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Clipping do dia 14 de agosto

14.8.2012

 

CLIPPING

14 de agosto de 2012

 

MÍDIAS DE SANTA CATARINA

 

Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Menos acidentes na SC-401

 

Menos acidentes na SC-401

Duplicação concluída e maior fiscalização tiraram a rodovia da liderança em acidentes, segundo a Polícia Militar Rodoviária

Depois de quatro anos como líder do ranking de rodovias estaduais mais perigosas, em 2012 a SC-401 se tornou uma estrada mais segura. Neste ano, a via caiu para o terceiro lugar no levantamento prévio da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) montado com base em números de acidentes, feridos e mortes em Santa Catarina.

Para a PMRv, a finalização das obras de duplicação e a fiscalização de velocidade ostensiva por parte da polícia foram pontos determinantes para a melhora no índice de acidentes da SC-401, que corta o Norte de Florianópolis, e também faz a ligação entre o Centro e o aeroporto da Capital. No lugar dela, subiram no levantamento prévio (janeiro a maio deste ano) a SC-438, que compreende o percurso entre Lages e Tubarão, e também a a SC-301, de São Francisco do Sul, que está em segundo lugar.

A construção do ranking é feita com base na Unidade Padrão de Severidade (UPS), cruzando informações sobre tamanho da rodovia, número e tipo de acidentes. O estudo tem período de três meses para ser concluído, dado o grande número de dados analisados, e o resultado oficial será divulgado no final do ano.

 

Obras e equipamentos são fundamentais

O major da PMRv Fábio Martins considera que a finalização das obras de duplicação no trecho Norte da Ilha, com sete quilômetros de extensão, além da implantação de fiscalização com ajuda de radares a laser, foram fundamentais para a redução no número de acidentes na SC-401.

– Antes, no trecho Norte desta rodovia, ocorriam muitos atropelamentos e colisões frontais, mas atualmente isto não acontece mais. A implantação de melhorias e a nossa intensa fiscalização contribuíram efetivamente para esta mudança no ranking, e acredito que deverá continuar assim quando os dados forem consolidados – avaliou.

No último sábado, os 486 policiais rodoviários comemoraram os 35 anos da corporação. Segundo o major Fábio, os equipamentos modernos – emissão de boletim informatizado, tablets e o próprio telefone 198 – trazem mais eficiência para a PMRv como força da segurança pública.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Gerais

 

Carro cai em rio e morrem três pessoas

Acidente aconteceu na BR-280, entre Mafra e Rio Negrinho, no início da manhã de ontemUma família de Pitanga (PR) morreu submersa no Rio Preto, no limite entre os municípios de Rio Negrinho e Mafra, no Planalto Norte. O carro em que estavam o casal e uma criança saiu de controle em uma curva perigosa no trecho da BR-280, capotou e caiu dentro do rio. O acidente aconteceu por volta das 6h de ontem.

Mergulhadores dos Bombeiros de Rio Negrinho e São Bento do Sul resgataram o corpo da mulher identificada como Juliana Mallon, 20 anos, por volta das 11h. Ela ainda estava presa ao cinto de segurança. As equipes continuam em busca dos corpos de Edivaldo da Silva, 26 anos, que conduzia o veículo, e da criança.

De acordo com o tenente José Ananias Carneiro, dos Bombeiros Militares de Rio Negrinho, o trecho onde ocorreu o acidente possui curvas bem acentuadas e perigosas. Os acidentes são frequentes na região.

As equipes de mergulhadores estão com dificuldades para encontrar os desaparecidos, pois a profundidade do rio chega a sete metros e a correnteza é forte no local.

Além disso, o local também possui pequenas cavernas formadas por pedras e buracos, o que dificulta as buscas. O carro, um Ford Ka com placas de Jaraguá do Sul, foi retirado de uma profundidade de cinco metros.

 

Corpo é encontrado boiando

Curiosos, familiares e amigos se reuniram na tarde de ontem no entorno da Marina Porto da Barra, em Balneário Barra do Sul, para dar o último adeus ao marinheiro Popeye – o popular Daniel Machado, de 54 anos.

