Área do associado

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Clipping do dia 17 de abril

17.4.2012

CLIPPING

17 de abril 2012

 

MÍDIAS DE SANTA CATARINA

 

 

Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Visor

Assunto: Caso Monteiro

 

MORDE E ASSOPRA

Depois de apontar publicamente falhas cometidas por Cláudio Monteiro, desencadeando a maior crise na Segurança durante o governo Colombo, a cúpula da SSP voltou atrás e aceitou manter o delegado no comando da Divisão de Repressão a Entorpecentes (DRE), subordinada à Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic). A indicação partiu, inclusive, do novo diretor Akira Sato.

Não se discute a capacidade operacional do policial, mas vai entender tamanho contrassenso administrativo.

 

ALIÁS

O novo cargo na DRE exige muitas viagens?

 

A PROPÓSITO

Com a posse de Sato, a crise na Segurança Pública está debelada?

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Grevistas e PM entram em confronto

 

Grevistas e PM entram em confronto

Agressões marcaram, ontem, o último dos 14 dias de greve dos professores municipais de Cocal do Sul, no Sul do Estado.

Em frente à prefeitura, onde estavam acampados há duas semanas, os manifestantes entraram em conflito com policiais militares, que dispararam balas de borracha. À noite grevistas e prefeitura chegaram a um acordo em torno do reajuste salarial e o movimento encerrou.

O conflito, que terminou com três pessoas feridas e quatro presas, teve início às 13h, quando foi colocada uma churrasqueira na porta da prefeitura. Um policial militar ordenou a retirada e a partir daí, começou a confusão, sendo que as partes se acusam de ter iniciado o conflito.

Os professores exigiam 22,22% de reajuste referente ao piso nacional. A prefeitura ofereceu 14,5% a ser pago em maio e o restante em dezembro. A proposta foi aceita e uma assembleia, hoje, irá planejar o retorno ao trabalho nas escolas.

____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Gerais

 

Choque entre moto e bicicleta em Joinville

A batida entre uma bicicleta e uma motocicleta deixou dois homens feridos na manhã de ontem, no Bairro Floresta, zona Sul de Joinville. O acidente aconteceu na Rua Santa Catarina, por volta das 10h. Segundo testemunhas, José Augusto Lombarde, 72 anos, tentava atravessar a rua quando foi atingido pela moto de Jaime Dunzer Júnior, 35, que seguia em sentido ao Centro. Os dois receberam atendimento dos bombeiros no local.

 

Jovem é gravemente ferida em colisão

A motociclista Andréia Patrícia Cerutte, de 26 anos, ficou gravemente ferida, ontem, durante uma colisão com um carro na Rua Marcelo Barbi, em Jaraguá do Sul. Ela foi levada ao Hospital São José, com suspeita de traumatismo craniano, fratura exposta em uma das pernas e hemorragia. Segundo a PM, testemunhas disseram que o motorista do Fiat, 34 anos, teria feito uma ultrapassagem e colidido contra a moto.

_________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Farra do Boi

 

Florianópolis teve 88 ocorrências este ano

Foram registradas este ano 151 farras do boi em 11 cidades monitoradas pelo Ministério Público de Santa Catarina. Em 2011, foram 191.

Florianópolis continua sendo a cidade com maior número de registros: 88. Mas o número foi 20,94% menor do que o de 2011, quando foram feitas 112 farras na Capital, e também foram registradas quedas nos números de Governador Celso Ramos (7%) e Itapema (4%), no entanto, são registradas na estatística apenas as ocorrências feitas pela Polícia Militar.

Desde 2008, o governo do Estado e organizações não governamentais (ONGs) fazem um trabalho de conscientização contra a farra do boi e os maus-tratos aos animais.

____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Moacir Pereira

Assunto: Magistério

             

 

Os avanços da proposta

Duas conclusões extraídas da reunião do secretário da Educação, Eduardo Deschamps, com os coordenadores do Sinte, para a apresentação da nova proposta salarial do governo para os professores: 1. Autoridades estaduais e dirigentes sindicais não saíram satisfeitos do encontro, que teve momentos de tensão; 2. A proposta, fruto de negociações entre professores e governo, contém avanços em relação aos níveis salariais vigentes.

