permanente em direitos humanos. Jeanice informou que há queixas de violência cometidas por policiais na abordagem a menores em conflito com a lei.

O comandante da PM afirmou não ter recebido denúncias sobre abusos cometidos por policiais e ressaltou que a questão dos direitos humanos é uma preocupação da corporação. Ele destacou a necessidade do trabalho preventivo, em ações como o Proed, desenvolvido pela PM em todo o Estado. “A repressão não é a solução para o problema, por isso é importante trabalhar nas causas, trabalhar com a família, com a escola”, afirmou Kassburg.

Diagnóstico estadual
O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, deputado Serafim Venzon (PSDB), lembrou que as informações obtidas na audiência de Chapecó farão parte de um relatório que será entregue ao governo estadual, com um diagnóstico da situação do atendimento ao menor infrator em Santa Catarina.

“Temos observado nas audiências que fizemos pelo estado que a questão da infração é consequência de uma doença social, que precisa ser tratada. Mas não são só os adolescentes que precisam ser tratados, toda a estrutura precisa ser modificada, é preciso investir na área de educação, na qualificação profissional”, disse.

Venzon lamentou a baixa arrecadação do Fundo de Infância e Adolescência (FIA) no estado. Para o parlamentar, os recursos desse fundo podem financiar projetos que vão atuar principalmente na prevenção. “O Brasil ainda não aprendeu a usar o FIA. Trata-se de um instrumento importante, mas como quase não há projetos, não há estímulo para doação”.

 

ASSUNTO: Aniversário do BOPE

VEÍCULO: Portal da PMSC

Bope celebra aniversário com a presença do lutador Royce Gracie

No início da tarde de hoje (25), o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) recebeu o especialista em combate militar e tricampeão do UFC Royce Gracie, que ministrou uma palestra para o efetivo do Bope, sobre sua vida, carreira e a importância da técnica na atividade militar. O comandante do Bope, coronel Marcelo Cardoso recepcionou o lutador durante sua visita, que coincidiu com o aniversário do batalhão.

Durante a conversa que Gracie teve com os policiais, ele enfatizou a importância do uso da técnica acima de tudo, fator que considera ser o responsável pelo seu sucesso. Além disso, é necessário o condicionamento físico, hábitos saudáveis e a prática regular de atividades físicas.

Royce Gracie veio à capital catarinense para ministrar um curso voltado aos aplicadores da segurança pública. O curso visa preparar o aluno na defesa e em situações de conflito.

Conhecido também por ser o precursor do UFC (Ultimate Fighting Championship), Gracie disse em entrevista ao Centro de Comunicação Social (CCS) que a confiança é um fator que considera fundamental para garantir a segurança do policial no momento de uma abordagem. Sua postura, tom de voz e olhar devem impor respeito, o que pode garantir 50% de chance da ocorrência ser ganha, levando também em consideração a proteção do seu armamento.

A eficiência do método desenvolvido pela família Gracie levou a inúmeras forças policiais norte americanas a utilizarem o sistema G.R.A.C.I.E™, incluindo FBI, Secret Service, U.S. Border Patrol e CIA.

O Batalhão de Operações Especiais irá realizar a solenidade comemorativa ao seu aniversário no dia 29 de novembro, quando já estará instalado na nova sede, anexo à Cavalaria, em Barreiros. Hoje o Bope completa 30 anos de criação e conta atualmente com um efetivo de 90 policiais militares.

 

ASSUNTO: Treinamento dos Bombeiros

VEÍCULO: Portal do CBMSC

O VII Treinamento de Resistência Operacional (TRO) foi finalizado na manhã deste sábado (26/10) em Florianópolis. A cerimônia foi realizada no Parque Estadual do Rio Vermelho (Paerve), nas instalações cedidas pela Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma). Ao todo 298 alunos dos Cursos de Formação de Soldados (CFSd) do CBMSC realizados em cinco municípios (Florianópolis, Chapecó, Lages, Blumenau e Itajaí), finalizaram esta etapa.

Coordenado pelos Cadetes do 3° CFO do Centro de Ensino Bombeiro Militar (CEBM), os alunos passaram por situaões simuladas que possivelmente enfrentarão em suas carreiras, aplicando os conhecimentos técnicos adquiridos desde o início do CFSd nas diversas áreas de atuação da profissão. A característica principal do exercício são as condições adversas e extremas nas quais as oficinas são executadas: a privação de descanso, alimentação controlada e o ambiente natural com poucos recursos tornou o desafio ainda maior.

