Área do associado

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Clipping do dia 04 de abril

4.4.2012

CLIPPING

04 de abril 2012

 

MÍDIAS DE SANTA CATARINA

 

Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Visor

Assunto: Assaltos no norte da Ilha

 

CARA DE PAU

A população do Norte da Ilha de SC foi assombrada por mais de 20 assaltos em casas da região, todos praticados pelo mesmo meliante, que se utilizava de um carro popular cor prata. Depois de uma detalhada investigação, a polícia conseguiu prender o larápio. Poucos dias depois, já solto, ele ainda solicitou à delegacia a devolução do automóvel que utilizava para realizar os crimes. É mole?

____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Gerais

 

Concluído inquérito sobre o despejo

A Polícia Militar Ambiental concluiu o inquérito sobre o despejo de esgoto na Meia Praia, em Itapema, que ocorreu em janeiro deste ano. Segundo o subtenente Ênio Sérgio Nedochetko, da unidade de Tijucas, o incidente deverá ser enquadrado como crime ambiental culposo, ou seja, não intencional. A Polícia Ambiental aguarda a conclusão do processo de autuação, que é feito pelo Ibama, para enviar o inquérito ao Ministério Público. O valor da multa dependerá da avaliação da quantidade de esgoto despejada.

 

 

Bugiu atropelado na 116 é salvo pela PRF

Ontem, a PRF que atua na BR-116 na região de Capão Alto realizaram uma operação de salvamento diferente. Um bugio (espécie de macaco) foi atropelado na rodovia e conduzido por um caminhoneiro até o posto policial. A Polícia Ambiental foi chamada para atender o animal, mas não havia viaturas disponíveis no momento. Os policiais rodoviários federais transportaram, então, o animal no porta-malas de um carro até o Centro de Ciências Agroveterinárias de Lages, onde foi atendido por um veterinário e pôde ser salvo.

 

Movimento deve crescer 50% no feriado de Páscoa

Começa hoje à noite a operação de fiscalização nas rodovias estaduais e, amanhã, nas federaisPara o feriadão de Páscoa é esperado, em média, um movimento 50% maior nas estradas catarinenses. Por isso, a fiscalização nas SCs e nas BRs será intensificada a partir de hoje à noite, quando começa a operação da Polícia Militar Rodoviária. A ideia é evitar acidentes, que no ano passado resultaram em 16 mortes no Estado, entre quinta-feira e domingo.

Já a operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) começa amanhã. O inspetor Luiz Graziano observa que é a volta para a casa o que mais preocupa:

– O feriado de Páscoa tem um começo mais diluído. Nem todas as atividades param na quinta-feira. Já a volta fica concentrada, principalmente no final de tarde e início da noite de domingo.

Além disso, como é começo de outono e o clima está ameno, é esperado movimento mais intenso no Litoral. Será preciso atenção e paciência na BR-101, no trecho Norte e Sul. A BR-470 também deve registrar trânsito acima da média. A rodovia liga o Vale ao Litoral e filas na volta para casa já são esperadas. Outra estrada federal que registrou congestionamento nos últimos feriados foi a BR-280, em São Francisco do Sul, no Litoral Norte.

Os detalhes da operação da PRF serão divulgados hoje. Graziano adiantou que todos os postos estarão equipados com bafômetro e terão pelo menos um radar fotográfico.

– Levantamos os horários e os locais com mais acidentes para tentar coibir as infrações. O feriado de Páscoa tem cunho religioso, e não tem estímulo à ingestão do álcool, como o Carnaval. Mas temos o aumento de movimento – observa o inspetor da PRF.

Com início hoje à noite, a operação da PMRv vai ter como foco o excesso de velocidade, a embriaguez, as ultrapassagens não permitidas e o uso do cinto de segurança. Os policiais também irão estar atentos aos veículos que trafegam pelo acostamento.

O major da PMRv Fábio Martins ressalta que, como a previsão do tempo indica sol, o movimento maior também ficará concentrado nas SCs do Litoral. A PMRv também estará fiscalizando o transporte de animais, para evitar a farra do boi.

Na última semana, 18 animais foram apreendidos em Governador Celso Ramos.

 

Servidores cruzam braços

Categoria e prefeitura não se entendem sobre o reajuste salarial do ano, apesar da data do TSEMais de 2 mil funcionários públicos se reuniram em assembleia, ontem à tarde, e decidiram paralisar as atividades. O Sindicato Único dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Blumenau (Sintraseb), que representa a categoria, e a prefeitura, têm até amanhã para entrar em acordo sobre o reajuste dos servidores este ano.

A data é o limite estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para os governantes fazerem a revisão salarial, concedendo aumento maior do que o índice da inflação. A coordenadora geral do Sintraseb, Sueli Adriano, diz que a orientação é de que 30% dos serviços essenciais continuem funcionando, mesmo com a greve, conforme prevê a lei.

Depois de amanhã, o prefeito, João Paulo Kleinübing (PSD), não pode mais conceder reajuste real aos 9 mil servidores públicos este ano. A delimitação de prazo acirrou ainda mais os ânimos na negociação, segundo a coordenadora geral do Sintraseb.

– Temos um prazo. Precisamos sentar para negociar – disse ela.