 

Entre as melhorias contidas na nova proposta destacam-se: 1. Há descompactação da tabela salarial, com novos e melhores salários para os professores com graduação, mestrado e doutorado; 2. A aplicação do reajuste de 22% do piso salarial na tabela está sendo antecipada de 2014 para dezembro de 2013; 3.

Os professores com pós-graduação ganham mais três referências na progressão funcional.

A principal reclamação dos professores está no parcelamento do aumento salarial. A aspiração geral era de que o crédito fosse aplicado nos salários de imediato ou, no máximo, até dezembro de 2012. A proposta prevê cinco parcelas, sendo a primeira em maio deste ano e as outras quatro em janeiro, maio, setembro e dezembro de 2013, com média de reposição de 6%.

Declarando-se impedido pela ausência de disponibilidade financeira, o governo concentrou prioridades, segundo Deschamps, na melhoria dos vencimentos dos professores especializados, para separá-los dos que recebem só o piso. A proposta contém outra inovação: reduz os níveis salariais de 12 para seis e amplia as referências de sete para 10.

Outra reclamação do sindicato: o governo reconheceu na greve passada, em documento escrito, que o piso salarial incidia sobre a carreira do magistério e não só sobre os níveis abaixo. Agora, volta a proclamar que piso é o mínimo.

 

 

AVALIAÇÕES

A nova proposta representa, ainda, uma conquista do magistério em relação à tabela, uma vez que, fruto das negociações do grupo de trabalho, traduz as decisões tomadas na assembleia dos professores em Lages.

O Conselho Político do Sinte vai se reunir esta manhã para fazer os encaminhamentos. Dessa análise resultará a posição a ser submetida à assembleia dos professores.

O magistério tem uma decisão difícil e delicada a tomar. A situação, agora, é diferente da mobilização e da motivação de 2011. Com a nova proposta, o governo não apenas paga o piso, como começa a aplicá-lo na carreira. Atende, ainda que parcialmente, o pedido de descompactação. E promete manter abertas as negociações para novos avanços em relação a outras aspirações.

Os professores insistem no pagamento imediato dos 22% a todos os integrantes da carreira, com base na lei federal. O governo alega total impedimento financeiro, ainda que considere legítima a pretensão. Os números indicam que os salários do magistério estavam superdefasados e que o atual governo faz um esforço para recuperá-los. Um professor ganhava de inicial R$ 609 em abril de 2011 e hoje recebe R$ 1.451, um aumento de 138%. Nenhuma outra categoria teve este reajuste em um ano. Os especialistas passaram de R$ 1.267 para R$ 1.861, e os doutores, de R$ 1.491 para R$ 2.158. Estavam todos, portanto, com salários arrochados.

O cenário político estadual não oferece o mesmo clima de 2011 para a deflagração de greve. Há setores do magistério propondo paralisação. A conjuntura recomenda, contudo, maturidade, bom senso e análise criteriosa dos diferentes cenários. Afinal, a educação não deve e não pode ser derrotada.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Informe Político

Assunto: Caso Monteiro

 

 

Aí, não dá!

Quer dizer que o delegado Cláudio Monteiro não pode ser diretor da Deic por ter aceito diárias de uma operação da qual não participou, mas assumirá a Divisão de Repressão a Entorpecentes, subordinada à diretoria.

Olha, o governo da Estado e a Secretaria Estadual de Segurança Pública perderam o argumento. Devem um pedido de desculpas ao delegado exonerado, com direito a indenização, e explicações à sociedade.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Mundo

Assunto: Golpe militar em Guiné Bissau

 

Dez catarinenses ficam isolados por golpe militar

O clima é de apreensão entre os familiares dos 10 catarinenses que estão na Guiné-Bissau, país da costa oeste da África e que enfrenta um golpe militar. O grupo, formado por oito moradores de São José, na Grande Florianópolis, e dois de Tubarão estava naquele país para um trabalho voluntário promovido por uma igreja evangélica Assembleia de Deus, com sede em São José.

