Área do associado

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Clipping do dia 15 de outubro

15.10.2012

 

Clipping do dia 15 de outubro

 

 

MÍDIAS DE SANTA CATARINA

 

 

Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Visor

Assunto: Mapa rodoviário

 

MAPA RODOVIÁRIO

O Deinfra adotou um software para radiografar o fluxo rodoviário. A ferramenta mapeou que 118,3 mil veículos entram ou saem todos os dias do Estado pelas divisas com Paraná, RS ou fronteira com Argentina. O maior movimento está na região Norte, com 55%.

Os maiores corredores catarinenses, notadamente para escoamento da produção, são as BRs 101, com média diária de 42 mil no Norte e 19,5 mil no Sul, e a 470, com movimento superior a 15 mil veículos por dia entre Rio do Sul e a interseção com a BR-101.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Gerais

 

Filas marcam a volta para casa

Congestionamentos foram registrados no entorno de Blumenau, na volta da Oktoberfest, e na BR-101 Sul, na saída para o RS

Com o feriadão de Nossa Senhora Aparecida e o primeiro final de semana das festas de outubro em Santa Catarina, a volta para casa foi movimentada nas rodovias do Estado.

Os trechos mais complicados foram registrados nas estradas federais. Em Blumenau, a BR-470 teve pico de 15 quilômetros de lentidão, no final da tarde de ontem, no trecho que liga a cidade a Indaial. Na BR-101, próximo a Itapema, houve formação de filas de até 10 quilômetros, a partir das 19h.

No Sul do Estado, o domingo foi de trânsito lento na BR-101 próximo a Laguna, com sete quilômetros de congestionamento ao longo da tarde e da noite, em direção ao Sul.

Os turistas que retornavam para o RS após o feriado de Nossa Senhora Aparecida enfrentaram maior lentidão na região de Tubarão, onde as obras de duplicação da BR-101 ainda estão em andamento.

O trânsito fluiu lentamente em Capivari de Baixo, onde há pontos de obras, e houve formação de fila nos acessos a Araranguá e Sombrio.

Na altura do Morro dos Cavalos, na Grande Florianópolis, o trânsito foi intenso durante a maior parte do domingo, mas, até o início da noite, não havia registro de engarrafamento – até as 21h, a área funcionou em duas faixas para o fluxo do Sul para o Norte, e uma faixa no sentido contrário, o que facilitou o escoamento dos veículos que iam em direção à Capital e Litoral Norte.

 

Três morreram desde a sexta-feira

Até as 20h de ontem, não havia registro de acidentes com mortos em rodovias estaduais e federais de Santa Catarina no domingo.

Na sexta-feira e no sábado, foram registradas três mortes no Estado – duas na BR-101 e uma na SC-453 –, aumentando para cinco o número de fatalidades em acidentes desde o início da Operação Festas de Outubro, da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), na última quarta-feira.

 

Incêndio atinge área verde em Itajaí

O Corpo de Bombeiros de Itajaí atendeu, na noite de ontem, um incêndio de grandes proporções no Contorno Sul, em uma área verde aos fundos da empresa Seara Alimentos. As chamas chegaram perto do Morro da Cruz. A polícia informou que o fogo atingiu a área verde, mas não prejudicou as casas e empresas das redondezas. As chamas foram controladas por volta das 20h30min.

 

Menino morre ao bater quadriciclo em caminhão

Polícia investiga uso de veículo por uma criança de 10 anos, que colidiu contra veículo estacionado

Uma brincadeira de criança com um quadriciclo motorizado tirou a vida de Gustavo Valiati, 10 anos, na tarde de sábado, em Joinville. O menino brincava na rua João Alexandre de França, quando perdeu o controle do veículo e bateu na traseira de um caminhão.

Gustavo morreu na hora, à frente da residência dos tios que lembram o quanto o sobrinho era ativo e alegre, disposto a sempre ajudar o pai na oficina mecânica da família, no bairro Aventureiro, zona Norte de Joinville.

– Ele era assim, meio aparecido. Não tinha medo de nada – conta Odilon Valiati. O menino brincava com amigos quando perdeu o controle do quadriciclo e se chocou contra a traseira do caminhão do tio, que estava estacionado. Ele bateu o peito no para-choque do caminhão e morreu na hora.

Vizinhos contaram que o garoto morava na região da Cohab do Aventureiro e sempre aparecia para brincar na casa do tio.

