Área do associado

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Clipping dos dias 06 a 09 de abril

9.4.2012

CLIPPING

06 a 09 de abril 2012

 

MÍDIAS DE SANTA CATARINA

 

 

Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Caso Monteiro

 

Os 20 dias que mexeram com a Polícia Civil de SC

A decisão de exonerar o delegado Cláudio Monteiro do comando da Diretoria Estadual de Investigações Criminais, a Deic, pode ser classificada como uma das maiores polêmicas desde que Raimundo Colombo assumiu o governo de Santa Catarina. O afastamento de um dos mais destacados membros da Polícia Civil causou espanto tanto na corporação quanto na sociedade, que reagiu via redes sociais. Nestas três páginas, o DC reconstitui as três semanas que se passaram entre o início da investigação e o bater do martelo que transformou Monteiro em ex-diretor da Deic, as versões e possíveis motivações do ato e a repercussão entre os colegas de corporação.Há cerca de 20 dias, de forma sigilosa e de conhecimento de poucos assessores, a cúpula da Segurança Pública começou a tratar do episódio que culminaria com a exoneração do diretor da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Cláudio Monteiro. Os dias seguintes foram marcados por discrição das autoridades com o assunto. A exceção foi o próprio Monteiro, chamado para se explicar no gabinete do secretário de Segurança Pública, César Grubba.

Tudo começou com um dossiê, enviado ao secretário, que tratava de denúncias de que Monteiro teria recebido diárias de uma operação policial de que não participou e que na mesma data viajara a Miami, nos Estados Unidos.

A partir de então, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) desencadeou uma investigação preliminar interna. A primeira medida foi a consulta ao relatório da viagem policial. Tratava-se de uma investigação do começo de 2011 sobre o tráfico de drogas na região de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, fronteira com o Paraguai, de onde vem a maior parte da droga consumida no Estado.

Com a informação do relatório de que Monteiro teria participado da operação, a consulta seguinte foi com a Polícia Federal. Nos dados a partir do seu passaporte, a SSP soube que na mesma data da ação de Ponta Porã ele tinha embarcado numa viagem pessoal a Miami. Estava concluído pela secretaria que a suposta denúncia tinha fundamento e que algo estaria errado.

Ainda não se sabe de que forma a SSP chegou às informações dos passos de Monteiro, se foi com os seus policiais da inteligência ou a partir de atos da própria cúpula. Na documentação, constariam notas fiscais e estaria narrado o motivo do trabalho policial.

Ao lado do delegado-geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D’Ávila, o secretário Grubba chamou o então diretor e o ouviu. Grubba afirmou que, na conversa, Monteiro teria admitido o suposto erro.

 

A decisão final de que Monteiro deveria ser exonerado da direção da Deic e de que os fatos deveriam ser apurados a fundo pela corregedoria saíram apenas na última segunda-feira. Mesmo assim, o assunto continuou sigiloso pela cúpula. Coincidentemente, na mesma semana em que Monteiro viria a protagonizar dias de intensa ação policial no Estado e novamente com aparições na mídia, a marca registrada da Deic – uma delas com direito a uma declaração polêmica em recado a criminosos.

 

A declaração polêmica

Na manhã de terça, Monteiro apresentou, na sede da Deic, três presos num confronto que terminou com a morte de um bandido envolvido com explosão de caixa eletrônico no Estado. Ao lado do delegado-geral, Monteiro deu um recado para os bandidos:

– Se vierem a SC, vão ser presos ou mortos. Porque se vierem para o confronto, nós vamos matar.

 

Afastamento torna-se público

O vazamento da exoneração, na manhã de quinta, gerou corre-corre atrás dos motivos da decisão. Monteiro silenciou. Aldo disse lamentar a medida, garantiu que era necessária para apurar as suspeitas e que fora causada por “motivos administrativos”.

Ao DC, o secretário Grubba confirmou a exoneração, apontando como razão o problema das diárias. A notícia da saída surpreendeu a Polícia Civil, pois, até então, a imagem de Monteiro era a de delegado exemplar e de linha dura. Nas redes, milhares de internautas começavam a onda de apoio ao delegado.

 

O fim do silêncio

Monteiro passou parte da manhã da sexta no escritório do advogado criminalista Cláudio Gastão da Rosa Filho, que propôs defendê-lo e fez a primeira manifestação: garantiu a inocência do delegado, que teria admitido erro administrativo e negado crimes ou ato de corrupção. Às 16h40min, por telefone, Monteiro falou ao DC pela primeira vez desde que a exoneração veio a público.

– Eu não sou corrupto. Cometi um erro administrativo. Agora, corrupto eu não sou – desabafou.

 

Versões e especulações

Por trás das razões oficiais da exoneração, há especulações sobre desgastes que o policial teria sofrido nos últimos meses com a cúpula da SSP. Elas são tratadas em bastidores, mas, no passado, geraram fatos públicos que colocaram em lados opostos a Deic, chefiada por Monteiro, e a chefia da segurança. Mas o secretário César Grubba garante que houve desvio de conduta e isso motivara a exoneração.

Os episódios principais que deixaram Monteiro em situação delicada com a secretaria foram a investigação sobre o desvio de peças do pátio da própria SSP em São José e o movimento por reivindicações salariais dos policiais civis, concentrado na Deic. Também há um outro inquérito que a Deic abriu em torno de suspeitas de irregularidades na Celesc, o que o teria desgastado ainda mais politicamente.

O caso das peças gerou mal-estar entre delegados da Deic e a cúpula da SSP no final de 2011 e começo de 2012. Os policiais constataram que as peças seriam de um lote vendido para destruição numa licitação da SSP, e que principalmente alguns motores de caminhões não poderiam estar lá.

 

“Ele cometeu uma falha que não podia ser tolerada”

Recluso em sua fazenda na região da Coxilha Rica, a 51 quilômetros do Centro de Lages por uma estrada de chão batido que é uma agressão a qualquer veículo, o homem mais poderoso de Santa Catarina está tranquilo. Ele não havia lido o jornal do dia, mas já tinha sido informado pelo seu chefe de imprensa sobre a polêmica na Capital. Confortável num lugar tão interiorano onde não há nem sinal de telefone, o governador Raimundo Colombo recebeu o DC para uma rápida entrevista exclusiva sobre a polêmica exoneração do delegado Cláudio Monteiro.

Na conversa, que durou cerca de 30 minutos, Colombo não demonstrou arrependimento e garantiu: fez o que era certo e faria o mesmo com qualquer outro servidor.

 

Confira os principais pontos da entrevista.

Diário Catarinense – A exoneração do delegado Cláudio Monteiro foi uma decisão sua?

Raimundo Colombo – Houve uma denúncia e uma investigação. O Grubba (César Grubba, secretário da Segurança Pública) ouviu o delegado e me mostrou todas as comprovações de irregularidades. Os documentos não deixam dúvidas. O Grubba sugeriu o afastamento, e eu concordei por entender que ele tinha toda a razão. Imagine se fosse o inverso, ou seja, eu acobertando um erro?

 

DC – O senhor teve acesso às investigações?

Colombo – Tive acesso ao relatório. O Grubba é promotor de Justiça da área criminal. Ele sabe fazer o processo e está acima de qualquer suspeita. Ele me apresentou todos os elementos em todo o processo, e a decisão tinha que ser tomada.

 

DC – Se o sinal verde para a exoneração foi dado na segunda-feira à noite, por que só na quinta-feira foi divulgado, depois de o delegado ter participado de operações contra os assaltantes de caixas eletrônicos?

Colombo – Não sei. Mas a decisão foi tomada antes. Quem investiga não pode estar sob suspeita.

 

DC – O senhor chegou a conversar com o delegado Monteiro?

 

Colombo – Não conversei, mas o conheço. Ele prestava um bom serviço, mas cometeu uma falha que não podia ser tolerada.

 

DC – O que o senhor tem a dizer sobre o trabalho do delegado na Deic?

Colombo – O trabalho da Polícia Civil é muito bom, mas é evidente que não é só um policial. O delegado foi escolhido entre os melhores. Foi uma escolha técnica, como também foi a escolha do sucessor.

 

DC – Mesmo com o reconhecido bom trabalho do delegado e por ele ter devolvido as diárias, a exoneração era a medida a ser tomada?

Colombo – Sim. Foi um erro grave cometido, que pode acontecer com qualquer outro servidor. Qualquer servidor público numa situação como essa precisa ser afastado, ainda mais sendo o chefe de investigação da polícia. Nós fizemos o certo, o que tinha de ser feito. Lamento, mas é uma decisão sem volta.

 

DC – É na Deic que está um foco de resistência nas negociações salariais da Polícia Civil. O senhor teme algum problema com relação a isso?

Colombo – Não. Volto a dizer que fizemos o certo.

 

DC – Este caso está repercutindo muito, inclusive com milhares de manifestações nas redes sociais a favor do delegado Monteiro. Isso pode causar algum problema ao governo?

