Área do associado

Área do associado

Clipping do dia 05 de dezembro

5.12.2012

 

Clipping do dia 04 de dezembro

 

MÍDIAS DE SANTA CATARINA

 

 

Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Visor

Assunto: Ponte Alta

 

O desafio de reerguer uma cidade e vidas devastadas

Aos poucos, os moradores de Ponte Alta tentam retormar a rotina, mas precisam de doações para sobreviver e reconstruir

Casas, empresas, órgãos públicos. Praticamente toda a cidade de Ponte Alta, na Serra, veio abaixo com o tornado de domingo. Os prejuízos são imensos, assim como a dor dos 5 mil habitantes, mas a vontade de dar a volta por cima e a esperança de contar com ajuda são maiores.

Com uma reconstrução estimada em R$ 30 milhões, a prefeitura decretou estado de calamidade pública. Ontem, boa parte dos serviços de água, luz e telefone tinha sido restabelecida. A maior prioridade é conseguir material para cobrir as casas. As autoridades pedem a doação de telhas de fibrocimento de 5 milímetros. Alimentos não-perecíveis e água potável também são necessidades.

Enquanto a ajuda não chega, os moradores vão tentando reerguer a vida e esquecer o susto. Como o que passou José Noel Alves Padilha, de 52 anos. Ele estava todo bobo com o nascimento do netinho, ocorrido no início da madrugada de domingo. Na fazenda onde vive com a mulher e um casal de filhos, reuniu a família para comemorar. Mais de 10 pessoas, incluindo o bebê e outras seis crianças, curtiam o domingo. Até que o tornado chegou e

acabou com a festa.

Quando a casa começou a cair, todos correram para um canto da sala. Os adultos foramaram uma “parede” para salvar as crianças. A casa foi pelos ares e dois carros ficaram debaixo dos escombros. Uma nora de José sofreu um ferimento na perna e precisou levar oito pontos. Mas a pessoa mais vulnerável naquele momento e que era o motivo da festa, estava salva.

– Meu netinho sobreviveu a um tornado e ficou todo molhado. Ele nasceu duas vezes no mesmo dia.

 

FIM DO RECOMEÇO

Após sofrer grandes prejuízos com a agricultura e ver sua vida comprometida financeiramente, Antônio Wilson Schlischting Filho, 46 anos, decidiu transformar em madeireira o velho galpão onde armazenava batata-semente. O novo negócio foi aberto há dois anos e ia bem. Mas o tornado deu fim ao recomeço. O imóvel desmoronou inteiro. Prejuízo de R$ 300 mil, sem contar o maquinário que está embaixo dos escombros.

– Não sei o que fazer. Nem sei por onde começar, pois estava tentando me reerguer depois dos prejuízos. A madeireira era a minha única fonte de renda, assim como dos meus cinco funcionários.

 

NATAL SEM LUZES

Fazia quatro anos que o trabalhador em serviços gerais Alvino Pereira havia comprado uma casa para viver com a mulher Elisângela e a filha Bianca. Na semana passada, eles decoraram a residência. A iluminação chamava a atenção na rua e era o orgulho da família. Até domingo, quando o tornado chegou e destruiu tudo.

– Achei que ia morrer – lembra Alvino.

Eles lamentaram a perda da casa, mas agradeceram pela vida. Mudaram-se para a garagem de cimento e os bombeiros demoliram o que restou da casa, para aproveitar a madeira.

– Vamos reconstruir nossas vidas, e no próximo Natal, volte aqui, pois tudo estará novamente em pé e iluminado – disse Elisângela.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Gerais

 

Morte interrompe dedicação de filho

Trabalhador não saía de casa sem deixar preparado o café de dona Elenir

Mário Augusto Fernandes, 32 anos, não chegou em casa na segunda-feira, depois de voltar do trabalho. O trajeto de 15 quilômetros entre Jurerê e o Monte Verde, feito de bicicleta pela SC-401, em Florianópolis, terminou mais cedo. Às 17h30min, o servente de obras foi atropelado por uma caminhonete e morreu na hora. Ele foi enterrado, ontem, no cemitério do Itacorubi.

Mário fazia o percurso todos os dias. O atropelamento aconteceu em um trecho sem acostamento, no km 13. No momento do choque, o servente não estava em cima da bicicleta. A motorista do veículo parou para prestar socorro.

