Área do associado

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Clipping dos dias 01 e 02 de maio

2.5.2012

CLIPPING

01 e 02 de maio 2012

 

MÍDIAS DE SANTA CATARINA

 

Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Visor

Assuntos: Diretor da Penitenciária de Fpolis

                   Escola Supletiva do Complexo Penitenciário

 

DITO E FEITO

Este Visor cantou a pedra: o atual diretor da Penitenciária de Florianópolis, Délio José Guerra, deixará o cargo nos próximos dias.

 

BEM NA FOTO

O blog da Escola Supletiva do Complexo Penitenciário de Florianópolis foi indicado para representar o Brasil como o melhor website na categoria “Prêmio Tópico Especial: Educação e Cultura” do The Bobs Awards, prêmio mundial do canal de TV alemão Deutsche Welle, concorrendo com outros 11 países. Acesse http://escoladapenitenciaria.blogspot.com e confira.

____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Segurança em aldeia de Chapecó

 

Índios temem por segurança

A Polícia Federal de Chapecó está monitorando o possível deslocamento de indígenas para a aldeia de Toldo Chimbangue, em Chapecó. De acordo com o delegado Oscar Biffi, há rumores de que índios de outras terras poderiam se deslocar para lá, em virtude de uma briga ocorrida no final da tarde de domingo, que resultou em uma morte, um baleado, uma pessoa com a mão decepada e feridos.

Ontem, um grupo de lideranças do Toldo Chimbangue foi até a Polícia Federal e ao quartel do 2o Batalhão de Polícia Militar solicitar medidas de segurança e proteção.

A briga ocorreu numa festa da comunidade, que comemorava a passagem do Dia do Índio, em 19 de abril. O conflito teria iniciado entre simpatizantes do cacique eleito, Idalino Fernandes, que já estavam na festa, e simpatizantes do candidato derrotado, Valmir Fernandes, que teriam chegado por volta das 17h30min.

No conflito foi morto Araci Fernandes, 21, anos irmão de Valmir, que era o cacique anterior. A eleição foi realizada no dia 15 de abril por sugestão da Justiça Federal, em virtude de uma disputa de poder que já havia na comunidade. Uma nova reunião na Justiça Federal de Chapecó está agendada para hoje, às 14h, com lideranças indígenas e representantes da Funai.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Gerais

 

Pescador desaparecido

Duas equipes do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) do Corpo de Bombeiros fazem as buscas pelo pescador Valcir Pedro Domingos, 50 anos, no Sul da Ilha de Santa Catarina. Até a tarde de ontem, nenhuma pista havia sido encontrada.

Ontem, uma das equipes se concentrou nas trilhas enquanto outras faziam a procura pelo mar. O trabalho para localizar o pescador, que começou na tarde de sábado e foi interrompido ontem à noite, deve ser retomado hoje às 8h.

Morador da Praia de Naufragados, Valcir é conhecido na comunidade. A equipe que faz as buscas contou que ele conhece bem a região e já ajudou os bombeiros em operações para encontrar pessoas que foram fazer trilhas e se perderam em Naufragados.

Em entrevista ao jornal Diário Catarinense, em 2005, Valcir falou sobre como era bom viver em Naufragados.

– Não troco a paz daqui por um apartamento na Beira-Mar Norte.

 

 

Pesca acaba em prisão na Reserva do Arvoredo

Pescadores foram presos pescando na Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, região entre Florianópolis e Bombinhas que abriga espécies de animais raras ou ameaçadas de extinção. Mais de uma tonelada de pescados foi apreendida em operação da Polícia Federal (PF), Marinha e do Instituto Chico Mendes para Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Por meio de denúncia anônima, a Delegacia de Polícia Marítima (Depom) da PF conseguiu dar o flagrante em três embarcações particulares que estavam dentro da reserva, onde a pesca é proibida em qualquer época do ano. O caso mais grave aconteceu segunda-feira, por volta das 16h30min. Um barco sem origem informada foi abordado durante a pescaria clandestina e, segundo a PF, causou dano ambiental.

Os 217 quilos de garoupa, vermelho e espada apreendidos foram doados para a Escola de Aprendizes-Marinheiros. O dono do barco foi multado em R$ 5.040. O mestre da embarcação foi preso por crime ambiental, Lei 9605, sem direito a fiança.