Famíliares de voluntários religiosos estão ansiosos pelo retorno do grupo, surpreendido por um golpe militar no país do oeste africano em 12 de abril, que fechou os aeroportos da capital Bissau. Pela internet, um dos voluntários disse ao DC que a situação está mais calma e que a volta para casa está programada para quinta-feira

Ontem, através de internet, Eduardo Soares, um dos voluntários, informou ao Diário Catarinense que todos devem retornar na quinta-feira para o Brasil. Apesar da situação de vulnerabilidade política, Soares disse que o clima estava mais tranquilo. O grupo estava em um hotel quatro estrelas, com acesso à internet, comida e água. Havia rumores de que o aeroporto tinha sido reaberto e estavam à espera por voo para Portugal, de onde retornarão ao Brasil.

A voluntária Estela Mônica Gimenez Falcão Martins, mostrava-se um pouco mais preocupada:

– Não estamos com medo, só queremos sair. Notícias, comentários e aeroporto com os voos cancelados. Fomos pegos de surpresa, pois tínhamos projeto de retornar para Europa na quarta-feira, e depois para o Brasil – explicou.

Na comitiva também estão Sônia e Ezquiel Montanha, sogros do pastor evangélico Amilton Júnior:

– Consegui conversar com eles por volta das 19h desta segunda-feira (ontem). Em princípio, está tudo mais tranquilo e na quinta-feira devem estar em Santa Catarina – disse.

Nem a igreja e nem o Itamaraty souberam informar os nomes dos demais integrantes do grupo.

O golpe de Estado foi condenado pelos Estados Unidos, pela União Africana, a Cedeao, a União Europeia, o Conselho de Segurança das Nações Unidas e por Portugal, entre outros. Ontem, depois do anúncio de que Portugal enviaria um navio para retirar cidadãos portugueses e de outras nacionalidades do país, a Junta Militar reagiu.

Afirmou que apenas os aviões identificados estariam autorizados a aterrissar no aeroporto de Bissau, que permanecia fechado ao tráfego desde quinta-feira,

O golpe de Estado ocorrido no último dia 12 aconteceu enquanto o país – um dos mais pobres do mundo – se prepara para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 29 de abril. Os militares asseguraram que atuam contra um acordo entre Guiné-Bissau e Angola para ajudar na reforma do Exército.

 

Itamaraty sem plano de ação

Até ontem à noite, o Ministério das Relações Exteriores não havia definido o tipo de ação para atender aos cerca de 300 brasileiros que se encontram na Guiné-Bissau. Não foi divulgada relação com nomes e naturalidade das pessoas. De acordo com a assessoria de imprensa do Itamaraty, o momento exige cautela e a primeira providência foi fazer contato com os familiares no Brasil (números de telefones e e-mail foram colocados à disposição) para estabelecer uma estratégia para apoiar os brasileiros.

O Itamaraty aproveita para fazer um alerta para os que estiverem fora do país: uma das primeiras atitudes deve ser buscar a embaixada ou o consulado e passar telefones de contato. Isso ajuda em caso de situações de emergência, de vulnerabilidade política, como a que ocorre atualmente na Guiné-Bissau. Nos contatos iniciais com os familiares, o Itamaraty colheu informações de que os brasileiros que estão no país africano relataram estar em boas condições de segurança. Apesar disso, a situação é de expectativa e exige o acompanhamento da crise a partir do golpe militar, para ação do governo brasileiro, caso a situação de conflito aumente.

 

Sindicatos paralisam os serviços

A Administração pública de Guiné-Bissau ficou paralisada ontem por uma greve geral convocada pelos sindicatos que protestam contra o golpe de Estado de 12 de abril. Segundo informações obtidas pela Agência Efe, a greve foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (SNTGB) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores (CNT) através de um comunicado conjunto, apoiado pelos trabalhadores da administração pública.

Os sindicatos pediram para os simpatizantes ficarem em casa, e aos hospitais, aeroportos e portos, para manterem um mínimo de serviços até que sejam restabelecidas as instituições democráticas do país.

O apelo dos sindicatos afetou também, embora em menor medida, as empresas privadas, já que alguns empregados decidiram aderir à greve. O SNTGN e o CNT disseram no comunicado que o golpe de Estado é uma ameaça ao funcionamento da administração.