O corpo do homem, que desapareceu na noite de domingo após um acidente com uma lancha, foi encontrado por volta das 15h de ontem. Os outros três pescadores que estavam na embarcação ganharam alta do hospital e voltaram para casa, no Paraná, ainda no começo da tarde de ontem.

Durante a madrugada de segunda, as buscas por Machado – que atualmente só pescava por lazer – não foram interrompidas. Embarcações de amigos, bombeiros e até o filho, Jean Machado, procuravam por ele. Durante a tarde, que uma equipe da Marinha encontrou o corpo boiando, a cerca de 500 metros onde ocorreu o acidente com a lancha, já na praia do Ervino.

O corpo de Daniel Machado será velado na capela três da Borba Gato, no centro de Joinville, e será enterrado hoje, às 16h30min, no Cemitério Municipal de Joinville. Ele era pai de cinco filhos, um rapaz e quatro mulheres. Sua mulher não quis falar com a imprensa.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Moacir Pereira

Assunto: Portos

 

Portos: governo dá ultimato a grevistas

O secretário da Agricultura, João Rodrigues, vai comunicar hoje ao governador Raimundo Colombo que uma equipe de 15 fiscais da Cidasc está treinada e a postos para agir a partir de quinta-feira, se os fiscais do Ministério da Agricultura não retornarem ao trabalho nos portos de Itajaí e Itapoá.

Durante reunião realizada na Secretaria da Agricultura com representantes do Ministério da Agricultura e do Sindicato da Carne, Rodrigues anunciou a posição final do governo. Deu prazo de 72 horas aos servidores em greve. Se a fiscalização não for normalizada, o Estado executa o convênio já firmado com o governo federal, nos termos do decreto assinado pela presidente Dilma. Rodrigues enfatiza que torce para que o Palácio do Planalto encontre uma solução negociada para esta greve dos fiscais. Evitaria qualquer enfrentamento. Mas a decisão de intervir para a liberação dos produtos está tomada.

Itajaí tem o segundo maior porto do país em movimentação de contêineres. Viveu décadas marcando passo quando o porto era público. Transferido, em 1997, para a administração municipal, teve os serviços operacionais privatizados. Resultado: Itajaí deu um gigantesco salto de crescimento. Disparou em termos de arrecadação, gerou milhares de empregos. A receita tributária passou da sétima colocação para a segunda de todo o Estado. Itajaí só perde, hoje, para Joinville.

As greves decretadas pelos servidores federais atingem as atividades do porto em três níveis distintos:

1) O1peração padrão dos fiscais da Receita Federal. O processo de avaliação e liberação das mercadorias é lento, causando prejuízos e inúmeros transtornos operacionais para os empresários e a gestão do porto.

2) Greve dos fiscais da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Reduz a produção de medicamentos, em função dos fármacos que permanecem nos navios ou dentro dos contêineres. E impede a liberação de remédios destinados a unidades de saúde e hospitais. Máquinas e insumos destinados a indústrias também ficam retidos. Os danos são, assim, principalmente de produtos importados. Segundo o porto, há entre 600 e mil contêineres esperando liberação.

3) Greve dos fiscais do Ministério da Agricultura. Esta mobilização provoca problemas graves para os exportadores, em especial, de carnes. Segundo o secretário João Rodrigues, mais de 300 contêineres aguardam fiscalização, a maioria com carnes dos frigoríficos do Oeste. Um navio que levaria grande quantidade de carnes prosseguiu viagem sem a mercadoria, por falta de liberação.

O governador Raimundo Colombo viaja hoje a Brasília para participar amanhã, às 10h, do lançamento do pacote federal de concessão de rodovias, ferrovias, aeroportos e portos.

Estas greves nos serviço público acabam fortalecendo na população a nova política de concessões do governo Dilma Rousseff.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Política

Assunto: Pacto por SC

 

Governo aprova medidas

Como esperado, o governador Raimundo Colombo sancionou as três leis que tratam de empréstimos que o Estado vai contrair para financiar o Pacto por Santa Catarina. O programa prevê investimentos de R$ 5 bilhões nas áreas de educação, saúde, educação, prevenção a desastres naturais e outros setores.