O secretário de Administração, Fernando Lenzi, concorda. Porém, mesmo com o prazo na iminência de expirar, a prefeitura diz que só apresentará nova proposta quando os servidores voltarem ao trabalho. Por outro lado, a categoria achou por bem aprovar a greve para pressionar o governo a voltar a negociar.

– A nossa posição é só uma: não negociamos com categoria sem trabalhar – afirmou Lenzi.

O estado de greve foi aprovado quinta-feira, quando os servidores rejeitaram a proposta de receber reajuste de 5,3% correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e ganho real aos funcionários com menores salários entre 8% e 11%. A prefeitura ofereceu ainda aumento do vale-alimentação de R$ 10 para R$ 11. Uma reunião de negociação estava marcada para ontem, às 14h. No entanto, com a paralisação dos funcionários em frente à prefeitura desde cedo, o secretário de Administração, suspendeu o encontro. Às 16h48min, em assembleia, os servidores votaram pela greve. Esta é a primeira vez que a Guarda Municipal de Trânsito de Blumenau adere ao movimento. Em 2011 também houve dificuldade de negociação entre as partes e a greve durou 10 dias.

_________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Cacau Menezes

Assunto: Turista paranaense preso

 

“Turista”

Policiais da Deic prenderam ontem um paranaense que desembarcou em Floripa no início da tarde, pasmem, transportando uma submetralhadora. O que ele pretendia fazer com o brinquedinho ainda é um mistério, que só será desvendado nesta quarta-feira, quando o o rapaz será apresentado à imprensa pelo titular da Deic, Claudio Monteiro.

____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Moacir Pereira

Assunto: Segurança Pública

 

Uma polícia eficiente

Data para anotar e comemorar. Num só dia, boas notícias na área da segurança pública e de combate à criminalidade. Começou com a redução em 11,8% do número de homicídios dolosos no primeiro semestre em todo o Estado. Seguiu com a prisão de um casal de traficantes na Ilha, flagrado por um cão farejador. Veio depois a informação de que o Deic havia apreendido um bandido com submetralhadora na Rodoviária Rita Maria. Ganhou, depois, merecido destaque a prisão e morte de integrantes de uma quadrilha que explodia caixas eletrônicos. E oxigenou a sensação de segurança do cidadão com duas declarações fortes das autoridades policiais.

A primeira partiu do delegado-geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro d’Ávila, proclamando que a prisão dos criminosos que atentaram contra a Delegacia de São José – a nota destoante do auspicioso noticiário – “era questão de honra para a policia catarinense”. Fundamentou a procedente determinação com uma constatação realista: o atentado não foi contra a polícia, mas contra o cidadão.

A segunda, ainda mais animadora para a população, veio do diretor-geral da Deic, delegado Cláudio Monteiro. Com voz firme e elogiável disposição no combate à bandidagem, mandou o forte recado: “Se vierem para Santa Catarina, serão presos. Se vierem para o confronto, serão mortos!”.

 

Para encerrar o dia com chave de ouro, a manifestação de integral solidariedade do Ministério Público Estadual a todo o esquema de segurança do Estado.

Era o que os catarinenses estavam precisando ouvir. Os criminosos andam audazes demais. Passaram dos limites. E não apenas em relação aos caixas de bancos, cujas explosões espalham o pânico em pequenas comunidades e grandes cidades.

 

 

AVANÇOS

A política de segurança pública dá sinais de que encontrou o eixo com estas operações vitoriosas em defesa da lei e da Justiça. A instituição não pode ser submetida à fragilidade de nenhum tipo de organização. A resposta contra os ousados marginais tem que ser assim, na hora e contundente, como se viu neste início de abril. Para reconhecimento público, aplausos e incentivos de todos cidadãos de bem.

A Polícia Civil e a Polícia Militar precisam ser equipadas, bem remuneradas, protegidas e qualificadas pelos governantes. E, sobretudo, valorizadas pelas comunidades. Duas posturas que, a rigor e com algumas exceções, não encontram precedentes históricos. São poucos os que reconhecem o trabalho dos policiais.

As estatísticas também são alentadoras. De acordo com o secretário Cesar Grubba, no primeiro trimestre de 2011 foram 35 explosões, número que este ano caiu para 20 ocorrências. Com a força-tarefa e a integração das polícias, o Estado ficou 25 dias sem uma única explosão. No ano passado, 58 criminosos foram liquidados em confronto policial. Nos primeiros três meses de 2011, foram 14 mortes em enfrentamentos, e este ano, 21. Aleluia: nenhum policial perdeu a vida. Prova de que a autoridade pública age com o indispensável rigor e com eficiência no combate à criminalidade.

Em abril, a academia vai diplomar mais 335 policiais militares. Em julho, nova turma com mais 340 militares. Todos serão distribuídos pelas 11 regiões do Estado, designados para as áreas mais críticas no Vale do Itajaí e na Grande Florianópolis.

Dos 512 policiais civis nomeados, 345 tomaram posse e frequentam a academia. Entram em ação em agosto.

