Área do associado

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Clipping do dia 8 de outubro

8.10.2012

 

Clipping do dia 08 de outubro

 

 

MÍDIAS DE SANTA CATARINA

 

 

Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Visor

Assunto: Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil

 

PREVENÇÃO FAZ A DIFERENÇA

Raimundo Colombo sancionou a lei que cria o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil, que irá integrar entidades municipais e privadas ligadas à prevenção de desastres, sob a coordenação central do governo do Estado. A medida atende a uma antiga reivindicação dos setores que atuam na Defesa Civil.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Gerais

 

Rodovias têm final de semana violento

Na SC-458 em Capão Alto, na Serra Catarinense , homem ficou carbonizado

O único acidente com morte registrado ontem – uma colisão frontal entre dois carros no km 187 da SC-458, em Capão Alto, na Serra Catarinense –, tirou a vida do motorista de um veículo, que morreu carbonizado, e da passageira do outro. Em todo o final de semana, 10 pessoas morreram em acidentes nas estradas catarinenses.

Marco Aurélio Rocha, 26 anos, dirigia o Celta com placas de Taió que bateu de frente com a Ecosport conduzida por Alceu Antônio Salmonária. O Celta pegou fogo e Rocha morreu carbonizado. Odete Mattos Salmonária, 61 anos, passageira da Ecosport, também morreu no local. O motorista Alceu fraturou o pé. Até o fechamento desta edição, as causas do acidente ainda estavam sendo apuradas pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv).

No sábado, o Vale do Itajaí registrou três mortes. Às 7h20min, Pedro Ribeiro Marques, 54 anos, tentou fazer uma ultrapassagem no km 135,5 da BR-470, em Rio do Sul, e colidiu de frente contra uma carreta. Marques dirigia um Fiat Palio e morreu na hora. O motorista da carreta não sofreu ferimentos.

No km 105,2 da BR-470, em Apiúna, às 22h30min, Vilberto Hugen, 34 anos, e Darci Casagrande, 54 anos, morreram ao bater de frente contra um Corsa. No veículo também estavam Sidnei Voigt, 27 anos, e uma menina de oito anos, que ficaram gravemente feridos. Segundo a PRF, o Corsa invadiu a contramão, também atingindo outro veículo, um Volvo. Hugen e Darci estavam em um Gol e não resistiram aos ferimentos. O motorista do Volvo, Marcos Ari Schuler, 37 anos, saiu ileso. O condutor do Corsa que atingiu os dois carros de frente, Evelino dos Santos, 30 anos, teve ferimentos graves e foi encaminhado a um hospital da região.

A única rodovia estadual que registrou acidentes com morte no sábado foi a SC-301, em São Bento do Sul, no Norte do Estado. Por volta das 12h40min, um caminhão, com placas de Quitandinha (PR), atingiu uma motocicleta com placas de São Bento do Sul. A colisão no km 132 da rodovia tirou a vida do motociclista Adilson José Ribeiro, 33 anos.

 

Jovem é encontrada morta na Enseada do Brito

Uma jovem de 20 anos foi encontrada morta na manhã de ontem na Praia da Enseada de Brito, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Segundo a Polícia Militar que atendeu a ocorrência por volta das 8h, moradores da região ligaram avisando que Vanessa Aparecida Silva estava desmaiada na faixa de areia. Ao chegar ao local, a PM chamou o Corpo de Bombeiros, que chegou com o helicóptero Arcanjo para prestar socorro à vítima. Porém, os socorristas dos Bombeiros apenas constataram que ela já estava morta, apesar dos moradores terem tentado reanimá-la. O corpo de Vanessa foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da Capital. Ainda não se sabe a causa da morte de Vanessa. A princípio seria afogamento, segundo a Polícia Civil, que não tem mais informações sobre a jovem, que não estava com os documentos.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Reportagem Especial

Assunto: Queda na serra do Rio do Rastro

 

Milagre no alto da montanha

Três bombeiros e 20 voluntários fizeram um resgate dramático na Serra do Rio do Rastro, onde um turista caiu 20 metros. E sobreviveu

Desde ontem, o administrador de empresas Gilson Luiz Rufino, 48 anos, acredita em milagre. Natural de Tubarão, radicado em Florianópolis, pai de duas filhas e avô de um neto, Rufino sofreu um inusitado acidente em uma das paisagens mais lindas do país. No alto de um penhasco, ele ficou mais de oito horas entre a vida e a morte, preso em uma rocha de um metro quadrado, com as pernas suspensas e no meio de um precipício de 700 metros. Apesar do acidente, a sorte estava ao lado dele. Na madrugada deste domingo, Rufino nasceu de novo.

