Área do associado

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Clipping do dia 26 de junho

26.6.2012

 

Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Acidentes com motos

 

Motos matam mais do que carros

Mesmo em menor proporção, veículo de duas rodas é o principal responsável por acidentes fatais, aponta o Ministério da Saúde

O relógio marcava 22h30min, num sábado de setembro de 2011, quando o motoboy Elton Luiz Eger voltava de motocicleta com a mulher, Priscila Michelle Nogueira, abraçada à sua cintura na garupa da motocicleta, após um dia longo de trabalho. O destino era a casa nova, já em fase de acabamento, no Rio Vermelho, Norte da Ilha, erguida pelo casal para ser a lar do bebê que Priscila carregava há quatro meses no ventre.

Mas Elton nunca chegou ao destino planejado. Aos 26 anos, a vida dele foi interrompida em um acidente provocado por carros que faziam racha na SC-403 a 160 km/h e se chocaram na contramão com a moto, que vinha a 40 km/h.

Elton e Priscila são personagens de um cenário alarmante, diagnosticado pelo Ministério da Saúde em um levantamento divulgado este mês com base em dados do sistema de informação do SUS. Os acidentes de motocicleta são responsáveis pelo maior número de mortes no trânsito brasileiro. Em 2010, mais de 10 mil motociclistas morreram no Brasil – uma estatística que cresceu 21% desde 2008.

No Estado, em 2010, foram 561 óbitos, superando as 552 mortes provocadas por acidentes de carro. De acordo com uma pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde, a maioria dos registros de internação em hospitais ocorre na Grande Florianópolis. Um dado que se explica, em parte, pelo fato de os centros de referência em ortopedia se concentrarem nos hospitais Governador Celso Ramos e Regional de São José.

Dados completos de 2011 deixam essa proporção mais clara. Das 2,5 mil internações em SC, 979 foram na Grande Florianópolis. A região de Joinville, segunda colocada, teve 560.

 

Gastos quase dobraram em três anos em SC

No ano passado, o Sistema Único de Saúde (SUS) gastou R$ 96 milhões só com internações por acidentes de moto no país. Em Santa Catarina, foram R$ 4,4 milhões. É quase o dobro dos 2,4 milhões gastos em 2008. O valor não leva em conta cirurgias, por exemplo.

Para a diretora de Análise de Situação em Saúde do Ministério da Saúde, Deborah Malta, os dados são assustadores e configuram uma epidemia de mortes por acidentes de motocicleta no país, com impacto alarmante sobre o sistema público de saúde.

– Os óbitos de motociclistas têm impacto sobre a saúde pública e sobre a estrutura econômica e psicológica das famílias, que convivem com um sofrimento enorme – avalia.

 

Acidentes acompanham as vendas

O professor do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Lúcio José Botelho, do Grupo de Pesquisas em Epidemiologia de Acidentes de Trânsito, analisa que o aumento das mortes de motociclistas acompanha diretamente o crescimento das vendas de motocicletas.

São mais de 16 milhões de motos nas ruas – 712,5 mil em Santa Catarina, sendo 39,3 mil na Capital.

Para o pesquisador, a popularização desse tipo de veículo é uma consequência da falta de mobilidade urbana e um agravante para um cenário precário de infraestrutura de trânsito no Estado. Com as cidades saturadas de carros, a motocicleta é vista como uma solução ágil e barata para a dificuldade de deslocamento.

– Junte isso ao fato de que as obras de infraestrutura rodoviária são pensadas para dar velocidade ao trânsito, sem considerar as consequências para a vida humana, e você tem estradas genocidas – alerta.

No caso da Grande Florianópolis, o pesquisador enfatiza que a região apresenta uma característica particular, com rodovias movimentadas, como a BR-282 e a SC-401, cortando regiões urbanizadas.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Sob proteção do Estado, menina some de hospital

 

 

Sob proteção do Estado, menina some de hospital

Adolescente de 14 anos, que estava no Joana de Gusmão, na Capital, onde vivia há sete meses, desapareceu na sexta-feira. Uma história cercada por tantos mistérios que até a Interpol foi acionada

Uma adolescente que se encontra sob a proteção do Estado desapareceu na noite de sexta-feira, de dentro do Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis. Até às 19h de ontem, não havia sido localizada.

