Área do associado

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Clipping do dia 03 de dezembro

3.12.2012

 

Clipping do dia 03 de dezembro

 

 

MÍDIAS DE SANTA CATARINA

 

 

Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Visor

Assuntos: Projeto Pintando a Liberdade

 

BOM DE BOLA

O trabalho realizado ao longo do ano por 300 detentos da penitenciária estadual do Bairro Agronômica, em Florianópolis, fará mais feliz o Natal de crianças carentes do Brasil.

Na sexta-feira embarcou para o Ministério do Esporte, em Brasília, um carregamento com 10,2 mil bolas de futebol e futsal e 4.750 camisetas produzidas pelo projeto Pintando a Liberdade, parceria do ministério e da Fesporte para ressocializar detentos.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Geral

Assunto: Gerais

 

Temporal afeta a Serra

A chegada do verão tem provocado cenários diferentes num mesmo dia em Santa Catarina, com amanhecer de temperaturas elevadas e céu aberto, e tardes nubladas, com trombas d’água e queda da temperatura. No sábado e ontem, quem esteve nas praias foi surpreendido pela rápida virada no tempo, fenômeno comum para a época do ano.

Assim, apesar de o domingo ter encerrado em Florianópolis com nevoeiro e chuva, a semana deve ser de temperatura elevada em Santa Catarina. O calor será semelhante aos dias mais quentes de verão. As altas temperaturas já serão verificadas nos primeiros dias da semana, mas a partir de quarta-feira os termômetros podem chegar a 40° C.

– É importante destacar a necessidade de se observar a previsão do tempo nos próximos dias para ver se não teremos nenhuma mudança _ explica o meteorologista da RBS Leandro Puchalski.

 

Temperatura deve ficar agradável na semana

Por enquanto, a previsão indica predomínio de sol durante a semana toda em Santa Catarina. Há chance da chamada chuva de verão, que ocorre de forma mal distribuída entre as tardes e noites. Conforme a Epagri/Ciram, órgão que monitora o tempo no Estado, hoje o dia deve ter a presença de sol e algumas nuvens. A tendência é de que haja chuva isolada em forma de pancadas no período da tarde. A temperatura deve ficar mais agradável na madrugada e elevada à tarde, com máxima de 30º C e mínima de 19º C em Florianópolis. No Vale do Itajaí, os termômetros devem marcar entre 32º C e 16ªC.

 

Colisão destrói famílias

Choque entre carro e caminhão mata duas mães e dois filhos na BR-470, em Trombudo Central

Foram sepultados no sábado os corpos das quatro pessoas que morreram numa colisão entre um Corsa e um caminhão na BR-470, no trevo de acesso a Trombudo Central, na sexta-feira. O único sobrevivente do Corsa, Léo Jaime Costa, 15 anos, permanece internado em estado grave no Hospital Regional do Alto Vale, em Rio do Sul. Ele era filho de uma das vítimas.

Os corpos do motorista João José Martins Junior, 21 anos, e da mãe dele, Nadir Ramos Martins, 62 anos, foram enterrados no Cemitério Municipal de Rio do Sul, e a passageira Márcia Aparecida da Silva, 41 anos, e a filha dela, de dois anos, no Cemitério Jardim Primavera.

Márcia era vizinha de Nadir e de João. Eles moravam no Bairro Alto Progresso, em Rio do Sul. Segundo o Instituto Médico Legal, João e Nadir deram carona para Márcia e para os dois filhos dela, que tinham um compromisso em Trombudo Central.

Na volta, ao sair do trevo da cidade, no Km 160 da BR-470, se chocaram com o caminhão. Márcia, que estava no banco de trás, morreu na hora, enquanto Nadir, João e a criança de dois anos morreram a caminho do hospital.

Além da menina de dois anos e do rapaz de 15, Márcia era mãe também de outro adolescente de 13 anos, que ficou em casa. Este ano, 90 pessoas morreram em acidentes na BR-470.