R$ 30 de multa para cada quilo de peixe apreendio

Os outros dois barcos, de Bombinhas, foram abordados por volta das 3h de ontem. Eles estavam ancorados com equipamentos de pesca, inclusive uma rede proibida pela Superintendência do Desenvolvimento da Pesca (Sudepe). Um barco estava com cerca de cem quilos de corvina e o outro com aproximadamente uma tonelada do peixe. Os pescados seriam pesados ontem à tarde e depois doados à instituições sociais carentes por meio do Mesa Brasil, programa do Serviço Social do Comércio (Sesc).

A multa aos donos nestes dois casos ainda seria fixada. A referência é R$ 30 de multa para cada quilo de peixe. Os dois mestres também foram presos por crime ambiental. O pagamento de fiança no caso deles não estava descartado. Os mestres seriam conduzidos para a PF, na Capital.

A operação é resultado de termo de cooperação entre a PF, que faz o flagrante; a Marinha, responsável pelas autuações de irregularidades em documentação e na segurança aquaviária; e o ICMBio, que autua por pesca ilegal. Em março, cinco pescadores foram flagrados na reserva. Segundo o chefe do Depom Reinaldo Duarte, a operação continua na região.

Denúncias de pesca ilegal podem ser feitas pelo telefone (48) 3288-0183. A identidade não será revelada.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Política

Assunto: Bombeiros Voluntários

 

Votação sobre emenda é incerta

Mudança constitucional que permite que corporações civis façam vistorias rende polêmica e divide opiniões na AssembleiaBoa parte dos deputados ainda não sabe como votar sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que permite aos municípios aprovarem convênios com os bombeiros voluntários para a verificação de normas de incêndios em construções. Em consulta realizada pela reportagem, entre sexta, segunda e terça-feira, 13 parlamentares afirmaram ser a favor da proposta, enquanto sete disseram que são contra. Os outros 18 ainda não têm uma opinião sobre o projeto. Dois não foram encontrados.

A proposta, assinada pelos integrantes da mesa diretora da Assembleia Legislativa, está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde vai à votação no dia 8 de maio. Com parecer contrário do relator Amauri Soares (PDT), o texto precisa de cinco votos favoráveis para seguir para votação em plenário. Mas antes da AL ter que decidir sobre o caso, os deputados aguardam a reunião entre as corporações dos bombeiros militares e voluntários com o Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), que deve ocorrer amanhã. No encontro, a promotora Walkyria Danielski apresentará uma proposta que poderá servir para pôr um ponto final na polêmica entre as instituições.

Caso isso não aconteça, para aprovar o texto da PEC serão necessários os votos de pelo menos 24 dos 40 deputados. Na semana passada, um grupo de lideranças empresariais, políticas e comunitárias de Joinville viajou a Florianópolis para pressionar pela aprovação. O texto não entrou em votação. As mesmas lideranças do Norte prometem repetir o mutirão na terça-feira.

 

JOÃO KAMRADTO que os deputados falam sobre a emenda constitucional

Confira o posicionamento dos parlamentares sobre a proposta polêmica, que está prestes a ser votada na Assembleia Legislativa

ISMAEL DOS SANTOS (PSD): Sou favorável, mas espero que as partes cheguem a um acordo através do MPSC.

NEODI SARETTA (PT): Apoio a PEC. É a melhor alternativa, porque não prejudica ninguém e continua o trabalho como está acontecendo hoje.

GELSON MERISIO (PSD): Estamos todos do mesmo lado. Estamos afinados com o governo do Estado. Esse apoio de Joinville nos garantirá a aprovação.

NILSON GONÇALVES (PSDB): Estamos mostrando que os voluntários têm uma força de igual importância, com a tropa de choque que veio de Joinville.

KENNEDY NUNES (PSD): O povo de Joinville precisa garantir a continuidade dos voluntários e irá conseguir.

DARCI DE MATOS (PSD): Estamos indo de gabinete em gabinete e fazendo a força necessária para garantir a aprovação. Com trabalho, iremos garantir os votos necessários pra aprovação.

JAILSON LIMA (PT): Sou favorável. Acredito que há espaço para a corporação voluntária e para a militar.

RENO CARAMORI (PP): Os

voluntários são tão eficientes quanto os militares e custam 10% do valor total. Vou dar até a última gota do meu sangue para aprovar essa proposta.”

ANTÔNIO AGUIAR (PMDB): Queremos deixar tudo como está. Os militares merecem respeito, mas o voluntário tem que manter seu trabalho. Não queremos brigar com nenhuma corporação.