O governo catarinense também aproveitou a oportunidade para remodelar as dívidas. Dos R$ 3 bilhões que virão do BNDES, R$ 982 milhões serão usados para quitação de um débito que o Estado tem com o próprio banco de fomento. Ele surgiu em 2002 e o dinheiro serviu para pagar uma dívida de SC com a Celesc.

A vantagem da engenharia financeira é diminuir a quantidade de juros cobrados. O secretário da Fazenda, Nelson Serpa, explica que no contrato do primeiro empréstimo consta taxa de 6,8% ao ano mais o INPC, que nos últimos 12 meses fechou em 5,36%. O novo financiamento prevê 0,8% mais Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP,) fixada em 5,5% ao ano. Ele acrescenta que a modificação vai alongar a dívida e diluir os pagamentos.

Outra mudança refere-se a renegociação do resíduo da dívida catarinense de R$ 1,58 bilhão com a União. Com a operação autorizada, o desembolso mensal para o governo federal cairá de 13% para 8% e os juros caem para 4,5% ao ano. No último mês, SC pagou 13,32%. Serpa diz que está medida permite que em três ano o Estado ganhe R$ 1 bilhão para investimentos.

O Pacto por Santa Catarina teve a primeira fase lançada em 17 de julho, quando foi divulgado como serão gastos R$ 719 milhões. Agora, o governo estadual prepara a segunda fase do programa. A intenção é fazer parcerias público-privadas para aumentar os investimentos.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Complexo após as eleições

 

Complexo após as eleições

A decisão sobre a cidade que receberá o complexo prisional do Vale do Itajaí, a ser erguido pelo governo do Estado na região, ficará para depois das eleições municipais de outubro.

Em reunião ontem, na Associação Comercial e Industrial de Blumenau (Acib), membros do Departamento de Administração Prisional (Deap) expuseram aos membros das entidades regionais o formato de unidade penitenciária industrial, usada em Joinville e Itajaí. A ideia é que a mesma estrutura seja implantada no Vale.

Para isso, será necessário que os municípios da região designem uma área de 50 mil metros quadrados para receber o complexo. No espaço, serão construídos um presídio, uma penitenciária e a estrutura para os presos do regime semiaberto.

– Temos um valor do programa estadual Pacto por Santa Catarina para a construção de um complexo prisional que será destinado a Blumenau, mas esperamos que não somente esta cidade se comprometa a buscar uma área – afirmou o diretor do Deap, Leandro Soares Lima.

Representante da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (Ammvi) e o único prefeito presente na reunião, João Paulo Kleinübing, disse que um encontro com chefes dos executivos das 14 cidades da região irá ocorrer depois das eleições.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Caixas eletrônicos

 

 

De uma só vez, três caixas eletrônicos são arrobados

Sem ser notada pelas pessoas da rua, quadrilha trabalhou em um vão atrás da parede de gesso para chegar às máquinas

Uma ação discreta, com o uso de ferramenta alternativa aos populares maçarico e dinamite e conhecimento prévio do local do crime são elementos percebidos no mais recente ataque a caixa eletrônico em Santa Catarina, ontem de madrugada.

Uma quadrilha suspeita de ser de Curitiba arrombou três terminais do Banco Santander, na agência da Rua Álvaro de Carvalho, em Florianópolis, a cerca de cem metros da Delegacia Geral de Polícia Civil.

Quem passou ontem de manhã pela agência e viu apenas cacos de vidro espalhados pelo chão, como um vizinho que acionou a Polícia Militar (PM), jamais imaginaria que os três terminais tivessem sido arrombados e todo o dinheiro furtado.

É que os assaltantes trabalharam em um vão atrás da parede de gesso, onde os caixas ficam embutidos. Ninguém que passasse na rua conseguiria ver a movimentação. Eles fizeram o corte na parte traseira das máquinas, diferente da maioria dos outros ataques com maçarico registrados em SC.