-São fatos positivos que renovam as esperanças da população no direito de viver em paz e com mais segurança em Santa Catarina

____________________________________________________________________________ Veículo: Clicrbs

Editoria: Reportagem Especial

Assunto: Ataque à delegacia

 

 

Ação revolta a polícia

Um ano depois de uma onda de ataques a delegacias e postos policiais do Estado, bandidos voltam a agir, desta vez na 2a delegacia de São José, na Grande Florianópolis, onde 25 disparos atingiram vidros, carros e paredes

Ao completar um ano do início de uma série de nove atentados contra postos e delegacias das polícias Militar e Civil, mais uma ação – novamente na Grande Florianópolis – voltou a assustar a população e a revoltar a polícia. Criminosos num carro, armados com pistolas, atiraram 25 vezes contra uma DP de São José, no Bairro Barreiros. A Polícia Civil, representada oficialmente pelo diretor da Polícia Metropolitana, Ilson da Silva, declarou que irá responder à altura.

Três policiais trabalhavam, às 4h10min de ontem, na 2a Delegacia de Polícia da cidade, mas não foram atingidos. Um disparo quase acertou a cabeça de um deles.

Dois homens eram interrogados quando começou a confusão, que durou poucos segundos. A dupla aproveitou o tumulto na rua para fugir. A Polícia Civil descarta o envolvimento deles na ação.

Três viaturas, seis vidraças e um computador foram atingidos pelos tiros. Cartuchos de munição, que ficaram espalhados pelo chão, foram enviados para perícia. As armas seriam de grande potência – talvez pistolas .380 e 9mm –, mas o resultado da perícia ainda não foi confirmado.

Na tarde de ontem a polícia encontrou um carro carbonizado, com diversos cartuchos de pistola 9 mm, em Biguaçu, cidade vizinha a São José, que pode ter sido usado na ação. Para a polícia, o Peugeot – o modelo não foi divulgado – pode ter sido queimado para dificultar a identificação dos criminosos.

O dono do veículo, roubado na segunda-feira, reconheceu o carro. A vítima de roubo é uma das principais testemunhas dos possíveis envolvidos no atentado à delegacia. Ele teve a identidade preservada e está protegido por escolta policial.

Esse foi o 10o atentado contra postos e delegacias das polícias Civil e Militar catarinenses no período de um ano. As ações criminosas contra as polícias foram concentradas no mesmo período do ano passado. O fato deixou a classe bastante insatisfeita e insegura. Até o encerramento desta edição, ninguém havia sido preso. A cúpula da Polícia Civil de Santa Catarina esteve na delegacia e enfatizou os esforços e repúdio à ação considerada de “extrema gravidade”.

 

PMs acreditam em ato premeditado

Uma equipe especial, com 15 policiais, montada para resolução do caso, trabalha com a hipótese de que os autores tenham envolvimento com tráfico de drogas, por ser esta uma modalidade bastante atingida pelas últimas operações da equipe da 2a DP da cidade. Ainda não há confirmação sobre a quantidade de criminosos que participaram da ação. Imagens de câmeras de segurança da região serão analisadas com rigor para apontar detalhes do atentado.

Policiais militares que haviam deixado a delegacia poucos minutos antes acreditam que a ação foi premeditada. Um PM, que preferiu não se identificar, considera a possibilidade de os criminosos terem aguardado a saída dos militares do local para agir.

 

 

O medo de quem mora na região– Eles vieram matar ou morrer.

O barulho dos tiros impressionou o aposentado Nilzomar Silva, 68 anos, vizinho da Delegacia de Polícia de São José. Há 45 anos ele mora na rua que reúne, além da DP, um ginásio de esportes e muitos imóveis residenciais. Nilzomar dormia quando foi surpreendido por estouros que pensou ser de foguetes. Pela janela, percebeu a movimentação na delegacia, mas não viu os criminosos.

– Não pensei que fosse um fato tão violento. Achei que a polícia que estava no controle. O barulho era muito forte, parecia de foguetes estourados um atrás do outro. Mas foi muito rápido, às 4h10min, e não durou nem meio minuto – conta Silva.

Ele acredita que o fato de estarem registrando um boletim de ocorrência, em uma sala na parte frontal do prédio, teria facilitado a ação.

– Geralmente as luzes da frente ficam apagadas. Eles devem ter notado que os policiais trabalhavam ali na frente e fizeram o estrago. São bandidos que não têm nada a perder – afirma o morador.

O dono do bar que fica em frente à delegacia diz ter ficado surpreso. Para ele, que mora em cima do estabelecimento e não quis ter seu nome divulgado, estar tão perto da delegacia sempre significou também ficar protegido da violência. Mas, agora, viu que não é bem assim.

– Se atacaram a polícia o que podem fazer contra nós? – questiona.

Outra vizinha da Central de Polícia, que também preferiu não se identificar, ouviu os tiros, mas achou que era uma bomba e voltou a dormir após tudo ficar em silêncio.

– Saí para trabalhar cedinho e não vi ninguém. Quando estava quase no trabalho, ouvi na rádio o que tinha acontecido e fiquei apavorada.

Outros moradores ouvidos pelo DC confirmaram temer novos ataques.

 

“É extremamente grave e terá uma resposta à altura”

Aldo D’Ávila Delegado-geralO delegado-geral da Polícia Civil em Santa Catarina, Aldo Pinheiro D’Ávila, falou com a reportagem, ontem de manhã, na Deic, sobre o atentado à Central de Polícia (2a DP) de São José.

 

DC – Alguma pista sobre o que motivou o ataque?

Aldo Pinheiro D’Ávila – É cedo para especular. A perícia esteve no local e vamos aguardar os laudos.