MARCOS VIEIRA (PSDB): A PEC precisa ser aprovada para dar continuidade ao trabalho realizado, embora haja um problema de constitucionalidade.

CARLOS CHIODINI (PMDB): Sou favorável à permanência dos bombeiros voluntários. O serviço prestado por eles não pode ser interrompido por questões corporativas.

NARCIZO PARISOTTO (PTB): É necessário que o serviço seja mantido.

MOACIR SOPELSA (PMDB): Não podemos deixar um trabalho eficiente acabar.

CONTRA

ANGELA ALBINO (PC do B): Lamento que o projeto tenha simplificado a questão de quem é contra ou a favor dos voluntários. Esse ponto específico que a PEC quer delegar aos voluntários é prerrogativa exclusiva do Estado.

PEDRO BALDISSERA (PT): A PEC vai ao contrário da função do Estado. Diante desta questão, minha posição é contrária. Não se pode delegar uma função do governo.

ROMILDO TITON (PMDB): O texto é ilegal. Por isso, sou contra.

AMAURI SOARES (PDT): Sou contra esse projeto, não contra os voluntários. Mas nessa questão, é dever do Estado fazer vistorias, isso não deve ser delegado a terceiros.

VOLNEI MORASTONI (PT): Aguardamos que ocorra um entendimento. Do modo que está, a PEC prejudica as funções da corporação militar.

EDISON ANDRINO (PMDB): Sou contra o projeto. Não tem nada a ver com a importância dos bombeiros voluntários, mas o texto é inconstitucional.

ELIZEU MATTOS (PMDB): Do jeito que ela está sendo escrita, não voto. Não tem como votar. Precisamos discutir melhor.

INDECISOS

ANA PAULA LIMA (PT): Estamos analisando os prós e os contras.

DÓIA GUGLIEMI (PSDB): Precisamos aguardar o MPSC.

JOSÉ NEI ASCARI (PSD): Estou aguardando o projeto nas comissões.

LUCIANE CARMINATTI (PT): É possível trabalhar com os voluntários, só que o governo precisa expandir o trabalho dos militares. Não tenho posição.

DIRCE HEIDERSCHEIDT (PMDB): O melhor seria intermediação do MPSC para o projeto não precisar ser votado.

ALDO SCHNEIDER (PMDB): Preciso analisar melhor o projeto.

CIRO ROZA (PSD): Ainda não me convenci sobre qual decisão tomar.

VALMIR COMIN (PP): Embora tenha tendência a votar favoravelmente, há o entrave constitucional. Espero o jurídico.

MAURO DE NADAL (PMDB): Estamos esperando o posicionamento da comissão para analisar melhor a proposta.

DADO CHEREM (PSDB): Só irei me manifestar depois que o Ministério Público tiver se posicionado.

JEAN KUHLMANN (PSD): Irei primeiro aguardar a votação na Comissão de Constituição e Justiça.

MAURÍCIO ESKUDLARK (PSD): Aguardo a reunião entre o MP e as partes para ver se chegam a entendimento.

ALTAIR GUIDI (PPS): Tendo a ser favorável, mas tenho restrições. O jurídico precisa falar se o texto é constitucional.

SILVIO DREVECK (PP): Preciso saber o posicionamento sobre a questão legal.

JOSÉ SCHEFFER (PP): Quero deixar passar nas comissões para analisar.

MANOEL MOTA (PMDB): Espero o MP buscar entendimento entre as partes.

SERAFIM VENZON (PSDB): É necessário uma lei híbrida.

DIRCEU DRESCH (PT): Vou esperar para ver se chegam a um consenso.

* A reportagem tentou contato com os deputados Dieter Janssen (PP) e Gilmar Knaesel (PSDB) durante três dias, mas os celulares estavam desligados.

____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Moacir Pereira

Assunto: Eleições

 

PP quer rever regionais

Começa hoje, em São Miguel do Oeste, o calendário de audiências públicas sobre o orçamento regionalizado promovido pela Assembleia Legislativa do Estado. Serão comandadas pelo próprio presidente, Gelson Merisio.

Realizadas todos os anos, as reuniões acabam decepcionando as comunidades e os próprios parlamentares, pela inexistência de caráter impositivo. O Legislativo aprova as principais reivindicações das regiões, mas não conta com os recursos orçamentários para a execução e nem a obrigatoriedade por parte do Executivo.