Quando o corte é feito na parte de trás do terminal, geralmente o acesso às gavetas com o dinheiro é mais fácil. Uma ferramenta usada em três ataques que ocorreram em março e julho, na Capital, foi utilizada ontem de madrugada: é a “serra copo”, uma furadeira com motor potente. De acordo com o delegado Diego Azevedo da Divisão de Furtos e Roubos da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), o objeto era usado antigamente em ataques a banco em Joinville, PR, RS, GO e MS. Neste caso, a suspeita da Deic é que o bando seja do Paraná.

 

Informações privilegiadas podem ter ajudado na ação

As 50 horas de imagens captadas pela câmera da Polícia Militar (PM) em frente à agência poderão ajudar nas investigações. Para o comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Araújo Gomes, o modo de ataque desses assaltantes é mais sofisticado. Eles agiram com discrição e com possível informação privilegiada sobre a parede de gesso.

Segundo Gomes, a PM trabalha com duas hipóteses. A primeira de que a quadrilha teria entrado antes do fechamento automático da agência, às 22h, e se escondido atrás da parede de gesso. A segunda é a de que o grupo teria usado dispositivo para fazer com que a porta não tenha fechado às 22h. Não houve registro de disparo do alarme da agência. Existem cerca de quatro quadrilhas atuando na Grande Florianópolis, segundo o delegado Diego Azevedo da Deic, mas este grupo chamou sua atenção pela audácia de atacarem em pleno Centro de Florianópolis.

 

 

 

Opinião DC

 

Sociedade ofendida

Do início deste ano até a semana passada, ocorreram 240 ataques a bancos e a caixas eletrônicos no Estado com o uso de explosivos ou de maçaricos. Um aumento de 114,89% em relação ao ano passado, que somaram 182. Restando mais de quatro meses para o final do ano, é lícito supor que, em 2012, será anotado um lamentável recorde nesta modalidade criminosa se não houver reação imediata e à altura das autoridades da segurança pública.

Em entrevista publicada no DC de ontem, o delegado Akira Sato, titular da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), garantiu que as investigações estão adiantadas e que a repressão está a caminho. O recente reforço no efetivo policial e o trabalho integrado dos setores de inteligência das polícias Civil e Militar devem contribuir para desmantelar as novas quadrilhas de caixeiros em ação. A sociedade ofendida assim o espera.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Crimes e ocorrências

 

Corpo é encontrado em canteiro de obras

Um homem foi encontrado morto a tiros na manhã de ontem, no Jardim Iririú, em Joinville. De acordo com informações da Polícia Militar, a vítima, conhecida como Alfinete, costumava usar drogas no local onde foi encontrado, num canteiro de obras na Rua Ernesto Bachtold, esquina com a Rua Sansão Gomes.

O corpo foi encontrado por volta das 6h30min da manhã por um trabalhador que chegou ao local, onde estão sendo construídas casas geminadas. A polícia ainda procura pelo autor do crime e outros dois homens que teriam testemunhado o assassinato, mas não comunicaram à polícia. Os dois foram detidos.

 

Suspeito é preso em Barra Velha

Foi preso ontem, por volta das 16h, em Barra Velha, mais um suspeito de ter matado o policial militar Giovane Ferreira, 43 anos.

Diogo Brunken, 21, foi encontrado em casa em companhia da namorada. Ele é foragido de Criciúma, onde cumpria pena por tráfico de drogas.

Brunken estava sendo investigado pela Polícia Civil, de acordo com o delegado responsável pelo caso, Luis Felipe Fuentes, já havia um pedido de prisão contra ele desde quinta-feira.

Segundo o tenente Rodolfo Batista, que comandou a operação, o serviço de inteligência do 8º Batalhão da PM de Joinville apurou que Brunken estaria morando em uma casa no Bairro São Cristóvão, em Barra Velha.

Na residência, foram encontrados um revólver calibre 38 e uma pistola 380 com mira a laser com a numeração raspada, arma idêntica a utilizada por Giovane no dia de sua morte. Também foram apreendidos um colete balístico, quatro celulares, uma câmera digital, 185 gramas de maconha e R$ 2.307.