Um vizinho, que não quis ter o nome divulgado, contou que estava em casa quando escutou o ronco do quadriciclo, que parecia uma moto. O homem conta que ouviu o barulho da batida, mas achou que fosse apenas uma queda e não deu muita importância.

O tio acredita que, talvez pelo fato de o menino ser tão precoce, havia recebido o direito de pilotar o quadriciclo que o pai havia construído com um motor de motocicleta.

– Eu nem sabia que eles tinham isso, então acho que era novo. Parece que era tipo um buggyzinho – contou o tio.

Abalados com a morte, os pais de Gustavo não quiseram falar com a reportagem sobre o acidente.

 

Quadriciclo exige habilitação de condutor

De acordo com o delegado regional de Joinville, Dirceu Silveira Júnior, será preciso abrir inquérito policial para apurar a morte do menino.

Usual em caso de qualquer morte violenta, a investigação servirá ainda para levantar a situação relacionada ao uso do veículo pelo garoto.

Segundo o Conselho Estadual de Trânsito de Santa Catarina, a circulação de quadriciclos sem placas e não licenciados em vias públicas é proibida. Além disso, para pilotar qualquer veículo com mais de 50 cilindradas, o condutor deve possuir carteira nacional de habilitação categoria “B” e utilizar capacete de segurança.

– Não é o fato de ele ser menor de idade que importa: ele teria que ter habilitação para pilotar o quadriciclo e, para isso, obviamente, precisaria ter pelo menos 18 anos. Mas, como qualquer morte violenta, terá que ser aberto um inquérito policial – afirma o delegado Dirceu Silveira Júnior.

A reportagem tentou ontem contato, sem sucesso, com o delegado Luís Felipe del Solar Fuentes, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e ao Idoso de Joinville.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Reportagem Especial

Assunto: Fila na Via Expressa Sul

 

 

Dia de lazer para esquecer

Milhares de pessoas tentaram assistir às atrações na Base Aérea de Florianópolis ontem. Não contavam com a falta de planejamento e organização no trânsito num dia especial. O resultado foi um enorme congestionamento, que deixou centenas de crianças trancadas nos carros e muitos passageiros saindo dos carros e correndo a pé para o Aeroporto Hercílio Luz.

Era para ser um domingo de lazer na Base Aérea de Florianópolis, mas a falta de comunicação transformou um momento prazeroso num tormento: horas de fila, crianças indóceis dentro de carros por horas e turistas perdendo voos no Aeroporto Hercílio Luz.

Foi o que aconteceu ontem à tarde, em sete quilômetros de filas, provocados pelo dia dos portões abertos na Base Aérea. O congestionamento, que causou frustração e transtorno, não contou com a orientação da Polícia Militar Rodoviária (PMRv). A corporação alega não ter sido comunicada do evento.

O caminho que leva à Base é o mesmo do aeroporto, a Rodovia Diomício Freitas, com apenas uma faixa em cada sentido. O congestionamento começou por volta das 11h e terminou por volta das 20h. O major Fábio Martins, da PMRv, explica que nenhum comunicado oficial chegou ao comando estadual e que, por isso, não houve planejamento para organizar o trânsito, como costuma ser feito em grandes eventos da Capital. O major cita como exemplo dias de jogos do Avaí na Ressacada. Nesses casos, mesmo em jogos que enchem o estádio, com mais de 17 mil pessoas, não é registrada fila tão longa.

Para organizar o trânsito em dias de jogos, que são comunicados com uma semana de antecedência, a PMRv faz escala extra de policiais e entra em contato com a Infraero para obter o horário dos voos. A partir daí, define por quanto tempo fechará uma faixa, para que a outra vire duas.

– Fechamos em intervalos de 10 e cinco minutos. Isso era o que o poderia ser feito hoje. O pessoal reclama deste esquema, mas hoje provou que quando ele não é feito, pode ser ainda pior – analisa.

 

Base garante que houve comunicação

O major Martins também cita o esquema organizado para o show do cantor Paul McCartney, também realizado na Ressacada. Para montar o esquema do trânsito, que contou com bolsões de estacionamento, foram feitas mais de 10 reuniões entre organização do evento e PMRv.

O capitão Paulo Gustavo Boehn, da Base Aérea, afirma que a PMRv foi comunicada.

– Avisamos que haveria o evento e que traria um grande número de pessoas – diz.