Este ano, os encontros terão uma novidade: a presença dos dirigentes da Associação e Federação dos Hospitais de Santa Catarina, que anunciaram a decisão de acompanhar todos os eventos. Pretendem mostrar aos deputados estaduais e lideranças regionais a dramática situação da rede hospitalar. O sistema catarinense é, majoritariamente, comunitário, filantrópico e particular. Segundo a federação, 181 hospitais têm esta característica, situação singular em todo o Brasil. Eles representam 81% da rede hospitalar catarinense. Todos penando com a completa defasagem das tabelas de honorários do Sistema Único de Saúde. Alguns conseguem sobreviver com recursos municipais, campanhas públicas de arrecadação e contribuição empresarial.

A federação e a associação pretendem insistir na necessidade urgente de destinação de recursos orçamentários do Estado para as despesas de custeio dessas unidades.

As esperanças de mudança da situação, com a atualização da tabela do SUS e a regulamentação da emenda constitucional da saúde, acabaram totalmente frustradas com as manobras do governo federal no Congresso.

 

 

CABIDE DE EMPREGOS

Líderes do Partido Progressista pretendem levantar outro debate: a revisão da atual estrutura das decretarias de Desenvolvimento Regional. Criadas no primeiro mandato do governo Luiz Henrique, elas totalizam 36 secretarias.

O presidente estadual do Partido Progressista, Joares Ponticelli, está iniciando nesta quinta-feira novo roteiro no interior do Estado, depois de percorrer 111 municípios, onde realizou debates e encontros. Em todas essas reuniões, registrou duas situações: 1. “Não vi um único líder ou diretório questionando a decisão da bancada do PP de apoiar o governo Colombo. Este fato revelou a disposição de respaldar o projeto de reeleição. O PP estará com Raimundo Colombo em 2014!”. 2. “As secretarias regionais têm que ser revistas pelo governador. Há um forte sentimento de frustração. Sobretudo agora, com a perda da receita causada pela Resolução 72 do Senado. A ideia do governo descentralizado é boa, mas Luiz Henrique errou na forma!”.

Entre as principais críticas, além do “cabide de empregos” e em comitês partidários e eleitorais em que foram transformadas, Ponticelli afirma que as secretarias não têm agilidade operacional. Há, também, superposição de funções sobre as secretarias setoriais. “E os conselhos de Desenvolvimento Regional – outra boa proposta – aprovam tudo, de forma às vezes até irresponsável, gerando novas frustrações”.

O tema já está na ordem do dia da Assembleia Legislativa. Provocado pelo deputado Valmir Comin, do PP, avançou com o aval das oposições e até de parlamentares do PSD. Querem, no mínimo, que haja redução das secretarias regionais para 21, o número de associações de municípios. É ideia que se espalha: se a arrecadação vai cair e se é preciso cortar, que comece pelas secretarias regionais.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Reportagem Especial

Assunto: Prisão por engano

 

Mais de cinco anos de prisão injusta

Como num pesadelo, Jair Dalberti perdeu tudo num piscar de olhos. Namorada, emprego e planos de formar uma família desapareceram. Ele ficou preso por engano por mais de cinco anos, acusado de latrocínio. A Justiça reconheceu o erro e determinou uma indenização de R$ 1,1 milhão. Agora, o homem de 38 anos tentar recuperar o tempo perdido e os sonhos que lhe foram roubados.

A data de 10 de dezembro de 1998 não sai da cabeça de Jair Dalberti, 38 anos, morador de Irani, no Oeste do Estado.

– Naquele dia o mundo acabou para mim – desabafa.

Jair trabalhava há quatro anos numa agroindústria, onde tinha acabado de ser promovido para o cargo de responsável técnico da unidade de melhoramento genético. Nessa função, tinha sob sua responsabilidade cerca de 20 funcionários, que faziam serviços gerais.

Estava feliz. Cursava o terceiro semestre da faculdade de Administração em Palmas (PR), curso que fez com o objetivo de crescer na empresa. Tinha uma namorada e tinha planos de casar. Até um terreno já havia comprado para construir sua casa, já que ainda morava com familiares. Tudo se encaminhava bem na vida desse jovem, então com 25 anos. Mas, de repente, esse mundo desabou.

 

A carona que mudou uma vida

Jair Dalberti foi acusado de auxiliar uma quadrilha que assaltou um ônibus e matou o policial rodoviário do posto de Vargem Bonita Vitor Camargo Neto, no dia 8 de dezembro. Dois dias depois, Jair foi preso e condenado por ter transportado quatro integrantes da quadrilha, antes deles cometerem o crime.

