Área do associado

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Clipping do dia 03 de janeiro

3.1.2012

 

Clipping 22 de dezembro

MÍDIAS DE SANTA CATARINA

 

 

Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assuntos: Busca na Praia do Forte

                

 

Um arrastão de dor

Henrique, 11 anos, e Carlos, 13, foram engolidos pelo mar no domingo. O corpo de Henrique foi localizado. Bombeiros buscam Carlos. Ao primo Daniel e familiares, resta a agonia da espera

A rede saía vazia do mar.

Com os olhos na água, Daniel Leite, 13 anos, acompanhava o arrastão pelo corpo do primo Carlos Eduardo Alves Oliveira. O adolescente, de mesma idade, afogou-se por volta das 18h de domingo, junto com o irmão Henrique José, 11 anos, na Praia do Forte, Norte da Ilha de Santa Catarina.

A rede saía vazia do mar, o vento Nordeste soprava para fora.

Sinal de que, com o passar das horas desta segunda-feira, afastavam-se a chances de achar o corpo perto da praia. Foi assim com o caçula, malhado ao escurecer do primeiro domingo de 2012. Só se estiver preso nas pencas de mariscos próximas, sugeriam os pescadores.

A rede saía vazia do mar, o vento Nordeste soprava para fora, Daniel tremia os lábios.

Não de frio. Por pavor. Daniel brincava com os primos quando eles se afogaram. Os meninos jogavam bola. Sem perceber, foram se afastando da beira-mar e dos tios, os pais de Daniel, sentados em uma barraca.

Daniel foi o primeiro a sentir que estava em um buraco. Pediu ajuda aos primos, os quais no começo acharam ser brincadeira. Depois foi a vez deles. Não dá para saber qual foi inicialmente engolido pelo buraco. Calcula-se em três metros a profundidade, a cerca de 50 quilômetros da praia. Tudo rápido como um minuto.

A rede saía vazia do mar, o vento Nordeste soprava para fora, Daniel tremia os lábios, tudo tão intenso que parecia sem fim.

 

Um mar de espera.

Ontem, Daniel e Ângelo, o pai, caminhavam de um lado para o outro da praia. Vez que outra, agachavam-se como se na cor escura da água avistassem o que os mergulhadores dos bombeiros não viram. Resistiam em deixar o lugar das buscas. Foram demovidos por uma súplica, a voz do pai dos meninos no celular.

Morador de Itajaí, José Valdecir de Oliveira não sabia como chegar nem onde era o IML. Tampouco a funerária onde comprar o caixão para levar o filho de volta.

A rede saía vazia do mar, o vento Nordeste soprava para fora, Daniel tremia os lábios, tudo tão intenso que parecia sem fim, a mãe sem forças para vir.

Ela ficou em casa, abaixo de calmantes. Restou ao casal a filha mais velha, de 20 anos. No domingo, a mãe e o marido relutaram em ir à praia. A chuva postergou a decisão dos Leite, que moram em São José, a cruzar a ponte que une Ilha e Continente para o primeiro banho do ano.

Os Oliveira preferiram pegar a estrada de volta. Como presente por terem passado para o sexto e sétimo ano, Henrique José e Carlos Eduardo passariam duas semanas na casa de Daniel. Férias de molecadas. Pai incrédulo.

Com a certidão de óbito do filho na mão, Oliveira expressou o que sentia na saída da funerária:

– Me desculpe. Eu nem sei o que dizer depois de perder dois filhos desta maneira.

A rede saía vazia do mar, o vento Nordeste soprava para fora, Daniel tremia os lábios, tudo tão intenso que parecia sem fim, a mãe sem forças para vir, o pai incrédulo, o filho sem velório.

O filho mais novo será enterrado, hoje, às 9h, em Itajaí. Sem o irmão de tantas brincadeiras e das já confidências de adolescentes.

As buscas para localizar o corpo de Carlos Eduardo seguem. Mais de 24 horas após o afogamento, os bombeiros mudam a técnica porque o corpo deve boiar. Serão buscas de superfície.