 

 

 

.____________________________________________________________________________ Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Hélio Costa

Assunto: Ideia de policial civil de Palhoça

 

Ideia de policial civil de Palhoça deveria ser aproveitada em outras delegacias

Rangel colou parede da sala de investigação um quadro com fotos de foragidos. Uma maneira simples e criativa para mentalizar os procurados

Quadro dos procurados

A criatividade do policial Rangel Truppel, da Delegacia de Palhoça, para recapturar foragidos deve ser copiada por outros agentes. Rangel fez mural de fotos dos foragidos da comarca que praticaram crimes hediondos ou de grande repercussão. A estratégia é a localização do quadro: fixado na parede, atrás da mesa de trabalho. Assim quando ele chega à sala, a visão logo focaliza os procurados  e, automaticamente, a imagem fica guardada na mente. Esta ideia é interessante porque durante as diligências, os agentes podem localizar, por acaso, um criminoso. Neste primeiro semestre Rangel já recapturou cinco e no ano passado quase o dobro. Outro policial que tem este hábito é o experiente Pedro Francisco. Ele colou na parede xerox de fotografia de cinco criminosos que o ameaçam de morte. “Assim eu olho bem para eles e quando eu os encontrar já sei com quem estou lidando”.

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MÍDIAS DO BRASIL

 

Veículo: Portal G1

Editoria: Geral

Assunto: Militar na fronteira vive com comida racionada e luz por apenas 9 horas

 

 

 

Militar na fronteira vive com comida racionada e luz por apenas 9 horas

Pelotões criam porcos para comer caso mantimentos demorem a chegar.

Se alguém tentar invadir o Brasil, eu atiro’, diz soldado recruta de 18 anos.

 

A vida em um destacamento militar nas fronteiras do país não é fácil: horas de luz são cronometradas, e a comida é racionada quando o avião que leva mantimentos uma vez por mês não pousa no dia marcado. Apesar do adicional de 20% sobre o soldo base, quem aceita trabalhar nessas regiões enfrenta dificuldades de transporte e de comunicação, tendo que suportar a incômoda distância da “civilização” e dos familiares.

O G1 publica, ao longo da semana, uma série de reportagens sobre a situação do Exército brasileiro quatro anos após o lançamento da Estratégia Nacional de Defesa (END), decreto assinado pelo ex-presidente Lula que prevê o reequipamento das Forças Armadas. Foram ouvidos oficiais e praças das mais diversas patentes – da ativa e da reserva -, além de historiadores, professores e especialistas em segurança e defesa. O balanço mostra o que está previsto e o que já foi feito em relação a fronteiras, defesa cibernética, artilharia antiaérea, proteção da Amazônia, defesa de estruturas estratégicas, ações de segurança pública, desenvolvimento de mísseis, atuação em missões de paz, ações antiterrorismo, entre outros pontos considerados fundamentais pelos militares.

 

Ao contrário dos soldados que se alistam para uma missão de paz, como no caso do Haiti, onde o Brasil construiu uma base com academia, ar-condicionado e rede de internet sem fio, os pelotões de fronteira são carentes de infraestrutura básica, como redes de esgoto, água e energia. Carros e barcos usados no dia a dia estão defasados. Os militares criam porcos para comer em caso de necessidade.

 

“A maior dificuldade aqui é termos apenas nove horas de energia. O material que precisamos é trazido uma vez por mês, em avião da FAB. Sabemos quando deve vir porque nos perguntam, uma semana antes, o que precisamos. Daí ficamos esperando. Não tem data prevista. Um vez o avião atrasou dois meses e tivemos que fazer racionamento”, conta o tenente Renzo Silva, de 23 anos, subcomandante do Pelotão Especial de Fronteira (PEF) de Bomfim – na fronteira de Roraima com a Guiana -, que comandou, por um ano, o PEF na unidade indígena de Auaris – na divisa de Roraima com a Venezuela.

A oferta de luz depende da quantidade de combustível disponível para o gerador. Normalmente, são duas horas pela manhã (das 9h30 às 11h30), duas horas e meia à tarde (das 13h30 às 16h) e mais quatro horas e meia à noite (18h30 às 23h).

”Quem tem insônia tem que ficar deitado na cama, esperando o tempo passar”, diz Renzo Silva.