O sumiço foi registrado na 5ª Delegacia de Polícia, no Bairro Agronômica. O Conselho Tutelar, que acompanha o caso desde a internação, e a Vara da Infância e Juventude da Capital foram avisados. Por não ter a família localizada, a menina tem o Estado como o seu guardião.

A adolescente tem 14 anos e ocupava sozinha um dos apartamentos. Na tarde de sexta-feira, ela teria tentado escapar por uma das cinco portarias do hospital. Foi impedida por funcionários, mas prometeu que iria fugir.

– Não sabemos se ela conseguiu sair por uma das portas. Apesar da idade, ela é um tipo mirrado e pode ter pulado uma das janelas – conta Lucia Regina Schultz, diretora técnica do Joana de Gusmão.

O hospital tem câmeras, mas de acordo com a diretora técnica, não são suficientes para cobrir todas as áreas. A adolescente costuma “passear” pelo hospital, onde vive há sete meses, sendo conhecida dos funcionários. A sua história, considerada “estranha” para alguns, é do conhecimento de praticamente todos. Ontem à tarde, um deles teria recebido um telefonema da menina, dado do seu celular, informando que iria voltar.

A delegada Juliana Gomes, da 6ª Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente, investiga o caso. Por se tratar de um caso envolvendo menor de 18 anos, a policial preferiu não se manifestar.

O desaparecimento de um paciente de dentro de um hospital infantil já seria grave, mas o caso chama mais atenção ainda por envolver uma adolescente de vulnerabilidade.

Desde que chegou ao hospital, em 25 de novembro do ano passado, a situação envolve até a Organização Internacional de Polícia Criminal, conhecida como Interpol. Coube à Polícia Federal pedir ajuda à Interpol pela suspeita de exploração sexual e tráfico internacional. A menina contou ter estado em Estocolmo, capital da Suécia, em um caso de facilitação no processo de adoção. Sua origem seria um Estado do Norte do país. A adolescente já teve quadro de depressão e anorexia. Alguns relatos indicam a possibilidade de agravamento de um quadro psiquiátrico.

Ontem à tarde, a promotora Cristiana Böel, da 9ª Promotoria da Infância, informou que “a rede de proteção foi acionada para que a menina seja protegida”.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Desvio de dinheiro

 

Sete pessoas são presas por fraude

Após seis meses de investigação, o Grupo de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Criciúma prendeu, ontem, sete pessoas que fraudavam documentos para desviar dinheiro da prefeitura de Içara, no Sul do Estado.

As irregularidades aconteciam desde 2010, e os acusados, dos quais quatro são funcionários públicos da administração, dois, empresários, e um faz parte de um partido político local, foram presos temporariamente por um período de cinco dias.

De acordo com o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Maurício de Oliveira Medina, o desvio de dinheiro acontecia em um esquema que envolvia os funcionários públicos responsáveis por cargos importantes na prefeitura e donos de empresas que prestavam serviços ao município.

– Pela facilidade dos cargos que ocupavam, esses agentes fraudavam documentos e licitações em troca de comissão paga pelos empresários – explica o promotor.

Para viabilizar a liberação do dinheiro, os acusados fraudavam documentos para a execução de obras ou prestação de serviços que nunca foram feitos. Segundo o Ministério Público, essas ações eram nas pastas de Finanças, Educação, Obras e Saúde.

O delegado Airton Ferreira da Silva informou que as investigações indicam que os crimes aconteciam há dois anos. Os prejuízos aos cofres públicos do município ainda não foram calculados e, além dos sete acusados presos, várias outras pessoas faziam parte do esquema e também podem ser indiciadas pelos crimes de corrupção, peculato e fraude.

– Usamos todos os recursos disponíveis e autorizados pela Justiça, e a investigação deve durar pelo menos mais 40 dias – afirma o delegado.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Gerais

 

Capitão se fere em pane de paraquedas

Um capitão do Exército sofreu ferimentos graves na manhã de ontem, por volta das 8h, ao cair de paraquedas durante salto de rotina no Campo dos Afonsos, na Vila Militar em Deodoro, zona oeste do Rio. O Comando Militar do Leste afirmou, em nota, que o equipamento de Leonardo Abraão Rodrigues teve uma “pane parcial”. Tanto o paraquedas principal quanto o reserva apresentaram problemas no ar, o que provocou a queda brusca do militar no solo. Segundo o Exército, Rodrigues sofreu fraturas nas duas pernas e no braço. O estado dele é estável.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Audiência Plurianual

 

 

Audiência elenca prioridade

Orçamento estadual de 2013 prevê investimento nas áreas de mobilidade urbana, segurança e saúde

O orçamento estadual de 2013 prevê investimentos nas áreas de mobilidade urbana, segurança pública e saúde da Grande Florianópolis. Os temas foram definidos em audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa (Alesc) na tarde de ontem em São José.