Sem a rede que saía vazia do mar. Onde os bombeiros usam barcos. Agora empurrados pelo Vento Sul.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Praias sem guarda-vidas

 

Alerta para os perigos do mar

Nem todas as praias de Florianópolis têm guarda-vidas à beira-mar e, por isso, os cuidados devem ser redobrados no verão

Se um turista, ou mesmo um manezinho, seguisse a orientação dos bombeiros de entrar no mar somente nas praias com guarda-vidas, ele não curtiria pelo menos duas praias bastante frequentadas de Florianópolis: a do Forte e a de Ponta das Canas. A Praia do Forte foi o cenário da morte de um garoto de 11 anos no domingo. O irmão dele, de 13 anos, estava desaparecido até o início da noite de ontem. O local não conta com guarda-vidas.

O Diário Catarinense fez um levantamento das praias da Capital que contam com guarda-vidas: são 22, mais a Lagoa do Peri e uma embarcação que circula pela Lagoa da Conceição. E por que algumas praias não têm guarda-vidas?

– Temos limitação financeira e de pessoal para trabalhar. A verba que é repassada através do Estado para fazer o pagamento dos guarda-vidas e a construção de postos não é suficiente para fazer tudo – disse o major Ricardo Luiz Dutra, comandante do 1o Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar e responsável pela Operação Veraneio na Grande Florianópolis.

O comando geral da corporação diz que o serviço melhora ano a ano. E seria por esta falta de estrutura que o comandante do 1o Batalhão diz que algumas praias são preteridas. Têm preferência as mais perigosas, mais frequentadas e com mais histórico de afogamentos. Assim, quando começou a temporada, em 15 de outubro, as primeiras praias a receber guarda-vidas foram Joaquina, Praia Mole, Ingleses e Brava. E mesmo com a operação com força total, Forte e Ponta das Canas ficaram de fora. Segundo o comandante, a ideia é que os balneários tenham proteção no ano que vem.

Também ficaram de fora as praias das baías, tanto Norte quanto Sul, seja do lado da Ilha ou do Continente, e aquelas por onde se chega só por trilha, como Lagoinha do Leste e Naufragados.

 

Pedido antigo por profissionais

Em 2007, a Associação dos Moradores da Praia do Forte pediu a instalação de um posto guarda-vidas na comunidade. Área considerada de águas calmas e frequentada por famílias com crianças, entre a Daniela e Jurerê Internacional, a Praia do Forte registrava afogamentos – ainda que sem gravidade – e os moradores temiam por situações mais graves.

– Pedimos ajuda ao prefeito Dário Berger, que intermediou uma reunião com o comandante dos bombeiros. Ninguém nunca apareceu para dar uma resposta à nossa reivindicação – contou Alberto Bion, presidente da entidade.

Bion sugere que a morte dos meninos, na tarde de domingo, sirva de alerta:

– A praia daqui muda muito. A maré mexe na areia e forma bancos e buracos. Mas o visitante se descuida, principalmente por causa da extensa faixa de areia – observou.

Bion relata que ouviu das autoridades presentes na reunião algumas respostas que não o convenceram:

– Disseram que aqui não vem muita gente, o que não é verdade. Depois, que não tem uma guarita. Mas isso é só construir. Pior mesmo foi ouvir que por ser da União, devido ao forte, fica mais complicado fazer alguma coisa pois a Secretaria do Patrimônio da União não libera.

A reportagem do DC entrou em contato com a Secretaria do Patrimônio da União, mas não conseguiu confirmar a informação.

Para Bion, a Praia do Forte enfrenta outros problemas de segurança.

– Temos cerca de 400 moradores aqui, a maioria nascida na Ilha. Queremos um lugar seguro para os visitantes e as autoridades devem fazer a parte delas – disse Bion.

 

Guarda-vidas no Forte, só em 2013

Para o subcomandante do Corpo de Bombeiros, coronel Marcos de Oliveira, o que aconteceu na Praia do Forte, em Florianópolis, foi uma fatalidade:

– Acho que temos um número bastante bom de guarda-vidas. Mas é difícil imaginar que nós vamos ter presença em todos os locais. Não conseguimos cobrir, por exemplo, muitos pontos do interior. Neste ano, vamos ver o que precisamos melhorar para o ano que vem. A gente sempre quer melhorar.