Era Mário quem cuidava da casa. Ele morava com a mãe, que tem problemas de diabetes e sofre de transtornos mentais e com o padrasto, que também não pode trabalhar, por ter complicações pulmonares. Todos os dias, às 5h, o servente de obras deixava o café da manhã de mãe, Elenir, preparado.

A irmã Cristina Valéria Fernandes, 34 anos, diz que havia ali uma relação de amor incondicional. Era um cuidando do outro. A mãe tratava Mário como se ele ainda fosse uma criança. No enterro, questionou por que colocaram um caixão tão grande para uma criança.

Segundo Cristina, Mário também tinha transtornos mentais. Nasceu em Florianópolis e completou 32 anos no dia 5 do mês passado. A morte dele colocou fim a uma sequência de 121 dias sem morte na SC-401. Integrante da Associação dos Ciclousuários da Grande Florianópolis (ViaCiclo), Fabiano Faga Pacheco diz que a SC-401 é chamada pelos ciclistas como a rodovia da morte e o trecho onde Mário morreu não tem acostamento.

A ViaCiclo vai colocar uma bicicleta fantasma – pintada de branco e que fica no local onde os ciclistas morrem – no sábado, no km 13.

 

Seara é abastecida com caminhão-pipa

Cerca de 17 mil moradores de Seara estão sofrendo com a falta de água. O município é um dos oito em DC que decretou situação de emergência em virtude da estiagem. Desde o início da semana, três caminhões-pipa estão transportando cerca de um milhão de litros por dia, que são captados no Rio Uvá, em Itá, distante 18 quilômetros da cidade.

 

 

 

Seguem as buscas na Serra Dona Francisca

O motorista Joel Candido Espíndola, 42 anos, seguiu perdido até a noite de ontem, na região do Castelo dos Bugres, na Serra Dona Franscica, em Joinville. Espíndola se perdeu no domingo à tarde, quando fazia o caminho de volta numa trilha e ficou desorientado com a chuva e a neblina.

Por telefone, avisou a mulher, Marga Barbosa Lopes, de que havia se distanciado da trilha e precisava de ajuda.

Os trabalhos de resgate foram planejados para cobrir uma área de 6 km² entre uma montanha conhecida como Castelinho e o Morro do Pelado, com base em dados de GPS dos socorristas e do rastreamento do celular de Espíndola. Mas não há certeza sobre a sua localização porque o último contato por telefone ocorreu na noite de segunda-feira, por volta das 19h, quando uma amiga da família ligou para ele. A bateria do celular acabou durante a ligação.

O tenente do Corpo de Bombeiros, José Ananias Carneiro, explica que cada equipe que entrou na mata levou um aparelho localizador para poder informar via rádio as coordenadas e mapear a área principal de busca. Mas a movimentação descoordenada de Espíndola dentro da mata pode ter dificultado o resgate.

Ontem, cerca de 40 pessoas se revezavam nos trabalhos de busca, entre bombeiros, policiais militares ambientais e integrantes do Grupo de Resgate em Montanha, na tentativa de evitar que Joel ficasse mais uma noite sem abrigo.

Equipes ouviram gritos na segunda e na madrugada de ontem, mas não conseguiram fazer contato. Como quase não há aberturas na vegetação, o apoio aéreo também não teve sucesso. A situação forçou acampamentos permanentes na mata e as buscas devem seguir também à noite.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Metas para a Capital

 

Plano será reavaliado em 2013

Os vereadores de Florianópolis rejeitaram, ontem, a criação de um plano de metas e a obrigação de prestação de contas por parte da prefeitura. Em sessão realizada à noite, o projeto recebeu nove votos favoráveis, quando eram necessários 11 para a alteração da Lei Orgânica da cidade – dois terço do plenário.

O autor da proposta, vereador Cesar Faria (PSD), disse que reapresentará o projeto no primeiro dia da próxima legislatura porque entende que o plano de metas é um “mecanismo fabuloso” para a sociedade acompanhar o trabalho do Executivo. Ele ressaltou o caráter de transparência que será estabelecido e declarou que é importante debater o tema mais um vez quando a nova composição da Câmara assumir o mandato em 2013.