 

DC – Vingança de determinado criminoso ou algum caso específico sob investigação naquela delegacia pode ter motivado o ataque?

Aldo – São possibilidades, mas não posso falar sobre isso.

 

DC – Se existisse câmera de vigilância na fachada da 2a DP seria uma ferramenta a mais na investigação do ataque. O senhor não pensa em solicitar a instalação de sistema de videomonitoramento no local?

Aldo – Não tínhamos pensado em colocar câmera na delegacia.

 

DC – O que significa este ataque para a Polícia Civil?

Aldo – Um atentado contra o próprio Estado, contra o cidadão. A delegacia é um órgão público e o que aconteceu expõe a coletividade ao perigo. É extremamente grave e terá uma resposta à altura. Não vai ficar assim. Vamos direcionar nossas forças para descobrir quem praticou esse ato absurdo.

 

 

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Caixas eletrônicos

 

Os bastidores da capturaUm modus operandi peculiar foi a principal pista para a Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) desarticular a quadrilha que dinamitou um caixa em Luis Alves, no Vale do Itajaí, na madrugada de domingo.

Delegado da Deic conta em detalhes como foi a operação que levou à prisão, na segunda-feira, de mais uma quadrilha especializada em dinamitar caixas eletrônicos que vinha agindo no interior do Estado.

Se esconder no mato com kits de sobrevivência nas primeiras 24 horas depois dos ataques era característico da Quadrilha do Rozini, nome dado em referência ao líder Luiz Ricardo Rozini, 22 anos, morto em troca de tiros com a polícia, um dia após a ação. O titular da divisão de Furtos e Roubos da Deic e responsável pela investigações, delegado Diego Azevedo, contou com exclusividade o passo a passo da prisão.

Com a informação sobre o modo de operar dos quadrilheiros, Azevedo calculou que o caminho era chegar na pessoa que faz o resgate no mato, peça-chave que levaria – e levou – a polícia ao restante do bando. No caso, o homem da logística e piloto de fuga da quadrilha, Giliardi Fernandes, 21, desempregado, nascido em Camboriú e morador de Balneário Camboriú, o único que não tinha passagem policial.

As equipes de todas as divisões da Deic, sob o comando dos delegados Azevedo, Ana Ramos Pires e Claudio Monteiro, com apoio das divisões de Investigações Criminais (DIC) de Balneário Camboriú e Itajaí, e da Polícia Civil de Luis Alves, se espalharam. Uma ficou, desde a noite de domingo em Luis Alves. A outra, movendo-se em carros descaracterizados, montou campana na casa de Giliardi.

 

37 horas após ataque, o café na lanchonete

Enquanto a Deic seguia na estratégia de captura do grupo, a PM fazia buscas na região. Por acaso, pessoas que estavam numa lanchonete, às margens da SC-413, em Luís Alves, perceberam dois homens desconhecidos tomando café, cerca de 37 horas depois do ataque na cidade. E chamaram a polícia.

Segundo o delegado Celso Pereira de Andrade, da DIC de Itajaí, na abordagem da PM na lanchonete, às 7h, um dos homens colocou a mão na mochila como se fosse pegar uma arma e foi baleado na perna. Era Fernando da Conceição, 35 anos, um dos seis integrantes do bando. Ele era foragido da Colônia Penal Agrícola de Palhoça, de onde escapou três dias antes do ataque a São João Batista, em 7 de janeiro, do qual sua quadrilha seria a autora, junto com outro bando.

Na mochila de Conceição, havia uma pistola 9 mm com numeração raspada. E na cueca, quase R$ 3 mil em dinheiro. O homem foi encaminhado ao hospital em Itajaí, onde permanecia até ontem. Conceição e o sexto integrante teriam saído do mato para achar um lugar onde pegasse o celular. Com fome e dinheiro no bolso, resolveram ir a lanchonete. Na abordagem, o parceiro dele conseguiu escapar. Até o fechamento desta edição, o homem estava foragido e não havia sido identificado.

 

Carro foi avistado do alto pela PM

As buscas continuavam. Barreiras foram montadas. Por volta das 8h, o helicóptero Águia da PM de Joinville encontrou o carro usado pela quadrilha, escondido em um matagal a cerca de seis quilômetros do Centro de Luis Alves. Provavelmente, perto de onde três quadrilheiros ficaram esperando o resgate, com seus kits de patê, biscoito, feijão em lata, repelente, remédios para dor, gripe, mertiolate, esparadrapo, quatro espingardas calibre 12 semiautomáticas, uma pistola .40 (restrita das forças policiais), quatro bananas de dinamite, máscaras e pelo menos R$ 20 mil.

Vestidos com colete à prova de balas, Juliano Salcedo Martinez, 26 anos, gaúcho de Tramandaí, que disse trabalhar em comunicação visual, William Gabriel de Oliveira, 23, que disse trabalhar com estamparia, e o chefe da quadrilha, aguardavam o piloto Giliardi. O líder Rozini vivia suas últimas horas de vida.

