Área do associado

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Clipping de 22 a 24 de junho

24.6.2013

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 22.06

 

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

BALANÇO DOS LEILÕES

A SSP divulgou ontem o balanço parcial dos leilões realizados em Santa Catarina desde o início do ano até o dia 19 de junho. Neste período foram 19 leilões, com a comercialização de 4967 veículos, sendo que 2002 voltaram a circular e 2965 são sucatas. A arrecadação chegou a R$ 6,3 milhões.

NOVOS TEMPOS

Como diria um certo político, nunca antes na história deste país a cavalaria foi tão aplaudida quanto na noite de quinta quando chegou para retirar o pequeno grupo que insistia em permanecer bloqueando as pontes em Florianópolis.

 

ASSUNTO: Manifestações no Brasil

VEÍCULO: Diário Catarinense

Dilma: “Vou chamar os líderes”

Proposta anunciada terá três eixos: mobilidade urbana, destinação dos recursos do petróleo à educação e trazer médicos do exterior

Depois de hesitação sobre como se posicionar sobre os protestos, Dilma resolve falar em rede nacional de rádio e televisão. No discurso, a presidente disse que vai ouvir os chefes dos outros poderes, chamar os líderes das manifestações e anunciou investimentos sociais.
A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou ontem à noite, em cadeia nacional de rádio e TV, que vai conversar nos próximos dias com chefes de outros poderes da República, governadores e prefeitos das principais cidades do país a fim realizar um grande pacto em torno da melhoria dos serviços públicos.
De acordo com o pronunciamento, a proposta de Dilma terá três eixos. O primeiro deles terá como foco a elaboração do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, que privilegie o transporte coletivo. O segundo, a destinação de 100% dos recursos do petróleo para a educação. E o terceiro, trazer, de imediato, milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do Sistema Único de Saúde, o SUS.
Dilma disse que vai receber os líderes das manifestações pacíficas, os representantes das organizações de jovens, das entidades sindicais, dos movimentos de trabalhadores, das associações populares.
– Precisamos de suas contribuições, reflexões e experiências. De sua energia e criatividade, de sua aposta no futuro e de sua capacidade de questionar erros do passado e do presente – declarou.
No discurso, a presidente da República afirmou que é preciso “oxigenar o nosso velho sistema político”. Segundo ela, é preciso encontrar mecanismos que tornem “nossas instituições mais transparentes mais resistentes aos malfeitos e acima de tudo mais permeáveis à influência da sociedade”. “É a cidadania, e não o poder econômico, quem deve ser ouvido em primeiro lugar”, completou.
Sem dar detalhes, Dilma disse que quer contribuir para a construção de uma “ampla e profunda” reforma política, a fim de ampliar a participação popular. E, numa resposta às críticas dos protestos contra as agremiações partidárias, ela disse que é um equívoco achar que qualquer país possa prescindir de partidos e, sobretudo, do voto popular, base de qualquer processo democrático”.
A presidente destacou que é preciso “muito, mas muito mesmo” de formas mais claras de combate à corrupção e defendeu a ampliação da Lei de Acesso à Informação, proposta sancionada no governo dela, para os demais poderes da República e as instâncias federativas. “Ela é um poderoso instrumento do cidadão para fiscalizar o uso correto do dinheiro público”, observou. “Aliás, a melhor forma de combater a corrupção é com transparência e rigor”.
A presidente disse que, quanto à Copa do Mundo de Futebol, o dinheiro gasto pelo governo federal com as arenas onde os jogos serão realizados ano que vem é fruto de financiamento que será devidamente pago pelas empresas e os governos que estão explorando estes estádios. “Jamais permitiria que esses recursos saíssem do orçamento público federal, prejudicando setores prioritários como a saúde e a educação”, afirmou.
Dilma disse que, na realidade, sua gestão ampliou bastante os gastos com saúde e educação. E afirmou vai ampliar E vamos ampliar cada vez mais. Ela disse confiar que o Congresso aprove o projeto do governo para que todos os royalties do petróleo seja gastos exclusivamente com a educação.
A presidente afirmou que não pode deixar de comentar uma característica da alma do brasileiro e do nosso jeito de ser. Após mencionar as conquistas futebolísticas da seleção pentacampeã mundial, ela disse que o país sempre foi “muito bem” recebido em toda parte. “Precisamos dar aos nossos povos irmãos a mesma acolhida generosa que recebemos deles. Respeito, carinho e alegria. É assim que devemos tratar os nossos hóspedes”, pediu, ao destacar que o Brasil “merece e vai fazer uma grande Copa”.
No final do discurso, Dilma repetiu que o governo “está ouvindo as vozes democráticas que pedem mudança”. “Eu quero dizer a vocês que foram, pacificamente, às ruas: eu estou ouvindo vocês!”, disse, mas fez uma admoestação. “E não vou transigir com a violência e a arruaça”. Ela encerrou o pronunciamento dizendo que será “sempre em paz, com liberdade e democracia que vamos continuar construindo juntos este nosso grande país”.
PM teve de dialogar