Ele, porém, explica que o número de visitantes surpreendeu a todos. De acordo com o capitão, a expectativa era receber de 10 mil a 15 mil pessoas, como em todos os anos, mas passaram pelo local 35 mil pessoas, conforme a organização do evento.

Para ele, além do tempo ter ajudado, o dia de portões abertos foi feito em um feriadão – o de Nossa Senhora Aparecida, celebrado na última sexta-feira – e havia a apresentação da Esquadrilha da Fumaça, fatores que atraíram ainda mais pessoas.

 

Feliz de quem conseguiu chegar

Quem conseguiu chegar à Base Aérea a tempo conferiu mais de uma hora de apresentação da Esquadrilha da Fumaça e sobrevoos de aviões, além da exposição de 15 aeronaves das várias regiões do país, de carros militares antigos, saltos de paraquedas e até a exibição de cães adestrados. Para o capitão Paulo Gustavo Boehm, o evento agradou e atingiu uma quantidade de público muito acima do esperado.

– O povo brasileiro é muito apaixonado pela aviação. Ela exerce um fascínio muito grande, principalmente nas crianças – afirmou o militar.

Ainda na hora do almoço, quando ouviram na rádio a movimentação no trânsito, Aline Alves e a família se apressaram em seguir para a Base. Chegaram por volta das 15h e conseguiram conferir a parte mais esperada da programação: a Esquadrilha da Fumaça.

As pequenas Luma e Lara, filhas de Aline, aprovaram as piruetas no ar.

– Levei um sustão, com tanto barulho – disse Luma, de apenas quatro anos.

O irmão mais velho, Everson Júnior, 12 anos, também gostou do que viu.

– É mais legal do que os aviões do videogame – ressaltou.

O capitão Boehm afirmou que a base tem restrições de espaço, o que impediu todos os interessados de acompanharem o evento. Segundo ele, a estrutura montada exige disponibilidade de calendário nas diferentes bases, inviabilizando mais eventos como o deste domingo ao longo do ano. Mas expôs que, ano que vem, o dia de portões abertos deve se repetir.

 

Turistas levam a pior imagem

Enquanto acrobacias no céu enchiam os olhos de crianças e adultos na Base Aérea de Florianópolis, ontem à tarde, uma multidão enfrentava carros a perder de vista. Em função do evento Portões Abertos, com uma programação especial para expor o trabalho da Força Aérea Brasileira, o trânsito parado atingiu quem seguia rumo ao sul da Ilha. Nos quilômetros de filas, concentravam-se famílias ansiosas para não perder a apresentação da Esquadrilha da Fumaça e passageiros com medo de perder o voo.

O casal paulista Lúcia e Carlos Sossolote visualizava, ao longe, as piruetas das sete aeronaves T-27 Tucano, da Esquadrilha da Fumaça, quando perceberam que poderiam perder o avião de volta para a casa. Sair da Lagoa da Conceição às 14h30min não seria o suficiente para chegar de carro a tempo do voo, marcado para as 16h50min. Na esperança de não perder a passagem, seguiram a pé, com as malas nas costas, nos quilômetros finais. O desfecho do primeiro feriado na cidade desagradou. Levaram de Florianópolis uma péssima impressão.

 

– Como eles fazem um evento desse tamanho na porta do aeroporto? E não tem um táxi ou mototáxi para pegarmos mais para a frente! – reclamou Lúcia.

Com a fila, muitos turistas fizeram o mesmo e saíram correndo, deixando o carro e até as malas para trás. Faltando meia hora para pegar o avião, as moradoras do Bairro Coqueiros Ivoni Gruttle e Gláucia Scheffel, que viajariam para Paris, abandonaram o veículo e as malas com familiares. Muitos metros à frente, conseguiram carona com um desconhecido.

– Vai dar, não vamos perder (o avião). As malas, se for o caso, podem ser despachadas no voo seguinte – calculavam.

O problema no trânsito se refletiu no Aeroporto Hercílio Luz, que lotou com pessoas querendo remarcar passagens. Débora Silveira não conseguiu chegar a tempo para o voo das 17h55min, com destino a Porto Alegre. Atrasada, retornou ao Centro para comprar passagem rodoviária para hoje, pois não havia mais vagas nas companhias aéreas.

A agonia também se espalhou entre aqueles que queriam chegar a tempo de ver a esquadrilha. Passava das 17h20min quando a família de Eloir Santos ainda estava nas filas, na entrada da Base Aérea.