Colombo – O governo fez o que era certo para proteger a polícia e o delegado. Talvez as pessoas estejam confundindo o motivo da exoneração com as declarações do delegado na imprensa (de que criminosos que partissem para o confronto seriam presos ou mortos), mas não tem nada a ver. Eu garanto.

 

DC – E agora? O que vai ser da Deic? Qual a orientação ao novo diretor?

Colombo – Buscamos um dos melhores policiais do Brasil, que estava na Força Nacional. Ele entendeu o momento e aceitou o desafio. A orientação é a mesma, de firmeza e combate duro ao crime.

 

Admirado por onde passava

O homem de aperto de mão firme e jeito tímido trabalhava em uma pequena sala na Divisão de Repressão a Entorpecentes, da qual era titular, no primeiro andar da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), no Bairro Estreito, em Florianópolis. Na estante, diversos livros sobre investigação e Direito, além do Código Penal. Sobre a mesa, inquéritos.

Sempre disposto a ouvir as dúvidas de jornalistas, ria das hipóteses levantadas sobre casos em apuração. Era econômico nas informações sobre investigações. Quando preparava uma operação sigilosa, não havia nada que o fizesse contar antes. Falava com orgulho de seu passado humilde. Dizia que para tirar do crime adolescentes em conflito com a lei ou evitar que crianças fossem usadas como mão de obra no tráfico, bastava dar a eles uma oportunidade.

Na Deic, quando a imprensa esperava pelas coletivas, os olhares e a postura dos policiais em relação ao então diretor eram de respeito. Não falava em tom repressor com eles, mas com educação. Com os presos, costumava falar mais alto.

Entre os ex-colegas de Deic e os de corporação, como os da turma na Academia de Polícia Civil, professor, titulares de outras delegacias, agentes e subordinados, a opinião sobre Monteiro é unânime: a de um homem esforçado, honesto e dedicado ao trabalho. Alguns que deram seus depoimentos se identificaram, outros não. Teve policial que telefonou para a reportagem falando sobre as qualidades do delegado. Gente que ligou às 22h de um feriado só para falar bem do colega. Na Deic, o clima é de tristeza. Um agente policial da unidade resumiu o que, segundo ele, todos sentiram quando ficaram sabendo da exoneração:

– Achamos que era uma pegadinha de 1º de abril.

 

“Não me sinto pressionado”

Laurito Akira Sato, Futuro diretor da DeicO delegado Laurito Akira Sato vai assumir o comando da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Florianópolis. No momento, em Brasília, atua como coordenador da Polícia Civil no Departamento da Força Nacional de Segurança Pública, um grupo criado pelo Ministério da Justiça para apoiar as investigações e operações nos estados. Por enquanto, a data para início dos trabalhos na Deic ainda não foi confirmada. Mas Akira acredita que até a segunda quinzena de abril já estará em terras catarinenses. Neste primeiro momento, muito trabalho virá pela frente. O delegado terá que se inteirar das principais investigações realizadas pelo órgão, e terá como prioridade inibir os ataques a caixas eletrônicos no Estado.

 

Agência RBS – O senhor se sente pressionado ao assumir a Deic nesse momento conturbado?

Laurito Akira Sato – É uma responsabilidade muito grande. É um órgão de investigação que tem muita importância em Santa Catarina. Mas não me sinto pressionado. Estou numa condição de querer desenvolver um trabalho tão bom quanto o que vinha sendo desenvolvido e com uma integração maior com o governo federal. Sei que preciso desenvolver as ferramentas de trabalho em um ambiente diferente do que estava acostumado, mas acredito que não haverá problemas.

 

Agência RBS – O que o senhor pode comentar sobre as suspeitas de desvio de diárias de operações policiais para viagens pessoais?

Sato – Não tenho conhecimento do que está acontecendo sobre esse assunto. Mas foi uma surpresa para mim essa notícia. Mas como não tomei informações sobre esse caso, não posso comentar. De qualquer forma, ele (delegado Cláudio Monteiro) era meu amigo, como todos aí.

 

Agência RBS – Como surgiu seu nome na Deic?

Sato – Surgiu da necessidade do delegado-geral. Falei que estava à disposição dele para qualquer atividade e que podia ser solicitado para voltar a qualquer momento em que fosse necessário. A única coisa que havia definido é que tinha que voltar para o meu Estado. E dessa forma tive essa oportunidade de desenvolver o meu trabalho. Queremos inovar em algumas áreas de gestão. Mas o trabalho que vem sendo feito hoje é excelente.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Visor

Assunto: Delegado Monteiro

 

VIDA IMITA A ARTE

Um delegado de polícia foi almoçar com sua família em tradicional restaurante de Florianópolis, próximo ao Parque da Luz, neste domingo de Páscoa. Ao ser reconhecido na entrada, foi abordado por uma senhora de família conhecida da cidade, que bradou:

– Diz pro seu amigo (Cláudio) Monteiro que somos todos fãs dele de carteirinha.

Foi aplaudida por outras mesas. Qualquer semelhança com um certo filme, não é mera coincidência.

 

INFERNO ASTRAL

A expectativa é de que o governo do Estado explique hoje, com detalhes, as causas do afastamento do delegado Cláudio Monteiro. Caso contrário, existe a chance real de encarar um período de inferno astral na segurança pública.

O termômetro será a mobilização de protesto convocada pelas redes sociais para hoje à tarde, em frente à SSP

____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: SOS Vidas

 

Obras serão liberadas hoje

Começa ainda este mês a primeira etapa de recuperação dos trechos de rodovias estaduais com maior risco de acidentes gravesAs primeiras ordens de serviço do SOS Rodovias serão assinadas hoje pelo governador Raimundo Colombo na sede da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), na Capital. O programa vai atacar os principais pontos de acidentes com mortes em trechos estaduais. As obras devem iniciar este mês e a entrega está prevista para setembro.

Lançado em novembro do ano passado, o programa pretende recuperar, até 2014, os 127 trechos apontados pela PMRv como os mais perigosos no Estado. Cerca de 70% dos acidentes com vítimas acontecem nesses locais. As obras vão desde as mais simples, como correção de pequenas curvas, até as mais complexas como cortes em rochas.

Para a escolha dos pontos, também foi considerado o grau de risco de acidentes e o valor de cada obra. A identificação dos pontos críticos foi feita com base na taxa de acidentes de trânsito, índice que calcula a periculosidade de um trecho da rodovia, levando em conta o número de acidentes com e sem feridos.

Hoje, serão liberadas as ordens de serviço de nove, dos 17 pontos do primeiro lote do programa. Serão investidos R$ 2,5 milhões, do total de R$ 3,3 milhões desta etapa. O maior investimento do primeiro lote serão as obras da SC-401, na Capital, onde será liberado R$ 1,1 milhão para a recuperação da curva da morte.

Outro trecho que terá grande investimento é o da SC-283, entre São Carlos e Palmitos, no Extremo-Oeste, onde serão injetados R$ 395,9 mil para diminuir os acidentes em uma curva acentuada. Além da sinalização, será modificada uma entrada de acesso a uma comunidade.

As oito ordens de serviço restantes devem ser assinadas nos próximos dias. Nesta etapa, passarão por obras a SC-411, entre Gaspar e Brusque, e a SC-422, em Taió. Na Capital, outro ponto crítico que será melhorado é o Km 17 da SC-406, no acesso ao Projeto Tamar, na Barra da Lagoa.

O governo aguarda a liberação de R$ 40 milhões de um convênio, ainda não assinado, com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para liberar as obras dos outros 110 trechos.

 

Melhorias na SC-283 esperadas há três anos

Na região do Oeste e Extremo Oeste do Estado, a assinatura da ordem de serviço para a Rodovia SC-283 era esperada há mais de três anos em Chapecó, Planalto Alegre, São Carlos e Palmitos. O investimento ultrapassa R$ 430 mil para dois trechos, um no Km 153 e outro no Km 103.

De acordo com o prefeito de Chapecó, José Claudio Caramori, com a construção da hidrelétrica Foz do Chapecó, a estrada que liga os munícipios ficou prejudicada devido à grande movimentação de caminhões com carga pesada. A construção terminou, mas os danos ficaram, segundo ele.

– É a melhor hora para iniciar as obras de recuperação, estávamos esperando por este momento. Vai contribuir com toda a região e com o turismo, pois esta rodovia é também o caminho das águas termais de Chapecó – explica Caramori.

 

Rotina violenta nas estradas da região

Com a rodovia esburacada, os acidentes aumentaram. O último aconteceu em 29 de março. Uma colisão frontal entre um veículo de passeio e um caminhão tirou a vida de um casal. Na data da ocorrência, o subtenente do Corpo de Bombeiros de Chapecó, Luiz Antonio Capeletti, afirmou que as más condições da pista e o sol poderiam ter provocado o acidente, já que o veículo fazia o sentido Chapecó-Planalto Alegre.