Seguindo orientações do comando, tropa não reagiu e deu prioridade à conversa na manifestação de quinta-feira. Na opinião do especialista Eugênio Moretzsohn, a conduta da polícia foi influenciada pela repercussão do que aconteceu em SP, onde os governantes perceberam que o confronto direto poderia ser uma armadilha política com desgaste desnecessário.
Demora para agir, sensação de polícia acuada e assistindo aos manifestantes. Foi essa a impressão de muitos motoristas que ficaram cinco horas à espera da liberação do bloqueio das duas pontes que ligam Ilha e Continente, no protesto de quinta-feira.
A Polícia Militar avaliou que agiu corretamente para evitar danos sociais e garante que isso não significa que daqui para a frente novas manifestações poderão repetir o que aconteceu.
– De forma alguma a população pode interpretar que a PM estava acuada. Estava sim preparada e os policiais estão de parabéns, porque foram insultados e agredidos, mas estrategicamente usaram do exercício da tolerância para evitar danos sociais e de campo no local – disse a tenente-coronel Claudete Lehmkuhl, chefe de comunicação social da Polícia Militar em Santa Catarina.
Corporação considera que trabalho foi correto
Nos dias que antecederam os protestos, o DC apurou, nos bastidores, que havia decisão do comando de evitar ao máximo os confrontos entre manifestantes e grupos tátivos, o que, de certa forma, não agradou alguns policiais.
A chefe de comunicação afirma que o grupo que insistiu em bloquear as pontes estava alterado, provavelmente sob o efeito de drogas, e formado também por adolescentes que desejavam apenas a situação de conflito com os policiais militares. No local, estavam a frente dos PMs o subcomandante geral da PM, coronel Valdemir Cabral, o comandante da 1a Região da PM, coronel João Henrique Silva e o comandante do 4o Batalhão da PM, tenente-coronel Araújo Gomes. Eles seguiam ordens ao telefone do comandante-geral da PM, coronel Nazareno Marcineiro.
O balanço da PM é de que 91,6 mil pessoas saíram às ruas no Estado na quinta-feira, sendo 30 mil em Florianópolis. A corporação considerou positivo o trabalho, pois nenhum problema de desordem foi registrado – a única ocorrência envolveu arrombamento e pequeno vandalismo na sede da prefeitura da Capital.

 

ASSUNTO: Quadrilha desarticulada em Itajaí

VEÍCULO: Diário Catarinense

ARES DE MÁFIA: Quadrilha de extorsão é desarticulada

Com o grupo, suspeito de usar empresa de cobrança para coagir pessoas com dívidas, estavam R$ 50 milhões em cheques

Violência psicológica, ameaças e até agressão física. Com métodos dignos da máfia italiana e sob o emblema de uma empresa de fachada, uma organização criminosa agia há anos em Itajaí extorquindo pessoas. A Tiger Cobranças, envolvida no esquema, funcionava no Centro de Itajaí.
Aparentemente era uma empresa como tantas outras especializada em negociar com devedores. Mas a forma de atuação dos representantes do local iam além de negociações pacíficas. Reuniam pedidos de pagamentos muito acima dos valores das dívidas e até o envio de coroas de flores como forma de ameaça.