Ele garante que não sabia da intenção dos bandidos. Lembra que estava numa lanchonete quando um amigo, que havia trabalhado com ele na agroindústria, pediu uma carona até uma fruteira no trevo das BRs 282 e 153, também conhecido como Trevo do Irani. No caminho, o conhecido de Jair disse que precisava falar com outras pessoas e pediu carona para elas também.

– Parecia que tudo ia acontecendo naturalmente, mas era planejado e eles foram me enredando – contou.

Um dos caroneiros tinha algumas sacolas, que foram colocadas no porta-malas, e, só mais tarde, Jair soube que havia armas dentro delas.

Quando chegaram ao Trevo do Irani, o amigo de Jair disse que o grupo iria ficar mais adiante, num posto de combustível. Jair desconfiou que eles iriam para um bar se encontrar com mulheres. Ele não iria cobrar a corrida, mas acabou recebendo R$ 10 de seu amigo.

Jair voltou para casa por volta das 18h. No dia seguinte, a quadrilha foi presa. Pela descrição do carro, um Gol branco, a Polícia Civil chegou a Jair. Foi quando ele soube que tinha transportado os autores de um crime. Jair prestou depoimento sobre o que tinha acontecido.

– Aí, tudo começou a complicar.

 

Cinco anos, oito meses e 10 dias

No dia 10 de dezembro, por volta das 17h, Jair estava com funcionários arrumando o meio-fio em frente à empresa quando chegou o carro da Polícia Civil. Os policiais pediram para Jair acompanhá-los até a delegacia de Ponte Serrada. Foi quando ele se dirigiu aos funcionários:

– Vão tocando aí que eu já volto.

Ele foi levado ao Presídio de Joaçaba, foi julgado e condenado a 15 anos de detenção por ter participado do latrocínio. Ficou cinco anos, oito meses e 10 dias preso, até ser solto em 19 agosto de 2004.

 

Justiça concede indenização de R$ 1,1 mi

O advogado Eber Marcelo Bündchen lembra que estava em início de carreira, no ano 2000, quando um outro cliente citou o caso de Jair e afirmou:

– Esse cara não é bandido.

Bündchen disse que conversou com Jair e percebeu que ele era inocente. Como estava sem muito trabalho, topou o desafio de pedir uma revisão criminal. Conseguiu testemunhas que tinham se negado a dar carona para os integrantes da quadrilha e outras pessoas, que estavam na lanchonete e viram o “amigo” de Jair pedir a ajuda.

Com isso, em 2004, conseguiu a liberdade de Jair. No ano seguinte, entrou com um pedido de indenização por danos morais e materiais contra a União, pelo erro cometido. Ele pediu R$ 110 mil de danos materiais, que seria o valor do salário que seu cliente deixou de receber enquanto esteve preso. Depois, mais R$ 1,5 milhão por danos morais por ele não ter podido concluir a faculdade, por não ter conseguido se casar, pelos danos psicológicos causados pela prisão e a pecha de ex-presidiário, que vai carregar pelo resto da vida. No total, o advogado pediu uma indenização de R$ 1,6 milhão.

Bündchen disse que atribuiu um valor estimado de R$ 200 mil a R$ 300 mil para cada dano.

– Isso é subjetivo, não tem uma fórmula – explicou.

Cabe recurso à decisão do TRF

A ação foi negada na Justiça Federal de Concórdia. Mas foi concedida pela terceira turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. O valor a ser concedido seria de R$ 100 mil por ano de prisão, baseado em indenizações concedidas aos anistiados da ditadura militar.

A desembargadora federal Maria Lúcia Luz Leiria manteve os R$ 110 mil por danos materiais, mas entendeu que a indenização deveria ser de R$ 200 mil por ano de prisão, pela vítima do erro judiciário ter passado todo esse tempo privado de liberdade. Por isso, ela concedeu uma indenização de R$ 1,1 milhão.

A desembargadora justificou assim sua decisão: “… fico imaginando não só os danos pessoais, os danos físicos de alguém encarcerado em regime de reclusão nos presídios, que nós conhecemos e sabemos dos problemas, das mazelas do nosso sistema prisional…”

Da decisão do TRF cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça. A União deve recorrer, assim como o advogado Bündchen, pois ele entende que R$ 1,5 milhão seria o valor mais adequado pelo sofrimento de seu cliente.