Diante do cenário, a Força Naval portuguesa anunciou o envio de tropas à costa de Guiné-Bissau, despertando temor na população da capital. Com isso, centenas de pessoas decidiram abandonar Bissau com destino à província como forma de fugir de possíveis confrontos armados.

– Vou embora para evitar a situação que já vivemos em 1998, disse à Agência Efe Fatoumata Cissé, que viajava para Dissorang, a 80 quilômetros ao norte de Bissau, onde pretende permanecer até novo aviso. A jovem estudante lembrou a intervenção de soldados senegaleses após um golpe de estado contra o então presidente, João Bernardo Vieira.

 

Jovens buscam futuro fora do país

Francisco Gomes Wambar acompanha com apreensão a crise na Guiné Bissau. Ontem pela manhã, o estudante que faz mestrado em Ciência Política na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) conversou com os pais, que moram em Canchungu, cerca de 160 quilômetros da capital guineense. Ele demonstrou grande preocupação também com os amigos e primos moradores de Bissau.

– A situação está péssima. Nenhum familiar ou amigo está preso, mas o silêncio imposto faz todo mundo sofrer – conta ele, que deixou o país em 2003 para fazer Oceanografia na Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

O estudante conta que a falta de perspectivas para os jovens é o que faz eles abandonarem o país. Por causa da língua e de acordos internacionais que unem países de Língua Portuguesa, o Brasil é um dos destinos mais procurados.

– A juventude não tem escola e isso faz com que deixem sua terra, mas a repressão ao povo continua – conta Wambar.

O estudante diz que o fato dos jovens não poderem se manifestar acirra os ânimos, ainda que o estado de sítio seja vigente.

Para ter informações dos amigos e familiares, Wambar tem usado o telefone. Ontem, apesar das tentativas, o sinal da internet caía.

Na UFSC estudam 20 estudantes da Guiné-Bissau, entre da graduação e pós-graduados. Todos são beneficiados pelo PEC-G, programa do governo federal que permite aos cidadãos de países em desenvolvimento cursarem o ensino superior de forma gratuita no Brasil. A seleção dos alunos é feita pela embaixada brasileira no país do beneficiado e leva em conta o histórico escolar e o currículo do candidato estrangeiro.

Depois de Cabo Verde, a Guiné-Bissau é um dos países com maior número de alunos vindos de países da África.

Para ter direito a vaga eles devem ter entre 18 e 25 anos, provar que possuem condições de manter-se no país sem trabalhar e ao terminar a graduação devem voltar imediatamente ao país de origem, onde, só então, o diploma de conclusão do ensino superior será entregue ao aluno.

Francisco e os outros acadêmicos passaram por um processo seletivo na embaixada brasileira de Guiné-Bissau. A disputa por uma vaga é muito concorrida e muitos estudantes tentam várias vezes antes de conseguir vir ao Brasil.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: SSP

 

Delegado Monteiro vai continuar na Deic

Novo comandante, Laurito Akira Sato, assume e anuncia que o ex-diretor fica na repressão a drogas

Afastado há duas semanas do comando da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) por suspeita de desvio de diárias, o delegado Cláudio Monteiro continuará à frente da Divisão de Repressão a Entorpecentes (DRE). Esta foi a única medida concreta anunciada, ontem, pelo novo diretor, delegado Laurito Akira Sato.

O delegado-geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D’Ávila, também presente na entrevista, no auditório da Deic, preferiu mais cautela:

– Ainda não conversei com o delegado Monteiro sobre isso – disse Aldo, dando a entender que a decisão pode não ser definitiva.

Monteiro acumulava a direção com as atividades na DRE, uma das divisões da Deic, na qual destacou-se no combate a quadrilhas de traficantes. O delegado voltou ontem ao trabalho.

Ele ainda não foi ouvido pela Corregedoria da Polícia Civil na apuração sobre as diárias. Sua defesa mantém a estratégia de silêncio no caso, pois seu futuro na Deic e na própria polícia dependerá do resultado do inquérito – Monteiro foi exonerado porque recebeu diárias para uma operação da qual não participou. No período, ele viajou para Miami (EUA).