O esquema começou a ser investigado em agosto de 2012 e na manhã de ontem foi deflagrada a operação Mano Nera (Mão Negra em italiano). A ação da Divisão de Investigações Criminais (DIC) de Balneário Camboriú culminou na prisão de seis suspeitos de comandarem o negócio ilegal e lucrativo.
Para cada dívida saldada, a Tiger lucrava em torno de 30% sobre o valor da dívida. Durante a investigação, a polícia teve informações sobre uma única dívida no valor de R$ 400 mil.
A organização fez vítimas em Santa Catarina, Paraná e até na Bahia. Um dos suspeitos presos, inclusive, tinham voltado há pouco de viagem e faria uma nova nos próximos dias.
Empresas contratavam os serviços de cobrança da Tiger e as vítimas acabavam sendo coagidas a pagar valores muito acima dos devidos. Em caso de recusa, ocorriam ameaças, atentados e até agressões.
– Se houvesse insurgência da vítima vinha o tom de ameaça e eles mandavam coroas de flores, geralmente crisântemos, tradicionalmente usadas em velórios, disse o delegado responsável pelo caso, Osnei Oliveira, ao afirmar que as vítimas sofriam pressão psicológica.
As coroas de flores eram enviadas para as empresas e famílias dos devedores. Em alguns casos, segundo a investigação, eram disparados tiros contra as empresas.

Local deserto para levar vítimas

Há suspeita de que os envolvidos mantinham uma empresa desativada em um local deserto para levar as vítimas extorquidas. Na maior parte dos casos, as agressões ocorriam dentro do escritório da Tiger. Os suspeitos faziam um primeiro contato com a vítima e tentavam negociar a dívida. O segundo era feito em tom de ameaça e o susposto líder da organização, Afonso Henrique Silvestre, atuava com mãos de ferro. Ele seria o mais temido.
Afonso foi preso preventivamente em casa, em Balneário Camboriú, na manhã de ontem. Foram detidos também, em Itajaí, Alexandre Silvestre, irmão de Afonso, Mayckon Carlos Scola, Alessandro Pinto e César Pereira.
Maycon Sérgio Espíndola foi o último a ser preso. Ele foi localizado em uma empresa em Navegantes. A polícia suspeita que o local possa ser uma filial da Tiger. Ele e os irmãos Silvestre acabaram também autuados por porte ilegal de armas.
Durante a operação, a polícia apreendeu quatro carros, uma caminhonete e três motos. Na casa do suposto líder do grupo foram apreendidos cerca de R$ 50 milhões em cheques.Todos serão indiciados por extorsão, e milícia privada, que já contempla formação de quadrilha.

 

ASSUNTO: Venda de álcool

VEÍCULO: Diário Catarinense

Venda de bebidas a menores é proibida

O governador Raimundo Colombo sancionou ontem lei estadual que proíbe a venda, a oferta, o fornecimento, a entrega e a permissão de consumo de bebidas alcoólicas, mesmo que gratuitamente, para menores de 18 anos, em Santa Catarina. A proibição abrange todos os estabelecimentos comerciais, coletivos, públicos e ambulantes. A fiscalização será realizada pelo Procon em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública de SC. O descumprimento da lei acarretará em multa de R$ 2 mil. Em caso de reincidência, além da penalização em dinheiro, os responsáveis podem ter alvará de funcionamento suspenso ou cassado.

 

ASSUNTO: DEFENSORIA DATIVA

VEÍCULO: Diário Catarinense

Estado pede ajuda financeira ao TJ-SC

A Secretaria de Fazenda de SC fez um pedido de empréstimo ao Tribunal de Justiça do Estado no valor de R$ 60 milhões. O montante é do Fundo de Reaparelhamento do Judiciário e seria utilizado pela Fazenda para pagamento de parte dos R$ 100 milhões devidos à OAB-SC referentes ao período de atendimento da Defensoria Dativa. A Secretaria foi procurada pela reportagem, mas não quis falar sobre as negociações. Por meio da assessoria de imprensa, o Tribunal de Justiça confirmou o recebimento do pedido e afirmou que há uma equipe realizando estudo sobre os impactos deste empréstimo.

 