 

Livre, porém inconformado

Quem conversa pessoalmente com Jair Dalberti logo tem a impressão de que ele não é uma pessoa com o perfil de um criminoso. Não há maldade em seu olhar. No começo, relutou em dar entrevista. Mas, depois, aproveitou o intervalo do almoço para conversar com a reportagem do Diário Catarinense.

 

Visivelmente emocionado, contou o que passou na prisão.

 

Diário Catarinense – Como você foi parar na prisão?

Jair Dalberti – Ainda não me conformo com o que aconteceu, a forma como fui preso. Acho que agiram de má-fé comigo.

 

DC – Qual foi o momento mais difícil?

Dalberti – Foi o início. No presídio, a gente chega como bandido. Para os quatro que tinham praticado o crime era como se fosse uma festa, pois pensaram que iriam sair logo. Eu estava apavorado. Não conseguia dormir nos primeiros dias. A tua mente fica perturbada. O que vai te matando é estar fechado. Tem que ser forte para não ir às cordas. Mas nunca perdi a esperança. Pensei: não pode ser assim. Fiquei quatro meses fechado. Aí, foram vendo meu comportamento e me deram oportunidade de trabalhar na cozinha. Pensei: a verdade vai aparecer. Depois fui trabalhar na marcenaria e limpando as rodovias. Aí melhorou uns 70%, pois a gente já se sente útil.

 

DC – O que você fazia para passar o tempo na prisão?

Dalberti – Não tem o que fazer. É um tempo perdido. A gente lê a Bíblia umas duas vezes.

 

DC – Como era a convivência com os outros presos?

Dalberti – Você tem que ficar neutro, não enxerga nada e, aí, não é visto. Os mais complicados são os ladrões de galinha e os maconheiros, porque só querem fazer confusão. Já o homicida é bom de conversar.

 

DC – Como era a cela onde você ficava?

Dalberti – Não dava três metros por quatro metros. Ficávamos em três lá. Além disso, a cama, que é de concreto, prejudica a saúde. Estava começando a me doer os rins. Aquilo puxa umidade e vai acabando com a pessoa.

 

DC – O que você pensava quando estava na prisão?

Dalberti – Eu pensava que não era justo. Eu só queria sair de lá.

 

DC – O que você sentiu quando saiu?

Dalberti – Deus me livre! Parece que começa a viver de novo. Aquilo lá não é vida. Não consegui me adaptar.

“Eu estava apavorado. Não conseguia dormir nos primeiros dias. A tua mente fica perturbada. O que vai te matando é estar fechado. Tem que ser forte para não ir às cordas.”

 

Pedaladas com significado de liberdade

Andar de bicicleta é o hobby preferido de Jair. Talvez seja pela sensação de liberdade. Assim, ele não tem nada que o impeça de sentir o vento em seu rosto. Não há paredes que o impeçam de ir até o lago da represa do Rio Engano. Mas não sobra muito tempo para ele praticar o ciclismo. Jair trabalha durante todo o dia na Eletrônica Dalberti, empresa que montou há mais de dois anos e da qual é o único funcionário. Depois do expediente, ainda faz manutenção de parabólicas, para complementar a renda. Quando foi solto, Jair trabalhou mais quatro anos na agroindústria onde atuava antes de ser preso.

Aproveitando seu curso de eletrônica que fez por correspondência quando estava na prisão, Jair decidiu montar o próprio negócio. Ao sair, estudou eletrotécnica no Senai de Concórdia e até ganhou um prêmio de Destaque Empresarial de uma agência de publicidade.

 

Um amor interrompido

Quando foi condenado a 15 anos de prisão, Jair chamou a namorada e disse que era melhor ela seguir a vida sem ele. Ela relutou, mas se afastou, e quando ele estava preso, acabou se casando com outra pessoa e teve dois filhos.

Ele contou que a sua antiga namorada acabou se separando e que os dois têm conversado. O casal sabe que perdeu muitos momentos juntos por causa do equívoco na vida de Jair.

 

A indenização será para ampliar os negócios

A possibilidade de receber uma boa indenização não está mexendo muito com a cabeça de Jair Dalberti.

– Fiquei feliz porque a Justiça reconheceu o erro – disse, sem demonstrar deslumbramento com o dinheiro que pode receber futuramente.

O eletroeletrônico não acha que isso vai recuperar o tempo de vida que perdeu atrás das grades.

– Ajuda na parte material, mas não substitui a vida que eu perdi na prisão.