O motorista do caminhão, Marcio Iohann, 30 anos, saiu ileso do acidente, mas reclamou das más condições da pista.

– Faço duas viagens por dia na rodovia e ela realmente precisa de melhorias – afirmou.

 

 

SC-401 terá recurso de R$ 1,1 milhão

A ordem de serviço para o Km 19, da SC-401, em Florianópolis, também será assinada hoje no primeiro lote do pacote de melhorias do SOS Rodovias. O investimento é de R$1,1 milhão. Conhecida como a curva da morte, no ano passado, 196 veículos se envolveram em acidentes, resultando em 37 feridos e duas mortes.

A expectativa é de que, com a obra, os acidentes diminuam, mas os motoristas ainda deverão tomar cuidado ao passar pelo trecho sempre com velocidade abaixo de 60km/h. Na readequação, a curva da morte será suavizada com uma elevação de seis centímetros na parte direita da via (direção bairro/Centro) para evitar que os carros se percam como acontece com frequência.

Com a abertura da curva da SC-401, o motorista, que hoje precisa virar o volante duas vezes para passar pelo local, deve conseguir manter o carro no centro da pista com mais facilidade.

Também está prevista a troca dos guardrails de metal, que separam as pistas, por defensas de concreto, consideradas mais seguras.

A previsão é de que as obras iniciam este mês e estejam prontas antes da próxima temporada de verão.

– Vai diminuir o risco do motorista perder o controle do veículo, mas ele tem que dirigir na velocidade permitida – avalia Paulo Meller, presidente do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra).

_________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Gerais

 

Dezesseis perdem a vida em acidentes de trânsito

Operação Semana Santa encerra hoje, mas o balanço parcial mostra que imprudência predominouO feriadão de Páscoa foi novamente de trânsito violento. Desde a madrugada de quinta-feira até o fim de domingo, 16 pessoas perderam a vida em acidentes, 12 nas rodovias federais e quatro nas estaduais. A volta para casa também foi de muito movimento nas estradas.

No final da tarde de ontem, os maiores congestionamentos foram no trecho Sul da BR-101, entre Imbituba e Laguna, com 12 quilômetros de filas, e no Morro dos Cavalos, na Grande Florianópolis, com seis quilômetros. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Militar Rodoviária (PMRv), o movimento nas estradas federais e estaduais deve seguir na manhã de hoje.

Quanto aos acidentes nas estradas federais, a Operação Semana Santa deste ano da PRF já superou o número de mortes do ano passado, que chegaram a oito. Os resultados ainda são parciais, já que os números só serão finalizados na madrugada de hoje.

O caso mais grave foi na BR-282, em Vargem Bonita, no Meio-Oeste. Três gaúchos morreram em um acidente na quinta-feira. Todos eram parentes, naturais de Canoas. Olaide Aparecida Borba da Luz, 46 anos, Raquel da Luz Lopes, 24 anos, e Floraci da Rosa Lopes, 66 anos morreram na hora. O motorista do carro teria perdido o controle no km 427 e bateu de frente em uma árvore.

Já nas estradas estaduais, o sábado foi o dia mais violento. Em um mesmo dia quatro pessoas perderam a vida em acidentes. Da madrugada de quinta-feira até a noite de ontem, o saldo era de 111 acidentes e 76 feridos.

 

 

Outras mortes

QUINTA-FEIRA

– Em Pouso Redondo, no Vale do Itajaí, na BR-470, km 186, às 18h20min, a colisão entre uma carreta e um Vectra deixou dois mortos em Pouso Redondo. Os veículos pegaram fogo. No local, morreu Marcos Roberto Vieira, 37 anos, que era o condutor da carreta. Já o motorista do carro, identificado como Heliomar Janke, 42 anos, chegou a receber atendimento médico, mas morreu no hospital.

– Em Sombrio, na BR-101, km 438,7, às 20h05min, um pedestre não identificado foi atropelado e morreu no local.

– Em Vargem Bonita, na BR-470, uma menina de cinco anos morreu atropelada por volta das 14h20min. Conforme a PRF, ela caminhava pelo acostamento acompanhada da mãe, quando teria tentado atravessar a rodovia.

SEXTA-FEIRA

– Em São José, na Grande Florianópolis, na BR-101, km 206, às 3h10min, um Fiat Palio capotou e o motorista Gustavo da Silva Ferreira, 23 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

– Em Curitibanos, região serrana do Estado, na BR- 470, km 252, às 15h, uma colisão entre dois veículos tirou a vida de Simone Cláudia Olivette, 26 anos. O choque aconteceu entre carros com placas de Curitibanos e de Ibiporã.

– Em Água Doce, oeste do Estado, na BR-153, km 30, às 19h35min, uma colisão frontal entre dois veículos resultou na morte de um dos condutores. Marcos Aurélio Schwab, 43 anos foi a vítima.

SÁBADO

– Em Ilhota, no Vale do Itajaí, na SC-470, km 9, às 5h20min, Darci José Orzechovski Peruzzo, 26 anos, foi atropelado por um veículo de passeio com placa de Blumenau e morreu.

– Em Marema, no Oeste catarinense, na SC-459, km 46, às 7h, uma saída de pista seguida de capotamento tirou a vida de Juarez Rodrigues dos Santos, 18 anos, morador de Xaxim.

– Em Jaguaruna, Sul do Estado, na SC-487, km 29, às 12h10min, uma batida frontal entre um veículo de passeio e uma bicicleta resultou na morte do ciclista Osni Fermiano Goulart, de 71 anos.

– Em Bom Jardim da Serra, na SC-438, km 101, às 19h15min, uma colisão envolvendo dois veículos tirou a vida do motorista Cessuavo Modelski, 81 anos, que morreu no local.

– Em Jaraguá do Sul, na BR-280, km 77, às 8h15min, uma colisão entre uma moto e uma Mercedes Benz resultou na morte do motociclista Giliard Antonio Moreira Nascimento, 32 anos.

DOMINGO

– Em Itajaí, na BR-101, km, 118, às 7h25min, João Alex Valentim, 24 anos, perdeu o controle do veículo, saiu da pista e bateu em um rocha. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

 

 

Ultraleve cai e mata dois

Acidente é o quinto deste ano com aviões de pequeno porte em Santa Catarina e tirou a vida de empresários da cidade

O quinto acidente de avião de pequeno porte neste ano em Santa Catarina causou duas mortes. Por volta das 10h de ontem, um ultraleve caiu em um arrozal, na comunidade de Sanga do Marco, a cerca de 500 metros da BR-101, em Araranguá, no Sul do Estado. A Polícia Civil vai investigar a causa da queda.

A aeronave estava sendo usada por José de Souza Pereira, 45 anos, conhecido como Zé do Nelinho, e Antônio Carlos Bernardino, 30 anos, que estava na fase final de treinamento de voo. Zé do Nelinho pilotava desde 1993 e tinha autorização para guiar o tipo de avião, um experimental fabricado pela Star Flight. Zé do Nelinho era dono de uma retífica na cidade e deixa mulher e três filhos.

Bernardino, que tinha uma concessionária de carros em Araranguá, também era casado e pai de um menino de nove anos. Os corpos das vítimas estão sendo veladas na Capela Mortuária Jardim da Paz. Às 14h, será realizada uma missa na Igreja Sagrada Família, no Bairro Cidade Alta. Logo em seguida, o corpo de Zé do Nelinho será sepultado no Cemitério Cruz das Almas. O de Bernardino irá para o Jardim da Paz.

 

Tragédia que se repete na mesma família

A aeronave foi encaminhada para o Aeródromo Comandante Nelinho, nome dado em homenagem ao pai de Pereira, que também morreu em um acidente com um bimotor no Oeste do Estado, no começo da década de 1980. Antes do ultraleve ser transportado, técnicos do Instituto Geral de Perícias (IGP) estiveram no local e fizeram fotos para apontar as causas, que serão investigadas em um inquérito da Polícia Civil.

– Testemunhas contaram que uma das asas teria levantado, o piloto perdido o controle da aeronave, tentado pousar, arremetido e voltado a perder o comando do ultraleve – explica o soldado do Corpo de Bombeiros, Matheus de Souza Machado.

O ultraleve era um Fox V6, de 2008. O voo com este tipo de aeronave experimental é regulamentado pela Agência Nacional de Aviação (Anac). Mas o órgão determina o uso de uma inscrição informando que ele não atende aos requisitos mínimos de aeronavegabilidade por não passar pelos testes rigorosos dos aviões convencionais homologados.

 

 

*Voos experimentais

PERFIL

– Aviões experimentais são aeronaves que, entre outras características, pesam até 750 quilos e não precisam de certificação de testes na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O QUE É PRECISO PARA O PILOTO

– O primeiro passo é participar da Associação Brasileira de Ultraleves (Abul).