Durante a sessão, foram elencadas como prioridades a implantação de sistema de videomonitoramento; reativação de leitos hospitalares da rede pública e implantação do metrô de superfície na Grande Florianópolis.

Definidas estas prioridades, elas passarão por estudos para definir quanto do orçamento previsto para 2013 irão receber. Esses estudos definirão, por exemplo, a viabilidade do metrô de superfície, que localidades irão receber o sistema de videomonitoramento e quantos leitos poderão ser recuperados.

Paro o deputado Marcos Vieira (PSDB), a demanda mais importante da região é a mobilidade urbana. Segundo ele, precisaria de uma ação integrada entre governo do Estado e prefeituras, já que os constantes congestionamentos ocorrem em toda a Grande Florianópolis. Vieira preside a Comissão de Finanças e Tributação da Alesc e também preside a Comissão Coordenadora do Orçamento Estadual.

 

Acordo garante a execução de ações que são priorizadas

De acordo com o deputado, um acordo feito entre os poderes Legislativo e Executivo no último ano tem permitido que as ações elencadas nas audiências públicas sejam incluídas no orçamento estadual, sem a realização de emendas parlamentares.

– Cerca de 43% das prioridades levantadas nas audiências do último ano já estão sendo executadas. Isto traz mais credibilidade ao Orçamento Regionalizado, revertendo-se em maior participação popular – disse.

Esta foi a terceira e última etapa do Orçamento Regionalizado. Após 12 reuniões em diversas regiões do Estado, a Assembleia Legislativa encerrou a série de audiências.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Cacau Menezes

Assunto: Taxista quase atropela policial militar

 

Fumaça

Cena inusitada na manhã desta segunda-feira, 25, na Rua dos Ilhéus, no Centro de Florianópolis. Taxista foi levado para a 1ª DP depois de quase atropelar um policial militar. O detalhe é que o taxista fumava um longo baseado e a maresia o denunciou. Na delegacia, o jovem taxista confirmou que estava dando uma “bola”, mas negou que tivesse tentado atropelar o policial. Um termo circunstanciado foi instaurado e o caso, agora, será levado para a Justiça.

Aliás, chovem críticas no sindicato da categoria com relação ao comportamento dos novos taxistas no trânsito da Capital.

 

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Moacir Pereira

Assunto: Eleições

 

Dilemas sobre a tríplice aliança

Se o governador Raimundo Colombo (PSD) tivesse uma varinha mágica, eliminaria as eleições municipais do calendário. Seus dilemas começaram com a indicação de candidatos, passam pelas coligações e só vão terminar depois das eleições.

Ele mesmo revela angústia com os diferentes cenários. Eleito pelos partidos da tríplice aliança e contando, na base legislativa, com o PP, tem dificuldades em apoiar esta ou aquela aliança. Sente-se constrangido em ter que fazer opções. E não quer repetir atitudes de antecessores.

As adversidades encontradas foram compartilhadas pelo governador com Luiz Henrique, em recente conversa na residência do senador em Joinville. Ambos terão presença restrita nos palanques, segundo avaliação feita neste encontro reservado. Foram eleitos por aliados de outros partidos e sentem-se amarrados ao pleito realizado há dois anos apenas. Se fizerem opção por um candidato que os ajudou na eleição estarão confrontando com outros que também estiveram nas fileiras de 2010.

O primeiro problema esteve e continua na escolha dos candidatos e no encaminhamento das alianças. Colombo lembrou episódio que o envolveu pessoalmente na eleição de 2000.

Governador do Estado, Esperidião Amin, do PP, tinha um nome preferencial para disputar a prefeitura de Lages: o deputado Ivan Ranzolin, aliado de Raimundo Colombo, na época ex-prefeito. Colombo tinha uma situação familiar delicada. Teria que enfrentar seu cunhado, o prefeito Décio Ribeiro, do PDT.

