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OS MILITARES ESTADUAIS MENOS CULTOS

11.11.2012

 

 

Há anos estamos procurando mudar a Polícia Militar Barriga-verde. Mudar para melhor servir e proteger a sociedade. Esta mudança leva tempo, pois mexe com a questão cultural. Mudar às vezes dói, mas é preciso. Uma Corporação de 177 anos já passou por diversas fases e depois de incansáveis estudos de Comando e Estado-Maior evoluiu sobremaneira. Iniciamos no longínquo 1835, devendo os cavalarianos da nova força policial, ter seus próprios cavalos, e mantê-los. Seriam montados à sua custa. Além disso, não só deveriam trazer e sustentar suas respectivas montarias como fardar-se e armar-se às próprias expensas. Servir em tais corpos era só uma honra. O tempo passou inexorável e a Força Pública foi se adequando aos novos rumos. Em pleno século XXI, atingimos níveis de excelência em diversos setores. Iniciamos o século XX com Soldados analfabetos e o encerramos com Soldados doutores. Muitos realizaram os cursos pagando do próprio bolso, mas a Corporação comprometida com a qualidade na prestação dos serviços readequou os seus estabelecimentos de ensino de formação e aperfeiçoamento visando o melhor para o público interno e externo. A exigência do nível universitário para acesso às fileiras da Corporação, sem dúvida, além de visar à melhoria na prestação do serviço, objetiva também a valorização do Militar Estadual, Policial e Bombeiro Militar. Esta valorização foi estudada, debatida exaustivamente, negociada com o Governo do Estado e aprovada no Parlamento Catarinense. Revogá-la, seria uma evidente demonstração de ignorância da verdadeira missão Constitucional da Polícia de Preservação da Ordem Pública, dando mostras não de um exercício pleno de Democracia, mas de uma republiqueta qualquer que não sabe o que quer, nem para onde caminhar. A Corporação e a sociedade estariam sendo vítimas de um verdadeiro golpe baixo. Parafraseando um Major PM, desferiram um forte “soco na boca do estômago dos Militares Estaduais”. Temos a palavra do Governador do Estado de que não haverá discriminação nem perda de direitos nos segmentos que compõem a Segurança Pública no Estado. O tempo em que o Soldado era mero elemento de execução já vai longe. O PM padrão novela de televisão seria o ideal de qualquer país terceiro mundista, o que não é o caso de Santa Catarina. Evoluímos e não queremos retroagir.

 

            FRED HARRY SCHAUFFERT

Cel PM Sub Chefe do Estado-Maior Geral

                               e

               Presidente da ACORS