– Para aprender a voar, o interessado deve procurar uma escola autorizada a funcionar pela Agência Nacional de Aviação Civil. Antes, é preciso fazer uma inspeção de saúde com um médico cadastrado na Abul. Em Santa Catarina, as escolas credenciadas estão localizadas em Lages, Blumenau, Mafra, Navegantes e São Miguel D’Oeste.

– Quantidade mínima de horas exigidas de treinamento para ter o Certificado de Piloto Desportivo (pequenos voos isolados) é de 15 horas e para Piloto de Recreio

(voos de longa distância) é de 30 horas.

– Construção: deve ser feita por um mecânico credenciado.

– Após a fabricação e registro: é obrigatório fazer um relatório anual de inspeção junto à Anac.

FONTES: Associação Brasileira de Ultraleves (Abul) e Associação Brasileira de Aviação Experimental

 

 

ÚLTIMOS ACIDENTES EM SANTA CATARINA

12 de março de 2012

Um avião monomotor caiu sobre um bananal no município de Luis Alves, no Vale do Itajaí. A aeronave era pilotada por Rodrigo Braguetto Fortunato, 27 anos, com mais de 500 horas de voo.

24 de fevereiro de 2012

Em Corupá, o piloto agrícola Giovani Rodegheri, 26 anos, sobreviveu à queda do avião Piper Pawnee 235 que pilotava. Ele teve ferimentos leves pelo corpo e fraturou o nariz.

27 de fevereiro de 2012

Um avião monomotor modelo Paulistinha P56R caiu em São José no Aeroclube de Santa Catarina e deixou duas pessoas feridas. A aeronave teria colidido em uma árvore após retornar à pista.

29 de fevereiro de 2012

Um avião monomotor fez um pouso de emergência em região de mata fechada, em Luis Alves, durante a pulverização de um bananal. A aeronave ficou danificada. O piloto Edson Lisboa, de 47 anos, saiu ileso.

2 de agosto de 2011

O Avião da Força Aérea Brasileira (FAB) caiu em Bom Jardim da Serra, na Serra. Oito pessoas morreram. O avião teria batido em um morro antes de cair.

3 de janeiro de 2011

Monomotor agrícola caiu a 800 metros da cabeceira da pista do aeroporto agrícola de Corupá. O piloto Rudival Moreira da Silva Júnior, de 38 anos, morreu na hora.

8 de novembro de 2010

Monomotor experimental capotou no Aeroporto de Joaçaba, no Meio-Oeste.

O piloto e o passageiro sofreram ferimentos leves.

19 de setembro de 2010

Logo após a decolagem, um avião de pequeno porte caiu no quintal de uma

casa em Blumenau. Parte da cauda do avião teria quebrado.

24 de agosto de 2010

Um homem de 67 anos ficou ferido na queda de um ultraleve, em Imbituba. O

acidente ocorreu no momento do pouso. A vítima morreu dias depois.

DEU NO DC

No dia 13/10/2010, DC mostrou perigos dos experimentais

Em 01/03/2012, DC deu destaque aos acidentes aéreos ____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Cacau Menezes

Assuntos:  Delegado Monteiro

                    Segurança em Coqueiros

 

CPI utópica

A demissão sumária do delegado Cláudio Monteiro possui todos os ingredientes para gerar uma CPI na Assembléia Legislativa. A forma como o fato chegou ao conhecimento da imprensa meio escondido no início de um feriadão e o motivo quase torpe do afastamento (um inquérito administrativo interno com advertência seria o suficiente) induz a população a pensar que uma onça pode estar escondida atrás do toco. Pensar em inquérito no Legislativo, no entanto, é utópico.

O governador Raimundo Colombo, que endossou a defenestração do delegado, tem os 40 deputados do seu lado. Não é por aí que poderá se encontrar a verdade. Talvez a Polícia Federal tenha que ser chamada, a mesma Polícia Federal que foi empurrada pelo Partido dos Trabalhadores para tentar colocar em pratos limpos a morte de um vereador no Oeste.

 

Impressionante

Sábado pela manhã fui matar saudades de Coqueiros, meu bairro de coração, e fiquei surpreso com o quadro entre Itaguaçu e Bom Abrigo, em cima da Praia das Palmeiras, um dos lugares mais lindos de Florianópolis. Tipo assim: 80% das casas com cercas elétricas e grades, e 70% a venda, já sem os moradores. Insegurança correu com a turma.

____________________________________________________________________________ Veículo: Clicrbs

Editoria: Diário do Leitor

Assuntos: Farra do boi

                   Delegado Monteiro

 

Farra do boi

Pelas imagens que estamos presenciando na mídia, a farra do boi está passando por um processo de transição, ou seja, das brincadeiras de infância de tradição açoriana, a corrida atrás do boi, o ato de puxar sua cola e depois sair correndo defendendo-se de seus galhos, está sendo sutilmente substituído por jogar umas pedrinhas nos PMs e sair se desviando das balas de borracha. Olha, a farra do boi está ficando mais emocionante, sai o boi e entra o “BOIPE”.

Ivan Clovis

Por e-mail

 

Farra do boi

Hoje uma amiga minha foi convidada a ir para uma farra do boi. Ainda me pergunto como alguém vai nisso. Imagina só você ser solto num lugar com várias pessoas querendo te torturar, dando aquele frio na barriga, sabendo que você está ali para ser morto e, pior, ser morto por covardia, que as pessoas querem te ver sofrer. Esse é o boi, que não pediu para estar ali e que vai estar sangrando até não suportar mais a dor.

Luiz Ribeiro

São José

 

Delegado Monteiro

Delegado de polícia que contrata o advogado que contratou ou tem muito dinheiro, está sendo retribuído de algum favor. Trabalhei 35 anos como engenheiro e, francamente, não tenho dinheiro para contratar um desses advogados.

José Augusto dos Reis Linhares

Florianópolis

 

Delegado Monteiro

Não compreendi duas colocações do delegado exonerado Cláudio Monteiro. Como um homem tão inteligente se depara com um monte de documentos nem os analisa individualmente? Segundo, ele afirma que está bem longe de ser corrupto. Estar longe pode significar estar no caminho.

Walter Lemos Filho

Florianópolis

 

Delegado Monteiro

Quero aqui externar o meu eterno respeito e inabalável admiração ao delegado Monteiro.

Adalberto Safanelli

Delegado de Polícia

 

Delegado Monteiro

Queria falar para quem deu a ordem para exonerá-lo que você é uma piada para a segurança pública. Por isso que está um caos. Quando aparecem homens de verdade, as asas são cortadas. Senhor governador, peça pra sair.

Anderson Correa

São José

 

Delegado Monteiro

Se exoneraram o delegado do cargo devido às diárias, então em uma breve investigação nas do sistema penitenciário vai sobrar vagas.

Eduardo Valle

Por e-mail

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Informe Político

Assunto: Delegado Monteiro

 

Manifestações

Além da torcida nas redes sociais e do protesto programado para hoje em frente à Secretaria de Segurança Pública contra a exoneração do delegado Cláudio Monteiro da diretoria da Deic, a emoção em torno do assunto não permitiu que se avaliasse como é difícil punir um servidor público que comete uma falta grave.

O corporativismo não pode se sobrepor aos fatos. Nem o delegado, que trabalha com investigação, abriria mão disso.

 

 

Defesa

O delegado Cláudio Monteiro está correto em dizer que não é corrupto, seria pré-julgamento, mas admitiu a falha administrativa, que corrigiu mais tarde.

Aliás, o questionamento nos bares da cidade vale para um propósito: se Monteiro tem algo que desabone algum figurão do governo, ponha para fora, agora. Toda especulação, neste em nos demais casos, precisa ser esclarecida em nome do interesse da sociedade.

 

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Reportagem Especial

Assunto: Celulares na cadeia

 

Gravações revelam o bate-papo nas cadeias

Por sete dias, em um serviço privado de chat telefônico, a reportagem do jornal A Notícia interceptou conversas com pessoas que se identificam como presos de várias unidades prisionais espalhadas pelo Estado. As falas sobre o cotidiano nas prisões, drogas e a facilidade de fugas denunciam a fragilidade do sistema prisional de Santa Catarina

Pelo telefone, detentos que deveriam estar isolados no sistema prisional catarinense participam de bate-papos com internos de outras unidades e gente de fora. Por sete dias, a reportagem do jornal A Notícia, do Grupo RBS, interceptou um canal utilizado por internos de Joinville, Itajaí, Palhoça, Florianópolis e outras cidades do interior. A reportagem monitorou mais de 20 horas de conversas. O material gravado revela a total despreocupação dos presidiários com as regras. E, na certeza da impunidade, não há o que os impeça de continuar no crime.

As escutas foram feitas num sistema de bate-papo telefônico que deveria ser frequentado apenas por usuários comuns, mas foi dominado pelos presos. Ninguém esconde que está detido, ou, como eles costumam dizer,“privado”.