 

Quando o G1 visitou o PEF de Bomfim, em maio, a mulher do comandante da unidade havia sido picada na noite anterior por um escorpião e teve de ser levada para a capital Boa Vista. O militar teve de deixar o posto para acompanhá-la.

“Aqui tem animal peçonhento, cobra, escorpião. Meu maior medo é que minha filha de 10 meses coloque algo na boca. Não há acesso fácil a uma unidade de emergência”, diz a sargento Aline Marriette, de 29 anos.

 

Ela e o marido, o sargento paraquedista Pedro Rogério Martins Rosa, viviam em Nova Iguaçu (RJ) e trabalhavam em quarteis da capital fluminense até que decidiram, em janeiro de 2012, pedir transferência para a fronteira.

 

“Viemos para conhecer uma outra realidade do nosso Brasil. O Exército nos dá a oportunidade de conhecer cada pedacinho do país. A família sente saudades, mas aqui, pelo menos, não tem a violência que tínhamos no Rio. É uma vida mais sossegada”, diz Aline. “A babá que veio comigo do Rio enlouqueceu em um mês. Não quis ficar mais aqui e voltou”, relembra.

A babá que veio comigo do Rio enlouqueceu em um mês. Não quis ficar mais aqui e voltou”

Aline Marriette, sargento

O maior problema para a atuação nas fronteiras é a ausência do Estado. São mais de 17 mil quilômetros de divisas, com 10 países, que são fluxo de criminalidade, com tráfico de drogas, armas, contrabando. Para vigiar as fronteiras, o Exército pretende implantar, até 2024, o Sistema Nacional de  Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), que promete ver tudo o que ocorre nessas regiões e que começará a ser implantado ainda em 2012, em Mato Grosso do Sul.

Na fronteira da Amazônia, o Exército conta, atualmente, com 21 pelotões – bases avançadas para a vigilância das divisas do país. Segundo o general Eduardo Villas-Boas, comandante militar na região, a construção de cada unidade custa mais de R$ 20 milhões. Há um projeto para inaugurar outras 28 até 2030.

Cada unidade abriga entre 20 e 60 soldados, que seguem uma rotina baseada no triângulo “vida, trabalho e combate” – uma espécie de mantra para o militar não “enlouquecer” na selva.

 

“O Exército tem poder de polícia numa faixa de 150 quilômetros da fronteira para dentro do país. Se não é a gente aqui, passa contrabando, drogas, armas. Destroem nossas matas, nossa floresta. Nós vivemos e morremos por essa mata”, diz o cabo Samuel Nogueira.

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Sucateado, Exército não teria como responder a guerra, dizem generais

‘Em transformação’, Exército planeja estar totalmente equipado em 10 anos

Em Cleverlândia do Norte, em um destacamento militar no Oiapoque, fronteira do Amapá com a Guiana Francesa, o soldado Fernando Ferreira, de 18 anos, recruta e com apenas 3 meses de treinamento, é o sentinela. “Tem alguém tentando invadir o Brasil?”, pergunta um oficial. “Não senhor!”, responde ele.

“Se alguma embarcação ou aeronave entrar no nosso território, eu tento o contato para mandar parar. Se não responder, eu posso atirar. Estou defendendo meu país”, afirma Fernando Ferreira. O trânsito no Oipoque é intenso por causa de garimpos no Rio Sequri, em território francês, que atraíram mais de 20 mil brasileiros. Também há relatos de tráfico de mulheres e crianças entre os dois países.

 

Na região, as operações para reprimir garimpos e desmatamento são intensas. Para levar comida, remédios e utensílios às tropas que passam dias em mata fechada, o soldado Edvin Benaiu, de 22 anos, foi treinado para pilotar as lanchas e barcos diante das piores adversidades. “Para chegar nos postos de Grand Rochele e Salto do Caxiri, onde alguns dos nossos militares ficam, tem que enfrentar o rio Oiapoque com correnteza e encachoeirado. Para não encalhar, tem que tirar tudo do barco, colocar nas costas, transpor as pedras, e seguir rio acima. É uma aventura”, conta.