Segundo o subcomandante, a Praia do Forte não contou com guarda-vidas neste ano porque não tinha infraestrutura. Mas uma parceria entre a Secretaria de Segurança e a Secretaria de Turismo garantiu recursos para o ano que vem.

– Quando não têm postos, é muito ruim. O guarda-vidas não tem nem uma geladeira para colocar uma água para beber. A gente depende, em alguns locais, de uma estrutura de praia. A ideia é construir bons postos, mas isso não é fácil – avaliou.

Em relação ao Estado, o subcomandante diz que 430 quilômetros dos 560 quilômetros do Litoral estão protegidos por guarda-vidas.

– Nunca a gente teve uma temporada com tanta gente, tão motivada. Conseguimos, inclusive,aumentar a indenização dos guarda-vidas. No Estado, o número passou de 1,1 mil guarda-vidas civis para 1,2 mil.

O número de mortes aumentou na Capital. Ano passado, aconteceu uma ocorrência na temporada, enquanto cinco pessoas perderam a vida somente no começo deste ano.

 

 

Atenção com as crianças

Em Ponta das Canas, não há sequer um posto de guarda-vidas construído. Também não há profissionais no local para alertar os que subestimam o mar calmo. O artesão Gilmar Marcos trabalha há oito verões na praia e nunca encontrou um guarda-vidas lá. Ele já ouviu falar de afogamento na região.

– Foi há algum tempo. Lá nas pedras, no fim da praia, um pescador foi atrás de uma isca e caiu e não conseguiu mais voltar. As pessoas acabam caindo no desespero – conta Gilmar.

Para quem tem criança, os guarda-vidas são ainda mais indispensáveis. O técnico de áudio Jair Terpiloski sabe como é difícil segurar sozinho o pequeno Arthur. Após poucos minutos em que conversava com a reportagem, o pai se deparou com o menino com água até o pescoço, já no fundo. Arthur voltou com um sorriso sapeca só depois da ameaça.

– Vou te deixar de castigo! – gritava o pai.

Os pais Vanusa e Nelson dos Santos também sabem que não dá para descuidar. Nem em praia com guarda-vidas eles deixam os filhos entrarem na água sozinhos. Em praia sem os profissionais, então, o cuidado com Francine, de 10 anos, e Thiago, de seis, é redobrado. Mesmo sem vontade de ir para o mar, os pais se revezam para acompanharem os pequenos.

– A gente olha para carinha deles e deixando eles irem (para o mar). Mas sozinhos, nem pensar – diz Vanusa, que é representante comercial.

A empresária Marinês da Rosa, de Barracão, no Paraná, que veio para Florianópolis com a família, também se assustou com a falta de guarda-vidas em Ponta das Canas.

– Acho que seria muito necessário. A gente prefere praias com mar mais calmo, mas o mar às vezes engana – considera.

 

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Cacau Menezes

Assunto: Praias sem guarda-vidas

 

O critério

A trágica morte por afogamento de dois irmãos na Praia do Forte, no Norte da Ilha, levanta uma questão: qual o critério que o Corpo de Bombeiros usa para definir que praias serão atendidas por salva-vidas? A Praia do Forte, que, dependendo do vento, possui forte corrente que a torna perigosa até para adultos, não possui salva-vidas. Já em Canasvieiras e Cachoeira do Bom Jesus, praias que oferecem risco de afogamento praticamente zero, há um posto de salva-vidas a cada 500 metros.

Em tempo: salva-vidas que trabalha em Canasvieiras relata que a maior dor de cabeça é tirar bêbados de dentro d’água.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Moacir Pereira

Assunto: Eleições

 

A reforma e as eleições

Senador Luiz Henrique (PMDB) e secretário Marco Tebaldi (PSDB) encerraram o ano de 2011 com uma conversa, em Itapema, sobre as eleições do novo prefeito de Joinville. Tebaldi sabe que está fragilizado na Secretaria da Educação e trabalha pela candidatura à sucessão de Carlito Merss (PT). Este projeto contraria os planos de Luiz Henrique, que lançou o empresário Udo Döhler candidato do PMDB. O senador sonha com a reedição da tríplice aliança. Outros líderes da coalizão colocam fermento na fórmula: Udo para prefeito com o deputado Darci de Matos, do PSD de Colombo, de vice. A saber como ficaria o PSDB. Luiz Henrique virou aliado de Tebaldi por dois motivos: não quer o tucano no caminho de Udo Döhler e não deseja abrir espaço na Educação para o PP, hipótese colocada concretamente na reforma de fevereiro.