Apaixonado por fotografia e louco pelas belas imagens de Santa Catarina, ele exagerou. No fim de semana, de calor e céu azul, resolveu fotografar a Serra do Rio do Rastro a fim de enriquecer o seu banco de imagens. Na companhia da namorada Denise, passou momentos agradáveis, mas cometeu um descuido por volta das 17h.

No mirante da serra, em frente ao cenário deslumbrante, ele se retirou do ponto onde os turistas costumam parar para fotografar. Colocou-se em um ponto mais vulnerável em busca de ângulos diferenciados. Ficou sobre um terreno lodoso, com a vegetação cobrindo traiçoeiramente algumas fendas do penhasco. E foi numa dessas armadilhas que caiu. Quando pisou em falso, tentou se agarrar ao mato, mas não conseguiu. E despencou.

Após mais de 20 metros de queda, teve a sorte de a mata fechada conseguir ampará-lo aos poucos. Foi caindo em etapas, até ficar sobre uma rocha, uma espécie de degrau salvador na montanha. Caiu deitado, de lado. A metade de cima do corpo ficou junto ao paredão. As pernas, porém, ficaram suspensas no precipício.

 

Enquanto isso, Denise o esperava no mirante. Só que os minutos passaram e Rufino não aparecia. Ela o chamava, mas ele não respondia. Uma hora depois, sem vê-lo nem ouvi-lo e já pensando no pior, a mulher pediu socorro no posto da Polícia Militar Rodoviária instalado no mirante.

– Ela disse que o namorado havia caído no cânion, mas não estava claro se tinha caído no chão ou lá embaixo – conta o policial Roberto Borges de Oliveira, 42 anos.

Iniciava-se ali uma saga. A localização do turista até que foi rápida, pois em poucos minutos de caminhada foi possível ouvir gritos do acidentado em resposta ao chamado dos bombeiros. Pelas frases gritadas, ele parecia relativamente bem, mas não se sabia exatamente onde na gigantesca montanha, um dos maiores conjuntos de cânions do mundo.

De pronto, uma grande operação de resgate foi montada para ação em um local de dificílimo acesso. Uma caminhonete da Celesc, de uma subestação próxima, foi o primeiro veículo a ser preparado, mas o banhado impediu a aproximação do carro do precipício. Bombeiros de Orleans e Criciúma chegaram uma hora depois.

Já estava escuro, a temperatura caía rapidamente, o tempo corria e a necessidade de resgatar o homem aumentava a cada minuto. Uma hora mais tarde e já se juntava ao local uma viatura policial, dois pequenos tratores, duas dezenas de voluntários e três jovens e corajosos bombeiros.

Foi possível aproximar os tratores, que foram colocados de frente um para o outro. Uma corda de rappel foi atada em forma de “Y” nos tratores, o que permitiu a descida de dois socorristas.

Já era domingo. À 1h35min, os heróis anônimos que apareceram para ajudar puxaram com força, mas com cuidado, a corda, que trouxe Rufino preso a um bombeiro. Debilitado, machucado e com frio. Mas vivo, consciente e a salvo. Terminava naquele momento um dos resgates mais dramáticos dos últimos tempos em Santa Catarina. E começava, aos 48 anos, uma nova vida para um homem que adora registrar as imagens do que a vida oferece de melhor.

 

Ação, música e reza em meio ao penhasco

Comandante da operação de resgate que retirou Gilson Rufino do abismo, o tenente Henrique Piovezan da Silveira resumiu com simplicidade a tarefa do grupo.

– Foi uma experiência para a eternidade – disse Piovezan, do Corpo de Bombeiros de Criciúma.