A fuga de um detento no último dia 26, no Presídio Regional de Joinville, foi repercutida por companheiros da mesma ala ao telefone poucas horas depois. Fala-se em entrada e consumo de drogas na cadeia sem rodeios. Aliança no crime é coisa que se discute como banalidade.

 

Sistema penal de SC reage com espanto

A revelação de que detentos de diferentes unidades prisionais catarinenses falam livremente em um serviço telefônico de bate-papo, usando aparelhos celulares dentro das celas, foi recebida com espanto pela cúpula do sistema penal no Estado.

Mas, ao serem procurados pela reportagem, tanto a secretária de Estado da Justiça e Cidadania, Ada de Luca, quanto o diretor do Departamento Estadual de Administração Prisional (Deap), Leandro Soares Lima, afirmaram que precisariam analisar o conteúdo das gravações detalhadamente antes de se pronunciarem sobre o assunto.

Ada se mostrou incrédula sobre a facilidade com que os presos se comunicam em canal aberto (leia entrevista na página ao lado).

– Isso é mentira, se comunicar numa sala de bate-papo por telefone.

No entanto, a secretária reconheceu que o acesso aos celulares é um problema nacional, e que, mesmo sem garantir datas, trabalha com a possibilidade de implantar um sistema de bloqueio de sinal em Joinville até julho.

O diretor do Deap disse não ter tido acesso às gravações e que não sabe a origem delas. Por isso, não poderia atestar se são mesmo “de dentro da prisão”. Segundo Leandro Lima, o departamento não se manifestaria pelo menos até hoje.

– Depois de segunda-feira, vou solicitar a análise mais criteriosa das fitas. Vou encaminhar para a perícia. Isso se eu tiver acesso – afirmou

 

Juiz criminal vê omissão do Estado

Para o juiz da 3a Vara Criminal da cidade, João Marcos Buch, o Estado é omisso ao não impedir que presidiários se comuniquem na ilegalidade.

– Parece que a Secretaria de Justiça e Cidadania é encoberta por uma cortina que não permite enxergar a realidade. Não há justificativa lógica para que a instalação de um bloqueador de celular ainda não tenha sido providenciada, um investimento de R$ 50 ou R$ 60 mil – questiona.

A secretária Ada de Luca reafirmou que, de acordo com as prioridades, a primeira cidade a receber o sistema seria Florianópolis. Depois, Joinville.

 

DROGAS SÃO O PRINCIPAL ASSUNTO

As conversas são entre detentos, mas um desavisado poderia achar que seriam de cidadãos comuns e livres, tal a tranquililidade e sossego demonstrada por eles

A livre utilização de celulares não é o único crime que os detentos não fazem questão de esconder. Os diálogos revelam que a entrada e o consumo de drogas nas cadeias do Estado é mais fácil do que se pode imaginar.

Na madrugada de 27 de março, um detento de Joinville avisa uma interna de Itajaí que foi presenteado com cem gramas de maconha, mas que só receberá metade porque não tem visita. A outra metade é o preço que ele precisa pagar para quem vai garantir que a encomenda chegue até ele.

Mas a sorte de receber presentes não acompanha todos. Isso não impede que as drogas não sejam consumidas.

– Com dinheiro você pode conseguir tudo – é o que responde um preso quando questionado sobre como faz para que as drogas cheguem até ele.

LOCAIS DIFERENTES, TERMOS IGUAIS

Joinville, Itajaí, Florianópolis, Palhoça, Criciúma, Tubarão… Os muros dos presídios deixaram de ser obstáculos para que detentos dessas cidades se comuniquem. O sotaque pode ser diferente, mas o linguajar repleto de gírias e códigos acabar por criar uma identidade entre eles.

Os encontros se desenrolam em troca de informações e confidências assim que há identificação mútua entre os confinados. Em uma das conversas ouvidas pela reportagem, um presidiário de Joinville questiona um detento de Florianópolis se ele também “veste a camisa”.

A pergunta é o ponto de partida para que a dupla fale sobre apoio ao crime e continuidade dos delitos quando saírem da cadeia.

– Nós tá aí pra apoiar o crime, tá ligado, meu caro? – confirma o preso da Capital.

DIVERSÃO NAS HORAS DE ÓCIO

Nas conversas, os detentos comentam que usam o bate-papo como forma de lazer.

– Só quando não tem nada para fazer – afirma um homem que diz estar preso em Itajaí, ao ser questionado por uma mulher se usa muito o serviço.

Sem contato pessoal com internos de alas ou celas separadas, os detentos também têm no celular uma ponte para discutir situações com quem pode estar do outro lado da parede. Fuga, pente-fino, transferências e até regras sobre o fumo de maconha no pátio em dia de visita, foram tratados entre dois presos de Joinville. Eles chegam a acenar um para o outro durante a conversa, na madrugada de 27 de março, um dia após uma fuga em plena luz do dia.

– O bagulho tava louco aqui. Depois da fuga, eles tavam num pente-fino lá – alerta um deles.

 

“É mentira. Só se me provar”

Ada de Luca, secretária de Estado da Justiça e CidadaniaA secretária Ada de Luca se mostrou incrédula a respeito da existência de presos conversando em bate-papos. Ela garantiu que está providenciando bloqueadores de celulares para as unidades.

 

Agência RBS – A senhora ouviu o conteúdo das escutas?

Ada de Luca – Alguém me ligou falando, não me inteirei do assunto. Liguei para o diretor do Deap, para ele se inteirar. Não sei direito o que é a história.

 

Agência RBS – Presos de Santa Catarina se comunicam em uma sala de bate-papo por telefone…

Ada – Isso é mentira. Se comunicar numa sala de bate-papo por telefone, só se me provar.

 

Agência RBS – Temos 20 horas de escutas telefônicas, que gravamos por uma semana…

Ada – Eu gostaria de escutar, na segunda-feira.

 

Agência RBS – Para acessar a qualquer hora, basta ver o site.

Ada – Eu estou fora de Florianópolis. Estou sem computador também… Acho que isso aí requer, inclusive, corregedoria e tudo.

 

Agência RBS – Falamos com o diretor do Presídio Regional de Joinville, o material com as escutas também será entregue a ele.

Ada – Se vocês nos ajudarem, fazem um bom serviço.

 

Agência RBS – O diretor entende que a solução é um bloqueador de sinal de celular.

Ada – O bloqueador de celular ali terá que ser praticamente pontual, e o pontual é “carézimo”, para não bloquear os vizinhos. Mas isso já está sendo providenciado, eu garanto.

 

Agência RBS – Já existe um estudo para a execução? A secretaria trabalha com prazos?

Ada – Sim, já estamos trabalhando, fazendo tomada de preços. Nessas coisas, a parte burocrática demora muito. E não é só lá (Joinville) que precisa. Precisaríamos de vários.

 

Agência RBS – O juiz-corregedor da 3a Vara Criminal de Joinville, João Marcos Buch, espera que até julho o sistema já esteja funcionando. A senhora trabalha com esse prazo?

Ada – Trabalho com essa hipótese sim. Só que essas coisas, a gente fala e o jornalista publica. Aí previne (as organizações criminosas). Eu ponho e não aviso. Porque tem coisas no sistema prisional que não se pode falar. Se tu fala, tu previne.

 

Agência RBS – Há comprometimento para essa necessidade?

Ada – Tudo o que tem de comprometimento para a necessidade dentro do meu conhecimento, da estrutura, das finanças da secretaria, vamos fazer. São muitos problemas que tenho de resolver. Então, dou mais prioridades. A gente vai fazendo por etapas, porque milagre ninguém faz.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Artigos

Assunto: Mazela Prisional

 

MAZELA PRISIONAL, por Francisco Ferreira

*Notoriamente, cresce a cada dia, o número de pessoas aflitas que veêm no aumento das penas e no encarceramento dos que violam a lei penal, a fórmula mágica para a diminuição da criminalidade. Esquecem-se, contudo, os defensores desta máxima que o sistema carcerário brasileiro e, em particular o catarinense , padece de uma enfermidade crônica, pois, há décadas vem sendo administrado de forma empírica, e o que é pior, orientado por ações que se contrapõem ao real sentido da pena, que é a ressocialização do infrator, além é claro, de prevenir o crime.

Sabe-se, ao contrário do que pregam os arautos do endurecimento, que o sistema carcerário apresenta um percentual de recuperação muito aquém do desejado, para não se dizer apenas, que não reabilita ninguém.

Embora não se disponha de um dado oficialmente reconhecido, o índice de reincidência delitiva gira em torno de 70%. Isto implica dizer que de cada cem indivíduos egressos do sistema punitivo, setenta retornam ao cárcere após terem sido soltos e dados “como aptos” a serem reinseridos no meio social. Só por este número chega-se a conclusão que não basta apenas atirar pessoas nessas masmorras contemporâneas que são as nossas prisões.