O prefeito eleito Cesar Souza Junior (PSD) se comprometeu com o projeto ao assinar o documento Desafios de Florianópolis – Subsídios para ajudar na elaboração do plano de metas. O texto estipula que a cidade seja administrada respeitando parâmetros fixados após quatro meses de discussão no movimento Floripa Te Quero Bem. O relatório contou com a colaboração de 60 especialistas e representantes de entidades.

O documento foi elaborado com 19 desafios e mais de cem projetos existentes em Florianópolis. Ele estipula que o prefeito precisa governar conforme indicadores apurados pelo Floripa Te Quero Bem. A saúde foi apontada como uma das principais prioridades da Capital, onde é preciso investir na prevenção. Outras área incluídas são educação, mobilidade urbana, segurança e planejamento.

Por um desencontro de informações, chegou a ser veiculado que a mudança na Lei Orgânica de Florianópolis para a criação do plano de metas havia sido aprovada pelos vereadores. A afirmação partiu do presidente da Câmara, Jaime Tonello (PSD), e foi divulgada em 26 de novembro. Na ocasião, o vereador falou que o placar foi de 11 votos a favor, em dois turnos de votação. A informação foi corrigida pela própria Câmara de Vereadores.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Segurança

Assunto: Condenado solto

 

 

TJ justifica a decisão

No documento, desembargador diz que prisão cautelar é “medida extrema de caráter excepcional”

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) publicou, ontem, o acórdão em que descreve as razões que levaram os desembargadores a soltar, na última quinta, um homem condenado a 29 anos de prisão por homicídio. A decisão indignou o coordenador do Centro Operacional Criminal do Ministério Público, em Florianópolis, promotor Onofre José Agostini.

Basicamente, o TJSC relatou que a prisão cautelar é medida extrema de caráter excepcional e que deve ser efetivada quando não cabe mais recursos da sentença condenatória – exceto nos casos de garantia de ordem pública, instrução criminal ou para assegurar aplicação da lei.

O acórdão tem 16 páginas, quatro delas o voto do relator final, o desembargador Roberto Lucas Pacheco, da 4a Câmara Criminal. Pacheco votou a favor do habeas-corpus a Nelson de Oliveira Júnior, o Buca, 31 anos, filho do traficante falecido Xeca-Xeca. O desembargador Jorge Schaefer Martins seguiu o voto dele. Os dois foram contra o voto inicial, do então relator, desembargador substituto Rodrigo Collaço, que negara a soltura do réu.

Na manifestação, o desembargador Pacheco destaca as supostas ameaças que teriam sido feitas por Nelson no julgamento de 23 de outubro, quando foi condenado, e documentadas pelo juiz da Vara do Tribunal do Júri, Paulo Marcos de Farias. O desembargador entende que o magistrado deveria ter tomado as medidas legais cabíveis para cessar a ameaça, o que supostamente não teria acontecido.

Procurado no final da tarde de ontem, o promotor Onofre José Agostini ainda não havia lido o acórdão, mas continuava revoltado com a decisão:

– A medida de prisão existe e não está sendo aplicada pela 4a Câmara Criminal. Se não existe nesse caso, um indivíduo reincidente, que ameaça, tira uma vida e é condenado a 29 anos, para que caso ela existe? – indagou o promotor, que vai recorrer da decisão.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Segurança

Assunto: Morte na beira-mar

 

 

 

Caso será enviado a júri popular

Dentista é acusado de assumir o risco de causar acidente que matou a estudante Mariana Costa Bento, em agosto de 2006

Após seis anos do acidente de trânsito na Avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis, que causou a morte da estudante universitária Mariana Costa Bento, 20 anos, uma decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) confirma a sentença de mandar a júri popular o motorista acusado pela morte.

Os desembargadores da 2a Câmara Criminal do TJSC negaram, ontem, recurso do dentista Walter Duart Pereira e entenderam que ele deverá ser julgado por homicídio doloso por dolo eventual, ou seja, quando assume o risco de matar.

A defesa pedia que o caso fosse caracterizado como homicídio culposo e lesão corporal culposa, ou seja, sem intenção de matar. Assim, ele não iria a júri popular e as penas a que estaria sujeito seriam reduzidas. Ele dirigia uma caminhonete a 110,5 km/h – o permitido no local é 80 km/h.