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 23.06

COLUNISTA RAFAEL MARTINI – Diário Catarinense

PAPO RÁPIDO

Coronel Nazareno Marcineiro, comandante geral da PM
A PM foi testada ao extremo na liberação da ponte na quinta-feira. Qual o limite para o uso da força nos confrontos?
O limite é o interesse da maioria. Nossa missão é garantir a segurança e a integridade das pessoas, sem paixão, apenas com racionalidade técnica. Temos adotado na Polícia Militar uma doutrina humanista, mas o uso progressivo da força é uma das variáveis que precisa ser considerada durante uma operação daquela magnitude. O fato é que a grande maioria conseguiu manifestar-se de forma ordeira e pacífica, mas um pequeno grupo ainda tentou causar alguma desordem. Tínhamos um plano de ação detalhado prevendo inúmeras situações. Foi resultado do trabalho em equipe, não de um iluminado que simplesmente decidiu dar ordem para a tropa avançar.
E como o senhor avalia a postura do soldado de Jaraguá do Sul que exibiu o cartaz, enquanto trabalhava?
Como cidadão e como observador do movimento, compreendo o seu direito de livre manifestação. No entanto, naquele momento não cabe ao policial militar expressar qualquer tipo de simpatia por qualquer causa que seja. A missão da PM era apenas a de garantir que a grande maioria pudesse exercer sua cidadania na plenitude. Mas como comandante-geral não podemos abrir esse tipo de precedente na tropa. Agora será instaurado um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD), em que ele terá amplo direito à defesa. Não significa uma condenação antecipada, mas uma investigação para identificar se a sua postura colocou em risco o trabalho durante a operação.

 

COLUNISTA MOACIR PEREIRA – Diário Catarinense

Sonegadores aprovam

Na mobilização que o Ministério Público Estadual vem fazendo contra a aprovação da PEC 37, o procurador José Galvani Alberton trouxe a público mais um dado revelador: 944 processos criminais por sonegação fiscal são instaurados anualmente. No último ano o governo estadual recuperou R$ 453 milhões. Aprovada a PEC 37 todo este trabalho investigativo terá que migrar para a Polícia Civil.

 

ASSUNTO: Mobilizações no Brasil

VEÍCULO: Diário Catarinense

O BRASIL VAI ÀS RUAS: Protestos expõem surdez política

Os cartazes e faixas erguidos em Brasília na semana que passou mostram uma agenda diferente da observada nas votações da Câmara e do Senado. As ruas clamam por investimentos em educação, porém o projeto do governo Dilma Rousseff, que destina os bilhões dos royalties do petróleo para qualificar ensino e pesquisa, corria o risco de ser engavetado. Já a PEC 37, meio de castrar o poder de investigação criminal do Ministério Público, seria votada na próxima quarta. Acabou adiada no grito.
– O que é prioridade no Congresso não é a nossa prioridade – diz Amanda Lucchi. Aos 17 anos, a adolescente estava na turbaque subiu a rampa do prédio projetado por Oscar Niemeyer. Na terça, dia seguinte à cena histórica, parlamentares e assessores se reuniam pelo Salão da Verde da Câmara na tentativa de decifrar os motivos dos protestos. Contudo, no mesmo dia, a Comissão de Direitos Humanos aprovou o polêmico projeto da “cura gay”, criticado pelos manifestantes.
– O Congresso mostrou a não conexão com os representados. Essa é a raiz da crise – opina Francisco Carlos Teixeira da Silva, historiador da UFRJ. Captar os anseios, em especial dos jovens, é um desafi o diante do confronto de gerações, como analisa o sociólogo Rodrigo Augusto Prando, da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Deputados e senadores nasceram e entraram na política em um mundo analógico, diferente do atual.
– São os assessores que estão nas redes sociais. E existe uma dificuldade de compreender os pedidos que saem dessa plataforma – observa Prando. Ícone dos caras-pintadas, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) admite a crise de representação. Ele incentiva o uso do mesmo mecanismo que recolocou os brasileiros nas ruas: a internet.
– A participação precisa ser mais direta. É preciso aproveitar que eles estão conectadas para que ajudem a criar uma pauta mais alinhada à realidade – afi rma Lindbergh. Pressionados, deputados e senadores tentam reagir. Projetos focados em saúde e educação ameaçam deixar escaninhos – ato insufi ciente, na visão de Teixeira. Para o historiador, é preciso votar e rejeitar a PEC 37, cassar os deputados condenados pelo mensalão, aprovar o marco civil da internet e o destino dos royalties para educação. As ações indicariam uma reaproximação com o povo.
Parlamentares mais experientes concordam com a urgência de ações imediatas, como a votação dos royalties, mas querem aproveitar para promover a reforma política. No décimo mandato na Câmara, Miro Teixeira (PDT-RJ) defende a convocação de uma constituinte restrita às reformas política, tributário e do pacto federativo.
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) cobra as reformas. O colega catarinense Luiz Henrique (PMDB) concorda: – É preciso fazer a reforma política que está represada há tanto tempo e proibir o fi nanciamento privado nas campanhas eleitorais.