À noite, Akira fez uma primeira reunião com policiais da Deic. Embora tenha sido recepcionado de forma positiva pelos colegas, o clima entre os policiais na diretoria ainda é de revolta com a cúpula da Segurança. Na visão de alguns policiais, Monteiro perdeu o cargo por razões políticas e pela investigação de desvio de peças do complexo da SSP, que comandava desde dezembro. Na semana passada, a Comissão de Leilões do Detran foi afastada pela SSP após delegados da Deic vazarem informações do caso.

 

“Inicialmente não vai ter qualquer mudança”

Laurito Akira Sato, Diretor da DeicNo final da tarde de ontem, o delegado Laurito Akira Sato, 36 anos, falou ao Diário Catarinense sobre os impasses na Deic. Leia os principais trechos da entrevista:

 

Diário Catarinense – Qual a sua avaliação sobre a falha administrativa do delegado Monteiro?

Akira Sato – Estou fora desse contexto, não me inteirei desse fato e não tive leitura pessoal do que ocorreu, só pelos jornais.

 

DC – Como se sente assumindo em meio à crise política na SSP?

Sato – Fui muito bem recebido pelos colegas. Para mim, não vejo momento de crise. Pelo contrário. Depende do bom senso de cada policial. Crise é se tivesse esse embate com todos os nossos policiais. Todos estão ao meu lado e de acordo com nossa gestão.

 

DC – Alguma mudança?

Sato – Não, inicialmente não vai ter qualquer mudança. O secretário e o delegado-geral deixaram carta branca para a gente fazer qualquer mudança na administração. Só que é uma questão de análise, de fazer uma gestão e depois de verificar se houve resultado.

 

DC – Comenta-se nos bastidores que o sistema Guardião (para escutas telefônicas) estaria sendo removido da Deic para a Diretoria de Inteligência. Qual sua opinião?

Sato – Opinião é profissional: até hoje, pelo que eu conheço, não houve qualquer vazamento de informação. Pelo contrário, existe excesso de zelo e sigilo. Não tem por que tirar. Com certeza não vou medir esforços para que fique aqui.

 

DC – Há também comentários de que a sua vinda para a Deic seria para diminuir a força política do delegado Renato Hendges…

Sato – De forma alguma. Ele fica na Antissequestro. Tenho um apreço muito grande por todo o trabalho dele nesses 30, 40 anos em que ele está aqui. E a gente só vai vir para somar e pedir empenho de todos os policiais. Quanto ao embate político, estou totalmente fora desse contexto.

 

DC – Como acabar com a onda de ataques a caixas eletrônicos?

Sato – As investigações estão em andamento e em ritmo acelerado. Estamos reforçando o número de policiais e, em curto espaço de tempo, daremos resposta à altura.

 

DC – O senhor vem de fora do Estado (ele é de SP, veio em 2006 para cá e estava trabalhando na Força Nacional em Brasília). Como pretende se inteirar sobre a criminalidade em SC?

Sato – Eu estou há seis anos aqui. Só fiquei um ano fora. Não tenho pleno conhecimento regional, cultural aqui, mas, estatisticamente, e da questão criminal, a gente está por dentro diariamente.

 

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Quatro tiros atingem base da PM

 

 

Quatro tiros atingem base da PM

Testemunhas disseram que dois homens numa motocicleta teriam disparado contra a unidade na Vila Aparecida, na CapitalA base da Polícia Militar na Vila Aparecida, bairro da região continental de Florianópolis, foi alvo de pelo menos quatro tiros, por volta de 0h10min de ontem. Uma viatura também foi atingida, mas ninguém ficou ferido.

A Central de Operações da Polícia Militar (Copom) recebeu denúncia de que dois homens foram vistos em uma motocicleta disparando contra a unidade. Segundo a PM, o relato do denunciante era de que seis tiros teriam sido ouvidos. No entanto, a perícia do Instituto Geral de Perícias (IGP), feita ainda durante a madrugada, encontrou apenas quatro cápsulas de pistola calibre .380.

Dois tiros acertaram a vidraça da base. O policial que estava de serviço conseguiu abaixar-se ao ouvir a movimentação e não chegou a ser atingido. Uma viatura, modelo Parati, que estava chegando à base, foi atingida de raspão. O quarto disparo acertou uma das paredes.