Ele sabe que vai carregar para sempre o estigma de ex-presidiário. Assim como sabe também que muitas pessoas acreditaram nele. Mas alguns ainda o olham com desconfiança. O dinheiro pode demorar uns quatro a cinco anos para chegar às suas mãos, por isso, mantém sua vida normal, trabalhando para ampliar a empresa. Aliás, se receber a indenização, seu plano é comprar um prédio e ampliar o negócio.

 

O cantinho e a família

Jair passa a maior parte do dia em meio a aparelhos de TVs e rádios estragados e mora com o irmão nos fundos da loja. Ele chega a ganhar R$ 2 mil por mês. Metade do dinheiro aplica em estoque. O restante, aplicou numa casa que comprou com o irmão e que ambos alugaram para terceiros. Jair lembra que seus pais foram os que mais sofreram quando esteve preso. Por isso, aproveita os finais de semana para ficar com eles.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Ex-Deputado Nelson Goetten

 

Ex-deputado é condenado a devolver R$ 87 mil ao TCE

Dinheiro teria sido usado para promoção pessoal no projeto Conhecendo SC com Nelson Goetten

O ex-deputado federal Nelson Goetten deve devolver parte da verba que repassou para ações sociais. O recurso disponibilizado pela Assembleia Legislativa teria sido desviado, segundo o Tribunal de Contas do Estado de SC (TCE/SC). Agora, R$ 87 mil devem voltar para os cofres públicos, mas ainda há possibilidade de recorrer da decisão. A sentença foi divulgada no fim da tarde de segunda-feira.

Segundo o TCE/SC, entre 20 de janeiro de 2005 e 10 de abril de 2006, a Alesc repassou às entidades culturais do Alto Vale R$ 165 mil, mas parte do dinheiro teria sido usado para promoção pessoal do ex-parlamentar, por meio do projeto Conhecendo SC com Nelson Goetten, em que entidades realizavam apresentações culturais, como shows musicais e de dança.

 

O processo SPC 07/00223568, que tratou da prestação de contas dos recursos mencionados, foi relatado pela auditora do TCE de Santa Catarina Sabrina Nunes Iocken. Segundo ela, os desvios são evidentes.

– Ficou claro que essas entidades culturais do Alto Vale prestavam serviços entre si, dividiam sedes e equipamentos, além de que tal projeto visava a objetivos políticos, servindo de propaganda institucional e promoção pessoal dele – afirmou ela.

As informações foram levantadas e analisadas pelos técnicos da Diretoria de Controle da Administração Estadual do Tribunal.

O ex-deputado federal e os gestores das associações foram multados em aproximadamente 10% do valor devido por cada um.

Além disso, a decisão do Pleno do TCE/SC aplicou uma multa de R$ 2 mil ao ex-procurador da Alesc César Luiz Belloni Faria, por falta de relatórios e certificados de auditoria com parecer do controle interno.

A quantia a ser recolhida decorrente das multas totaliza R$ 22.274,50.

Os responsáveis terão até 31 de maio para comprovar ao tribunal o recolhimento dos valores aos cofres do Tesouro do Estado ou ingressarem com recurso contra a decisão.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário do Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Segurança é o tema do projeto Floripa te quero bem

 

Segurança é o tema de hoje

Discutir temas relacionados à segurança em Florianópolis e região é o tema do terceiro encontro temático do comitê consultivo do movimento Floripa Te Quero Bem, que será realizado hoje na sede da OAB.

Depois de debater os principais entraves da saúde e da educação, os participantes do comitê vão debater vulnerabilidade social, acidentes de trânsito, homicídios, segurança climática, violência, atos de crimes contra pessoas e patrimônios privados e a estrutura de segurança da cidade.

O projeto é uma iniciativa do Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICom), do Diário Catarinense, do Instituto Guga Kuerten (IGK) e do Instituto Padre Vilson Groh (IVG).

Mais informações www.floripatequerobem.com.br e www.facebook.com.br/floripatequerobem.

____________________________________________________________________________ Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Polícia

Assunto: Penitenciária de Fpolis tem novo diretor

 

 

Penitenciária da Capital tem novo diretor

A secretária da Justiça e Cidadania (SJC), Ada De Luca, confirmou ontem a mudança na direção da Penitenciária de Florianópolis. O atual diretor, Délio José Guerra, deixará o cargo nos próximos dias. O substituto é o diretor do presídio de Blumenau, Gabriel Airton da Silveira.

 

A SJC disse que a saída do diretor não tem relação com a fuga, há 11 dias, de 10 presos da central de triagem. As circunstâncias da escapada ainda não foram conhecidas e sindicância interna está em andamento.