Fotos de radares mostraram que o veículo cruzou o semáforo no vermelho e atingiu o Kadett em que estavam Mariana e o namorado, Andrei Damasco, então com 24 anos.

O carro dos jovens cruzava a Avenida Beira-Mar Norte para entrar na Travessa Rufino José da Silva. A colisão ocorreu por volta das 5h de sábado, dia 5 de agosto de 2006.

Mariana morreu no local, e o namorado, que dirigia o carro, feriu-se gravemente. O motorista não prestou socorro no local e se apresentou à polícia na segunda-feira. Ele negou, na época, que tivesse ultrapassado o sinal vermelho e sim no amarelo.

O advogado Claudio Gastão da Rosa Filho, contratado pela família da vítima para atuar como assistente de acusação, afirma que a dinâmica dos acontecimentos demonstra que o acusado agiu com dolo eventual.

– Ele havia consumido álcool, dirigia em alta velocidade e furou dois semáforos. Não restam dúvidas de que assumiu o risco de matar – diz.

Ainda cabe recurso da decisão. O DC ligou ontem para o advogado do motorista, Lucas Lemos, no Mato Grosso do Sul, mas ele não foi encontrado no escritório nem no celular.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria:  Segurança

Assunto: Morte de juíza

 

Réu pede que seja feita justiça

Começou ontem o julgamento do primeiro dos 11 policiais militares acusados pelo assassinato da juíza Patricia Acioli, em Niterói, na região metropolitana do Rio. A juíza trabalhava em São Gonçalo e foi morta com 21 tiros, em 11 de agosto de 2011, ao chegar em casa.

O julgamento do cabo Sérgio Costa Júnior pelo 3o Tribunal do Júri de Niterói começou às 8h50min e continuava até o fechamento desta edição.

Réu confesso, ele é acusado de formação de quadrilha e homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, mediante emboscada e para assegurar a impunidade de outro crime). Somadas, as penas poderiam chegar a 36 anos de prisão.

 

No interrogatório, que durou uma hora e meia, o cabo pediu aos jurados que “façam justiça”.

– Infelizmente tive cabeça fraca. Me deixei levar pela emoção e fiz o que fiz. Mas desde o primeiro momento me arrependi com a desgraça que fiz com minha família e com a família dela (Patricia). Acredito muito na Justiça. Façam justiça comigo.

Ele deu detalhes do motivo, do plano e da prática do crime. Segundo Sérgio, o motivo foi a decretação, por Patricia, da prisão de seis PMs do Batalhão de São Gonçalo, ele incluído, no processo que investigava a morte de Diego Belini, 18 anos, dias antes.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Diário do Leitor

Assunto: Visita íntima – menores infratores

 

Visita íntima

Menores infratores recolhidos a instituições por crimes terão direito a visita íntima garantida por lei. É proibida a entrada de menor em motel; menor não pode frequentar evento público após as 22h sem estar acompanhado do responsável; não pode dirigir; não pode comprar bebida alcoólica ou cigarro; não pode responder civil ou criminalmente, mas pode manter relações íntimas, quando tutelado pelo Estado? Ou a lei é estranha, para não dizer absurda, ou estou fora da realidade.

Adolfo Miguel Arend, administrador

São José

 

Visita íntima

Acredite se quiser, os menores infratores terão direito a visita íntima, quando presos, é claro. Além de não haver qualquer movimento no sentido de mudar a lei que beneficia menores criminosos, agora os meninos também terão seus momentos de prazer liberados. Gostaria de aproveitar esse momento de caridade para sugerir a criação – a esses pobres meninos que roubam, assaltam, matam, estupram e riem de tudo isso – de bolsas específicas visando a seus futuros, como vale-alimentação e vale-transporte, além de participação no Programa Minha Casa, Minha Vida, e se possível, um salário fixo. Neste país, o crime compensa.