A polícia fez buscas pelas imediações logo em seguida, mas nenhum suspeito foi localizado.

Este foi o 11o ataque em cerca de um ano contra unidades de segurança em SC. O mais recente havia ocorrido no dia 3 de abril, na 2a Delegacia de Polícia de São José, que também funciona como Central de Polícia da cidade, no Bairro Barreiros. O local foi alvo de 25 tiros, disparados por bandidos que ocupavam um carro roubado. Pelo menos três policiais estavam na delegacia na hora do ataque, mas ninguém foi ferido.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Crimes e ocorrências

 

Ladrão tira uma soneca antes de roubar casa

Um assaltante dormiu no salão de festas de um prédio no Estreito e, após descansar, assaltou um apartamento no 14o andar, onde mora o assessor de um desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Foi o único apartamento roubado no edifício, localizado na parte continental de Florianópolis.

Armado com um revólver calibre 32, o homem rendeu a mulher do assessor na hora em que ela saía de casa para ir à academia, por volta das 7h de ontem. Segundo a polícia, ele não escondeu o rosto – apenas usava um boné – e teria sido educado com as vítimas.

– Por favor, não nos machuque, tem criança em casa – teria dito a dona da casa, segundo um policial da 3a DP da Capital, no Estreito, onde a ocorrência foi registrada.

– Não se preocupe, não vou fazer mal para ninguém – teria respondido o assaltante.

Ele cumpriu a promessa, segundo a polícia. Não amordaçou nem amarrou os donos da casa, mas cortou a fiação do telefone para que não chamassem a polícia e saiu do apartamento com dois notebooks, dois celulares e as chaves dos dois veículos da família. Deixou o prédio em um dos dois carros, um Peugeot 307 e fugiu. A ação durou 15 minutos.

Segundo a polícia, o assaltante teria arrombado o salão de festas na noite de domingo. Bitucas de cigarro foram uma das evidências encontradas no local. A polícia acredita que a escolha do apartamento foi aleatória. O caso está em investigação na Delegacia de Repressão a Roubos (DRR) da Capital. Até o fechamento desta edição, o assaltante não havia sido preso.

 

Doceira de Joinville é denunciada no PR

O Ministério Público do Paraná denunciou, ontem, à Justiça, a doceira Margareth Aparecida Marcondes, suspeita de enviar doces envenenados à adolescente Thalita Temiski, em Curitiba. A jovem dividiu os bombons com três amigos, que também passaram mal e foram internados. A mulher foi indiciada por cinco tentativas de homicídio duplamente qualificado, pois a irmã da vítima também estaria com os adolescentes. Em Joinville, ela deverá responder a mais uma tentativa de homicídio, desta vez, contra o marido, Nercival Cenedezi, que já saiu do hospital.

 

20 quilos de cocaína na fronteira

A Polícia Federal (PF) de Dionísio Cerqueira, no Oeste do Estado, prendeu, na noite de domingo, um homem por tráfico internacional de drogas. Com ele, os policiais encontraram 20 quilos de cocaína. A droga estava escondida entre a lataria e a forração do veículo Monza. A apreensão foi realizada pela Polícia Rodoviária Federal, dentro da Operação Sentinela, no posto da Cidasc, na BR-163. O homem, que trabalha como vigilante, disse ao delegado Marcio Antonio Lelis Anater, da PF, que aceitou fazer o transporte porque estaria passando por problemas financeiros. Ele vinha de Foz do Iguaçu e seguia para Rio Grande.

 

Mulher morta por vingança

A motivação para o assassinato da diarista Rosane Fátima Miranda, 28 anos, às 22h30min de domingo, em Palhoça, pode ter sido vingança. Informações não confirmadas pela polícia apontam que Rosane teria dado uma facada numa mulher chamada Sônia e, pouco depois, sido assassinada pelo marido de sua vítima.

O crime foi testemunhado pela irmã de Rosane, Ana Paula Miranda, 27 anos. As duas haviam saído de casa, no Bairro Brejaru, para visitar uma terceira irmã, no mesmo bairro.