A propósito, não há como ser negado que o assustador número de fugas no sistema prisional estadual é decorrente da ausência de um tratamento equânime e pautado nos princípios que norteiam a Lei de Execuções Penais (Lei nº 7.210/84), como também é resultante do descontrole dos prazos fixados em lei para o cumprimento das penas em execução.

Diante dessa realidade falta espaço para o estéril digladiar entre poderes de Estado, como recentemente se assistiu ao ser divulgado que a Polícia prende e o Judiciário solta.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Delegado Monteiro

 

Corregedoria investigará o delegado

Polícia Civil começa a analisar a suspeita de desvio de diárias por parte do ex-diretor da DeicA Corregedoria da Polícia Civil começa, hoje, a investigação das suspeitas de desvio de diárias pelo delegado Cláudio Monteiro, exonerado na semana passada do comando da Diretoria Estadual de Investigações (Deic), em Florianópolis. Ainda não foram revelados os detalhes de como será a apuração, que costuma durar no mínimo 30 dias.

A documentação que revelaria o suposto desvio de conduta do delegado está desde quarta-feira com a corregedoria, mas em razão do feriadão de Páscoa, os primeiros procedimentos ocorrerão a partir de hoje.

Monteiro foi exonerado da direção da Deic pelo secretário da Segurança Pública, César Grubba, em decisão conjunta com o delegado-geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D’Ávila, e o governador Raimundo Colombo.

Conforme a Secretaria, a missão de abrir a investigação para analisar a conduta do ex-diretor foi dada ao corregedor Nilton de Andrade, mas ainda não se sabe qual o delegado-corregedor que irá presidi-la.

O advogado criminalista Cláudio Gastão da Rosa Filho, defensor do delegado Monteiro, fará, hoje pela manhã, na corregedoria um pedido de acesso ao conteúdo das denúncias. Gastão quer se inteirar das acusações contra o seu cliente para a defesa e espera que isso aconteça de forma rápida, pois avalia que Monteiro cometeu erro administrativo e não crimes.

O ato de exoneração de Monteiro deverá ser publicado no Diário Oficial do Estado entre hoje e sexta-feira. Por enquanto, o comando interino da Deic está com o diretor-adjunto, delegado Célio Nogueira Pinheiro. O futuro diretor da Deic, delegado Laurito Akira Sato, deve assumir apenas a partir do dia 16.

 

As denúncias

– O ex-diretor da Deic Cláudio Monteiro é suspeito de desviar R$ 1,45 mil em diárias, as quais seriam para uma operação policial em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, em 2011. A Secretaria de Segurança Pública afirma ter apurado que Monteiro não foi na ação policial e que nesse período embarcou numa viagem pessoal a Miami, nos EUA.

– Em entrevista exclusiva ao DC publicada no sábado, o delegado disse que cometeu erro administrativo e negou ter agido de má fé ou cometido crimes. Ele garantiu, também, que devolveu as diárias assim que percebeu o erro que havia cometido.

– A SSP afirma que Monteiro é investigado por peculato (quando o servidor público apropria-se de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel em razão do cargo), falsificação de documento público, adulteração de documentos e malversação de dinheiro público.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Ataque a bancos

 

 

Sato promete resposta dura

Informações da inteligência da Força de Segurança Nacional do Ministério da Justiça serão usadas nas investigações dos ataques a caixas eletrônicos em Santa Catarina.

O último e 59o ataque foi em Nova Trento, na madrugada de sábado, quando uma quadrilha com cinco homens, armada de fuzil, estourou três caixas eletrônicos do Banco do Brasil. Foi o primeiro ataque na cidade.

– Vamos agregar informações levantadas pela Força Nacional da Secretaria Nacional de Segurança Pública no contexto de Santa Catarina. As quadrilhas serão combatidas com a mesma intensidade com que o delegado Claudio Monteiro estava trabalhando. Os esforços continuarão no mesmo sentido – garantiu o futuro diretor da Deic, Laurito Akira Sato.

Sato fica no Ministério da Justiça até domingo. Durante a semana, ele repassa o trabalho de coordenador da Polícia Judiciária da Força Nacional e recebe relatórios das divisões da Deic sobre as investigações em andamento naquela unidade.

 

Equipes da Deic estão na região de Nova Trento

Como ainda está se informandosobre o novo cargo, ele disse, ontem, que só tem conhecimento das explosões em Nova Trento via imprensa, mas que tem certeza que a equipe da Deic que está no caso acompanha de perto o crime. No caso dos caixas eletrônicos, todas as divisões da Deic estão envolvidas, sob a coordenação da Divisão de Furtos e Roubos e do Grupo de Diligências Especiais. As equipes estão na região desde ontem. Após as explosões, a quadrilha teria fugido em direção a Brusque, pela SC-408. Até as 20h de ontem, ninguém

havia sido preso.

 

Futuro diretor da Deic

As quadrilhas serão combatidas com a mesma intensidade com que o delegado Claudio Monteiro estava trabalhando. Os esforços continuarão no mesmo sentido.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Ataque à delegacia

 

Policiais pedem mais segurança

Cinco dias depois do atentado à Central de Polícia de São José, nenhum reforço foi destacado para policiais de plantão daquela delegacia. Eles continuam recebendo ameaças por telefone durante as madrugadas que sucederam ao ataque, que ocorreu por volta das 4h30min de terça-feira, quando a delegacia foi alvejada com 25 tiros.

“Vamos voltar para terminar o serviço” – disse a pessoa do outro lado da linha, segundo um policial que preferiu não se identificar.

Ele conta que as equipes de plantão estão com medo, embora não se sintam acuados. Contou que estão trabalhando com coletes à prova de balas, mas que apenas dois dos três policiais de plantão usam o equipamento, já que a delegacia dispõe apenas de dois. De acordo com o policial, os vidros perfurados com as balas ainda não foram trocados e ainda há marcas de tiros nas viaturas.

– Interpretamos isso como um descaso da Secretaria de Segurança Pública, que está ignorando as ameaças. O certo seria colocar o COP aqui – sugeriu o policial, se referindo a unidade especializada da Polícia Civil, Central de Operações Policiais.

O agente penitenciário que trabalha na Central (2a DP de São José) e que, segundo o policial, seria o alvo dos bandidos, trabalhou no plantão, ontem de madrugada. Ele estaria envolvido na morte de um detento do presídio de Florianópolis. Um traficante, irmão do preso morto, seria o mandante do atentado.

O diretor regional de Polícia Civil da Grande Florianópolis, delegado Ilson da Silva disse que desconhece as ameaças citadas pelo policial.

–Tem policiais que falam um monte de besteiras e vocês (da imprensa) acreditam. Estes (policiais) não somam para a sociedade – concluiu o diretor regional.

 

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Crimes e ocorrências

 

Policial de folga atira em homem após briga

Um homem levou um tiro na madrugada de domingo em Governador Celso Ramos. A vítima, não identificada, teria sido baleada por um policial militar às 4h, na região central da cidade. De acordo com a Central de Operações da Polícia Militar, o PM que estava de folga teria percebido uma discussão entre dois homens, sendo que um deles estaria armado. Ele resolveu intervir e acabou acertando um deles. Os homens estavam na rua naquele horário e havia mais pessoas se preparando para uma possível farra do boi, segundo a PM.

 

Mulher é trancada em casa

Ciúme teria sido o motivo para um servidor público estadual manter a mulher em cárcere privado, ontem, no apartamento da família, no Bairro Monte Verde, em Florianópolis.

William de Jesus Machado, 39 anos, teria proibido a esposa de sair de casa por cerca de 10 horas, das 6h às 16h.

Ele teria xingado e agredido fisicamente a mulher por suspeitar de traição. Ele queria o número do telefone do suposto amante da mulher.

De acordo com a Polícia Militar, ele estaria sob efeito de drogas. Um dos vizinhos contou que a gritaria, barulho de porta batendo e os xingamentos começaram por volta das 6h. A mãe e a irmã do agressor também estavam na residência e foram insultadas. Ao meio-dia, William trancou a mulher no quarto, saiu de casa, pegou o carro e retornou 10 minutos depois carregando uma arma, segundo moradores. A mulher pediu socorro pela janela aos vizinhos.

Quando dois policiais chegaram, foram xingados pelo agressor. Equipes do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais foram chamadas. Um PM conhecido do agressor o teria convencido se entregar. O Bope aproveitou para entrar no imóvel e rendê-lo.