– Minhas netas estão decepcionadas e impacientes de ficar paradas no trânsito – conta a dona de casa de São José, na Grande Florianópolis.

Ronaldo Heinz também saiu de São José com a família. Foram duas horas no trânsito de ida para ver os 15 minutos fi nais de apresentação. Para ele, Esquadrilha da Fumaça, ano que vem, só se for com uma condição:

– Sair bem cedo de casa – ressalta.

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Veículo: Notícia do Dia

Editoria: Geral

Assunto: Votações sobre zoneamento

 

 

Votações sobre zoneamento de Florianópolis são adiadas na Câmara

Presidente alega problemas familiares e retira projetos polêmicos da pauta

Pleito sobre zoneamento ocorreria na primeira sessão depois do recesso das eleições municipais

 O vereador Jaime Tonello (PSD), presidente da Câmara, adiou a segunda votação do conjunto de projetos que altera o zoneamento em seis bairros e ainda cria um plano de incentivo para a instalação de shoppings centers na Capital. O parlamentar disse, domingo, à reportagem e ao colunista Roberto Azevedo que o assunto não está na pauta das sessões desta semana. Ele alegou problemas familiares.

O pleito ocorreria na primeira sessão depois do recesso das eleições municipais, conforme programação interna da casa legislativa. No entanto, na ordem do dia, disponível no site da Câmara desde a última quinta-feira, não consta a votação do PLC 1.160/2012, de autoria de Dalmo Meneses (PP), que iria ser votado nesta segunda-feira. Isso cria dúvidas, mas não impede que o projeto vá a plenário. A votação dos outros sete projetos estava prevista para a próxima quinta, após interstícios de 30 dias entre uma votação e outra.

O vereador Acácio Garibaldi (PP) pediu a anulação da sessão de 18 de setembro, mas até a última quinta-feira o juiz Hélio do Valle Pereira, da Fazenda Pública da Capital, não havia anunciado decisão. O vereador também pediu mandado de segurança para impedir a votação de alterações de zoneamento antes de uma decisão judicial, mas Valle Pereira entendeu que não era necessário. Caso ele decida pela anulação da sessão, todas as votações do dia serão anuladas, inclusive a que envolve a entrada do Cacupé.

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Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Hélio Costa

Assunto: Sistema prisional

 

Pela melhoria no sistema prisional

O grupo de trabalho que atuará nos estabelecimentos prisionais do Estado, no levantamento de casos de tortura praticada por agentes públicos contra detentos, e por estes contra os próprios colegas, reuniu-se nesta semana no Tribunal de Justiça. O encontro definiu o rumo das ações a serem empreendidas, em ação conjunta do Judiciário, SJC (Secretaria de Justiça e Cidadania) e Comando da Polícia Militar. O juiz Júlio César Machado Ferreira de Melo, assessor especial da Presidência do TJ, conduziu a reunião e ressaltou a importância de um canal de comunicação entre o Poder Judiciário, a SJC e a Corregedoria da Polícia Militar, para o desenvolvimento do trabalho integrado. Ele entende que, desta forma, será dada efetividade aos procedimentos sobre prática de crimes de tortura. Salientou, ainda, a necessidade de comprometimento das instituições ligadas à segurança pública para a implementação de ações de combate à prática de violência por parte de seus agentes, no exercício da função.

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MÍDIAS DO BRASIL

 

Veículo: Portal G1

Editoria: Geral

Assunto: Manguinhos

 

 

Moradores de Manguinhos temem ‘o dia seguinte’ à ocupação do Bope

‘Como vai ser depois? Ainda temos medo’, diz mulher sobre ação policial.

 

As marcas dos tiroteios estão estampadas nas paredes das casas na comunidade de Manguinhos, conhecida como a “Faixa de Gaza” do Rio de Janeiro e que foi ocupada no domingo (14) pelo Batalhão de Operações Policias Especiais (Bope) para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

E a lembrança dos combates entre os traficantes que dominavam a área e policiais também está presente na memória dos moradores, que temem o futuro da região após a pacificação.

“A população está quieta, assistindo ao hasteamento da bandeira (feito pelo Bope para marcar o domínio da área) sem empolgação porque ainda tem medo. Isso é a tomada. Entraram aqui agora. Mas como vai ser isso depois? A gente não sabe o que vai acontecer”, questiona Simone Cunha, de 35 anos, que possui uma pequena empreiteira que realiza obras na favela.