– No caminho, um homem veio em nossa direção e começou a atirar. Levamos a Rosane para o Hospital Regional, mas ela chegou morta – contou Ana Paula, na DP de Palhoça.

Ana Paula não confirmou o ataque com faca, apenas disse que ela e as irmãs bateram em Sônia há cerca de dois meses porque a mulher “costumava xingá-las em público”. Sônia teria sido levada ao Hospital Regional e estaria em estado estável.

O marido de Rosane disse que a esposa não tinha nada a ver com a briga e que o desafeto de Sônia seria uma das irmãs da vítima.

 

____________________________________________________________________________ Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Segurança

Assunto: Base da PM é alvo de tiros

 

Base da PM é alvo de tiros na Vila Aparecida, em Florianópolis

Ninguém ficou ferido, apesar dos quatro disparos que acertaram o posto policial no Continente. Comunidade pede câmeras

 Colombo de Souza

Dois tiros atravessaram o vidro da porta do posto policialO posto policial da Vila Aparecida, localizada na região continental de Florianópolis, foi atingida por quatro tiros. Dois disparos atravessaram o vidro da porta e cravaram na parede interna, próximo à mesa onde ficam os PMs. Outro tiro acertou uma viatura que havia chegado da ronda, e o quarto, a parede da frente. Ninguém ficou ferido.

Uma moradora da rua da Fonte, onde está a unidade policial, disse que logo após os disparos ouviu o barulho de um motocicleta passando em frente ao local atingindo. Esta foi a terceira vez que a base é alvo de tiros. PMs que trabalham na posto policial não fazem rondas na área. O patrulhamento é realizado por viaturas de outras bases operacionais.

A presidente da Associação de Moradores da Vila Aparecida, Rosângela Aparecida da Silva Gerônimo, 44 anos,  disse que a comunidade vem pedindo ao comando da Polícia Militar a instalação de câmeras de vigilância na rua da Fonte. “Quatro câmeras seriam suficientes”, calcula Rosângela

____________________________________________________________________________ Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Hélio Costa

Assunto: 190 da Polícia Militar

 

 

Moradora de Palhoça denuncia que o 190 da Polícia Militar não funciona à noite

Leitora diz que além de não ter policiamento na Ponte de Imarui, a PM não atende aos chamados. Ela pede providência ao comando da corporação

Insegurança na Palhoça

Revoltada com a inoperância da Polícia Militar, por não ter o retorno de uma ligação para o  190 e da falta de policiamento na Ponte do Imaruim, em Palhoça,  a leitora Karla desabafa: “Sou moradora da região da Ponte do Imaruim há mais de 30 anos e gostaria de relatar um acontecimento que me deixou extremamente preocupada; Semana passada tentei entrar em contato com a PM pelo 190, mas o número permaneceu ocupado durante toda a noite. Liguei  para o quartel de Palhoça, relatei o acontecido e solicitei uma viatura em minha rua, pois havia uma residência que desde cedo mantinha o som em altura insuportável até as 3h. Mas a PM não apareceu. Se fosse um homicídio ou um assalto a residência também não contaríamos com o serviço da polícia. Deste jeito fica difícil por que não podemos contar com um serviço que pagamos com impostos. Creio que isso não ocorre somente no nosso bairro, por isso gostaria que o comando da PM adotasse providencias”.

 

 

 

 

BLOGS

 

Moacir Pereira

 

Escolas Particulares apoiam coronel no combate à criminalidade

Presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina – Sinep – professor Marcelo Batista de Souza enviou oficio do coronel Araújo Gomes, do Batalhão da PM de Florianópolis, com clara posição sobre o combate à criminalidade. Leia a íntegra:

“Sem hesitar afirmamos que a caminhada para o progresso tem, como condição vital para seu êxito, a manutenção da ordem pública. E justamente por considerarmos inseparáveis a ordem e a liberdade é que estaremos permanentemente contra a violência e a impunidade. Queremos um Estado onde haja leis e onde as leis sejam respeitadas. Queremos uma Santa Catarina onde a violência seja sempre combatida. Quem comete crimes deve pagar por eles. E nenhuma razão pode justificar a degradação dos direitos dos cidadãos. Somos a favor da tolerância zero com os violadores da lei e da ordem e não vemos razão para se conceder qualquer regalia a pessoas que infringiram o Código Penal alegando quaisquer razões, inclusive o ECA.