 

Jovem morrem em capotagem

Pelo menos quatro pessoas morreram em outros acidentes nas estradas do Estado neste fim de semana. O último acidente com vítima fatal, registrado até as 17h de ontem, foi na madrugada de domingo, em Anchieta, no Extremo-Oeste. O passageiro Fabio Junior de Souza Machado, 20 anos, morreu no local. O jovem estava em um Uno que capotou no Km 28 da rodovia SC-471.

Dois atropelamentos aconteceram no sábado. Edevir Matos, 37 anos, morreu no Km 46 da rodovia SC-301, em Araquari, no Norte, por volta das 21h20min. O motorista do Monza, de Joinville, fugiu do local. A vítima chegou a ser levada ao pronto atendimento de Araquari por um bombeiro voluntário, mas não resistiu aos ferimentos.

O outro atropelamento foi em Chapecó, onde um jet ski que estava no reboque de uma caminhonete teria se desprendido e acertado Denise Aparecida da Silva Batista, 20 anos. O acidente foi no Km 147, da SC-480. Ela morreu durante o atendimento no Hospital Regional do Oeste.

Também no sábado, Carlos Dias Soares, 34 anos, morreu na colisão entre seu carro, um Santana, com uma Pajero. O acidente aconteceu por volta das 7h, no trecho 196 da BR-280, em Mafra, no Planalto Norte.

 

Homem tenta salvar e se afoga

A temporada de verão ainda nem começou e começam a se repetir os casos de mortes por afogamento. Uma foi registrada na tarde de sábado em Garuva, no Litoral Norte catarinense, e está sob a investigação da polícia.

Ozéias de Souza, de 28 anos, foi encontrado morto no Rio São João. O corpo de Bombeiros acionado por uma mulher depois de aproximadamente 30 minutos do desaparecimento do homem.

Segundo o relato da testemunha, o rapaz teria entrado no rio para salvar uma prima que estaria se afogando. Como não sabia nadar, acabou afundando. Dois homens que estavam com o grupo teriam fugido do local.

Os bombeiros levaram em torno de 40 minutos para encontrar o corpo de Ozéias de Souza, que foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Joinville.

Segundo os bombeiros, o corpo da vítima não apresentava nenhum tipo de escoriação.

 

Alpinista morre ao escalar o Pão de Açúcar

Um homem morreu na tarde de ontem quando escalava o Pão de Açúcar, um dos principais cartões-postais do Rio de Janeiro.

Ele caiu de uma altura de cerca de 70 metros, segundo o Corpo de Bombeiros. De acordo com testemunhas, a queda foi provocada pelo rompimento de um cabo de aço que ficava preso à rocha por grampos também de aço.

O homem, que não teve o nome informado, subiu o paredão por uma rota conhecida como Via dos Italianos, que tem baixo grau de dificuldade. No momento do acidente, ele guiava uma mulher e os dois estavam em um trecho conhecido como “via ferrata Cepi”, que tem cabos de aço.

Bombeiros resgataram os dois, de helicóptero, por volta das 16h30. A aeronave pousou na Escola de Educação Física do Exército, na Urca. O homem morreu logo após dar entrada no Hospital Rocha Maia. Já a mulher desceu pelo bondinho cerca de duas horas depois e foi atendida por uma ambulância do Corpo de Bombeiros. Seu estado de saúde não foi divulgado.

O acidente foi constatado por um funcionário do Caminho Aéreo Pão de Açúcar, que administra o local. Ele pediu ajuda a outros escaladores próximos. A assessoria de imprensa da companhia afirmou que só se responsabiliza pelo complexo turístico, e não pela manutenção das vias. Há três anos, a Federação de Montanhismo do Rio havia colocado placas de alerta no trecho onde ocorreu o acidente. O motivo era o mau estado dos grampos e cabos de aço.

 

Carga fica pelo caminho

Mais uma pessoa morreu em um acidente na Serra do Mar, por onde passa a BR-376, na manhã deste domingo. O caminhoneiro Francisco de Assis Freire Campos, 52 anos, transportava uma carga que seria utilizada no show da Madonna, no dia 9, em Porto Alegre.