 

 

CRISTAIS TRINCADOS

Decisão tomada, venceu a convenção. Começou a campanha e Amin lá não compareceu em nenhum ato do aliado político. Colombo venceu com 55.897 votos, contra 20.018 dados a Ribeiro e 5,4 mil concedidos a Sérgio Godinho, do PTB. Com este resultado, credenciou-se para a reeleição. Venceu fácil Fernando Agustini, com quase 40 mil votos de vantagem, em 2004.

Ali, foi lançado candidato do PFL ao governo. No acordo do PMDB com o PFL, saiu candidato a senador. Vitorioso, ficou na plataforma para a candidatura ao governo. Por isso, não quer vetar projetos pessoais de correligionários e aliados nem forçar candidaturas.

Suas impressões digitais, contudo, estão colocadas em vários municípios. A seu pedido, o presidente do PSD, Gelson Merisio, vai amanhã a Criciúma para demover os pessedistas de apoiarem o prefeito Clésio Salvaro, do PSDB. O apelo é para que façam aliança com o PMDB de Romanna Remor, candidata aliada ao PT de José Paulo Serafin, o vice.

Articulou com Eduardo Moreira e João Paulo Kleinübing a contrapartida em Blumenau, onde o PMDB segue na direção do PSD de Jean Kuhlmann.

Colombo evita a quebra dos cristais da tríplice aliança. Eles estão trincados em alguns municípios. O que ocorrer nas eleições municipais tende a preservar, criar ruídos ou decretar o fim da tríplice aliança.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Crimes em Caçador

 

Polícia Civil tenta montar quebra-cabeça de grupo

Desafio, agora, é detalhar o papel de cada um dos 31 presos – entre eles quatro policiais militares – no sábado, no Meio-Oeste

Detalhar o papel de cada um dos 31 presos na Operação Proditor, entre quatro policiais militares, um agente penitenciário e uma advogada, é o desafio da Polícia Civil após a ação desencadeada no sábado em Caçador, no Meio-Oeste. A polícia afirma que havia ramificações e uma série de crimes praticados pelo grupo, que supostamente agia na região desde 2004.

O delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Caçador, Daniel Régis, responsável pela operação, começará hoje a interrogar os suspeitos. Ele disse que ouvirá primeiro os que estão presos em Caçador, e depois os que foram transferidos para Florianópolis.

Régis não descarta novas prisões nos próximos dias, principalmente ligadas aos tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ele acredita que a partir dos depoimentos chegará a nomes de outras pessoas envolvidas.

Os quatro policiais de Caçador estão presos no 4o Batalhão da PM, na Capital. O auditório da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) abriga a advogada de Caçador que também foi presa. No parlatório da Deic está preso ainda o agente penitenciário, que era o chefe de segurança do presídio da cidade do Meio-Oeste. Eles não contam com visita e apenas advogados podem acessá-los.

A polícia afirma ter escutas telefônicas autorizadas pela Justiça e monitoramento pessoal que incriminaria os envolvidos. Mas, até agora, as supostas provas não foram apresentadas. As prisões são temporárias por 30 dias. Há possibilidade de serem prorrogadas e de que a polícia peça prisões preventivas para que permaneçam detidos até o julgamento.

 

“Ninguém tinha peito para prender”

ENTREVISTA: Akira Sato Delegado, diretor da Deic

O diretor da Deic, delegado Akira Sato, descreveu ao Diário Catarinense, em sua sala na sede da diretoria, na Capital, como agia o grupo preso no sábado suspeito de crimes em Caçador, no Meio-Oeste do Estado.

 

Diário Catarinense – Como foi que a Polícia Civil deu início a esta investigação?

Akira Sato – A Adelita (Aparecida Regis) assumiu o controle do tráfico desde a morte do marido (Eloir Milani). Esse traficante era investigado há tempos e, a partir daí, surgiram as conexões. Quando foram cumprir as buscas, entraram em confronto com ele (em 2011) e daí o negócio começou a abrir.

 

DC – A Adelita era dona de bordéis em Caçador?

Akira – Sim. Ela era dona de quase todos os bordéis da cidade.

 

DC – Qual seria o papel dos quatro policiais militares que foram presos na operação?