A operação, que reuniu uma força-tarefa às pressas, contou com a participação direta de bombeiros de Criciúma, Orleans e São Joaquim, de policiais rodoviários estaduais, de servidores da Celesc e da Companhia Integrada de Desemvolvimento Agrícola (Cidasc), além de voluntários de restaurantes e hotéis de Bom Jardim da Serra. Enquanto uns seguravam lanternas, a maioria puxava a corda que trouxe Rufino à superfície. O terreno úmido e a lama até o joelho não foram empecilho para salvar a vida de um desconhecido.

O tenente explica que a primeira opção seria descer os três bombeiros, instalar a vítima numa maca e puxá-la, mas assim que o primeiro militar desceu, constatou-se a impossibilidade do plano. Optaram então pela descida de dois militares para que um subisse com Rufino atado ao corpo em uma cadeira de segurança.

Como no alto da montanha não havia um suporte de ancoragem da corda – como uma árvore, poste ou cerca –, a saída foi utilizar dois pequenos tratores para chegar à beira do penhasco e suportar o peso da corda, de aproximadamente duas toneladas. Num local mínimo para atender à vítima, os bombeiros deixaram cair no penhasco o radiocomunicador, um punhal e um relógio.

Enquanto o tenente Piovezam e o soldado Rafael da Silva Gonçalves, de 30 anos, desceram para atender à vítima, o soldado Alisson Luiz da Silva, 24, coordenava o trabalho no alto, em uma comunicação estabelecida por celular. No local, Rufino teve uma hemorragia controlada e recebeu um colar cervical e uma tipoia no braço esquerdo.

– A última opção seria passar a noite ali, porque certamente ele não sobreviveria. Estava muito debilitado, com sede e já entrando em hipotermia – descreve o tenente.

Enquanto os voluntários içavam a corda com o Piovezam e a vítima, o tenente empurrava o paredão com as pernas para evitar que Rufino se chocasse contra a rocha. O risco era enorme: a corda roçava nas pedras e podia se romper. Cerca de 40 minutos após a descida do primeiro bombeiro, porém, Rufino era alçado ao topo da montanha.

Enquanto o turista era conduzido ao hospital, o soldado Gonçalves optou por permanecer um tempo na rocha que abrigou sua vítima, em meio à escuridão do penhasco, meditando:

– Fiquei lá embaixo por uns 10 minutos para ouvir uma música no celular, baixar a adrenalina. Pensei na minha família e rezei baixinho. Deus está sempre com a gente.

 

DECLARAÇÕES

Rafael Gonçalves, soldado bombeiro:

“Fiquei lá embaixo por uns 10 minutos para ouvir uma música no celular, baixar a adrenalina. Pensei em minha família e rezei baixinho.”

 

Henrique Piovezam, tenente bombeiro:

“A última opção seria passar a noite ali, porque certamente ele não sobreviveria. Estava debilitado, com sede e já entrando em hipotermia”

 

Paixão por fotografia

Gilson Rufino trabalhou até bem pouco tempo no Avaí, mas nos momentos de folga não larga a máquina fotográfica

Gilson Luiz Rufino é de Tubarão, onde vive a sua família, e mora em Florianópolis. Ele estava no Sul do Estado visitando a mãe. O administrador de empresas se desligou há pouco tempo do Avaí Futebol Clube, onde exercia a função de coordenador de infraestrutura.

Apaixonado por fotografia, está sempre atento aos exuberantes espetáculos da natureza para fotografar. Motivo que o levou à Serra do Rio do Rastro. As fotos que ilustram esta página são registros dele e foram liberadas pela sua família.

– Se ele avistava uma bela lua, saía, fotografava e voltava a trabalhar. Ele também adora participar de concursos de fotos pela internet. É uma pessoa fantástica – diz Alceu Atherino, colega de trabalho de Gilson.

Eloise Rufino, irmã de Gilson, lembra que ele começou a se dedicar mais à fotografia há cerca de três anos.

– Ele gosta muito de viajar e já foi outras vezes à Serra do Rio do Rastro. Tudo o que ele fotografa, ele posta no Facebook – afirma a irmã.

A namorada Denise, que estava com Gilson Rufino na serra, reforça a paixão dele por fotografias.