O cenário que se projeta neste inicio de ano para Joinville é claro: Carlito Merss melhorou, mas tem ainda alta rejeição. Ainda assim, o PT teria massa crítica para colocá-lo no segundo turno. A dúvida: que candidato iria para o turno decisivo. Luiz Henrique está convencido, pelas pesquisas e pelo clima da cidade, que Udo Dohler representa o gestor competente, o empresário vitorioso, o administrador honesto. Repetiria o padrão Wittich Freitag, o empresário que mudou a paisagem da cidade.

Encaminhamentos concretos só no retorno de Raimundo Colombo dos Estados Unidos. O perfil da reforma do secretariado levará em consideração o jogo sucessório dos três principais municípios.

 

 

EVENTOS

Em Florianópolis, no Condomínio Vila Giardino, Ingleses, o prefeito Dário Berger (PMDB) reuniu-se com todos os secretários municipais, seus adjuntos e assessores. Um grupo de 80 pessoas. Fez um discurso politico-eleitoral, falando do empenho na reta final em torno das obras a inaugurar e declarando apoio à candidatura de Gean Loureiro à prefeitura. O vereador Márcio de Souza, do PT, estava presente. É o nome ideal do PT citado para ser vice de Gean, em aliança com o PMDB, PDT e PTB que já selaram acordo e estão na coalizão. O PT oscila entre candidatura própria, coligação com Ângela Albino, do PCdoB, ou com Gean, do PMDB.

A virada foi marcada, também, por novas conversas entre o secretário Cesar Souza Junior, do PSD, e os líderes do PP, diga-se a família Amin e seus seguidores. Está praticamente acertada a aliança entre os dois partidos, com a chapa idealizada: Cesar Souza Junior e João Amin. Falta apenas o martelo batido do governador.

Fatos novos surgirão em Blumenau, onde a eleição também depende muito da politica de alianças. O PT definirá em dois meses se o candidato será a deputada Ana Paula Lima ou o deputado Décio Lima.

Entre as cidades brasileiras, o PT nacional priorizou Blumenau. Se 2012, no Vale, estiver na plataforma de 2014, o candidato será Décio Lima. Pode ser um dos nomes para a majoritária estadual. Caso contrário, sai mesmo Ana Paula. Décio Lima abrirá conversações nos próximos dias com o PMDB e com o PSDB. Tem autorização do comando nacional para negociar aliança com os tucanos, rejeitados pelos petistas no Brasil inteiro. No caso, o PT está de olho no vereador Napoleão Bernardes como vice. A saber qual o projeto do prefeito João Kleinübing.

Sob a ótica dos líderes estaduais, a chapa ideal da situação seria Jean Kuhlmann (PSD) para prefeito e Napoleão Bernardes (PSDB) de vice, com aval do PMDB.

O resultado destes municípios será decisivo para a eleição do governador em 2014.

____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Política

Assunto: Votações polêmicas à vista

 

Votações polêmicas à vista

Assuntos que renderam discussões acaloradas no ano passado vão voltar para a pauta em 2012

Matérias que esquentaram as discussões no Senado em 2011 vão retornar à pauta dos senadores em 2012.

Entre elas, está a proposta que disciplina o poder do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e um novo projeto para tratar da homofobia.

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) concentrará alguns dos principais debates do primeiro semestre de 2012, inclusive a PEC do CNJ. O texto do senador Demostenes Torres (DEM-GO) torna mais clara a competência do CNJ para processar e punir juízes. A proposta ganhou destaque em dezembro depois da liminar dada pelo ministro Marco Aurélio Melo, do Supremo Tribunal Federal (STF), restringindo os poderes do conselho.

Com a decisão, os conselheiros não podem mais iniciar investigações, sendo autorizados a atuar apenas em processos já abertos pelas corregedorias dos tribunais que estejam paralisados. O STF ainda vai julgar o mérito das restrições.