José Carlos Ferreira, aposentado

Florianópolis

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Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Hélio Costa

Assunto: Roubos de carro

 

Roubos de carro vão de vento em popa nas cidades de Florianópolis e São José

Se os bandidos estão agindo é sinal que há falha nom policiamento. O continente e os balneários merecem atenção redobrada

Roubo de carro

O furto e o roubo de veículos em São José e Florianópolis estão deixando muita gente com dor de cabeça. Ladrões agem, livremente, à noite e na madrugada. Entre a meia noite e às 10hs de ontem foram roubados sete carros na Capital. Semana passada,  quinta e sexta-feira, a Polícia Militar registrou mais de 10 assaltos nas cidades de São José e Florianópolis. Na Praça Nossa Senhora do Rosário, São José, um casal foi surpreendido por bandidos armados.  Desta vez, os criminosos não levaram as vítimas como reféns para sacar dinheiro em caixas eletrônicos, apenas o carro.  Se os bandidos estão nas ruas roubando é sinal que está havendo falhas no policiamento ostensivo e preventivo.  Enquanto veículos são roubados, puxando para cima do valor das apólices de seguro do carro, a polícia fica mais focada nas rondas bancárias.  O continente, bairro Estreito, Florianópolis  os balneários também merecem atenção redobrada da Segurança Pública.

 

ACONTECEU NA ALESC

 

Segurança Pública

Maurício Eskudlark (PSD) responsabilizou a legislação penal pelo aumento da criminalidade em todo o país. Para ele, não adianta reforçar efetivo policial se não houver mudanças na lei, como a redução da maioridade penal.

“A legislação penal é branda, não pune ninguém. Polícia identifica, prende, mas não ocorre a punição. Jovens são criados vendo que essa legislação é o incentivo à criminalidade. Protege o malfeitor e estimula o malfeito ao invés proteger a sociedade”, declarou.

O presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia, deputado Gilmar Knaesel (PSDB), anunciou que fará nesta quarta-feira (5) a apresentação do relatório de atividades da comissão, com ênfase nas audiências públicas realizadas em todo o estado. Na ocasião, também será apresentado o projeto para a instalação de uma malharia no Presídio Feminino da Capital, para oferecer capacitação, emprego e renda para as detentas.

 

 

BLOGS

 

Moacir Pereira

 

Segurança nos estádios de futebol

A segurança nos estádios de futebol catarinenses será o tema de reunião realizada hoje pelo Ministério Público de Santa Catarina. Na reunião serão apresentadas as exigências e os prazos para a liberação dos estádios de futebol para as competições que serão realizadas em 2013 pela Federação Catarinense de Futebol. O Coordenador do Centro de Apoio Operacional do Consumidor (CCO) do MPSC, Promotor de Justiça Marcelo de Tarso Zanellato, explica que o Estatuto do Torcedor faz exigências relativas à segurança, e que a reunião servirá principalmente para informar aos clubes sobre a forma adequada de elaboração do Laudo de Vistoria de Engenharia e para elucidar eventuais dúvidas de caráter técnico.

 

 

 

Cláudio Prisco

 

Reforma do governo só em 2013

As mudanças no primeiro escalão do governo estadual ficaram para o dia 2 de janeiro. Como três prefeitos que vão integrar a nova equipe completam seus mandatos no próximo dia 31, Raimundo Colombo achou melhor promover os ajustes de uma só vez, até porque Beto Martins (Imbituba), Milton Hobus (Rio do Sul) e João Paulo Kleinubing (Blumenau) não pretendiam renunciar por apenas duas semanas.

Com mais três semanas para finalizar as alterações, o governador terá tempo suficiente para conversar com os principais representantes do PMDB, PSDB, PP e o seu PSD, em um primeiro momento, e com os dirigentes das siglas menores na sequência. Colombo não deseja descuidar de nenhuma dos partidos que fazem parte da coalizão, já que considera imprescindível maioria folgada na Assembleia, assim como ocorreu nestes dois primeiros anos.

Retardar em 15 dias a posse do novo Colegiado também atende a outro objetivo: aproximar a eleição da nova mesa diretora da Assembleia com as modificações no Secretariado. Raimundo Colombo vai se empenhar firmemente para que os partidos aliados cheguem ao bom termo. O governador não quer disputa interna, sob pena de colocar em risco a unidade em torno de seu projeto de reeleição, em 2014.

Antonio Gavazzoni e Nelson Serpa foram convidados na segunda-feira para assumirem as Secretarias da Fazenda e da Casa Civil. Colombo também pretende remanejar Derli Anunciação para a Administração, com Cleverson Siewert assumindo a presidência da Celesc. Apenas Milton Martini não será reaproveitado, até porque o ex-governador Paulo Afonso Vieira está mapeado para uma das duas diretorias do BRDE: Renato Vianna continua no Banco, mas Neuto de Conto seria transferido para a presidência do Badesc, com Nelson Santiago assumindo a Junta Comercial do Estado.