– Tudo que ele faz, faz com muita paixão. Ele tem adoração por fotografia e gosta de repassar a sensibilidade do que ele registra para as pessoas.

 

Irmã define Rufino como “aventureiro”

Outra irmã de Rufino, a enfermeira e professora universitária Maria Regina Rufino Delfino, o define como um aventureiro. A câmera fotográfica que ele usava no momento do acidente se perdeu com a queda, e a montanha arquivará o equipamento para sempre.

Gilson está internado no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, para onde foi transferido na manhã deste domingo depois de receber os primeiros atendimentos no Hospital Henrique Lages, em Lauro Müller, cidade localizada ao pé da Serra do Rio do Rastro.

À tarde, ele passou por uma cirurgia no braço esquerdo, já que quebrou a clavícula. Além disso, sofreu uma pequena fratura no crânio e teve quatro vértebras trincadas. Porém, nada grave, segundo a família.

Gilson Rufino está fora de perigo e vai ficar bem. A reportagem do Diário Catarinense tentou conversar com ele, mas não conseguiu pela sua internação no hospital.

Ontem à tarde, do lado de fora do centro cirúrgico, aguardava a irmã Maria Regina, que é enfermeira, e que na madragada anterior havia acompanhado o resgate de Gilson Rufino na Serra do Rio do Rastro.

Ontem, ela estava apreensiva. Só depois que constatou que o irmão estava fora de perigo se tranquilizou. Maria Regina garante, porém, que ele vai querer contar essa incrível história. Sim, Gilson Rufino é um cara de sorte!

 

O lugar atrai. E pode trair

Estive há pouco tempo no mirante da Serra do Rio do Rastro, no local onde caiu Gilson Luiz Rufino, e com o mesmo intuito: buscar o melhor ângulo para fotografar a majestosa montanha, que disputa num site espanhol o título de estrada mais espetacular do mundo. Fui alertado pelo colega Pablo Gomes, que conhece muito bem a região, sobre o risco extremo daquele local, mas no momento não tive esta noção e até o convidei para me acompanhar pela trilha até o ponto onde faria a foto. Ele recusou, alegando medo de altura.

O lugar propicia um ótimo ângulo para um fotógrafo. Dali, tem-se aos pés a montanha, de onde se pode ver até o mar em dias claros. Há uma trilha rudimentar à esquerda do bar e dos banheiros do mirante. Caminha-se por dois ou três minutos até chegar ao ponto onde Rufino caiu. O mato é traiçoeiro, pois esconde um desfiladeiro de 700 metros de altura. Um passo em falso pode ser fatal.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Segurança

Assunto: Ex-jogador preso

 

Justiça deve decidir hoje se Viola sai

O ex-jogador Paulo Sérgio Rosa, o Viola, 43 anos, preso na noite de sexta-feira, vai permanecer detido pelo menos até hoje, quando a Justiça deve decidir o que fazer com ele. Viola foi preso em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, após se recusar a cumprir uma ordem judicial que autorizava a mulher e seu filho a deixarem a residência do atleta.

Segundo o delegado Ronald Nascimento, ele impediu a saída da mulher e da criança até mesmo com a presença da Polícia Militar (PM) no local. Informados pela mulher de que ele tinha armas na casa, os policiais entraram no local e encontraram um silenciador de pistola, munições de calibre 12 e carregadores.

– Ele foi preso em flagrante por desobediência e posse ilegal de arma e equipamento de uso restrito e ameaça dentro de um contexto de violência doméstica – disse o delegado.

Viola foi levado para a delegacia de polícia da cidade. De acordo com a lei eleitoral, no período de cinco dias antes e 48 horas após as eleições os eleitores não podem ser detidos, a não ser em casos de flagrante.