Akira – Eles faziam desde a escolta da droga com viaturas oficiais. Por exemplo, quando a Adelita e a Márcia (Helena da Silva) informavam a eles que estaria chegando um veículo ou um transporte, eles, por conta própria, faziam essa escolta para que a droga chegasse ao seu fim. Também que eles faziam a cobrança desses devedores, os menores traficantes, os usuários. E não a parte financeira, mas a repressão.

 

DC – Armados e fardados?

Akira – É. Até o comandante da região fala que eles eram policiais muito proativos, faziam uma repressão muito grande ao tráfico de drogas, aos concorrentes. Inclusive, também o inquérito indica que esse complexo de zona de meretrício é onde a Adelita fazia o seu tráfico de drogas. Então, além da prostituição, rufianismo, lenocínio, ela também praticava traficância naquela região. E ela marcava operações, pedia para que os policiais fizessem operações para fechar as outras boates.

 

DC – Vocês tratam como uma rede de crimes? Havia conexão entre todos os casos?

Akira – Não eram todos crimes conexos. Havia ramificações. Uma parte fazia isso, de repente esse não conhecia esse, mas todos estavam ligados à Adelita Regis e à Marcia Helena. O agente penitenciário Mauro Vieira, por exemplo, não levava a droga ao presídio. Ele usava a viatura para dar carona a indivíduos, a pedido da Ionara, que também é outra traficante. Então ele se utilizava dos meios do Estado para fazer o transporte destas pessoas. Não se confirmou ainda o transporte de drogas, mas ele fazia muita coisa para a Ionara, e foi isso que gerou a prisão dele, a associação ao tráfico, esse pano que ele dava para ela.

 

DC – Qual o papel desempenhado pela advogada Marcia Helena da Silva?

Akira – A advogada era responsável por estar denunciando, cooptando os policiais militares à prática dessas ações a favor da Adelita e mandante de muitas outras coisas que estão sigilosas no inquérito.

 

DC – Havia pagamento de valores aos policiais?

Akira – Isso está no inquérito, fala de dinheiro. O próprio delegado Régis (Daniel Régis, da Divisão de Investigação Criminal de Caçador) afirma que existiam situações econômicas, vantagens financeiras que os policiais possuíam.

 

DC – Quanto tempo a polícia suspeita que este grupo estava agindo em Caçador?

Akira – Então, o delegado Daniel Régis disse que isso já vem desde 2004. Ninguém tinha peito para prendê-los, até pela falta de efetivo, dificuldade de trabalho, pela busca de materialidade e estrutura geral. Um auxílio muito importante foi do Ministério Público do Estado de Santa Catarina nesse caso. Foi um golpe no crime, nesse grupo que incomodava muito a região.

 

Contrapontos

Marcia Helena da Silva

Guilherme Felipe Miguel, advogado de Marcia Helena da Silva, disse que teve acesso ao inquérito ontem, mas que ainda não analisou as escutas telefônicas feitas pela polícia. Ele deve aguardar o encerramento do processo para se pronunciar sobre o caso e fazer uma análise mais detalhada dos elementos que, segundo ele, poderiam comprovar a inocência da cliente.

Adelita Aparecida Regis

O DC não teve acesso a ela nem ao seu advogado.

PMs Laudemir Domingues, Leocir André Maurina, Leonardo Andriguetti e Fabio Masaroli

O DC não teve acesso aos presos no 4º Batalhão da PM. A assessoria da PM não informou os nomes de seus advogados. A reportagem fez contato com a Associação dos Praças de SC (Aprasc), mas também não conseguiu descobrir os responsáveis pela defesa dos PMs.

Mauro Vieira

O DC não teve acesso ao preso na carceragem da Deic. Plantonistas disseram que ele ainda não tem advogado constituído e que irá aguardar o seu depoimento ao Ministério Público para fazer a sua defesa.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Presídio Regional de Joinville

 

Sindicância apura fuga em Joinville

A direção do Presídio Regional de Joinville vai instaurar uma sindicância para apurar as circunstâncias da fuga de Sandro José Zochetto, que escapou quase despercebido da unidade no último domingo. Segundo informações da direção, foram agentes da Penitenciária Industrial, no terreno vizinho, que viram o homem no lado de fora, correndo em direção ao matagal. Agentes e policiais fizeram buscas na região, mas o fugitivo não foi localizado. Sandro é acusado de disparar contra um policial militar.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Crimes e ocorrências

 

Polícia diz que o bebê nasceu morto

O delegado Ênio de Oliveira Matos, responsável pelas investigações sobre o bebê encontrado morto dentro de um ônibus de Porto Alegre a Florianópolis, confirmou que a criança já teria nascido sem vida. A informação foi repassada à investigação pelo Instituto Geral de Perícias e fornecida à Delegacia de Homicídios na tarde de ontem, mesmo sem a finalização do laudo, para facilitar o andamento da apuração do caso.