 A proprietária de uma padaria, que pediu para não ser identificada, também demonstrou desconfiança.

“Hoje (domingo) eu nem dormi direito, estava apreensiva, pensando no que podia acontecer. Foi tudo calmo, mas não sabemos o que será o dia de amanhã. É esperar para ver”, afirma ela.

“Está todo mundo feliz, mas também preocupado sobre como a polícia vai interagir com a comunidade. O Bope fez o seu trabalho, mas e os policiais que vierem aqui depois, irão nos respeitar? Tivemos vários casos de invasões a residências sem mandado e a população nem sempre sabe seus direitos, sabe que tem o direito de reclamar, o direito de ir e vir”, acrescenta Simone Cunha.

A própria empreiteira disse já ter tido a casa invadida e revistada por policiais neste ano e entrou na Justiça pelo caso pedindo explicações.

“A noite aqui é sempre movimentada, tem forró, as crianças brincam, jogam futebol na rua. No sábado de noite (véspera da operação), tudo ficou deserto após as 21 horas. Ninguém sabia o que podia acontecer”, diz um aposentado de 66 anos.

“Muita coisa acontece aqui dentro, mas poucos falam. A gente não tem como provar, éramos acuados por eles (os traficantes)”, acrescenta o aposentado.

A empreiteira Simone Cunha mostra diversas marcas de tiros na Rua São Domingos, onde mora. Em 2011, segundo ela, um menino foi morto com um tiro no peito durante confronto entre criminosos e a PM. “Este beco aqui era o pior, só tinha confronto. Às vezes, a própria polícia, quando entrava aqui, começava a atirar primeiro. Aquele poste, nem sei como está de pé, de tanto tiro que levou”, aponta ela para um poste onde alguns cartazes de propaganda estão fixados.

 

Crianças esperam futuro melhor

Para os pequenos, a felicidade com a tomada da polícia na área está na liberdade de poder correr pelas ruas sem medo de ser atingido por tiros.

Dois garotos, de 9 e 10 anos, dizem que, com frequência, aulas eram suspensas porque os tiroteios começavam. “A diretora é muito medrosa, temia pela nossa segurança”, disse o garoto de 9 anos. “Quando começavam os tiros, eu me escondia debaixo da cama e orava. Pedia para Deus para proteger minha família”, relembra o menino.

“Eu acho que vai ser melhor para a gente (a presença do Bope no local). Eu vivia com medo, tia. Não quero ser policial nem bandido. Quero crescer e ser trabalhador”, diz o garoto de 10 anos, que vestia uma camiseta da seleção brasileira e sonha em ser advogado ou jogador de futebol.

 

Conquista nada fácil

Para o comandante do Bope, tenente-coronel René Gonçalves Alonso, a ocupação não pode ser considerada “fácil” apenas por ter sido realizada sem confronto.

“Não acho que foi fácil, foi uma conquista complicada. Há semanas estamos analisando e fazendo operações, hoje (domingo) é mais um marco, representa o território que estamos retomando”, disse o oficial.

“Como estamos fazendo uma operação atrás da outra, acabamos adquirindo conhecimento, sabemos o caminho e assim vai cada vez mais rápido”, acrescenta ele.

Para o comandante do Bope, a população de Manguinhos não tem o que temer. “O Bope vai ficar aqui, vamos localizar ainda muita coisa que deve estar escondida. Em seguida será instalada uma UPP, com policiais especializados. Vamos interagir com a comunidade. Eles estavam ansiosos, mas você vê que já estão se animando, vindo para as ruas, conversando com os policiais”, aponta ele.

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Veículo: Portal G1

Editoria: Geral

Assunto: Manguinhos, Jacarezinho, Mandela e Varginha terão UPP até janeiro

 

 

Manguinhos, Jacarezinho, Mandela e Varginha terão UPP até janeiro

Após a ocupação policial iniciada neste domingo (14), o planejamento da Secretaria de Segurança é instalar até janeiro as Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) nas favelas de Manguinhos, Mandela, Varginha e Jacarezinho, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada em coletiva pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, que fez uma análise da operação junto com os chefes da Polícia Federal, Polícia Civil, Marinha, Exército e Corpo de Bombeiros.