O caminhão que ele conduzia tombou no km 668, perto da divida do Paraná com Santa Catarina, no sentido Sul da rodovia, em Guaratuba, por volta de 10h.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal, o motorista teria quebrado o pescoço com o impacto do acidente. O corpo também precisou ser retirado das ferragens.

Um ajudante, que viajava junto com o motorista, Paulo de Jesus Borges, não sofreu ferimentos. Ele confirmou à PRF que a carga de lonas e ferragens seria utilizada na montagem do palco para o show da popstar.

A rodovia precisou ser interditada até o início da tarde para que a carga e o caminhão pudessem ser retirados. O corpo do caminhoneiro foi levado para IML de Curitiba. Até o final da tarde de ontem, nenhum familiar havia reconhecido o corpo da vítima.

A Recon Eventos, empresa de São Paulo responsável pela carga, informou que outro veículo transportaria o material na noite de ontem. Parte da carga poderá ser aproveitada. O material foi recolhido no posto da PRF, no alto da Serra, até a chegada do transporte.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Reportagem Especial

Assunto: Adolescente infrator

 

Direito a visita íntima vira lei

Nova regra, em vigor desde abril, beneficia quem é casado ou vive em união estável, e tem como objetivo a manutenção dos laços familiares, que ajudaria na ressocialização

Visita íntima para adolescente infrator que cumpre medida em unidade socioeducativa. Até hoje, isso não era oficialmente permitido em Santa Catarina. Mas com o artigo da Lei 12.584, que institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), o Estado tem de se preparar.

Não apenas com estrutura física, como quartos onde os casais tenham privacidade. Mas dando suporte para equipes de profissionais que irão desenvolver atividades com visitados e visitantes nas áreas de saúde, assistência social e psicológica.

Sexualidade dos adolescentes sempre costuma provocar discussão. Ainda mais se estiverem em uma unidade cumprindo medida socioeducativa, como assegura a lei assinada pela presidente Dilma Rousseff em 18 de abril deste ano. O governo defende a legislação, que contempla também casais homoafetivos, como salutar à ressocialização. A visita íntima fortaleceria os laços familiares. Entre as principais justificativas para a lei: o grande número de menores pais ou casados e a necessidade de manter os vínculos afetivos com a família.

Serão beneficiados jovens que comprovem ser casados ou que tenham relacionamento estável. A autorização para essas visitas será do juiz responsável pelo acompanhamento do caso, e o Estado tem que dar acompanhamento para o interno e sua parceira (o). O visitante será identificado e registrado pela direção do programa, que emitirá documento específico para a realização da visita íntima.

– A lei existe e nossa obrigação é colocá-la em prática. Cada novo Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) terá que contemplar em seu projeto arquitetônico um espaço para as visitas – diz o diretor do Departamento Estadual de Administração Socioeducativo (Dease), Sady Beck Júnior.

 

Novos centros terão que ter espaços próprios

Em outubro, a Secretaria de Justiça e Cidadania anunciou a construção de cinco novos centros. O próximo a ser inaugurado, com previsão ainda para este ano, é em Joinville. O Dease não tem levantamento de quantos adolescentes catarinenses podem receber visita. Ainda discutindo o plano estadual, que precisa estar de acordo com o plano nacional, Santa Catarina deverá buscar experiências bem sucedidas em outros locais para implantar o modelo.

Hoje, se algum juiz decidir pela obrigatoriedade do cumprimento da lei, as gerências terão que improvisar ambientes.

A assistente social Neylen Junkcs, que coordena a assessoria sociopedagógica do Dease, alerta:

– Sabemos de casos onde a moça não quer continuar o relacionamento, mas muitas vezes, por ameaça e medo, acaba se submetendo – diz.

Por isso, diz a assistente social, ainda que o jovem tenha o direito, será necessário um profundo envolvimento de diferentes áreas do sistema para que o direito de um não se sobreponha ao de outro.