Na Comissão de Direitos Humanos, o Senado continuará a discussão do projeto da Câmara, mais conhecido como a lei anti-homofobia. O projeto criminaliza a discriminação motivada na orientação sexual ou em identidade de gênero da pessoa discriminada. O texto altera o Código Penal e a lei do Racismo para incluir orientação sexual no rol de discriminações criminosas como pela cor de pele, etnia, origem nacional ou religião.

A emenda constitucional que exige diploma de graduação em comunicação social para exercício da profissão de jornalista deve ser votada em plenário logo no início dos trabalhos de 2012. A matéria teve de abrir espaço na agenda parlamentar a outras consideradas prioritária ao final do ano.

Um acordo entre líderes partidários prevê sua votação, em segundo turno, durante o mês de fevereiro.

Batizado de lei do “ato médico”, a proposta que regulamenta a profissão médica está previsto para ser votada nas primeiras sessões da CCJ em fevereiro. A proposta tem parecer favorável do relator na comissão, Antônio Carlos Valadares (PSB-SE).

Com tramitação acompanhada de perto por entidades estudantis, está na lista, também, o projeto que institui o Estatuto da Juventude. A proposição em exame na CCJ, entre outros itens, regulamenta a concessão da meia-entrada, estendendo o benefício ao transporte intermunicipal e interestadual, e passando à responsabilidade de entidades como a UNE a emissão das carteiras de estudante.

____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Presídio de Chapecó

 

Nova unidade está atrasada

Prédio que deveria ter ficado pronto em março do ano passado só vai ser entregue no meio de 2012

Enquanto o atual Presídio Regional de Chapecó, no Bairro Santa Maria, tem problemas e passou por um princípio de rebelião, as obras do novo prédio estão atrasadas em nove meses.

O diretor do Departamento de Administração Prisional, Leandro Antonio Soares Lima, disse ontem que vai buscar medidas mais enérgicas para a conclusão do novo presídio regional.

A unidade está sendo construída na área da penitenciária, e deveria ter sido terminada em março do ano passado. Ele cogita até entrar com uma ação judicial contra a Construtora Oliveira, responsável pela obra.

– É uma irresponsabilidade da empresa, pois poderia ter ocorrido algo grave no presídio de Chapecó.

Lima esteve ontem em Chapecó, avaliando o estrago nas celas do Presídio Regional, que registrou um princípio de rebelião na noite de Ano-Novo. Quatro ficaram inutilizadas, pois os presos quebraram as portas, e duas foram danificadas.

O diretor negou que tivesse ocorrido queima de colchões, conforme relatório da Polícia Militar. E tentou amenizar o ocorrido. No entanto, para controlar o que Lima classificou de “tumulto”, foram chamados reforços de agentes e policiais de Xanxerê e Concórdia. Além disso, houve uso de armamento não letal e bombas de efeito moral para controlar os distúrbios. Vizinhos disseram que nunca ouviram tantos gritos.

Foram transferidos 33 presos para presídios e penitenciárias da região. O local estava com 375 detentos, para uma capacidade de 150.

Lima reconheceu que a situação do Presídio Regional de Chapecó é grave, mas ressaltou que há outros presídios em situação problemática no Estado. Disse que Santa Catarina tem uma população carcerária de 17 mil pessoas e há um déficit de quase 7 mil vagas.

 

Estado promete 1,5 mil novas vagas em 2012

A intenção do Estado é disponibilizar 1,5 mil novas vagas em 2012. Nos próximos 15 dias, serão entregues a Penitenciária de Itajaí, com 365 vagas, e duas unidades de regime semiaberto – uma em Joinville, com 180 vagas, outra em Itajaí, com 120 vagas. Também em janeiro, será inaugurada uma unidade prisional para 25 pessoas em São José do Cedro. Chapecó deverá ter um aumento na segurança máxima da Penitenciária Agrícola, até o final do ano.

____________________________________________________________________________Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Polícia

Assunto: Crimes e ocorrências

 

 

Garoto é baleado na cabeça na Capital

Uma criança entre 11 e 13 anos foi baleada na cabeça, por volta de 21h de ontem, no Bairro Monte Cristo, região continental de Florianópolis. Segundo a polícia, o garoto seria irmão de um conhecido traficante do bairro. Ele está no Hospital Infantil Joana de Gusmão. Segundo a PM, o crime teria sido motivado pelo acerto de contas entre duas gangues locais.