Enio Andrade Branco, cada vez mais próximo do governador, permanece na Comunicação Social.

 

MÍDIAS DO BRASIL

 

 

Veículo: Folha Online

Editoria: Geral

Assunto: Presos fazem conferência via celular por quase 10 horas

 

 

Presos fazem conferência via celular por quase 10 horas

Dia 10 de fevereiro de 2011, Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, interior de São Paulo, 16h51: começa conferência telefônica via celular envolvendo dois presos e três criminosos nas ruas, que continuaria por mais nove horas e 38 minutos seguidos.

A conversa seria interrompida e retomada depois, chegando a 12 horas e um minuto de discussões pelo grupo.

Os participantes da conferência, ligados à facção criminosa PCC, discutiam negócios: a compra e venda de drogas no Paraguai e na Bolívia, o envio de maconha e cocaína para São Paulo, a distribuição para outros Estados e os investimentos que devem ser feitos com o dinheiro.

A conferência, por telefone celular, é uma das gravadas pela Polícia Federal, com autorização judicial, dentro da Operação Leviatã, desencadeada para combater o tráfico internacional de drogas.

As gravações iniciaram em outubro de 2010 e duraram até maio de 2012, quando foi iniciada a operação da PF, com 25 pessoas denunciadas.

As informações sobre as conferências, que ocorriam toda a semana, estão em processo que tramita na Justiça Federal sob sigilo.

Em média, as conferências reúnem quatro pessoas e podem durar minutos ou horas. Em uma delas, entre a noite de 24 de março e o dia seguinte, chegou a envolver nove pessoas, sendo seis presos.

A Folha obteve cópias dos relatórios que integram o processo. Nas interceptações, não foram flagradas ordens para matar policiais militares, como ocorreu em outras investigações policiais, mas há informações sobre acesso dos presos a internet e TV.

 

CONIVÊNCIA

As investigações, compartilhadas com a Polícia Civil, mostram que esses diálogos não acontecem diariamente -depende da equipe de agentes de plantão e das rondas nas celas dos presos do PCC.

Dependendo dos agentes, os detentos evitam conversar ao telefone até a mudança da equipe de plantão. A cada dia, os detentos colocam um preso diferente para falar ao celular em nome da facção.

Após as discussões, o preso leva os temas para serem debatidos com à cúpula e retorna com a decisão horas depois ou mesmo no dia seguinte.

Os grampos tiveram como foco Presidente Venceslau porque é ali que a Secretaria da Administração Penitenciá-ria mantém chefes do PCC que não cometeram faltas administrativas -quem comete vai para o presídio de Presidente Bernardes, o único de segurança máxima de SP.

Questionada sobre as conferências, a secretaria, em nota, não respondeu diretamente à questão. Informou que, de janeiro a agosto deste ano, apreendeu 8.335 telefones celulares -desses, 12 foram em Presidente Venceslau, sendo oito com visitantes, antes de eles entrarem no presídio.

 

APREENSÕES

As conferências vêm sendo usadas pelo PCC principalmente para decidir onde guardar armas e drogas.

 

Em 2012, a facção teve prejuízos com apreensões feitas pela polícia. No período em que as gravações foram feitas, houve 30 carregamentos de drogas apreendidos, entre eles um de 1,7 tonelada de maconha em Carapicuíba e outro de 19 fuzis em Cajamar.

A partir de então, o grupo investe na compra de casas que servem como esconderijo para as drogas.

 

                OUTRO LADO

A Secretaria da Administração Penitenciária, embora questionada, não respondeu diretamente sobre as conferências entre presos, mas disse que tem atuado para impedir a entrada e o uso de celulares dentro dos presídios.

Em nota, o órgão informou que, de janeiro a agosto deste ano, 8.335 telefones celulares foram apreendidos nas 152 penitenciárias do Estado.

Do total, 4.578 estavam em presídios de regime fechado e 3.757 em unidades de regime semiaberto, nas quais o condenado tem acesso ao ambiente externo durante o dia.

Na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, onde a PF flagrou as conferências, foram retidos 12 telefones, sendo oito com visitantes, antes de eles entrarem na unidade.