 

Menos tensão entre internos

Desde 2004, a visita íntima está em prática no Rio Grande do Norte. O programa foi implantado na Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (Fundac). Getúlio Batista da Silva Neto, presidente da entidade, diz que o ambiente ficou mais calmo e houve queda no número de motins.

Para receber a visita, o adolescente precisa responder algumas exigências: 16 anos completos e comprovar a existência de convivência com o cônjuge ou companheira; estar há pelo menos três meses na unidade; participar das atividades socioeducativas; ter autorização por escrito dos pais ou responsáveis do cônjuge ou companheira.

– Ele também tem que estar inserido em programa de informação e orientação quanto à sexualidade, família, método contraceptivo, gravidez na adolescência e prevenção às doenças sexualmente transmissíveis – disse Neto.

Além disso, a companheira/cônjuge deverá, obrigatoriamente, credenciar-se para o programa de visita íntima por meio de requerimento à direção da unidade onde se encontra o adolescente.

A direção da unidade concederá o benefício e comunicará ao juiz competente e à Defensoria Pública. A visita poderá ser cancelada pelo diretor da unidade quando houver transgressão disciplinar grave, devendo ser imediatamente comunicada ao juiz.

Existe um espaço destinado para as visitas nas quatro unidades de internação, sendo três masculinas e uma feminina. O lugar, apelidado de Chalé do Amor pelos jovens, tem uma cama de casal e banheiro com chuveiro.

Neto considera a lei bastante positiva. Conforme ele, reflete na permanência do vínculo afetivo do adolescente com sua companheira, o que influência de maneira bastante positiva no comportamento do mesmo e na perspectiva do pleno cumprimento da medida socioeducativa.

– O ambiente fico mais calmo.

 

“Acham que devem sofrer”

ENTREVISTA: Alexandre Karazawa Takaschima, Coordenador de Execução Penal, Infância e Juventude do Tribunal de Justiça/SC

Para o juiz Alexandre Karazawa Takaschima, coordenador de Execução Penal, Infância e Juventude, a possibilidade de visitas íntimas não deve ser vista como um benefício, mas sim um direito. Mas ele chama a atenção para a responsabilidade do sistema.

 

Diário Catarinense – Tem muita gente polemizando sobre a lei, inclusive nas redes sociais. Ao que o senhor atribui isso?

Juiz Alexandre Karazawa Takaschima – Existem diversos fatores, entre eles o não reconhecimento da sexualidade dos adolescentes como um direito e a ideia de que eles devem sofrer por ter praticado um ato infracional.

 

DC – Comprovar união estável é suficiente para estabelecer a norma?

Juiz Takaschima – Acredito que pode ser um critério. Vários adolescentes internados que já viviam maritalmente há anos e possuíam filhos já me pediram para ir para o sistema prisional, haja vista a existência das visitas íntimas. Mas não deve ser o único critério, pois não basta apenas a satisfação desse desejo. Os centros de internação devem ter estruturas físicas adequadas. Além disso, os adolescentes e suas companheiras devem ser devidamente orientados sobre a sexualidade, planejamento familiar, doenças sexualmente transmissíveis, paternidade responsável etc.

 

DC – A lei não determina idade mínima. Qual sua avaliação?

Takaschima – Entendo que a ausência de determinação da idade mínima para o direito da visita íntima é salutar, pois a equipe técnica, o magistrado, promotor de justiça e advogado poderão avaliar criteriosamente. A idade não é o único critério a ser considerado. Temos que respeitar a individualidade.

 

DC – O sexo com menores de 14 anos é crime, mas há estados em que jovens de 12, 13 anos têm visita íntima. Há distorção?