 

O confronto final em Balneário Piçarras

Por volta das 13h30min de segunda-feira, o piloto da quadrilha, que não teria participado do ataque, saiu de casa sozinho em um Golf prata. Giliardi foi seguido durante os cerca de 50 quilômetros até Luis Alves. A polícia não viu o resgate porque preferiu manter a distância necessária para não ser percebida naquela região rural, pouco habitada e de estrada de terra, conhecida como Massarandubinha. Mas outra equipe da Deic já esperava na BR-101, na rota que a quadrilha já tinha usado na fuga de Pomerode: a SC-474, que desemboca na via federal.

O Golf prata foi seguido por 10 quilômetros pela 101, até a abordagem pelos mais de 10 policiais, na altura de Balneário Piçarras. Giliardi acelerou e Juliano, William e Rozini dispararam contra a polícia. O tiroteio durou cerca de um quilômetro, até que três pneus do Golf foram alvejados. O carro perdeu a direção e bateu na mureta de acostamento. Rozini saiu do carro, foi baleado e morreu na hora. Na troca de tiros, William também ficou ferido.

Na casa de Rozini, em Itajaí, a Deic apreendeu meio quilo de cocaína, meio quilo de crack, três lanternas, binóculos e 15 bananas de dinamite. A quadrilha também é suspeita de ataques em Itapema e Balneário Camboriú.

 

Trio será indiciado por seis crimes

Os três foram apresentados, ontem, na Deic, na Capital, onde ficaram presos. Na mesma cela, estão os detidos com dinamite na rodoviária de Joinville e o suspeito de vender cocaína para caminhoneiros na Grande Florianópolis. O bando será indiciado por formação de quadrilha, roubo, tentativa de homicídio, posse de explosivo, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

– O dinheiro dos caixas sustenta o tráfico de drogas – observou Azevedo.

A dinamite, as espoletas e o estopim serão periciados, na tentativa de descobrir sua procedência. O diretor da Deic, delegado Claudio Monteiro, mandou um recado às quadrilhas.

– Se vierem a Santa Catarina, vão ser presos ou vão ser mortos. Porque se vieram para o confronto, vamos matar.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Cão farejador

 

Marley, o agente policial farejador

Parecendo orgulhoso do trabalho cumprido a serviço da Polícia Civil, o cão farejador Marley posou ao lado dos itens apreendidos: drogas, documentos, munição e celulares.

O golden retriever ajudou a equipe policial, ontem, no cumprimento de um mandado de busca e apreensão em uma residência na Praia dos Ingleses, no Norte da Ilha, em Florianópolis, que resultou na prisão de Eliandro de Barros, 29 anos, e de sua esposa, Debora Cristina de Barros, de 26 anos.

Os dois são acusados pelo crime de tráfico de drogas. Foram encontrados na casa uma munição de pistola calibre 9mm, três pedras grandes de crack e outras 29 pedaços menores da mesma substância, que, segundo informações da polícia, já estavam embaladas e pronta para a venda.

Também foi apreendido na operação de ontem um veículo financiado do qual as parcelas não estavam sendo pagas. Esta prática é conhecida como “carro para nunca” entre os criminosos, segundo a polícia.

 

Parceiro de outras operações policiais no Norte da Ilha

Marley é parceiro da polícia na luta contra o crime há algum tempo. Em março deste ano, localizou 30 buchas de maconha enterradas sob dunas, também no Norte da Ilha.

O cachorro foi treinado justamente para localizar entorpecentes em locais de difícil acesso. No caso desta operação em meio às dunas, encontrar as drogas só foi possível graças a seu faro competente.

____________________________________________________________________________ Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Segurança

Assunto: Caixa eletrônico em Luís Alves

 

Um morre e três suspeitos de explodirem caixa eletrônico em Luís Alves são presos

Grupo foi detido após perseguição e troca de tiros na BR-101Atualizado às 22h42

Um dos suspeitos de ter participado do das explosões a um caixa eletrônico em Luis Alves morreu e outros três foram presos, na tarde desta segunda-feira (2), após um tiroteio na região de Piçarras, no litoral Norte. Na manhã de ontem, a polícia já havia apreendido um dos suspeitos em um bar na SC-413. Os quatro detidos serão apresentados, hoje, na Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais) da Capital.

No domingo, pelo menos cinco homens foram vistos participando da explosão no Bradesco de Luís Alves. Com as prisões, a polícia acredita que conseguiu capturar praticamente todos os envolvidos na ação.  Na primeira prisão, foram encontrados uma pistola e R$ 2 mil escondidos nas calças do suspeito, que ficou ferido durante uma troca de tiros e foi levado para o hospital. Os demais comparsas do homem, que conseguiram fugir, seriam os mesmos que mais tarde foram abordados na BR-101, nas proximidades do acesso a Piçarras.

A ação na 101 mobilizou as equipes da Delegacia de Piçarras e da Deic, que depois de troca de tiros, conseguiram deter os três suspeitos. O Quarto envolvido foi atingido e morreu. Todos serão encaminhados para a Deic da Capital, onde deverão ser ouvidos pela polícia.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Quadrilha é presa por contrabandear CDs e DVDs

 

Quadrilha é presa em SC por contrabandear CDs e DVDs

Homem, considerado líder de grupo que distribuía produtos piratas no Brasil, é detido no Litoral NorteA Polícia Federal prendeu ontem um dos líderes da quadrilha que transportava, armazenava e distribuía no Brasil de forma ilícita CDs e DVDs contrabandeados do Uruguai. O homem, que não teve o nome divulgado, foi detido em um apartamento de frente para o mar na Avenida Atlântica, em Balneário Camboriú.