” A data limite máxima para o planejamento é janeiro. As duas [Manguinhos e Jacarezinho] serão inauguradas muito próximas. A Polícia Civil vai ficar 24 horas até terça-feira com uma ocupação permanente, depois serão executadas ações diárias sistemáticas. Se Deus quiser a partir de hoje não teremos mais uma Faixa de Gaza”, ressaltou o secretário.

 

Bandeiras do Rio e do Brasil são hasteadas em Manguinhos

Polícia localiza ‘hospital do tráfico’ em Manguinhos

Mais de 100 usuários de crack são recolhidos em ação no Jacarezinho

De acordo com o governador Sérgio Cabral, as favelas Mandela, Varginha e Manguinhos vão receber a UPP em dezembro. Em seguida, em janeiro, será a vez do Jacarezinho.

Na operação deste domingo, foram cumpridos dois mandados de prisão expedidos pela Justiça nas favelas de Manguinhos e Mandela. Drogas e armas também foram apreendidas nas comunidades.

Integração da inteligência

Beltrame destacou a integração do trabalho de inteligência das polícia Civil, Militar, Federal, além do Exército e da Marinha para a retomada do território pelas forças de segurança em tempo recorde. Em 20 minutos, Manguinhos e Jacarezinho já estavam ocupadas. Às 10h, as bandeiras do Rio de Janeiro e do Brasil foram hasteadas.

“A inteligência das instituições fizeram uma leitura muito objetiva e muito nítida do que nós iríamos encontrar. As duas instituições já tinham um planejamento do terreno muito bem montado, isso feito com a Marinha, já se tinha as posições e até onde iria se chegar. Tudo foi muito conversado. Identificadas as dificuldades, tivemos auxilio das aeronaves, que permitiu que o trabalho em terra fosse feito dessa maneira. A medida que as instituições vão trabalhando juntas, vão demonstrando a sua capacidade e a sua expertise operacional em enfrentar esse tipo de situação, só facilita essas operações”, destacou o secretário.

A Chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, fez um apelo aos moradores das quatro favelas recém-ocupadas. Ela pediu que informações sobre traficantes foragidos e esconderijos de drogas e armas sejam repassadas ao Disque-Denúncia, pelo telefone 2253-1177. Entre os criminosos mais procurados estão Marcelo Piloto e DG, que em julho foi preso pela polícia, mas foi resgatado por comparsas da 25ª DP (Engenho Novo).

Retroescavadeira retira manilhas de rua na comunidade de Manguinhos (Foto: Ide Gomes/G1)

De acordo com Martha Rocha, antes da ocupação deste domingo, a polícia fez uma série de ações nas favelas dominadas pela mesma facção criminosa. Nesta fase de pré-ocupação, foram feitas 51 prisões e 21 armas foram apreendidas.

28 UPPs

O Rio de Janeiro tem hoje 28 Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), ponta de lança do processo de pacificação iniciado pelo governo do estado há quatro anos. Cerca de 370 mil moradores são beneficiados. A primeira UPP foi instalada em dezembro de 2008, no Morro Santa Marta, em Botafogo, Zona Sul da cidade.

Em 2009, o Rio ganhou mais quatro Unidades de Polícia Pacificadora, nas comunidades da Cidade de Deus, Jardim Batan, Babilônia/Chapéu Mangueira e Pavão-Pavãozinho/Cantagalo.

No ano seguinte, as UPPs chegaram a mais oito localidades: Ladeira dos Tabajaras/Cabritos, Morro da Providência, Borel, Formiga, Andaraí, Salgueiro, Turano e Macacos.

Em 2011, as comunidades de São João Quieto/Matriz, Coroa Fallet/Fogueteiro, Morro dos Prazeres/Escondidinho, Complexo de São Carlos e Mangueira/ Tuiuti ganharam UPPs.

O Morro do Vidigal, no Leblon, recebeu a primeira UPP de 2012. Em seguida, as unidades foram instaladas ao Morro do Alemão, Fazendinha, Nova Brasíllia, Adeus/Baiana, Chatuba, Fé/Sereno, Parque Proletário, Vila Cruzeiro e, em setembro, à Rocinha, a maior favela do Rio de Janeiro.

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Veículo: Portal G1

Editoria: Geral

Assunto: Em gravações, criminosos ordenam execução de policiais militares em SP

 

 

Em gravações, criminosos ordenam execução de policiais militares em SP

PF, MP e Polícia Civil de SP investigam participação de facção nos crimes.

Conversas dos criminosos foram gravadas com autorização da Justiça.