Takaschima – A questão é bastante polêmica, justamente no conflito aparente entre a norma do Código Penal e a Lei 12.594, de 18 de janeiro de 2012 (Sinase), não sendo pacífico o entendimento se o direito de visita íntima seria exclusivo dos adolescentes a partir dos 14 anos ou se a relação sexual com menor de 14 anos caracterizaria ato infracional.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Moacir Pereira

Assunto: Batismo de água

 

BATISMO DE ÁGUA

 O governador Raimundo Colombo teve um momento de descontração depois da formatura dos oficiais do Corpo de Bombeiros Militar e na hora mais esperada pelos aspirantes. Trata-se do batismo, um banho de mangueira, que marca o início de uma nova etapa na vida militar. Auxiliado pelo comandante do CB coronel Marcos, Colombo deu início à tradicional cerimônia. Para os cadetes, é a prova de que estão prontos para o combate.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Segurança

Assunto: Polêmica jurídica

 

Tribunal silencia sobre liberdade de condenado

Desembargadores afirmam, via assessoria, que apenas se pronunciarão por meio de acórdão

Está prevista para hoje ou amanhã a publicação do acórdão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina com as razões sobre a polêmica soltura dada a Nelson de Oliveira Júnior, o Buca, condenado a 29 anos por assassinato, tentativa de homicídio e formação de quadrilha.

Os desembargadores responsáveis pela decisão disseram, via assessoria, que não darão entrevista por impedimento legal no caso. A manifestação será apenas pelo acórdão, documento no qual o colegiado de instância superior externa o posicionamento.

Segundo o TJ, a liberdade foi concedida em habeas-corpus julgado pela 4ª Câmara Criminal. Votaram pela concessão os desembargadores Roberto Lucas Pacheco e Jorge Schaefer Martins. O relator foi o desembargador-substituto, Rodrigo Collaço, que votou contra a liberdade e foi vencido.

No TJ, a assessoria afirmou que o presidente do tribunal, Cláudio Barreto Dutra, também não se manifestaria nem sobre a soltura nem sobre as declarações dadas ao DC pelo promotor Onofre José Agostini, coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal do Ministério Público.

Em entrevista, Onofre se disse indignado com o habeas-corpus pela periculosidade do criminoso. O promotor fez críticas a segmentos do Judiciário.

A soltura causou mais surpresa porque as autoridades afirmam que o réu tem perfil de reincidência ao crime e fez ameaças no próprio julgamento em que foi condenado a 29 anos de prisão no dia 23 de outubro.

O juiz da Vara do Tribunal do Júri, em decisão que o DC teve acesso, confirma as supostas ameaças. O magistrado diz que Nelson teve comportamento extremamente reprovável, gritando, juntamente com seus familiares, “justiça, justiça, vocês têm família”.

As palavras, ressalta o juiz, foram dirigidas ao jurados e demais presentes na sessão em tom de ameaça. O advogado Francisco Campos, defensor de Nelson, nega que o seu cliente tenha feito ameaças e diz que ele fez um clamor por justiça, reagindo como se sentindo injustiçado. Ele reafirmou que seu cliente é inocente. Sobre a possibilidade de seu cliente fugir, o advogado disse que Nelson tem residência fixa e carteira de trabalho assinada.

 

Equívoco beneficia réu

Esta não é a primeira vez que Nelson de Oliveira Junior aparece em meio a impasses judiciais. Em 2009, ganhou liberdade por um equívoco da então administração da Penitenciária de Chapecó, onde cumpria pena, conforme registra o juiz José Everaldo Silva, que coopera na 4ª Câmara Criminal, em decisão em que votou por negar habeas-corpus.

Nelson fora beneficiado por livramento condicional num processo que respondia por tráfico. Mas tinha mandado de prisão preventiva por outro processo, o de assassinato, e deveria ter ficado preso.

Na sentença pelo assassinato de Rudinei de Moraes Cardoso, o juiz Paulo Marcos de Farias lembra que Nelson “passou longo período como foragido, jamais dando endereço certo e que jamais se prontificou a vir ao processo enquanto corria risco de ser detido, o que demonstra que, caso em liberdade, pode mais uma vez rumar para local incerto”.

 

“Justiça tem sido rigorosa”

ENTREVISTA: Sérgio Luiz Junkes, juiz presidente da Associação dos Magistrados Catarinenses

Hoje, apesar da onda de violência, a prisão é uma exceção e não regra, observa o juiz Sérgio Junkes, em entrevista dada ontem por e-mail.