Além dele, outras quatro pessoas foram presas em Itajaí e Camboriú. Todos foram levados para Bagé, no Rio Grande do Sul, onde as investigações começaram. As ações ocorreram durante a Operação Kamuri, que teve o apoio da Receita Federal.

Os CDs e DVDs trazidos do Uruguai chegavam em território brasileiro de carro pelo Rio Grande do Sul. Durante as investigações, que iniciaram há quase dois anos, mais de 1,1 milhão de mercadorias foram apreendidas. A estimativa da Receita Federal é de que R$ 7,5 milhões em tributos foram sonegados no período.

– Os CDs e DVDs chegavam virgens ao Brasil, junto com impressoras. Aqui, mais tarde, eram gravados e revendidos de forma pirata. A maior comercialização ocorria em Itajaí, Balneário Camboriú e Florianópolis, mas em outras regiões do Brasil, como São Paulo e Minas Gerais, também havia a revenda – conta o delegado Mauro Lima Silveira, da Polícia Federal de Bagé.

 

Comprados por R$ 0,30 e vendidos a R$ 5

O delegado acredita que a quadrilha agia havia pelo menos três anos no Brasil. Cada CD ou DVD era comprado no Uruguai por R$ 0,30. Na região, depois de pirateados, eram vendidos ao preço de R$ 5. O grupo possuía diversas ramificações e englobava empresas e lojas envolvidas numa rede que comercializava produtos e suprimentos de informática contrabandeados voltados para a pirataria de filmes, álbuns de músicas, jogos de videogame e programas de computador.

– Era de Balneário Camboriú que o líder da quadrilha negociava as mercadorias e depois as distribuía. O grupo era composto por cerca de 20 pessoas. Cada um tinha função específica – explica Silveira.

A Operação Kamuri envolveu 70 policiais federais e 11 auditores fiscais participaram da ação em SC e RS.

____________________________________________________________________________ Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Crimes e ocorrências

 

Passageiro preso com submetralhadora

Uma submetralhadora foi apreendida no terminal Rita Maria, em Florianópolis, às 13h30min de ontem, por policiais civis da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic). A arma estava num ônibus que fazia a linha Foz do Iguaçu-Florianópolis. Um paranaense foi preso em flagrante e levado para a Deic. A apreensão é resultado de investigação sobre o crime organizado entre os dois estados.

 

Falta grave de preso interrompe benefício

Disfarçado de carteiro, um assaltante conseguiu invadir ontem um edifício em São Paulo, e abrir caminho para um bando de 20 homens fazer arrastão em 10 apartamentos. Os criminosos fizeram um corte na orelha de um morador e espancaram uma jovem. Por três horas, as vítimas ficaram amordaçadas em um quarto na garagem do condomínio. A quadrilha lotou quatro veículos com dinheiro e objetos de valor. Foi o sétimo arrastão na cidade de São Paulo neste ano. Foram roubados, também, uma coleção de moedas de um juiz e US$ 7 mil de um dos moradores.

 

Jovem é atacado com facadas no Garcia

Um homem de 24 anos sofreu uma tentativa de homicídio segunda-feira pela manhã no Distrito do Garcia, em Blumenau. Ele levou uma facada na região das costelas e outra no braço. O crime teria sido cometido por um adolescente de 17 anos. A polícia procura o suspeito.

 

Arma e munições estavam escondidasUma pistola Taurus com numeração raspada e 12 munições intactas foram encontradas em um carro que estava no Bairro Vila Nova, em Blumenau, ontem de madrugada. No carro, havia quatro pessoas com idades entre 19 e 28 anos. Todos foram levados para a Central de Polícia da cidade.

 

 

Homem leva dois tiros nas costas

Um homem de 26 anos levou dois tiros nas costas segunda-feira à noite. Ele estava no Centro de Ilhota quando foi atingido pelos disparos. O crime ocorreu por volta das 20h. A vítima foi levada pelos bombeiros para o Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí. A Polícia Civil vai investigar o caso.

 

____________________________________________________________________________ Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Geral

Assunto: PMs da Agência de Inteligência do 7º BPM

 

 

PMs da Agência de Inteligência do 7º BPM jogam duro contra a malandragem

Sob o comando do tenente-coronel Weiss, eles sobem morro, trocam tiros com bandidos e prendem traficantes enquanto a cidade dorme

Guardiões da cidade

Policiais da Agência de Inteligência do 7º BPM estão jogando duro contra a malandragem que pensa em se criar na região de São José. A qualquer chamado do Copom ou ordem do comandante do batalhão, tenente-coronel Paulo Roberto Weiss –  não importa o horário,   madrugada ou  noite –  os PMs vão para a missão e realizam prisões. A equipe comandada pelo sargento Roberto Coelho pega junto. Na última segunda-feira tirou de circulação três ladrões que invadiram o depósito de uma loja popular de linha branca. Os malandros que nunca trabalhavam no pesado não conseguiram levar geladeiras e freezer num Voyage roubado. Os P2 do 7ºBPM receberam a missão de prendê-los e em menos de 20 minutos os três suspeitos já estavam no xilindró e o carro recuperado. Aliás, esta foi apenas mais uma jornada de trabalho dos guardiões da cidade que todas as noites sobem morro,  trocam tiros com assaltantes e prendem traficantes enquanto a cidade dorme.