Eis no que acreditamos, por achá-lo melhor para os catarinenses. Confiamos em que, aqui, coincidimos com a esmagadora maioria da população.

Com essa motivação, queremos manifestar solidariedade e cumprimentá-lo por suas reiteradas declarações dando conta à sociedade catarinense que a atuação da Polícia no combate a criminalidade vem sendo sistematicamente prejudicada pela prática do “prende-solta-prende-solta”.

Concordamos plenamente com o seu desejo de aprofundar e agilizar as reformas do Legislativo e do Judiciário – poderes que, a despeito dos avanços obtidos, ainda precisam modernizar-se muito em suas concepções e operações, a fim de melhor atender aos interesses dos cidadãos.

Só com um Legislativo ágil e um Judiciário imparcial, que assegurem o poder de Polícia à própria Polícia, se preserva o Estado de Direito tão duramente conquistado.

Atenciosamente, Marcelo Batista de Sousa.”

Presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina

 

 

Akira: o novo diretor da Deic16 de abril de 2012

O delegado Laurito Akira Sato assume esta tarde a Diretoria Estadual de Investigações Criminais, a Deic. Sucede o delegado Cláudio Monteiro.

Akira é paulista e está na Polícia Civil Catarinense desde 2006, trabalhando como Delegado de Polícia. Ele tem experiência na área da segurança pública, já atuou por 9 anos como investigador do Grupo Garra do ABC em São Paulo e em Santa Catarina, coordenou a Divisão de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) da Delegacia Especializada em Trânsito de Joinville. É instrutor de Tiro e Táticas Policiais da Acadepol (SC) e da Força Nacional de Segurança Pública. Em Brasília, desde o ano passado, coordenava as operações da Polícia Judiciária do Departamento da Força Nacional da Secretaria Nacional de Segurança Pública

 

 

MÍDIAS DO BRASIL

 

 

Veículo: Folha Online

Editoria: Geral

Assunto: PMs são suspeitos de matar jovem e esconder o corpo em matagal

 

 

 

PMs são suspeitos de matar jovem e esconder o corpo em matagal

A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público Estadual pediram à Justiça a decretação da prisão de quatro PMs investigados sob suspeita de terem matado um jovem de 16 anos e escondido o corpo dele em um matagal.

Thiago Júnior da Silva, 16, sumiu após operação de PMs do 31º Batalhão em 17 de março, no Parque Santos Dumont, Guarulhos (Grande SP).

O corpo do jovem só foi encontrado no dia seguinte por sua mãe, Eliana Cristina da Silva, que começou as buscas após ser informada por amigos do filho sobre a possível violência por parte dos PMs.

Segundo os PMs Paulo Hernandes Bastos, Ednaldo Alves da Silva, Edilson Luís de Oliveira e Fábio Henrique da Silva, Thiago estava com um grupo de outros três jovens e um deles teria atirado contra o carro da PM.

Ainda de acordo com os policiais, dois desses jovens foram presos sob suspeita de tráfico de drogas e Thiago e o outro adolescente fugiram.

Uma testemunha ouvida pela polícia, entretanto, contestou a versão dos PMs. De acordo com essa testemunha, Thiago foi abordado pelos quatro policiais e implorou para não ser morto.

O tiro que matou Thiago, segundo a perícia, apresentava marca de “tatuagem”, ou seja, foi disparado com a arma muito perto ou encostada em seu corpo.

O tenente-coronel Antonio de Mello Belucci, comandante do 31º Batalhão, e os quatro PMs investigados não foram localizados na noite de ontem para comentar o caso.

Ontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) admitiu que o Estado tem responsabilidade na morte de outro jovem, Yago Batista de Souza, 17, e diz que irá indenizar sua família. Ele morreu após ser baleado no sábado por um PM em frente ao prédio onde vivia, em Itaquera, zona leste paulistana. O policial, que foi preso, afirma que o tiro foi acidental