____________________________________________________________________________ Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Geral

Assunto: PMs da Agência de Inteligência do 7º BPM

 

 

PMs da Agência de Inteligência do 7º BPM jogam duro contra a malandragem

Sob o comando do tenente-coronel Weiss, eles sobem morro, trocam tiros com bandidos e prendem traficantes enquanto a cidade dorme

Guardiões da cidade

Policiais da Agência de Inteligência do 7º BPM estão jogando duro contra a malandragem que pensa em se criar na região de São José. A qualquer chamado do Copom ou ordem do comandante do batalhão, tenente-coronel Paulo Roberto Weiss –  não importa o horário,   madrugada ou  noite –  os PMs vão para a missão e realizam prisões. A equipe comandada pelo sargento Roberto Coelho pega junto. Na última segunda-feira tirou de circulação três ladrões que invadiram o depósito de uma loja popular de linha branca. Os malandros que nunca trabalhavam no pesado não conseguiram levar geladeiras e freezer num Voyage roubado. Os P2 do 7ºBPM receberam a missão de prendê-los e em menos de 20 minutos os três suspeitos já estavam no xilindró e o carro recuperado. Aliás, esta foi apenas mais uma jornada de trabalho dos guardiões da cidade que todas as noites sobem morro,  trocam tiros com assaltantes e prendem traficantes enquanto a cidade dorme.

 

 

BLOGS

 

Moacir Pereira

 

PSDB que apurar compra de lanchas em SC

Da Folha de São Paulo, sobre a polêmica compra das 28 lanchas pelo Ministério da Pesca: “O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), vai encaminhar representação à Comissão de Ética Pública da Presidência para pedir a investigação da compra de 28 lanchas pelo Ministério da Pesca, em 2008 e 2009, no valor de R$ 31 milhões.

O tucano quer que a comissão apure denúncia de que a empresa Intech Boating, que vendeu as lanchas ao ministério, teria contribuído para o comitê do PT de Santa Catarina –que financiou 80% da campanha da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) ao governo do Estado em 2010.

“O fato novo é a doação para campanha eleitoral com o superfaturamento das lanchas. Isso já foi admitido pelo ex-ministro Luiz Sérgio [Pesca]. O governo tem que instaurar os procedimentos para investigar os fatos desde o início”, afirmou o senador.

A empresa que vendeu as lanchas ao ministério havia feito apenas uma lancha e estava construindo a segunda quando venceu a primeira licitação para fornecer as embarcações. Segundo as regras da concorrência de 2008, a Intech Boating precisaria ter produzido pelo menos três barcos para participar da disputa.”

 

 

MÍDIAS DE BRASIL

 

 

Veículo: Folha Online

Editoria: Geral

Assunto: São Paulo supera o Rio de Janeiro em índice de roubos

 

 

 

São Paulo supera o Rio de Janeiro em índice de roubos

Pela primeira vez desde o ano de 2006, São Paulo passou o Rio de Janeiro no número de registros de roubos. A Folha analisou dados da Segurança Pública dos dois Estados entre 2006 e 2011.

A informação é da reportagem de Afonso Benites e Josmar Jozino publicada na edição desta terça-feira da Folha. A reportagem completa está disponível a assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

Todas as comparações levam em conta taxas de crimes por 100 mil habitantes. A conclusão é que, proporcionalmente, os ladrões agem mais em São Paulo do que no Rio –estão contabilizados todos os tipos de roubos e furtos, como de carros, de bancos, de residências, de pedestres etc.

____________________________________________________________________________ Veículo: Folha Online

Editoria: Brasil

Assunto: Comandante da PM de SP deixa o cargo

 

 

‘Não estou mais produzindo o que deveria’, diz comandante da PM ao deixar o cargo

O coronel Álvaro Batista Camilo, 50, terminou no início da noite de segunda-feira (2) de recolher os objetos da sala dele no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, na Bom Retiro, centro de São Paulo. Um dia após a Folha revelar que o governo estadual anteciparia a substituição dele, o PM procurou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e entregou o cargo.

 

“Na semana passada, conversei com o secretário [Antônio Ferreira Pinto] e ele achou que deveria antecipar [a mudança]”, afirmou Camilo, depois de se reunir com os comandantes de batalhões pela última vez. A notícia causou surpresa entre policiais.

 

Originalmente, o coronel poderia permanecer no cargo até o mês que vem. Mas diz ter mudado de ideia ao notar a existência de indicativos que era “hora de partir”. “Não estou mais produzindo o que deveria.”

 

Em entrevista à sãopaulo, o coronel não descartou a possibilidade de ingressar na carreira política futuramente e afirmou que a cidade não conseguirá se livrar do crack.

 

 Carlos Cecconello-24.jan.12/Folhapress 

 

Coronel Álvaro Camilo, 50, está na PM há 33 anos e, desde abril de 2009, ocupada era comandante-geral

 

*

Por que entregou o cargo?

Chegou o meu tempo. Há uma série de indicativos que chegou o momento. Cada um tem o seu tempo e sente quando é a hora de partir.

 

Quais foram os indicativos?

Quando vi que fiz o que tinha de ser feito, estou satisfeito e não conseguiria mais produzir o que produzi. É hora de ir embora. A saída programada tem o lado bom que você sabe que vai sair, mas tem o lado ruim porque outros sabem.

 

Estava incomodado com a movimentação para definir o novo comandante?

Não, isso é natural. Eu estava torcendo para que tivessem muitos candidatos. Isso é importante para a instituição. E não saí brigado. Estou muito bem com o governo, com os meus policiais, com a sociedade. Simplesmente identificamos que era o momento de sair.

 

A informação publicada pela Folha no domingo de que o governo anteciparia a troca de comando incomodou o senhor?

Não, porque essa decisão já havia sido tomada. Comuniquei o secretário [Antônio Ferreira Pinto, da Segurança Pública] na semana passada e o governador hoje à tarde. Saio com o sentimento do dever cumprido.

Mas inicialmente pretendia sair só em maio.

Uma boa parte dos comandantes fica até o último dia. Mas trabalhei no Estado-Maior e vi isso outras vezes. Quando estão chegando os momentos finais, o café vai ficando frio. Trabalhei muito pela polícia, prejudiquei a minha família e agora preciso dar um pouco de atenção a ela.

 

A morte de dois motoboys por policiais em 2010 foi o seu momento mais delicado no cargo?

Foi um dos mais delicados, principalmente o do primeiro motoboy [Eduardo Luís Pinheiro dos Santos, 30], que aconteceu no quartel. Foi uma situação difícil e eu precisava mostrar que aqueles policiais não representam os policiais de São Paulo. Soube da informação às 14h30 e às 17h30 eu dei uma entrevista com os nove presos.

 

Teme que o fim da sua gestão fique marcado por conta da operação Pinheirinho, em São José dos Campos?

Não. A operação foi dentro da legalidade. Na USP e na Nova Luz também. Não se atrela a minha saída a nenhum fato específico. Mesmo porque se isso acontecesse isso seria lá no caso do primeiro motoboy e não hoje. No Pinheirinho, a polícia recebeu uma determinação e cumpriu dentro da legalidade, respeitando as pessoas. O que se fala do desaparecimento e morte de pessoas é tudo mentira, calúnia. Isso não aconteceu.

 

E a desocupação da USP, no fim do ano passado?

A da USP foi extremamente dentro da legalidade. Nem gás lacrimogêneo se usou lá. A minha determinação é que, se precisasse, os estudantes deveriam ser carregados no colo.

 

E a informação de que a PM fez a operação na cracolândia, em janeiro, sem o aval do governo?

Não, não. Discutimos a operação por mais de seis meses. Ela estava prevista para ocorrer no início do ano. A ação foi pedida pelo governo porque não se conseguia mais acessar ali os que estão consumindo [droga] e precisam de tratamento. Ninguém em sã consciência diz que aquilo poderia continuar daquele jeito. Virou um território livre.

 

Mas hoje ainda se vê o consumo de drogas ali.

Ainda se vê e vai continuar vendo por algum tempo. Em janeiro, falei que não era fácil. Se fosse, não estaria há trinta anos lá. Grupos consumindo [crack] vai haver ali, mas criamos uma estrutura de enfrentamento. Vai ser difícil? Vai. Vamos acabar com o crack na cidade de São Paulo? Não, não vamos. Nenhuma cidade consegue. Mas podemos minimizar isso.

 

Houve falha da polícia na briga entre torcedores na zona norte?

Por mais que se acompanhe nas redes sociais, ali não era previsto e foi muito rápido. As duas viaturas não estavam fazendo escolta. E eles [torcedores] foram para se enfrentar. Essa questão da violência entre as torcidas não é um problema só da polícia. A polícia age na consequência. Tem de começar um trabalho antes. Precisa estudar isso a fundo. A legislação precisa ser trabalhada para tirar o sentimento de impunidade. Eles marcam para se confrontar.

 

O senhor tem filiação partidária?

Não estou pensando nisso. Até hoje pensava na Polícia Militar. A partir da minha saída, posso pensar diferente. Vou descansar um pouco e pensar, mas não vou ficar parado com certeza.

 

E se surgir um convite para ser subprefeito?

Não recebi convites e não me permiti receber. Não descarto nenhuma possibilidade daqui para frente, mas até hoje nunca pensei nisso.