 

 

BLOGS

 

Moacir Pereira

 

PSDB que apurar compra de lanchas em SC

Da Folha de São Paulo, sobre a polêmica compra das 28 lanchas pelo Ministério da Pesca: “O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), vai encaminhar representação à Comissão de Ética Pública da Presidência para pedir a investigação da compra de 28 lanchas pelo Ministério da Pesca, em 2008 e 2009, no valor de R$ 31 milhões.

O tucano quer que a comissão apure denúncia de que a empresa Intech Boating, que vendeu as lanchas ao ministério, teria contribuído para o comitê do PT de Santa Catarina –que financiou 80% da campanha da ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) ao governo do Estado em 2010.

“O fato novo é a doação para campanha eleitoral com o superfaturamento das lanchas. Isso já foi admitido pelo ex-ministro Luiz Sérgio [Pesca]. O governo tem que instaurar os procedimentos para investigar os fatos desde o início”, afirmou o senador.

A empresa que vendeu as lanchas ao ministério havia feito apenas uma lancha e estava construindo a segunda quando venceu a primeira licitação para fornecer as embarcações. Segundo as regras da concorrência de 2008, a Intech Boating precisaria ter produzido pelo menos três barcos para participar da disputa.”

 

 

MÍDIAS DE BRASIL

 

 

Veículo: Folha Online

Editoria: Geral

Assunto: São Paulo supera o Rio de Janeiro em índice de roubos

 

 

 

São Paulo supera o Rio de Janeiro em índice de roubos

Pela primeira vez desde o ano de 2006, São Paulo passou o Rio de Janeiro no número de registros de roubos. A Folha analisou dados da Segurança Pública dos dois Estados entre 2006 e 2011.

A informação é da reportagem de Afonso Benites e Josmar Jozino publicada na edição desta terça-feira da Folha. A reportagem completa está disponível a assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

Todas as comparações levam em conta taxas de crimes por 100 mil habitantes. A conclusão é que, proporcionalmente, os ladrões agem mais em São Paulo do que no Rio –estão contabilizados todos os tipos de roubos e furtos, como de carros, de bancos, de residências, de pedestres etc.

____________________________________________________________________________ Veículo: Folha Online

Editoria: Brasil

Assunto: Comandante da PM de SP deixa o cargo

 

 

‘Não estou mais produzindo o que deveria’, diz comandante da PM ao deixar o cargo

O coronel Álvaro Batista Camilo, 50, terminou no início da noite de segunda-feira (2) de recolher os objetos da sala dele no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, na Bom Retiro, centro de São Paulo. Um dia após a Folha revelar que o governo estadual anteciparia a substituição dele, o PM procurou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e entregou o cargo.

 

“Na semana passada, conversei com o secretário [Antônio Ferreira Pinto] e ele achou que deveria antecipar [a mudança]”, afirmou Camilo, depois de se reunir com os comandantes de batalhões pela última vez. A notícia causou surpresa entre policiais.

 

Originalmente, o coronel poderia permanecer no cargo até o mês que vem. Mas diz ter mudado de ideia ao notar a existência de indicativos que era “hora de partir”. “Não estou mais produzindo o que deveria.”

 

Em entrevista à sãopaulo, o coronel não descartou a possibilidade de ingressar na carreira política futuramente e afirmou que a cidade não conseguirá se livrar do crack.

 

 Carlos Cecconello-24.jan.12/Folhapress 

 

Coronel Álvaro Camilo, 50, está na PM há 33 anos e, desde abril de 2009, ocupada era comandante-geral

 

*

Por que entregou o cargo?

Chegou o meu tempo. Há uma série de indicativos que chegou o momento. Cada um tem o seu tempo e sente quando é a hora de partir.

 

Quais foram os indicativos?

Quando vi que fiz o que tinha de ser feito, estou satisfeito e não conseguiria mais produzir o que produzi. É hora de ir embora. A saída programada tem o lado bom que você sabe que vai sair, mas tem o lado ruim porque outros sabem.

 

Estava incomodado com a movimentação para definir o novo comandante?

Não, isso é natural. Eu estava torcendo para que tivessem muitos candidatos. Isso é importante para a instituição. E não saí brigado. Estou muito bem com o governo, com os meus policiais, com a sociedade. Simplesmente identificamos que era o momento de sair.

 

A informação publicada pela Folha no domingo de que o governo anteciparia a troca de comando incomodou o senhor?

Não, porque essa decisão já havia sido tomada. Comuniquei o secretário [Antônio Ferreira Pinto, da Segurança Pública] na semana passada e o governador hoje à tarde. Saio com o sentimento do dever cumprido.

Mas inicialmente pretendia sair só em maio.

Uma boa parte dos comandantes fica até o último dia. Mas trabalhei no Estado-Maior e vi isso outras vezes. Quando estão chegando os momentos finais, o café vai ficando frio. Trabalhei muito pela polícia, prejudiquei a minha família e agora preciso dar um pouco de atenção a ela.

 

A morte de dois motoboys por policiais em 2010 foi o seu momento mais delicado no cargo?