 

Diário Catarinense – Como explicar uma decisão em que o Judiciário solta um traficante condenado a 29 anos de prisão?

Sérgio Junkes – O entendimento predominante é de que se o réu cumpre a pena em liberdade, comparece em juízo espontaneamente quando intimado, não comete nenhum delito neste espaço de tempo até o trânsito em julgado, ele deve permanecer solto. Compreendemos a repercussão, mas, infelizmente, os juízes também estão atrelados a um modelo que coloca a prisão como exceção.

 

DC – O promotor Onofre Agostini afirmou que há um descompromisso de segmentos do Judiciário. Qual a sua opinião?

Junkes – Discordamos. A Justiça catarinense tem sido extremamente rigorosa, tanto que os presídios estão lotados e existem mais de 12 mil mandados de prisão em aberto.

 

 

DC – Para o promotor, é mais fácil fundamentar a decisão de libertar do que a de prender.

Junkes – Por lei, a prisão é uma exceção e o juiz para decretá-la precisa justificar expressamente essas circunstâncias.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Segurança

Assunto: Times volta a retratar violência em SP

 

Times volta a retratar violência em SP

O jornal americano The New York Times voltou a retratar a violência em São Paulo em artigo de opinião publicado sábado.

De acordo com o jornal, o alto número de policiais militares assassinados está relacionado aos salários baixos e à falta de apoio oferecida pelo Estado aos PMs.

O texto foi assinado por Graham Denyer Willis – candidato a pós-doutorado em estudos e planejamento urbano no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e que realiza pesquisa focada na cidade de São Paulo.

Para o pesquisador, o alto número de PMs assassinados é reflexo da falta de apoio que recebem do governo, já que, com salários baixos, os soldados são forçados a viverem em comunidades pobres, próximo a membros de facções criminosas. Para Willis, a troca da cúpula de Segurança Pública é um avanço, mas a nova liderança deve estar aberta “a novas ideias e que coloque em prática uma visão que ataque diretamente as falhas do sistema”.

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Veículo: Diário Catarinense

Editoria: Segurança

Assunto: Cachorro acha pasta de cocaína

 

 

Cachorro acha pasta de cocaína

Um cachorro de dois anos, de olhar atento, foi o responsável pelo golpe dado no tráfico de drogas ontem, na Capital. Calcula-se que os 37 quilos de pasta-base de cocaína apreendidos pela equipe da Coordenadoria de Operações Policiais Especiais (Cope) no topo do Morro da Mariquinha seriam usados para produzir 300 quilos da droga – que seria distribuída por toda a Grande Florianópolis.

O faro apurado do mascote de pelagem negra que atende pelo nome de Cyborg estragou o negócio dos traficantes. Com a cabeça apoiada no alto dos pacotes empilhados, o cão da raça American staffordshire terrier não desgrudou da droga recém localizada até receber ordens de seu condutor, o agente Augusto Cézar Meira. Era a forma que ele tinha de mostrar que os entorpecentes estavam bem protegidos.

Os 37 tabletes de aproximadamente um quilo cada um estavam escondidos dentro de uma espécie de gruta, em meio à vegetação que encobre o alto do morro.

Os oito agentes do Cope chegaram ao local após avistar uma movimentação na redondeza – o policiamento havia sido intensificado na região no início da semana passada, com a denúncia de que uma grande quantidade de droga estava prestes a chegar. Ao se aproximar, porém, o grupo que guardava a pasta-base conseguiu fugir, mas não teve tempo para carregar os pacotes.

– O Cyborg levou de cinco a dez minutos para localizar a droga, o que poderia ter levado horas, se dependesse só da gente. A mata era fechada e ainda chovia forte. Talvez nem conseguiríamos encontrá-la – afirmou o chefe da equipe da equipe Bravo, que fez a apreensão, Teily Fábio Silva dos Santos.