 

Investigações da Polícia Federal, do Ministério Público e da Polícia Civil paulista conseguiram registrar conversas de criminosos nas quais eles ordenam e até estabelecem prazo para a execução de policiais.

 

“Tem um ‘salve’ para passar aqui”, diz um deles, em uma gravação. Na gíria do crime, “salve” significa um comunicado de uma quadrilha para criminosos que estão presos, e também para os que estão nas ruas. Gravações obtidas pela reportagem do Fantástico revelam que um desses “salves”, enviado em agosto passado, era para matar policiais.

A conversa prossegue:

 

 “Se eles pegar (sic) um de nós, na covardia, cai dois deles.”

“Então, já era, é isso que eu gosto.(risos)”

Os criminosos dão prazo para a execução dos policiais: “Fica determinado o prazo de 10 dias para ser concluída a cobrança.”

 

No último dia 3 de outubro, câmeras de segurança registram a execução do soldado Fábio de Sá, em São Vicente, litoral paulista.

Segundo testemunhas, o policial Fábio Passos de Sá estava em frente a um depósito de metais quando dois homens chegaram em uma moto e efetuaram vários disparos contra ele. O PM, que não estava fardado, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Fábio tinha 35 anos e estava há 12 na corporação.

Pela primeira vez, a mulher dele falou sobre o assassinato. “Uma pessoa honesta, trabalhadora, pai de família, indo embora só por causa de uma profissão”, disse.

Nos dois dias seguintes à morte do policial, aconteceram 11 assassinatos na Baixada Santista. Em nenhum desses, a vítima era da Polícia Militar. Os atiradores ainda não foram identificados. Investigações apuram se existe um grupo de extermínio na região, formado por policiais.

Depois dessa sequência de crimes, mais uma morte de um policial militar: no dia 7 de outubro, em Santos, a vítima foi o sargento Marcelo Fukuhara. Há cerca de um mês, segundo a família, ele se envolveu em uma operação em que três rapazes foram mortos. Na versão da polícia, houve troca de tiros.

Morte planejada

À reportagem do Fantástico, a mulher do sargento disse que bandidos foram flagrados em telefonemas planejando a morte dele. “Apareceu uma história assim: o japonês, o anjo da guarda dele é forte, mas uma hora ele vai dormir”, contou Rosana Gonçalves, viúva do sargento Fukuhara.

Ela conta que os superiores do marido sabiam das ameaças, mas nenhuma providência foi tomada. “Nunca, formalmente, meu marido foi escoltado. Eu espero que os comandantes, honrem a farda que eles vestem, que eles busquem quem tirou a vida do meu marido”, disse.

Em entrevista concedida logo após a morte do marido, Rosana afirmou que Marcelo recebia ameaças há mais de um ano e que isso já era de conhecimento do comando da Polícia Militar. Segundo ela, haveria, inclusive, uma suposta gravação entregue à polícia, logo depois de uma operação no Morro do São Bento, em Santos, comandada por Fukuhara, em que um homem dizia que o sargento iria morrer.

Nesta operação, três homens foram mortos em um suposto confronto com a Polícia Militar. Ela afirmou ainda que Marcelo apenas tinha amigos, que se preocupavam com ele. E que ninguém da Polícia Militar a tinha procurado até esta quinta-feira (11).

Um dia depois da morte do sargento Fukuhara, o alvo foi o soldado Hélio de Barros, assassinado em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, em um posto de combustíveis, onde fazia um bico. Em menos de cinco horas, num raio de dois quilômetros, outras sete pessoas foram mortas.

A Polícia Civil e a Corregedoria da Polícia Militar investigam se policiais militares estão envolvidos nas mortes de sete pessoas e na tentativa de assassinato de outras seis vítimas entre a noite do último dia 8 e a madrugada do dia 9, terça-feira passada, em Taboão da Serra e Embu das Artes.

 

“De um lado, tem uma maior capacidade do estado na repressão do delito. Do outro lado, infelizmente, uma resistência por parte dessa delinquência. A população pode e deve permanecer tranquila porque haverá aplicação da lei”, afirmou Márcio Elias Rosa, procurador-geral de Justiça

Escutas autorizadas

O Ministério Público e as polícias Civil e Federal investigam a facção que age dentro e fora dos presídios paulistas. Em escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, integrantes desse bando declaram guerra contra a PM. Foi em uma conferência, com vários criminosos, em agosto passado.