 

ASSUNTO: Venda de álcool

VEÍCULO: Diário Catarinense

BEBIDAS PARA MENORES: SC terá punições mais rígidas

O governador Raimundo Colombo (PSD) assinou, na sexta-feira, lei que oficializa multa e punições a estabelecimentos que oferecerem, mesmo que gratuitamente, bebidas alcoólicas a crianças e adolescentes.
Apesar de a legislação federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente proibirem a venda de bebidas alcoólicas a pessoas com menos de 18 anos de idade, SC ainda não possuía lei que estabelecesse as penalidades.
O projeto de lei foi proposto em 2011 pelo deputado estadual Jailson Lima (PT). No mesmo ano, o deputado Dado Cherem (PSDB) também sugeriu proposta similar. O projeto, aprovado pela Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa e assinado nesta sexta-feira pelo governador, abrange estabelecimentos comerciais, coletivos, públicos e ambulantes.
A partir de agora, nestes locais está proibida, com punição, “a venda, a oferta, o fornecimento, a entrega e a permissão de consumo de bebida alcoólica, ainda que gratuitamente, aos menores de 18 anos”. Entre as penalidades estão multas de R$ 2 mil, suspensão e cassação do alvará de funcionamento. A fiscalização será realizada pelo órgão estadual de defesa do consumidor em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública.

 

PRINCIPAIS NOTÍCIAS DE 24.06

 

COLUNISTA CACAU MENEZES – Diário Catarinense

Correria

Começou a correria dos políticos para tentar atender o clamor do povo nas urnas. Os deputados Celso Maldaner e Mauro Mariani mandam dizer que vão votar contra a PEC 37. Antes das manifestações, eles haviam assinado documento favorável à proposição. Pode?

 

ASSUNTO: Sistema prisional

VEÍCULO: Diário Catarinense

PLANO FRUSTRADO: Agentes impedem fuga em presídio

Agentes penitenciários evitaram a fuga de dois detentos do Presídio Regional de Joinville na madrugada de sábado. Os internos tentaram escapar de uma cela do Pavilhão 5, por volta das 4h, onde também estavam outros seis presos. Os dois conseguiram acessar um corredor após serrarem as grades. Quando chegaram no lado de fora da cela, foram abordados pelos agentes. Ambos foram levados para a Central de Polícia porque responderão por crime contra o patrimônio.

 

ASSUNTO: Mobilizações no Brasil

VEÍCULO: Diário Catarinense

REPORTAGEM ESPECIAL: Manifestações marcam o fim de semana no país

Mais manifestações marcaram o fim de semana de nove das maiores cidades brasileiras: Curitiba, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Pernambuco, além de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
No sábado, cerca de 35 mil manifestantes atravessaram a praça Roosevelt, no Centro de São Paulo, e seguiram em direção à sede do Ministério Público, na rua Riachuelo. A movimentação foi pacífica. Em Santa Maria (RS), 30 mil reivindicaram justiça no julgamento dos envolvidos na tragédia da boate Kiss.
Cidades catarinenses seguem com manifestações
Em Santa Catarina, 21 cidades fizeram manifestações neste final de semana. Só no Vale do Itajaí, onze municípios protestaram contra a corrupção e reivindicaram demandas locais.
Em Navegantes, cerca de 300 pessoas fecharam o ferry boat por volta das 14h35min de ontem. Menos de uma hora depois, a multidão também bloqueou a Avenida Santos Dumont, que dá acesso ao ferry. A principal reclamação foi o preço da travessia, que atualmente é de R$ 6,75 por veículo e R$ 1,10 para pedestres. Eles alegam que é mais barato para o motorista fazer o trajeto até a vizinha Itajaí passando pela BR-101.
Em Tubarão, no Litoral, a rodovia teve o principal trevo de acesso à cidade bloqueado por manifestantes neste domingo.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, cerca de 500 pessoas participaram do protesto pacífico, que teve como objetivo apoiar os atos que acontecem em todo o país.
Houve reforço policial no local e o congestionamento chegou a 3 km nos dois sentidos da BR-101.

 

ASSUNTO: Mobilizações no Brasil

VEÍCULO: programa Fantástico – Rede Globo

Para 57% dos ouvidos pelo Ibope, polícia agiu de forma muito violenta

Grande maioria dos manifestantes, 66%, disse que depredações de bens públicos e privados nunca são justificadas.