A pasta diz que faz testes com bloqueadores de sinal, mas nenhum aparelho testado conseguiu impedir com eficiência o uso de celulares.

A secretaria negou que os presos acessem a internet. Já o acesso a TV é autorizado e está previsto no regimento.

Segundo a pasta, além dos aparelhos de raios X, são feitas revistas periódicas para evitar a entrada de celulares.

Os presos surpreendidos com drogas ou telefones, diz, respondem criminalmente, sofrem sanções disciplinares e perdem benefícios.

A mais grave das punições acontece quando o preso é enviado para a penitenciária de Presidente Bernardes, onde existe o RDD (Regime Disciplinar Diferenciado). Lá, o detento tem direito a duas horas de banho de sol por dia -no restante, fica na cela e não pode receber visitas íntimas.

A secretaria também diz que frequentemente compartilha as informações obtidas dentro dos presídios com as polícias Civil e Federal.

 

SAIBA MAIS

Fazer uma conferência por meio do celular é fácil e, em geral, não exige nenhum custo além da tarifa cobrada pelas ligações.

Basta um comando que exige uma série simples de cliques no teclado, com a qual é possível deixar uma ligação em espera, fazer outra e, por fim, juntá-las.

Algumas empresas de telefonia permitem que o serviço estabeleça conferências com a participação de mais de três linhas.

Para isso, basta repetir o comando, que, embora varie entre operadoras, raramente usa além das teclas 1, 2, 3 e send (enviar).

Em alguns smartphones, como o iPhone, é ainda mais fácil: há um ícone no teclado que, durante a conversa, oferece a possibilidade de discar para outros telefones e incluí-los.

Não há impedimentos quanto ao tipo de telefone -linhas fixas e orelhões podem participar de conferências com celulares.

Durante as reuniões, é possível fazer e atender chamadas simultaneamente, ou mesmo alternar entre elas. (MARCO ANTÔNIO MARTINS, AFONSO BENITES, ROGÉRIO PAGNAN E JOSMAR JOZINO)

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Veículo: Portal G1

Editoria:  Geral

Assunto: PM é baleado em troca de tiros com suspeitos no Alemão, no Rio

 

 

 

PM é baleado em troca de tiros com suspeitos no Alemão, no Rio

Policiamento foi reforçado na comunidade com blitze, nesta quarta (5).

Até as 6h40, não havia informações sobre o estado de saúde da vítima.

O cabo da Polícia Militar Fábio Barbosa, de 36 anos, foi baleado na cabeça e na perna após trocar tiros com criminosos no alto do Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, na noite de terça-feira (4). O agente fazia patrulhamento de rotina na Rua Joaquim de Queiroz, próximo à localidade conhecida como Areal, quando foi surpreendido por um grupo armado, como mostrou o Bom Dia Brasil.

 

Policiamento é reforçado no Alemão e na Penha, Rio, após troca de tiros

De acordo com a polícia, ele estava com outros seis PMs – todos trabalham na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade. Dois policiais foram levados para a Unidade de Pronto de Atendimento (UPA) da região com arranhões e ferimentos leves – eles caíram no chão durante o confronto. Todos passam bem.

Já o cabo Fábio, foi encaminhado para o Hospital estadual Getúlio Vargas, na Penha, também na Zona Norte. Em seguida, ele foi transferido para o Hospital Central da Polícias Militar (HCPM), no Estácio. Até as 6h40 desta quarta-feira (5), não havia informações sobre o estado de saúde da vítima.

Por causa do clima tenso, agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) reforçavam o policiamento na favela com blitze, por volta do mesmo horário.

No final de novembro, durante quatro dias consecutivos, moradores da região da Penha e também do Alemão sofrerem com tiroteio na área. Em um deles, o soldado José Antônio de Oliveira Mesquita, da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasília, foi atingido por um tiro nas costas. Ele foi salvo pelo colete que impediu que a bala penetrasse em seu corpo

Dois anos de ocupação

No dia 28 de novembro, fez exatamente dois anos que forças de segurança ocuparam os Conjuntos de Favelas do Alemão e também da Penha. Desde então, a região passou a ser patrulhada pelo Exército.

Neste período, houve confrontos entre policiais e traficantes. Um dos mais graves aconteceu em julho deste ano. A soldado Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos, morreu após levar um tiro de fuzil 762, em um ataque à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade de Nova Brasília.