Segundo a SJC, Délio é quem teria pedido para deixar a direção. Por telefone, ele disse ao DC que iria conversar hoje com a secretária Ada e com o diretor de Departamento de Administração Prisional (Deap), Leandro Lima, e não quis confirmar a sua saída.

Agente penitenciário, Délio ocupa a direção desde setembro. O seu substituto, Gabriel Airton da Silveira, também é agente penitenciário, além de bacharel em Direito e pós-graduado em gestão de segurança pública. Gabriel também foi chefe de segurança da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis.

No lugar de Gabriel na direção do presídio de Blumenau assumirá o agente penitenciário Elenilton Ferreira Fernandes. As trocas já foram encaminhadas para publicação no Diário Oficial do Estado.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Crimes e ocorrências

 

Caixeiros entram em ação

Mais um arrombamento a caixa eletrônico foi registrado na manhã de ontem em Joinville. Desta vez, o alvo da ação dos caixeiros foi uma agência do Santander na Rua João Colin, Bairro América.

De acordo com a polícia, os bandidos agiram por volta das 6h30min, assim que o setor dos caixas eletrônicos foi aberto ao público. Com um maçarico, os ladrões arrombaram o equipamento e levaram quase todo o dinheiro que havia no caixa. A quantia não foi informada pelo banco. O que se sabe é que os bandidos saíram às pressas. Isso porque deixaram para trás algumas notas e todo o equipamento usado no roubo.

– Quando chegamos, o caixa eletrônico ainda estava quente, o que indicava que eles tinham acabado de fugir – conta o tenente Rodolfo Batista. Segundo o policial militar, viaturas realizaram rondas na região, mas até o momento nenhum suspeito foi detido.

No último sábado, uma operação coordenada pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) prendeu integrantes de uma quadrilha em Itajaí. As investigações apontam que eles recebiam treinamento do Primeiro Comando da Capital (PCC) para realizar os ataques a caixas, que eram feitos com explosivos.

 

Leva tiro da PM e complica um pedreiro

Um adolescente de 16 anos levou um tiro na axila de um policial militar e foi recapturado no Hospital Florianópolis, depois de atirar contra a viatura, fugir para dentro da comunidade Ilha Continente e pedir ajuda a morador.

O pedreiro Márcio Alberto, 29 anos, trabalhava em pleno feriado do Dia do Trabalho quando foi chamado por moradores para levar até o hospital um jovem atingido por uma bala.

– Eu achei que fosse meu cunhado, só quando entrei no carro percebi que não era. Mas como havia várias pessoas pedindo ajuda, resolvi ajudar. Levei ele até o Hospital Florianópolis.

 

O susto foi ainda maior quando o foi convidado a prestar esclarecimentos na Central de Polícia, porque o adolescente que ele ajudou era fugitivo.

Por volta das 14h de ontem, o adolescente de 16 anos, que possui 14 registros de ato infracional, foi abordado quando andava de moto com um amigo. Os rapazes tentaram fugir, bateram e correram pelas ruas.

Três soldados entraram na comunidade e o quarto ficou na viatura, na tentativa de impedir o acesso. Foi quando os dois rapazes passaram correndo e teriam atirado contra o policial.

– Decidi atirar uma vez contra ele para impedir que outras pessoas fossem atingidas. Mas ele ainda fugiu, mesmo machucado – contou o PM.

Leonardo foi recapturado no Hospital Florianópolis e encaminhado ao Hospital Celso Ramos.

 

 

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Moacir Pereira

 

Miguel Livramento e a insegurança

O assalto de que foi vitima o comentarista do grupo RBS, Miguel Livramento, foi um dos assuntos mais comentados nas rodas sociais neste feriado de 1º e maio. O episódio revela mais uma vez o nível de insegurança existente em Florianópolis.

As queixas procedem de todos os lados. Os comerciantes no centro, na Trindade e no continente, que não sabem a quem apelar, tal o número de assaltos a seus estabelecimentos. Nos bairros da capital, onde os bandidos continuam agindo, a preocupação não é diferente. Nas festas sociais, onde os carros são os alvos preferidos. E por aí vai.

Até agora foram 4.330 ocorrências este ano, segundo o DC, sem contar aqueles que sequer tem registro policial.

Quer dizer: há necessidade de mais policiamento ostensivo nas ruas, mais inteligência policial e mais ação para combater os bandidos que continuam agindo na capital.