Revelado na base do Corinthians, Viola tornou-se ídolo da torcida na final do Campeonato Paulista de 1988, quando fez o gol do título contra o Guarani. O auge da carreira foi nos anos 1990, quando foi campeão paulista e da Copa do Brasil pelo Corinthians, em 1995, e reserva do Brasil na conquista do tetra, nos EUA, em 1994. Passou ainda, entre outros, por Palmeiras, Santos e Vasco da Gama.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Segurança

Assuntos: Exploração sexual

 

Operação prende paraguaia

Garota de 18 anos que trabalhava em boate de Biguaçu tem ordem de deixar o país até amanhã

Mais uma paraguaia envolvida com prostituição foi encontrada em Santa Catarina, desta vez na Grande Florianópolis, durante operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Ela estava numa boate nas proximidades da BR-101 em Biguaçu, que foi fechada por 12 agentes da PRF na madrugada de sábado.

A garota tem 18 anos e está ilegal no Brasil, trabalhando como prostituta, segundo a Polícia Federal. Ela recebeu ordem de deixar o país em três dias e foi multada em R$ 160.

A moça entrou no país em setembro, em Mundo Novo (MS). Ela tentou entrar por Guaíra, mas, segundo a PF, teria desistido porque precisaria pagar multa de R$ 800 por ter ficado mais tempo do que o permitido outra vez em que esteve no Brasil.

Na última quarta-feira, a Polícia Federal (PF) libertou 21 paraguaias suspeitas de serem vítimas de exploração sexual por uma rede de tráfico internacional de pessoas com conexões no Paraguai e no Brasil. Uma delas está grávida de seis meses e era obrigada a fazer programas numa boate de Imbituba.

Na operação de sábado, em Biguaçu, uma mulher foi detida por suspeita de abrigar ilegalmente mulheres estrangeiras, manter casa de prostituição para exploração sexual e permitir o consumo de bebida alcoólica por um adolescente de 17 anos. Ela foi levada à Polícia Federal (PF), mas liberada em seguida.

O adolescente encontrado na boate foi apreendido e levado à delegacia de polícia de Biguaçu, de onde foi liberado com a presença dos pais.

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Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Geral

Assunto: Eleição Florianópolis

 

Cesar e Gean traçam estratégias para o segundo turno em Florianópolis

Candidatos focam nos votos de Angela Albino e Elson Pereira

 

 

Nova disputa será ainda mais acirrada

 Cesar Souza Júnior (PSD) teve pouco tempo para comemorar a vitória no primeiro turno da Capital. Nesta segunda-feira, começa a costurar alianças para a fase quente da campanha. A tarefa não será fácil. Ele terá que buscar votos junto ao eleitorado de esquerda, dos derrotados Angela Albino (PCdoB) e Elson Pereira (PSOL). São 94.672 eleitores que terão de optar entre os projetos de Cesar e de Gean Loureiro (PMDB). A estratégia inclui ainda conquistar as 25 mil pessoas que votaram em branco ou anularam o voto.

Consciente que terá dificuldade para contar com o apoio de Angela e Elson, Cesar deixou claro que vai atuar diretamente no convencimento dos eleitores dos concorrentes. “Essa eleição deixou um recado claro. A população quer mudança. Isso ficou claro com a votação do Elson e a renovação da Câmara de Vereadores. Vamos conversar com as pessoas. Não apenas com as siglas”, declarou Cesar logo após a apuração dos votos em Florianópolis.

Antes do candidato pronunciar as primeiras palavras, a preocupação dos cerca de 50 assessores e correligionários que aguardavam no comitê era visível. A cada atualização da apuração, a euforia dava lugar à seriedade, principalmente pelo fato de Elson ter contrariado todas as pesquisas. Porém, Cesar negou que o resultado fosse inesperado. Segundo ele, estava tudo dentro do previsto. “É uma eleição dura. Foi uma grande vitória. Nos mantivemos no primeiro lugar desde o começo da campanha”, avaliou. Após ouvirem o discurso de Cesar, assessores e apoiadores retomaram a confiança com uma saraivada de aplausos e gritos de apoio. A dose extra de ânimo chegou junto do resultado final para a Câmara. A coligação “Por uma cidade mais humana” conquistou 11 das 23 cadeiras do Legislativo.

No domingo, o candidato cancelou a festa prevista para ser realizada na avenida Beira-mar Norte e ficou em casa junto com lideranças do partido e a família.