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Veículo: Portal G1

Editoria:  Geral

Assunto: Gravações mostram negociação de propina entre policiais e criminosos

 

Gravações mostram negociação de propina entre policiais e criminosos

Comandante do 15º BPM (Duque de Caxias) foi exonerado após crise.

José Mariano Beltrame disse que ‘expulsão’ foi necessária.

Gravações feitas com autorização da Justiça mostram policiais militares e traficantes de drogas negociando propina no Rio de Janeiro. A “Operação Purificação” prendeu 74 pessoas nesta terça-feira (4). Destas, 63 eram policiais militares.

A operação buscou suspeitos de envolvimento com dois traficantes já presos: Fernandinho Beira-Mar e Carlos Braz, o “Fiote”. Mas o alvo principal foram policiais militares.

“Alguns maus policiais, que tentam fazer, guardar aquele tráfico. Ganhar dinheiro com o tráfico, pegar dinheiro de todas as formas possíveis e imagináveis pra enriquecer ilicitamente”, disse Cláudio Varela, promotor coordenador do Gaeco, do Ministério Público do Rio de Janeiro.

 

Polícia faz operação para prender PMs suspeitos de tráfico no RJ

Operação prende 63 PMs suspeitos de receber propina do tráfico no RJ

A maior parte das prisões foi feita no 15º batalhão. Em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que patrulha 13 favelas. Para o Ministério Público, as evidências vão muito além de gravações envolvendo propina.

 

Veja abaixo um trecho da gravação:

– “É ‘1500’ pra eles e o resto pra vocês”

– “Tá, to indo praí, valeu”

As provas foram coletadas durante um ano – e listadas na denúncia – apontam uma uma relação de intimidade entre policiais e bandidos.

Quando precisou comprovar que combatia o crime, o sargento Emerson Vagner pediu um favor ao traficante Jefim: deixar uma carabina calibre 12 dentro de uma geladeira, prontinha para ser apreendida.

O policial diz que pegou a arma na geladeira e deixou R$ 300 no congelador. A propina era paga até a PM de férias. Segundo a denúncia, o sargento Fernandes chegou a pedir ao sargento Lopes para depositar R$ 600 em sua conta.

As gravações também mostram o que acontecia quando o pagamento não vinha.

– “Eu já paguei os caras, três de dia e vou pagar os três agora da noite”

– “Não vai dar pra gente, não? Então acabou o amor, entendeu?”

Mesmo quando a relação com os traficantes ficava tensa, os policiais do 15º BPM não passavam para o lado da lei. A represália mais comum era sequestrar agentes do tráfico, em troca de altos resgates.

– “Quanto?”

– “Duzentos”

– “R$ 200 mil? Pô, qual é, munição? Nós não tá nessas condições toda (sic), não, munição.”

Vinte e oito policiais, presos em serviço, lotaram um ônibus. O comandante do 15º batalhão foi exonerado.

“Eu não posso ter outra expectativa se não colocar essas pessoas na rua. Eu acho que não adianta simplesmente prender as pessoas, é necessário expulsá-las”, disse José Mariano Beltrame, secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

A reportagem tentou ouvir advogados dos três policiais militares citados nas gravações, mas não consegui contato com eles.

 

Prisões

A Secretaria de estado de Segurança informou que 63 PMs suspeitos de receber propina de criminosos, para não reprimir o tráfico de drogas, foram presos na “Operação Purificação”, até as 17h, desta terça-feira (4). Os PMs eram do 15º BPM (Duque de Caxias). Após a prisão, o comandante do batalhão, tenente-coronel Claudio Lucas Lima, foi substituído por Maurício Faria da Silva.

A Justiça expediu 65 mandados de prisão, dos quais 61 foram cumpridos. Outros dois policiais foram presos em flagrante, portando arma com numeração raspada e outro com munição de fuzil. A polícia ainda procura por quatro PMs foragidos.

Por determinação da Justiça, os presos serão encaminhados para o presídio de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. já que a Unidade Prisional da PM, o BEP, está interditada após a divulgação das fotos das celas luxuosas.

A investigação começou pela Polícia Federal em abril deste ano após ser detectado um esquema de corrupação entre policiais e traficantes.