 Na opinião do Comandante do CEBM, Tenente Coronel BM Flávio Graff, a cada edição o TRO tem se tornado um exercício mais profissional e organizado. Ele deixou uma mensagem aos alunos: que mantivessem suas condutas profissionais dentro da retidão dos preceitos morais e que levassem dali uma experiência para a vida, valorizando cada recurso e facilidade que possuem relembrando as privações que tiveram por alguns dias.

O Comandante-Geral do CBMSC, Coronel BM Marcos de Oliveira, fez o uso da palavra na cerimônia de encerramento afirmando que o objetivo do curso de formação não é que novos soldados entrem para a corporação, mas que o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina faça parte do coração de cada um deles, que sentiram, nesta experiência operacional, aquilo que muitas pessoas que futuramente eles socorrerão irão passar, principalmente no caso de desastres naturais.

Compareceram também o Diretor de Ensino do CBMSC, Coronel BM Onir Mocellin, os Bombeiros Militares Oficiais e Praças instrutores do TRO, os cadetes responsáveis pela organização e todos os Bombeiros Militares que tornaram o VII TRO possível.

 

ASSUNTO: Violência em São José

VEÍCULO: Notícias do Dia de 26.10

Comerciante morto a tiros

O comerciante Daniel Menezes, 27 anos, foi assassinado com dois tiros de pistola 9mm no início da tarde de sexta-feira no hall de entrada do bloco F, do Conjunto Habitacional Bela Vista 4, em São José. Menezes, proprietário de um bar no Morro da Queimada, em Florianópolis, onde mora com a mulher e um filho adotivo, foi visitar o pai, no bairro Bela Vista, e teria repreendido um grupo de jovens que fumavam maconha em frente ao condomínio.

De acordo com moradores, após a advertência Menezes passou na casa de uma vizinha no 4o andar do bloco F, antes de falar com o pai. “Os guris foram atrás dele e começaram a se desentender nas escadarias. Ele desceu brigando, entrando em luta corporal com pelo menos seis garotos e quando chegou na porta de entrada do bloco havia um jovem armado que o matou”, contou um morador que não quis se identificar.

O crime foi praticado na frente de várias pessoas, por volta das 12h30. Uma testemunha disse que o matador tentou atirar no enteado de Menezes de 13 anos, mas a pistola engasgou e o menino fugiu. Policiais civis da 2ª DP de São José conversaram com moradores e identificaram o autor dos disparos. Os demais envolvidos no crime não foram identificados.

Segundo familiares, Menezes já esteve preso por homicídio e vinha sendo investigado na 2ª DP do Saco dos Limões por tráfico de drogas. Amigos da vítima contaram que os suspeitos que se envolveram no assassinato são moradores novos.

 

ASSUNTO: Bafômetro

VEÍCULO: Notícias do Dia

Acima do limite na Beira-mar

É só o tempo fechar que a história se repete na avenida mais movimentada de Florianópolis. Na última sexta-feira foram cinco acidentes na Beira-mar Norte, três na via principal e dois na marginal. Em um dos casos, o carro chegou a sair da pista e derrubar a torre de um radar. Segundo a Guarda Municipal, desde que começaram a funcionar, em junho deste ano, os radares até têm diminuído o número de acidentes, menos nos dias de chuva.

Na noite de sexta-feira, um juiz aposentado provocou um engavetamento de três veículos. Segundo testemunhas, o homem estava com sinais visíveis de embriaguez e chegou a discutir com uma das vítimas. A Polícia Militar foi acionada, mas ele se recusou a fazer o teste do bafômetro. Acabou sendo levado para casa pela mulher. Diferente do aplicado ao cidadão comum desde o endurecimento da Lei Seca, que autoriza a prisão em flagrante se verificados sinais de embriaguez, ao magistrado, por ter a imunidade de só ser preso em flagrante em casos de crimes inafiançáveis, coube multa e a suspensão da CNH. “Fizemos o que está na lei. A carteira de habilitação dele foi recolhida e o carro foi levado por outro motorista habilitado”, capitão Pires, da Polícia Militar. “Ele só poderia ser levado se cometesse um crime  inafiançável”, completou.

Segundo o secretário adjunto de Segurança e Defesa do Cidadão da Capital, Júlio Pereira Machado, a maioria das colisões tem o motorista como culpado. “A falta de atenção no trânsito é a maior causa dos acidentes. A Beira-mar é bem sinalizada, mas nos dias de chuva chegamos a atender de quatro a 12 ocorrências num mesmo dia”, conta Machado. Os radares eletrônicos chegam a registrar uma média de 260 infrações por dia — entre excesso de velocidade, avançar o sinal vermelho e parar sobre a faixa de pedestres — entre os mais de 90 mil carros que transitam todos os dias pela avenida Jornalista Rubens de Arruda Ramos, a Beira-mar Norte.