Durante as manifestações dos últimos dias, as equipes do Fantástico acompanharam de perto o vandalismo e a ação da polícia em vários estados.  Depoimentos e imagens inéditas mostram esses dois lados dos protestos e o resultado da pesquisa do Ibope sobre o assunto.

Nas manifestações pelo Brasil, o Fantástico perguntou: o que você acha do vandalismo que aconteceu em alguns protestos?

País afora, dezenas de manifestações pacíficas. Mas também destruição.
Rio de janeiro, quinta-feira passada (20). Um vândalo usou até uma machadinha.
“Eram vândalos de oportunidade e vândalos que já buscaram as manifestações pacíficas com intuito de realizar ações de vandalismo, ações criminosas, de saques. Nós tínhamos vândalos certamente arregimentados pelo tráfico de drogas local”, analisa o comentarista de segurança Rodrigo Pimentel.

São Paulo, terça passada (18). Nossas equipes filmaram manifestantes, que não queriam violência, tentando impedir que baderneiros invadissem a Prefeitura. Mas o quebra-quebra seguia.
As imagens – obtidas pelo Fantástico – mostram quando os guardas metropolitanos se protegem dentro do prédio.  Do lado de fora, a bandeira paulista é queimada. As bandeiras do Brasil e da cidade de São Paulo escapam.
A grande maioria dos manifestantes, 66%, disse que depredações de bens públicos e privados nunca são justificadas; 28% responderam que essas ações são justificadas somente em certas circunstâncias. E apenas 5% consideram que depredações são sempre justificadas; 1% não soube responder.
Vale lembrar que as perguntas foram feitas durante as manifestações de quinta-feira, e a pesquisa pode ter incluído participantes que fizeram ou tinham intenção de promover vandalismo.
“Os atos de vandalismo, apesar de terem dado muito prejuízo, foram isolados. Porque se a maioria fosse a favor, teria sido um cenário de guerra total, algo absolutamente incontrolável”, disse o psiquiatra forense do Hospital das Clínicas/SP, Daniel Martins de Barros.
E o que os manifestantes acham da atuação da polícia?
“A polícia tá aqui pra manter a ordem, pra fazer com que as coisas corram bem”, disse a manifestante de São Paulo Carolina Bergamo. 

“Eu acho que a polícia tem agido violentamente, sim, contra os manifestantes”, disse o manifestante de Belo Horizonte Pedro Faria.
Estas são imagens exclusivas. Na capital paulista, dez dias atrás, a repórter da Folha de S. Paulo Giuliana Vallone levou um tiro de bala de borracha, disparado pela PM. Foi atingida no olho.
Uma manicure – que voltava do trabalho – explicou: “Na hora que eles apontaram na nossa direção, ela me puxou para dentro desse estacionamento, sendo que ela mesma não deu tempo de ela entrar”, disse Valdenice.

Quinta-feira passada, no Rio, nossas equipes registram outra situação em que a PM acabou atingindo quem não fazia baderna.
Mais uma bomba e a policia não deixa de agir, mesmo com as pessoas não oferecendo nenhuma resistência. Manifestantes tentaram se proteger numa lanchonete.
A estudante Carina Pazoto estava lá: “A polícia mirando na gente, como se a gente fosse, sei lá,  bandido. A gente não estava fazendo nada de errado”.

Cinquenta e sete por cento dos entrevistados pelo Ibope, no Rio e em mais sete capitais, disseram que a polícia agiu de forma muito violenta; 24% afirmam que foi violenta, mas sem exageros; 15%, que a polícia agiu sem violência; e 4% não souberam ou não quiseram responder.
Os governos do Rio e de São Paulo investigam possíveis excessos policiais.
“Importantíssimo frisar que democracia precisa de polícia. E polícia forte, mas polícia forte não é polícia violenta. Polícia violenta perde a legitimidade e faz com que, muitas vezes, você até dá mais combustível pras manifestações”, avalia Renato Sérgio de Lima do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Na quinta-feira, um PM do Rio foi ferido na cabeça por manifestantes.
“Eu fiquei desacordado. Ainda bem que os companheiros estavam lá”, conta o sargento Nilmar Avelino.
Ele falou à repórter Guacira Merlin.

Fantástico: Você não tem mágoa de quem te fez levar esses dez pontos na cabeça?
Nilmar: Por que teria? De repente, ele não sabe nem o que fez. Sempre vai haver os mais exaltados. Mas acho que as pessoas ali estão reivindicando é um país melhor. Quem não sonha? Eu sonho com um país melhor.