O ônibus chegou às 6h de domingo à capital catarinense.

– Tenho já a confirmação de que o bebê nasceu morto, teria sido um aborto. Não interroguei nenhuma testemunha ainda, pois a minha equipe está checando o contato dos passageiros listados pela ficha fornecida pela empresa de transportes intermunicipais – afirmou Oliveira.

Segundo o delegado, a mulher, que estava na poltrona onde funcionários encontraram o corpo do bebê com resquícios de sangue no chão, poderia ser do Rio Grande do Sul. Oliveira solicitou ao Estado vizinho informações sobre a mulher com nome igual ao da passageira que teria viajado na poltrona 5.

 

O motorista do ônibus, que preferiu não ter o nome divulgado, garante que não percebeu nada e que só teria visto o bebê na garagem da empresa, depois que o colega, o mecânico, teria ido até o interior do veículo para arrumar um assento com defeito e percebeu que o que parecia uma roupa esquecida, escondia o corpo de um bebê.

– O carro que eu dirigia era do modelo em que o motorista fica embaixo, na cabine, e os passageiros ficam acima. Eu até ajudei a última mulher que desceu, acompanhada por uma criança de aproximadamente seis anos. Não percebi nada estranho, mas ela estava com uma cara assustada e a criança também – relembrou o motorista.

 

Inquérito não aponta responsáveis

A polícia não apontou culpados pela morte de Mirian Rondam Cardoso da Silva, 34 anos, que sofreu uma parada cardíaca durante um culto numa igreja evangélica do Bairro Costa e Silva, na zona Norte de Joinville, em fevereiro do ano passado.

Na época, a família da balconista registrou um boletim de ocorrência alegando omissão de socorro à vítima. Parentes dela afirmam que o pastor teria preferido orar pela melhora da mulher após o desmaio dela em vez de buscar socorro imediato.

Mirian tinha problemas no coração e usava marca-passo. O delegado Leonardo Marcondes Machado confirma que concluiu o inquérito sem indiciados, mas não descarta novas apurações, pois a investigação foi estregue ao Ministério Público.

– É possível que a promotoria nos peça alguma diligência – explica.

A mãe de Mirian, Lourdes Cardoso, 53 anos, se disse frustrada.

– Houve omissão, ela deveria ter sido atendida imediatamente – diz.

 

Família de vítima aciona o Estado do PR

Quatro anos depois da morte da menina Rachel Maria Lobo Genofre, nove anos, cujo corpo foi encontrado dentro de uma mala abandonada na rodoviária de Curitiba, a família da vítima entrou com uma ação contra o Estado para que mais recursos sejam destinados às investigações de pedofilia no Paraná.

O inquérito do caso continua aberto e ainda não apontou o responsável por ter estrangulado e violentado a criança, mesmo após três suspeitos terem sido presos e liberados por incompatibilidade de DNA.

A ação, ajuizada pela mãe de Rachel, Maria Cristina Lobo, 32 anos, sustenta que houve “sucessão de erros” da polícia, especialmente na coleta de elementos da cena do crime.

Ela cita a falta de coleta do DNA debaixo das unhas da criança e também das marcas de mordidas em seu corpo, além de depoimentos colhidos de forma “superficial”.

Rachel sumiu no trajeto de 200 metros entre a escola onde estudava, no centro de Curitiba, e o ponto de ônibus, em novembro de 2008. O corpo só foi encontrado dois dias depois.

– Não é um crime fácil de solucionar. Não temos nenhuma testemunha, ninguém viu a Rachel desaparecer, não tem imagem em câmera, nada – afirma a delegada Vanessa Alice, segundo quem “a polícia inteira do Paraná” trabalha no caso.

– Qualquer denúncia que chega até nós, qualquer crime que envolva violência sexual contra criança, seja onde for, nós vamos atrás.