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Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Segurança

Assunto: Secretário de Segurança Pública diz que sistema atual não recupera presos

 

 

Secretário de Segurança Pública diz que sistema atual não recupera presos

Suposto plano para rebelião na penitenciária de São Pedro de Alcântara é comentado entre policiais, mas o governo desmente

 

Para Grubba, vistoria da penitenciária deve ser da secretaria de Justiça e Cidadania

A 47ª Reunião de Colégio Nacional de Segurança Pública, realizada em Florianópolis, onde foram discutidos a integração de bancos de dados entre as polícias do país, modernização tecnológica, reforma penal e outros assuntos burocráticos ligados ao setor também trouxe uma preocupação para os gestores de segurança: No Brasil, nove mil detentos ganharão às ruas, beneficiados com saídas temporárias conforme prevê a Lei de Execuções Penais.  Em Santa Catarina o número de presos favorecidos pela medida também é expressivo, e preocupa autoridades pelo momento crítico em que o sistema penitenciário atravessa.

Em entrevista ao Notícias do Dia,  o secretário de Segurança Pública de Santa Catarina, César Augusto Grubba, e a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Mike, foram categóricos em afirmar que o sistema atual não recupera presos.  Em Santa Catarina, as atenções estão voltadas para São Pedro de Alcântara, maior penitenciária do Estado, com 1.200 presos.

Foi de lá que partiram as ordens para incendiar ônibus e metralhar bases da Polícia Militar. Os atentados sacudiram o Estado durante quase uma semana. Foram quase 70 ataques em 17 cidades.  Agora, os detentos estariam com um plano ainda mais ousado: fazer uma rebelião e, até, explodir a Penitenciária de São Pedro de Alcântara. A cúpula da segurança pública recebeu um informe de que os presos estariam com duas pistolas 9mm e 400 gramas de TNT, mas repassou a responsabilidade da averiguação à Secretaria da Justiça e Cidadania.

 

Notícias do Dia – Qual o rumo que a segurança pública vai ter em dezembro quando uma centena de criminosos vai ser beneficiada com saídas temporárias?

Grubba – Esta saída de criminosos de penitenciária é uma preocupação não só de Santa Catarina, mas de todos os estados da federação. Vamos reforçar o policiamento na operação veraneio, principalmente nos os balneários e pontos turísticos. Vamos também reforçar a prevenção, por meio do setor de inteligência.

 

 

 

ND – É justamente dos presídios que partem as ordens para ser executada nas ruas. Como o senhor analisa a criação destas organizações criminosas.

Grubba – A  gente sabe que muitos presos em saída temporárias saem com serviço para fazer fora, com determinação daqueles que não conseguiram sair porque estão no sistema fechado. O que temos de evitar é a comunicação que acontece de dentro do sistema penitenciário para fora.

Regina Mike – Estamos atentos a isto. Atualmente foi formada em São Paulo uma metodologia de trabalho, uma agência, para cuidarmos, exclusivamente, de organizações criminosas. Temos que sufocar financeiramente estas organizações para que elas não se propaguem pelo país.

 

 ND – Então,  o sistema prisional não recupera os detentos?

Grubba – Para recuperar tem que haver um sistema laboral para ocupar o reeducando. É claro que o nível de reincidência no Brasil é muito grande. Na penitenciária de Joinville a reincidência, me parece, que não chega a 10%. Lá, as empresas se instalam na penitenciária agrícola, contribuindo para a ressocialização do preso.

Regina Mike – Não. Ela apenas reduz criminoso contumaz. Nós temos que trabalhar uma forma  diferenciada para que os reeducandos tenham outra oportunidade de reinserção social.

 

ND – A SSP já sabia de antemão que ônibus iriam ser incendiados, mas se mexeu depois que as ameaças se confirmaram.  Agora está circulando nos meios policiais que os presos de São Pedro de Alcântara estão com duas pistolas 9mm e 400 gramas de TNT. Quando vai acontecer um pente-fino lá?