 

 

Rapaz confessa ter abusado de enteada

Um homem detido suspeito de pedofilia em Itapoá, no Norte, confessou à polícia que abusava sexualmente de uma menina de 11 anos. Ele foi preso preventivamente por suspeita de manter relações sexuais com quatro enteadas, de 12, 11, nove e sete anos. Conforme as crianças, os abusos eram diários e aconteciam quando a mãe estava fora ou dormindo.

 

Suspeito de estupro é espancado

Um grupo de moradores do Bairro Forquilhas em São José, na Grande Florianópolis, espancou um homem de 33 anos que estaria tentando estuprar duas crianças na noite de domingo. Muito machucado, ele foi preso em flagrante e está detido na Central de Triagem do Estreito.

De acordo com informações da Polícia Militar, por volta das 22h de domingo, Luiz de Souza Jorge teria abordado duas crianças – uma menina de seis anos e um menino de cinco – na Rua Francisco Ignácio do Nascimento, no Loteamento Los Angeles, oferecendo dinheiro. Depois, teria levado os dois para um matagal.

 

Crianças estavam com o homem em um matagal

Ao sentir a falta das crianças, um grupo de moradores iniciou a procura. Quando as encontraram, com o suspeito, no matagal, os moradores espancaram Luiz. Ele foi encontrado pelos policiais militares com várias lesões pelo corpo.

De acordo com o relato da mãe de uma das vítimas, ele teria abaixado as calças da menina e a colocado no colo, pedindo para o menino não contar o fato para ninguém.

Luiz de Souza Jorge é auxiliar de pedreiro e já tinha passagem pela polícia, acusado de crime de estupro, cometido em 2007.

 

 

BLOGS

 

Moacir Pereira

 

Colombo viaja aos Estados Unidos

O governador Raimundo Colombo realiza reuniões hoje com secretários para encaminhar projetos e ações politicas e administrativas.  Viaja amanhã para Miami, onde pretende descansar durante uma semana, retornando a Santa Catarina no dia 10 de janeiro.  Terá alguns contatos na Flórida. O principal será  com o ex-secretário da Fazenda,  Ubiratan Rezende.   Na pauta, certamente conversas sobre o primeiro ano  e as perspectivas para este segundo período de governo.

O esquema politico de Colombo tem presente a relevância do pleito municipal, tanto para manutenção de cidades estratégicas, como na preservação da aliança que o elegeu em 2010.   Todas as atenções estarão voltadas para a escolha dos novos prefeitos.   Eles tendem a se constituir na força que poderá viabilizar a reeleição do atual governador, o objetivo principal de seu esquema de poder e das principais lideranças da coalizão governista.

Ubiratan Rezende tinha algumas ideias  sobre o governo Colombo.  Entre elas, aquelas marcadas pela qualificação do serviço público, pelo enxugamento da máquina e por uma gestão mais competentes e ágil, sobretudo, nas áreas da saúde, educação e segurança pública.  Um enxugamento que passava pela drástica redução das secretarias regionais, até  na perspectiva de sua extinção.    Percebeu antes da posse que os desejados cortes nas regionais não seriam aplicados pela pressão da coligação que elegeu o governador no primeiro turno.

O que ocorreu foi justamente o contrário.  As forças da tríplice aliança radicalizaram as indicações partidárias em todos os cargos em comissão das secretarias regionais.  Tornaram o processo irreversível.  E o próprio governador consolidou a nova realidade com a criação de 36 Coordenadorias da Defesa Civil.

 

 

 

MIDIAS DO BRASIL

 

Veículo: Último Segundo

Editoria: Brasil

Assunto: Tempestades em MG

 

Tempestades em Minas Gerais matam duas pessoas nesta segunda

Vítimas foram soterradas após desabamentos provocados pelas chuvas. Desde outubro, quando o período chuvoso começou, 4 já morreram

As chuvas em Minas Gerais fizeram mais uma vítima, chegando a 4 o número de mortos desde outubro de 2011, mês em que as chuvas começam a ser mais intensas no Estado.