 

Falta de público cancela festa na Beira-mar Norte

Cesar Souza Júnior não ficou na rua até o final da votação. Por volta das 16h30 já estava descansando no apartamento onde mora, no bairro João Paulo. Após recuperar as energias, o candidato deixou o local em direção à casa do publicitário da campanha. A previsão é que ele acompanhasse a definição do rival no segundo turno, mas não. Ficou em reunião durante duas horas.

Cesar chegou ao QG da campanha às 19h50 acompanhado do vice, João Amin (PP). O candidato agradeceu o apoio dos correligionários e da população. João fez o mesmo em um breve discurso, sob olhares atentos da mãe, Angela Amin. Depois, saíram para encontrar os eleitores na festa programada para o Koxixo’s, que não ocorreu, possivelmente devido às poucas pessoas concentradas no local por volta das 21h.

 

Gean reparte os louros da virada

Gean Marques Loureiro, candidato do PMDB, vai disputar o segundo turno com Cesar Souza Júnior. Durante toda a campanha, seu nome aparecia em terceiro lugar, mas conseguiu uma virada na reta final e passou a segunda colocada nas pesquisas, Angela Albino. Gean creditou sua vitória ao empenho da coligação de partidos, dos candidatos a vereador e ao seu desempenho nos debates na televisão.

A festa do PMDB teve a presença do prefeito Dario Berger e de lideranças do partido, como o vice-governador Eduardo Pinho Moreira. O PMDB elegeu 106 prefeitos e vai entrar no segundo turno para eleger Gean em Florianópolis e Udo Döhler em Joinville. Enquanto festejava o resultado, Gean falou com o Notícias do Dia.

 

Qual a avaliação do resultado? O senhor esperava ir para o segundo turno?

Apesar das pesquisas sempre terem trabalhado contra a minha candidatura, eu sempre tive convicção que iria chegar no segundo turno. Sentíamos nas ruas a diferença, ou seja, que o eleitor teria compreensão das nossas propostas, da minha experiência e da do professor Rodolfo Pinto da Luz, de quem conhece a Prefeitura, de que os nossos compromissos não são promessas vagas. Nós mostramos o que fazer, de onde vêm os recursos e como vamos fazer.

 

A votação recebida estava dentro das projeções?

Nós tínhamos expectativas de poder chegar muito perto do grande favorito que dizia que ia ganhar no primeiro turno. As pesquisas trabalharam muito contra mim. Sempre diziam que eu não tinha chance. Que eu não ia para o segundo turno. E eu sentia na rua que isso seria diferente. E eu tive que convencer voto a voto. E quando abrem as urnas elas mostram outra vez que as pesquisas estavam erradas.

 

O que foi fundamental para a reviravolta na campanha?

Primeiro minha participação nos debates. Segundo, a união dos candidatos do nosso time e os partidos políticos da coligação, o PMDB e todos os demais que permitiram construir essa grande força política.

 

Elogio aos eleitores dos quatro candidatos derrotados

Perguntado sobre o encaminhamento das alianças para o segundo turno, Gean Loureiro fez questão de cumprimentar os eleitores de Angela Albino e de Elson Pereira, candidatos que “têm propostas positivas para a cidade”, além de Janaina Deitos e Gilmar Salgado, que “cumpriram missão partidária com muita retidão”.

Ele colocou Cesar Souza Júnior como adversário comum a todos e disse que receberá as propostas dos não eleitos para incorporá-las ao plano de governo. Especificamente sobre o professor Elson Pereira, do PSOL, Gean afirmou que seus eleitores “demonstraram querer um político inovador, com conhecimento, diferente da postura do meu concorrente”. Ele acha que o eleitorado pode rever sua posição no segundo turno, dependendo da avaliação das propostas concretas de cada candidato.

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Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Hélio Costa

Assunto: Serviço Aeropolicial Civil

 

Manobras aéreas

Policiais gaúchos do Grupamento Aéreo do Rio Grande do Sul foram recepcionados pelos colegas catarinenses do Serviço Aeropolicial Civil para um treinamento puxado de operações áreas. O evento também serviu para a troca de informações.  A unidade aérea do Rio Grande do Sul é composta por 20 tripulantes.  O grupamento gaúcho recebe no próximo dia 24 um helicóptero, modelo Esquilo AS 350 B3.