O barco a motor leva quatro mil quilos de mantimento e demora até seis dias para chegar nas unidades. Por causa das corredeiras ou quando o rio está cheio, em alguns pontos só é possível navegar com “ubás”, barcos indígenas que usam um tronco de madeira único. Embarcações de alumínio não resistem ao choque com as pedras e acabam danificadas.

 “Na Amazônia, a logística é feita de barco para os pelotões de fronteira ou, em grandes quantidades, de avião, onde não tem como chegar via fluvial”, diz o general Villas-Boas.

O Batalhão de Aviação do Exército, sediado em Manaus, conta com apenas 12 helicópteros para atender as tropas de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá. Os veículos são usados apenas para operações. “Não podemos fazer logística com helicóptero, levar mantimentos. O custo é muito caro. Para isso, usamos embarcações”, afirma o general Villas-Boas.

A Estratégia Nacional de Defesa pauta-se por dissuadir a concentração de forças hostis nas fronteiras terrestres e desenvolver as capacidades de monitorar e controlar o território”

Trecho da Estratégia Nacional de Defesa

A previsão é de que oito novos helicópteros estejam disponíveis até o fim de 2012. Na Amazônia, a hora de voo de um helicóptero varia entre R$ 11.588,70 (Cougar) e R$ 14.183,65 (Black Hawk). Já a hora de voo de um avião cargueiro como o Hércules, capaz de levar até 18 toneladas de mantimentos para os pelotões de fronteira, custa US$ 7.800 (cerca de R$ 15.800), incluindo manutenção, gasolina e pagamento de pessoal.

Região de disputas

Na fronteira do Pará com a Guiana Francesa e o Suriname, em área de difícil acesso disputada por garimpeiros, o PEF de Tiriós é a única base em mais de 1.300 quilômetros.

A região, vista como um ponto cego pelos militares, preocupa o comando da Amazônia que, em maio, mandou que homens especializados desbravassem a região. Foi a primeira vez que o Exército pisou na tríplice fronteira, inexplorada até então pelos órgãos públicos, segundo o general Villas-Boas.

No PEF do Brasil, a 12 km do Suriname, não há como chegar por estradas nem por rio. A base começou a ser usada pelos militares em 2003, mas a pista de pouso, que permite que os militares recebam mantimentos, só foi construída em 2010.

Ao contrário dos outros PEF, onde os militares passam um ano e moram com as famílias, a falta de infraestrutura faz com que o remanejamento dos soldados seja feito a cada 60 dias. “Uma vez tentamos vir pelo rio Paradoeste, a partir de Belém. Levou 42 dias e perdemos várias embarcações. As hélices das voadeiras batem nas pedras e acabam danificadas”, relembra o tenente Helder Reinaldo, de 23 anos, comandante do pelotão.

O efetivo ideal da unidade seria de 40 homens, mas sempre está defasado (chegou a ter apenas 17). A extensão da área significa que, se fossem espalhados, cada um dos 35 militares seria responsável pela cobertura de 39,5 quilômetros quadrados de fronteira.

Em maio, quando o vice-presidente, Michel Temer, visitou a unidade, o general Carlos Roberto de Sousa Peixoto aproveitou para pedir socorro. “Chega a ter quatro horas de luz por dia aqui e eu não consigo mandar um gerador mais potente, porque não vem avião com peso sobrando”, desabafou.

Já a tenente médica Iara Simão teve de aprender a atirar e anda sempre acompanhada de seguranças quando atende militares e indígenas na mata. A jovem de 29 anos morava com o marido, agente da Polícia Federal, no Rio de Janeiro. Eles foram transferidos para o Oiapoque no início de 2012.

“Às vezes os militares tem de ser retirados da selva para a base com doenças graves, como leishmaniose, malária, picadas de animais ou outras complicações. O trajeto de barco até nossa base pode demorar até seis horas. A gente faz de tudo para salvá-los. Aqui, o papai do céu ajuda muito. Sempre dá um jeito”, diz Iara.

“Eu e meu marido decidimos vir para cá buscando uma experiência nova, mas não é fácil abrir mão da família, da nossa casa, de restaurantes bons. Aqui, a gente precisa do básico para sobrevier”, acrescenta a oficial.