Previsão do tempo: Chuva em BH deve continuar nos próximos dias

Serviço: Antes de sair de casa ou do trabalho, veja como está o trânsito em BH

Prédio de dois andares desabou e provocou a morte de um homem na madrugada desta segunda-feira

Conforme informações do Corpo de Bombeiros, Maria de Lourdes Rocha Machado, de 75 anos, morreu soterrada em sua casa na cidade de Visconde do Rio Branco, a 265 quilômetros da capital. Também nesta segunda-feira (02), um homem de aproximadamente 46 anos morreu soterrado após o desabamento de um prédio de dois andares na região Noroeste de Belo Horizonte.

 

Chuva no Rio: Em Friburgo, chuva em 24h é maior que a metade prevista para o mês

O prédio, que ficava no bairro Caiçara, foi erguido próximo a uma encosta, sobre palafitas, e estava com a estrutura comprometida. Homens da Polícia Militar acionados por moradores conseguiram retirar 11 pessoas do local, incluindo crianças, momentos antes do desabamento. A esposa do homem que morreu também foi soterrada, mas sobreviveu à tragédia. Internada com escoriações, ela não corre o risco de morrer.

 

Atingidos pelas chuvas

A chuva também fez estragos na cidade de Itabirito, a 55 quilômetros de Belo Horizonte. Uma inundação atingiu o município e famílias em áreas de risco estão sendo retiradas de suas casas. Elas são conduzidas a residências de amigos e parentes ou para um abrigo municipal provisoriamente montado.

Na Grande Belo Horizonte, em Santa Luzia, uma mulher e sua filha, de cinco anos, foram resgatadas sem ferimentos após o desabamento de um imóvel vizinho à sua casa.

Segundo informações da Polícia Militar, Rita Viera de Souza, de 74 anos, está desaparecida, após uma forte chuva ocorrida no dia 30 de dezembro de 2011 que causou a elevação do córrego dos Bambus no município de Santo Antônio do Rio Abaixo.

A vítima foi surpreendida por súbita elevação do nível d’água deste córrego, onde sua casa foi atingida e totalmente arrastada pelas forças da água. As buscas do Corpo de Bombeiros continuam. O prefeito informou que irá decretar situação de emergência em razão de danos e prejuízos sofridos.

Duas mulheres, de 29 e 47 anos, ficaram feridas após um barracão de dois andares ter desabado no neste domingo (01) no Morro do Papagaio, próximo ao bairro Santa Rita de Cássia, na região centro-sul de Belo Horizonte (MG)

 

Situação de emergência

Até agora, 44 municípios mineiros em situação de emergência em razão das chuvas que atingem o Estado, incluindo a capital.

A histórica cidade de Sabará, a 25 quilômetros de Belo Horizonte, sofre com inundações neste começo de 2012. Uma casa desabou e os bombeiros buscam por vítimas sob os escombros. A também histórica cidade de Ouro Preto, conhecido ponto turístico em Minas Gerais, também decretou situação de emergência após desabamento de casas com as chuvas, mas ninguém feriu-se de forma mais grave. Mesmo com a chuva, a cidade espera grande número de turistas, pois as áreas mais afetadas estão distantes do centro histórico.

Já em Esmeraldas, a 65 quilômetros da capital, três pessoas ficaram feridas levemente após a queda de um carro em uma ribanceira na BR-040. A 54 quilômetros da capital, a cidade de Brumadinho sofreu inundações nesta segunda e os bombeiros procuram pessoas ilhadas, com auxílio de um helicóptero. Já na cidade de Betim, na Grande Belo Horizonte, um telhado e paredes de um galpão, onde funcionava uma fábrica de pão de queijo, caíram. Não há vítimas.

Em Montes Claros, Norte de Minas, a 434 quilômetros de Belo Horizonte, bombeiros procuram o motorista de um gol, que se envolveu em um acidente no bairro Amazonas. Depois de perder o controle do carro, atropelar um ciclista e um pedestre, o veículo caiu em um rio. As buscas são difíceis por causa do grande volume de água do rio, informoram os Bombeiros.