Um suspeito de chefiar a quadrilha do lado de fora das cadeias lê uma mensagem: “Em cima das execuções covardes, realizadas pelos policiais militares, partindo diretamente da Rota, a resposta será à altura, pois sangue derramado se cobra do mesmo modo”.

Antes desse “salve” geral, a ação da Rota com o maior número de mortes este ano tinha acontecido em maio, na Zona Leste de São Paulo: seis homens morreram, segundo a versão da polícia, em uma troca de tiros.

Mas uma testemunha disse ter presenciado um desses suspeitos levar chutes e ser executado. Três policiais estão presos, acusados dessa morte. “O que nós devemos fazer é investigar, identificar, prender, processar essas pessoas, e não matá-las”, declarou o promotor de Justiça Roberto Wider.

A mensagem da quadrilha tem a matemática do crime. A cada comparsa morto – chamado de “irmão” -, dois policiais devem ser executados. “A partir dessa data, 8/8/2012, foi determinado como missão cobrar a morte do irmão à altura, executando dois policiais da mesma corporação que cometeu o ato da covardia”, diz um criminoso.

E se o prazo de 10 dias para matar os pms não for cumprido… “Caso não for tomada atitude nesse prazo e cobrada a morte do irmão, caberá punição rígida. Boa sorte para todos.”

Tenebroso

As escutas telefônicas indicam que a ordem para executar policiais militares tem que ser repassada para o maior número possível de criminosos, em várias partes do estado:

“49 já pegou(sic) o salve.”

“Entendeu tudo. O salve é tenebroso, velho.”

Mês passado, em Santo André, no ABC, a polícia encontrou explosivos com dois integrantes da quadrilha. Eles levavam este outro comunicado: “Tem que matar os ‘botas’. Deve usar bombas e armas pesadas. Sem dó”. Bota significa policial militar.

“A diligência foi realizada pela Polícia Militar. Isso foi encaminhado para Polícia Civil, foi lavrado o flagrante. As duas corporações da polícia têm conhecimento desse recado da facção criminosa”, disse o promotor Roberto Wider.

Segundo as investigações, um grupo de criminosos obedeceu as ordens da quadrilha e matou dois policiais do interior do estado, em setembro.

Os assassinos falam em código:

“Você sabe se o pessoal de Araraquara, o irmão lá, alugou a casa?”

“Não.”

Policiais federais, policiais civis e promotores que escutaram mais de 100 horas de gravações não têm duvida: “alugar uma casa” quer dizer “matar um policial”.

De acordo com as investigações, em 13 de setembro, um criminoso da região de Araraquara avisou que a morte de um policial estava próxima:

“O pessoal falou que entre hoje e amanhã, vai alugar.”

“Fechou.”

No dia 14 de setembro, em São Carlos, o soldado Marco Aurélio de Santi foi assassinado. No dia seguinte, na vizinha Araraquara, bandidos executaram o sargento Adriano Simões da Silva.

Segundo as investigações, os assassinatos foram confirmados por telefone:

“A casa foi alugada mesmo?”

“Foi, foi.”

 

Crime organizado

A reportagem do Fantástico procurou o Governo do Estado e a Secretaria de Segurança Pública para falar sobre essas gravações, mas eles não quiseram se pronunciar. Durante a semana, o governador e o secretário deram entrevistas sobre a recente onda de violência.

“Fica muito cômodo debitar tudo a uma facção criminosa, mas na realidade o crime é muito bem organizado. E nós estamos combatendo e isso está causando uma série de preocupação para eles e há essa revolta. Há um oportunismo. Pode fazer acerto de contas e debitar na polícia esse momento que estamos passando”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto.

“Morte de policiais é uma forma do crime intimidar o Estado. E o Estado não vai ser intimidado”, declarou o governador Geraldo Alckmin.

Cinco mil policiais que trabalhavam em serviços burocráticos ou estavam participando de cursos foram para ruas do Estado de São Paulo para reforçar a segurança.

A família de uma mulher casada com um policial adotou medidas para se proteger. “A gente não pode mais sair com os filhos, que está propenso a gente ser alvejado por esses criminosos. A gente não pode falar que o nosso esposo é policial. a gente vive escondido”, disse.

Fantástico: “E ele pensa em abandonar a profissão?”

R – “Não. Não pensa. Mesmo indignado, ele vai continuar.”