Grubba – Isto aí é uma responsabilidade da Secretaria de Justiça e Cidadania e do Departamento de Administração Prisional. Na questão dos ônibus,  o que havia era informe. Não tínhamos informações precisas. A segurança pública tinha informes de que algumas coisas iriam acontecer, mas não se sabia aonde e em que lugar. É humanamente impossível estar 24 horas em todas as ruas e em todos os lugares. Mas as precauções foram feitas.

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Veículo: Notícias do Dia

Editoria: Hélio Costa

Assunto: Ressocialização intelectual

 

Juiz tenta ressocializar condenados com leituras de obras clássicas

No primeiro módulo é indicado o livro “Crime e Castigo” do autor russo Fiodor Mikhailovich. As versões são impressas em edições de bolso

 

Ressocialização intelectual

Num país onde o sistema carcerário não recupera presos, o juiz do fórum de Joaçaba (Meio Oeste Catarinense) Márcio Umberto Bragaglia está tentando ressocializá-los, além de reduzir as penas dos condenados, com leituras edificantes. Reclusos que demonstrarem compreensão do conteúdo, respeitada a capacidade intelectual de cada apenado, poderão ser beneficiados com a remição de quatro dias da pena para cada livro lido. No primeiro módulo do projeto será indicado “Crime e Castigo”, do escritor russo Fiodor Mikhailovich Dostoievski. Já para o segundo estágio foram selecionados  “O Coração das Trevas”, de Joseph Konrad. Depois virão obras de William Shakespeare, Charles Dickens, Walter Scott, Camilo Castelo Branco e de outros autores clássicos. Os livros serão adquiridos em edições de bolso, diretamente com verbas de transação penal destinadas ao Conselho da Comunidade, que juntamente com o Presídio Regional de Joaçaba participa do projeto.

 

MÍDIAS DO BRASIL

 

Veículo: Portal G1

Editoria: Geral

Assunto: Nove pessoas são mortas entre domingo e segunda-feira em SP

 

 

Nove pessoas são mortas entre domingo e segunda-feira em SP

Casos foram registrados em Itapevi, Jandira e Guarulhos.

Na capital paulista, homem e mulher morreram em praça.

 

Pelo menos nove pessoas foram assassinadas na região metropolitana de São Paulo entre domingo (2) e segunda-feira (3). Três vítimas, entre elas um guarda civil, morreram em Jandira, na Grande São Paulo.

O número de mortes entre a noite de domingo e a madrugada desta segunda-feira é superior à média diária de assassinatos no mesmo mês do ano passado, que foi de 7,7 vítimas (veja tabela).

Em Jandira, o guarda civil Givanildo Henrique da Silva, de 40 anos, que estava de folga, comemorava a vitória de uma partida de futebol em um bar, no Jardim Vale do Sol, na noite de domingo, quando criminosos invadiram o estabelecimento. De acordo com uma testemunha, eles não nada disseram antes de dar os disparos. O guarda civil foi atingido por cinco tiros e morreu no hospital. A polícia suspeita que o crime tenha sido praticado por traficantes. Outros dois homicídios foram registrados na cidade.

Em Itapevi, um adolescente suspeito de tentar roubar um ônibus e uma mulher por volta das 23h foi baleado pela polícia. Houve perseguição policial. Ele foi internado e o hospital não divulgou informações sobre o seu estado de saúde.

Em Guarulhos, criminosos fizeram disparos em um bar e deixaram seis feridos na tarde de domingo na Vila São Rafael. Entre eles, estava o ex-policial militar Cláudio Moraes, que morreu. Um homem teve que ser operado e os outros quatro não corriam risco de morrer.

Em São Paulo, na Zona Leste, um homem e uma mulher foram encontrados mortos em uma praça no bairro Vila Industrial. A irmã da mulher contou que a vítima era moradora de rua e usava crack.

Na Rodovia Ayrton Senna, na região de Cangaíba, um soldado da Polícia Militar reagiu a um assalto e matou um suspeito. O outro suspeito fugiu. Uma outra morte foi registrada na Vila Guilherme, na Zona Norte. Um outro homicídio foi registrado no Parque Santo Antônio, na Zona Sul.