Conforme balanço divulgado pela Defesa Civil de Minas Gerais, 102 cidades já foram afetadas pelas chuvas frequentes dos últimos meses. Minas possui 853 cidades. O total de desalojados no Estado ultrapassa o número de 9.300 e há mais de 400 pessoas desabrigadas. Mais de 2.400 casas e 71 pontes foram danificadas. Outras 84 casas e 75 pontes foram destruídas.

A previsão é de que a chuva continue e haja queda de temperatura, em decorrência da chegada de uma frente fria. Há possibilidade de temporais no Triângulo Mineiro e na região Sul do Estado, no período da tarde, até o próximo dia 4.

____________________________________________________________________________Veículo: JC Online

Editoria: Brasil

Assunto: Justiça do Ceará decreta ilegalidade da greve de militares no Ceará

 

 

 

Justiça do Ceará decreta ilegalidade da greve de militares no Ceará

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), por meio da desembargadora Sérgio Miranda, decretou a ilegalidade da greve dos Policiais Militares do Estado, na noite desta segunda-feira (2), e determinou o retorno imediato da categoria aos trabalhos.

Além do retorno, a Justiça determinou a reintegração de todos os bens do estado (viaturas e a 6ª companhia do 5º Batalhão, que ainda estava tomada pelos manifestantes). Segundo a desembargadora, o descumprimento da determinação acarreta em multa diária de R$ 500 para cada policial militar e R$ 15 mil por associação envolvida.

A decisão da desembargadora foi tomada devido a inconstitucionalidade da greve. Desde o início da paralisação o governo informou que a greve da categoria não pode ser feita porque fere a constituição nacional e “caracteriza cometimento de crime militar e infração militar”.

GREVE – A greve foi anunciada durante assembleia da categoria no ginásio poliesportivo do bairro da Parangaba, e durante a madrugada os PMs e bombeiros se reuniram na 6º Companhia do 5º Batalhão de Polícia Militar, no bairro Antônio Bezerra, em Fortaleza.

Durante o movimento, as viaturas usadas pela polícia tiveram os pneus furados para evitar que saíssem para atendimentos. Os polícias pedem anistia para os pms que estão nas manifestações, além de reajuste salarial e aumento no número de policiais.

 

 

PMs do Ceará em greve impedem uso de viaturas

Exército estuda ação para reintegrar quartel da capital usado como ponto de concentração dos grevistas onde estão os veículos

Os homens do Exército e da Força Nacional enviados ao Ceará para fazer o patrulhamento das ruas de Fortaleza e da região metropolitana não contam com o transporte e equipamento adequados para esse tipo de atuação. Faltam coletes à prova de balas e os polícias militares em greve desde a última quinta-feira (29) estão impedindo o uso das viaturas.

Greve chega ao interior: Esposas de PMs bloqueiam acesso de quartel no Ceará

Entenda o caso: Policiais e bombeiros entram em greve no Ceará

Segundo a Associação de Cabos e Soldados Militares do Ceará (Acsmce), mais de 250 viaturas estão paradas no quartel do Antônio Bezerra na 6ª Companhia do 5º Batalhão, no bairro Antônio Bezerra, periferia da capital, ponto de concentração do movimento. Os grevistas tomaram as chaves e esvaziaram ou furaram os pneus das viaturas.

Com isso, o Comando da 10ª Região Militar do Exército Brasileiro, responsável por coordenar a chamada Operação Ceará, está tendo que improvisar para aparelhar o contingente de 710 homens do Exército, 169 da Força Nacional e 1.620 integrantes de órgãos federais de segurança pública.

Improviso: Militares fazem segurança na virada do ano em Fortaleza

O Governo do Ceará cedeu 100 carros de passeio, que ainda estão sendo preparados para serem utilizados. São veículos pequenos e frágeis, se comparados às viaturas da PM do Ceará, caminhonetes modelo Hilux com tração nas quatro rodas. O Exército só conta com 30 dessas viaturas, até agora, além de outras 16 transportadas para Fortaleza pela Força Nacional.

A reportagem do iG esteve no quartel da 10ª Região Militar e presenciou militares sendo transportados para patrulhar a cidade em vans.

O número de coletes à prova de balas disponíveis também é insuficiente para todos os homens enviados ao Ceará. O governo do Estado emprestou hoje 300 desses equipamentos.