 

 

 

BLOGS

Moacir Pereira

Deputado defende delegado Monteiro e critica governo

Do deputado estadual e policial Mauricio Eskudlark sobre a exoneração do delegado Cláudio Monteiro, criticando a forma como o governo conduziu o processo:

“O Delegado Claudio Monteiro é um grande profissional, competente, conciliador, defensor da sociedade e defensor dos seus comandados, sempre sem perder os principios legais e de justiça. A mudança é um direito de quem está comandando, cada um escolhe sua equipe, seus de confiança, sem, entretanto, ter o direito de macular, atingir, a dignidade e o nome de quem quer que seja. Se a mudança estava definida, isto parece que desde o inicio, em respeito ao profissional e ao ser humano Cláudio Monteiro, aos seus familiares(policial também tem), aos seus colegas policiais, não poderia ser nesse momento, quando foi autor de uma declaração forte, polemica, contra criminosos. Deixa passar esse momento e chama em gabinete, conversa e faz a mudança, sem precisar explicar, sem condenar antecipadamente, enxovalhar o nome, ou até faz uma coletiva a imprensa com quem entra e quem sai. Faltou sensibilidade, envolveram o nome do governador que não tem que ser linha de frente nos problemas da segurança. Qual o sentimento dos demais policiais que estao trabalhando e podem mudar ou perder função, como serão tratados? Essa história das diárias deve responder, se deve ou não, administrativa e criminalmente, existem os meios legais, mas não assim, de forma publica, é lamentável para todos nós policiais. Essa forma abala a confiança do comandado, como será tratado se errar, com respeito, com direito, com dignidade? A minha solidariedade ao colega e amigo Cláudio Monteiro, grande ser humano e profissional, respeitado em todos os meios, sociais e jurídicos e inclusive recentemente homenageado na Assembléia Legislativa.

Mauricio Eskudlark

Policial e Deputado Estadual.”

 

A caixa da Pandora do Deic

Fenômenos políticos novos e uma singularidade nas redes sociais da internet estão sendo registrados após a exoneração do delegado Cláudio Monteiro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais. Nos blogs, raras foram as manifestações dando crédito à versão governamental de que o delegado foram demitido por ter recebido diárias de R$ 1.300,00 de forma irregular. Praticamente todos os comentários, oriundos de diferentes regiões do Estado e das mais variadas profissões, hipotecavam solidariedade ao delegado. E atribuindo a “forças ocultas” a origem de sua dispensa. No facebook totalizam já mais de 20 mil as mensagens apelando “volta Monteiro”.

Na área politica, incluindo a base governista na Assembleia, a relativa incredulidade veio sobre as razões da exoneração. Ali, ele tinha aliados. Na esfera oficial, a decisão do governador recebeu aprovação. Primeiro, porque tinha o respaldo do secretário Cesar Grubba e do Delegado Geral de Policia, Aldo Pinheiro d’Ávila. Segundo, por um argumento definitivo, do ponto de vista da legalidade: se as duas autoridades da segurança não exonerassem o Diretor da Deic estariam sujeitas ao crime de prevaricação.

A repercussão popular foi acrescida de outra contestação. O advogado Gastão da Rosa Filho, que está fazendo a defesa do delegado, vai segunda-feira à Corregedoria Geral de Policia inteirar-se da denúncia que culminou com a demissão de seu cliente. Quer saber tudo sobre o processo. Disse estranhar que o delegado Cláudio Monteiro não tenha tido o direito de defesa. Sequer teria sido notificado da irregularidade apontada, isto é, recebimento irregular de diárias para operação em Cunha Porã, quando no mesmo período estava viajando a Miami.

Surpresas

O principal argumento do delegado e de seu advogado: muito antes da denúncia chegar ao Secretário de Segurança, o delegado já havia constatado a irregularidade e devolvido a quantia recebida indevidamente. Seus colegas confirmam que Monteiro delegava a colaboradores todos os procedimentos administrativos, priorizando sempre as atividades operacionais de segurança.

Na Deic, há um consenso: Cláudio Monteiro foi exonerado porque estava fazendo investigações que iriam abalar algumas estruturas. E antes que a casa caísse para algumas celebridades, veio a degola. Delegados e investigadores já estão alertando que o caso não ficará assim. Estão dispostos a abrir o que eles mesmo definem como “caixa de Pandora” da Deic, isto é, a revelação de malfeitos em setores do governo.

Nesta exoneração há uma circunstância politica que está carecendo de maiores explicações oficiais. O governo já tinha decidido pela demissão do Diretor da Deic há mais de uma semana. Esperou, contudo, pelo feriadão da Semana Santa. A decisão só vazou na quinta-feira, quando as repartições públicas estão fechadas. E após as vitoriosas operações lideradas pelo delegado Monteiro, fatos que o transformaram num policial eficiente e de coragem cujas ações estavam sendo aplaudidas pela população a exigir mais proteção.

Finalmente, não há dúvidas na Deic de que Cláudio Monteiro foi alvo de “fogo amigo”. Por múltiplas razões. Uma delas a veiculação de notícias oriundas da própria segurança de que era um policial rico, que residia numa mansão no Bosque das Mansões e andava de carrão importado.

Cláudio Monteiro , na realidade, mora num apartamento na Ponta do Imaruí, financiado, e possui um Audi, ano 2003, também comprado a prazo.

 

O delegado “crucificado”

 Do médico veterinário Dorvalino Furtado Filho, via e-mail, em defesa do delegado Cláudio Monteiro: “Quem armou ou julgou e está sem pecado que jogue a primeira pedra” no DelegadoCláudio Monteiro, exonerado da direção do DEIC em FPOLIS.> Ele tinha coragem e humildade, e com seus colegas, SEMPRE, ia para “linha de frente” enfrentar o PERIGO vencendo o crime e criminosos, e inexplicavelmente, é crucificado, “pela jugular” e na Sexta-Feira Santa. Mas Por quê?> Tudo, coincidentemente, me lembra um filme, não o Poderoso Chefão, mas “armação ilimitada”. Dorvalino Furtado Filho-Medico Veterinário.”

 

 

Internauta: “Quem é o delegado Monteiro?

Do internauta Pedro Júnior, via e-mail:

“Moacir,

Quem é esse tal de delegado Monteiro?

Quem???

Quem fez o maior número de apreensões de drogas (quase que semanais) no nosso estado nos últimos 7 anos? Resposta: Del. Monteiro.

Quem auxiliou o MP e prendeu o ex chefão da policia, envolvido com a jogatinha? Resposta: Del. Monteiro.

Quem prendeu um parlamentar por estupro de criança, sendo que a condenação desse já foi sentenciada? Resposta: Del. Monteiro.

Quem investigou o caso que envolvia o desvio de peças já leiloadas do almoxarifado da Secretaria de Segurança Pública? Resposta: Del. Monteiro (Sendo que nesse caso o comandante da PM supostamente envolvido permanece em seu cargo comissiodado aguardando a apuração dos fatos)

Quem está investigando o caso de desvio de mais de 50 milhões da CELESC? Resposta: Del. Monteiro (Sendo que nesse caso o principal suspeito ainda permance)

Quem prendeu as maiores e violentas quadrilhas de assaltantes de banco (caixa eletronico)? Resposta: Del. Monteiro.

Quem os policiais corruptos temem em encarar? Resposta: Del. Monteiro.

Entre tantos outros casos, o Delegado Monteiro sempre foi atuante até o fim, sacrificando inclusive a atenção a ser dada a sua família, sacrificando (como deve ter ocorrido) a perda do seu cargo por interesses (políticos) divergentes aos resultados de suas investigações.

A sociedade perde mais uma vez! Queremos transparência!

Mas quem sabe agora alguns vão aproveitar a saída do dito delegado. No direito penal há várias formas de prescrição de crimes, um delas é a prescrição da pretenção punitiva abstrata, ou seja, determinado fato investigado pode ser prescrito inclusive durante a fase investigatória, sendo que mesmo que apurado o crime e seus culpados, os mesmos serão absolvidos antes da sentença devido a excludente de punibilidade presente na prescrição… com a saída do del. Monteiro, vamos ver o que acontece com o inquértio da Celesc, do desvio de peças da SSP…(GAVETA).”

 

 

 

Cláudio Prisco

 

Polêmica

Paulo Bauer (PSDB) quer mais rigor às penas impostas em casos de delitos cometidos com violência ou grave ameaça à vítima. A diferença é que os efeitos são de natureza cível e não penal.

No seu projeto de lei, o senador tucano apresenta três efeitos automáticos para a sentença: O primeiro é a postergação do início da maioridade civil dos atuais 18 anos para os 21. O segundo é a elevação, para 21 anos, da idade mínima necessária à habilitação na condução de veículos. E o terceiro é a suspensão dos direitos políticos pelo período que durar a medida socioeducativa de internação.

O que proponho é uma espécie de estágio probatório. Um adiamento da entrada definitiva do adolescente infrator na vida cívica. Ele ficaria proibido, até os 21 anos, de dirigir, celebrar contratos, casar, votar, ser votado e de ter um cargo público enquanto durar sua sentença”, comentou Bauer