Foi um dos mais delicados, principalmente o do primeiro motoboy [Eduardo Luís Pinheiro dos Santos, 30], que aconteceu no quartel. Foi uma situação difícil e eu precisava mostrar que aqueles policiais não representam os policiais de São Paulo. Soube da informação às 14h30 e às 17h30 eu dei uma entrevista com os nove presos.

 

Teme que o fim da sua gestão fique marcado por conta da operação Pinheirinho, em São José dos Campos?

Não. A operação foi dentro da legalidade. Na USP e na Nova Luz também. Não se atrela a minha saída a nenhum fato específico. Mesmo porque se isso acontecesse isso seria lá no caso do primeiro motoboy e não hoje. No Pinheirinho, a polícia recebeu uma determinação e cumpriu dentro da legalidade, respeitando as pessoas. O que se fala do desaparecimento e morte de pessoas é tudo mentira, calúnia. Isso não aconteceu.

 

E a desocupação da USP, no fim do ano passado?

A da USP foi extremamente dentro da legalidade. Nem gás lacrimogêneo se usou lá. A minha determinação é que, se precisasse, os estudantes deveriam ser carregados no colo.

 

E a informação de que a PM fez a operação na cracolândia, em janeiro, sem o aval do governo?

Não, não. Discutimos a operação por mais de seis meses. Ela estava prevista para ocorrer no início do ano. A ação foi pedida pelo governo porque não se conseguia mais acessar ali os que estão consumindo [droga] e precisam de tratamento. Ninguém em sã consciência diz que aquilo poderia continuar daquele jeito. Virou um território livre.

 

Mas hoje ainda se vê o consumo de drogas ali.

Ainda se vê e vai continuar vendo por algum tempo. Em janeiro, falei que não era fácil. Se fosse, não estaria há trinta anos lá. Grupos consumindo [crack] vai haver ali, mas criamos uma estrutura de enfrentamento. Vai ser difícil? Vai. Vamos acabar com o crack na cidade de São Paulo? Não, não vamos. Nenhuma cidade consegue. Mas podemos minimizar isso.

 

Houve falha da polícia na briga entre torcedores na zona norte?

Por mais que se acompanhe nas redes sociais, ali não era previsto e foi muito rápido. As duas viaturas não estavam fazendo escolta. E eles [torcedores] foram para se enfrentar. Essa questão da violência entre as torcidas não é um problema só da polícia. A polícia age na consequência. Tem de começar um trabalho antes. Precisa estudar isso a fundo. A legislação precisa ser trabalhada para tirar o sentimento de impunidade. Eles marcam para se confrontar.

 

O senhor tem filiação partidária?

Não estou pensando nisso. Até hoje pensava na Polícia Militar. A partir da minha saída, posso pensar diferente. Vou descansar um pouco e pensar, mas não vou ficar parado com certeza.

 

E se surgir um convite para ser subprefeito?

Não recebi convites e não me permiti receber. Não descarto nenhuma possibilidade daqui para frente, mas até hoje nunca pensei nisso.

 

 

ACONTECEU NA ALESC

 

Segurança

O deputado Sargento Amauri Soares (PDT) afirmou que a maioria dos municípios catarinenses tem períodos sem efetivo da Polícia Militar porque o governo cortou as horas extraordinárias. “A decisão de economizar tem prejudicado a população, que fica sem cobertura”, disse. Segundo ele, os policiais recorreram à justiça para garantir o pagamento da totalidade das horas extraordinárias realizadas. Desde então, o trabalho extra foi proibido.

O deputado Nilson Gonçalves (PSDB) falou sobre a Lei 14.371/2008, de sua autoria, que cria no âmbito da Polícia Civil o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Cecrid), o qual deveria fazer o registro de ocorrências e promover as investigações sobre desaparecimento de crianças. “Até agora a lei não saiu do papel, o que não me causa surpresa, não é a primeira lei de minha autoria que fica na gaveta”, lamentou o parlamentar. 

 

 

BLOGS

Moacir Pereira

Ministério Público solidário com autoridades policiais

O Ministério Público do Estado de Santa Catarina manifestou publicamente sua preocupação com os frequentes ataques a unidades de segurança no Estado e demonstrar total apoio ao trabalho desenvolvido pelas Polícias Civil e Militar. Clama, também, para que os órgãos públicos catarinenses não se intimidem com esses atos criminosos e mantenham a união das instituições, uma vez que a população prescinde de sua forte atuação.

 

Udo Döhler trata dos bombeiros e da candidatura

Presidente da Associação Empresarial de Joinville, Udo Döhler, esteve hoje visitando a Assembleia. Conversou com o presidente Gelson Merisio sobre a emenda constitucional que trata dos Bombeiros Voluntários de Santa Catarina. Depois reuniu-se com a bancada do PMDB, tratando da mesma PEC e da mobilização em torno de sua candidatura à prefeito de Joinville.

 

 

Policia liquida com nova quadrilha de caixas eletrônicos

Deic e Policia Civil de Santa Catarina de parabéns pela prisão de mais uma quadrilha de caixas eletrônicos. A operação foi executada no litoral norte, depois de longa investigação e perseguição seguida de tiroteio.

É este o caminho. Aprofundar os estudos de inteligência, avançar nas investigações e liquidar com esta insegurança.

Ação que deve se incentivada também em relação aos assaltos e roubos que geram pânico em várias cidades de Santa Catarina.