Cerca de cem criminosos tiveram o DNA comparado ao colhido na cena do crime – nenhum compatível. O caso tem um investigador exclusivo desde o início e é considerado “prioridade de Estado” pela polícia.

Entre os pedidos na ação está a criação de um instituto para apoio às famílias de crianças vítimas de crime e a reestruturação do banco de DNA dos suspeitos de pedofilia no Paraná. O Estado ainda não foi citado.

 

Acusado de estupro é condenado a 20 anos

A Justiça condenou a 20 anos de prisão um homem suspeito de estuprar a enteada de nove anos, em janeiro, em Joinville. O homem, de 29 anos, foi denunciado por uma tia da criança. Segundo a investigação, a menina ficava sozinha com o padrasto durante as madrugadas, depois que a mãe e a avó saíam para trabalhar. Era quando os abusos aconteciam, conforme o inquérito. A tia da vítima desconfiou do crime ao ouvir a menina pedir para que o padrasto “parasse de fazer aquilo”. Um exame confirmou o estupro.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Carceragem de São José pode ser interditada hoje

 

          

Carceragem de São José pode ser interditada hoje

Equipes da Vigilância Sanitária e da Vigilância Epidemiológica inspecionaram ontem a cela da 2a DP

A carceragem da 2a DP de São José poderá ser parcialmente interditada pela Vigilância Sanitária do município. A decisão será divulgada hoje após reunião entre direção e fiscalização.

Equipes das vigilâncias Sanitária e Epidemiológica do município inspecionaram, ontem à tarde, a carceragem por determinação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), baseada em denúncias de presos e de agentes do Departamento de Administração Prisional (Deap).

O DC acompanhou a inspeção. Um cheiro nauseante de fumaça pairava no andar térreo da delegacia.

– Se alguém usa o banheiro, queimamos papel para o cheiro não ficar insuportável – contou um detento.

Durante a inspeção, os presos foram transferidos para o “arraial”, como é chamada a cela estilo “masmorra”. Escura, imunda, fétida, sem ventilação e com o vaso sanitário entupido. As equipes tiraram fotos, mediram o espaço e observaram as condições do local, como a sujeira espalhada pelos cantos e camas.

A Vigilância Epidemiológica participou da vistoria para atestar se o ambiente é favorável à transmissão de doenças infectocontagiosas.

– É absolutamente propício. Não tem circulação de ar, higiene, incidência solar nem controle de temperatura. Os presos não passam por triagem. Um detento saudável pode ficar em contato com outro com tuberculose – observou a diretora da Epidemiológica, Michelle Estácio.

Os agentes recolhem lixo nas celas, sem luvas, e são desviados para buscar comida para os presos, responsabilidade da Secretaria de Justiça e Cidadania. O pedido do delegado Manoel Galeno para desativar o local ainda não foi respondido.

– Atrapalha porque a todo momento tenho que solicitar vaga ao Fórum, além de atender ofícios da promotoria sobre os presos – disse

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Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Hélio Costa

Assunto: Ladrões invadem templos sagrados

 

Ladrões invadem templos sagrados em Florianópolis e roubam fiéis orando

As igrejas mais visadas são a catedral metropolitana, na Praça 15 de Novembro e a igreja São Francisco de Assis, na rua Deodoro

Ladrões de igrejas

Ladrões de igrejas estão invadindo os templos sagrados e aproveitando o momento de reflexão dos fiéis para roubar. Nos últimos dias foram registradas 22 ocorrências na Capital. As vítimas são mulheres aposentadas. Nos meus 30 anos de reportagem policial nunca vi tanto furto em série nos templos sagrados como vêm ocorrendo atualmente. As igrejas mais visadas são a catedral metropolitana e a de São Francisco de Assis, no Centro. Na 1ª DP há imagens captadas pelas câmeras de vigilância de ladrões agindo. O delegado Carlos Francisco dos Passos mostrou a imagem da dupla suspeita: o que furta aparenta ter entre 50 60 anos. O comparsa dele é um magricela, mais novo, que faz o papel de “olheiro”.  Se alguém perceber o furto, o “olheiro” entra em ação se passando por segurança da igreja. Conversei com o padre Siro e ele reclamou das constantes invasões. O padre disse que suspeitos pulam o muro para furtar na sacristia. Até as três câmaras externas da igreja foram roubadas.

 

ACONTECEU NA ALESC

 

Não haverá atividades parlamentares na ALESC nesta semana.